Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

domingo, 31 de março de 2019

2166 - 130 anos da Torre Eiffel

A Torre Eiffel é indiscutivelmente o maior símbolo da capital da França, Paris, localizada no Champ de Mars. E de onde veio a ideia de construí-la? Vamos ver?
Para celebrar o centenário da Revolução Francesa, foi realizada a Exposição Universal de 1889 em Paris. Foi aberto um concurso para a construção de uma torre que serviria de portal para o mega evento. O projeto do empresário e engenheiro Gustave Eiffel, dos engenheiros Maurice Koechlin e Emile Nouguier e do arquiteto Stephen Sauvestre foi o vencedor entre 107 outros concorrentes. A  gigantesca torre seria constituída por quatro treliças na base que se juntariam no topo, ligadas por feixes de metal dispostos em intervalos regulares. A construção do famoso ponto turístico parisiense durou exatamente 2 anos, 2 meses e 5 dias de trabalho. As mais de 18 mil peças foram fabricadas na fábrica Levallois-Perret. O primeiro andar foi concluído em 1º de abril de 1888 e o segundo andar foi finalizado em 14 de agosto de 1888.



Para homenagear o idealizador e construtor da "Dama de Ferro", foi inaugurada em 2 de maio de 1929, na base da torre, um busto de Gustave Eiffel criado por Antoine Bourdelle com a assistência dos arquitetos Auguste Perret e André Granet.
A torre Eiffel constitui-se de um pátio, um 1º andar com piso em vidro transparente a 57 metros do solo, um 2º andar de onde se pode ver o Louvre, Notre Dame, Montmartre, o Grand Palais e as alças do Sena, e por fim a cúpula, onde se chega em uma espetacular subida em elevadores com paredes de vidro para se deparar, extasiado, com Paris a seus pés. Ali também, no topo da torre, há uma reconstituição do escritório de Gustave Eiffel, com os bonecos de cera dele e de sua filha Claire recebendo a visita do famoso inventor americano Thomas Edison.  





Números da Torre Eiffel:
Altura atual: 324 metros
Altura inicial: 312 metros
1º andar: 57 metros, 4.415 m²
2º andar: 115 metros, 1.430 m²
3º andar: 276 metros, 250 m²
Elevadores: 5 elevadores terrestres no 2º andar, 2 baterias de 2 duolifts do 2º andar ao topo
Peso da armação de metal: 7.300 toneladas
Peso total: 10.100 toneladas
Número de rebites usados: 2.500.000
Número de peças de ferro: 18.038
Pilares: os 4 pilares formam um quadrado de 125 metros de lado.



O monumento de 324 metros de altura é um símbolo francês bastante conhecido em todo o mundo e, inicialmente, seria uma obra temporária, mas que acabou tornando-se eterna. Anualmente cerca de 7 milhões de turistas pagam ingresso para conhecer suas belas entranhas, onde pode-se encontrar lojas, bares e restaurantes e uma visão espetacular e única da linda Paris.
O monumento fica disponível para visitação o ano inteiro, entre as 9 horas da manhã até por volta da meia-noite. Os ingressos para adultos, de escada ou elevador, podem ser comprados pela Internet e  custam de 10,20 a 25,50 euros. As tarifas para jovens e crianças tem preço menor e as criancinhas de até 4 anos têm acesso livre.
Saído da mente espetacularmente criativa de Caetano Veloso, o verso da sua canção "Sampa": "Da força da grana que ergue e destrói coisas belas" nos mostra o quanto de bom e ruim pode o ser humano ser criador. Ao mesmo tempo em que ergue uma maravilha de ferro de tamanha magnitude e beleza, deixa acontecer a fome e a guerra diante de si, fruto de uma desigualdade social inaceitável. Ó, mundo lindo, estranho e perturbador!   
Um grande abraço espinosense.


quinta-feira, 28 de março de 2019

2165 - A pele futurista da esplêndida Gal Costa

Como um "Abre-Alas do Verão", a "Mãe de Todas as Vozes" (depois da Elis, claro) vem com alma, coração, "Cabelos e Unhas" realizar mais uma "Viagem Passageira" totalmente "Livre do Amor". Gal Costa, uma verdadeira "Puro Sangue" da canção brasileira, cria mais um trabalho musical "Sublime" e "Realmente Lindo", "Cuidando de Longe" das "Palavras no Corpo", tudo completamente "Dentro da Lei", mesmo nesses tempos sombrios e de retrocesso. Com mais esse belo álbum, é gratificante poder contar com boa música na "Vida Que Segue", sabendo que certamente "Minha Mãe" me está "Cuidando de Longe".
Este é apenas um resumo desvairado e ininteligível de "A Pele do Futuro", o novo disco da Gal Costa. A linda garota soteropolitana da Tropicália se reinventa incansavelmente ano após ano, mantendo a voz divina e inigualável. Ela, que já se apresentou como Legal, Índia, Fatal, Plural, Tropical, Profana, de Tantos Amores, Estratosférica e até como Maria da Graça apenas, é artista versátil nos trabalhos mas imutável na qualidade espetacular da voz hiperafinada.  


Maria da Graça Costa Penna Burgos é uma autêntica camaleoa, transformando-se livre e conceitualmente pelos vários trabalhos musicais de uma carreira extremamente vitoriosa. Aos 73 anos de idade, sua vitalidade impressiona, sempre na busca do original. Mais impressionante ainda é a estupenda qualidade vocal que nunca parece sofrer com o passar dos anos, mantendo-se intacta e exuberante. E foi com essa bagagem de 53 anos de carreira, esse frescor interminável e essa busca incessante pelo novo, que a baiana subiu ao palco da Casa Natura Musical, em São Paulo, nas noites de 22 e 23 de março, para gravar um DVD com foco no mais recente álbum de canções inéditas, "A Pele do Futuro", lançado em setembro do ano passado. O disco traz músicas inéditas de grandes nomes do cancioneiro popular brasileiro, com presenças de Gilberto Gil, Guilherme Arantes, Djavan, Erasmo Carlos, Jorge Mautner, Hyldon, Nando Reis, Silva, Adriana Calcanhoto, Emicida e Tim Bernardes, entre outros.

