Mais uma enorme decepção dos apaixonados brasileiros no futebol. Mais um fracasso do selecionado brasileiro na disputa de Copa do Mundo da FIFA.
O terceiro confronto das oitavas de final aconteceu entre o nosso Brasil e a Noruega na tarde do domingo, 5 de julho de 2026, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. E tudo parecia ir bem, mesmo com a Noruega tendo maior posse de bola no primeiro tempo e marcando um gol logo aos 2 minutos de partida, anulado por impedimento. Logo adiante, aos 6 minutos, houve a marcação de um pênalti claro sobre Matheus Cunha e a chance de sair na frente do placar. Mas a arbitragem só confirmou a penalidade depois de interferência do VAR. O ótimo meio-campista Bruno Guimarães, um dos destaques do time na Copa, foi para a cobrança aos 13 minutos. E desperdiçou. Chutou no canto esquerdo à meia altura para ótima defesa do goleiro Orjan Nyland. Uma ducha de água fria na torcida brasileira. Aos 39 minutos, ótima chance para o Brasil. Vini recuperou uma bola, tabelou com Gabriel Martinelli e fuzilou forte para arrojada defesa de Nyland. Aos 45, excelente chance criada pela Noruega, com Alísson fazendo grande defesa em chute do craque Martin Ødegaard.
E veio a segunda etapa. Logo aos 13 minutos, mais uma grande chance de gol para o Brasil, com Vinícius Júnior dando um passe maravilhoso e colocando o jovem Endrick, que havia entrado no lugar de Matheus Cunha, na cara do goleiro rival. Mas Endrick desperdiçou, tocando de leve para a linha de fundo. Aos 17, mais uma boa chance, com Rayan chutando forte para outra bela defesa do goleiraço Nyland. Aos 29, foi a vez de a Noruega ter a chance, mas Alisson fez ótima defesa em chute forte de Andreas Schjelderup. O mesmo camisa 21, quatro minutos depois, fez certeiro cruzamento da esquerda na cabeça de Erling Haaland, que ganhou a disputa com Gabriel Magalhães e colocou a Noruega na frente do placar, para incredulidade de muitos. Bola indefensável, no canto direito baixo do goleiro Alisson. Era o começo do fim. Aos 39, um lance espetacular. Em tentativa de interceptação da bola em ataque brasileiro, o zagueiro Vassbakk Ajer tocou alto a bola contra seu próprio gol, exigindo uma defesa espetacular do iluminado Orjan Nyland. A bola ainda tocou na trave esquerda, mas não entrou. Aos 44 minutos, Haaland recebeu com bastante espaço para chutar forte, rasteiro e preciso para marcar o seu segundo gol na partida, matando definitivamente o jogo. Estava decretada a inesperada derrota brasileira. No último minuto dos acréscimos, um alento, um pênalti marcado sobre Casemiro. O inofensivo Neymar, que havia entrado em campo aos 22 minutos, cobrou com a sua costumeira categoria e eficiência e diminuiu o placar, mas não havia mais tempo para a tentativa de reação. Brasil mais uma vez eliminado por uma equipe europeia em Copa, um desastre recorrente. A Noruega irá enfrentar a Inglaterra nas quartas de final.
RESUMO DA PARTIDA
NORUEGA 2 X 1 BRASIL
Motivo: Oitavas de final da Copa do Mundo FIFA 2026
Data: Domingo, 17h, 05-07-2026
Local: MetLife Stadium, em Nova Jersey, Estados Unidos
Arbitragem:
Árbitro: Ismail Elfath
Assistentes: Corey Parker e Kyle Atkins
Quarto Árbitro: Saíd Martínez
Gols: Erling Haaland, aos 33 e aos 44 minutos do 2º tempo (Noruega); Neymar (pênalti), aos 54 minutos do 2º tempo (Brasil)
Cartão amarelo: Neymar (Brasil)
NORUEGA: 1-Nyland; 26-Ryerson (14-Aursnes), 3-Ajer, 17-Heggem e 5-Wolfe (4-Östigaard); 8-Berge, 6-Berg e 10-Ödegaard; 7-Sörloth (21-Schjelderup), 9-Haaland e 20-Nusa (22-Bobb)
Treinador: Staale Solbakken
Estiveram no banco de reservas: 12-Tangvik, 13-Selvik, 24-Langaas, 25-Falchener, 15-Björkan, 18-Thorstvedt, 2-Thorsby, 19-Aasgaard, 11-Larsen e 23-Hauge
BRASIL: 1-Alisson; 13-Danilo, 4-Marquinhos, 3-Gabriel Magalhães e 16-Douglas Santos; 5-Casemiro, 8-Bruno Guimarães (2-Éderson) e 22-Gabriel Martinelli (18-Danilo Santos); 26-Rayan (10-Neymar), 9-Matheus Cunha (19-Endrick) e 7-Vini Jr.
