Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

quinta-feira, 25 de julho de 2013

757 - Tinha que ser com sofrimento, como sempre: a Libertadores da América é do Galo!

Essa postagem é uma homenagem a grandes atleticanos que deveriam estar aqui entre nós para saborear felizes e maravilhados essa conquista: Carlinhos Pé-de-Chumbo, Luiz Ribeiro da Cruz, Jorge Adaílson Cordeiro dos Santos, Francisco Carlos Gonçalves Lopes (Nenzão), Florisvaldo Lopes Cruz (Seu Vavá), Gildásio Cangussu e Climério Cangussu. E também a outros torcedores fiéis como José Jorge, Walter Rodrigues Pinto, Joaquim Fernandes, José Dias Silveira e mais tantos outros.

Enquanto escrevo este texto, o canal SporTV transmite mais uma vez os momentos emocionantes da histórica conquista do Clube Atlético Mineiro na Copa Libertadores da América. E a cada vez que vejo essas imagens, não há como não me emocionar, a ponto de lágrimas furtivas rolarem serenamente dos meus olhos. É um mistério que precisa ser desvendado pelos melhores estudiosos de todo o mundo. O que se passa na mente e no coração de um atleticano que provoca tamanha devoção e felicidade? Como explicar para os outros seres humanos normais a sensação de êxtase profundo a que se chega ao cantar o hino do clube e vestir aquela camisa listrada de preto e branco? Ninguém, a não ser nós, atleticanos, podemos sentir isso. Sentimos, apenas, sem também saber explicar. É pura mágica!
 
Àqueles que não acreditavam na brilhante vitória da equipe atleticana e que continuam estabelecendo como apenas sorte a sua imensa competência, que tal uma reflexão?
Disseram que o Leonardo Silva não jogava nada e que foi acertada a sua saída do arquirrival mineiro...
Disseram que o Bernard era muito magrinho e baixinho para atuar no futebol-força da atualidade...
Disseram que o Atlético não tinha dinheiro para pagar o Ronaldinho Gaúcho...
Disseram que o Ronaldinho Gaúcho estava acabado para o futebol, estava sem motivação, que viria apenas para ganhar dinheiro e que não iria render nada no Atlético...
Disseram que o Ronaldinho Gaúcho iria ser um retumbante fracasso, se acabando nas noitadas com a mulherada nos muitos bares e boates de Belo Horizonte...
Disseram que o Jô era desagregador e gandaieiro e iria estragar o ambiente do time...
Disseram que o Tardelli não valia todo o esforço do Alexandre Kalil para repatriá-lo para o Atlético...
Disseram que o Atlético não teria como pagar todos esses altos investimentos na formação do time...
Disseram que o Cuca não ganhava nenhum título de importância, que é um azarado, que é supersticioso, que é um técnico de valor menor...
Disseram que o Atlético era cavalo paraguaio e mais uma vez ficaria pelo caminho...
Disseram que o Atlético sairia prematuramente da competição, ainda na fase de grupos...
Disseram que o Atlético não iria aguentar o Tijuana...
Disseram que o Atlético não passaria pelo Newell´s Old Boys, depois da derrota por 2 x 0 em Rosário...
Disseram que o Atlético sempre morre na praia...
Disseram que o Atlético não conseguiria o feito heroico de reverter o resultado negativo para o Olimpia em Assunção...
Disseram que tudo estava acabado, que seria impossível a conquista do título...

Pois é, muita coisa foi dita por aí e essas tolas palavras sem fundamento se esfarelaram feito pó pelo tempo e pela capacidade de trabalho dos jogadores, da diretoria e da comissão técnica alvinegra. A resposta foi silenciosa e ruidosa ao mesmo tempo, em um Mineirão completamente lotado de abnegados amantes do time da Cidade do Galo. O Galo é campeão da América! Viva o Clube Atlético Mineiro, o Galo Forte Vingador, que em dezembro estará representando o futebol brasileiro no Mundial de Clubes da Fifa no Marrocos! Que venha o Bayern de Munique para que possamos mais uma vez vingar o nosso eterno rival.
Um grande abraço espinosense.
Confira abaixo algumas imagens da festa atleticana na Avenida Sanitária na madrugada de hoje.





































quarta-feira, 24 de julho de 2013

756 - Bayern, prepare-se!

