Foi com os sentimentos de saudade e tristeza que tomei conhecimento há pouco do falecimento do ex-colega de trabalho Régis Carmello. Com seus inconfundíveis bigodão e calvície, Régis trabalhou na agência do Banco do Brasil de Espinosa por um bom tempo, criando fortes laços de amizade na nossa comunidade, sempre atuante e participativo nos eventos sociais da época. Ele tinha 88 anos de idade e morava em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
À esposa Aracy, às filhas Lourdes, Cármem e Sônia Regina e aos demais familiares, registro aqui os meus sinceros sentimentos de pesar, a minha solidariedade cristã e a prece ao Senhor Deus para que lhes conforte neste momento de tamanha tristeza e sofrimento com a perda de pessoa tão querida.
Que o Régis, findada sua caminhada terrena, descanse na mais completa paz no Reino dos Céus.
Também registro os falecimentos de Adnaldo Alves, de Domingos Tertulino de Oliveira, o Zinho, e de Juarez Carvalho de Lima.
A todos os familiares dos falecidos os meus sentimentos de pesar. Que o bom Deus os console e que os irmãos mortos descansem em paz!
Que pena, está quase acabando! A Copa do Mundo FIFA 2026 está chegando ao seu momento mais esperado, a grande final para que conheçamos a melhor seleção do planeta na atualidade. Após 104 partidas, na maioria de muita qualidade técnica e imensa emoção, eis que a Copa do Canadá, dos Estados Unidos e do México chega ao seu final com enorme sucesso, algumas polêmicas extra e intracampo, umas jogadas desonestas de bastidores do poder e um brilho gigantesco dos maiores craques dos tempos atuais, grande parte deles se despedindo do futebol. O gênio argentino Lionel Messi, o fenômeno português Cristiano Ronaldo e os craques croata Luka Modric, senegalês Sadio Mane, belga Kevin De Bruyne, alemão Manuel Neuer, colombiano James Rodríguez e suíço Granit Xhaka estão se despedindo da disputa da Copa e da carreira profissional, nos seus últimos momentos em campo.
Outros jogadores também se destacaram, especialmente os goleiros, com ótimas performances de Vozinha (Cabo Verde), Eloy Room (Curaçao), Lionel Mpasi (República Democrática do Congo), Orlando Gill (Paraguai), Ronwen Williams (África do Sul), Gregor Kobel (Suíça), Emiliano "Dibu" Martínez (Argentina), Unai Simón (Espanha), Mike Maignan (França), Thibaut Courtois (Bélgica), Diogo Costa (Portugal), Yassine Bounou (Marrocos) e Bart Verbruggen (Holanda). Mas também se sobressaíram jovens craques como Lamine Yamal (Espanha), Desiré Doué e Michael Olise (França), Vinícius Júnior, Rayan, Gabriel Magalhães e Bruno Guimarães (Brasil), Ayyoub Bouaddi (Marrocos), Yan Diomandé (Costa do Marfim), Antonio Nusa (Noruega), Erling Haaland (Noruega), Ibrahim Mbaye (Senegal), João Neves (Portugal), Pau Cubarsí (Espanha), Nico Paz (Argentina) e Warren Zaïre-Emery (França). E teve mais gente merecedora de elogios. Alguns poucos decepcionaram.
Antes de a bola rolar nas semifinais, eu apostava nas vitórias de França e Argentina, com a França sendo a minha favorita a levantar a taça de Campeã Mundial. Deu errado, parcialmente.
Na tarde da terça-feira, 14 de julho, entraram em campo, na primeira partida semifinal, as favoritas equipes de França e Espanha, na expectativa geral de um jogo espetacular e memorável. Mas para surpresa minha, a partida não teve a efervescência e a equivalência aguardadas. A França, com seus tantos craques renomados, não conseguiu se desvencilhar da força e do domínio da ajustada Espanha. Os primeiros minutos de jogo foram de muita cautela das equipes, concentradas nas estratégias desenhadas pelos treinadores. Um verdadeiro jogo de xadrez. A Espanha teve uma boa chance em cobrança de falta aos 10 minutos, mas Álex Baena desperdiçou chutando na barreira. A França ameaçou a Espanha em um longo lançamento para Mbappé, que foi desarmado pela defesa espanhola, aos 15. Logo adiante, aos 19 minutos, um lance infeliz de Digne foi decisivo para o desenrolar da partida. O lateral-esquerdo francês se atrapalhou e atingiu o rápido e envolvente Lamine Yamal, cometendo pênalti indiscutível. Um vacilo fatal, que Oyarzabal aproveitou para colocar a Espanha em vantagem no placar, com uma cobrança forte e indefensável para Maignan. O dia não era mesmo positivo para a França, que perdeu seu zagueiro Saliba aos 29 minutos, lesionado e substituído por Lacroix. A Espanha tinha mais posse de bola, trocava passes em profusão e dominava a partida, criando mais uma ótima chance aos 37 minutos, com a intervenção providencial de Upamecano em finalização de Fabián Ruiz. Aos 41 minutos, uma isolada chance de gol para a França, com o goleiro Simón tirando a bola de Mbappé, atuando como um líbero.
Na segunda etapa o cenário não mudou, com a Espanha trocando passes e comandando a partida. Aos 12 minutos, seu segundo gol, através de excelente e eficiente tabela entre Dani Olmo e o lateral Pedro Porro, que finalizou com categoria e colocou 2 x 0 no placar. A França, em desvantagem, não tinha outra opção que não atacar em busca de um já improvável empate. Colocou Rayan Cherki e Theo Hernández no jogo e partiu para o ataque. Mas quem criou boa chance foi a Espanha, com Yamal, aos 15 minutos, flagrado em posição de impedimento. Aos 18, Mbappé entrou pela esquerda e finalizou da linha de fundo para boa defesa de Simón. A França insistia. Aos 21, Mbappé chutou forte para fora, com desvio em Cucurella. Aos 32, o espanhol Ferran tocou com perigo, de cabeça. Aos 35, uma boa chance para a França, em jogada de contra-ataque. O goleiro Unai Simón interceptou parcialmente lançamento para Mbappé e a bola sobrou para Doué, que num lance infeliz, tocou baixo sem conseguir acertar o gol da Espanha sem goleiro. Não era um bom dia para a seleção "Les Bleus". Aos 36, mais uma tentativa francesa impedida pelo ótimo goleiro Simón, que brilhou até como líbero. Mbappé tentou mais uma vez, cobrando falta próxima à área, mas chutando por cima do travessão. Aos 44, mais uma tentativa francesa infrutífera com Mbappé, desarmado por Cucurella dentro da área na hora da finalização. Nos acréscimos, Dembélé tentou duas vezes em sequência, chutando a gol para defesas de Unai, acabando com as chances de a França realizar o mesmo milagre da virada da Argentina contra o Egito. A Espanha vai estar na final, com todos os méritos de uma campanha louvável, apresentando uma solidez defensiva invejável, com apenas um gol tomado em sete partidas. A França irá disputar o terceiro lugar, também com todos os elogios pela bela campanha,
RESUMO DA PARTIDA
ESPANHA 2 X 0 FRANÇA
Motivo: Semifinal da Copa do Mundo FIFA 2026
Local: Arlington, Texas, Estados Unidos
Data: Terça-feira, 16h, 14 de julho de 2026
Arbitragem:
Árbitro: Iván Barton (ELS)
Assistentes: David Morán (ELS) e Antonio Pupiro (NIC)
Quarto Árbitro: Glenn Nyberg (SUE)
RAR: Mahbod Beigi (SUE)
VAR: Tomasz Kwiatkowski (POL), Dennis Higler (HOL) e Guillermo Pacheco (MEX)
Gols: Oyarzabal, de pênalti, aos 22 minutos do 1º tempo, e Pedro Porro, aos 13 minutos do 2º tempo (Espanha)
Cartões amarelos: Cucurella (Espanha); Rabiot e Mbappé (França)
Estiveram no banco de reservas: 1-Brice Samba, 23-Robin Risser, 2-Malo Gusto, 15-Ibrahima Konaté, 21-Lucas Hernández, 13-N´Golo Kanté, 18-Warren Zaire-Emery, 25-Maghnes Akliouche, 9-Marcos Thuram e 22-Jean-Philippe Mateta
Na quarta-feira, 15 de julho, confrontaram-se Argentina e Inglaterra, em jogo de muita rivalidade histórica, primeira partida de Lionel Messi contra o rival. Com Mick Jagger, David Beckham, Rio Ferdinand, Javier Mascherano e Giannis Antetokounmpo presentes no estádio de Atlanta, a partida começou com o toque inicial de Lionel Messi. As equipes se mostravam completamente concentradas e com foco na marcação do adversário. Jogo tenso. Pressão. Marcação firme. Pouco espaço. Ânimos exaltados. Provocações. Faltas em sequência. O clima já esquentou cedo no confronto de gigantes, após falta de Enzo Fernández em Elliot Anderson. Mas nada de eletrizante aconteceu até a pausa para a hidratação, só um cruzamento de Reece James interceptado por Emiliano "Dibu" Martínez, mais nada. A primeira finalização com algum perigo só veio aos 32 minutos, em cobrança de falta de Declan Rice para cabeçada para fora de John Stones. Aos 34, Reece James bateu falta com força para defesa de Dibu. Aos 35, Elliot Anderson recebeu cartão amarelo por falta dura em Lionel Messi, que se desvencilhou com habilidade de três rivais. Aos 37, A Argentina assustou a Inglaterra, com um chutaço de Enzo Fernández de fora da área que passou muito perto do ângulo direito do gol de Jordan Pickford. Lisandro Martínez, aos 41 minutos, recebeu cartão amarelo por falta dura em Morgan Rogers. E assim, com forte marcação mútua, terminou a primeira etapa.
