Espinosa, meu éden

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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

4140 - Grupo Galpão apresenta o "Cabaré Coragem"

Criado em 1982 na cidade de Belo Horizonte, o Grupo Galpão é um grupo de teatro popular e de rua que vem ao longo de tantos anos levando arte e cultura a todos os cantos do Brasil. E neste mês de agosto de 2026, as populações de cinco cidades do Norte de Minas Gerais tiveram o privilégio de assistirem gratuitamente ao mais novo espetáculo da turma, a peça "Cabaré Coragem".
Montes Claros, Bocaiuva, Francisco Sá, Grão Mogol e Janaúba foram presenteadas com uma experiência sonora e visual envolvente, com a atuação de sete atores, músicos e dançarinos interpretando canções, fazendo números de variedades e dança, com fragmentos de textos de Bertolt Brecht e cenas de dramaturgia própria. O show tem acesso gratuito por ser financiado pela Lei Rouanet e pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, com patrocínio exclusivo da Cemig. 
E eu não perdi a oportunidade de ver o Galpão em ação! Estive lá na quinta-feira à noite, 20 de agosto, no espaço de estacionamento em frente ao prédio da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). E foi maravilhosa a apresentação teatral! Com direção do ator do Grupo Galpão, Júlio Maciel, e com direção musical, trilha sonora e arranjos de Luiz Rocha, a peça tem supervisão de Vinicius de Souza, cenários e figurinos de Márcio Medina, iluminação de Rodrigo Marçal e conta com a atuação no palco dos excelentes atores Antonio Edson, Carlandréia Ribeiro, Eduardo Moreira, Inês Peixoto/Regina Souza, Luiz Rocha, Lydia del Picchia e Simone Ordones.



O "Cabaré Coragem" é um divertido e irônico show de variedades, com um ambiente acolhedor e colorido que serve de base para críticas sutis e afiadas ao comportamento das pessoas neste mundo cruel e injusto, onde a miséria, a injustiça e a desigualdade são aceitas de forma tão omissa por conta da ignorância e ganância de boa parte do povo. A peça teatral utiliza-se do bom humor para se mostrar engajada, reflexiva e filosófica para que o público encontre a luz.
Após a apresentação na Unimontes, o grupo atuou em Bocaiuva (22-08, sábado, 20h, na Praça Cônego Maurício Gaspar) e em Francisco Sá (25-08, terça-feira, 19h, na Praça Jacinto Silveira). Ainda se apresentará em Grão Mogol (27-08, quinta-feira, 19h, na Praça Beira Rio) e, encerrando a turnê, em Janaúba (29-08, sábado, 20h, na Praça Maurício Augusto Azevedo).
Um grande abraço espinosense.


4139 - Morreu a grande Dolly Parton

Nascida em 19 de janeiro de 1946 em Locust Ridge, no Tennessee, Dolly Rebecca Parton deixou a pobreza de uma comunidade rural para se tornar um verdadeiro ícone da música norte-americana, uma diva do Country. Com fé, generosidade, visão de mundo e enorme talento, a pequena garota de cabelos fartos e loiros de perucas, roupas extravagantes e carisma incomum, que destacou-se como cantora, compositora, atriz, empresária e filantropa, transformou-se numa gigante da cultura mundial.
Para quem a desconhece ter noção do seu tamanho profissional, Dolly vendeu mais de 100 milhões de discos, recebeu 55 indicações ao Grammy, levando dez prêmios para casa e fez História como a terceira mulher com mais indicações, atrás apenas de Beyoncé e Taylor Swift. Foi incluída nos Halls da Fama do Country e do Rock & Roll. 
Não à toa é que em 1996, pesquisadores escoceses batizaram com seu nome, Dolly, o primeiro mamífero clonado com sucesso a partir de uma célula adulta, uma ovelha.



Dolly Parton foi muito mais que uma estrela Country e Pop. Ela fez cinema, compôs uma imensidão de canções, entre elas clássicos como "Jolene" e "I Will Always Love You", e lutou com todo entusiasmo em prol das crianças, criando instituições beneficentes voltadas à educação, saúde e abertura de oportunidades para elas. Fez grandes doações financeiras para pesquisas científicas e em favor das vítimas dos incêndios no Tennessee. Mesmo bastante ligada à sua religião, Dolly foi generosamente defensora dos direitos da comunidade LGBTQ+.
Foi casada até o fim da vida com seu único marido, o sempre discreto empresário Carl Thomas Dean, que morreu em 3 de março de 2025, aos 82 anos. Dolly faleceu ontem, 25 de agosto de 2026, aos 80 anos.



É uma grande perda para o mundo o falecimento da Dolly. Ela é um exemplo louvável de artistas que utilizam toda sua riqueza, sua fama e seu prestígio para não só fazerem arte e música, mas também para se dedicarem a projetos que auxiliem outras pessoas a conquistarem dignidade.
Pouco antes de deixar-nos, ela anunciou o "Dolly's Life of Many Colors Museum", a maior exposição dedicada à sua vida e à sua carreira no mundo.
Missão cumprida, Dolly! Que descanse em paz! Sua obra permanecerá eterna.
Um grande abraço espinosense.