Não há o que dizer, não há o que escrever, não há mais sofrimento, não há mais secação dos adversários, não há mais ansiedade, não há mais tensão, não há mais dúvidas: o Atlético é o melhor time da América, o merecido Campeão da Copa Libertadores da América 2013, o próximo Campeão do Mundo contra o Bayern de Munique, que já deve estar preocupado com a nossa presença lá no Marrocos em dezembro.
Desculpe-me sair assim tão rapidamente, mas a avenida lotada de felizes e extasiados atleticanos está a minha espera para a comemoração do título...Esse GALO só me dá alegria! Fui!



terça-feira, 23 de julho de 2013

755 - Dominguinhos, o talentoso herdeiro de Luiz Gonzaga vai embora para sempre

Faleceu nesta terça-feira, 23 de julho, aos 72 anos de idade, no Hospital Sírio-Libanês, na cidade de São Paulo, o músico, cantor e compositor Dominguinhos. Depois de lutar bravamente contra um câncer de pulmão por seis longos anos, ele nos deixou por volta das 18 horas de hoje em decorrência de complicações infecciosas e cardíacas. Tristeza. A música brasileira perde um grande artista.
Velho Dominguinhos. As mãos, que pareciam encantadas, dedilhavam serenas sobre as teclas pretas e brancas da sanfona que leva no corpo o seu nome incrustado. O sorriso parecia jamais se ausentar do rosto bonachão de um dos maiores artistas desse nosso país, o pernambucano de Garanhuns, José Domingos de Moraes, o Dominguinhos. Nascido em 12 de fevereiro de 1941, ele já aos seis anos começou a tocar. Aos oito anos, quando se apresentava na porta de um hotel com os seus dois irmãos no trio "Os Três Pinguins", teve a felicidade suprema de conhecer o seu ídolo Luiz Gonzaga. Gonzagão se entusiasmou com o menino e o encorajou a ir para o Rio de Janeiro, tentar a sorte. Dominguinhos se mudou com o pai e o irmão mais velho para a cidade de Nilópolis no ano de 1954. Gonzagão então se tornou o seu padrinho musical e o presenteou com uma sanfona. Daí em diante nada mais poderia segurar a sua sina e o seu talento. 
O primeiro disco, com o nome de "Fim de Festa", foi lançado em 1964, naquela época, um Long Play, ou LP. Dominguinhos tocou em tudo o que é lugar nos anos 50 e 60, no Rio de Janeiro. Tocou muito bolero e samba-canção nas noites cariocas em boates, dancings, gafieiras, cassinos, churrascarias. Em 1967 ingressou na famosa Rádio Nacional. Também, como músico de altíssima qualidade, acompanhou grandes astros da música brasileira, como Maria Bethânia, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Gal Costa. Em parceria com Gilberto Gil compôs dois grandes sucessos, "Lamento Sertanejo" e "Abri a Porta". Outras belas composições suas em parceria com outros artistas são "Tenho Sede" (Com Anastácia), "Quem Me Levará Sou Eu" (Com Manduca), "Quando Chega o Verão" (Com Abel Silva), "Pedras Que Cantam" (Com Fausto Nilo) e "Gostoso Demais", "Isso Aqui Tá Bom Demais" e "De Volta Pro Aconchego" (Com Nando Cordel).
Já ganhou quatro prêmios Sharp de Música. Em 2002 venceu o Grammy Latino com o álbum "Chegando de Mansinho", na categoria Melhor Disco Regional. Em 2007 ganhou o Prêmio Tim de Música como Melhor Cantor Regional pelo disco "Conterrâneos". Em 2008, foi o grande homenageado do Prêmio Tim de Música Brasileira. Em 2010, foi homenageado pelo conjunto da sua obra no Prêmio Shell de Música.
Infelizmente, Dominguinhos ainda não teve o reconhecimento devido pela sua comprovada capacidade artística e pela imensa importância do seu trabalho, mas o seu legado permanecerá para sempre na história da música popular brasileira. Descanse em paz, Mestre.
Um grande abraço espinosense.