No segundo tempo, a coisa ficou mais animada. Logo no primeiro minuto, após longo lançamento, a Argentina quase marcou, com boa finalização de Julián Álvarez defendida com arrojo pelo goleiro Pickford. Na sequência, o próprio Julián chutou forte rente à trave esquerda, na rede pelo lado de fora. Aos 9, o gol inglês. Harry Kane, craque de bola, fez belo lançamento para Morgan Rogers, que após corte parcial de Nicolás Tagliafico e passe de Declan Rice, cruzou na área para a finalização certeira de Anthony Gordon, colocando a Inglaterra na frente do placar. Em desvantagem, a Argentina partiu para o ataque, com Messi, sempre ele, colocando Giuliano Simeone na cara do gol com ótimo passe, mas a intervenção providencial de Djed Spence impediu o empate. O jogo pegou fogo! Aos 20 minutos, outro bom chute a gol da Inglaterra, com Rice, para firme defesa de Dibu. Aos 23 minutos, Pickford fez milagre em uma defesa monumental. Após cruzamento magistral de Messi, Nico González cabeceou no chão e o goleiro inglês conseguiu defender, rebatendo a bola pro lado. Com paciência, a Argentina trocava passes diante da fechada defesa da Inglaterra procurando um espaço para chegar ao gol. E aos 30 minutos mais uma ótima chance depois de cruzamento perfeito de De Paul na cabeça de Mac Allister, que acertou a trave direita. Com a Inglaterra totalmente recuada e acuada, sem opções de contra-ataque, a Argentina pressionava e buscava insistentemente o gol, arriscando alguns chutes de fora da área, como ocorreu aos 39 minutos, com excelente chute de Enzo para defesa de Pickford por cima do travessão. E o tempo se esgotava para a Argentina realizar outro milagre de reverter placar desfavorável como aconteceu contra o Egito. E o futebol é mágico, imprevisível e apaixonante. Após a cobrança de escanteio, o gênio Lionel Messi recebeu, dominou, levantou a cabeça e rolou a bola para Enzo Fernández sem marcação na entrada da área. O meio-campista recebeu, dominou e chutou colocado no ângulo direito de Pickford, sem chance de defesa. A Argentina renascia novamente em um momento de imensa dificuldade. Estava empatada a partida, com prorrogação à vista. Mas não foi o que aconteceu, para delírio de milhões de apaixonados hermanos. Já nos acréscimos, Mac Allister recebeu passe da esquerda e chutou rasteiro. A bola bateu na trave esquerda e retornou para Messi que lançou com perfeição com a perna direita na cabeça de Lautaro na área para balançar pela segunda vez na partida as redes de Pickford e decretar que a incrível equipe argentina vai enfrentar a Espanha na final da Copa. Os argentinos foram à loucura com mais uma virada histórica. A Inglaterra, que apostou na tática de só se defender no segundo tempo para garantir a vitória, foi punida, seguindo com a frustração de montar boas equipes mas fracassar nos momentos decisivos. Tristeza para Harry Kane, Jude Bellingham e seus companheiros, bem como para milhões de ingleses, entre eles o desafortunado, no futebol, Mick Jagger, um gigante da música. A Argentina, de Messi e Enzo, fez calar e desanimar um tanto de gente que torcia contra, inclusive muitos brasileiros. A Argentina mantém o feito de nunca perder uma semifinal de Copa do Mundo. Agora é tudo ou nada na grande final entre Espanha e Argentina. A Espanha tem melhor elenco e um time muito entrosado, mas no futebol isso às vezes não é garantia de sucesso. Certamente será uma partida tensa, disputada, com nervos à flor da pele, com final feliz para uma nação enquanto a outra chora. Assim é a vida, assim é o futebol. Só sei que é um prazer e um privilégio estar vivo para ver um gênio como Lionel Messi jogar bola. Qualquer seja o resultado da final, Messi tem que ser eleito o Melhor Jogador do Mundo mais uma vez. Questão de Justiça!
É incrível perceber que, aos 39 anos e 21 dias, Lionel Messi se consolidou como o jogador de linha mais velho a disputar uma semifinal de Copa do Mundo, demonstrando sua total dedicação à carreira, mantendo-se ativo, produtivo, competitivo, ao contrário de colegas mais jovens que se perderam no caminho com outras prioridades.
A emocionante vitória de virada sobre a Inglaterra trouxe de volta à discussão a triste Guerra das Malvinas, que durou 74 dias, entre 2 de abril e 14 de junho de 1982, motivada pela disputa de soberania do arquipélago das Ilhas Malvinas, ou Falkland para os ingleses, controlado pelo Reino Unido desde 1833, mas reivindicada pela Argentina. Foram 907 mortos, sendo 649 argentinos, 255 britânicos e três civis da ilha. Após a partida, os jogadores levantaram uma bandeira trazida por torcedores onde se lia a frase: "as Malvinas são argentinas", motivo de alguma provável punição da FIFA.
