Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

terça-feira, 15 de setembro de 2026

4153 - O Brasileirão pega fogo

Terminada ontem à noite com a última partida, o triunfo do Bahia sobre o Remo por 2 x 1 na Fonte Nova, a 27º rodada do Campeonato Brasileiro de 2026 mostra uma briga solitária de Flamengo e Palmeiras pelo título e um tanto de desesperadas equipes na luta contra o rebaixamento na maior competição nacional de clubes. Após um longo período na liderança, o Palmeiras de Abel Ferreira perdeu força e deixou o Flamengo de Leonardo Jardim encostar e ultrapassá-lo na tabela de classificação, colocando ainda mais emoção na disputa. Lá na parte de baixo, na zona perigosa, doze equipes ainda concentram seus esforços em se distanciar das quatro últimas posições. Chapecoense, com 17 pontos ganhos em 26 jogos, e Remo, com 23 pontos ganhos em 27 jogos, parecem já ter decretada a queda. Só um milagre os salvará do descenso.
Logo acima destes, correndo bastante perigo, estão os gigantes Internacional (27 jogos, 28 pontos), Vasco (26 jogos, 28 pontos) e Grêmio (26 jogos, 28 pontos). Mais para cima da tabela, mas ainda correndo sérios riscos estão o Mirassol (27 jogos, 29 pontos), Botafogo (26 jogos, 32 pontos), Corinthians (27 jogos, 32 pontos), Vitória (27 jogos, 33 pontos), São Paulo (26 jogos, 33 pontos), Santos (26 jogos, 35 pontos) e Red Bull Bragantino (26 jogos, 36 pontos). A partir daí, para cima, a tendência é que os clubes já estejam com boas chances de escaparem, casos de Coritiba, Atlético e Cruzeiro, que estão próximos do número mágico da salvação e da tranquilidade, 45 pontos.




Os times mineiros estão relativamente bem na disputa do Brasileirão 2026, mesmo já tendo dado adeus à briga pelo título. O Cruzeiro, já eliminado da Copa Libertadores da América e da Copa do Brasil, segue buscando uma posição próxima ao topo da tabela para garantir uma vaga na Libertadores de 2027. Com duas derrotas nos últimos três jogos, a Raposa aparece na sexta posição na tabela, com 42 pontos ganhos em 27 partidas jogadas. Logo atrás dele, na sétima posição, o arquirrival Atlético, com um jogo a menos, aparece com 39 pontos ganhos. O Galo, mesmo com um elenco reduzido e não tão qualificado, está se sobressaindo nesta temporada, presente na semifinal da Copa do Brasil, onde enfrentará o Grêmio (1 e 8-11-2026), e ainda na briga das quartas de final da Copa Sul-Americana, onde fará amanhã (16-09-2026) a segunda partida decisiva contra o Santos na Arena MRV. No primeiro confronto, o alvinegro das Gerais foi derrotado por 2 x 0. Será muito difícil reverter o resultado adverso de 2 x 0 mesmo em casa, mas tudo pode acontecer no futebol. Mesmo porque o Galo já realizou outras proezas parecidas, como mostra a História gloriosa do clube.
A Massa Atleticana é extremamente apaixonada, o mundo sabe. Mas dentro desse universo, barulham mais os corneteiros das redes sociais e que são bipolares. Na mesma partida em que detonam alguns jogadores como pernas de pau, logo os transformam em craques apenas com um gol marcado que dê a vitória ao time. O técnico, xingado e taxado de burro com veemência, automaticamente vira gênio se o time virar o jogo e ganhar três pontos. É de morrer de rir a incongruência constante desses torcedores tomados pela paixão e pela volatilidade.
É claro que qualquer atleticano realmente apaixonado pelo clube não estará totalmente feliz com a falta de títulos na temporada. Nem o Campeonato Mineiro ganhamos em 2026. Mas com o pequeno investimento feito e a transformação realizada no elenco pela diretoria, a sensatez e a reflexão nos permitem afirmar que o desempenho da equipe até aqui merece reconhecimento e aplausos. E repare que as performances e pontuações no Brasileirão e nas copas ainda podem melhorar ainda mais, o que seria um feito.
Sou otimista, mas não um fantasista. Se der a lógica, o Flamengo será Campeão do Brasileirão e da Copa Libertadores e o Palmeiras fatalmente levantará a taça da Copa do Brasil. Na Sul-Americana, se conseguirmos reagir e eliminar o Santos, vamos nos tornar um grande favorito. É torcer e acreditar, como sempre!
Um grande abraço espinosense.

4152 - II Jogo de Confraternização da Turma de Aracaju na AABB MOC

Com o intuito de estreitar e fortalecer laços de amizade e convivência harmoniosa, os associados peladeiros sessentões da AABB - Associação Atlética Banco do Brasil de Montes Claros, que em breve estarão na estrada para uma viagem turística em direção à capital sergipana, encontraram-se na manhã quente e ensolarada deste domingo, 13 de setembro, para participarem de uma segunda partida de confraternização no futebol society. O jogo amistoso aconteceu no Campo Society José Carlos Gomes e foi comandada na arbitragem pelo companheiro Sérgio Fabian, afastado por conta de uma lesão no pé. Outro ausente do jogo foi Eustáquio, com uma lesão muscular na lombar, que ficou responsável pela geração de imagens.
Divididos em duas equipes, os associados abebeanos enfrentaram o Sol escaldante e o piso sintético para demonstrarem suas habilidades com a bola. Ao final de um confronto intenso e leal, o time de camisas pretas e azuis venceu por 3 x 0 o time de camisas amarelas e azuis, com dois gols do artilheiro Geremias e um gol de Tiãozinho.





