Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

225 - Um breve passeio pela minha Rua da Resina

Vocês devem ter notado que a Rua Coronel Domingos Tolentino, a famosa "Rua da Resina", é citada constantemente aqui no nosso blog. Não se irritem com isso, por favor. É porque eu tenho um amor incondicional ao cenário da minha infância e adolescência, além da gratidão e carinho imensos por todas as pessoas que conviveram e ainda convivem comigo naquela viela surpreendente e inesquecível.
Ali, naquele pequeno espaço mágico, éramos uma enorme família, com todas as alegrias e problemas sendo compartilhados por todos os moradores. Convivíamos em bando, dezenas de crianças travessas atazanando os moradores, brincando o dia inteiro, com uma energia que parecia inesgotável. A amizade e a solidariedade eram e ainda são uma característica marcante desse povo humilde e trabalhador. Eu tenho muito orgulho de pertencer a essa gente sofrida e admirável. Essa é a "minha" Rua da Resina, inesquecível!
Sábado, dia 24 de setembro, tive o prazer de reencontrar Luciana e Amauri, grandes amigos que residem hoje em Janaúba, também seguidores desse nosso blog, a quem dedico esta postagem. Luciana, filha de Sêo Juca Cruz e Dona Julinha, morou por muitos anos ali no ínicio da nossa rua.
Devido à minha péssima memória, devo ter me esquecido de alguém ou me enganado em alguma informação contida no vídeo. Corrijam-me, por favor, qualquer incorreção. Um grande abraço espinosense!

224 - Coldplay, suprassumo do rock

O show final deste sexto dia de apresentações do Festival Rock in Rio foi o da banda britânica Coldplay, uma das minhas favoritas. Como sempre, o vocalista Chris Martin comandou a banda, composta pelo guitarrista Jon Buckland, o baixista Guy Berryman e o baterista Will Champion, em um show repleto de jogos de laser, fogos de artifício, muita participação do público e o principal, músicas de primeira qualidade. Hits adorados pelos fãs foram acompanhados de algumas músicas novas, para delírio da multidão presente na Cidade do Rock.

Em uma vibrante apresentação de 1 hora e 25 minutos, o Coldplay tocou 18 músicas, entre elas clássicos como "Yellow", "Fix you", "Viva la vida", "Clocks", "In my place" e outras menos conhecidas como "Life is for living" e "Politik", além de 7 canções de seu quinto disco, "Mylo xyloto", programado para chegar às lojas no dia 24 de outubro. Houve uma pequena homenagem à Amy Winehouse, quando Chris Martin tocou um pedaço de "Rehab" antes da música "Fix you". Chris ainda homenageou o Brasil ao tocar uma parte da música "Mas que nada", de Jorge Benjor e ao desfilar no palco com uma bandeira brasileira.
A banda britânica Coldplay foi fundada em 1996 pelos músicos Chris Martin e Jonny Buckland ainda na University College London. Depois, a eles se juntaram Guy Berryman e Will Champion. Eles lançaram três EP´s antes do primeiro disco de estúdio. O sucesso viria em 2000 com a música "Yellow" e o disco "Parachutes". Depois viriam "A Rush of Blood to the Head" em 2002 e "X & Y" em 2005. O quarto disco da banda, produzido por Brian Eno, "Viva la Vida or Death and All His Friends, lançado em 2008, foi um grande sucesso, conquistando o cobiçado prêmio Grammy.  Em 12 de agosto de 2011, o grupo anunciou através de seu site oficial, que Mylo Xyloto é o título do novo álbum, o quinto, e que seria lançado em 24 de outubro de 2011.
2009 foi o ano mais bem sucedido da banda, pois receberam sete indicações no 51° Grammy Awards, da qual venceram em três. O Coldplay já vendeu mais de 50 milhões de discos em todo o mundo.
Sou um dos grandes admiradores do trabalho musical dos integrantes do grupo britânico, além de respeitá-los bastante pelas suas ações de apoio a vários projetos humanitários ao redor do mundo, entre eles a Anistia Internacional. 