Músicas do disco:
01. SUBLIME (Dani Black)
02. PALAVRAS NO CORPO (Silva/Omar Salomão)
03. VIDA QUE SEGUE (Hyldon)
04. CUIDANDO DE LONGE - Com participação de Marília Mendonça (Marília Mendonça/Juliano Tchula/Júnior Gomes/Vinícius Poeta)
05. LIVRE DO AMOR (Adriana Calcanhoto)
06. PURO SANGUE (LIBELO DO PERDÃO) (Guilherme Arantes)
07. REALMENTE LINDO (Tim Bernardes)
08. VIAGEM PASSAGEIRA (Gilberto Gil)
09. CABELOS E UNHAS (Paulinho Moska/Breno Góes)
10. DENTRO DA LEI (Djavan)
11. MINHA MÃE - Com participação de Maria Bethânia (César Lacerda/Jorge Mautner)
12. MÃE DE TODAS AS VOZES (Nando Reis)
13. ABRE-ALAS DO VERÃO (Erasmo Carlos/Emicida)

Para exemplificar o momento atual de uma das mais lindas vozes da música mundial, nada como escutar suas próprias palavras: "Eu me sinto mais jovem do que realmente tenho de idade. Minha alma é jovem. E quando eu subo no palco, vem uma energia não sei de onde, e eu me sinto com muita vitalidade. Meu espírito não acompanha minha idade cronológica. A minha voz é o espelho da minha alma. E minha alma é jovem". Não há o que acrescentar. Só sentir o prazer de ouvi-la cantar.
Um grande abraço espinosense.



Minha Mãe
César Lacerda/Jorge Mautner

Quando eu fico muito triste
Eu pego a fotografia da minha mãe
E aperto bem forte no meu peito

Minhas mãos param de tremer
Segurando a fotografia
E meu coração bate mais forte

Mas não é mais uma dor que eu sinto
Eu me transformo
Possuído de uma alegria que invade a mim
E todo esse recinto
E que não tem explicação

E eu choro de alegria
Rezando aos pés de Nossa Senhora Aparecida

Minha mãe me deu a vida
E sempre ela me dará a vida

quarta-feira, 27 de março de 2019

2164 - Renato Russo faria 59 anos hoje

Como estaria Renato Russo exatamente hoje, dia 27 de março de 2019, data em que ele comemoraria seus 59 anos de existência? Como ele, com sua inteligência aguda, sua visão ampla de mundo e sua consciência plena da sua posição na nossa sociedade conservadora estaria se posicionando na vida e nas suas composições musicais? São perguntas que jamais saberemos as respostas, pois infelizmente um dos mais talentosos artistas da música brasileira se foi ainda muito jovem, com apenas 36 anos de idade, vítima de complicações da AIDS no dia 11 de outubro de 1996.

Imagem: Ricardo Junqueira
   
Renato Manfredini Júnior nasceu no Rio de Janeiro aos 27 de março de 1960, filho do funcionário do Banco do Brasil Renato Manfredini e da sua esposa professora de Inglês Maria do Carmo. Quando criança, morou com os pais um período em Nova York, onde aprendeu a língua inglesa. Voltou ao Brasil para morar na Capital Federal. Passou por um grave problema de saúde na adolescência que o forçou a ficar meses acamado, tempo muito bem aproveitado para que ele pudesse se aprofundar no estudo da música e criar os moldes da sua futura banda de Rock. Integrou a banda "Aborto Elétrico" e fez shows solo como o "Trovador Solitário", até que realizou o sonho de montar a sua própria banda, batizada de "Legião Urbana", ao lado de Marcelo Bonfá, Eduardo Paraná e Paulo Paulista. Os últimos deixaram logo a banda, sendo substituídos por Ico Ouro Preto, que adiante foi também substituído pelo Dado Villa-Lobos. Pouco tempo depois foi adicionado o baixista Renato Rocha, que mais tarde saiu do grupo.

Imagem: Ricardo Junqueira

Renato Russo e sua banda fizeram um estrondoso sucesso, colecionando e emocionando fãs, influenciando músicos e criando um tanto de canções que se tornaram célebres e imortais, casos de "Eduardo e Mônica", "Será", "Faroeste Caboclo", "Que País é Este?", "Geração Coca-Cola", "Índios", "Pais e Filhos", "Quase Sem Querer", "Tempo Perdido", "Monte Castelo", "Vento no Litoral", "O Teatro dos Vampiros", "Ainda é Cedo", "Sereníssima", "Por Enquanto" e tantas outras dezenas de lindas e maravilhosas canções. 
Com a Legião Urbana foram oito álbuns de estúdio: "Legião Urbana" (1985), "Dois" (1986), "Que País é Este?" (1987), "As Quatro Estações" (1989), "V" (1991), "O Descobrimento do Brasil" (1993), "A Tempestade" ou "O Livro dos Dias" (1996) e "Uma Outra Estação" (1997).  
Na carreira solo foram três discos de estúdio lançados: "The Stonewall Celebration Concert", "Equilíbrio Distante" e "O Último Solo".

Imagem: Cris Bierrenbach Folha Press

Nos tempos atuais de amplo retrocesso, é bem possível que Renato, homossexual, melancólico, depressivo e genial na criação de letras afiadas, poéticas e de rara beleza, estivesse em plena atividade, compondo canções que pudessem tornar compreensível o sentido da vida ou levar todos os seres humanos a uma profunda reflexão da realidade. 
Renato deixou ao mundo um filho, o Giuliano, milhares de fãs ardorosos e uma enorme quantidade de canções memoráveis que, espero, nunca saiam das mentes dos que amam fervorosamente a música, especialmente o Rock and Roll.
Quanta falta faz ao mundo artistas geniais como o Renato! Que esteja em paz!
Um grande abraço espinosense.