RESUMO DA PARTIDA
ARGENTINA 2 X 1 INGLATERRA
Motivo: Semifinal da Copa do Mundo FIFA 2026
Local: Atlanta, Geórgia, Estados Unidos
Data: Quarta-feira, 16h, 15 de julho de 2026
Arbitragem:
Árbitro: Ismail Elfath (EUA)
Assistentes: Corey Parker (EUA) e Kyle Atkins (EUA)
Quarto árbitro: Maurizio Mariani (ITA)
Gols: Enzo Fernández, aos 40 minutos, e Lautaro Martínez, aos 47 minutos do 2º tempo (Argentina); Anthony Gordon, aos 10 minutos do 2º tempo (Inglaterra)
Cartões amarelos: Cuti Romero, Lisandro Martínez e De Paul (Argentina); Elliot Anderson (Inglaterra)
ARGENTINA: 23-Emiliano "Dibu" Martínez; 26-Nahuel Molina (4-Gonzalo Montiel), 13-Cristian "Cuti" Romero, 6-Lisandro Martínez (19-Nicolás Otamendi) e 3-Nicolás Tagliafico (22-Lautaro Martínez); 5-Leandro Paredes (15-Nico González), 20-Alexis Mac Allister, 24-Enzo Fernández; 17-Giuliano Simeone (7-Rodrigo De Paul), 10-Lionel Messi e 9-Julián Álvarez
Treinador: Lionel Scaloni
Estiveram no banco de reservas: 1-Juan Musso, 12-Gerónimo Rulli, 2-Marcos Senesi, 25-Facundo Medina, 8-Valentín Barco, 14-Exequiel Palacios, 11-Giovani Lo Celso, 18-Nico Paz, 16-Thiago Almada e 21-José Manuel "Flaco" López
INGLATERRA: 1-Jordan Pickford; 24-Reece James (15-Dan Burn), 5-John Stones (22-Ivan Toney), 6-Marc Guéhi e 25-Djed Spence (11-Marcus Rashford); 4-Declan Rice (3-Nico O’Reilly), 8-Elliott Anderson e 10-Jude Bellingham; 17-Morgan Rogers, 9- Harry Kane e 18-Anthony Gordon (2-Ezri Konsa)
Treinador: Thomas Tuchel
Estiveram no banco de reservas: 13-Dean Henderson, 23-James Trafford, 12-Trevoh Chalobah, 14-Jordan Henderson, 21-Eberechi Eze, 16-Kobbie Mainoo, 7-Bukayo Saka, 19-Ollie Watkins e 20-Noni Madueke
Como não nasci com a capacidade de prever o futuro como o Nostradamus, e por ter errado feio nas tentativas passadas, não vou me arriscar desta vez em prognósticos para a grande final, conformando-me com qualquer resultado, mesmo porque eu ficaria contente com qualquer uma das equipes semifinalistas conquistando o título da Copa do Mundo, pela minha admiração e respeito aos craques Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé, Jude Bellingham, Harry Kane, Rodri, Lamine Yamal e o gênio da bola Lionel Messi. Quem levantar a taça terá todo o merecimento pelo ótimo trabalho realizado. Aí é só comemorar a conquista, sem moderação!
Na tarde de sábado, 11 de julho de 2026, as belas e arborizadas instalações do Mix Jardins Eventos em Montes Claros foram o cenário para a cerimônia do enlace matrimonial dos jovens Rodrigo Peres Nobre e Lídia Beatriz Aguiar Silva. Ele, filho de Virgínia Rohlfs Peres Nobre e Geraldo Marden Lagoeiro Nobre. Ela, filha de Maria Lucélia de Aguiar Barbosa Silva e Levi Gomes Silva.
Agradecendo à família da noiva a oportunidade de estarmos presentes em momento tão especial, eu, minha esposa Cléa Márcia e meu filho Renato desejamos ao casal recém unido no matrimônio uma nova etapa da vida, agora em parceria, com muita felicidade, amor, carinho, harmonia, cumplicidade, paciência e respeito, sempre em conexão com o Criador.
Que Lídia e Rodrigo sejam felizes por toda a eternidade!
Infelizmente tomei conhecimento há pouco do falecimento de um conterrâneo espinosense que morou por algum tempo na nossa amada e famosa Rua da Resina junto com seus pais Ana e Otacílio. Expedito Rodrigues dos Santos foi funcionário do Banco do Brasil e nos deixou ontem, 12 de julho de 2026.
Deixo aqui os meus sentimentos de pesar pela partida de Expedito aos seus familiares, sua esposa Dona Zilda e seus filhos, Eustáquio, Eulália, Eufrásio, Euller.
Também registro os falecimentos de Joana Rodrigues de Sá Nascimento, Terezinha Alves Martins e Patrício Ferreira Lima, ocorridos há poucos dias.
A todos os familiares, a minha solidariedade cristã, os meus sentimentos de pesar e a prece ao Senhor Deus para que Ele lhes ampare e console neste momento de tamanha dor e sofrimento.
Foi em um dia 13 de julho, no ano de 1985, que o mundo se encantou com um evento de enorme dimensão e importância, o Live Aid. Idealizado e realizado pela dupla de artistas amigos Bob Geldof e Midge Ure, o Live Aid reuniu grandes astros do Rock and Roll em dois concertos transmitidos ao vivo pela televisão, um em Londres (Inglaterra), no Wembley Stadium, e o outro na Filadélfia (Estados Unidos), no John F. Kennedy Stadium. Na mesma hora, alguns artistas apresentaram-se também na Austrália, na Rússia e no Japão. Estima-se que 1,5 bilhão de espectadores, em mais de 100 países, tenham assistido a apresentação ao vivo pela transmissão da TV. A ideia era arrecadar fundos para o combate à fome na África, sobretudo na Etiópia, e o resultado foi mais que o esperado: foram arrecadados cerca de 125 milhões de dólares. O idealizador do show beneficente, Bob Geldof, foi condecorado em 1986 com a ordem de "Cavaleiro do Império Britânico", em reconhecimento aos seus esforços em favor dos famintos africanos.
Mas como sempre acontece, houveram algumas críticas, especialmente sobre a administração dos valores arrecadados por dirigentes pouco confiáveis das nações atingidas pela tragédia da fome.
Nos dois palcos apresentaram-se ícones da música mundial como Paul McCartney, Mick Jagger, Elton John, Sting, Phil Collins, Joan Baez, David Bowie, Madonna e muitos outros grandes artistas. Foi no Live Aid que o Queen de Freddie Mercury, Brian May, Roger Taylor e John Deacon fez sua antológica apresentação que acabou virando até filme.
A memorável apresentação e demonstração de humanidade, com artistas se reunindo para tocar gratuitamente apenas com o intuito de ajudar irmãos que morriam de fome na África, teve participação de astros como:
WEMBLEY STADIUM, LONDRES:
Coldstream Guards - "Royal Salute", "God Save the Queen"
Status Quo - "Rockin' All Over the World", "Caroline, "Don't Waste My Time"
Style Council - "You're The Best Thing", "Big Boss Groove", "Internationalists", "Walls Come Tumbling Down"
Boomtown Rats - "I Don't Like Mondays", "Drag Me Down", "Rat Trap", "For He's A Jolly Good Fellow"
Adam Ant - "Vive Le Rock"
Ultravox - "Reap the Wild Wind", "Dancing with Tears in My Eyes", "One Small Day", "Vienna"
Spandau Ballet - "Only When You Leave", "Virgin", "True"
Elvis Costello - "All You Need Is Love"
Austria For Afrika (filmado na Áustria) - apresentação, "Warum"
Shahrouz Homavaran - "crianças precisam de um lar",
Nik Kershaw - "Wide Boy", "Don Quixote", "The Riddle", "Wouldn't It Be Good"
Sade - "Why Can't We Live Together", "Your Love Is King", "Is It A Crime"
Sting (com Branford Marsalis) - "Roxanne", "Driven To Tears", "Message in a Bottle"
Phil Collins - "Against All Odds (Take a Look at Me Now)", "In the Air Tonight"
Sting e Phil Collins (com Branford Marsalis) - "Long Long Way To Go", "Every Breath You Take"
Howard Jones - "Hide and Seek"
Autograph (tocando em Moscou) - "Golovokruzhenie", "Nam Nuzhen Mir"
Bryan Ferry (com David Gilmour na guitarra) - "Sensation", "Boys And Girls", "Slave To Love", "Jealous Guy"
Band Für Afrika (tocando em Colônia) - "Nackt Im Wind" ("Naked In The Wind"), "Ein Jahr (Es Geht Voran)" ("It Goes Ahead")
Paul Young - "Do They Know It's Christmas?" (intro), "Come Back And Stay", "Every Time You Go Away"
U2 - "Sunday Bloody Sunday", "Bad"/"Satellite Of Love"/"Ruby Tuesday"/"Sympathy for the Devil"/"Walk On The Wild Side"
Dire Straits' e Sting - "Money for Nothing", "Sultans of Swing"
Queen (apresentada pelos comediantes Mel Smith e Griff Rhys Jones) - "Bohemian Rhapsody" (trecho), "Radio Ga Ga", "Hammer to Fall", "Crazy Little Thing Called Love", "We Will Rock You" (trecho), "We Are the Champions"
David Bowie (com Thomas Dolby no teclado) - "TVC 15", "Rebel Rebel", "Modern Love", "Heroes"
Vídeo editado por Colin Dean da CBC
The Who - "My Generation"/"Pinball Wizard", "Love, Reign o'er Me", "Won't Get Fooled Again"
Phil Collins e Steve Blacknell - entrevista ao vivo no Concorde
vídeo da Noruega - "All of Us"
Elton John - "I'm Still Standing", "Bennie and the Jets", "Rocket Man", "Can I Get a Witness"
Elton John e Kiki Dee - "Don't Go Breaking My Heart"
Elton John, Kiki Dee e Wham! - "Don't Let the Sun Go Down on Me"
Freddie Mercury e Brian May (Queen) - "Is This The World We Created?"
