Com algum atraso, registro uma atitude louvável tomada pelo prefeito de Espinosa, Nílson Faber Sepúlveda, pelo vice Ricardo Antunes Silveira, e pelos vereadores da Câmara Municipal liderados pelo presidente da casa legislativa Dauri Garcia de Souza, que protagonizaram uma merecida homenagem da administração pública municipal a três íntegros e ilustres cidadãos espinosenses que prestaram relevantes serviços à nossa comunidade.
No dia do aniversário de 101 anos da cidade ocorrido no último 9 de março, foram homenageados, com entrega da Placa e Medalha de Mérito Maria Neuza Silva Dias aos familiares, os saudosos cidadãos Dr. Caio Leão Gomes e Dr. José Geraldo Barbosa Lima, respeitados advogados, e Elio Mendes, digno fazendeiro. Para representá-los na solenidade de homenagem, estiveram presentes, além de outros familiares, a filha de Dr. Caio, Ana Cláudia Mendes Gomes Dantas; a filha de Dr. Geraldinho, Luciana Oliva Barbosa Lima, e a filha de Sêo Elio, Ariele Alves Mendes.
Parabéns a todos os envolvidos. Reconhecer os relevantes serviços prestados à nossa comunidade pelos nossos valorosos, íntegros e ativos habitantes como Dr. Caio. Dr. Geraldinho e Elio Mendes sempre é elogiável, necessário e justo. Espero que mais e mais ilustres espinosenses, nativos ou adotados, sejam homenageados e reconhecidos pelas suas trajetórias pessoais e profissionais no nosso município. Melhor ainda será se essas homenagens forem realizadas com as pessoas vivas e saudáveis.
Por vezes e vezes, especialmente quando ainda bem jovem, não tive a capacidade e a inteligência suficientes para compreender completamente algumas histórias contadas em produções cinematográficas. O tempo passou, envelheci, e ainda me esforço para tentar entender totalmente os pormenores contidos em filmes de alta complexidade narrativa. E não me envergonho disso, de maneira alguma. Por isso é que adoro trocar ideias e discutir quaisquer assuntos interessantes com pessoas bem mais inteligentes, cultas e sábias, o que me só me traz prazer, cultura e aprendizado. Meu querido amigo baiano, professor José da Conceição Santana, é uma dessas pessoas, uma fonte inesgotável de saber.
Assim é que fui ao cinema na noite desta terça-feira pós Carnaval assistir ao filme "Mickey 17" com a mente aberta e centrada em não perder nenhuma fala ou ato dos personagens, na concentração total para assimilar bem todas as mensagens explícitas e implícitas na produção baseada no livro de Edward Ashton ("Mickey 7") e com direção do criativo cineasta sul-coreano Bong Joon-ho, detentor de um Oscar de Melhor Filme com "Parasita" em 2020, o primeiro em língua não-inglesa a vencer o principal prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.
A história é surreal. E é para fazer trabalhar os nossos neurônios. Nada contra aqueles filmes de puro entretenimento, com ação em tempo integral, com lutas em série, perseguições frenéticas de potentes máquinas automotivas, tiros em abundância e explosões sem moderação, mas filmes com roteiros inteligentes que nos fazem refletir sobre o passado, presente e futuro da Humanidade, sempre serão um bálsamo para minha mente já bastante viajada no tempo e no espaço. E é mais que preciso aproveitar a chance para utilizar o cérebro para raciocinar, enquanto ainda é grátis.
No filme de ficção científica futurista, o jovem pobre e endividado Mickey Barnes (Robert Pattinson) se alista em um programa espacial de colonização que o enviará ao espaço, ao gelado planeta de Niflheim, onde sua tarefa principal será atuar como cobaia em experimentações que poderão levá-lo à morte por várias vezes, sendo ressuscitado e clonado como um papel impresso na impressora, com boa parte de suas memórias recuperadas, tudo vendido como ideia em prol do avanço da humanidade. Para fugir de um insensível e violento agiota, Darius Blank (Ian Hanmore), Mickey se apresenta em um projeto espacial para assumir a função de "descartável", sem saber direito o que isto significará. Assina um contrato sem ler e passa a ser uma simples matéria para experimentos científicos, com mortes seguidas e reimpressão do seu corpo em impressora supermoderna.
Para o apreciador de cinema curioso e intelectual, pode ser que você até deteste o filme, o que é compreensível, mas tenho certeza que sairá da sala escura com uma necessidade básica de refletir profundamente sobre o que sofrerá a Humanidade em um futuro bem próximo, visto que já presentemente esta está dominada pelos efeitos benéficos e maléficos da poderosa tecnologia. O que será dos seres humanos muito em breve, com possibilidades as mais diversas sobre seus corpos e mentes afetadas pela IA-Inteligência Artifical, por vezes completamente engambelados por influentes líderes políticos, econômicos e religiosos canalhas, ambiciosos, inescrupulosos, ardilosos e hipócritas? Se já vemos nos tempos atuais tanta gente sendo utilizada como manada de fanáticos, o que será no futuro? Os seres humanos de menor poder aquisitivo, trabalhadores comuns, serão apenas mercadorias numeradas descartáveis para aumentar mais e mais a fortuna e o poder dos poderosos? Se alguém sair do cinema com o pensamento de tirar um pouquinho de tempo para refletir sobre estas muitas possibilidades, já terá valido a pena a criação do ótimo cineasta sul-coreano Bong Joon-ho.
ELENCO DE MICKEY 17
Robert Pattinson - Mickey Barnes
Naomi Ackie - Nasha
Mark Ruffalo - Kenneth Marshall
Steven Yeun - Timo
Toni Collette - Ylfa
Anamaria Vartolomei - Kai Katz
Michael Monroe - Matthew
Patsy Ferran - Dorothy
Cameron Britton - Arkady
Samuel Blenkin - Borrower
Ian Hanmore - Darius Blank
Daniel Henshall - Preston
Ellen Robertson - Jennifer Chilton
Edward Davis - Alan Manikova
Angus Imrie - Agent Charlie
O pensar é um processo especialmente necessário e extraordinário que nos permite descobertas cruciais sobre a nossa existência. Saber com toda consciência o lugar de onde viemos, quem realmente somos neste imenso mundo e para onde vamos na nossa frágil e tempestuosa caminhada terrena, pode nos aproximar bem mais da felicidade divina prometida por Deus, sem sermos domesticados, engambelados e utilizados como massa de manobra para o atingimento dos ideais, não nossos e dos nossos entes queridos, bem como da imensa maioria da população mundial, mas de poucos espertalhões astutos e de ótima lábia que engambelam facilmente os de mentes mais suscetíveis e vulneráveis. Que estejamos sensatos, atentos e com ótima capacidade de discernimento para não nos enfiarmos em regimes cruéis e totalitários como o maldito nazismo, liderados por figuras estúpidas, arrogantes e ambiciosas que se utilizam de práticas radicais, desumanas, embusteiras, extremistas e intolerantes para angariar apoio irrestrito dos simplórios e incautos.
