Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

314 - Um fim de semana proveitoso

Dois acontecimentos gratificantes neste final de semana me fizeram reencontrar pessoas queridas. O primeiro foi o enlace matrimonial de Polliany e Wilson, realizado na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida de Montes Claros. A cerimônia foi muito bonita e sublimemente realçada pela felicidade expressiva da noiva, comprovada pelo seu sorriso escancarado no rosto, e pela simpatia e criatividade do padre que oficializou o casamento, que deu uma verdadeira aula de como deve ser o relacionamento entre casais. Muito legal! Para coroar essa união, a festa que aconteceu na Chácara Bugarin logo após o casamento, foi impecável. Ornamentação e buffet de altíssimo nível em um local de rara beleza, principalmente pela qualidade da iluminação dos jardins da chácara. Os convidados, a maioria deles de Espinosa, puderam usufruir de toda a estrutura montada na casa de eventos, que teve na sua trilha sonora, além de um flautista na recepção aos convidados e de um DJ na abertura da festa, os músicos espinosenses Ralysson e Gera. Mas até o Gracialino Ramos, o Véio, deu uma canja cantando algumas músicas.
À Poliany e Wilson o desejo de que tenham muita saúde, harmonia e felicidade na vida em comum.
A noiva Poliany exuberantemente feliz

Nosso feliz reencontro com a grande amiga Neuzinha

Tânia, Cléa e Lindacy

Eustáquio, Quinha e Leonardo Saldanha

Messias, Eustáquio e Lucídio com um amigo

Companheiros de 9 de Março, Claudão e Eustáquio

Para arrematar o ótimo fim de semana, fomos no domingo a uma confraternização na AABB, idealizada por Zena Alexandre, para reencontrar os amigos que estiveram distantes nas festas de Natal e Réveillon. E como foi reconfortante rever e abraçar grandes amigos e bater um longo papo, com muita alegria e descontração. E comer e beber também, pois a cerveja estava estupidamente gelada e o menu estava simplesmente divino. À Zena, que promoveu o nosso encontro, e a todos os amigos que lá estiveram presentes, o meu agradecimento pela tarde maravilhosa. Que tenham um ótimo ano de 2012.
Zena, Carol, Ingrid, Isabella, Margareth, Cléa e Eustáquio na AABB

Um belo e delicioso peixe foi servido

Margareth, Cléa, Zé Américo, Jesana, Zena, Carol e Isabella

A turma toda: Jesana, Margareth, Tânia, Cléa, Zé Américo,
Dinah, Eustáquio, Tiãozinho, Michael, Zena, Carol, Léo, Bruno,
Ana Clara, Ingrid e Isabella. Henrique foi o fotógrafo.

313 - Cássia Eller, sem você...Meu mundo ficou incompleto...

Caramba! Neste 29 de dezembro passado, em 2011, se completaram 10 anos do desaparecimento da estupenda cantora carioca Cássia Eller, por quem tenho imensa admiração. Gosto demais da sua voz potente e das suas interpretações cheias de suingue, sentimento e intensidade. Cássia está fazendo muita falta, assim como Cazuza, Renato Russo, John Lennon, Freddie Mercury, George Harrison, Elis Regina, Tom Jobim e tantos outros. A música atual anda precisando de novos ídolos que tenham algo a dizer e não ficar só no "ai, se eu te pego, delícia" e no "tchererê tchê tchê". Fica parecendo que o cara fez a música tentando pegar o pote de manteiga no café da manhã e o outro andava amando um gaúcho. Que coisa triste! Bom, deixa pra lá! Vamos falar de coisa boa, de música boa, de cantora boa. Boa, não, excelente! 
Cássia Rejane Eller nasceu no Rio de Janeiro, aos 10 de dezembro de 1962. Quando tinha 6 anos mudou-se com a família para Belo Horizonte. Depois, aos 10 anos, mudou-se novamente, em função da profissão do pai que era militar. Foi para Santarém, no Pará. Aos 12 anos, retornou para o Rio. Quando tinha 14 anos, ganhou um violão de presente e a partir daí começou o interesse pela música. Como tantos outros jovens músicos, tocava principalmente músicas dos Beatles. Aos 18 anos, chegou a Brasília e começou a se lançar como cantora, participando de coral, fazendo testes para musicais, trabalhando em duas óperas como corista, além de se apresentar como cantora de um grupo de forró e tocar surdo em um grupo de samba. Durante dois anos, fez parte do primeiro trio elétrico de Brasília, denominado Massa Real. Trabalhou em vários bares tocando e cantando. Ou seja, fez de tudo um pouquinho, tentando uma oportunidade na carreira artística.  Despontou no mundo artístico em 1981, ao participar de um espetáculo de Oswaldo Montenegro. Mas o primeiro disco só viria a sair em 1990, pela gravadora Polygram, depois de gravar uma fita demo com a música "Por enquanto" de Renato Russo, com a ajuda de um tio. O seu segundo disco saiu em 1992, também pela Polygram, com o nome de "O Marginal". Em 1994 sai o terceiro disco apenas com o seu nome na capa. Em 1996 é lançado "Cássia Eller - Ao Vivo". Em 1997 ela lança "Veneno Anti-Monotonia", o último pela gravadora Polygram e totalmente gravado com músicas de Cazuza. Com a sua nova gravadora Universal Music é lançado, em 1998, "Veneno Vivo". Com produção de Nando Reis, em 1999, chega às lojas o ótimo disco "Com você...Meu mundo ficaria completo". Em 2001, o melhor ano de sua carreira, nos dias 7 e 8 de março, em São Paulo, ela gravou o álbum "Acústico MTV" também com produção de Nando Reis e que chegaria a mais de 700 mil cópias vendidas. Também participa com estardalhaço do Rock in Rio III, no mesmo dia em que se apresentaram R.E.M., Foo Fighters, Beck, Barão Vermelho e Fernanda Abreu, show para mais de 190 mil pessoas, mais tarde lançado em disco.