Paul McCartney - "Let It Be"
Band Aid (liderada por Bob Geldof) - "Do They Know It's Christmas?"
JFK STADIUM, FILADÉLFIA:
Bernard Watson - "All I Really Want to Do", "Interview"
Joan Baez (apresentada por Jack Nicholson) - "Amazing Grace", "We Are the World"
The Hooters - "And We Danced", "All You Zombies"
The Four Tops - "Shake Me, Wake Me (When It's Over)", "Bernadette", "It's The Same Old Song", "Reach Out I'll Be There", "I Can't Help Myself (Sugar Pie, Honey Bunch)"
B. B. King - "Why I Sing The Blues", "Don't Answer The Door", "Rock Me Baby"
Billy Ocean - "Caribbean Queen", "Loverboy"
Black Sabbath (apresentado por Chevy Chase) - "Children of the Grave", "Iron Man", "Paranoid"
Yu Rock Mission (tocando em Belgrado) - "For A Million Years"
Run-DMC - "Jam Master Jay", "King Of Rock"
Rick Springfield - "Love Somebody", "State Of The Heart", "Human Touch"
REO Speedwagon - "Can't Fight This Feeling", "Roll With The Changes" (com The Beach Boys)
Crosby, Stills and Nash - "Southern Cross", "Teach Your Children", "Suite: Judy Blue Eyes"
Judas Priest - "Living After Midnight", "The Green Manalishi (With The Two-Pronged Crown)", "You've Got Another Thing Comin'"
Bryan Adams - "Kids Wanna Rock", "Summer of '69", "Tears Are Not Enough", "Cuts Like a Knife"
The Beach Boys (apresentado por Marilyn McCoo) - "California Girls", "Help Me, Rhonda", "Wouldn't It Be Nice", "Good Vibrations", "Surfin' USA"
George Thorogood and the Destroyers / Bo Diddley / Albert Collins - "Who Do You Love", "The Sky Is Crying", "Madison Blues"
David Bowie e Mick Jagger - "Dancing in the Street" (vídeoclipe)
Simple Minds - "Ghostdancing", "Don't You (Forget About Me)", "Promised You a Miracle"
The Pretenders - "Time The Avenger", "Message of Love", "Stop Your Sobbing", "Back on the Chain Gang", "Middle of the Road"
Santana e Pat Metheny - "Brotherhood", "Primera Invasion", "Open Invitation", "By The Pool"/"Right Now"
Ashford & Simpson - "Solid", "Reach Out and Touch (Somebody's Hand)" (com Teddy Pendergrass)
Kool & the Gang (vídeo pré-gravado ao vivo) - "Stand Up and Sing", "Cherish"
Madonna - "Holiday", "Into the Groove", "Love Makes The World Go Round"
Tom Petty - "American Girl", "The Waiting", "Rebels", "Refugee"
Kenny Loggins - "Footloose"
The Cars - "You Might Think", "Drive", "Just What I Needed", "Heartbeat City"
Neil Young - "Sugar Mountain", "The Needle and the Damage Done", "Helpless", "Nothing Is Perfect", "Powderfinger"
Power Station - "Murderess", "Get It On"
Thompson Twins - "Hold Me Now"
Thompson Twins com Madonna e Nile Rodgers - "Revolution"
Eric Clapton (com Phil Collins) - "White Room", "She's Waiting", "Layla"
Phil Collins (após tomar um Concorde da Inglaterra para os EUA) - "Against All Odds (Take a Look at Me Now)", "In the Air Tonight"
Led Zeppelin (com Tony Thompson, Paul Martinez e Phil Collins) - "Rock and Roll", "Whole Lotta Love", "Stairway to Heaven"
Crosby, Stills, Nash & Young - "Only Love Can Break Your Heart", "Daylight Again", "Find The Cost Of Freedom"
Duran Duran - "A View to a Kill", "Union of the Snake", "Save A Prayer", "The Reflex"
Cliff Richard - "A World of Difference" (ao vivo na BBC)
Patti LaBelle - "New Attitude", "Imagine", "Forever Young", "Stir It Up", "Over The Rainbow", "Why Can't I Get It Over"
Hall & Oates (com G.E. Smith do Saturday Night Live na guitarra) / Eddie Kendricks / David Ruffin - "Out of Touch", "Maneater", "Get Ready" (com Eddie Kendricks), "Ain't Too Proud to Beg" (com David Ruffin), "The Way You Do the Things You Do", "My Girl" (com Eddie Kendricks e David Ruffin)
Mick Jagger com Hall & Oates / Eddie Kendricks / David Ruffin - "Lonely At The Top", "Just Another Night", "Miss You"
Mick Jagger e Tina Turner - "State of Shock", "Brown Sugar", "It's Only Rock 'n Roll (But I Like It)"
Bob Dylan, Keith Richards e Ronnie Wood - "Ballad of Hollis Brown", "When The Ship Comes In", "Blowin' in the Wind"
USA for Africa (liderada por Lionel Richie) - "We Are the World"
O Live Aid encantou a milhões com a grandeza da atitude humanitária e com a incrível reunião de tantos astros em prol de uma causa justa, confirmando o quão é importante a união de todos em defesa de um mínimo de dignidade a cidadãos de todos os povos do mundo. Somos todos irmãos, filhos de Deus, merecedores de pelo menos o básico para viver em paz. É muita injustiça, com uns poucos com trilhões de riqueza enquanto outros tantos de humanos não têm o que comer, morrendo de fome. Chega de tanta ganância, de tanta desumanidade, de tanta violência, de tanta negligência, de tanta acumulação de riqueza, de tanta desigualdade social!
Toda a gratidão e reconhecimento ao Bob Geldof e ao Midge Ure, bem como a todos os que se apresentaram gratuitamente ou trabalharam para que tão linda atitude se concretizasse!
Uau, como passa rápido uma Copa do Mundo! Já estamos perto do fim da 23ª edição. Das 48 seleções que iniciaram a competição, 44 já deram adeus, restam apenas quatro. Das 104 partidas, restam apenas quatro a serem realizadas para que saibamos qual é a melhor seleção do mundo.