223 - A bela obra do ilustrador americano Mort Künstler

Mort Künstler, nascido em 1931, é um artista conceituadíssimo nos Estados Unidos da América cujo trabalho de pintura agora se concentra principalmente sobre eventos históricos da Guerra Civil Americana, que aconteceu entre 1861 e 1865. Antes que ele se dedicasse basicamente a retratar a Guerra Civil, no início dos anos 1980, ele já havia construído um trabalho sobre a história nacional dos Estados Unidos a partir de retratos pré-históricos da vida americana até a odisséia de um ônibus espacial. Esse trabalho tem sido publicado em livros ilustrados e revistas e usado por agências de publicidade. A maioria das pinturas de Künstler são feitas em óleo sobre tela.
Mort Künstler estudou arte na faculdade de Brooklyn, UCLA e no Pratt Institute. Depois de se formar, nos anos 50, ele trabalhou como artista freelancer em Nova York, quando desenhou várias ilustrações de capas e outras artes em livros de bolso e revistas masculinas, usando pseudônimos como Martin Kay e Kaye Emmett.
No início dos anos 1970, as pinturas de Mr. Künstler começaram a atrair a atenção de colecionadores de arte séria. Depois de uma exposição em uma galeria de prestígio em Nova York, ele se tornou conhecido como um importante pintor de temas históricos.
Duas décadas depois, suas telas começaram a atrair a atenção de colecionadores e em seguida, em 1982, ele foi chamado para fazer algumas ilustrações para a série The Blue and The Gray, da CBS.
Sua pintura High Water Mark foi revelada no Nacional Gettysburg Military Park Museum em 2 de julho de 1988, em comemoração ao 125º aniversário da batalha.
Mr. Künstler já lançou quase uma dezena de livros, principalmente sobre eventos e personagens da Guerra Civil Americana. Seu livro mais recente foi lançado em novembro de 2010, "For Us the Living: The Civil War in Paintings and Eyewitness Accounts", publicado pela Sterling com o texto do Dr. James I. Robertson, Jr. e prefácio por Harold Holzer do Metropolitan Museum.


 
Bibliography:
Images of the Civil War: the Paintings of Mort Künstler (1992)
Jackson & Lee: Legends in Gray (1995)
Mort Künstler's Old West. Cowboys. (1998)
Mort Künstler's Old West. Indians. (1998)
Gods and Generals: the Paintings of Mort Künstler (2002)
The Civil War Paintings of Mort Künstler (2006)
For Us the Living: The Civil War in Paintings and Eyewitness Accounts (2010)

Comum entre os artistas americanos do século XX, Künstler também se aventurou pelo mundo das pin-ups, mulheres jovens, bonitas e sensuais, especialmente as que servem de modelos para fotos eróticas usadas em impressos populares tais como calendários, pôsters, capas de revistas etc. As pin-ups tiveram ápice nas décadas de 1940/1950, mas até hoje aguçam o imaginário masculino, pois não há quem não se deixe encantar pela imagem dessas mulheres belíssimas.
Confira na galeria abaixo as pin-ups em perigo, de Mort Künstler! 



















sexta-feira, 30 de setembro de 2011

222 - Divagações imaginárias e insensatas sobre PONTOS importantes...

A situação realmente não anda muito boa para o meu lado. Cheguei a um ponto-limite em que estou a ponto de explodir. No meu ponto de vista, a situação está assim devido ao meu desapontamento com algumas situações pelas quais tenho passado.
Olhem só. Estava eu próximo de um pontilhão, no ponto de parada do ônibus, no ponto central da cidade de Ponto Chique, depois de participar de uma partida de futebol em que conquistamos três pontos, com uma bela vitória sobre o time local da Ponte Preta, com três gols do nosso ponta-esquerda Pontes, quando o ponteiro do relógio da Matriz marcou 1 hora de atraso do coletivo que me levaria de volta ao meu ponto de partida. O pior é que eu precisava chegar em casa às 13 horas em ponto. Não podia de nenhuma maneira dormir no ponto, pois sou extremamente pontual. Assim, cansado, sedento e faminto, fui ao banheiro. Ali perto havia um ponto de garotas de programa e um ponto de venda de drogas. Um cartaz na parede, totalmente sem pontuação, dizia "E probido defeqa no chao".
Pouco tempo antes disso, tinha ido ao médico da cidadezinha, um ponto turístico de Minas, para ganhar cinco pontos na testa, depois de levar uma cotovelada na cabeça durante a partida. Mas tinha mais. Se já não bastasse tudo isso, ainda tem a péssima campanha do Galo no Brasileirão, com apenas 25 pontos conquistados, precisando de mais 20 pontos para se livrar do rebaixamento. E a Bolsa de Valores caiu três pontos percentuais e minhas aplicações em ações deram o maior prejuízo. Para piorar, eu ainda não consegui encontrar um bom ponto de venda para instalar meu novo comércio, que eu esperava já estar neste ano, em ponto de bala. No meu emprego, cheguei novamente atrasado e não consegui bater o ponto.  Perdi o dia, olhe o prejuízo.