É certo que "Mickey 17" não é uma obra-prima do cinema, porém o filme nos alerta para a já existente ideia e realidade de desvalorização da vida humana pelos sistemas econômicos focados apenas no lucro e na riqueza. Enquanto um mínimo de bilionários possuem uma fortuna quase incalculável, milhões de irmãos humanos passam fome e dificuldades de sobrevivência no mundo, um cenário desolador, injusto e inaceitável. Eu nunca vou me conformar com um absurdo deste!
Concordo inteiramente com o saudoso e genial artista brasileiro Francisco "Chico" Anysio de Oliveira Paula Filho (Maranguape (CE), 12 de abril de 1931 – Rio de Janeiro (RJ), 23 de março de 2012), que escreveu este texto:
"Andando há 40 anos por este país, catando dinheiro para levar pra casa, eu aprendi a acreditar. Acreditar na terra, no homem, na chuva, na bênção, na semente, no fruto, no coração, na mente… na inteligência. Aprendi, com o meu povo, que quando uma coisa está muito séria, o melhor que se faz é brincar com ela. E, naquelas tardes terríveis, sozinho num quarto de hotel, esperando a hora do show, eu comecei a desenhar o pais dos meus sonhos. Um país onde cada lavrador tenha um par de bois para puxar seu arado e que de tarde, ao voltar para casa, encontre um par de filhos o esperando e à noite quando for dormir, tenha um par de pernas para amar; no país dos meus sonhos, todo pobre vai comer, todo hospital terá remédios, todo aluno terá colégio, todo professor ganhará um salário decente e todo policial apenas prenderá os bandidos, em vez de os ajudar a matar e a roubar; no país dos meus sonhos todo cego vai ver, todo surdo vai ouvir e todo mudo vai ver e ouvir coisas tão lindas que nem será preciso dizer nada; no país dos meus sonhos a integração do homem com a natureza será tanta que eu chego a imaginar uma árvore dizendo a um homem: “Você me tratou tão bem, foi tão legal comigo, que eu gostaria de me transformar na mesa da sua casa, nas cadeiras onde sua família sentará, no berço do seu filho”. No país dos meus sonhos, o homem branco, afinal, vai descobrir que o coração do negro é do tamanho do seu e o sangue da mesma cor. O país dos meus sonhos um dia será verdade. E ele será tão feliz que nem vai precisar de mim para fazer rir um pouco. Não faz mal. Eu perco o emprego, mas não perco o meu sonho."
Infelizmente, por mais que não desejemos noticiar aqui fatos tristes e negativos, não há como deixar de encarar a realidade à nossa frente. E a vida é assim, queiramos ou não, aceitemos ou não, um complexo emaranhado de situações cotidianas em que a única certeza absoluta é o findar da caminhada terrena, alguns de nós de forma precoce, outros com uma longevidade extrema presenteada pelo Criador.
E foi com tristeza que tomei conhecimento do falecimento, em Espinosa, dos conterrâneos Djalma Antunes Tolentino e Generoso Joaquim dos Santos.
O primeiro, Djalma, conheci e percebi sua incrível habilidade e dedicação nas suas atividades profissionais como motorista e mecânico, um cidadão conhecido e apreciado na comunidade espinosense. O segundo, Generoso, não conheci, só soube que morava no Galheiro e era esposo de Dona Alda e irmão do finado Napoleão.
A todos os familiares dos falecidos, os meus sentimentos de pesar, a minha solidariedade cristã e as minhas preces a Deus misericordioso para que lhes conforte nesta hora tão dura e difícil de despedida de um ente querido.
Que Djalma e Generoso descansem na mais completa paz, terminada a trajetória terrena!
Ontem, domingo, dia 9 de março de 2025, a minha terra natal Espinosa completou seus 101 anos de emancipação política. Mesmo distante, meu coração continua pulsando forte e contente no seu aniversário e nos dias restantes dos muitos anos. A sensação de pertencimento a esta terra extremamente calorosa e solidária segue intocável, sempre desejando vê-la evoluída, harmoniosa e pacífica, proporcionando a todos os seus habitantes, natos ou adotados, a melhor condição de dignidade para a sobrevivência cotidiana. Que assim seja!
Parabéns pelos 101 anos de História, minha Espinosa querida!
Para confirmar a minha imensurável ignorância, confesso que nunca descobri nem me dediquei a pesquisar e conhecer a obra artística de uma das mais importantes e icônicas bandas de Rap e Hip Hop do Brasil, os Racionais MC´s. Formada em 1988 pelos artistas paulistanos Mano Brown (Pedro Paulo Soares Pereira, 22 de abril de 1970), Ice Blue (Paulo Eduardo Salvador, 16 de março de 1969), Edi Rock (Edivaldo Pereira Alves, 20 de setembro de 1970) e KL Jay (Kleber Geraldo Lelis Simões, 10 de agosto de 1969), os Racionais superaram todas as barreiras do show business e alcançaram mais que simples sucesso, mas o respeito e a idolatria de milhões de brasileiros com a sua música e suas mensagens extremamente diretas, cruas e verdadeiras sobre a dura realidade das vidas das comunidades negras e faveladas do país, sobretudo dos jovens das grandes cidades. Infelizmente, por não gostar desse estilo de música ou talvez até por preconceito, o que é inadmissível, só agora, velho, é que comecei a conhecer e perceber a extensa e essencial obra dos quatro grandes caras da periferia de São Paulo. As letras das suas músicas são agudas, afiadas, viscerais, diretas, incômodas, atingindo em cheio e no alvo a hipocrisia e o preconceito tão arraigados na nossa sociedade. São descrições fieis de histórias cotidianas de luta contra a escravidão, contra o racismo, contra a violência estrutural e contra a imensa desigualdade social brasileira.