Mais Uma Vez
Renato Russo e Flávio Venturini

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem
Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!


segunda-feira, 25 de março de 2019

2163 - O glorioso Clube Atlético Mineiro comemora 111 anos de existência

Hoje, dia 25 de março de 2019, a gloriosa instituição esportiva brasileira de nome Clube Atlético Mineiro está comemorando seu centésimo décimo primeiro aniversário de vida. Há 111 anos, 22 jovens aficionados por futebol se encontraram no coreto do Parque Municipal de Belo Horizonte para criar o que viria a ser o objeto de amor e paixão de milhões de torcedores pelo mundo inteiro. Mas o interessante é que só mesmo depois de quase um ano de existência é que aqueles sonhadores meninos realizariam a sua primeira partida de futebol pelo novo clube. No dia 21 de março de 1909, o ainda chamado Athlético Mineiro Football Club, entrou em campo pela primeira vez, para enfrentar o Sport Club Foot-Ball, também de Belo Horizonte, o clube mais antigo de Minas Gerais, fundado em 10 de julho de 1904. E a estreia não poderia ser mais alvissareira: 3 x 0, gols de Aníbal Machado, Zeca Alves e Mário Neves. O campo onde aconteceu este jogo já não existe, hoje é onde está o Minascentro. Como eram poucos os times na época, os próximos desafios do Athlético Mineiro Football Club foram exatamente contra o mesmo adversário. Na revanche solicitada pelo derrotado, nova vitória por 2 x 0 no dia 28 de março, com dois gols de Aníbal Machado, o Pingo. O terceiro confronto, realizado em 21 de abril, confirmou a superioridade atleticana, com uma goleada por 4 x 0, o que teve um desfecho triste e inesperado, a decisão dos vencidos de promover a extinção do Sport Club Foot-Ball.    
Após este início avassalador, o Atlético mudou de nome, ganhou o mascote Galo e teve, na sua longa e emocionante trajetória, períodos de glória e ostracismo, com conquistas memoráveis e momentos de enorme tristeza, mas sempre exaltado, idolatrado e empurrado por uma Massa de milhões de torcedores apaixonados. E assim continuará sendo por todo o sempre, amém!
Parabéns ao Clube Atlético Mineiro, por quem temos um amor e um apego inexplicáveis. Para saber e conseguir entender, só mesmo se tornando um galista alvinegro das Gerais.
Um grande abraço espinosense.

Athlético Mineiro Football Club, 1910, primeiro registro do time - Foto: Arquivo EM/D.A.Press

domingo, 24 de março de 2019

2162 - Formatura de Débora

Ela não nasceu em Espinosa, mas um pedaço imenso do seu grande coração está eternamente ligado a um dos nossos conterrâneos, meu sobrinho e amigo Gilberto Ângelo Tolentino, o Juninho. Esta é Débora, sua esposa. Por essas coincidências da vida, esses dois se conheceram em terras paulistas, exatamente na cidade de Atibaia. E o amor resolveu unir seus corações e almas da forma mais harmoniosa. Agora eles comemoram juntos a formatura dela em Ciências Contábeis pelo Centro Universitário UNIFAAT de Atibaia.
Os meus cumprimentos efusivos a Débora Sales pela brilhante conquista e o desejo de que sua caminhada pessoal e profissional seja repleta de conquistas, realizações e reconhecimento, construída sobre a ética inabalável, a honestidade, a humildade e o respeito para com todas as pessoas da convivência diária. Sucesso e boa sorte, garota!
Um grande abraço espinosense.

2161 - Pathy e Rebecca: o habitual ato de estar no alto do pódio

Desculpem-me se estou ficando repetitivo, mas a culpa não é minha. Quem não conhece o talento e a competência da Ana Patrícia Silva Ramos e da sua parceira Rebecca Cavalcante Barbosa da Silva, pode até imaginar que eu estou ficando maluco, por publicar quase que semanalmente aqui no nosso blog sobre suas vitórias e, consequentemente, suas medalhas conquistadas. Mas trata-se tão somente da realidade do cotidiano nas quadras de areia de todo o mundo. E elas estão sempre lá, "arrebentando" com as adversárias com seus espíritos guerreiros.
Hoje de manhã, a vitória veio na etapa de Natal (RN) do Circuito Brasileiro Open de Vôlei de Praia 2018/2019, a de número seis, a penúltima. Os jogos foram disputados em uma arena montada no Forte dos Reis Magos na capital do Rio Grande do Norte. Na decisão, Pathy e Rebecca venceram a sergipana Tainá e a sul-mato-grossense Victoria por 2 sets a 0, com parciais de 21/16 e 22/20.   
Veja abaixo um resumo das atuações da nossa vitoriosa dupla nesta sexta etapa:
1ª FASE
22-03 - 10h10 - 2 x 1 Sarah/Ross (EUA) - (21 a 17 - 19 a 21 - 15 a 9) - 53 minutos
22-03 - 14h20 - 2 x 0 Aline (SC)/Juliana Simões (PR) - (21 a 18 - 21 a 14) - 33 minutos
OITAVAS DE FINAL
23-03 - 08h00 - 2 x 0 Sarah/Ross (EUA) - (21 a 16 - 21 a 18) - 37 minutos
QUARTAS DE FINAL
23-03 - 11h40 - 2 x 0 Carol Horta (CE)/Ângela (DF) - (21 a 16 - 21 a 14) - 36 minutos
SEMIFINAL
23-03 - 18h40 - 2 x 0 - Taiana (CE)/Talita (AL) - 21 a 11 - 21 a 9) - 31 minutos
FINAL
24-03 - 10h10 - 2 x 0 - Tainá (SE)/Victoria(MS) - (21 a 16 - 22 a 20) - 45 minutos







Fotografias: Wander Roberto/Inovafoto/CBV

A próxima, sétima e última etapa do Circuito Brasileiro Open, acontecerá na cidade de João Pessoa, na Paraíba, entre os dias 10 e 14 de abril, quando se definirão os campeões gerais da temporada 2018/2019. A dupla Pathy e Rebecca, com mais esta conquista, se igualou na liderança do ranking com 1.680 pontos com a dupla Fernanda Berti e Bárbara Seixas do Rio de Janeiro.
A nossa dupla campeã tem agora cinco etapas vencidas na competição nacional, sendo três delas nesta temporada. Além desta vitória em Natal (RN), as meninas venceram as etapas de Palmas (TO) e São Luís (MA).
Dispensadas as explicações sobre o nosso eterno sentimento de alegria e orgulho, é desejar sorte e sucesso para as meninas conseguirem o título do ranking geral, que certamente virá, se Deus quiser. 
Um grande abraço espinosense. 

