Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

domingo, 19 de junho de 2022

2987 - Essa Pathy só nos dá alegria

Antigamente a nossa querida Espinosa só saía na mídia após casos de tragédias, assassinatos, acidentes automobilísticos, agruras da seca e outras notícias extremamente negativas e desagradáveis. Agora não! Tudo mudou com os nossos dignos representantes conquistando seu espaço profissional no país de maneira brilhante. E uma dessas figuras bem sucedidas, vencedoras e gigantes é a nossa querida Pathy, a jogadora de vôlei de praia Ana Patrícia Silva Ramos. Mais uma vez, ela nos enche de orgulho com mais um resultado de enorme importância na sua vitoriosa carreira.



No Mundial de Vôlei de Praia disputado na linda cidade de Roma, na Itália, entre os dias 10 e 19 de junho, Ana Patrícia e Duda conquistaram o título de Campeãs do torneio, após vencerem, por 2 sets a 0, com parciais de 21/17 e 21/19, as canadenses Bukovec/Brandie. A última conquista brasileira havia sido em 2015, sete anos atrás portanto, quando a dupla Ágatha e Bárbara foram campeãs mundiais na Holanda.

Trajetória da dupla Ana Patrícia e Duda no Mundial de Vôlei de Praia de Roma na Itália:
PRIMEIRA FASE
10-06-2022 - Sexta-feira - 2 x 0 Wang/Xia (CHN) - 21/11 e 21/13
11-06-2022 - Sábado - 2 x 1 Schutzenhofer/Plesiutshchnig (AUT) - 21/13, 17/21 e 15/11 
12-06-2022 - Domingo - 2 x 0 Hermannova/Stochlova (TCH) - 21/12 e 21/19
FASE DE 32
15-06-2022 - Quarta-feira - 2 x 0 - Ishii e Mizoe - 21/11 e 21/14
OITAVAS DE FINAL
16-06-2022 - Quinta-feira - 2 X 0 Bárbara Seixas/Carol Solberg - 21/16 e 21/17
QUARTAS DE FINAL
17-06-2022 - Sexta-feira - 2 x 0 Sarah Pavan e Melissa Humana-Paredes (CAN-Atuais campeãs mundiais) - 24/22 e 21/14
SEMIFINAL
18-06-2022 - Sábado - 2 x 0 Joana Heidrich e Anouk Vergé-Dépré (SUI) - 21/19 e 21/13
FINAL
19-06-2022 - Domingo - 2 x 0 Bukovec/Brandie (CAN) - 21/17 e 21/19


Agora novamente juntas em parceria, Ana Patrícia e Duda continuam fazendo história, depois de serem bicampeãs mundiais sub-21 em 2016 e 2017 e ganharem a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude em Nanquim em 2014. Agora, na categoria adulto, elas se sobressaem novamente conquistando o ouro no Mundial da Itália. 


Na disputa masculina, a dupla brasileira Vitor Felipe e Renato perdeu na final para a dupla norueguesa Mol/Sorum por dois sets a zero, parciais de 21/15 e 21/16, e ficou com a medalha de prata. Para chegar a esta privilegiada posição, a dupla brasileira passou na primeira fase pelas duplas Mora/Lopez, da Nicarágua, e pelos brasileiros Alison e Guto, e perdeu para os australianos Nicolaidis e Carracher. Na fase eliminatória, Vitor Felipe e Renato venceram na fase de 32 a dupla Perusic/Schweiner da República Tcheca; nas oitavas a dupla Nicolai/Cottafava da Itália; nas quartas a dupla Nolvak/Tiisaar da Estônia e na semifinal eliminaram Schalke e Brunner, dos EUA, por 2 sets a 0.
Parabéns à nossa "Menina de Ouro" novamente no topo do esporte mundial, o que só nos deixa felizes e orgulhosos da sua trajetória vitoriosa. Sucesso e felicidade, Pathy!
Um grande abraço espinosense. 