A carreira de Cássia Eller sempre foi marcada pelo ecletismo musical, pois ela sempre gravou músicas de vários estilos, desde o samba até o rock, passando pelo pop e pela MPB, sempre com extrema qualidade e personalidade. Gilberto Gil, Caetano Veloso, Djavan, Chico Buarque, Renato Russo, Cazuza, Riachão, Arrigo Barnabé, Roberto Frejat, Beto Guedes, Luis Melodia, Rita Lee, entre outros, e artistas internacionais como Beatles, Jimi Hendrix e Nirvana tiveram músicas suas gravadas por ela. Mas quem mais participou da carreira e dos discos de Cássia foi o seu grande amigo Nando Reis, autor de alguns dos seus maiores sucessos, entre eles "O segundo sol", "E.C.T.", "As coisas tão mais lindas" e "Relicário".
Cássia Eller tinha uma forte personalidade e nunca escondeu a sua preferência sexual pelo mesmo sexo. Ela vivia com a namorada Maria Eugênia Vieira Martins e com o seu filho Francisco (carinhosamente chamado de Chicão), filho seu com o baixista Tavinho Fialho, morto em um acidente pouco antes do nascimento do menino. Cássia também era uma torcedora ilustre do Clube Atlético Mineiro.

Cássia Eller iria se apresentar na noite do Réveillon no Rio de Janeiro, em 2001, mas dois dias antes, no dia 29 de dezembro, um sábado, ela foi internada, pela manhã, na Clínica Santa Maria, no Bairro de Laranjeiras, no Rio, com enjoos e mal-estar. Às 19 horas e 15 minutos, Cássia Eller morria, com apenas 39 anos, de parada cardiorrespiratória causada por uma intoxicação exógena, deixando órfão não só o seu filho Chicão, mas milhares de fãs por todo o país, inclusive eu. A música brasileira ficava um pouquinho menos rica.

Álbuns de estúdio e ao vivo:
Cássia Eller (1990 - Polygram)
O marginal (1992 - Polygram)
Cássia Eller (1994 - Polygram)
Cássia Eller - Ao Vivo (1996 - Som Livre)
Veneno Antimonotonia (1997 - Polygram)
Veneno Vivo (1998 - Polygram)
Com você... Meu mundo ficaria completo (1999 - Universal Music)
Acústico MTV (2001 - Universal Music)
Dez de Dezembro (2002 - Warner Music) (Póstumo)
Lual MTV (2002 - Universal Music)
Rock in Rio ao Vivo (2006 - Universal Music)