sexta-feira, 22 de março de 2019

2160 - O retorno de Messi à Seleção Argentina

Em um momento de pressão e desencanto, provocado pelos maus resultados da sua equipe, o hipercraque de futebol Lionel Andrés Messi Cuccittini afirmou, após a derrota nos pênaltis para o Chile na Copa América de 2016, estar se despedindo da Seleção Argentina. Ele, bastante abatido na ocasião, explicou que era difícil aceitar a quarta derrota em finais de campeonatos importantes com a sua seleção: Copa América 2007 (Brasil), Copa do Mundo 2014 (Alemanha), Copa América 2015 (Chile) e Copa América Centenário 2016 (Chile). 
Mas a separação logo seria desfeita com o retorno de Messi para a disputa das eliminatórias da Copa de 2018, já com novo treinador na Seleção Argentina. A Argentina chegou à Copa do Mundo na Rússia sem muita força, longe de ser considerada favorita. Depois de passar pela primeira fase, ela foi eliminada nas oitavas de final pela França, em 30 de junho, na derrota por 4 a 3. Mais uma vez decepcionado, Messi novamente se afastou da sua seleção, sem previsão de uma nova volta. 
Mas o tempo curou as feridas e o gênio da bola retornou para vestir a gloriosa camisa celeste e branca da Argentina, agora na preparação para a disputa da Copa América no Brasil. Hoje ele entra em campo às 17 horas com seus companheiros no Wanda Metropolitano, estádio do Atlético de Madrid, em Madrid, na Espanha, para enfrentar a seleção da Venezuela em um amistoso. 
Para celebrar este retorno triunfal e cheio de esperanças portenhas, a AFA-Associação de Futebol da Argentina, criou um vídeo que enaltece as qualidades do craque, fazendo alusões a outros dez ícones argentinos: o Papa Francisco, o piloto Juan Manuel Fangio, o músico Astor Piazzolla, o jogador de basquete Manu Ginóbili, o cardiologista René Favaloro, o cantor Carlos Gardel, a tenista Gabriela Sabatini, o escritor Jorge Luis Borges, o artista plástico Benito Quinquela e até o carro esportivo Pagani Zonda. 
Messi é realmente magnífico e merece todas as homenagens. Eu o tenho como um dos cinco melhores jogadores de toda a história do futebol mundial, com certeza absoluta. Que sua carreira seja longa e profícua no Barcelona e na Seleção Argentina, pois os amantes do futebol só têm a ganhar.
Um grande abraço espinosense.    


terça-feira, 19 de março de 2019

2159 - A beleza e a amargura de "O Menino Que Descobriu o Vento"

O cenário se parece muito com várias localidades do nosso Brasil, sobretudo no Nordeste. Um panorama de pouca chuva, terra seca, pobreza extrema e a impossibilidade de o homem do campo conseguir defender regularmente sua sobrevivência com dignidade. Esta é a perspectiva de mundo nos apresentada de modo brilhante no filme "The Boy Who Harnessed the Wind", ou "O Menino Que Descobriu o Vento", em português. O filme está disponível na Netflix.


Dirigido e estrelado pelo ator Chiwetel Ejiofor, o filme, baseado em uma história verídica, mostra a luta cotidiana de uma comunidade rural do Maláui (ou Malawi) pela sobrevivência no início dos anos 2000. Assolada pela seca, que matou a plantação e espalhou a fome e a morte naquele lugar abandonado pelo governo, a vila de Kasungu vê ressuscitar a esperança através da mente privilegiada de um jovem estudante chamado William Kamkwamba. Garoto sabido, curioso e com bastante iniciativa, William coloca em prática os conhecimentos adquiridos nos livros da biblioteca da escola de onde foi expulso por não ter como pagar as mensalidades. Com a ajuda do pai, convencido a muito custo, e de amigos da vila, ele usa suas habilidades e conhecimentos para construir, com troncos de árvores, um ventilador de trator, roldanas, um quadro, as rodas e um dínamo de bicicleta, tubos de pvc e demais materiais retirados de um velho-ferro, um tosco moinho de vento para a irrigação da colheita durante todo o ano, o que significa a redenção de toda a sua comunidade.


O cinema, assim como a literatura, é um caminho prazeroso para refletirmos e mudarmos irremediavelmente os nossos ultrapassados e grotescos conceitos. Nesta belíssima obra cinematográfica, temos a oportunidade de aprender e entender a triste realidade deste nosso vasto mundo, dividido entre poucos que possuem muito mais do que precisam e milhões que suplicam aos céus o mínimo para viver com dignidade e sem fome. Na produção, podemos observar claramente o abandono da população pelo governo desumano, a procura obsessiva do lucro pela escola, a falta de empatia dos mais favorecidos, o sentimento soberbo de individualismo, o sofrimento terrível causado pela fome, a impossibilidade de acesso ao estudo para construir um futuro melhor, a desesperança. Por outro lado, e admiravelmente, é neste cenário desolador que as pessoas se unem democraticamente em busca de soluções para os seus problemas na comunidade, construindo juntos a saída consagradora que vem da mente brilhante de um jovem garoto amante dos livros, reforçando a certeza de que a educação é o caminho mais justo e célere para o desenvolvimento pessoal e coletivo. Que saibamos extrair os bons ensinamentos dos livros, dos filmes e da dura realidade à nossa frente.
Um grande abraço espinosense.   

