Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Centenário de Espinosa - Postagem 78

Para comemorar o Centenário de Espinosa da sua emancipação política, publicarei aqui no nosso blog 100 (CEM) textos específicos (além das postagens normais), sobre imagens, acontecimentos e "causos" sobre mim, a minha Espinosa e alguns dos seus notáveis personagens.

Muitos empresários nascidos em Espinosa e outros que vieram de outras localidades do país foram e são de fundamental importância no desenvolvimento da nossa cidade. Sonharam e realizaram seus projetos econômicos construindo empresas sólidas e bem-sucedidas, gerando lucro e criando empregos, colaborando para o progresso do município, o que é louvável.
Um desses cidadãos de fibra e determinação foi o saudoso José Leão Pereira, o Deca. Chegou em Espinosa nos anos 80, se não me engano, iniciando seu empreendimento simples de venda de mosquiteiros em um cômodo alugado entre a casa de Zé da Água e o Centro Social Araci Antunes Sepúlveda, na Praça Coronel Joaquim Tolentino. Bastante comunicativo e alegre, Deca conquistou o respeito e a simpatia do povo espinosense, casando-se posteriormente com a nossa conterrânea Jandira, com quem gerou dois filhos, Júnior e Manuela. Deca, empresário de visão, visualizou oportunidades de crescimento profissional no ramo gráfico, fundando a Dejan Gráfica, que logo tornou-se um sucesso regional. Também resolveu ampliar os negócios investindo, com apoio do Banco do Brasil, na criação de novas empresas no ramo de lojas de papelaria e móveis de madeira e serviços funerários e de velórios.






Encontrávamos Deca no Bakana de Waldir e Lia Mendes quase todas as semanas por um período. Íamos ali ocasionalmente no início da noite, após um longo dia de trabalho, saborear uma cerveja e um pedaço dos famosos frangos assados do Bakana e melhor ainda, encontrar com os amigos para bater um papo rico, alegre, descontraído e, por que não, às vezes intenso e acirrado, porém sempre em ambiente de amizade, paz e harmonia.
Por estas inexplicáveis coisas do destino, o amigo Deca perdeu a vida de forma trágica em um acidente automobilístico na rodovia MGC-122, já bem próximo de Espinosa, em um domingo, 20 de novembro de 2011, deixando órfã a comunidade espinosense e desolada a sua família, um baque pesado para todos nós que o apreciamos. Deca se foi prematuramente, mas deixou seu exemplo positivo e sua trajetória de determinação, trabalho e integridade. Que Deus o tenha! 
Um forte, imenso e centenário abraço lençóisdorioverdense. 

Centenário de Espinosa - Postagem 77

Para comemorar o Centenário de Espinosa da sua emancipação política, publicarei aqui no nosso blog 100 (CEM) textos específicos (além das postagens normais), sobre imagens, acontecimentos e "causos" sobre mim, a minha Espinosa e alguns dos seus notáveis personagens.

Educação é primordial, nunca demais. Tivemos a graça de sermos beneficiados com a instalação de uma unidade da Escola Técnica de Educação Profissional em nossa Espinosa, bancada com recursos do Governo Federal oriundos do Programa Brasil Profissionalizado, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em parceria com a Unimontes, o Governo do Estado e a Prefeitura. Inicialmente seriam aplicados R$ 8,6 milhões, com participação do Governo Federal com cerca de R$ 7.991.250,29 através do Ministério da Educação, e do Governo Estadual com cerca de R$ 679.660,13, a quem caberá a administração e gerenciamento da escola, por meio da Secretaria de Estado da Educação. A Unimontes ficou com a coordenação da construção. À Prefeitura de Espinosa coube a responsabilidade pelo processo de doação do terreno, da terraplenagem, sondagem e infraestrutura de acesso pavimentado, água e energia elétrica, além da coordenação logística do projeto. A implantação desta unidade educacional na cidade faz parte do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e objetiva democratizar a educação profissionalizante, expandindo as chances de estudos aos jovens das cidades interioranas. No norte de Minas também foram agraciadas com unidades da Escola Técnica as cidades de Bocaiuva, Brasília de Minas, Grão Mogol, Janaúba, Manga, Monte Azul e Taiobeiras. Outras cinco cidades mineiras também serão favorecidas: Ibirité, Joaíma, Lagoa Santa, Pompéu e Unaí. Os cursos técnicos oferecidos na unidade de Espinosa serão nas áreas de Informática, Edificações (Construção Civil) e Agricultura. O educandário oferecerá à população espinosense 18 espaços educacionais, com 12 salas de aula com capacidade para atender 1.200 alunos e seis laboratórios básicos mais auditório, biblioteca, refeitório, área de vivência, quadra e dois grandes laboratórios técnicos. Serão geradas 80 vagas de emprego para servidores de diversas áreas, vinculados ao Governo do Estado de Minas Gerais.
O importantíssimo projeto educacional que nos foi presenteado terá sede ao lado do Estádio Caldeirão, na Avenida Juraci Antunes Cruz, no Bairro Santa Cláudia. Por falta de interesse governamental, a obra ficou parada por um bom tempo, tendo uma grande parte do material da construção furtado, causando enorme prejuízo ao país. Agora, parece que finalmente o projeto retomou o andamento e deve ser colocado em prática brevemente, para alegria de nós, espinosenses. Quanto mais acesso gratuito à Educação de qualidade, melhor para todos. 



