2986 - Mais um Samba delicioso do genial Chico

Um dos maiores artistas do Brasil, quiçá o mais genial compositor dessas nossas paragens, está de volta à composição e aos shows. Amado e respeitado por milhões de admiradores no mundo inteiro e odiado por poucos, geralmente por suas claras e conscientes escolhas políticas, o genial músico, cantor, compositor, dramaturgo, escritor, ator, cineasta, e de vez em quando um animado peladeiro, o senhor Francisco Buarque de Hollanda, continua ativo e criativo aos 78 anos completados exatamente hoje, 19 de junho. Apaixonado por futebol e pelo seu Fluminense, Chico dispensa comentários sobre sua carreira artística e sobre sua extensa, vigorosa e esplêndida obra cultural de 49 álbuns, 18 DVDs, nove livros, cinco peças e cinco filmes. Como resposta aos críticos odientos, nada mais que um Sambinha sereno, maneiro, malemolente, elegante, sincero, inteligente, verdadeiro, convidativo e provocador, recheado de esperança e fé de que tempos bons virão muito em breve. Ele lançou há pouco a canção "Que Tal Um Samba?".



Na música já disponibilizada nas plataformas de streaming, Chico canta e toca violão, acompanhado por Luiz Cláudio Ramos no violão, João Rebouças no piano, Jorge Helder no baixo, Jurim Moreira na bateria, Thiago Serrinha na percussão e Hamilton de Holanda no bandolim.
Ele também está de volta aos palcos, com shows marcados em 11 cidades brasileiras com a participação da ótima cantora Mônica Salmaso como convidada: João Pessoa (6 e 7/9), Natal (9 e 10/9), Curitiba (23/24), Belo Horizonte (5, 6, 7 e 8/10), Fortaleza (22 e 23/10), Porto Alegre (3 e 4/11), Salvador (11, 12 e 13/11), Brasília (29 e 30/11) e Recife (9, 10, 11/12) neste ano. Em janeiro de 2023, a turnê chega ao Rio de Janeiro e, em março, os shows serão em São Paulo.
Com essa simples interrogação e convite no título, o artista nos propõe um Samba, o velho e maravilhoso Samba, como um bálsamo perfumado de esperança para esse deserto ácido, frívolo e desalentador que atravessamos nesses tempos sombrios.
Parabéns e felicidades ao grande Chico Buarque pelos 78 anos e muito obrigado pelos tesouros que ele nos entregou nesses anos todos de sua linda trajetória no campo das artes. Vida longa, gênio!
Um grande abraço espinosense.


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QUE TAL UM SAMBA?
Chico Buarque de Hollanda

Um samba
Que tal um samba?
Puxar um samba, que tal?
Para espantar o tempo feio
Para remediar o estrago
Que tal um trago?
Um desafogo, um devaneio

Um samba pra alegrar o dia
Pra zerar o jogo
Coração pegando fogo
E cabeça fria
Um samba com categoria, com calma

Cair no mar, lavar a alma
Tomar um banho de sal grosso, que tal?
Sair do fundo do poço
Andar de boa
Ver um batuque lá no cais do Valongo
Dançar o jongo lá na Pedra do Sal
Entrar na roda da Gamboa

Fazer um gol de bicicleta
Dar de goleada
Deitar na cama da amada
Despertar poeta
Achar a rima que completa o estribilho

Fazer um filho, que tal?
Pra ver crescer, criar um filho
Num bom lugar, numa cidade legal
Um filho com a pele escura
Com formosura
Bem brasileiro, que tal?
Não com dinheiro
Mas a cultura

Que tal uma beleza pura
No fim da borrasca?
Já depois de criar casca
E perder a ternura
Depois de muita bola fora da meta

De novo com a coluna ereta, que tal?
Juntar os cacos, ir à luta
Manter o rumo e a cadência
Esconjurar a ignorância, que tal?

Desmantelar a força bruta
Então que tal puxar um samba
Puxar um samba legal
Puxar um samba porreta
Depois de tanta mutreta
Depois de tanta cascata
Depois de tanta derrota
Depois de tanta demência
E uma dor filha da puta, que tal?
Puxar um samba
Que tal um samba?
Um samba