Finalizadas as quartas de final, estes são os grandes vitoriosos que permanecem vivos até o momento: Argentina, Espanha, França e Inglaterra, três europeus e um sul-americano em busca da tão cobiçada taça de Campeão. A Argentina busca o Tetra (1978, 1986, 2022). A França tenta o Tri (1998, 2018). A Inglaterra (1966) e a Espanha (2010) correm atrás da segunda conquista.
Na primeira partida das quartas de final, realizada em Boston na quinta-feira, 9 de julho, enfrentaram-se França e Marrocos. E ao contrário do que muitos esperavam, não foi tão complicada a vitória da grande favorita ao título de Campeã da Copa, a França. No primeiro tempo o time do Marrocos praticamente só se defendeu, fechado na marcação, sem levar perigo ao goleiro Mike Maignan. Logo aos 4 minutos de jogo, o goleiro marroquino Bono fez boa defesa em cabeçada de Dayot Upamecano. Antes, aos 3 minutos, Mbappé já havia arriscado um chute de fora da área, com Bono tocando na bola para a linha de fundo. Aos 24 minutos, em um contra-ataque rapidíssimo, Kylian Mbappé foi derrubado dentro da área pelo zagueiro Noussair Mazraoui. Pênalti indiscutível marcado com ajuda demorada do VAR. Mbappé perdeu a chance de inaugurar o placar, chutando fraco e rasteiro para defesa de Bono no seu canto esquerdo. Aos 34, Désiré Doué recuperou a bola, avançou entre vários marcadores e chutou fraco para arrojada defesa de Bono. Já nos acréscimos, o lateral-esquerdo Lucas Digne acertou um chutaço de canhota no travessão de Bono. Terminado o primeiro tempo, a França voltou com sua tradicional troca de passes em busca de espaço para finalizar. E conseguiu nos minutos iniciais uma chance com Doué, chutando para defesa de Bono, e Mbappé, que impedido chutou por cima do gol. Aos 14 minutos, uma bola sobrou para o craque Mbappé dominar e bater com precisão no canto esquerdo de Bono para marcar o primeiro gol da partida, o seu oitavo nesta edição e o seu 20º na História das Copas. Golaço, indefensável. Aos 20 minutos, mais um gol francês, desta vez de Ousmane Dembélé, tocando de perna direita no canto esquerdo do goleiro marroquino. A Seleção de Marrocos tentou uma reação, mas pouco produtiva. Só levou perigo ao gol francês aos 37 minutos, em um chute forte de fora da área de Azzedine Ounahi, defendido por Maignan. A França ainda tentou ampliar o placar com Michael Olise, aos 40, com Bradley Barcola, aos 42, e com Jean-Philippe Mateta, aos 45 minutos, mas o terceiro gol não veio. O time do treinador Mohamed Ouahbi ainda tentou uma finalização do meio de campo, mas a derrota estava sacramentada, com a França vencendo facilmente, sem sofrer sustos. Marrocos foi eliminado da Copa e perdeu uma invencibilidade de 34 jogos, mas sai de cabeça erguida, com elogiada participação.
Na segunda partida, realizada em Los Angeles na sexta-feira, 10 de julho, enfrentaram-se Espanha e Bélgica. A Espanha, com seu tradicional jeito de jogar trocando muitos passes e mantendo a posse de bola, dominou completamente a partida, mas sofrendo para furar a defesa belga. Aos 20, Lamine Yamal chutou para fora. Fabián Ruiz marcou o primeiro gol da partida aos 29 minutos, depois de boa troca de passes na área e defesa parcial de Thibaut Courtois. Yamal cobrou falta para ótima defesa de Courtois aos 34. Aos 39, o menino de novo, assustando o goleiro adversário, driblando e chutando rente à trave esquerda. Tudo sinalizava para uma vitória tranquila. Mas não foi o que aconteceu. Na única chance na primeira etapa, a Bélgica conseguiu empatar, com o artilheiro De Ketelaere, de cabeça aos 40 minutos. Jogo empatado e primeiro tempo encerrado.
Na segunda etapa a Espanha continuou dominando a partida. Aos 15 minutos, mais uma vez Yamal levando perigo ao gol de Courtois, que defendeu bem o chute do endiabrado garoto. Kevin De Bruyne chutou para tranquila defesa de Unai Simón aos 16 minutos. Instantaneamente, a Espanha revidou, com Yalmal fazendo linda jogada e tocando para finalização de Mikel Oyarzabal e defesa de Courtois. O goleiro belga deixou o campo lesionado, dando lugar a Senne Lammens. E o goleiro iria rebater a bola que decidiu a partida, após chute de Pau Cubarsí de fora da área. Merino, o iluminado atacante que havia acabado de entrar em campo, pegou o rebote e tocou para o fundo do gol decretando a suada vitória espanhola. A Espanha vai enfrentar a França em jogo que promete ser espetacular.
Na terceira partida, realizada em Miami no sábado, 11 de julho, enfrentaram-se Inglaterra e Noruega. Em jogo bastante disputado, a Inglaterra mantinha a posse de bola e trocava passes enquanto a Noruega se fechava na defesa, esperando uma chance de contra-ataque. A Noruega surpreendeu aos 35 minutos, com um belo gol de Andreas Schjelderup. Nos acréscimos, Jude Bellingham recebeu passe da esquerda, venceu os zagueiros e bateu rasteiro de perna canhota para empatar o jogo. Harry Kane marcou o segundo gol logo em seguida, mas foi anulado pelo árbitro por impedimento. No início do segundo tempo, aos 9 minutos, a Noruega marcou um gol, também anulado por falta cometida. Jogo tenso, nervoso, e prorrogação à vista. Logo aos 2 minutos do tempo extra, brilhou novamente o craque Jude Bellingham, marcando seu segundo gol na partida e colocando a Inglaterra na frente do placar. Depois de forte chute de Morgan Rogers e rebote do goleiro Ørjan Nyland, Bellingham tocou para as redes. Aos 8, pênalti marcado para a Inglaterra, após falta sobre Djed Spence. Após revisão pelo VAR, a penalidade foi anulada. A Noruega tentava mais um gol para levar a partida para os pênaltis, mas mesmo com todo o empenho, não aconteceu. A Inglaterra está na semifinal para enfrentar a Argentina.
Na quarta e derradeira partida das quartas, realizada em Kansas City também no sábado, 11 de julho, enfrentaram-se Argentina e Suíça. E que jogo sofrido para a Argentina! A competitiva equipe suíça começou marcado forte e encurralando a Argentina em seu campo, sem deixar espaços para que Messi e seus companheiros criassem jogadas. Em um ataque argentino, em cobrança de escanteio de Messi, Alexis Mac Allister subiu alto e cabeceou para o fundo das redes de Gregor Kobel, inaugurando o placar. Aos 15 minutos, Djibril Sow chutou com perigo para segura defesa de Dibu Martínez. O goleiro argentino apareceria novamente aos 31 minutos, fazendo ótima defesa e impedindo o empate da Suíça com Breel Embolo. O atacante suíço, que se tornaria um destaque do jogo como veremos adiante, levou cartão amarelo aos 45 minutos por falta dura sobre Leandro Paredes.