"The Boy Who Harnessed the Wind" ("O Menino Que Descobriu o Vento")
Baseado no livro de memórias "The Boy Who Harnessed the Wind", de William Kamkwamba e Bryan Mealer
Ano de produção: 2019
Lançamento na Netflix: 1º de março de 2019
Direção: Chiwetel Ejiofor  
Elenco:
Maxwell Simba, como William Kamkwamba
Chiwetel Ejiofor, como Trywell Kamkwamba
Aïssa Maïga, como Agnes Kamkwamba
Lily Banda, como Annie Kamkwamba
Joseph Marcell, como chefe Wimbe
Noma Dumezweni, como Edith Sikelo





Uma pequena explicação do William sobre sua belíssima história.

sábado, 16 de março de 2019

2158 - A rotina continua: Pathy campeã

Já está ficando repetitivo isso, mas que bom que assim seja. Ver a nossa mais talentosa conterrânea no esporte conquistando vitórias e medalhas pelos mais longínquos cantos deste mundo é um prazer indescritível. 
E ela, a atleta de vôlei de praia Ana Patrícia Silva Ramos, a nossa Pathy, mais uma vez sobe no lugar mais alto do pódio, sempre ao lado da competente parceira Rebecca. Desta vez, a conquista se deu na disputa dos Jogos Sul-Americanos de Praia realizado na cidade de Rosário, na Argentina. Na estreia, a dupla Ana Patrícia/Rebecca (MG/CE) venceu o time 2 do Paraguai por 2 sets a 0 (21/14, 21/12). Logo em seguida, ganhou da dupla 1 da Bolívia: 2 a 0 (21/11, 21/7). Aí veio mais uma vitória, desta vez sobre as peruanas Cinthia e Serna por 2 sets a 0 (21/7, 21/17). Nas quartas de final outro triunfo: 2 sets a 0 (21/12, 21/11) sobre as chilenas Rivas e Mardones. Pela semifinal, derrotaram as argentinas Zonta e Churín por 2 a 0 (21/14, 21/9). Na grande final, a consagradora vitória sobre as argentinas Ana Gallay e Pereyra por 2 sets a 0 (21/18, 21/19) e mais um título de campeãs na vitoriosa carreira. Um espetáculo, seis partidas, seis vitórias, nenhum set perdido.
Neste torneio sul-americano, a nossa Menina de Ouro foi escolhida pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) para ser a porta-bandeira, representando os demais atletas brasileiros. 
Não há mais o que dizer sobre Pathy. Ela é a nossa mais alta fonte de orgulho no esporte. E está ainda apenas no começo da carreira, pois certamente e se Deus quiser, irá conquistar muito mais vitórias e medalhas na sua trajetória, enaltecendo o nome da nossa Espinosa por todo o mundo. Que Deus lhe proteja, lhe concedendo muita saúde para que possa brilhar cada vez mais no mundo.
Um grande abraço espinosense. 


2157 - Formatura de Jacira

Que coisa boa! Consegui descobrir o nome de mais uma formanda espinosense. Através da página do Facebook do Jacson Brito Sá Mendes, tomei conhecimento da formatura da sua irmã Jacira de Fátima Brito Sá, em Pedagogia pela Unimontes, campus de Espinosa.
A Colação de grau foi realizada na noite de ontem, dia 15 de março de 2019, nas instalações da Compasso Eventos em Espinosa.
Quero aqui parabenizar a Jacira pela importante conquista, ao mesmo tempo em que expresso o meu desejo sincero de que sua trajetória pessoal e profissional seja repleta de sucesso e alegrias, jamais se esquecendo de pautar sua caminhada pela ética, pela humildade e pela honradez. Que seja muito feliz!
Um grande abraço espinosense.



sexta-feira, 15 de março de 2019

2156 - Definidos os jogos da Champions League até a grande final

No dia 1º de junho de 2019, no Wanda Metropolitano, em Madri, Espanha, irá acontecer a grande final da Champions League. O estádio do Club Atlético de Madrid, também conhecido como La Peineta, Estádio Metropolitano ou ainda Estádio Olímpico de Madrid, tem capacidade para receber 67.829 torcedores. Quem estará lá nesta data para decidir o título, não sabemos, mas algumas equipes parecem levar algum favoritismo. São elas o Barcelona de Lionel Messi, o Juventus de Cristiano Ronaldo e o Manchester City de Sergio Agüero.
Agora há pouco, na cidade de Nyon, na Suíça, foi realizado o sorteio dos adversários das quartas de final da UEFA Champions League 2019. Assim ficaram os confrontos de gigantes do futebol europeu:
Desses jogos sai um finalista:
9 ou 10-04-2019 - Barcelona x Manchester United
16 ou 17-04-2019 - Manchester United x Barcelona
9 ou 10-04-2019 - Liverpool x Porto
16 ou 17-04-2019 - Porto x Liverpool

Desses jogos sai o outro finalista:
9 ou 10-04-2019 - Tottenham x Manchester City
16 ou 17-04-2019 - Manchester City x Tottenham
9 ou 10-04-2019 - Ajax x Juventus
16 ou 17-04-2019 - Juventus x Ajax


Surpreendentemente, pela primeira vez em 11 anos, os poderosos Real Madrid e Bayern de Munique ficaram de fora da disputa das quartas de final. O Real foi eliminado de maneira formidável pelo holandês Ajax e o Bayern foi batido pelo inglês Liverpool. O futebol da Inglaterra mostra a sua força com a presença de quatro clubes classificados: Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham. De Portugal, aparece o Porto; da Espanha, o Barcelona do gênio Messi e por fim, o Juventus da Itália e do incrível Cristiano Ronaldo.
Agora é esperar os confrontos que, certamente, serão memoráveis. Como sempre estarei torcendo pelo meu ídolo Lionel Messi, mas também e antes de tudo, por partidas cheias de um ótimo futebol, com muitos gols, jogadas geniais e muita emoção.
Um grande abraço espinosense. 


quinta-feira, 14 de março de 2019

2155 - Uma brasileira real e guerreira: Carolina de Jesus

Quem acessar hoje, 14 de março, a página inicial da poderosa multinacional de serviços online Google, verá um logotipo (doodle) em homenagem à brasileira Carolina Maria de Jesus, escritora, compositora e poetisa negra. É que se completam exatamente hoje, 105 anos de seu nascimento.