Como não poderia deixar de ser, um pouco mais tarde após a partida, os animados peladeiros se reuniram no salão de festas do clube, com a presença de alguns familiares, para uma alegre e harmoniosa confraternização, com aquela tradicional resenha regada a cerveja e churrasco. A trilha sonora ficou por conta de Renato, com sua caixa de som, e do trio Ivo, Luizinho e Deraldo, respectivamente no comando do trombone, tan-tan e pandeiro.





Mais adiante, já em terras aracajuanas, a turma montes-clarense se dividirá em duas equipes para a participação em dois confrontos amistosos com equipes locais da AABB Aracaju.
Um grande abraço espinosense.


4151 - Marina Sena "arrasou" no Rock in Rio

Eita que maravilha, sô! O "Nordiminas" e o som e a arte geradas em "Taiô" e "Monscraro" estiveram em alta em um dos mais famosos e conceituados festivais de música do mundo, o Rock in Rio. Na noite do domingo, 13 de setembro de 2026, no Palco Sunset, a nossa notável artista Marina Sena subiu ao tablado e levou consigo um pouco da cultura do Sertão Norte-Mineiro. Teve as famosas fitas coloridas e os batuques dos catopês, uma rabeca, visual impactante construído pelo estilista Leandro Porto, figurinos incríveis criados pela estilista Serena Coelho, um "monstro" cenográfico desenhado pelo artista Davi de Jesus do Nascimento e máscaras inspiradas nos ternos da Marujada confeccionados pelo artista plástico e grafiteiro Cleiton Cruz. E músicos daqui de MOC, como o jovem violonista André Oliva.



Marina Sena alçou um voo gigantesco no cenário da música desde que deixou sua cidade natal Taiobeiras para viver seu sonho de se tornar artista profissional. Participou de bandas, cantou em barzinhos, gravou discos, compôs canções que viraram hits, apareceu em programas de TV, fez shows na Europa, apresentou-se em grandes festivais e conquistou o merecido sucesso. E isso tudo sem jamais esquecer de onde veio e de valorizar suas origens e a cultura que dali insiste em sobreviver apesar das dificuldades. Eu adoro Marina! Pelo seu talento e pela sua ousadia de ser completamente livre na sua arte, mesmo que sua sensualidade e sua autenticidade causem ojeriza nas mentes mais conservadoras, retrógradas e hipócritas da nossa sociedade. 



Marina tocou no Festival The Town, no Lollapalooza Brasil, no João Rock e também no Rock in Rio em 2022, convidada pela cantora Luísa Sonza. Mas agora na edição de 2026, era ela a atração principal no Palco Sunset e foi ela quem convidou a cantora Céu e o cantor venezuelano Luiz Lozano, do grupo Çantamarta, para participações especiais ao seu lado. Tocando praticamente tudo do seu mais recente álbum "Coisas Naturais", com performances impactantes de "Numa Ilha", "Doçura", "Lua Cheia" e "Carnaval", entre outras, Marina também cantou antigos sucessos e mostrou ao mundo a riqueza da música catrumana do Grupo Raízes, de Montes Claros. A música escolhida para ser apresentada ao público que invadiu o Rio de Janeiro em uma noite fria e chuvosa foi "Desentoado", composição de Tino Gomes, Charles Boavista e José Henrique Ruas.



A apresentação de Marina Sena foi belíssima, mas para os que adoram fofoca, o que mais repercutiu na mídia foi sua performance teatral durante a interpretação da canção "Ouro de Tolo", em que arranca as vísceras de um boneco de pano e apresenta para a plateia como um protesto contra o machismo do patriarcado brasileiro. Não faltaram as críticas pejorativas afirmando ser uma resposta ao ex-namorado Juliano Floss e apareceram até protestos raivosos de evangélicos e católicos nas redes sociais dizendo tratar-se de uma sessão de magia negra, uma completa bobagem infantil. Quão ignorantes são certas pessoas fanáticas religiosas! Dá pena. 
Mais uma vez Marina Sena brilhou para o mundo. E novamente mostrou aspectos fundamentais da sua origem interiorana, a beleza e a autenticidade da arte e da cultura do Norte de Minas. Tem meu respeito e meu aplauso. Que continue fazendo um "carnaval na vida dessa gente tão sem sal". Espero que ela continue "pelejando" como uma "maluvida" por aí, "moss". E que seja feliz!
Um grande abraço espinosense.

SETLIST DO SHOW "FENÔMENO NATURAL":
BLOCO 1:
"Numa Ilha"
"Coisas Naturais"
"Doçura" (com Luis Lozano)
"Taiobeiras (Folha Grande)"
"Carta de Maria"
"Ouro de Tolo"

BLOCO 2:
"Varanda Suspensa" (com Céu)
"Malemolência" (com Céu)
"Por Supuesto"
"Voltei Pra Mim"
"Mágico"

BLOCO 3:
"Lua Cheia"
"Carnaval"
"Desmitificar"