Mesmo desconhecidos por boa parte da população brasileira, muito por conta da falta de divulgação e do acesso restrito das músicas das populações periféricas aos canais radiofônicos e televisivos do país, os Racionais MC´s tiveram a sua fundamental relevância e o seu imenso prestígio reconhecidos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que, nesta quinta-feira, 6 de março de 2025, entregou o título de "Doutor Honoris Causa" aos quatro integrantes da banda formada em 1988 na cidade de São Paulo. Participaram da cerimônia o reitor da Unicamp, Antonio Meirelles; a pedagoga, professora e doutora Nilma Lino Gomes, madrinha dos homenageados; entre outros convidados. Tal honraria é outorgada a "pessoas que tenham contribuído, de maneira notável, para o progresso das ciências, das letras ou das artes; que tenham beneficiado, de forma excepcional, a Humanidade; ou que tenham prestado relevantes serviços à Universidade". A comissão que aprovou a concessão do título ao grupo de Rap reconheceu os integrantes como "intelectuais públicos que dialogam com o pensamento social brasileiro".
Além desta gigantesca demonstração de reconhecimento, os Racionais MC´s estão sendo homenageados também no Museu das Favelas, com a exposição "Racionais MC’s: O Quinto Elemento", onde está disponível todo o universo da banda paulistana desde o inicio da sua já extensa trajetória. A curadoria é de Eliane Dias.
Parabéns aos quatro integrantes dos Racionais MC´s, Mano Brown, Ice Blue, Edi Rock e KL Jay, pelo talento musical e pela coragem e discernimento de gritar alto e em bom som ao mundo, em letras de versos genuínos e impactantes, as lutas e desafios do povo brasileiro. Prometo me dedicar a conhecer mais e mais das suas canções. Conhecimento nunca é demais, e nunca é tarde para adquiri-lo.
Um grande abraço espinosense.
MÁGICO DE OZ
Edi Rock
Aquele moleque, que sobrevive como manda o dia a dia
Tá na correria, como vive a maioria
Preto desde nascença, escuro de Sol
Eu tô pra vê ali igual, no futebol
Sair um dia das ruas é a meta final
Viver decente, sem ter na mente o mal
Tem o instinto que a liberdade deu
Tem a malicia, que cada esquina deu
Conhece puta, traficante e ladrão
Toda raça, uma par de alucinado e nunca embaçou
Confia neles mais do que na polícia
Quem confia em polícia? Eu não sou louco
A noite chega e o frio também
Sem demora, ai a pedra
O consumo aumenta a cada hora
Pra aquecer ou pra esquecer
Viciar, deve ser pra se adormecer
Pra sonha, viajar, na paranoia, na escuridão
Um poço fundo de lama, mais um irmão
Não quer crescer, ser fugitivo do passado
Envergonhar-se se aos 25 ter chegado
Queria que Deus ouvisse a minha voz
E transformasse aqui num Mundo Mágico de Oz
Queria que Deus ouvisse a minha voz (que Deus ouvisse a minha voz)
Num Mundo Mágico de Oz (um Mundo Mágico de Oz)
Um dia ele viu a malandragem com o bolso cheio
Pagando a rodada, risada e vagabunda no meio
A impressão que dá, é que ninguém pode parar
Um carro importado, som no talo
Homem na Estrada, eles gostam
Só bagaceira só, o dia inteiro só
Como ganha o dinheiro?
Vendendo pedra e pó
Rolex, ouro no pescoço à custa de alguém
Uma gostosa do lado, pagando pau pra quem?
A polícia passou e fez o seu papel
Dinheiro na mão, corrupção a luz do céu
Que vida agitada, hein? Gente pobre tem
Periferia tem
Você conhece alguém?
Moleque novo que não passa dos 12
Já viu, viveu, mais que muito homem de hoje
Vira a esquina e para em frente a uma vitrine
Se vê, se imagina na vida do crime
Dizem que quem quer segue o caminho certo
Ele se espelha em quem tá mais perto
Pelo reflexo do vidro ele vê
Seu sonho no chão se retorcer
Ninguém liga pro moleque tendo um ataque
Foda-se, quem morrer dessa porra de crack
Relacione os fatos com seu sonho
Poderia ser eu no seu lugar
Das duas uma, eu não quero desandar
Por aqueles manos que trouxeram essa porra pra cá
Matando os outros, em troca de dinheiro e fama
Grana suja, como vem, vai, não me engana
Queria que Deus ouvisse a minha voz
E transformasse aqui num Mundo Mágico de Oz
Queria que Deus ouvisse a minha voz (que Deus ouvisse a minha voz)
Num Mundo Mágico de Oz (um Mundo Mágico de Oz)
Ei mano, será que ele terá uma chance?
Quem vive nessa porra, merece uma revanche
É um dom que você tem de viver
É um dom que você recebe pra sobreviver
História chata, mas cê tá ligado
Que é bom lembrar: Quem entra, é um em cem pra voltar
Quer dinheiro pra vender? Tem um monte aí
Tem dinheiro, quer usar? Tem um monte aí
Tudo dentro de casa vira fumaça, é foda
Será que Deus deve estar aprovando minha raça?
Só desgraça gira em torno daqui
Falei do JB ao Piqueri, Mazzei
Rezei para o moleque que pediu
Qualquer trocado, qualquer moeda
Me ajuda tio
Pra mim não faz falta, uma moeda não neguei
Não quero saber, o que que pega se eu errei
Independente, a minha parte eu fiz
Tirei um sorriso ingênuo, fiquei um terço feliz
Se diz que moleque de rua rouba
O governo, a polícia, no Brasil quem não rouba?
Ele só não tem diploma pra roubar
Ele não esconde atrás de uma farda suja
É tudo uma questão de reflexão, irmão
É uma questão de pensar
A polícia sempre dá o mau exemplo
Lava a minha rua de sangue, leva o ódio pra dentro
Pra dentro de cada canto da cidade
Pra cima dos quatro extremos da simplicidade
A minha liberdade foi roubada
Minha dignidade violentada
Que nada dos manos se ligar
Parar de se matar
Amaldiçoar, levar pra longe daqui essa porra
Não quero que um filho meu um dia Deus me livre morra
Ou um parente meu acabe com um tiro na boca
É preciso eu morrer pra Deus ouvir minha voz
Ou transformar aqui no Mundo Mágico de Oz?