Discografia:    
  • 1964 - Fim de Festa . Cantagalo - LP
  • 1965 - Cheinho de Molho .Cantagalo - LP
  • 1966 - 13 de Dezembro . Cantagalo - LP
  • 1973 - Lamento de Caboclo • Tropicana/CBS • LP
  • 1973 - Tudo Azul • Tropicana/CBS • LP
  • 1973 - Festa no Sertão . Tropicana/Cantagalo . LP
  • 1974 - Dominguinhos e Seu Acordeon. Cantagalo - LP
  • 1975 - Forró de Dominguinhos • Phonogram • LP
  • 1976 - Domingo, Menino Dominguinhos • Phonogram • LP
  • 1977 - Oi, Lá Vou Eu • Phonogram • LP
  • 1978 - Oxente Dominguinhos • Fontana • LP
  • 1979 - Após Tá Certo • PolyGram • LP
  • 1980 - Quem me Levará Sou Eu • RCA Victor • LP
  • 1981 - Querubim • RCA Victor • LP
  • 1982 - A Maravilhosa Música Brasileira • RCA Victor • LP
  • 1982 - Simplicidade • RCA Victor • LP
  • 1982 - Dominguinhos e Sua Sanfona . LP
  • 1983 - Festejo e Alegria • RCA Victor • LP
  • 1985 - Isso Aqui Tá Bom Demais  • RCA Candem • LP
  • 1986 - Gostoso Demais • RCA Victor • LP 
  • 1987 - Seu Domingos • Continental • LP
  • 1988 - É Isso Aí! Simples Como a Vida • Continental • LP
  • 1989 - Veredas Nordestinas • Continental • LP
  • 1990 - Aqui Tá Ficando Bom • Continental • LP
  • 1991 - Dominguinhos é Brasil • BMG Ariola • LP
  • 1992 - Garanhuns • RGE • LP
  • 1993 - O Trinado do Trovão • RGE • LP
  • 1994 - Choro Chorado • Warner/Continental • CD
  • 1994 - Nas Quebradas do Sertão • Warner/Continental • CD
  • 1995 - Dominguinhos é Tradição • Continental/Warner Music • CD
  • 1996 - Brasil Musical - Série Música Viva - Dominguinhos e Mozart Terra • Tom Brasil • CD
  • 1996 - Pé de Poeira • Continental/Warner Music • CD
  • 1997 - Dominguinhos e Convidados Cantam Luiz Gonzaga • Velas • CD
  • 1998 - Nas Costas do Brasil • Velas • CD
  • 1999 - Você Vai Ver o Que é Bom • Velas • CD
  • 2001 - Dominguinhos Ao Vivo • Velas • CD
  • 2001 - Lembrando de Você • Sony Music • CD
  • 2002 - Chegando de Mansinho . Velas . CD
  • 2003 - Duetos • BMG/Ariola • CD
  • 2004 - Cada Um Belisca Um Pouco (Com Sivuca e Oswaldinho do Acordeon) - Biscoito Fino . CD
  • 2005 - Elba Ramalho e Dominguinhos . Sony/BMG . CD
  • 2007 - Yamandu e Dominguinhos • Biscoito Fino • CD
  • 2008 - Conterrâneos • Eldorado • CD
  • 2009 - Dominguinhos ao Vivo . Velas . DVD
  • 2009 - Dominguinhos ao Vivo • Velas • CD
  • 2010 - Iluminado Dominguinhos . DVD
  • 2010 - Lado B (Dominguinhos e Yamandu Costa) - Biscoito Fino . CD

754 - Atlético, campeão da Libertadores. Eu não acredito...