Alguns testes com pontos e retas
Ainda tive outra situação complicada: esqueci o carro no ponto morto, o carro desceu a ladeira, não vi um motoqueiro no ponto cego de visão do carro e acabei batendo no cara. Mais problemas e 7 pontos na carteira de habilitação. 
O ponto culminante da minha insatisfação aconteceu em casa, depois de tentar cozinhar um belo bife ao ponto. Esqueci de tirar a carne do fogo, passou do ponto e perdi tudo. Ao colocar na mesa, derramei tudo em cima da toalha branca novinha, presenteada pela minha irmã, toda confeccionada em ponto de cruz. Um verdadeiro desastre!
Uma questão de ponto de vista
É, tenho que resolver todos os meus problemas rapidamente, pois estou a ponto de enlouquecer. É ponto de honra para mim, driblar essas contrariedades, com todos os pontos e vírgulas. Mas por onde começar? Este é o meu ponto de interrogação. Não sei para que ponto cardeal avançar: norte ou sul, leste ou oeste? Até certo ponto, mantenho uma certa tranquilidade, mas preciso encontrar o meu ponto de equilíbrio o mais rápido possível. Na minha perspectiva, no meu ponto de vista, preciso de uma folga para resolver tudo. Ah, se amanhã fosse ponto facultativo! Tenho exata consciência dos meus pontos fortes e fracos. Uma coisa é certa. Isso tudo vai passar. Isso é ponto pacífico. O ponto principal desses aborrecimentos tem que ser dissecado ponto por ponto para não deixar dúvidas. Não posso entregar os pontos facilmente. Só me resta sair com os amigos em um ponto de encontro qualquer para bater o ponto e tratar dos assuntos em pauta. Só tenho que escolher bem os companheiros, pois tem cara que não dá ponto sem nó. É um perigo!
Criaram até uma Dieta dos Pontos
Finalmente alguém me avisa pelo ponto eletrônico que está na hora de parar. Este é sim o ponto-chave dessa postagem. Ponto final nessa bobagem. Acho que desta vez passei do ponto. Desculpem-me, acho que desapontei vocês. Não levem isso a sério, por favor! É apenas uma brincadeira. Vou indo, pois ainda tenho uns compromissos amanhã, assistir ao show da banda de reggae Ponto de Equilíbrio, comprar um celular na loja do Ponto Frio e descobrir onde fica esse tal de ponto G. Fui!
Olhem só esta placa engraçadíssima aí
Um grande abraço espinosense.

221 - Momentos emocionantes de harmonia e paz. Viva!

Alguns fatos ocorridos nos últimos dias nos trazem a esperança de que nem tudo está perdido neste nosso gigantesco país. Eventos de esporte e de música nos mostram que podemos conviver em paz e harmonia, mesmo com divergências de opiniões.
Primeiro foi a cena maravilhosa da torcida paraense, mais de 43 mil pessoas, cantando o hino nacional a capela, antes do superclássico do futebol mundial entre Brasil e Argentina na noite de quarta-feira, dia 28 de setembro, no Estádio Estadual Jornalista Edgar Augusto Proença, o Mangueirão, em Belém do Pará. Simplesmente emocionante! De arrepiar! Fica o exemplo para o restante do país, já que em quase todos os lugares, torcedores violentos e mal-educados não respeitam os países adversários, chegando ao extremo e vergonhoso ato de vaiar a execução do hino do país rival. Às vezes sequer respeitam o nosso próprio hino, fazendo barulho e gritando palavras de ordem, ao invés de ouvir em silêncio o nosso belo Hino Nacional. Questão de educação, ou melhor, da falta dela.


