Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

segunda-feira, 6 de julho de 2026

4103 - Mais um adeus precoce da Seleção Brasileira na Copa

Mais uma enorme decepção dos apaixonados brasileiros no futebol. Mais um fracasso do selecionado brasileiro na disputa de Copa do Mundo da FIFA.
O terceiro confronto das oitavas de final aconteceu entre o nosso Brasil e a Noruega na tarde do domingo, 5 de julho de 2026, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. E tudo parecia ir bem, mesmo com a Noruega tendo maior posse de bola no primeiro tempo e marcando um gol logo aos 2 minutos de partida, anulado por impedimento. Logo adiante, aos 6 minutos, houve a marcação de um pênalti claro sobre Matheus Cunha e a chance de sair na frente do placar. Mas a arbitragem só confirmou a penalidade depois de interferência do VAR. O ótimo meio-campista Bruno Guimarães, um dos destaques do time na Copa, foi para a cobrança aos 13 minutos. E desperdiçou. Chutou no canto esquerdo à meia altura para ótima defesa do goleiro Orjan Nyland. Uma ducha de água fria na torcida brasileira. Aos 39 minutos, ótima chance para o Brasil. Vini recuperou uma bola, tabelou com Gabriel Martinelli e fuzilou forte para arrojada defesa de Nyland. Aos 45, excelente chance criada pela Noruega, com Alísson fazendo grande defesa em chute do craque Martin Ødegaard.
E veio a segunda etapa. Logo aos 13 minutos, mais uma grande chance de gol para o Brasil, com Vinícius Júnior dando um passe maravilhoso e colocando o jovem Endrick, que havia entrado no lugar de Matheus Cunha, na cara do goleiro rival. Mas Endrick desperdiçou, tocando de leve para a linha de fundo. Aos 17, mais uma boa chance, com Rayan chutando forte para outra bela defesa do goleiraço Nyland. Aos 29, foi a vez de a Noruega ter a chance, mas Alisson fez ótima defesa em chute forte de Andreas Schjelderup. O mesmo camisa 21, quatro minutos depois, fez certeiro cruzamento da esquerda na cabeça de Erling Haaland, que ganhou a disputa com Gabriel Magalhães e colocou a Noruega na frente do placar, para incredulidade de muitos. Bola indefensável, no canto direito baixo do goleiro Alisson. Era o começo do fim. Aos 39, um lance espetacular. Em tentativa de interceptação da bola em ataque brasileiro, o zagueiro Vassbakk Ajer tocou alto a bola contra seu próprio gol, exigindo uma defesa espetacular do iluminado Orjan Nyland. A bola ainda tocou na trave esquerda, mas não entrou. Aos 44 minutos, Haaland recebeu com bastante espaço para chutar forte, rasteiro e preciso para marcar o seu segundo gol na partida, matando definitivamente o jogo. Estava decretada a inesperada derrota brasileira. No último minuto dos acréscimos, um alento, um pênalti marcado sobre Casemiro. O inofensivo Neymar, que havia entrado em campo aos 22 minutos, cobrou com a sua costumeira categoria e eficiência e diminuiu o placar, mas não havia mais tempo para a tentativa de reação. Brasil mais uma vez eliminado por uma equipe europeia em Copa, um desastre recorrente. A Noruega irá enfrentar a Inglaterra nas quartas de final.