Pouco conhecida em seu próprio país, Carolina é considerada a maior escritora negra do Brasil, uma referência mundial, tendo sido traduzida para mais de 13 idiomas. Seu mais famoso livro, "Quarto de Despejo: Diário de Uma Favelada", mostra a dura realidade de uma mulher pobre, negra, com três filhos pequenos para cuidar, vivendo na favela do Canindé, em São Paulo, e sobrevivendo com o trabalho árduo de cozinheira e catadora de papel. 


Carolina escrevia muito e suas memórias escritas em uma espécie de diário foram descobertas pelo jornalista Audálio Dantas, que a auxiliou a publicar seu primeiro livro. Mais tarde, o ilustrador e roteirista João Pinheiro e mais a professora e pesquisadora Sirlene Barbosa, ao tomarem conhecimento da obra, lançaram o livro "Carolina", uma biografia em formato de história em quadrinhos publicado pela editora Veneta. Essa obra venceu o prêmio especial do Festival de Quadrinhos de Angoulême, o mais importante do gênero no mundo. No ano passado, também foi lançado o livro "Carolina: Uma Biografia", escrito pelo jornalista Tom Farias e editado pela Malê. Depois do sucesso do seu primeiro livro, Carolina sentiu na pele o preconceito pela sua origem humilde e a intolerância pelas suas ideias de liberdade e justiça, falecendo aos 62 anos em 13 de fevereiro de 1977, em São Paulo, um tanto quanto esquecida. Ela nasceu na cidade mineira de Sacramento, aos 14 de março de 1914. Também são obras suas os livros "Casa de Alvenaria", "Pedaços de Fome" e "Provérbios".


Que descanse em paz e que sua vida e obra jamais sejam esquecidas e que suas lutas sejam tomadas como exemplo pelos jovens brasileiros.
Um grande abraço espinosense. 

2154 - Formatura de Flávia Ramos

Após o blecaute mundial do Facebook nesta quarta-feira, 13 de março, eis que no seu retorno à operação, a rede social do Mark Zuckerberg me trouxe uma excelente notícia, a conclusão do curso superior de Pedagogia da conterrânea Flávia Ramos dos Santos pela Unimontes - Campus Espinosa. 
A Missa de Ação de Graças da sua formatura aconteceu ontem, 13 de março, às 19 horas, na Igreja de Nossa Senhora Aparecida, e a Colação de Grau será realizada a partir das 19 horas de amanhã, 15 de março, nas dependências da casa Compasso Eventos, no Bairro Bela Vista.
Os cumprimentos e congratulações a Flávia pela importante conquista educacional e o desejo de sucesso na carreira, sempre pautada pela cega obediência à ética, à dignidade e ao respeito às pessoas.
Um grande abraço espinosense.



quarta-feira, 13 de março de 2019

2153 - Uma noite de alegria e tristeza no Mineirão

Foi uma noite inesquecível. Para o bem e para o mal. Para o bem, por ter sido uma noite extremamente prazerosa em poder reencontrar velhos amigos e conterrâneos no gigantesco estádio Governador Magalhães Pinto, o famoso Mineirão, palco de espetáculos memoráveis. Como é bom ter amigos fiéis e leais! Estava eu distante de casa, na cidade de Pouso Alegre, onde meu filho Renato está estudando e trabalhando, quando recebi um telefonema de meu amigo Mangabinha me convidando para assistir à estreia do Atlético na Copa Libertadores, em jogo a ser realizado na noite de quarta-feira, dia 6 de março, no Mineirão. Como já estava previsto o meu retorno a Montes Claros passando por Belo Horizonte, aceitei o convite com muita alegria. Fui carinhosamente recebido por Mangabinha, sua esposa Cotinha e seu filho Vítor em sua residência e ainda ganhei as ótimas companhias dos amigos Paulinho de Florival e de Tinteco para acompanhar a primeira batalha atleticana na mais importante competição sul-americana. Foi um enorme prazer! Rimos, brincamos, conversamos, fotografamos, torcemos, gritamos, bebemos e nos decepcionamos com o resultado do jogo, mas no final venceu a alegria de estarmos juntos novamente em paz e saúde.


Agora é preciso falar um pouco da partida, que muito nos entristeceu, pelo resultado profundamente negativo. Na estreia, jogando em casa, não passava por nossas cabeças uma derrota para o Cerro Porteño. A confiança era grande na vitória, mas esta não veio. Não foi uma elogiável atuação do time do Galo, mas a equipe criou algumas boas chances e teve o controle das ações durante a maior parte do tempo, atuando bem melhor que o adversário. Infelizmente, a única bola que foi no nosso gol, entrou. Coisas do futebol. Em uma indecisão entre Réver e Victor, o atacante Diego Churín aproveitou a chance e balançou as nossas redes, mesmo estando impedido, decretando um revés inesperado e extremamente complicador da situação na tabela do torneio. Na disputa da Libertadores, vencer os três jogos em casa é fundamental. Com esta derrota inesperada, o time alvinegro fica obrigado a conquistar vitória e pontos em jogos fora de casa, sob pena de ficar atrás na tabela de classificação e sofrer a consequente eliminação, o que é uma tragédia não só futebolística como também financeira, já que os prêmios pagos pela Conmebol são excelentes e o clube atleticano passa por momentos difíceis para equilibrar as contas.


ATLÉTICO 0 x 1 CERRO PORTEÑO (PARAGUAI)

ATLÉTICO: Victor; Patric, Réver, Igor Rabelo e Fábio Santos; Adilson, Elias (Chará, aos 14m 2°T), Jair (Nathan, aos 29m 2°T), Luan e Cazares; Ricardo Oliveira.
Técnico: Levir Culpi.

CERRO PORTEÑO: Juan Pablo Carrizo; Candía, Escobar, Amorebieta e Arzamendia; Aguilar, Villasanti, Óscar Ruiz e Federico Carrizo; Larrivey (Novick, aos 28m 2°T) e Nelson Valdez (Diego Churín, aos 9m 2°T).
Técnico: Fernando Jubero.

Gol: Diego Churín, aos 31m 2°T.
Cartões amarelos: Réver, aos 6m 2°T; Adilson, aos 30m 2°T.