Coletâneas:
Minha História (1997 - Polygram)
Música Urbana (1997 - Polygram)
Cássia Rock Eller (2000 - Universal Music)
Sem Limite (2001 - Universal Music)
Participação Especial (2002 - Universal Music)
Perfil (2003 - Som Livre)
I Love MPB (2004 - Universal Music)
A arte de Cássia Eller (2004 - Universal Music)
Novo Millennium (2005 - Universal Music)
Raridades (2008 - Som Livre)
Relicário (2011 - Universal Music)

DVD:
Com você...Meu mundo ficaria completo (1999 - Universal Music)
Acústico MTV (2001 - Universal Music)
Rock in Rio ao Vivo (2006 - Universal Music)

Violões (2011 - Universal Music)









312 - O inesquecível Tarzan dos Macacos, de Jane, de Boy e de Cheetah

Notícia divulgada há pouco tempo atesta o falecimento, aos 80 anos, da famosa chimpanzé do cinema americano, Cheetah, que fez enorme sucesso nos filmes de Tarzan. Confesso que achei estranho que só agora a macaca tenha morrido, já que o tempo normal de vida de um chimpanzé em cativeiro é de 40 a 60 anos, conforme relatos de técnicos especialistas do santuário Save the Chimps, na Flórida (EUA). Se confirmada a autenticidade de Cheetah, ela seria a chimpanzé com mais tempo de vida no mundo. Mas isso pouco importa. O interessante é que a notícia me fez levar de volta aos tempos glamurosos do Cine Coronel Tolentino de Tidim e Nelito, ali na Praça Antonino Neves, onde íamos com a maior expectativa assistir, deslumbrados, aos filmes com as aventuras de Tarzan dos Macacos.
Johnny Weissmuller quando nadador

O início de tudo: o livro de Edgar Rice Burroughs

O cartaz do primeiro filme com Johnny Weissmuller
A turma mais nova talvez nunca tenha ouvido falar de Cheetah ou de Tarzan e Jane, mas as suas aventuras mostradas no cinema eram uma coqueluche entre nós, crianças e adolescentes. O personagem Tarzan dos Macacos foi criado pelo escritor estadunidense Edgar Rice Burroughs em 1912 na revista All-Story Magazine e publicado em formato livro em 1914. O personagem era filho de aristocratas ingleses que desembarcaram na selva africana após um motim e acabaram mortos, sendo criado desde pequeno pelos macacos. Seu nome de batismo era John Clayton III, Lorde Greystoke. Na selva, o menino ficou conhecido como Tarzan, que significa "Pele Branca". Por ter sido criado na selva cheia de perigos, em meio aos macacos, Tarzan desenvolveu incríveis habilidades físicas além da capacidade de se comunicar com os animais. Esta última característica deixava-nos deslumbrados quando, nos filmes, ele com o seu grito gutural chamava os animais da floresta para ajudá-lo em alguma dificuldade. Era o máximo!
Maureen O´Sullivan, Cheetah e Johnny Weismuller

Os três em companhia de Boy (Johnny Sheffield), o filho adotivo
O personagem Tarzan também seria lançado em livros e em revistas, mas foi no cinema que ele me encantou. O primeiro ator a encarnar o personagem no ainda cinema mudo foi Elmo Lincoln, no filme "Tarzan, O Homem Macaco" (Tarzan Of The Apes), de 1919. Lincoln também estrelou o filme seguinte, "O Romance de Tarzan" (Romance of Tarzan, 1918) e o seriado "As Aventuras de Tarzan" (The Adventures of Tarzan, 1921, quinze episódios). Outros atores também interpretaram Tarzan na era do cinema mudo, como Gene Pollar e James H. Pierce. Já no cinema sonoro, outros atores também o fizeram como Lex Barker, Gordon Scott e Mike Henry. Na televisão, o ator Ron Ely foi o intérprete de Tarzan em uma cultuada série de cinquenta e sete episódios entre 1966 e 1968. Alguns desses episódios foram fundidos e exibidos nos cinemas. Mas ninguém encarnou melhor o personagem como o primeiro Tarzan do cinema sonoro, o nadador americano Johnny Weissmuller, que interpretou o herói da selva em doze fitas, primeiro na MGM e depois na RKO, ao lado da chimpanzé Cheetah e da atriz Maureen O´Sullivan que fez o papel de Jane nos seis primeiros filmes.