Há alguns anos tive a oportunidade de conhecer completamente as instalações da Escola Técnica e fiquei maravilhado com tamanha estrutura educacional em nossa cidade. É um espaço imenso onde, se Deus quiser, muitos dos nossos jovens poderão ter acesso à essencial educação que certamente abrirá portas para boas oportunidades de trabalho. Que seja o mais rápido possível a sua inauguração e início de funcionamento total. 
Um forte, imenso e centenário abraço lençóisdorioverdense. 

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Centenário de Espinosa - Postagem 75

Para comemorar o Centenário de Espinosa da sua emancipação política, publicarei aqui no nosso blog 100 (CEM) textos específicos (além das postagens normais), sobre imagens, acontecimentos e "causos" sobre mim, a minha Espinosa e alguns dos seus notáveis personagens.

Conforme os dados coletados no Censo 2022 pelo IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população espinosense é majoritariamente católica, com pouco mais de 85% do total dos moradores. Na segunda posição numérica entre os fiéis, vêm os evangélicos, divididos entre as variadas igrejas existentes na cidade. Também há espaço democrático e justo para demais religiosos como os espíritas, os batistas, os de matriz africana, os adeptos das Testemunhas de Jeová e até para os ateus, todos livres para exercerem amplamente seu direito sagrado de liberdade religiosa garantido pela Constituição.
Além das grandes igrejas católicas espalhadas pela cidade, existe bem no Centro uma pequena, simples e bela construção que resiste ao tempo. Construída ainda nos primórdios da cidade pelo Coronel Heitor Antunes, em terreno doado pelo senhor Antônio Sepúlveda, em razão de graça alcançada, a Igrejinha homenageia Nossa Senhora dos Remédios. Em seu interior, a pequena capela tem um pequeno sobrado sobre a entrada e um altar simples em madeira, onde está a imagem de Nossa Senhora dos Remédios sob a inscrição em latim "Deo honor et gloria!", que significa "Honra e glória!". 









A Igrejinha de Nossa Senhora dos Remédios ainda permanece firme no panorama central espinosense, sofrendo ínfimas modificações em sua fachada ao longo do tempo, praticamente só a mudança da cor da parede frontal, que já esteve pintada de amarelo e agora ostenta uma cor branca até a torre central, contrastando com o azul das suas três grandes portas de madeira, um verdadeiro patrimônio da comunidade. Ali ao seu lado, poucas construções antigas continuam de pé, apenas a casa de Sêo Arlindo Sepúlveda na esquina, a casa colada à Casa dos Calçados e a velha casa e comércio do saudoso Geraldo Anacleto, esta que sofre a ação ruinosa do abandono no tempo. 
Um forte, imenso e centenário abraço lençóisdorioverdense. 

Centenário de Espinosa - Postagem 76

Para comemorar o Centenário de Espinosa da sua emancipação política, publicarei aqui no nosso blog 100 (CEM) textos específicos (além das postagens normais), sobre imagens, acontecimentos e "causos" sobre mim, a minha Espinosa e alguns dos seus notáveis personagens.

Apesar de ser o rio, entre os nossos três maiores cursos d´água urbanos, que mais tempo passa no ano sem água corrente, o Rio Bom Sucesso (Rio do Galheiro) oferece boas opções de divertimento à comunidade durante o curto período chuvoso que a Natureza nos oferece. Em vários pontos do seu trajeto desde a cabeceira até o encontro, no Bairro Cigano, com o Rio São Domingos, partindo dali para desaguar na Barragem do Estreito, existem pontos propícios para tomar um gostoso e refrescante banho de rio. O que mais utilizei nas minhas últimas visitas a Espinosa foi no local da passagem de carro logo após a saída para Monte Azul, com entrada à direita depois da linha férrea. 










Antigamente o melhor ponto de tomar banho no rio era, para nós da Turma da Resina, o local acessível pela Rua Santa Terezinha, abaixo da ponte ferroviária, atravessando o Rio São Domingos e seguindo a estrada paralela onde estão instalados hoje os campos society de Idelson do Só Montão. Ali era nosso lugar preferido de fazer as nossas aventuras e farras, em meio às pedras e areia. Mas o mais divertido era um diferencial do lugar que tinha antigamente um barranco com um piso escorregadio que utilizávamos para deslizar até cair dentro do poço. Repetíamos à exaustão esse vai e vem, subindo e escorregando do barranco para dentro do rio. Aventuras de crianças cheias de energia e vitalidade. Será que ainda existirá este barranco do "escorrega lá vai um"? 
Um forte, imenso e centenário abraço lençóisdorioverdense. 