Motivo: Primeira rodada do Grupo E da Copa Libertadores da América
Local: Mineirão
Público: 38.736 espectadores
Renda: R$ 1.738.540,00
Data: quarta-feira, 6 de março de 2019
Horário: 19h15
Árbitro: Mauro Vigliano (ARG)
Auxiliares: Hernan Maidana (ARG) e Gabriel Chade (ARG)


Ontem à noite, o Atlético entrou em campo em Montevidéu, no Uruguai, no Estádio Parque Central, para enfrentar o seu segundo adversário na fase de grupos e mais uma vez se deu muito mal, perdendo por 1 x 0 para o dono da casa, o Nacional. Infelizmente, o técnico Levir Culpi continuou insistindo no esquema com três volantes, que continua inoperante e não dando bons resultados, com Elias completamente perdido em campo. A partida foi equilibrada, mas o Nacional foi mais eficiente e conquistou a vitória com um gol de cabeça de Gonzalo Bergessio aos 26 minutos do segundo tempo. A situação atleticana é desesperadora, já que acumula duas derrotas em dois jogos. A única saída é vencer todos os quatro jogos restantes, o que é muito pouco provável, considerando o fraco desempenho da equipe nas últimas apresentações. Mesmo sendo otimista, acho que estamos fora da Libertadores 2019, ficando a luta agora por uma terceira colocação e a participação na Copa Sul-Americana. O sonho de conquistar mais uma vez a Libertadores se foi, infelizmente. A alegria de estar ao lado dos amigos e o amor pelo Galo não, nunca!
Um grande abraço espinosense.

sábado, 9 de março de 2019

2152 - 95 anos, feliz aniversário, Espinosa!

São completados 95 anos de história
Que devemos contar em verso e prosa
Seus recantos, sua gente, sua glória
Nossa eterna mãe gentil, Espinosa!

São milhares de filhos espalhados pelo mundo
Lutando cotidianamente pela sobrevivência
Todos unidos por sentimento tão profundo
De amor fiel a esta terra, apesar da ausência

E é preciso relembrar nossos antepassados
Que ajudaram a agigantar nossa cidade
Agradecê-los pelos êxitos conquistados
E continuar lutando pela sua prosperidade

E nós, seus filhos, só queremos o seu bem
Que continue a ser essa terra preciosa
Que acolhe calorosamente a todos, sem porém
Parabéns, nossa querida Espinosa!

É aniversário da nossa cidade-mãe. Momento propício para uma profunda reflexão sobre as nossas atitudes para com a nossa terra. Como a estamos tratando no dia a dia? Poluindo os rios, derrubando árvores, vandalizando o patrimônio público, jogando lixo na rua, espalhando mentiras? Ou pagando em dia nossos impostos, obedecendo as regras de trânsito, colaborando com a limpeza pública, apoiando as boas iniciativas administrativas e espalhando honestidade e gentileza aos nossos conterrâneos? Que saibamos reconhecer e apoiar as boas novas e agir para tornar nosso lar bem mais agradável e feliz! Viva a nossa terrinha!   
Um grande abraço espinosense a todos nós espalhados por esse vasto mundo.


sexta-feira, 8 de março de 2019

2151 - Viva as mulheres de todo o mundo!

Hoje é o dia dedicado às mulheres, como se fosse justo homenageá-las e respeitá-las somente neste único dia do calendário. Mesmo que a realidade seja triste e violenta contra elas, a luta de todos, homens e mulheres, deve ser incansável para que os seus direitos sejam respeitados e reconhecidos no mundo inteiro. E que nós, homens, saibamos refletir, nos conscientizar e mudar nossos antigos e ultrapassados atos culturais machistas. 
Em todos os dias do ano, o meu respeito e admiração a todas as mulheres, algumas delas presentes no meu círculo íntimo de amor e amizade e que são homenageadas singelamente no vídeo abaixo. Gostaria de poder ter incluído todas as mulheres que amo e admiro nele, mas não havia como. Muitas ficaram de fora do vídeo, mas não do meu coração. Sintam-se todas glorificadas. 
Um grande abraço espinosense.




 

quarta-feira, 6 de março de 2019

2150 - Meus queridos velhos discos de vinil

Dizem que ele está ultrapassado, que nunca teve boa qualidade de som e que é coisa do passado, material já extinto do mundo moderno. Neste mundo em que imperam as malditas fake news, manipulando pessoas, promovendo canalhas e estraçalhando com a verdade, pouco me importam essas opiniões sobre os velhos e maravilhosos discos de vinil. Os meus poucos espécimes estão bem guardados e fizeram e ainda fazem diferença na minha vida, motivos das mais gostosas lembranças.  
Antes de tudo, é preciso comentar um pouco sobre a história dessa mídia que encantou milhões de aficionados por música no mundo inteiro, influenciando sobremaneira artistas e admiradores. O disco de vinil surgiu no final dos anos 40 nos Estados Unidos. Tratava-se de uma mídia musical mais moderna à época, que apareceu para aposentar os velhos discos de 78 RPM, que só conseguiam suportar uma música apenas em cada lado. Com o vinil, os LP (Long Play) puderam trazer mais músicas gravadas, com uma qualidade infinitamente superior. Sendo mais leves, maleáveis e resistentes a choques, quedas e manuseio, os discos de vinil são fabricados com um tipo de plástico muito delicado, contendo microssulcos ou ranhuras em forma espiralada que levam a agulha do toca-discos da borda externa até o centro, no sentido horário. Esse processo mecânico de gravação analógica faz com que a vibração causada pela agulha nos sulcos microscópicos torne-se música após a amplificação, trazendo aquela sensação prazerosa de quem ama um aprazível som. 
Feitos esses esclarecimentos, passo a falar dos meus velhos companheiros de momentos e emoções. A memória falha já não me permite lembrar o primeiro LP a ser adquirido, o que me deixa meio incomodado. Devido à importância na minha vida, era para lembrar, mas já não consigo. O certo é que, a cada disco comprado, com muita dificuldade por conta da grana curta, um turbilhão de alegria invadia minha alma. Chegava em casa impaciente para ouvir todas as músicas, a maioria ainda desconhecidas, pois apenas algumas tocavam no rádio. Colocava o disco com o maior cuidado no som "3 em 1", retirava o encarte com as letras e deitava no sofá para acompanhar passo a passo e atentamente as canções. Era um ritual de extrema satisfação que, infelizmente, se perdeu no tempo.