Weissmuller nasceu na Romênia aos 2 de junho de 1904 com o nome de batismo Johann Peter Weismüller, mudando-se com os pais para os Estados Unidos quando tinha apenas sete meses de idade. Antes de se tornar ator, Johnny Weissmuller construiu uma carreira excepcional como desportista, tendo conquistado cinco medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de 1924 e 1928. Ele estabeleceu 67 recordes mundiais de natação e ganhou 52 campeonatos nacionais, sendo considerado um dos melhores nadadores de todos os tempos. Esta sua habilidade na água o ajudou na confecção do personagem, já que ele abdicava de dublê nas cenas em que nadava entre os crocodilos. Uma das características mais famosas do personagem Tarzan era o seu longo e estridente grito de guerra, com que convocava os animais para se juntar a ele na floresta.
Depois de abandonar o papel de Tarzan, ele faria o personagem "Jim das Selvas" na série de mesmo nome, feita para a Columbia entre 1948 e 1955. Foram dezesseis filmes ao todo, com duração média de setenta minutos cada. Em 1955, a série transferiu-se para a TV, tendo sido feitos vinte e seis episódios de meia hora cada. 
  
Jonnhy Weismuller morreu em Acapulco, no México, em 20 de janeiro de 1984, aos 79 anos, vítima de um edema pulmonar. Ele está eternizado na capa do disco "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", dos Beatles.
Fonte: wikipedia.org

Assista aqui o trailer do primeiro filme da era Johnny Weissmuller como Tarzan:

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

311 - Valeu, Marcão!

Um dos maiores ídolos dos torcedores brasileiros dá adeus aos campos de futebol após uma carreira vitoriosa construída em mais de 19 anos. O "São Marcos", protagonista de defesas memoráveis defendendo o gol do Palmeiras e da Seleção Brasileira resolveu pendurar as chuteiras e encerrar a sua brilhante carreira de atleta profissional.

Marcos Roberto Silveira Reis, nascido na cidade paulista de Oriente aos 4 de agosto de 1973, iniciou a sua carreira nas categorias de base do Lençoense, da cidade de Lençóis Paulista (SP) transferindo-se em 1992 para o Palmeiras, clube onde construiu toda a sua trajetória de sucesso por 19 anos, até se aposentar neste início de 2012, caso raríssimo nos dias atuais. Entrou para a história como um dos goleiros mais eficientes na defesa de pênaltis, principalmente em jogos decisivos, como na Copa Libertadores da América de 1999 e 2000, contra o arquirrival Corínthians.
Exemplo de correção profissional, Marcos sempre se destacou também pelas declarações sinceras e inteligentes, sem aquelas idiotices decoradas, normalmente ditas em entrevistas pela imensa maioria dos jogadores de futebol. Uma de suas decisões mais elogiáveis se deu em 2002, quando recusou uma proposta de transferência para o Arsenal da Inglaterra, após a queda do Palmeiras para a segunda divisão do futebol brasileiro.


Entre os títulos conquistados com o Palmeiras, estão 4 campeonatos paulistas (1993, 1994, 1996 e 2008); 2 Torneios Rio-São Paulo (1993 e 2000); 1 Copa Mercosul (1998); 1 Copa dos Campeões (2000); 1 Copa Mercosul (1998); 1 Copa do Brasil (1998); 1 Campeonato Brasileiro da Série B (2003); 2 Campeonatos Brasileiros da Série A (1993 e 1994) e 1 Copa Libertadores da América (1999). Pela Seleção Brasileira ganhou a Copa das Confederações de 2005, a Copa América de 1999 e foi campeão do mundo ao atuar como goleiro titular do Brasil na conquista da Copa do Mundo de 2002.
Marcos fez 532 partidas pelo Palmeiras e é o 7° jogador que mais jogos fez pelo time. Está atrás apenas de Ademir da Guia (901 jogos), Leão (617 jogos), Dudu (609 jogos), Waldemar Fiúme (601 jogos), Valdemar Carabina (584 jogos) e Luís Pereira (568 jogos). Também carrega o título de melhor jogador da final e da Copa Libertadores da América de 1999. Disputou 29 jogos pela Seleção Brasileira de Futebol.

A última partida de Marcos como profissional aconteceu no ano passado, no dia 18 de setembro de 2011, pelo Campeonato Brasileiro, contra o Avaí, no Estádio da Ressacada em Florianópolis, que terminou empatada em 1 x 1.
Perseguido em toda a carreira por graves contusões, Marcos, aos 38 anos, resolveu parar, mas deixa o grande exemplo de seriedade, determinação e dignidade que sempre demonstrou em todos os momentos da sua vitoriosa carreira. Valeu, Marcão!   

