Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

sábado, 15 de novembro de 2014

1109 - As cores e sabores do Mercado Municipal de Espinosa

Sábado de manhã, dia de ir à feira em Espinosa, no Mercado Municipal. No terreno do antigo Campão, onde partidas memoráveis do futebol espinosense foram disputadas, entre elas clássicos inesquecíveis como Espinosense x Santa Cruz ou Minas x Cruzeirinho. Joguei e assisti a muitas partidas neste campo, quando jovem. Mas agora o lugar serve para outra coisa, para abrigar dezenas de pequenos comerciantes que abastecem os lares espinosenses de gêneros alimentícios e outras especiarias da nossa região. 
Lá você encontra os familiares e amigos, como também frutas, legumes, peixes, farinha de mandioca, arroz, feijão, queijos, requeijões, rapaduras, doces, espetinhos, carnes, linguiças, biscoitos, pastéis e até o famoso e tradicional quebra-queixo. E se você não quiser carregar a sua feira, por estar muito pesada, então é só alugar um carrinho de mão com a meninada trabalhadora sempre ali postada à espera de um chamado.
Esse é o cenário estimulante e prazeroso do nosso centro de abastecimento. Ali você encontra quase tudo que precisa. Se você estiver disposto a tomar um cafezinho, tem. Se preferir uma cervejinha ou até uma cachacinha, também tem. Mas se você quer apenas sentir o calor humano do nosso povo, não há melhor lugar. É um dos lugares indispensáveis para minha visita quando estou em Espinosa.  
Um grande abraço espinosense.





























1108 - Homens, chega de machismo! Cuidem-se!

É bastante notório que os homens morrem mais cedo do que as mulheres. Isso pode ser percebido facilmente. Basta fazer uma simples pesquisa nas cidades brasileiras, por exemplo em Espinosa, e notar quantas viúvas estão ao seu redor. Eu vejo isso claramente na minha Rua da Resina, onde isso é fácil de perceber. Isso pode ser explicado pelo simples fato de ser os homens as maiores vítimas de acidentes de trânsito e de assassinatos.
Entretanto, uma grande parte dessa situação deve-se também à lamentável resistência dos homens em ir ao médico e fazer exames de saúde. O preconceito, a desinformação e o machismo são fatores preponderantes para que eles se recusem a fazer, principalmente, o exame de toque retal, imprescindível para diagnosticar precocemente o câncer de próstata.
Para tentar mudar esse quadro, foi criada, há 5 anos, a campanha Novembro Azul, idealizada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, em parceria com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). O intuito é difundir informações completas sobre a doença e conscientizar os homens sobre a importância de se submeter a exames anuais para a descoberta precoce do câncer de próstata. Conforme os especialistas, a chance de cura de um câncer de próstata diagnosticado precocemente é alta, cerca de 90%. Ao contrário da descoberta após o aparecimento dos primeiros sintomas, quando cerca de 95% dos casos já estão em fase avançada, com poucas chances de cura.
De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a doença acomete um a cada seis homens no Brasil, com estimativas de 69 mil novos casos diagnosticados neste ano de 2014 no país, causando cerca de 13 mil óbitos em decorrência da doença.
O câncer de próstata é a doença mais frequente no sexo masculino. A próstata é uma glândula do aparelho reprodutor masculino, de forma e tamanho semelhantes a uma castanha e que pesa cerca de 20 gramas. Ela se localiza abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma. Não é possível evitar essa doença. Mas pode-se diagnosticá-la precocemente, quando as chances de cura são de cerca de 90%. São fatores de risco: a idade, o histórico familiar, a raça (maior incidência em negros), a alimentação inadequada, o sedentarismo e a obesidade. Entre 10% e 20% dos casos não são detectados pela dosagem de PSA no sangue. Por isso, o exame de toque e o PSA são complementares.
A recomendação é para que os homens, a partir de 50 anos, façam o exame periódico de PSA e o de toque retal. Se houver histórico familiar e se a pessoa for negra ou obesa, a recomendação é procurar um urologista a partir dos 45 anos.A forma mais eficiente de diagnóstico ainda é o exame de toque retal.
No dia 17 de novembro se comemora o Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata. 
Então, meus amigos, deixem de lado o machismo, o preconceito, a vergonha, e se cuidem, indo ao médico anualmente para fazer os exames necessários para manter a sua saúde e evitar essa terrível doença. Eu já me cuido. Faça você também o mesmo.
Mais informações estão no endereço eletrônico www.novembroazul.com.br.
Um grande abraço espinosense.