No 100º jogo da 23ª edição da Copa do Mundo, a Suíça continuou a dominar a partida no segundo tempo, pressionando forte a equipe argentina, criando uma ótima chance de marcar, evitada pelo zagueiro Lisandro Martínez, logo aos 4 minutos. Criou chance aos 14 minutos, em cabeçada de Ebolo; aos 19, em cabeçada de Dan Ndoye; e aos 20, com chute forte de fora da área de Granit Xhaka, todas neutralizadas por Dibu Martínez. No minuto seguinte, finalmente o empate. Depois de bela tabela pela esquerda, Ndoye tocou forte entre as pernas de Dibu Martínez e fez o gol suíço. Logo em seguida aconteceu o lance que influenciou imensamente no resultado do jogo. De forma infantil, o atacante Embolo, que já tinha recebido amarelo, simulou uma falta em lance com Paredes e, advertido pelo VAR, o árbitro o "amarelou" mais uma vez e lhe deu cartão vermelho, tirando-o de campo e prejudicando demais a equipe suíça que vinha jogando melhor e dominando a partida. A Argentina então foi para cima da Suíça tentando decidir o jogo no tempo normal. Messi quase marcou aos 40 minutos, depois de receber ótimo lançamento na área. O goleiro defendeu. A Argentina ainda criou três bons lances, uma cabeçada para fora de Mac Allister, um chute de perna direita de Messi que passou rente à trave esquerda e um belo voleio de Lisandro Martínez defendido por Kobel. O drama argentino se repetiu com a ida à prorrogação.
No tempo extra, Thiago Almada chutou forte, rente à trave direita. Messi colocou Kobel para trabalhar, chutando forte para defesa do goleiro. A tensão aumentava com a forte marcação suíça e a dificuldade de a Argentina conseguir furar o forte bloqueio da defesa. Quando a retranca suíça parecia inexpugnável, eis que aos 6 minutos do segundo tempo extra brilhou a estrela do jovem Julián Álvarez, que acertou um chute perfeito de perna direita no ângulo esquerdo do goleiro Kobel, sem a mínima chance de defesa. Golaço! A Argentina teve mais uma chance com Messi, chutando no corpo do zagueiro. Já no finalzinho, em rápido contra-ataque, a Argentina fez mais um gol, com Lautaro Martínez, acabando definitivamente com o sufoco. A Campeã Argentina vai pegar a Inglaterra na semifinal.
Agora, nas semifinais, é a hora de ganhar e conquistar a chance de entrar em campo na grande final para disputar na última partida o título de Campeão do Mundo. O ápice da competição, o topo do mundo. Promessa de emoções eletrizantes na Copa 2026 que infelizmente está acabando.
Ela não se celebrizou apenas pela voz rouca e pelos belos e longos cabelos loiros, mas também e principalmente pelo seu talento musical. Morreu ontem, quarta-feira, 8 de julho de 2026, a cantora galesa Bonnie Tyler.
Batizada como Gaynor Hopkins depois de nascer no dia 8 de junho de 1951 em Skewen, Neath Port Talbot, País de Gales, no Reino Unido, a cantora alcançou grande sucesso na sua carreira artística, especialmente por seu maior sucesso, o hit "Total Eclipse of the Heart", música lançada no seu quinto álbum de estúdio, "Faster Than the Speed of Night", em 1983. Quem viveu com intensidade e prazer os anos 80 certamente terá escutado, e muito, essa canção que embalou a vida de muitos.
Ela gravou 18 álbuns de estúdio:
Ano Álbum Gravadora
1977 - The World Starts Tonight RCA Records
1978 - Natural Force RCA Records
1979 - Diamond Cut RCA Records
1981 - Goodbye to the Island RCA Records
1983 - Faster Than the Speed of Night CBS Records
1986 - Secret Dreams and Forbidden Fire CBS Records
1988 - Hide Your Heart (Notes from America) CBS Records
1991 - Bitterblue Hansa Records
1992 - Angel Heart Hansa Records
1993 - Silhouette in Red Hansa Records
1995 - Free Spirit Atlantic Records
1998 - All in One Voice EastWest Records
2002 - Heart Strings CMC International
2004 - Simply Believe Yannis Records
2005 - Wings Stick Music
2013 - Rocks & Honey ZYX Music
2019 - Between the Earth and the Stars earMUSIC
2021 - The Best Is Yet to Come earMUSIC
Bonnie também fez bastante sucesso com outras canções: "Holding Out for a Hero" e "It's a Heartache", entre outras. Por conta de suas valiosas contribuições à indústria musical global e suas obras filantrópicas em apoio a crianças com câncer e vulnerabilidade social, Bonnie Tyler foi nomeada Membro da Ordem do Império Britânico (MBE) pela Rainha Elizabeth II durante as celebrações do seu Jubileu de Platina em 2022. A investidura oficial ocorreu em fevereiro de 2023, conduzida pelo príncipe William no Castelo de Windsor. (Wikipedia).
Que Bonnie Tyler descanse na mais completa paz!
Abaixo, uma linda música, uma das suas últimas gravações antes de falecer aos 75 anos.
Um grande abraço espinosense.
ONE WORLD ONE HOME (UM MUNDO, UM LAR)
Bonnie Tyler e Valentino Favotto
There was a time (Houve uma época)
When we were small (Quando éramos pequenos)
We would sing and laugh (Cantávamos e ríamos)
And we would never be alone (E nunca estávamos sozinhos)
We would smile at friends (Sorríamos para os amigos)
Without a thought (Sem pensar)
Now the time has passed (Agora o tempo passou)
How I miss those days (Como eu sinto falta daqueles dias)
We grew up, we changed (Crescemos, mudamos)
We forgot where we are from (Esquecemos de onde viemos)
And somehow the meaning (E de alguma forma o significado)
Of love and home (De amor e lar)
I look around and ask (Olho ao redor e pergunto)
What have we done? (O que fizemos?)
Now just look at us (Agora olhe pra gente)
What have we become? (No que nos tornamos?)
Open your eyes, we're the same (Abra seus olhos, somos iguais)
We are not alone, ever (Nunca estamos sozinhos)
We will find our true home (Vamos encontrar nosso verdadeiro lar)
When we stay together (Quando ficamos juntos)
Don't pass me by (Não me ignore)
Look me in the eye (Olhe nos meus olhos)
There, you'll find me (Lá, você vai me encontrar)
I dream this dream (Eu sonho esse sonho)
Of a life we share (De uma vida que compartilhamos)
Where everyone is part (Onde todos fazem parte)
And no-one keeping score (E ninguém contando pontos)
There is room for us all (Há espaço para todos nós)
And so much more (E muito mais)
There is no us and them (Não há nós e eles)
There's no now or never (Não há agora ou nunca)
We'll face a fair tomorrow (Enfrentaremos um amanhã justo)
Standing here together (De pé aqui juntos)
Open your eyes, we're the same (Abra seus olhos, somos iguais)
We are not alone, ever (Nunca estamos sozinhos)
We will find our true home (Vamos encontrar nosso verdadeiro lar)
When we stay together (Quando ficamos juntos)
Don't pass me by (Não me ignore)
Look me in the eye (Olhe nos meus olhos)
There, you'll find me (Lá, você vai me encontrar)
Open your eyes, we're the same (Abra seus olhos, somos iguais)
We are not alone, ever (Nunca estamos sozinhos)
We will find our true home (Vamos encontrar nosso verdadeiro lar)
When we stay together (Quando ficamos juntos)
Don't pass me by (don't pass me by) (Não me ignore (não me ignore))
Don't pass me by (look me in the eye) (Não me ignore (olhe nos meus olhos))
Look me in the eye (Olhe nos meus olhos)
There, you'll find me (Lá, você vai me encontrar)
We are one dream, one song (Somos um sonho, uma canção)
One world, one home (Um mundo, um lar)
One dream, one song (Um sonho, uma canção)
One world, one home (Um mundo, um lar)
One dream, one song (Um sonho, uma canção)
One world, one home (Um mundo, um lar)
One dream, one song (Um sonho, uma canção)
One world, one home (Um mundo, um lar)
There was a time (Houve uma época)
When we were small (Quando éramos pequenos)
We would laugh and sing (Ríamos e cantávamos)
And hold each other near (E nos abraçávamos perto)
Nós, espinosenses, temos muito do que nos orgulhar, pois conterrâneos nossos se destacam pelo mundo por suas trajetórias dignas e exemplares no cuidado com as pessoas nas mais diversas profissões. Uma dessas íntegras figuras acabou de receber merecidas homenagens pela comemoração dos seus 60 anos de Sacerdócio, o nosso querido Monsenhor Geraldo Marcos Tolentino.