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Centenário de Espinosa - Postagem 73

Para comemorar o Centenário de Espinosa da sua emancipação política, publicarei aqui no nosso blog 100 (CEM) textos específicos (além das postagens normais), sobre imagens, acontecimentos e "causos" sobre mim, a minha Espinosa e alguns dos seus notáveis personagens.

Na fachada do prédio do velho Mercado Municipal instalado na Praça Coronel Heitor Antunes, bem ao lado da Prefeitura, podemos ver gravada a data da sua inauguração, ano de 1940. Ali fervilhava o movimento comercial da época, com os dias de sábado sendo tomados por gente de todo o município querendo vender e gente querendo comprar produtos agrícolas, na imensa maioria gêneros alimentícios como arroz, feijão, farinha, verduras, frutas, como também carne e até a boa e velha cachaça. Na lateral e nos fundos do Mercado, o movimento era intenso também nas mercearias, bares, barracas e bancas que ofertavam quase tudo. Era o shopping center da época.
Diante do prédio do velho Mercado e nas proximidades, na área da praça ainda sem infraestrutura, ficavam estacionados os carros de bois carregados de lenha e melancia, assim como as montarias, bois e cavalos, eram amarradas aos troncos dos fícus ali existentes. Neste espaço, vendedores de vários produtos naturais e manufaturados atendiam os clientes nas suas barracas ou bancas ali montadas, transformando-se em uma movimentada aglomeração que se estendia pela manhã. À tardinha, era hora de os vendedores desmontarem e embalarem tudo e retornarem para suas casas, muitas delas na zona rural, menos aqueles que iam comemorar o sucesso das vendas nos bares da Rua da Resina.














Mas o antigo prédio de fachada bonita e bem desenhada serviu para algo mais animado ainda, o Carnaval. Ali em determinada época foi realizada a festa do Carnaval da cidade, abrindo espaço para a diversão da população, com acesso liberado a todos. Mais adiante o local serviu como depósito de veículos da Prefeitura, depois funcionou como uma feirinha, com alguns estabelecimentos comerciais instalados em barracas.
Um forte, imenso e centenário abraço lençóisdorioverdense. 

Centenário de Espinosa - Postagem 74

Para comemorar o Centenário de Espinosa da sua emancipação política, publicarei aqui no nosso blog 100 (CEM) textos específicos (além das postagens normais), sobre imagens, acontecimentos e "causos" sobre mim, a minha Espinosa e alguns dos seus notáveis personagens.

Nos tempos de outrora as coisas eram bem mais difíceis que na atualidade, imagino que em quase todas as áreas. No campo do futebol, especificamente, eram praticamente inexistentes os uniformes disponíveis para compra, e quando encontrados, estavam distantes das condições financeiras dos jogadores e times mais humildes. Nas antigas fotografias de alguns times de Espinosa, notadamente os da zona rural, notamos a variedade dos estilos das camisas e a diferença de cores e modelos de calções e meiões entre os jogadores. Com o avanço da civilização e evolução da sociedade, as condições de vida melhoraram e o acesso a bens de consumo foi imensamente facilitado. Nos novos tempos, ficou bem mais fácil adquirir um jogo de camisas ou ainda ser presenteado por políticos em campanha eleitoral ou por distribuição legal pelas secretarias municipais de esportes. Hoje, na Internet, em sites de confecções, é fácil e rápido escolher, montar o design e adquirir jogos de camisas completos e diferenciados, com preços bastante acessíveis, um grande progresso. 




Nestas duas antigas fotografias tiradas em local e de times desconhecidos, podemos reparar na total falta de uniformidade nas vestimentas dos atletas, fato bastante comum naqueles tempos de dificuldade de acesso a produtos industriais em cidades interioranas. Mas o que mais me chamou a atenção foi o estilo nada convencional dos atletas de posar para a fotografia. Normalmente, a pose clássica de jogadores de futebol era com seis atletas da defesa em pé, de braços cruzados, e mais cinco atacantes agachados, com algumas mínimas variações ao longo do tempo. Nestas duas fotos aparecem cinco atletas de pé, com braços soltos, nas costas ou na cintura, o que não surpreende muito. O que me causou surpresa é a inusitada pose dos atletas em duas fileiras de três, ajoelhados e sentados. Mais interessante ainda é a primeira imagem, onde os três atletas sentados formam um cenário esdrúxulo, com o goleiro no centro segurando a bola nas mãos e dois jogadores nos extremos a firmando com os pés. Adorei a criatividade dos caras e vou tentar repeti-la em algum momento futuro com meu time.
Um forte, imenso e centenário abraço lençóisdorioverdense.