310 - 91 anos de história do Cruzeiro Esporte Clube

Com um pequeno atraso, causado pela falta de tempo, estou hoje fazendo uma pequena homenagem aos meus grandes amigos torcedores do nosso maior rival, o Cruzeiro Esporte Clube, que nesta segunda-feira completou 91 anos de existência de uma história gloriosa de vitórias e grandes conquistas.
Nascido em Belo Horizonte aos 2 de janeiro de 1921 com o nome de Societá Sportiva Palestra Itália, o clube dos desportistas italianos da cidade foi obrigado a mudar de nome para Palestra Mineiro, em 30 de janeiro de 1942, devido à Segunda Guerra Mundial, quando o então presidente Getúlio Vargas determinou, através de decreto-lei, que não se usasse termos e denominações referentes às nações inimigas integrantes do chamado "Eixo": a Itália de Benito Mussolini, o Japão de Tojo Hideki e do Imperador Hirohito e a Alemanha de Adolf Hitler. O clube ainda trocaria novamente de nome e se chamaria Ypiranga, em 29 de setembro de 1942, mas por pouquíssimo tempo, pois depois de uma reunião da diretoria, em 7 de outubro de 1942, aprovou-se o novo nome que dura até hoje, Cruzeiro Esporte Clube, em homenagem a um dos símbolos da nossa pátria, a constelação do Cruzeiro do Sul. No ano de 1945 foi criado o mascote do clube, a raposa, pelo chargista Fernando Pieruccetti, mais conhecido como Mangabeira.
O Cruzeiro possui dois excelentes centros de treinamento denominados de "Toca da Raposa I", usado pelas categorias de base, e "Toca da Raposa II", destinado aos profissionais, além das suas instalações das suas sédes, campestre na Pampulha e urbana no Barro Preto.
Fazem parte da sua história grandes craques que permanecem eternamente na memória dos torcedores celestes como Tostão, Dirceu Lopes, Joãozinho, Piazza, Raul Plassmann, Alex, Sorín, Zé Carlos, Nonato, Dida, Nelinho, Ronaldo, Fred, Fábio e Montillo.
Os seus maiores goleadores são Tostão, com 249 gols; Dirceu Lopes, com 223 e Niginho com 207. Os que mais jogaram pelo clube são Zé Carlos, com 619 partidas; Dirceu Lopes, com 601 e Piazza com 556.
Os títulos conquistados pelo clube estão listados abaixo:
Campeonato Mineiro - 35 títulos
Supercampeonato Mineiro (2002) - 1 título
Copa dos Campeões Mineiros (1991 e 1999) - 2 títulos
Taça Minas Gerais (1973, 1982, 1983, 1984 e 1985) - 5 títulos
Copa Sul-Minas (2001 e 2002) - 2 títulos
Copa Centro-Oeste (1999) - 1 título
Copa Ouro (1995) - 1 título
Copa Master da Supercopa (1995) - 1 título
Recopa Sul-Americana (1998) - 1 título
Supercopa da Libertadores (1991 e 1992) - 2 títulos
Copa do Brasil (1993, 1996, 2000 e 2003) - 4 títulos
Taça Brasil (1966) - 1 título
Campeonato Brasileiro (2003) - 1 título
Copa Libertadores da América (1976 e 1997) - 2 títulos

Equipe campeã da Taça Brasil em 1966

Equipe campeã da Copa do Brasil em 2003

Equipe campeã do Campeonato Brasileiro em 2003

Equipe campeã da Copa Libertadores da América em 1976

Equipe campeã da Copa Libertadores da América em 1997

Equipe vice-campeã brasileira em 2010
Um grande abraço a todos os cruzeirenses que fazem parte do meu círculo de amizades. Que tenham um ano repleto de realizações e momentos de felicidade e que o seu time continue a nos dar bastante alegria, como sempre. É o que eu sempre digo: "não sei quem mais me dá alegria, se o meu Galo ou o Cruzeiro." (rs)
Um grande abraço espinosense.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