No início da noite da sexta-feira, 3 de julho de 2026, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus em Montes Claros, foi celebrada a Santa Missa em Ação de Graças pelos 60 anos de Ordenação Presbiteral do Monsenhor Geraldo Marcos Tolentino. Estiveram presentes o nosso arcebispo, Dom José Carlos de Souza Campos, além de padres, diáconos, familiares, amigos e toda a comunidade, que se reuniram para agradecer a Deus e render homenagem a um homem simples, magnânimo, fiel e dedicado que desde 1966, quando teve sua ordenação presbiteral abençoada pelo Papa Paulo VI na cidade do Vaticano, vem prestando serviço e amor à Igreja Católica Apostólica Romana.
Que o nosso irmão Monsenhor Tolentino continue recebendo as bênçãos divinas para seguir sua caminhada terrena em paz, espalhando a Palavra de Deus e conduzindo seu rebanho para o Reino dos Céus!
Montes Claros, Minas Gerais, celebrou, no dia 3 de julho de 2026, seus 169 anos.
HINO DE MONTES CLAROS
Letra de Yvone Silveira
Música de Clarice Sarmento
Nas manhãs gloriosas das Bandeiras,
Nascestes protegida pela Cruz,
Plantada pela fibra de Figueira,
Ao pé dos montes, refletindo luz.
No sertão ressequido das Gerais,
O pranto inaugural dos filhos teus
Rasgou teu solo, para nunca mais
Perderes lutas nem perderes Deus.
Salve, Montes Claros! És nortestrela!
Crescendo arrojada e altaneira,
História vais fluindo de bravuras
Com o orgulho de seres brasileira.
Tu és uma cidade consagrada
Pela vez dos teus bardos e cantores,
Que contelhas de ouro, na alvorada,
Semearam, exaltando os teus primores.
Os dois irmãos alertas, lucilantes
Louvam o teu progresso, tua grandeza,
E em sintonia, nos teus horizontes,
A Liberdade brilha em realeza.
Salve, Montes Claros! És nortestrela!
Crescendo arrojada e altaneira,
Histórias vais fluindo de bravuras
Com o orgulho de seres brasileira
Parabéns, minha querida Montes Claros, que se tornou também minha cidade há 24 anos, quando fui muito bem recebido por aqui quando aterrissei com minha família para seguir a vida. Gratidão!
A Copa do Mundo demora para começar, mas quando se inicia, passa voando. Na disputa das oitavas de final, 16 equipes se enfrentaram em partidas eliminatórias e agora, entrando nas quartas de final, apenas oito delas continuam a sonhar com a glória de levantar a cobiçada taça de Campeão do Mundo. E algumas das favoritas já deram adeus ao torneio, retornando mais cedo para casa, casos de Brasil e Alemanha.
No primeiro combate das oitavas, enfrentaram-se Marrocos e Canadá. A equipe anfitriã começou muito bem o jogo, sufocando o adversário e criando boas jogadas, o que prevaleceu até o final do primeiro tempo. Para a segunda etapa, mesmo com a perda de Ismael Saibari lesionado ainda no primeiro tempo, o Marrocos se recuperou, equilibrando o jogo e marcando seu primeiro gol aos 4 minutos em bela jogada ensaiada, com o preciso chute do meio-campista Azzedine Ounahi após cobrança de escanteio rasteiro para a entrada da área. Com desvantagem no placar, o Canadá teve que sair para o jogo, deixando espaços para os fatais contra-ataques marroquinos que funcionaram bem por duas vezes, em gols marcados por novamente Ounahi e mais Soufiane Rahimi. O valente Canadá ficou pelo caminho e o ótimo e competitivo time do Marrocos, confirmando sua fase excepcional, segue para as quartas de final pela segunda vez nos Mundiais. Vai pegar a França.
No segundo embate das oitavas, entraram em campo a favorita França, a melhor seleção do mundo na atualidade, e a zebra Paraguai. E deu a lógica. Porém com muita dificuldade da equipe europeia de furar a sólida barreira sul-americana. A França dominou inteiramente a partida, trocando passes em abundância, na tentativa de criar oportunidades de gol. E foram poucas, pois a marcação paraguaia foi eficiente e às vezes truculenta, o que irritou os atletas franceses. Teve muita falta e muito empurra-empurra entre os jogadores. Mbappé foi um dos que mais sofreu faltas. Com poucas chances claras de finalização, o solitário gol da suada vitória veio aos 24 minutos do segundo tempo, depois de um pênalti claro, com decisão do VAR, marcado sobre o habilidoso e liso Désiré Doué, cobrado com precisão pelo craque Kylian Mbappé. O excesso de vontade resultou numa falta desnecessária cometida pelo volante Diego Gómez e que decidiu a partida. Os destaques paraguaios foram o excelente goleiro Orlando Gill e o lateral-direito Juan José Cáceres, que foi um leão na tentativa de marcar os habilidosos atacantes rivais, especialmente Mbappé, que por vezes reagiu com serenidade, sorrindo. O segundo gol francês poderia ter saído aos 45 minutos do segundo tempo, mas o goleiro Gill fez duas arrojadas defesas em finalizações de Mbappé, impedindo o aumento no placar. O surpreendente e competitivo time do Marrocos é o próximo adversário do time de Didier Deschamps.
O terceiro confronto das oitavas aconteceu entre o nosso Brasil e a Noruega. E já escrevi aqui mesmo na postagem anterior sobre mais essa eliminação prematura da nossa seleção em copas. A valorosa Noruega de Odegaard e Haaland irá enfrentar a Inglaterra nas quartas de final.
O quarto confronto das oitavas decretou a eliminação do anfitrião México pela Inglaterra em jogo sensacional. No lendário Estádio Azteca, um jogo memorável, eletrizante. Brilhando em campo, o jovem craque Jude Bellingham marcou dois gols em seguida, aos 36 e 37 minutos, colocando a Inglaterra em vantagem no placar. O valente México reagiu com um gol de Julián Quiñones aos 42 minutos e ainda criou boas chances de igualar o placar com duas finalizações de Raúl Jiménez. Aos 9 minutos, Jarell Quansah foi expulso com ajuda do VAR em jogada muito violenta, colocando mais emoção na partida. Mesmo com um a menos, a Inglaterra marcou seu terceiro gol, após pênalti marcado em Anthony Gordon. Harry Kane cobrou com a costumeira frieza e categoria e marcou o seu sexto gol nesta Copa do Mundo. O México foi para cima e conseguiu diminuir com Raúl Jiménez também batendo pênalti. Nos minutos finais o México partiu para cima, mas não conseguiu furar a forte defesa inglesa, dando adeus à competição. A Inglaterra irá enfrentar a Noruega.
O quinto confronto era um dos mais esperados, um choque de gigantes entre Portugal e Espanha. E o jogo não correspondeu à expectativa. A partida foi muito estudada, demasiadamente truncada pelo respeito e receio de levar gols de ambas as seleções. Nem os maiores astros, Lamine Yamal da Espanha, e Cristiano Ronaldo de Portugal, brilharam. Mesmo com poucos espaços para a ação dos jogadores, algumas poucas chances de gol foram criadas, com presença fundamental dos goleiros Diogo Costa e Unai Simón. A Espanha, com seu tradicional toque de bola, chegou ao gol já no tempo acrescido, com Merino finalizando de forma perfeita após ótimo passe de Ferran Torres. O jogo se notabilizou por ser o último do gigante astro do futebol Cristiano Ronaldo em uma copa, ele que jogou e marcou gols em seis edições: 2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026. Foram 11 gols em 27 partidas. Neste Mundial, Cristiano Ronaldo disputou cinco jogos e marcou três gols para Portugal. Gratidão e respeito ao grande CR7.