quarta-feira, 12 de novembro de 2014

1107 - Mais uma partida memorável entre Atlético e Cruzeiro

Com a atenção de todo o mundo esportivo na noite desta quarta-feira, as equipes mineiras de Atlético e Cruzeiro proporcionaram mais um brilhante espetáculo do futebol, com o confronto pela semifinal da Copa do Brasil 2014. Com o Estádio Independência tomado apenas pela torcida alvinegra, cruzeirenses e atleticanos se contorciam de ansiedade pelas casas, bares e restaurantes do país, na expectativa de ver o seu time sair vencedor da partida que poderia valer a metade do passaporte para levantar mais um título nacional. O Cruzeiro, à procura do seu quinto título. O Atlético, em busca de um título inédito.
E começa a partida, com o apito inicial de Marcelo de Lima Henrique, árbitro do Rio de Janeiro. Como sempre, nos momentos iniciais do jogo, marcação cerrada de ambos os lados, tensão, ansiedade, erros de passes e o árbitro deixando o jogo correr solto, sem a marcação de muitas faltas. Se já é assim nos clássicos normais, imagine em uma final de uma Copa do Brasil! 
A torcida preta e branca presente ao estádio foi ao delírio logo aos 8 minutos, quando o pequenino e aguerrido Luan, impedido, cabeceou para o fundo das redes do goleiro Fábio após cruzamento perfeito de Marcos Rocha e abriu o marcador para o Atlético. Após o gol, o Atlético manteve a pressão e comandou o jogo no primeiro tempo, mesmo sem a criação de grandes oportunidades de gol pelos dois times. Como podia se notar pelas imagens da TV, o técnico Marcelo Oliveira estava torcendo para que o primeiro tempo terminasse logo, para que ele pudesse tentar reestruturar o posicionamento do seu time, já que o Atlético tinha mais volume de jogo na primeira etapa. E assim terminou o primeiro tempo: 1 x 0 para o Atlético.
Os times retornaram para o segundo com estratégias diferentes. O Atlético manteve o mesmo time, tentando manter o placar conquistado e na tentativa de aumentá-lo em uma jogada rápida de contra-ataque. O Cruzeiro fez uma modificação, entrando Nílton no lugar de Lucas Silva, com o intuito de melhorar a marcação e liberar mais o ataque com a intenção de fazer pelo menos um gol, o que lhe daria uma possibilidade maior na segunda partida decisiva, no Mineirão, dia 26 de novembro. 
Mas o controle do jogo permaneceu em poder do Atlético e se consolidou aos 13 minutos do segundo tempo, quando depois de uma jogada manjada do time alvinegro, com a cobrança de lateral de Marcos Rocha, saiu o segundo gol, através de um chute forte de Dátolo, depois de uma ajeitada de Carlos. O Atlético conseguiu segurar o resultado e sai em vantagem para a emocionante segunda partida da decisão, no dia 26 de novembro, no Mineirão, podendo perder por até um gol de diferença. Mas a história mostra que nada está definido. Será outra grande batalha. Outro grande espetáculo do futebol, com predomínio quase total da torcida cruzeirense, que certamente irá lotar o estádio para apoiar o seu time em busca da reviravolta no placar e mais uma conquista histórica.
Grandes emoções nos esperam, mas é muito gratificante ver o futebol mineiro no topo do futebol brasileiro, mais uma vez.
Um grande abraço espinosense.