RESUMO DA PARTIDA
NORUEGA 2 X 1 BRASIL
Motivo: Oitavas de final da Copa do Mundo FIFA 2026
Data: Domingo, 17h, 05-07-2026
Local: MetLife Stadium, em Nova Jersey, Estados Unidos
Arbitragem:
Árbitro: Ismail Elfath
Assistentes: Corey Parker e Kyle Atkins
Quarto Árbitro: Saíd Martínez
Gols: Erling Haaland, aos 33 e aos 44 minutos do 2º tempo (Noruega); Neymar (pênalti), aos 54 minutos do 2º tempo (Brasil)
Cartão amarelo: Neymar (Brasil)
NORUEGA: 1-Nyland; 26-Ryerson (14-Aursnes), 3-Ajer, 17-Heggem e 5-Wolfe (4-Östigaard); 8-Berge, 6-Berg e 10-Ödegaard; 7-Sörloth (21-Schjelderup), 9-Haaland e 20-Nusa (22-Bobb)
Treinador: Staale Solbakken 
Estiveram no banco de reservas: 12-Tangvik, 13-Selvik, 24-Langaas, 25-Falchener, 15-Björkan, 18-Thorstvedt, 2-Thorsby, 19-Aasgaard, 11-Larsen e 23-Hauge
BRASIL: 1-Alisson; 13-Danilo, 4-Marquinhos, 3-Gabriel Magalhães e 16-Douglas Santos; 5-Casemiro, 8-Bruno Guimarães (2-Éderson) e 22-Gabriel Martinelli (18-Danilo Santos); 26-Rayan (10-Neymar), 9-Matheus Cunha (19-Endrick) e 7-Vini Jr.
Treinador: Carlo Ancelotti
Estiveram no banco de reservas: 12-Weverton, 23-Ederson, 14-Bremer, 24-Ibañez, 15-Léo Pereira, 6-Alex Sandro, 17-Fabinho, 11-Raphinha, 21-Luiz Henrique e 25-Igor Thiago



E o nosso Brasil deu adeus a mais uma Copa do Mundo, eliminado novamente por uma seleção europeia de força mediana: Holanda, Bélgica, Croácia e agora a Noruega. Em toda derrota há uma alucinada corrida para se encontrar um culpado pelo fracasso. Alguém ansioso indicará o Bruno Guimaraes, que perdeu o pênalti. Ou o Endrick, que perdeu ótima chance de gol. Ou o Vini, que não contrariou a decisão do treinador de deixar a cobrança para o companheiro. Ou o Neymar, que jogou pouco e sem destaque algum. Discordo. E se há algum culpado, infelizmente o treinador Carlo Ancelotti pode ser escolhido por suas decisões consideradas equivocadas. Levou para a Copa o Neymar completamente fora de condições físicas e técnicas. Convocou jogadores contestados. Escalou mal o time. Decidiu por uma estratégia ineficiente. Escolheu indevidamente o responsável pela cobrança do pênalti. E fez substituições que não funcionaram, pelo contrário, desajustaram a equipe. Mas a verdade nua e crua é que o Brasil já não tem mais os geniais jogadores de outrora e sua seleção já não é a melhor do mundo. Outras seleções evoluíram bastante ao longo dos anos e se encontram muito acima na qualidade individual e coletiva. Fato irrefutável!



O ciclo final de Neymar, Danilo e Casemiro na seleção abre caminho para uma renovação que já conta com excelentes jogadores como Estêvão, Rayan, Endrick, Bruno Guimarães, Gabriel Magalhães, Raphinha, Matheus Cunha, Danilo Santos etc. O craque Neymar deixa a seleção mais uma vez sem conseguir fazer a diferença que todos esperavam com enorme expectativa. Vítima de lesões seguidas na carreira nos últimos tempos, o último remanescente dos habilidosos craques brasileiros não conseguiu se destacar nesta Copa, jogando pouco tempo e, quando em campo, aparecendo mais em lances polêmicos de entrada violenta, discussão com adversários e atitudes infantis de provocação com jogadores rivais. Futebol que é bom, nada! Uma pena! Enquanto o nosso mais famoso jogador deixa a Copa sem destaque, os seus concorrentes brilham em campo, com Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Harry Kane, Kylian Mbappé e Erling Haaland fazendo História, com excelentes atuações, gols, assistências e quebras de recordes. Neymar praticamente encerrou sua carreira na elite do futebol de forma melancólica, apresentando um futebol muito distante daquele que encantou o mundo quando brilhou intensamente com as camisas de Santos, Barcelona e Paris Saint-Germain. É triste, mas a hora da derrocada chega para todo mundo, sobretudo no futebol. Agora é torcer para que o Estêvão se consolide como o nosso maior craque, com toda humildade e dedicação, desviando-se do caminho da arrogância, da soberba e dos prazeres mundanos. Quem sabe o jovem e talentoso Estêvão não seja o líder que nos devolverá o orgulho de sermos novamente Campeões do Mundo?
Um grande abraço espinosense. 