O sexto confronto envolveu Estados Unidos e Bélgica. Vergonhosamente, o presidente norte-americano pressionou o presidente da FIFA para que o cartão vermelho recebido pelo atleta Balogun fosse suspenso e que ele pudesse enfrentar a Bélgica. Essa decisão vergonhosa tomada pela FIFA manchou o Mundial. O Comitê Disciplinar da FIFA suspendeu o cartão vermelho dado ao atacante da Seleção dos Estados Unidos, Folarin Balogun, liberando-o para jogar contra a Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo. Balogun foi expulso aos 18 minutos do segundo tempo da partida contra a Bósnia e Herzegovina por pisar no tornozelo de Muharemovic. O árbitro brasileiro Raphael Claus confirmou o cartão vermelho após revisar o lance no VAR. Uma ação vexatória, desonesta e antiesportiva da FIFA. Mas o tiro saiu pela culatra, pois tal disparate motivou ainda mais os atletas belgas que fizeram uma partida elogiável, com força, dedicação, serenidade e altivez. Venceu e venceu bem, por goleada de 4 x 1, não só o bom time americano, mas também a podridão dos subterrâneos do poder político e a arrogância e deslealdade dos dirigentes. Parabéns a Bélgica pela vitória que dignifica o esporte!
Bélgica e Espanha se confrontarão nas quartas.
O sétimo confronto ocorreu na tarde da terça-feira, 7 de julho, entre a atual Campeã Argentina contra o Egito. Jogaço! É por jogos assim que a gente adora futebol. Uma partida intensa, fascinante, emocionante, com muitos gols e variações no placar. E com o brilho de um gênio da bola que infelizmente está quase encerrando a vitoriosa carreira e se despedindo dos gramados, LIONEL MESSI. O gigante argentino é diferenciado demais! E ainda tem gente que o odeia pelo simples fato de ser argentino. Quanta besteira! Eu amo futebol. E amo o futebol de Diego Armando Maradona, de Fernando Carlos Redondo Neri, de Juan Román Riquelme, de Osvaldo César Ardiles, de Juan Sebastián Verón, craques refinados e incontestáveis. E Messi é simplesmente o maior gênio da bola de sua geração, indiscutivelmente! O baixinho, aos 39 anos, mostra ao mundo como deve se comportar um verdadeiro ídolo, liderando humildemente seus companheiros em busca de mais e mais conquistas, seja nos clubes que defende ou na seleção do seu país. Messi é o cara! Mas vamos ao jogo, que jogo!
O Egito surpreendeu o mundo ao atuar com confiança e determinação, marcando forte a saída de bola adversária, criando problemas para a defesa argentina. O time egípcio não se acovardou diante da atual Campeã Mundial, e comandada pelo excelente Mohamed Salah, colocou a Argentina em maus lençóis. Aos 14 minutos, em certeiro cruzamento da direita de Marwan Attia, o zagueiro Yasser Ibrahim subiu mais alto e cabeceou forte para as redes do estático Dibu Martínez, inaugurando o placar. A Argentina sentiu o golpe e não conseguia se desvencilhar facilmente da agressiva marcação do Egito. E numa rápida troca de passes pela esquerda, Nicolás Tagliafico foi derrubado dentro da área. Pênalti marcado, Messi na cobrança. Quando tudo parecia dar em empate, eis que o goleiro Mostafa Shobeir começou a estrelar o seu show de grandes defesas. Defendeu com arrojo a cobrança de Messi no lado esquerdo do seu gol, impedindo a igualdade no placar. Bateu mal o Messi, confirmando que até os gênios erram de vez em quando. Aos 27 minutos, outro feito de Shobeir, defesa espetacular de cabeçada de Alexis Mac Allister, após certeiro cruzamento de Rodrigo De Paul. Aos 30, Messi bateu falta de longe, mandando a bola na trave direita do Egito. Aos 38, mais uma defesaça de Shobeir, em toque de Julián Álvarez. A Argentina criava chances, mesmo com a ferrenha marcação egípcia. E acabou a primeira etapa, com a Argentina fora da Copa.
O segundo tempo começou com a Argentina em busca do empate, mas foi o Egito que balançou as redes. Em uma jogada espetacular de contra-ataque, dos rápidos Haissem Hassan e Mohamed Salah, o atacante Zico marcou o segundo gol, aos 12 minutos. Mas o VAR apontou falta em lance anterior e o gol foi anulado pelo árbitro francês François Letexier. Alívio para a Argentina, mas que não durou muito. Aos 21 minutos, um repeteco da jogada envolvendo os mesmos três jogadores, terminou no segundo gol do Egito, com Zico aumentando o placar. Tudo indicava que a atual Campeã voltaria para casa, derrotada. Mas quem tem Messi, tem bala na agulha. Aos 33, o ET cruzou na cabeça de "Cuti" Romero em cabeçada indefensável para o Shobeir, 2 x 1. A esperança foi imediatamente renovada. Faltava um gol para levar o jogo para a prorrogação e a Argentina partiu para cima. E o tempo era curto, pouco mais de 12 minutos. Aos 36, Messi entrou driblando na área pela direita, tocou para Lautaro Martínez, que quase conseguiu marcar de cabeça. A tensão só aumentava. E um alívio exponencial veio aos 38 minutos, quando depois de um lançamento rebatido na área, a bola sobrou para Gonzalo Montiel ajeitar para o cara que faz jogar futebol parecer fácil. Messi bateu firme de perna esquerda estufando as redes de Shobeir, que nada pôde fazer. Estava empatada a partida em menos de quatro minutos e a tragédia da eliminação precoce dos hermanos momentaneamente descartada. E como vibrou Messi! Como o genial Pelé fazia, ele socou o ar por duas vezes até ser abraçado efusivamente pelos companheiros. Mas ainda havia jogo e o Egito continuava perigosíssimo nos contra-ataques. Mas foi em um contra-ataque rápido que a Argentina saiu definitivamente do sufoco. Já nos acréscimos, Lautaro Martínez recebeu passe longo de Julian Álvarez e cruzou com maestria na cabeça certeira de Enzo Fernández para decretar a sofrida e emocionante vitória argentina. Que partida sensacional! Uma das melhores de todas as copas, certamente. O Egito teve uma atuação extraordinária, merece todos os aplausos. E a Argentina mostrou uma força mental gigantesca, seguindo adiante no torneio, agora para enfrentar a Suíça nas quartas de final.
O oitavo confronto, fechando as oitavas, se deu entre Suíça e Colômbia. Foi um embate tenso, nervoso, disputado metro a metro de campo, com muita marcação e faltas em abundância. Muita luta de lado a lado, com boas chances de gol criadas e atuações impecáveis dos goleiros Gregor Kobel e Camilo Vargas. O que se viu em campo foi pouca inspiração e bastante transpiração, com os jogadores se doando em campo, com muita garra e entrega. Mas o gol não saiu nem nos 90 minutos nem nos 30 da prorrogação. Na disputa das penalidades, um chute para fora, outro no travessão e uma defesa decisiva de Gregor Kobel no chute de Cucho Hernández, e a Suíça saiu vencedora e segue para as quartas para enfrentar a Argentina. A Colômbia, mesmo eliminada, merece elogios pela boa campanha na Copa.
A Europa mais uma vez mostra a qualidade e a competitividade do seu futebol na Copa, com nada menos que seis seleções classificadas entre as oito: Bélgica, Espanha, França, Inglaterra, Noruega e Suíça. As duas intrusas são a sul-americana Argentina e a africana Marrocos.