Queria que Deus ouvisse a minha voz (que Deus ouvisse a minha voz)
Afastadas, singulares, desacompanhadas, elas se bastam, incontidas nas suas infinitas belezas e encantamentos. Imagine então a força descomunal e magnífica gerada pela confluência serena e mágica da Música e da Poesia? É o que explode na profunda formosura do encontro musical entre dois grandes artistas do nosso cancioneiro popular, Raimundo Fagner Cândido Lopes e Oswaldo Viveiros Montenegro.
O cearense e o carioca se utilizaram das suas aguçadas criatividades líricas e sonoras para criar a linda canção "Luzes Acesas", que traz versos indagativos sobre a vida de cada um e de todos nós.
Neste momento de incertezas e esperanças renovadas em um mundo em constante convulsão, um bom motivo para uma profunda reflexão.
Um grande abraço espinosense.
"LUZES ACESAS"
Raimundo Fagner Cândido Lopes e Oswaldo Viveiros Montenegro
Infelizmente, mais perdas humanas na nossa Espinosa. A vida é assim, uma sucessão ininterrupta de nascimentos e perecimentos nesta nossa incessável trajetória presenteada pelo Criador com final simples, comum, inalterável e fatal. Não interessam o tamanho do nosso poder, da nossa fortuna, da nossa arrogância, da nossa capacidade de gerar violência e medo, da nossa quantidade de orações, preces e adereços religiosos, o fim é certo e irrevogável. E para muitos de nós, próximo. Não importam a nossa saúde, a nossa beleza ou o nosso tempo de vivência nesta Terra linda, maravilhosa, falsa e injusta. Nossa partida para o desconhecido, sabe-se lá se Céu ou inferno, já está decretada, sem possibilidade de apelação ou protesto. Então é mais que necessário e urgente, e sábio, refletirmos, conscientizar-nos dos erros cometidos e redimir-nos o quanto antes, pois o Dia do Juízo Final virá. E nele, nossas atitudes na Terra serão todas esmiuçadas e questionadas, examinadas pormenorizadamente para detecção de atos de ódio, violência, preconceito e hipocrisia. Estejamos todos prontos, pois a vida é frágil e efêmera, e tudo tem consequências.
Nos últimos dias em Espinosa tivemos três perdas significativas na nossa comunidade. Com tristeza, tomei conhecimento dos falecimentos de três mulheres. São elas: a senhora Jovecina Alves Tolentino, conhecida como Nina, esposa de Dozinho, que vende móveis próximo ao Mercado Municipal; a jovem Stéfani Ferreira da Silva, filha de Eli Carlos e Maiuza Ribeiro, da Comunidade de Angical; e a senhora Maria Dolores Alves Teixeira, carinhosamente tratada como Dozinha, esposa de Chico e mãe de Andréa Enfermeira. Das três, conheci apenas a Dozinha, mulher do meu querido amigo Chico, Dozinha, integrante de tradicional, apreciada e respeitada família espinosense, deixará para todos nós o seu belo exemplo de humildade, integridade e benevolência.
Ao meu amigo Chico e a todos os demais familiares dos conterrâneos falecidos, os meus sinceros sentimentos de pesar por suas imensas perdas, a minha solidariedade cristã e os meus apelos ao Criador para que Ele lhes console e conceda as bastantes força, fé e resignação para superar tamanho infortúnio.
Que o bom e misericordioso Deus acolha a todas em seu Reino de Paz e Amor! Que descansem na mais completa serenidade!
O Cinema Brasileiro está em festa! Finalmente, pela primeira vez na história da mais importante e festejada premiação da indústria do cinema mundial, realizada nesta noite de 97ª cerimônia do Oscar no Dolby Theatre, em Los Angeles, um prêmio é dado a um filme brasileiro. Para desespero, enfurecimento e frustração de um bando de radicais extremistas brasileiros detratores do filme brasileiro dirigido pelo cineasta Walter Salles, a produção "Ainda Estou Aqui" foi a escolhida na categoria "Melhor Filme Internacional". O filme concorria em três categorias: "Melhor Filme", "Melhor Filme Internacional" e "Melhor Atriz".
Na realidade, o Cinema Brasileiro já ganhou um Oscar, mas pelo regulamento da época o prêmio foi destinado à França, terra do diretor do filme premiado "Orfeu Negro", Marcel Camus, e do produtor Sacha Gordine. A produção ítalo-franco-brasileira contou a trágica história de amor entre Orfeu e Eurídice durante um Carnaval no Rio de Janeiro. Apesar de a obra ter sido adaptada da peça "Orfeu da Conceição" de autoria de Vinícius de Moraes, ter sido filmada no Brasil, falado em Português e com atores e músicas brasileiras, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas deu o Oscar de "Melhor Filme Estrangeiro" de 1960 à França. No ano anterior o filme havia ganhado a Palma de Ouro no Festival Internacional de Cinema de Cannes.
É uma vitória merecida e expressiva para o nosso Cinema, que tanta coisa boa já produziu, mesmo com as dificuldades de captação de recursos para as produções nacionais que geram significativas receitas e criam milhares de empregos para os trabalhadores das áreas da arte e da cultura.
Parabéns a todos os que participaram desta magnífica obra cinematográfica que mostra uma ferida ainda aberta na nossa História e que precisava ser conhecida pelo mundo inteiro.
Um grande abraço espinosense.