Outros momentos marcantes aconteceram no Festival Rock in Rio. Para minha alegria, os melhores e mais destacados momentos até agora aconteceram com a participação de alguns dos meus ídolos. Nada contra Rihanna, Cláudia Leitte, Ke$ha, Kate Perry e outras "celebridades", mas no final a boa e velha música de qualidade se destaca na multidão. Vamos aos fatos.
A animadíssima galera no Rock in Rio 2011
A apresentação do Capital Inicial capitaneada pelo ótimo vocalista Dinho Ouro Preto incendiou a plateia do festival, com sucessos estrondosos do rock brasileiro e culminou com a catarse geral ao tocar a música de protesto "Que país é esse". Milhares de pessoas mostraram a sua indignação contra a corrupção existente no país, ao lançar impropérios contra os maus políticos brasileiros, principalmente contra o senador José Sarney. Foi uma cena surpreendente.
O vocalista do Capital Inicial, Dinho Ouro Preto
O show da Orquestra Sinfônica Brasileira com os ex-integrantes da Banda Legião Urbana, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, e com as participações especiais de Herberth Vianna, Rogério Flausino, Pitty, Dinho Ouro Preto e Toni Platão também foi um ponto alto da série de espetáculos, ao fazer um tributo ao saudoso cantor e compositor Renato Russo. Realmente comovente assistir à toda aquela plateia cantando emocionada, em uníssono, as belas canções de Renato Russo e da Legião Urbana. Não só a plateia, mas seguranças, integrantes da produção e jornalistas entraram no coro gigantesco. Uma coisa contagiante.
Herberth Viana, dos Paralamas e Dado Villa-Lobos, da Legião Urbana
E para completar toda essa minha alegria, o grande Stevie Wonder "arrebentou" no seu show de fechamento da quinta-feira, ao agradar em cheio ao público presente à Cidade do Rock, com as suas músicas inesquecíveis. E ao tocar "Garota de Ipanema", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, com uma de suas backing vocals, ele conseguiu arregimentar milhares de brasileiros a cantar juntos, em um dos momentos mais espetaculares deste evento.
Stevie Wonder, uma lenda da música mundial
Os velhinhos estão dando um show de bola na garotada. Haja vista as apresentações de Elton John, Metallica, Red Hot Chili Peppers, Titãs e Paralamas do Sucesso. A meninada ainda tem muito o que aprender com os dinossauros da música. É isso aí!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

220 - Espinosenses pelo mundo: Diego Júnior e Terezinha Veloso

Recebi, com muita alegria, um e-mail do internauta espinosense Warley Gonçalves comentando a respeito de dois personagens espinosenses descobertos por ele na rede mundial de computadores e que merecem registro aqui no nosso blog: o jovem goleiro Diego Júnior Rodrigues de Oliveira e a artista plástica Maria Terezinha Veloso Apocalypse.
O atleta Diego Júnior, 85 kg e 190 cm de altura, nascido em Espinosa aos 16 de junho de 1987, 24 anos de idade, está atualmente defendendo a equipe do Paulínia Futebol Clube, clube criado em 2004 na cidade de mesmo nome no estado de São Paulo.
O goleiro Diego Júnior

O escudo do Paulínia F.C.
A equipe do Paulínia F.C. à direita, de azul e amarelo 
Maria Terezinha Veloso Apocalypse, nascida em Espinosa em 1936 e falecida em Belo Horizonte em  2003, foi uma pintora, desenhista e escultora brasileira. Lecionou na EBA/UFMG, em Belo Horizonte, onde também se formou em artes plásticas. Foi uma das fundadoras do Grupo Giramundo, juntamente com o marido, Álvaro Apocalypse, e com a também artista plástica Madu Vivacqua. O Grupo Giramundo realiza espetáculos para o público adulto e infantil, com as mais variadas técnicas de criação, confecção e manipulação de bonecos. É um dos grupos de teatro de bonecos mais premiados em todo o mundo e com intensa atuação profissional em diversos campos: criação e produção de espetáculos, museu, teatro e escola.

