Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

domingo, 14 de janeiro de 2024

Centenário de Espinosa - Postagem 14

Para comemorar o Centenário de Espinosa da sua emancipação política, publicarei aqui no nosso blog 100 (CEM) textos específicos (além das postagens normais), sobre imagens, acontecimentos e "causos" sobre mim, a minha Espinosa e alguns dos seus notáveis personagens.

A casa da sede da fazenda de José Cangussu no meio do caminho para a Vila de Santana era uma das mais belas construções do município de Espinosa, com sua peculiar torre redonda que chamava atenção e encantava a todos que a viam. Nosso saudoso amigo e parceiro de futebol Tintim, o Caio Lincoln Cangussu Tolentino, sobrinho do ilustre proprietário, era completamente apaixonado por ela, tanto é que fez de tudo para ficar com a administração da fazenda após o falecimento de seu pai Zé Patim. Ao conseguir definitivamente a posse, ele imediatamente mandou construir coisa parecida. Pena que Tintim se foi precocemente, não podendo usufruir por longo tempo da sua grande paixão. 






A belíssima e simpática construção era como um cartão postal de Espinosa, atraindo visitações e olhares admirados dos curiosos, que a utilizavam como cenário para muitas fotografias. Tal cativante residência também era cenário constante para encontros políticos e longas e descontraídas conversas com os amigos. Ainda bem que o amigo Tintim, ou "Bichão" para os colegas de 9 de Março, conseguiu realizar seu sonho de ficar com a fazenda, reconstruir a casa e usufruir, mesmo que por tempo curto, desta maravilha.   
Um forte, imenso e centenário abraço lençóisdorioverdense. 

Centenário de Espinosa - Postagem 13

Para comemorar o Centenário de Espinosa da sua emancipação política, publicarei aqui no nosso blog 100 (CEM) textos específicos (além das postagens normais), sobre imagens, acontecimentos e "causos" sobre mim, a minha Espinosa e alguns dos seus notáveis personagens.

Discordo um tanto dos nostálgicos saudosistas que acham que tudo antigamente era melhor que na atualidade. Obviamente que a liberdade ampla da criançada nas ruas, os rios preservados e as tradições culturais sofreram grandes abalos e restrições, fazem muita falta e nos trazem saudades enquanto reacendem ótimas recordações, mas a vida atual é muito melhor que antigamente, não há a menor dúvida. As condições de saúde, educação e sobrevivência melhoraram sobremaneira. Ou alguém em sã consciência quer voltar a viajar em estrada de terra esburacada e lamacenta, parar de usufruir do indispensável aparelho de ar condicionado em carros e ambientes da casa e do trabalho, deixar o celular de lado para voltar a enfrentar fila no "orelhão" para fazer uma ligação ou trocar o prático, limpo e higiênico vaso sanitário para fazer as necessidades lá no buraco de fossa no fundo do quintal? Nem pensar, não é Juvená? 




Temos sim é que lutar pela defesa e preservação da Natureza, especialmente dos nossos rios, e defender e apoiar a manutenção das tradições culturais que deveriam continuar passando de geração para geração, como as clássicas festas juninas, as folias de reis e os lindos presépios que enfeitavam as casas de quase todo mundo na época do Natal em Espinosa. Idealizado por São Francisco de Assis, o presépio foi criado para representar a cena do momento em que o menino Nosso Senhor Jesus Cristo veio ao mundo em uma humilde estrebaria na cidade de Belém. No presépio estão representados em imagens os pais Maria e José, o filho de Deus recém-nascido, Jesus, os três Reis Magos, a manjedoura e alguns animais.
Em Espinosa, quando da minha infância, saíamos perto do dia de Natal visitando as casas da vizinhança para apreciarmos encantados os mais variados tipos de presépio, todos muito bem elaborados com materiais simples como jornal, tijolos e areia. Este presépio que apreciamos na fotografia, eu, Magrão, Dailsinho e Carlinhos, estava montado na sala da casa de Zezé Xavier na comunidade do Urubu no início dos anos 80. Espero que esta maravilhosa tradição natalina ainda não tenha se perdido nos lares espinosenses.   
Um forte, imenso e centenário abraço lençóisdorioverdense. 

3379 - Maria Bethânia e Almério, "Quero Você"

Maria Bethânia Viana Teles Veloso. Nome de batismo da menina que veio ao mundo na cidade do Recôncavo Baiano Santo Amaro no dia 18 de junho de 1946, uma terça-feira. A garotinha, filha do casal Seu Zezinho (José Teles Veloso) e Dona Canô (Claudionor Viana Teles Velloso) e irmã de Caetano Veloso, iria ganhar o mundo com a sua extraordinária capacidade de soltar a voz com força, afinação, beleza e encanto, emocionando a todos os ouvintes. É, indubitavelmente, uma das maiores cantoras da história da música brasileira, ao lado de Elis Regina e Gal Costa.
Almério Rodrigo Menezes Feitosa. Nome de batismo do menino nascido na cidade pernambucana de Altinho e que, apaixonado pelos sons dos pífanos que ouvia nas ruas, descobriu bem cedo que seu caminho era a música. Um dos muitos excelentes artistas da nova geração, sua música é bastante diversificada, com canções que trafegam pelo Pop, MPB e ritmos regionais.


 
Bethânia e Almério se juntaram para interpretar a bela canção "Quero Você", uma composição de Almério em parceria com Isabela Moraes, lançada no terceiro álbum de estúdio do pernambucano talentoso e sensível denominado "Nesse Exato Momento". Contrariando o nome do disco, o lançamento somente ocorrerá em março pela gravadora Deck. A gravação deve ficar bastante conhecida, já que foi selecionada para integrar a trilha sonora do remake da novela "Renascer", que fará sua estreia na Globo na próxima segunda-feira, 22 de janeiro.
A música é linda. Para confirmar minha afirmação, basta escutá-la com atenção e mente aberta, sem aquela velha opinião formada sobre a inexistência de boa música na atualidade. Música de qualidade sempre haverá, é só ter coragem, vontade e clarividência para descobrir beleza e tesouros musicais.
Um grande abraço espinosense.