Confira a lista completa de indicados e premiados do Oscar 2025:
MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Yura Borisov, por “Anora”
Kieran Culkin, por “A Verdadeira Dor”
Edward Norton, por “Um Completo Desconhecido”
Guy Pearce, por “O Brutalista”
Jeremy Strong, por “O Aprendiz”
MELHOR FIGURINO:
“Um Completo Desconhecido”
“Conclave“
“Gladiador II”
“Nosferatu”
“Wicked” (Paul Tazewell)
MELHOR CABELO E MAQUIAGEM:
“Um Homem Diferente”
“Emilia Pérez”
“Nosferatu”
“A Substância” (Pierre-Olivier Persin, Stéphanie Guillon e Marilyne Scarselli)
“Wicked”
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
“O Brutalista” (Daniel Blumberg)
“Conclave”
“Emilia Pérez”
“Wicked”
“Robô Selvagem”
MELHOR CURTA-METRAGEM EM LIVE-ACTION:
“A Lien”
“Anuja”
“I’m Not a Robot”
“The Last Ranger”
“The Man Who Could Not Remain Silent”
MELHOR ANIMAÇÃO EM CURTA-METRAGEM:
“Beautiful Men”
“In the Shadow of the Cypress” (Shirin Sohani e Hossein Molayemi)
“Magic Candies”
“Wander to Wonder”
“Yuck!”
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:
“Anora” (Sean Baker)
“O Brutalista”
“A Verdadeira Dor”
“A Substância”
“Setembro 5“
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:
“Um Completo Desconhecido”
“Conclave” (Peter Straughan)
“Emilia Pérez”
“Nickel Boys”
“Sing Sing“
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Monica Barbaro, por “Um Completo Desconhecido”
Ariana Grande, por “Wicked”
Felicity Jones, por “O Brutalista”
Isabella Rossellini, por “Conclave”
Zoe Saldaña, por “Emilia Pérez”
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL:
“El Mal”, de “Emilia Pérez” (Camille Dalmais, Clément Ducol e Jacques Audiard)
“The Journey”, de “The Six Triple Eight”
“Like a Bird”, de “Sing Sing”
“Mi Camino”, de “Emilia Pérez”
“Never Too Late”, de “Elton John: Never Too Late”
MELHOR DOCUMENTÁRIO:
“Black Box Diaries”
“No Other Land” (Basel Adra, Rachel Szor, Hamdan Ballal e Yuval Abraham)
“Porcelain War”
“Soundtrack to A Coup D’Etat”
“Sugarcane”
MELHOR DOCUMENTÁRIO DE CURTA-METRAGEM:
“Death By Numbers”
“I am Ready, Warden”
“Incident”
“Instruments of a Beating Heart”
“The Only Girl in the Orchestra” (Molly O’Brien e Lisa Remington)
MELHOR FILME INTERNACIONAL:
“Ainda Estou Aqui”
“A Garota da Agulha”
“Emilia Pérez”
“The Seed of the Sacred Fig”
“Flow”
MELHOR ANIMAÇÃO:
“Flow” (Gints Zilbalodis, Matīss Kaža, Ron Dyens e Gregory Zalcman)
Nos racistas Estados Unidos da América, por muitos anos imperou a maldita e desumana segregação racial, onde seres humanos de cor negra eram tratados como pessoas de capacidade inferior aos de pele clara, um preconceito e uma discriminação covarde e violenta que só terminou nos anos 60 quando parte da população se revoltou através de protestos que finalmente forçaram os políticos a acabarem com esta barbárie. Sob o corajoso comando de figuras firmes e decididas como Martin Luther King Jr., Rosa Parks e Malcolm X, entre outros, os negros fizeram valer seus direitos e mudaram o panorama de segregação com vitórias expressivas em ações legais e legislativas como a Lei dos Direitos Civis de 1964, a Lei de Direito ao Voto de 1965 e a Lei dos Direitos Civis de 1968. Mudaram as leis, a segregação foi extinta, mas o racismo norte-americano persiste assustadoramente sobre as cabeças do povo negro, com abusos cotidianos ocorrendo em alguns lugares do país que se promove como o solo da Liberdade.
Uma história terrível de segregação racial e tratamento abusivo e violento contra jovens negros está contada no livro "The Nickel Boys", escrito por Colson Whitehead, que venceu o prêmio Pulitzer em 2019. O romance que virou o filme "Nickel Boys" ou "O Reformatório Nickel", com direção de RaMell Ross, conta a história dos jovens afro-americanos Elwood Curtis (Ethan Herisse) e Jack Turner (Brandon Wilson), enviados para internamento em um reformatório para jovens brancos e negros rebeldes, metidos em alguma confusão e com cometimento de pequenos delitos. O local era a Dozier School for Boys na Flórida e o tempo era os anos 60. Era lá que aconteciam os horrores. Fundada em 1900 na cidade de Marianna, no estado norte-americano da Flórida, a escola seria uma academia para a reabilitação de jovens infratores, mas se transformou, até ser fechada no ano de 2011, em um local de terror, tortura e assassinato de jovens rapazes negros e até brancos. Só depois de inúmeras denúncias de abusos cometidos na instituição é que o governo se prontificou a investigar, descobrindo um cemitério clandestino cheio de ossadas de pessoas, algumas ainda não identificadas. Apesar de o governo da Flórida ter feito um pedido formal de desculpas aos familiares dos desaparecidos e aos sobreviventes, até o momento, nenhum funcionário da instituição foi julgado ou condenado pelos seus crimes, o que é um absurdo.
A produção intitulada "Nickel Boys", que concorre hoje aos prêmios de "Melhor Filme" e "Melhor Roteiro Adaptado", foi filmada de uma maneira bastante diferenciada, em primeira pessoa, o que pretende nos colocar diante das atrocidades vistas e sentidas pelos meninos, o que nos causa um sentimento estranho de incômodo e até claustrofobia. Algumas cenas são bem lentas e sombrias, o que nos leva a imaginar quão tão pesados foram os castigos recebidos pelos garotos. Confesso que me senti muito mal, bastante perturbado com o estilo adotado na filmagem e na dureza das imagens que nos levam a imaginar a dor, a violência e a humilhação porque passaram indefesos jovens que deveriam ser protegidos com zelo e afeição pelo Estado. Toda a verdade sobre esta mancha terrível na história dos Estados Unidos só começou a vir à tona no ano de 2009, quando uma investigação foi iniciada e os corpos foram encontrados e desenterrados.