Calma, meus amigos atleticanos! Paciência. Tranquilidade. Quando os times do Olimpia e do Atlético entrarem no gramado do Mineirão lotado, na noite desta quarta-feira, para decidir o título de Campeão da América, a mítica torcida atleticana estará com os nervos à flor da pele e com o coração pulsando aceleradamente de tensão e ansiedade, mas com a confiança total na frase "Eu acredito!". Estou com eles e espero e confio em uma vitória espetacular do Atlético que nos trará a tão cobiçada Taça Libertadores. Portanto...
  • Eu não acredito que esta noite de quarta-feira será de tristeza e decepção...
  • Eu não acredito que Cuca seja azarado e incompetente, muito antes pelo contrário, ele é um dos maiores responsáveis pela belíssima campanha da equipe na competição, apresentando um futebol de encher os olhos da torcida e da mídia de todo o país...
  • Eu não acredito que a nossa defesa seja vazada nesta dura batalha da decisão e espero que Leonardo Silva e Réver sejam protagonistas da partida, contribuindo com gols para a nossa vitória...
  • Eu não acredito que Marcos Rocha, Leandro Donizete e Richarlyson, mesmo fazendo muita falta, não sejam substituídos à altura pelos seus reservas, que se Deus quiser, estarão em uma noite iluminada e farão uma partida impecável...
  • Eu não acredito que o nosso time não consiga marcar pelo menos três gols neste jogo decisivo, o mais importante da nossa gloriosa história, já que conta com atacantes de altíssimo nível como Jô, Diego Tardelli e Bernard...
  • Eu não acredito que Ronaldinho Gaúcho irá repetir aquela atuação apagada lá de Assunção e tenho uma confiança extrema de que ele será o comandante do nosso time mais uma vez, chamando a responsabilidade de criar jogadas e apresentando aquele futebol mágico e envolvente que tanta alegria nos dá...
  • Eu não acredito que a energia negativa emanada pelos nossos adversários, principalmente os cruzeirenses, seja mais poderosa do que a energia positiva que salta em profusão dos milhões de apaixonados e enlouquecidos corações atleticanos...
  • Eu não acredito que não verei, com lágrimas nos olhos, o capitão Réver alçando ao ar de Belo Horizonte a pesada taça da Libertadores ao final da partida, em meio a uma multidão extasiada cantando o hino do Atlético a plenos pulmões...
  • Eu não acredito que Deus, na sua infinita bondade, mesmo não se intrometendo nesses assuntos esportivos, não abra uma exceção desta vez para liberar uma energia avassaladora nas mentes dos nossos jogadores, para que eles se multipliquem em campo, com garra, clareza e estabilidade emocional, demonstrando todo o talento que possuem e levando o Atlético a uma conquista memorável...
Só tenho certeza de uma coisa: vai ser um sofrimento só do pontapé inicial ao último apito do árbitro colombiano Wimar Roldan. Se o Atlético for campeão, será uma alegria incontrolável. Se não acontecer, terá valido a pena todos os momentos de imensa emoção e de felicidade que vivemos em todos esses dias.
Valeu, GALO!
Um grande abraço espinosense.
     

segunda-feira, 22 de julho de 2013

753 - Um breve reencontro

Nada como um retorno à sua terra para realimentar e fortalecer os laços familiares e de amizade, bem como se atualizar com os acontecimentos e mudanças nas paisagens urbana e rural. Quem está ali presente no cotidiano às vezes não percebe que a cidade muda a cada dia. Velhas construções são derrubadas e substituídas por outras mais robustas, maiores e mais modernas. Novas residências, de muita beleza, são construídas por todos os bairros. Comércios novos se espalham por toda a cidade, contrariando a ideia de declínio da economia. A instabilidade política parece se abrandar e aponta para que tenhamos novas eleições em breve. Mais uma oportunidade para que o povo espinosense escolha com critério apurado os representantes de sua preferência para fazer da nossa cidade um lugar mais dinâmico, moderno, ordeiro, justo, harmonioso, desenvolvido e feliz.
É reconfortante reencontrar os familiares e os amigos, comemorar o aniversário do sobrinho Benício, jogar um futebolzinho com a galera na AABB e bater longos papos com os amigos, sobre todos os assuntos possíveis e imagináveis, acompanhados de uma cervejinha gelada com farofa de maxixe, em um cenário onde se pode contemplar toda a beleza da nossa cidade. 
A todos vocês, meus parentes e amigos, o muito obrigado pela acolhida sempre especial e carinhosa. Àqueles a quem, por falta de tempo e ocasião, não pude encontrar, fica a esperança de que nos reencontremos em breve, pois estarei de volta em pouco tempo, se Deus me permitir.
Um grande abraço espinosense.