O grupo foi fundado em 1970, em contexto familiar, com a união dos artistas Álvaro Apocalypse e Terezinha Veloso e sua amizade com Maria do Carmo Martins, a Madu. O grupo Giramundo criou 33 peças em 37 anos, o que representa quase uma montagem por ano, o que demonstra a significativa força criativa dos seus fundadores e dos atuais administradores. Os bonecos do Grupo Giramundo constituem um dos mais importantes patrimônios culturais de Minas Gerais e uma das maiores coleções de bonecos do mundo. O grupo está hoje sob o comando da filha de Terezinha e de Álvaro, Beatriz Apocalypse.
Os fundadores do Grupo Giramundo: Terezinha, Álvaro e Madu

A espinosense Terezinha ao lado dos seus famosos bonecos

O Museu do Grupo Giramundo em Belo Horizonte
Ao Warley Gonçalves, o meu agradecimento pela especial contribuição. Um grande abraço espinosense.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

219 - Um momento histórico: a primeira greve da cidade de Espinosa

O mês de setembro é época de greve dos bancários, pois neste período acontece a negociação do acordo coletivo de trabalho e raramente se chega a um acordo sem divergências, o que acaba resultando em paralisação. Pouca gente se lembra, os mais jovens sequer tem ideia deste acontecimento histórico que se deu nos turbulentos anos 80 em Espinosa, quando a economia do país estava em frangalhos, com uma inflação descontrolada que chegou a estratosféricos 80% ao mês, coisa inimaginável nos tempos atuais de inflação controlada em torno dos 5% anuais. Chegamos a um ponto tão inaceitável de perda salarial que, mesmo amedrontados e ameaçados, resolvemos aderir à greve nacional por melhores salários. Foi uma situação inesquecível, dada a nossa inexperiência profissional no assunto. Mas não havia outra saída. Com a economia do país afundada em um verdadeiro caos, com o descontrole total da inflação, chegando a uma hiperinflação, os nossos vencimentos já não cobriam as nossas despesas mais básicas, levando-nos a decidir pela greve. Reparem nas faixas das fotos o reajuste que pedíamos: "apenas" 100% de aumento! Dá para imaginar hoje em dia, uma reivindicação deste tamanho? Para quem não viveu esta época, é realmente difícil entender a situação de loucura que se instalou no país naquela oportunidade. O seu dinheiro ganho de manhã já não valia o mesmo à tarde. Inacreditável!
A primeira greve da história da cidade fecha o BB em Espinosa

Olha só o reajuste: 100 % de reposição salarial!

Saudades desta turma maravilhosa de amigos e companheiros do BB:
Fernando (In memoriam), Izaias (Zazá-In memoriam), Tiãozinho,
Magrão, Serjão, Quinha, Álvaro, Valdir Dantas, Helena Lúcia,
Zé Américo, Sampaio, Francelino e Wânia.
Acompanhem um breve comentário sobre a inflação. Em economia, inflação é a queda do valor de mercado ou de poder de compra do dinheiro. Isso é equivalente ao aumento no nível geral de preços, que muitas vezes é estimulado pela lei da oferta e da procura. Quanto maior é a procura por um determinado produto, maior fica seu preço. Analisando o mercado externamente, a inflação se traduz mais por uma desvalorização da moeda local frente à outra, especialmente ao Dólar e agora também ao Euro. O período pós-ditadura (1980) foi sem dúvida o mais turbulento de toda a história. A desvalorização da moeda chegou a tal ponto que os produtos do supermercado, por exemplo, eram reajustados mais de uma vez ao dia. Nessa mesma época, a criação de diferentes moedas era tentada para se conter o caos da inflação e diversos planos econômicos tentavam dar uma solução definitiva para a questão.
Os famosos planos Bresser, Cruzado e Collor tentaram controlar a inflação que depois da redemocratização passou de 72,53%, em 1986, para incríveis 1.972,91% em 1989. A classe média, nesse período, foi a mais afetada chegando ao ponto extremo de ter suas poupanças bloqueadas por um tempo, no trágico governo Collor. Passado o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, com a posse do vice-presidente Itamar Franco, o então ministro da fazenda Fernando Henrique Cardoso, anunciou mais um plano econômico, o Plano Real. O índice da inflação caiu de 916,43% em 1994, para 22,41% em 1995. Para manter a inflação num patamar aceitável, o Banco Central usa desde 1999 a chamada Meta de Inflação. Trata-se de uma taxa que é estabelecida para o ano. O governo precisa  mostrar que a inflação está controlada, o que garante investimentos externos e blinda a economia durante uma crise internacional, onde o capital é retirado dos países emergentes e aplicado em economias estáveis.