   

1106 - A benéfica caminhada de (quase) todo dia

Tem certos dias em que o corpo da gente não está muito disposto e pede, sonolento e preguiçoso, para permanecer deitado mais um pouquinho e deixar para outro dia um tantinho só de movimento. É difícil, mas temos que respirar fundo, nos encher de motivação, tomar impulso e saltar da caminha quente e acolhedora para exercitar o nosso corpo frágil e sagrado, presente de Deus, mesmo porque a saúde é imprescindível na nossa vida e é de suma importância combater aquele tal de mau colesterol que, sorrateiramente, toma posse das nossas veias.
Assim, vamos às ruas e avenidas da cidade para fazer aquela caminhada necessária, mas que também pode-se tornar um passeio maravilhoso e gratificante, se abrirmos os nossos olhos para as belas coisas escondidas no caminho. E surpresas, como um helicóptero que fez um pouso no caminho.
Mesmo entre o asfalto quente, os edifícios colossais, os carros velozes e as pessoas apressadas, há muito o que apreciar. São árvores em plena transformação após a chegada da bendita chuva. São pássaros de todas as espécies voando e cantando por toda parte. É o espetáculo da Natureza no Parque Guimarães Rosa, ressuscitado pela mágica da chuva. É o maltratado Rio Vieira, que mesmo aprisionado em duras paredes de cimento, ainda consegue correr lento e sossegado, atraindo as cores e os cantos dos passarinhos, em meio ao rebuliço em volta. Com atenção, é possível descobrir o ninho do passarinho na árvore ali pertinho e apreciar a alimentação dos filhotinhos pelos pais. Até as lagartixas estão ali para se aquecer ao sol da manhã, em mais um dia de novembro.
O encontro com alguém conhecido, então, deixa a caminhada mais feliz e prazerosa. Cruzar com alguém que amamos, então, é ganhar o dia. O dia se torna maior, mais alegre, muito mais animador. O trabalho flui mais agradável, o bom humor impera. A vida abre novos horizontes, as lembranças das pessoas que amamos brotam serenas e intensas, nos levando a lugares e tempos idos, de tanta felicidade e prazer. Isso tudo até a volta para casa, com aquela incrível sensação de abrigo e proteção divina. É uma viagem, uma viagem no real e no imaginário. E vale cada minuto.
Um grande abraço espinosense.
































    

1105 - Encontros Memoráveis da Música: Lenine e Maria Gadu

Dois expressivos nomes da atual música brasileira se encontraram em uma vigorosa performance em show realizado no Teatro Gran Rex na capital argentina, Buenos Aires, em 16 de maio deste ano. Lenine e Maria Gadu, vozes estupendas e violões muito bem conduzidos na arte de produzir música de qualidade. A canção é "Miedo", de autoria de Lenine em parceria com Pedro Guerra.
Um grande abraço espinosense.

Miedo
Lenine e Pedro Guerra

Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienem miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienem miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tienem miedo de subir y miedo de bajar
Tienem miedo de la noche y miedo del azul
Tienem miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da

El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá

Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

Tienem miedo de reir y miedo de llorar
Tienem miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienem miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor

El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar

Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo

Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão

Medo de fechar a cara
Medo de encarar
Medo de calar a boca
Medo de escutar
Medo de passar a perna
Medo de cair
Medo de fazer de conta
Medo de dormir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez

Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo… que dá medo do medo que dá
Medo… que dá medo do medo que dá

domingo, 9 de novembro de 2014

1104 - Fábio, uma história de sucesso! 600 jogos pelo Cruzeiro

Na noite deste domingo, na partida do Cruzeiro contra o Criciúma, no Mineirão, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2014, o goleiro Fábio Deivson Lopes Maciel, de 32 anos, chegará ao expressivo número de 600 partidas disputadas pelo clube mineiro. Até aqui são 599 jogos disputados, com 345 vitórias, 118 empates e 136 derrotas, com 641 gols sofridos.
Ídolo incontestável da torcida celeste, ele é o terceiro na lista dos que mais jogaram e caminha a passos largos para se tornar o jogador que mais vestiu a camisa do clube da Toca da Raposa na história. Precisa de apenas mais 34 jogos para ultrapassar Dirceu Lopes (610) e Zé Carlos (633), os dois primeiros da lista.
Contratado no ano de 2005 e com contrato até abril de 2016, o goleiro Fábio, nascido na cidade mato-grossense de Nobres em 30 de setembro de 1980 (34 anos), já disputou mais de 50 partidas pelo clube na Libertadores da América e conquistou inúmeros títulos na carreira vitoriosa. No Mineirão, foi homenageado com a imortalização das suas mãos na Calçada da Fama do estádio, tornando-se o terceiro goleiro a merecer tal honraria, assim como o fizeram Raul Plasmann, ex-Cruzeiro, e João Leite, ex-Atlético.  
Já defendeu 11 pênaltis na carreira e é o recordista de premiações no Troféu Telê Santana, com 9 troféus em 11 participações como o melhor goleiro do Campeonato Mineiro. Também foi premiado por duas vezes com o Troféu Bola de Prata da Revista Placar, como o melhor da posição no Campeonato Brasileiro de Futebol. 
Fábio sempre se destacou como um profissional sério, dedicado e talentoso, respeitado pelos companheiros e até adversários. Dono de uma carreira de incrível regularidade, foi o salvador do time celeste em inúmeras oportunidades, caindo nas graças da torcida cruzeirense e se tornando o capitão do time. Merece, portanto, todo o reconhecimento dos torcedores, sejam eles cruzeirenses ou nós, atleticanos. 
Parabéns ao grande profissional Fábio e que a sua carreira continue ainda por muito tempo, mesmo nos causando problemas às vezes. 600 jogos, uma grande e expressiva conquista!
Um grande abraço espinosense.



Jogadores que mais atuaram pelo Cruzeiro na história do clube:
1. Zé Carlos – 633 jogos
2. Dirceu Lopes – 610 jogos
3. Fábio – 600 jogos
3. Piazza – 566 jogos
5. Raul – 557 jogos
6. Eduardo Amorim – 556 jogos
7. Vanderlei – 538 jogos
8. Joãozinho – 485 jogos
9. Palhinha – 457 jogos
10. Ademir – 442 jogos



Conquistas na carreira do goleiro Fábio:

Atlético Paranaense:
Campeonato Paranaense - 1998

Vasco da Gama:
Copa Mercosul - 2000
Campeonato Brasileiro - 2000
Campeonato Carioca - 2003

Cruzeiro:
Campeonato Brasileiro - 2013
Copa do Brasil - 2000
Campeonato Mineiro - 2006, 2008, 2009, 2011 e 2014
Campeonato Internacional de Verão - 2009

Seleção Brasileira:
Campeonato Sul-Americano Sub-17 - 1997
Campeonato Mundial Sub-17 - 1997
Copa América - 2004

Prêmios Individuais:
Bola de Prata da Revista Placar de Melhor Goleiro do Campeonato Brasileiro - 2010 e 2013
Prêmio Craque do Brasileirão - Melhor goleiro - 2010
Seleção do Campeonato Brasileiro - 2010 e 2013
Troféu Guará - Melhor Goleiro - 2006, 2008, 2009, 2010, 2011 e 2012
Troféu Telê Santana - Melhor Goleiro - 2006, 2008, 2009, 2010 e 2011
Troféu Telê Santana - Melhor Jogador - 2006, 2008 e 2010
Troféu Globo Minas de Melhor Goleiro do Campeonato Mineiro - 2006, 2008, 2009, 2010, 2011 e 2013