309 - Canal 100 - Uma surpreendente visão do futebol

Os apaixonados por cinema devem se lembrar bem dos cinejornais que eram apresentados antes dos filmes, na década de 70 e 80. O Canal 100 era uma maravilha de se ver, pois apresentava notícias na tela grande, informando e divertindo as plateias do país inteiro. Mas o destaque maior se dava com as transmissões das notícias do futebol carioca, principalmente. Chegavam com um substancial atraso, é verdade. Mas quem se importava? Era ótimo assistir àquelas imagens maravilhosas dos grandes clássicos cariocas, em câmera lenta, uma locução espetacular e a sua tradicional música de abertura. O interessante era perceber o foco das câmeras no goleiro revoltado após levar um gol, ou em um torcedor mais excêntrico ou todo fantasiado na geral do estádio, ou ainda a imagem do craque esperando a chegada da bola para fazer o gol, tudo em câmera lenta. Era bonito demais!
Craques memoráveis como Garrincha, Pelé, Gérson, Zico e tantos outros tiveram imortalizadas as suas atuações. Momentos históricos do futebol brasileiro também foram filmados pelo Canal 100, inclusive a lendária vitória do Galo sobre a seleção brasileira de 70 por 2 x 1. Imperdível!


Uma breve história do canal 100:
Para muitos o cinema é o conjunto dos grandes filmes. Para outros, o cinema não passa de uma técnica de ilusão. Mas para aquele que quer conhecer a história do século XX, para quem busca desvendar o segredo dos deuses e das lendas do homem contemporâneo, o cinema é, sem qualquer dúvida, a mais importante das fontes de informação.
Daí a importância dos cinejornais. Como gênero de cinema, em todo o mundo, o cinejornal esteve presente registrando o século. No Brasil desde os anos cinqüenta, o Canal 100 criou a legenda dos grandes cinejornais.
O criador Carlos Niemeyer, começou a fazer cinema nos anos 50, produzindo com Jean Manzon alguns documentários sobre o Rio de Janeiro. Em 1958, fundou sua própria produtora que mais tarde se especializou em cinejornal. Surgia o Canal 100, que de 1959 a 1986, produziu um cinejornal por semana, formando um importante acervo cinematográfico dos acontecimentos jornalísticos da época (aproximadamente setenta mil minutos de imagens).
O nome Canal 100 foi uma analogia à televisão que até recentemente se identificava pelo número do canal. Canal 13 (TV Rio), Canal 6 (TV Tupi), Canal 4 (TV Globo) etc. Canal 100 era na visão de Carlos Niemeyer um número inatingível pela televisão.
Desde 1959 as lentes do Canal 100 tentaram inovar: seja na simples criação das vinhetas, ou na "mise-en scène" da montagem, e principalmente nas filmagens, onde sobressaiu Francisco Torturra, o melhor cinegrafista de futebol da história dos cinejornais. Tudo sob a supervisão de Carlos Niemeyer.
Na parte musical, foram compostas trilhas para cada vinheta do jornal, uma delas com partituras do maestro Tom Jobim. No futebol, após diversas tentativas, descobriu-se o samba de Luis Bandeira, "Na Cadência do Samba", que virou hino e trilha sonora do futebol brasileiro.
Criador de um estilo próprio, foi no futebol que a marca do jornal se tornou mais famosa. O perfeito casamento entre o maior esporte do mundo e a síntese de todas as artes, o cinema.
Como dizia Nélson Rodrigues: "Foi a equipe do Canal 100 que inventou uma nova distância entre o torcedor e o craque, entre o torcedor e o jogo, grandes mitos do nosso futebol, em dimensão miguelangesca, em plena cólera do gol. Suas coxas plásticas, elásticas enchendo a tela. Tudo o que o futebol brasileiro possa ter de lírico, dramático, patético, delirante…"
Mas, apesar de todo o sucesso, os tempos mudaram e em 1985 o Ministério da Cultura do governo Figueiredo, apoiado pelos lobistas do cinema americano, inviabilizou a produção, proibindo a propaganda comercial em cinejornal. Era o fim do futebol do Canal 100 e de um estilo brasileiro de fazer cinema.
A principal atividade da produtora nestes mais de 40 anos foi a produção e manutenção de um dos maiores acervos cinematográficos do país. Foram 52 edições anuais de 1959 até 1986 num total de 1.924 cinejornais, além de edições extras de cinejornais adquiridos pelo Canal 100 do início do século.
Imagens políticas desde a era Vargas, passando por JK, Jânio Quadros, Jango, os comícios de Lacerda, o golpe militar de 64, a marcha com Deus pela Família, comícios e as passeatas estudantis, a ditadura militar, as "Diretas Já" até a eleição de Tancredo e a posse de Sarney. O Carnaval carioca; os bailes do Copacabana Palace e do Municipal; desfiles de Escola de Samba e o carnaval de rua desde os anos 30. A evolução da música popular brasileira, o início da Bossa Nova, a Jovem Guarda, a Tropicália, os festivais da canção na década de 60, o samba, o rock etc. Imagens de personalidades internacionais do mundo artístico e político: Brigitte Bardot, Fidel Castro, Rainha Elizabeth, Senador Kennedy etc. O mundo da arte desde peças teatrais, exposições, lançamentos de filmes, desfile de moda nacionais e internacionais, concurso de miss de Marta Rocha a Vera Fisher. O Canal 100 mostra a evolução dos esportes no Brasil: do tênis de Maria Ester Bueno e o boxe dos tempos de Éder Jofre ao surf no Arpoador no início da década de 60. Imagens desde as Olimpíadas de 1960 com imagens exclusivas de Montreal 1976. A cidade do Rio de Janeiro foi registrada desde quando era a capital do Brasil. O Canal 100 acompanhou todas as suas mudanças, da época do bonde à inauguração do metrô, além de sua beleza natural, seu povo e seus costumes.
Fonte: canal100.com.br