Veja os indicados ao prêmio de "Melhor Filme" no Oscar 2025, dos quais só assisti a quatro: "O Brutalista", "Conclave", "Ainda Estou Aqui" e "Nickel Boys":
"Anora"
"O Brutalista"
"Um Completo Desconhecido"
"Conclave"
"Duna: Parte Dois"
"Emilia Pérez"
"Ainda Estou Aqui"
"Nickel Boys"
"A Substância"
"Wicked"
Elenco de "Nickel Boys":
Ethan Herisse - Elwood Curtis
Ethan Cole Sharp - o jovem Elwood
Daveed Diggs - o adulto Elwood
Brandon Wilson - Jack Turner
Aunjanue Ellis-Taylor - Hattie, avó de Elwood
Hamish Linklater - Spencer
Fred Hechinger - Harper
Jimmie Fails - Sr. Hill
A temida "White House" ("Casa Branca") do reformatório Arthur G. Dozier, onde os meninos eram punidos com tortura e maus-tratos
Todos os horrores praticados em quaisquer lugares do mundo devem ser investigados e seus executores precisam ser condenados para pagarem por seus crimes hediondos. Nada, por mais terrível que seja, como o brutal Holocausto e os horrores das ditaduras, pode ficar escamoteado. Criminosos, quaisquer que sejam, não devem sofrer torturas, humilhações ou fuzilamentos, mas jamais devem ficar impunes.
O filme está disponível no catálogo da plataforma de streaming Prime Video.
Incessantemente reitero aqui a minha imensa alegria e satisfação com a evolução e as conquistas educacionais dos jovens conterrâneos espinosenses nas mais diversas áreas do conhecimento e nos mais variados lugares deste nosso lindo e amado Brasil. Quando estas conquistas são de pessoas conhecidas minhas, aumenta um pouquinho mais a alegria. Mas quando se trata de pessoas mais próximas, de familiares e amigos, ou filhos destes, então a situação se torna uma explosão incontida de contentamento e euforia.
Pois foi assim, com uma felicidade extrema e um orgulho danado que descobri mais uma vitória da Doutora em Bioinformática na UFMG e agora a mais nova Professora de Computação no ITA, Joicymara Santos Xavier. Para quem desconhece, o ITA, "criado pelo Decreto no 27.695, de 16 de janeiro de 1950, por inspiração do Marechal Casimiro Montenegro Filho, e definido pela Lei nº 2.165, de 5 de janeiro de 1954, é um órgão integrante da Administração Federal Direta, como Instituição Federal de Ensino Superior (IFES), sob a jurisdição do Comando da Aeronáutica (COMAER), e, portanto, do Ministério da Defesa (MD), relacionando-se com o Ministério da Educação (MEC) nos assuntos de natureza geral de educação". Os alunos das seis áreas de graduação recebem ensino e alimentação gratuitos ao longo dos cinco anos de curso, além de moradia a baixo custo dentro do próprio campus: Engenharia Aeronáutica, Engenharia Eletrônica, Engenharia Mecânica-Aeronáutica, Engenharia Civil-Aeronáutica, Engenharia de Computação e Engenharia Aeroespacial. Também são oferecidos cursos de Mestrado e Doutorado por meio de cinco programas de pós-graduação, subdivididos em 20 áreas de concentração.
O ITA, localizado na cidade de São José dos Campos, Estado de São Paulo, é uma instituição bastante respeitada e concorrida dentro da área de ensino em engenharia e tecnologia no país, sonho de acesso à educação de muitos jovens brasileiros.
Neste último dia 13 de janeiro de 2025, após nove anos de dedicação e relevantes serviços prestados à Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri-UFVJM, a professora e cientista espinosense Joicymara Santos Xavier, através de uma portaria assinada pelo Ministro da Educação, deixou a instituição mineira para ser nomeada no cargo de Professora do Magistério Superior do Instituto Tecnológico da Aeronáutica, o ITA.
Esta jovem mulher, Joicy, é um exemplo de luta, garra, determinação e esperança em realizar sonhos que pareciam impossíveis. Filha dos meus saudosos e queridos amigos Dalton Nunes Xavier e Marivanda, ambos precocemente falecidos, e irmã de Geysa e Danílton, ela enfrentou e superou com dedicação, coragem, humildade e generosidade todos os problemas e obstáculos reais e inimagináveis para ascender profissionalmente na área da Educação. Batalhou, estudou, viajou, sofreu, venceu adversidades tremendas, mas chegou onde nem mesmo imaginava estar, em nível tão alto no mundo da tecnologia. Tornou-se Professora de Computação, Doutora em Bioinformática, foi premiada com o Prêmio Capes de Teses CBI 23 e fundou, com as colegas Pâmela Rezende, Cecília Devêza e Kênia Figueiredo, o Código X, um projeto social independente inovador com o intuito de despertar o interesse pelo universo tecnológico de alunas carentes do ensino fundamental com idade entre 10 e 13 anos de escolas públicas de Ouro Preto. O Código X foi implantado, com sucesso, na Escola Municipal Padre Carmélio, no São Cristóvão.
No dia 26 de fevereiro de 2025, a Doutora e Professora Joicymara Santos Xavier deu a sua primeira aula à sua primeira turma no ITA. É um prazer, um privilégio, um sentimento imenso de orgulho ver a menina que vi tão pequena se agigantar e se tornar um exemplo tão significativo para os demais jovens deste país, de que a Educação é fundamental para o crescimento humano e a força motriz para que o povo seja realmente livre das amarras da injustiça social que tanto mal e humilhação causa.
Então, querida Doutora Joicy, siga nos orgulhando e buscando a excelência, continuando com seus objetivos de estar sempre em movimento, buscando superar desafios e de ser substancial agente de transformação na vida das pessoas, o que significa para você a felicidade.
Que o bom e misericordioso Deus a proteja e ilumine! Você é realmente uma inspiração! Sucesso, garota!
A Recopa, torneio que reúne os atuais Campeões das Copas Libertadores e Sul-Americana, já tem dono. Na edição 2025, o grande vencedor foi a equipe argentina do Racing, que derrotou o time brasileiro na noite desta quinta-feira no Rio de Janeiro, pelo placar de 2 x 0, com gols do ex-atleticano Matías Zaracho e de Zuculini.
No primeiro confronto realizado no Estádio El Cilindro, em Avellaneda, Buenos Aires, Argentina, na quinta-feira, 20 de fevereiro, às 21h30, o Racing havia vencido por 2 x 0 o Botafogo, com gols marcados por Vietto, de pênalti, e Martínez.