Treinador: Carlo Ancelotti
Estiveram no banco de reservas: 12-Weverton, 23-Ederson, 14-Bremer, 24-Ibañez, 15-Léo Pereira, 6-Alex Sandro, 17-Fabinho, 11-Raphinha, 21-Luiz Henrique e 25-Igor Thiago
E o nosso Brasil deu adeus a mais uma Copa do Mundo, eliminado novamente por uma seleção europeia de força mediana: Holanda, Bélgica, Croácia e agora a Noruega. Em toda derrota há uma alucinada corrida para se encontrar um culpado pelo fracasso. Alguém ansioso indicará o Bruno Guimaraes, que perdeu o pênalti. Ou o Endrick, que perdeu ótima chance de gol. Ou o Vini, que não contrariou a decisão do treinador de deixar a cobrança para o companheiro. Ou o Neymar, que jogou pouco e sem destaque algum. Discordo. E se há algum culpado, infelizmente o treinador Carlo Ancelotti pode ser escolhido por suas decisões consideradas equivocadas. Levou para a Copa o Neymar completamente fora de condições físicas e técnicas. Convocou jogadores contestados. Escalou mal o time. Decidiu por uma estratégia ineficiente. Escolheu indevidamente o responsável pela cobrança do pênalti. E fez substituições que não funcionaram, pelo contrário, desajustaram a equipe. Mas a verdade nua e crua é que o Brasil já não tem mais os geniais jogadores de outrora e sua seleção já não é a melhor do mundo. Outras seleções evoluíram bastante ao longo dos anos e se encontram muito acima na qualidade individual e coletiva. Fato irrefutável!
O ciclo final de Neymar, Danilo e Casemiro na seleção abre caminho para uma renovação que já conta com excelentes jogadores como Estêvão, Rayan, Endrick, Bruno Guimarães, Gabriel Magalhães, Raphinha, Matheus Cunha, Danilo Santos etc. O craque Neymar deixa a seleção mais uma vez sem conseguir fazer a diferença que todos esperavam com enorme expectativa. Vítima de lesões seguidas na carreira nos últimos tempos, o último remanescente dos habilidosos craques brasileiros não conseguiu se destacar nesta Copa, jogando pouco tempo e, quando em campo, aparecendo mais em lances polêmicos de entrada violenta, discussão com adversários e atitudes infantis de provocação com jogadores rivais. Futebol que é bom, nada! Uma pena! Enquanto o nosso mais famoso jogador deixa a Copa sem destaque, os seus concorrentes brilham em campo, com Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Harry Kane, Kylian Mbappé e Erling Haaland fazendo História, com excelentes atuações, gols, assistências e quebras de recordes. Neymar praticamente encerrou sua carreira na elite do futebol de forma melancólica, apresentando um futebol muito distante daquele que encantou o mundo quando brilhou intensamente com as camisas de Santos, Barcelona e Paris Saint-Germain. É triste, mas a hora da derrocada chega para todo mundo, sobretudo no futebol. Agora é torcer para que o Estêvão se consolide como o nosso maior craque, com toda humildade e dedicação, desviando-se do caminho da arrogância, da soberba e dos prazeres mundanos. Quem sabe o jovem e talentoso Estêvão não seja o líder que nos devolverá o orgulho de sermos novamente Campeões do Mundo?
Um grande abraço espinosense.
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