Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

sábado, 8 de maio de 2021

2682 - Uma descoberta tardia, mas gratificante

Quanto mais leio e aprendo coisas, mas me conscientizo e me dou conta da infinita ignorância minha. A verdade é que meu tempo restante de vida já não me permitirá ler todos os livros e revistas em quadrinhos que eu gostaria. Não me permitirá assistir a todos os filmes e séries que eu gostaria. Não me permitirá viajar por todos os maravilhosos lugares que eu gostaria. Não me permitirá conhecer e escutar todos os bons artistas que eu gostaria. Mas cada nova descoberta é um tesouro conquistado que merece uma comemoração até. Assim foi que eu acabei de descobrir no Spotify um artista de nome Passenger. Inicialmente pensei se tratar de uma banda de Rock, e era. Mas a banda se dissolveu em 2009 após um único álbum lançado e o seu líder continuou sua carreira, agora sozinho, mantendo o nome artístico de Passenger. E é dele que me tornei um fã à primeira vista (ou audição, mais especificamente).
Michael David Rosenberg é um cantor, compositor e músico inglês, nascido em Brighton aos 17 de maio de 1984, um artista jovem de 36 anos, portanto. Começou ainda jovem a amar música e a tocar violão clássico, escrevendo suas primeiras canções aos 15 anos. Pelo sonho de se tornar músico profissional, abandonou a escola e foi tocar nas ruas da Inglaterra e da Austrália. Em 1995, ao lado de três amigos, fundou a banda "Passenger", onde era o líder, violonista, vocalista e autor das canções. Em 2007 foi lançado o primeiro e único disco do grupo, intitulado "Wicked Man's Rest". Dois anos depois, a banda se dissolveu e Mike retomou sua carreira solo no Folk-Rock, mantendo o nome artístico de "Passenger". Lançou então em sequência os discos "Wide Eyes Blind Love" (2009), "Divers and Submarines" e Flight Of The Crow " (2010), "All The Little Lights" (2012). Com o sucesso da canção "Let Her Go", foi convidado a abrir apresentações de Ed Sheeran, aumentando seu público. Em 2014 lançou "Whispers", seguido do "Whispers II", de 2015. Como o artista é um ativista humanitário, destinou todo o lucro deste trabalho à UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), em prol das crianças da Libéria. 
Passenger ainda lançou os álbuns "Young as the Morning Old as the Sea" (2016), "The Boy Who Cried Wolf" (2017), "Sunday Night Sessions", este só de covers (2017), "Runaway" (2018), "Sometimes It's Something, Sometimes It's Nothing at All" (2019) e "Patchwork" (2020). "Songs for the Drunk and Broken Hearted", seu mais recente álbum, foi lançado agora em janeiro de 2021. Conforme informações coletadas em seu site oficial, "as embalagens físicas de CDs e vinis serão feitas com material 100% reciclado e uma árvore será plantada para cada cópia física vendida através de sua loja online, graças a uma parceria com Ecologi e Eden Project".
Sobre o mais recente trabalho, o artista revela que a maioria das composições refletiram o seu estado emocional de tristeza e desencanto após a separação da sua esposa recentemente, com canções sobre perdas e sofrimentos, em certo momento sufocados com o uso do álcool. Quem nunca passou por isso? Poucos, imagino. O bom disso é que dessa melancolia do artista saíram canções maravilhosamente belas, como tantas outras de sua autoria, performadas com seu violão e sua voz especial. Agora que o descobri, muito tardiamente, vou recuperar o tempo perdido ouvindo muito o talento espetacular desse jovem artista inglês. Afinal de contas, somos todos "passengers" na vida deste planeta lindo e maltratado e injusto e esférico e azul chamado Terra.
Um grande abraço espinosense. 


2681 - O sonho tomando forma

Dia após dia, no canteiro de obras instalado na Rua Cristina Maria de Assis, 202, no Bairro Califórnia em Belo Horizonte, engenheiros, operários e máquinas trabalham incessantemente para erguer o sonho de milhões de apaixonados atleticanos. Desde setembro de 2017, quando o Conselho Deliberativo do Clube Atlético Mineiro aprovou o projeto que viabilizava a construção da Arena MRV, os trabalhos de colocar de pé o estádio próprio do clube caminham a passos acelerados, agora já na fase de montagem da enorme estrutura de metal que sustentará milhares de torcedores nas partidas em que o time irá se apresentar a partir de 2022, se tudo continuar correndo dentro do planejado.
O projeto arquitetônico da Arena MRV é da Farkasvölgyi Arquitetura e a obra está a cargo da empresa paulista Racional Engenharia. O estádio, construído em um terreno de 128 mil m², terá capacidade para 46 mil torcedores. Serão disponibilizados aos espectadores 40 bares, 2.333 vagas de estacionamento, 80 camarotes e 4.462 cadeiras cativas. Até o momento, pouco mais de um ano após o início das obras, já foram utilizados 28.570 m³ de concreto, 5.565 toneladas de aço e foram construídos cerca de 500 blocos das fundações e instaladas mais de 350 estruturas metálicas, como pilares e vigas.
Abaixo, as imagens do terreno do estádio antes da obra e após o término dos trabalhos, com a Arena MRV já em funcionamento, esta última obtida através de projeção por computador. Interessante perceber que o terreno se parece um pouco com a forma do mapa do Estado de Minas Gerais.




  
Não só os torcedores atleticanos serão beneficiados com a nova arena, mas toda a população de Belo Horizonte. O clube irá, para atender a contrapartidas sociais e ambientais exigidas pela prefeitura, realizar a preservação permanente da Reserva Particular Ecológica (RPE), área verde de 26 mil m² bem ao lado do estádio, e fazer o plantio, em 10 anos, de 46 mil árvores em parques da cidade. Serão plantadas até 4.600 árvores por ano, número que representa uma árvore para cada assento da Arena MRV. Foram destinadas às forças de segurança de Minas Gerais equipamentos que superam o valor de R$ 4 milhões, para auxiliar no combate a crimes ambientais. Conforme informações do site da Arena MRV, "além do investimento na infraestrutura urbana do entorno do estádio, a Arena MRV reconstruirá a Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Califórnia e revitalizará a Mata dos Morcegos, maior área verde do Bairro Califórnia, transformando o espaço em um parque linear para uso da comunidade. Outra contrapartida da obra foi a criação do Instituto Galo, voltado para o desenvolvimento de atividades e projetos de assistência pública, social e cultural. Na Arena MRV será criado também um Centro Integrado de Línguas, para uso da Prefeitura de Belo Horizonte". Ou seja, todo mundo vai ganhar com o novo estádio do Galo, talvez não apenas os seus adversários em campo, é o que esperamos ansiosamente nós apaixonados torcedores do Atlético das Minas Gerais.
Realizar sonhos é mais uma dádiva de Deus. Quem sabe um dia, se ainda estiver vivo e com saúde, eu possa estar presente em um dos 46 mil lugares disponíveis no estádio para acompanhar de perto, com as rotineiras doses cavalares de emoção e sofrimento, mais uma batalha dos craques atleticanos no gramado? Sonhar ainda não é tributado nem crime inafiançável, então vamos, enquanto livres, sonhar com todo vigor.   
Um grande abraço espinosense.