Para chegar à decisão da Recopa, o Racing precisou vencer a Copa Sul-Americana, ganhando do adversário Cruzeiro por 3 x 1. Já o Botafogo precisou vencer a Copa Libertadores, ganhando do Atlético também por 3 x 1.
RESUMO DA DECISÃO DA RECOPA SUL-AMERICANA:
BOTAFOGO 0 X 2 RACING
Motivo: Partida final da Recopa Sul-Americana 2025
Local: Estádio Nílton Santos (Engenhão), Rio de Janeiro
Data: 27-02-2025, quinta-feira, 21h30
Arbitragem:
Jesús Valenzuela - Árbitro
Jorge Urrego Martínez - Assistente
Tulio Moreno - Assistente
Gery Vargas - Quarto Árbitro
Gols: Matías Zaracho, aos 4 minutos, e Zuculini, aos 23 minutos do 2º tempo (Racing)
Neste impreciso caminhar terreno em que as alegrias e tristezas se alternam freneticamente nas nossas vidas, temos que estar atentos e preparados para as perdas e vicissitudes irremediáveis nesta jornada sem saída. Assim, é que acabei de tomar conhecimento do falecimento de uma figura espinosense de destaque na nossa comunidade por quem tenho imenso carinho e respeito, "Zezin" Brazinha.
José Admar Silveira Cruz, integrante de família tradicional e querida da nossa Espinosa, foi empresário ativo por longo tempo em nossa cidade, desde o Barbaridade, um misto de bar e boate que fez história nos anos 70 na Rua Dr. Raul Soares, até sua famosa e movimentada pizzaria na Rua Padre Puche, no Bairro São Cristóvão. Fui um dos seus muitos clientes, sempre bem atendido e satisfeito com as pizzas e pastéis saborosos preparados por sua esposa.
"Zezin" Brazinha nos deixou ontem, 26 de fevereiro de 2025, aos 79 anos de idade, depois de uma trajetória digna e dedicada à família e ao trabalho honesto.
A todos os familiares, os meus sinceros sentimentos de pesar, a minha solidariedade cristã e as minhas preces ao Salvador do Mundo para que lhes ampare com as bastantes fé, resignação e força neste momento tão triste e doloroso.
Que Zé descanse na mais completa Paz!
Seu corpo está sendo velado no Salão de Condolências da Dejan Funerária e o sepultamento será realizado hoje às 18h no Cemitério Horto da Paz.
Na oportunidade, também externo meus sentimentos de pesar pelo falecimento, ocorrido há poucos dias, do jovem Luiz Carlos Santos Batista, conhecido Lula do Queijo do Bairro São Cristóvão, filho do casal Carlinhos e Marilene. Aos pais e demais familiares os meus sinceros pêsames e o meu abraço solidário. Peço a Deus para que Ele lhes conceda a fé e resignação necessárias para suportar tamanho sofrimento.
Uma boa parte dos meus ídolos na música já se foi para a eternidade ou está bem próxima de se despedir deste mundo tão lindo e maravilhoso, porém injusto, violento e surreal, onde uma minoria velhaca, asquerosa, egoísta e barulhenta consegue espaço, infelizmente. O consolo é saber que todas as suas belas e magníficas criações artísticas continuam disponíveis e prontas para serem apreciadas a qualquer instante.
É um prazer e um privilégio ter admiração eterna pela música dos que já se foram, como Elis Regina, Belchior, Tom Jobim, Cássia Eller, Rita Lee, Gal Costa, Dominguinhos, Gonzaguinha, Freddie Mercury, Michael Jackson, Bob Marley, Jeff Beck, John Lennon, George Harrison etc. E, com o envelhecimento natural dos artistas que embalaram minha já extensa trajetória terrena, as perdas serão cada vez mais presentes. Agora mesmo, no dia 24 de fevereiro de 2025, uma das mais doces e saborosas vozes da música estadunidense deu adeus a este mundo, Roberta Flack.
Nascida em um lar intensamente musical de Black Mountain, Condado de Buncombe na Carolina do Norte, no dia 10 de fevereiro de 1937, a cantora, compositora e pianista norte-americana Roberta Cleopatra Flack cantou e encantou milhões, eu inclusive. Aprofundou-se no estudo de piano com uma bolsa de estudos de música aos 15 anos na Howard University. Antes, aos 9 anos, já dedilhava um velho piano comprado pelo pai em um ferro-velho. Cantando na igreja ou em boates, a menina mostrou seu talento até ser descoberta pela lenda do Jazz Les McCann, que a levou para fazer um disco na gravadora Atlantic Records. Seu talento extraordinário pôde ser apreciado já no álbum de estreia, "First Take", de 1969, com uma saborosa mistura de Folk, Jazz, Soul. Mais adiante, conseguiu a façanha de ganhar o Grammy de Gravação do Ano por dois anos consecutivos, com as músicas "The First Time Ever I Saw Your Face" (1973) e "Killing Me Softly with His Song" (1974). Foi agraciada em 2020 pelo Grammy com o prêmio "The Lifetime Achievement Award", dado a artistas que, durante suas vidas, fizeram contribuições criativas de notável significado artístico para o campo da música.
Consciente social e politicamente, nunca deixou de lutar por Justiça, fundando a Roberta Flack School of Music na Hyde Leadership Charter School no Bronx, oferecendo gratuitamente um programa de educação musical inovador e inspirador para alunos carentes. Em 2010, Roberta Flack fundou a Fundação Roberta Flack, cuja missão é apoiar o bem-estar animal e a educação musical. Também batalhou para arrecadar fundos para a instituição beneficente Feed The Children.org.
Na minha juventude desfrutei bastante do prazer de me encantar com as melodias gostosas da Roberta Flack, sobretudo de um dos seus maiores sucessos, a canção "Killing Me Softly with His Song". A música é de 1973, mas continua atual e extremamente linda e deliciosa, afagando sensíveis corações.
Que descanse em paz, Roberta Flack! E obrigado por tudo, por fazer enorme diferença positiva na vida de tanta gente no mundo inteiro!
