Espinosa, meu éden

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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

4137 - Festas de Agosto 2026

Todo ano é a mesma beleza e encantamento em Montes Claros, com as fitas coloridas enfeitando as ruas e o característico som dos instrumentos tocados pelos Catopês, Marujos e Caboclinhos em procissão debaixo do Sol escaldante perpetuando a tradição religiosa que já dura 185 anos. É a força da fé e da resiliência de um povo brasileiro batalhador e apegado com o bom e misericordioso Deus. Em poucos dias, menos de uma semana, pessoas simples saíram de suas casas ao lado de seus familiares, vestindo trajes coloridos e tocando instrumentos musicais, para homenagear os santos de sua devoção: São Benedito (cor rosa), Nossa Senhora do Rosário (cor azul) e o Divino Espírito Santo (cor vermelha). Quem ama a gente simples do Sertão, a ancestralidade e a cultura Norte-Mineira, também se aliou aos festeiros para desfilar junto ou apenas acompanhar de perto tanta beleza e demonstração de fé.



Além dos cortejos dos ternos dos Catopês, Marujos e Caboclinhos e os levantamentos dos mastros diante da Igrejinha do Rosário, a comunidade montes-clarense teve oportunidade também de apreciar boa música, com apresentações de vários artistas durante a realização do 46º Festival Folclórico de Montes Claros. Entre os dias 11 e 16 de agosto, na Praça da Matriz, houve shows de Bruno e Fabiana, Grupo Rei dos Temerosos, Chico Mineiro, Feliphy Mairink, Taboo, Catrumanos, Famiguê, Trem do Black, Grupo Fitas e Telo Borges. No Centro Cultural Hermes de Paula e no Museu Regional do Norte de Minas, teve exposições de fotografia e artes visuais, Concurso de Estandartes, oficinas de fotografia documental, sessões de cinema e atividades culturais para crianças. E para quem gosta de boa comida, esteve disponível na cidade a Rota Gastronômica Sabores do Gerais, oferecendo pratos típicos da região, como arroz com pequi, carne de sol, feijão tropeiro e outras iguarias, por 15 restaurantes participantes do projeto.



Uma presença especial neste ano foi a da cantora e compositora taiobeirense Marina Sena, que foi coroada Catopê e desfilou devidamente caraterizada pelas ruas da cidade na tarde da sexta-feira.
Após festa, alegria, dança, canto, música, encontros, homenagens, a explosão bendita da cultura brasileira, eis que o encerramento se deu no dia 16, domingo, com todos os grupos participantes saindo em procissão do Centro Cultural Hermes de Paula até a Praça Portugal, na Igreja do Rosário, prometendo outra festa no ano de 2027, da mesma maneira e com a mesma resiliente fé, como vem sendo há quase dois séculos.
Viva os Catopês, Marujos e Caboclinhos! Viva a Cultura do Brasil!
Um grande abraço espinosense.