Uns dias atrás, resolvi reorganizar todos os meus velhos discos de vinil. Sem pressa, separei, contei e cataloguei todos eles. Descartei os muitos plásticos deteriorados pelo tempo e colei algumas capas descoladas. Redescobri tesouros, alguns em duplicidade, tamanho o meu apreço por alguns álbuns. Percebi neles adesivos das lojas que não existem mais, desde a Sem Nome e a poderosa Mesbla de Belo Horizonte até as muitas lojas de discos de Montes Claros como a Discobrasa, Curtsom, Sombel e Discão. Sem esquecer da extinta loja de discos da Rua 9 de Março em Espinosa, comandada por Júlio Figueiredo em certa época, denominada Discobel, se não me engano. 



Nas capas dos álbuns, fotos dos artistas ainda jovens, de Beto Guedes a Gilberto Gil, de Zé Ramalho a Guilherme Arantes, de Chico Buarque a Lobão, de Caetano a Djavan. Em outros discos, projetos gráficos que mais parecem obras de arte e capas magnificamente bonitas como as do Pink Floyd. Entre os icônicos discos, estão "Thriller" de Michael Jackson, o "USA for Africa", o "The Concert in Central Park" de Paul Simon e Art Garfunkel, o álbum branco dos Beatles, o "...Famous Last Words..." do Supertramp, o "Luz" de Djavan, o "Burguesia" de Cazuza, o "Selvagem?" dos Paralamas do Sucesso, entre outros. 
Ao final da minha lenta tarefa de organização, contabilizei exatamente 100 discos de música brasileira, com Raimundo Fagner Cândido Lopes na dianteira, com 15 álbuns na discoteca. Alceu Valença e Caetano Veloso vem em segundo lugar com 8 discos. Gilberto Gil e Guilherme Arantes aparecem em seguida com 7 discos. Depois vem Djavan, com 6, e Zé Ramalho, com 5. Na coleção de música internacional composta de 141 volumes, o Pink Floyd lidera com 15 álbuns, alguns duplos. A banda britânica Supertramp aparece na segunda posição, com 11 álbuns (dois repetidos). John Lennon, com 10, o Queen, com 9, e o Genesis, com 5 discos, vêm em seguida. Com 4 discos estão presentes Beatles, Rolling Stones, Paul McCartney, Phil Collins e Elton John.
      



Todos esses velhos discos têm valor, não tanto econômico, mas um expressivo valor sentimental por ter me acompanhado em momentos maravilhosos e inesquecíveis da minha já longa caminhada. Através deles eu descobri o valor da arte, a beleza do talento musical de grandes nomes da canção mundial e um tanto de conscientização política e social com as mensagens transmitidas, o que me ajudou profundamente a crescer como ser humano. São um verdadeiro tesouro pessoal e eu os adoro. Vida longa ao vinil!
Um grande abraço espinosense.

domingo, 3 de março de 2019

2149 - O mal mundial da solidão

"A solidão é fera, a solidão devora,
É amiga das horas, prima-irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos,
Causando um descompasso no meu coração."

O grande músico, cantor e compositor pernambucano de São Bento do Una, Alceu Valença, já nos alertava na canção "Solidão" do álbum "Mágico", lançado em 1984, sobre as nuances, os perigos e as consequências desse estado de espírito. Se tal sentimento já era um problema antigamente, nos tempos modernos parece ter se intensificado, mesmo com a ideia de que, com a tecnologia e a facilidade do contato virtual, tudo iria se transformar para melhor, conectando ainda mais as pessoas pelo mundo. Não é o que se percebe, com estatísticas preocupantes de recrudescimento da solidão, depressão e dos suicídios. 
Um retrato angustiante da solidão pode ser sentido quando você está em uma metrópole como São Paulo, por exemplo, e em meio a milhares de pessoas ali pertinho na rua, você se sente mais sozinho do que nunca. É esse sentimento de não pertencimento que normalmente preenche o coração de algumas pessoas, fazendo-as se sentirem abandonadas pelo mundo.
Por isso é importante que pessoas nessas condições peçam ajuda, abram seus corações e externem seus sentimentos aos familiares e amigos. Estar em contato constante e harmonioso com outras pessoas as mais diversas é imprescindível para uma boa qualidade de vida. O vídeo publicado abaixo fala um pouquinho sobre essa situação, sem muito aprofundamento, mas com boas dicas de como se inteirar do assunto e como se posicionar diante dele. Vale a pena assisti-lo.
Um grande abraço espinosense.

Se não aparecer legenda em português, basta clicar no segundo ícone na parte inferior direita do vídeo - Detalhes - Legendas - Português.


     

sábado, 2 de março de 2019

2148 - A rapaziada do Minas

Quando estive em Espinosa na mais recente oportunidade, tive o prazer de visitar minha Rua da Resina e me reencontrar com Erasmo, meu vizinho de longa data, filho de Cid Sepúlveda (In memoriam) e Dona Madalena. 
Conversamos rapidamente sobre as coisas antigas e atuais e, claro, sobre futebol. Ele me apresentou uma fotografia dos então meninos do Minas, time em que ele jogou quando bem jovem. Consegui copiar a imagem, mesmo com uma qualidade bastante inferior, mas que proporciona uma alegre volta ao passado. Compartilho ela com vocês aqui.
Na fotografia estão perfilados em pé Paulinho, Gentil, Erasmo, Diga, Carlos, Cal, Nelinho, Tita, Kito e seu filho Juninho; agachados estão Cuíca, Dira, João Batista, Luquinhas, Motorzinho e Mardônio. 
Um grande abraço espinosense a todos esses atletas que fazem parte da história do futebol da nossa cidade. Boa sorte e saúde a todos vocês!