Histórico da inflação no Brasil:
Década de 1930 = média anual de 6%
Década de 1940 = média anual de 12%
Década de 1950 = 19%
Décadas de 1960 e 1970 = 40%
Década de 1980 = 330%
Entre 1990 a 1995 = média anual de 764%
Entre 1995 a 2000 = média anual de 8,6%

1998 = 1,65%
1999 = 8,94%
2000 = 5,97%
2001 = 7,67%
2002 = 12,53%
2003 = 9,30%
2004 = 7,60%
2005 = 5,69%
2006 = 3,14%
2007 = 4,46%
2008 = 5,90%
2009 = 4,31%
2010 = 5,91%
Curiosidades:
* Entre 1968 e 2008, o Brasil teve uma inflação acumulada de 970 000 000 000 000% (970 trilhões).
* A maior inflação anual já registrada no país foi de 2.477,1%, em 1993. A menor, de 1,6%, em 1998.
* Em 1989, a inflação atingiu 1.972,9% ao ano.
* O recorde mensal foi batido em março de 1990, quando a taxa alcançou 82%.
* O Brasil quebrou duas vezes nos anos 80. A primeira foi em 1983, no regime militar. A segunda, na administração Sarney, em 1987. Sem dinheiro em caixa para honrar compromissos externos, o governo anunciou unilateralmente a suspensão dos pagamentos aos credores da dívida brasileira, principalmente bancos. Esses calotes colocaram a imagem do Brasil no buraco e postergaram em pelo menos uma década a classificação do país como um destino seguro para investimentos.
* Em quarenta anos, o Brasil teve sete moedas e enfrentou seis planos econômicos.
Fontes: administradores.com.br, passeiweb.com e veja.com.br

218 - Steve Hanks, um mago dos pincéis

Steve Hanks é reconhecido mundialmente como um dos melhores artistas contemporâneos na arte da pintura em aquarela. Os detalhes, as cores e o realismo das pinturas de Steve Hanks são de uma qualidade excepcional, deixando dúvidas se se trata de uma pintura ou de uma fotografia.
O artista nasceu em uma família militar, em San Diego, em 1949. Seu pai era um aviador da Marinha, altamente condecorado pela participação na Segunda Guerra Mundial. Hanks cresceu jogando tênis e praticando surf nas praias do sul da Califórnia. A família foi transferida para o Novo México, quando Steve era adolescente. Depois da escola, ele frequentou a Academia de Belas Artes de San Francisco, obtendo notas excelentes na arte comercial e no desenho de figuras. Ele foi transferido para o Califórnia College of Arts and Crafts, onde se graduou com o título de Bachelor of Fine Arts.
Steve Hanks teve um emprego como zelador em um acampamento chamado Girl Campfire, perto de Cuba, Novo México, em 1976. A remuneração era mínima, mas o aluguel era gratuito, e durante toda a época de inverno o tempo era livre para si. Durante quatro anos e meio, Hanks aperfeiçoou as suas habilidades de desenho e experimentou várias técnicas: óleo, aquarela, lápis, acrílicos, o que contribuiu sobremaneira para a a qualidade extraordinária da sua arte encantadora. O próprio artista denomina o seu trabalho de "Realismo Emocional”, pois ele muitas vezes deixa os rostos de suas figuras disfarçados, desviando o olhar, não só para deixar o rosto para a imaginação do espectador, mas também para permitir que toda a figura possa expressar a emoção. A iluminação solar é também um elemento de assinatura de seu estilo.
Seu casamento com Laura, que lhe rendeu três crianças, despertou uma nova inspiração para o artista. Muitas das suas pinturas mostram cenas caseiras e bastante angelicais de lindas crianças e de belas mulheres, como também de imagens próximas do mar, que além de tudo destacam uma imagem positiva para o mundo, como ele mesmo diz.
Os jurados, galerias e colecionadores têm reconhecido há muito tempo a estatura de realizações de Steve Hanks. Ele recebeu o National Watercolor Society Merit Award e Medalha de Ouro da Academia Nacional de Arte Ocidental, além de sempre aparecer na lista dos dez maiores artistas americanos compilados pela E.U. Art Magazine.
"Espero que meu trabalho traga conforto, prazer e discernimento na vida das pessoas", diz Steve Hanks.
Fonte: stevehanksartwork.com
Confira aqui o seu endereço na Web e conheça todo o seu maravilhoso trabalho.
Aprecie abaixo algumas das suas pinturas arrebatadoras.
O artista genial Steve Hanks