4102 - Filmes sobre futebol em plena Copa

Mesmo com a Copa do Mundo em polvorosa, com grandes jogos na fase inicial dos mata-matas, ainda sobra um tempinho para apreciar produções cinematográficas, inclusive sobre o tema futebol, nas plataformas de streaming. Na Netflix estão disponíveis duas excelentes produções que abordam assuntos distintos sobre o esporte mais amado do mundo.
A primeira opção trata de uma abordagem bem-humorada de um fato que surpreendeu o Brasil e o mundo, quando na noite de 19 de dezembro de 1983, dois ladrões furtaram, da sede da CBF na Rua da Alfândega, 70, Centro do Rio de Janeiro, a famosa taça Jules Rimet, conquistada definitivamente pela Seleção Brasileira depois de vencer três mundiais de futebol da FIFA.
O filme de 1h25 que mistura realidade e ficção, dirigido por Caíto Ortiz e lançado em 8 de setembro de 2016, traz no elenco a jovem e sedutora Dolores (Taís Araújo) e o picareta Peralta (Paulo Tiefenthaler) como protagonistas e mais os personagens Borracha (Danilo Grangheia), Geraldinho (Pedro Wagner), Cortez (Milhem Cortaz), Presidente da CBF (Stepan Nercessian), Cecílio (Leandro Firmino), Albino (Mr. Catra), Bispo (Hamilton Vaz Pereira), Diego Armando Garcia (Fabio Marcoff), Vigia CBF (Álvaro Diniz), Luiz Gustavo (Thelmo Fernandes) e Moacir (Otto Jr.).



Outra produção sobre futebol que merece uma atenção especial é a minissérie "Várzea: Onde Nasce o Futebol", também disponível na Netflix desde o dia 20 de junho. 
Focada nos times de várzea da cidade de São Paulo, a série mostra a paixão pelo esporte e a cobrança dos fanáticos torcedores pelo bom desempenho dos atletas que jogam defendendo as cores das equipes das suas comunidades nas periferias da metrópole. Com participação de dois astros que saíram dos campos de várzea para vestirem a camisa da Seleção Brasileira, Cafu e Raphinha, a minissérie mostra jogadores que usam o futebol para sustentarem suas famílias, bem como dirigentes abnegados que trabalham apaixonadamente pelos times amadores sem qualquer remuneração, apenas por amor.
O panorama mudou bastante com o passar do tempo. Atualmente alguns campos de terra, os chamados terrões, foram transformados em campos de grama sintética e os jogadores ganham um dinheiro razoável para jogarem pelas suas equipes, tornando-se quase profissionais do futebol.
A produção acompanha partidas da Super Copa Pioneer, considerada a maior e mais prestigiada competição de várzea do país, que tem sua partida final realizada no estádio do Palmeiras, a Allianz Arena. São mostrados os bastidores, a rotina dos jogadores, lances de jogos, suas histórias pessoais e familiares, revelando a importância social do futebol nas comunidades, em um cenário bem diferente dos grandes e milionários ídolos do futebol profissional.
"Várzea: Onde Nasce o Futebol" é uma produção da Ginga Pictures, em parceria com a R21, feito para a Netflix, com direção de Alec Cutter, e que tem três capítulos: "O Sonho" (36m), "Vida ou Morte" (41m) e "A Taça é Nossa" (38m).
 


Enquanto os maiores craques do planeta usufruem das suas mordomias na disputa da Copa do Mundo, com alguns astros faturando milhões de dólares além dos salários, com marketing e divulgação de marcas, os atletas da várzea ganham valores razoáveis e sofrem uma pressão enorme para serem vencedores em campo. Mas o sonho de tornar-se um jogador profissional ainda é uma saída para as crianças e adolescentes dos bairros mais pobres deixarem a pobreza e conseguirem dar às suas famílias uma vida mais digna e confortável. Infelizmente o caminho é estreito e muitos se perdem na criminalidade, perdendo o rumo e até a própria vida.
Um grande abraço espinosense.