308 - O Ypiranga do Bairro Cigano

Um time que durante muito tempo movimentou o futebol de Espinosa, sendo um grande adversário do Cruzeirinho, nasceu no Bairro Cigano. O Ypiranga, que por longo tempo foi dirigido por Gibão e seus irmãos (e outros dirigentes), foi de suma importância para o futebol da cidade, conquistando enorme legião de torcedores apaixonados e revelando muitos bons jogadores. Um dos melhores jogadores da sua história, o zagueiro Nenzão, meu amigo, foi quem gentilmente me passou essas fotografias que publico aqui. Infelizmente não consegui identificar todos os jogadores, mas reconheci alguns, entre eles Nenzão, Robinho, Rogerinho, Izaías, Aílton, Ito, Valdir, Gibão, Borges, Neguinho, Nelsão, Bi, Rubão etc. Mandem comentários identificando e nominando todos eles, por favor.
Um grande abraço espinosense.





  

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

307 - A inauguração do Espaço Bella Távolla de Zena Alexandre

Na quinta-feira da semana passada, dia 22 de dezembro, nossa grande amiga espinosense Zenaide Alexandre recebeu familiares, amigos e clientes para uma festa de inauguração do novo endereço do seu Buffet Zena Alexandre na cidade de Montes Claros. Para quem não sabe, Zena possui um dos buffets mais conceituados da cidade de Montes Claros e agora está investindo em um espaço para realização de eventos em geral, logicamente com toda a sua estrutura de ótima qualidade de produtos e de atendimento. Fomos convidados e lá estivemos ao lado de outros espinosenses naturais e de coração, como Eduardo e Merina, Quinha e Lindacy, Jair e Suzane, Zé Américo e Margareth e Djair e Zezé. Além de muita comida de excelente qualidade e cerveja bem gelada, houve a apresentação da ótima banda MPBar, que animou os convidados até a madrugada. Zenaide, além de ser uma pessoa maravilhosa, é também um exemplo de determinação, luta e empreendedorismo, uma batalhadora incansável.
Sucesso e bons fluidos a ela nesta nova empreitada. Que Deus a proteja!
O Espaço Bella Távolla fica no trevo do aeroporto

A fachada do novo empreendimento

Luzes coloridas na decoração da entrada

Passarela de entrada do salão de festas

Jardim lateral do local, verdemente iluminado

A chegada dos convidados

O acesso ao salão de festas

Muito requinte e bom gosto, como sempre

Tudo pronto à espera dos convidados

Espaço aconchegante para os convivas

Os convidados chegavam aos poucos

O palco onde se apresentou a banda MPBar

Pista de dança em frente ao palco

A sua bela filha Isabella Cristina recepciona os convidados

A banda MPBar deu um show de competência

As senhoras Margareth, Zezé, Leda e Cléa na festa

Os senhores Eustáquio, Djair, Zé Américo, Adeílson e Tiãozinho

Atendimento de primeira qualidade, com muita cerveja gelada

Muita gente jovem e bonita compareceu

A festa avançou pela madrugada

A turma se esbaldou com o som do MPBar

A anfitriã Zena Alexandre no seu novo empreendimento