Nascida em 19 de janeiro de 1946 em Locust Ridge, no Tennessee, Dolly Rebecca Parton deixou a pobreza de uma comunidade rural para se tornar um verdadeiro ícone da música norte-americana, uma diva do Country. Com fé, generosidade, visão de mundo e enorme talento, a pequena garota de cabelos fartos e loiros de perucas, roupas extravagantes e carisma incomum, que destacou-se como cantora, compositora, atriz, empresária e filantropa, transformou-se numa gigante da cultura mundial.
Para quem a desconhece ter noção do seu tamanho profissional, Dolly vendeu mais de 100 milhões de discos, recebeu 55 indicações ao Grammy, levando dez prêmios para casa e fez História como a terceira mulher com mais indicações, atrás apenas de Beyoncé e Taylor Swift. Foi incluída nos Halls da Fama do Country e do Rock & Roll.
Não à toa é que em 1996, pesquisadores escoceses batizaram com seu nome, Dolly, o primeiro mamífero clonado com sucesso a partir de uma célula adulta, uma ovelha.
Dolly Parton foi muito mais que uma estrela Country e Pop. Ela fez cinema, compôs uma imensidão de canções, entre elas clássicos como "Jolene" e "I Will Always Love You", e lutou com todo entusiasmo em prol das crianças, criando instituições beneficentes voltadas à educação, saúde e abertura de oportunidades para elas. Fez grandes doações financeiras para pesquisas científicas e em favor das vítimas dos incêndios no Tennessee. Mesmo bastante ligada à sua religião, Dolly foi generosamente defensora dos direitos da comunidade LGBTQ+.
Foi casada até o fim da vida com seu único marido, o sempre discreto empresário Carl Thomas Dean, que morreu em 3 de março de 2025, aos 82 anos. Dolly faleceu ontem, 25 de agosto de 2026, aos 80 anos.
É uma grande perda para o mundo o falecimento da Dolly. Ela é um exemplo louvável de artistas que utilizam toda sua riqueza, sua fama e seu prestígio para não só fazerem arte e música, mas também para se dedicarem a projetos que auxiliem outras pessoas a conquistarem dignidade.
Pouco antes de deixar-nos, ela anunciou o "Dolly's Life of Many Colors Museum", a maior exposição dedicada à sua vida e à sua carreira no mundo.
Missão cumprida, Dolly! Que descanse em paz! Sua obra permanecerá eterna.
Um grande abraço espinosense.
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