Só mesmo eu, um velho vagabundo apaixonado por cinema, para ter o entusiasmo de sair de casa sozinho numa segunda-feira à noite para ir se acomodar em uma poltrona por quase quatro horas para assistir a um filme concorrente ao Oscar 2025 em dez categorias: "Melhor Filme", "Melhor Direção" (Brady Corbet), "Melhor Ator" (Adrien Brody), Melhor Atriz Coadjuvante" (Felicity Jones), "Melhor Ator Coadjuvante" (Guy Pierce), "Melhor Fotografia" (Lol Crowley), "Melhor Roteiro Original", "Melhor Trilha Sonora" (Daniel Blumberg), "Melhor Direção de Arte" e "Melhor Montagem".
Com 3h35 de duração e 15 minutos de intervalo para um merecido esticar de pernas, o filme produzido pela Universal Pictures no sistema VistaVision, nos traz a história de vida do arquiteto László Tóth, interpretado brilhantemente pelo excelente ator Adrien Brody. Fugindo dos horrores e dos escombros da Segunda Guerra Mundial, László deixa para trás sua bela esposa Erzsébet (Felicity Jones) e sua sobrinha Zsófia (Raffey Cassidy) e parte para a América para encontrar seu primo "Attila" (Alessandro Nivola) e tentar recomeçar a vida com um mínimo de dignidade e esperança de uma vida melhor, o que permitiria buscá-las mais adiante. Entre sucessos e fracassos, o judeu sente na pele a dureza do preconceito e da aversão da sociedade americana aos imigrantes.
Eu, na minha imensa ignorância, imaginava ser brutalista um sinônimo de rudeza, grosseria, selvageria. Recorrendo ao sábio dicionário, descobri que o vocábulo nomeia um estilo arquitetônico surgido na década de 50, quando eram escassos os materiais de construção no pós-guerra, cuja características principais são o design prático e funcional e o uso amplo de concreto, com um visual sem ornamentações ou revestimentos e com formas geométricas simples. O nome veio da expressão francesa "beton brut", ou concreto aparente. Alguns dos arquitetos expoentes do Brutalismo foram Le Corbusier, Louis Kahn, Ernö Goldfinger, Alvar Aalto e Alison e Peter Smithson. No Brasil se destacaram João Vilanova Artigas, Lina Bo Bardi e Paulo Paulo Mendes da Rocha.
ELENCO DE O BRUTALISTA:
Adrien Brody - László Tóth
Felicity Jones - Erzsébet Tóth
Raffey Cassidy - Zsófia
Guy Pearce - Harrison Lee Van Buren
Joe Alwyn - Harry Lee Van Buren
Stacy Martin - Maggie Van Buren
Alessandro Nivola - Attila
Emma Laird - Audrey
Isaach de Bankolé - Gordon
Michael Epp - Jim Simpson
Jonathan Hyde - Leslie Woodrow
Peter Polycarpou - Michael Hoffman
Mesmo com um orçamento modesto, cerca de US$ 10 milhões, o diretor consegue contar de forma bonita, intensa e interessante a história do imigrante húngaro que vê sua vida oscilar entre a beleza e grandiosidade das construções no estilo brutalista e sua fragilidade emocional que o leva a se entregar por vezes às drogas, tornando-se presa fácil para o patrão endinheirado e inescrupuloso. Na busca pela sobrevivência em terra alheia, o protagonista se vê inicialmente distante de exercer sua verdadeira profissão, mesmo com toda sua competência e saber, trabalhando em serviços braçais como a grande maioria dos imigrantes que tentam alcançar o tal do sonho americano. Nesta jornada, László tem pouco o que comemorar, pois na maioria do tempo ele está sendo humilhado, vivendo na solidão e na miséria, decepcionado com o tratamento que recebe da sua nova pátria, indiferente e preconceituosa. A verdade, nua e crua como as construções brutalistas, é a de um estrangeiro invasor do território americano, que não é bem vindo. O sonho americano, definitivamente, não é um conto de fadas para todos.
O filme está em cartaz no cinema do Ibituruna Shopping no horário das 19h45, todos os dias. A meia-entrada custa R$ 17,00 na segunda-feira. "O Brutalista" tem boas chances de conquistar vários prêmios na cerimônia do Oscar 2025 que acontece no dia 2 de março em Los Angeles, com apresentação de Conan O'Brien. Merece.
Ao longo da sua existência, Lindacy Antunes Lopes sempre teve iniciativa, entusiasmo e alto astral para realizar as devidas comemorações dos mais importantes e melhores momentos da sua vida e da sua família. E chegando aos 60 anos de vida, ela decidiu que esta comemoração teria que ser especial, única, diferenciada, com os familiares e amigos mais próximos todos juntos e em harmonia em um lugar aconchegante e encantador à beira do mar. E a bela cidade de Ilhéus, na maravilhosa Bahia, foi o local escolhido. Especificamente a Casa Laranja Ilhéus no Condomínio Águas de Olivença (fone 73-99931-1100), bela e sofisticada pousada e casa de eventos pé na areia.
E assim aconteceu a celebração do aniversário de seus 60 anos, com muita fartura, sofisticação, boa música, alegria e bons fluidos no ar, ao lado do esposo Roberto Carlyle, o Quinha, dos filhos Thiago, Ísis Gabriella, Maria Luiza, a Malu, e Tomás, bem como dos genros, noras, netos, sobrinhos, a mãe Dona Maria, o padrasto Dema, irmãs, cunhados e um punhado de grandes amigos.
Para que tudo saísse perfeito como no seu sonho de celebração da vida, a Casa Laranja foi o palco onde brilharam os profissionais @Anderson Royal (banda), Marlene Marinho (buffet e decoração), Julay Santtos (julayphotodesignerfotografia-fone 73-99154-5107), @aroucas (barman) e o DJ Djavan (voz e violão).
Lindacy merece todos os cumprimentos. Ser humano de coração imenso, sempre pronta e disponível para ajudar a quem precisa, esposa fiel e leal, mãe zelosa e carinhosa, profissional dedicada e competente, amiga presente e sincera, enfim alguém que merece todo o nosso carinho, amor e consideração. Particularmente, eu e minha família temos muito a agradecê-la por tanto apoio e proteção nos momentos de dificuldade por anos e anos de uma amizade autêntica e fraterna. Gratidão eterna!
Que Linda siga sua jornada terrena, a mais longa possível, recebendo abundantemente as dádivas divinas do misericordioso Deus, com muita saúde, paz e concórdia ao lado de seus familiares.