A chegada sempre cheia de alegria e ansiedade

O reencontro com a família e os amigos

Comemoração do primeiro aninho de Benício

Reencontro com Dona Maria em Monte Azul

Minha amada tia Lia, exemplo de vida
A mulherada da Rua Inocêncio Cruz
Cerveja gelada no bar de Batera
A turma do society na AABB Espinosa

O time que mais ganhou na pelada do domingo
Depois do futebol, a resenha da galera


O mirante, local ideal para a contemplação da cidade ao lado dos amigos
O pôr do sol em Espinosa continua um espetáculo
Como é lindo o céu da nossa terra!

sexta-feira, 19 de julho de 2013

752 - Tempos que não voltam mais...

Em uma época em que carro nas ruas era uma coisa bem rara, Espinosa era um lugar ótimo para a criançada brincar tranquila, seja soltando papagaio ou jogando bola.  Sem muitas opções de lazer, os jovens se divertiam fazendo piqueniques nos rios da cidade ou jogando sinuca nos bares. Um desses locais de acesso aos jovens era o Londres Bar Snooker, de Seu Antônio Rocha, localizado ali no início da Rua Padre José Puche, logo em frente ao famoso Hotel Jussara. O tempo se encarregou de retirá-los de cena, tanto o bar quanto o hotel, que existem apenas na nossa memória.
A fotografia abaixo mostra um espécime automobilístico hoje em dia difícil de se encontrar nas cidades, um legítimo Jeep, com o seu característico para-brisa deitado sobre o capô. Em seu interior, não muito confortável, estão Olívio, Beto de Horácio, Zeca Mendes e Elair Ribeiro, nos bons tempos da cidade na década de 60.
Um grande abraço espinosense.

751 - A brilhante imaginação de Jacek Yerka

Somente uma mente criativa ao extremo poderia criar tamanha beleza em suas pinturas extraordinárias. O artista Jacek Yerka nasceu em uma pequena cidade do norte da Polônia em uma família dedicada a arte, já que os seus pais frequentaram a Academia de Belas Artes.
As suas excepcionais inspirações vem da infância vivida na década de 1950, em forma de imagens extravagantes de monstros e lugares fantásticos. Também não faltam alusões a construções, móveis e cenários da época, tudo mostrado em uma impressionante visão surrealista que nos deixa completamente extasiados. Coisa linda de se ver! Coisa de gênio!
Um grande abraço espinosense.


















O grande artista Jacek Yerka, simplesmente sensacional

750 - Encontros Memoráveis da Música: Maria Bethânia e Gonzaguinha

Um casamento perfeito. Uma canção de um dos melhores compositores da rica história da música popular brasileira na voz de uma das mais talentosas cantoras do país. Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, o carioca Gonzaguinha, e a baiana de Santo Amaro da Purificação, Maria Bethânia Viana Teles Velloso. 
A música "Explode Coração", um dos clássicos da MPB, fez imenso sucesso no final dos anos 70 e início dos anos 80 e permanece atualíssima com toda a força e beleza dos seus lindos versos.
Um grande abraço espinosense.

Explode Coração
Gonzaguinha

Chega de tentar dissimular e disfarçar e esconder
O que não dá mais pra ocultar e eu não posso mais calar
Já que o brilho desse olhar foi traidor
E entregou o que você tentou conter
O que você não quis desabafar e me cortou
Chega de temer, chorar, sofrer, sorrir, se dar
E se perder e se achar e tudo aquilo que é viver
Eu quero mais é me abrir e que essa vida entre assim
Como se fosse o sol desvirginando a madrugada
Quero sentir a dor desta manhã
Nascendo, rompendo, rasgando, tomando meu corpo e então eu
Chorando, sofrendo, gostando, adorando, gritando
Feito louca, alucinada e criança
Sentindo o meu amor se derramando
Não dá mais pra segurar, explode coração...

quinta-feira, 18 de julho de 2013

749 - O sonho acabou?

Com a inesperada derrota para o Olimpia por 2 x 0 ontem à noite, em uma festa espetacular da torcida paraguaia no Defensores del Chaco, a tão esperada conquista da Copa Libertadores da América pelo Atlético parece estar se distanciando irremediavelmente da Cidade do Galo. A grande atuação da equipe, que todos os fanáticos atleticanos esperavam, não se concretizou e o time acabou sendo derrotado de maneira justa pelo time do Olimpia. Não há o que reclamar, principalmente da arbitragem do argentino Néstor Pitana, que teve boa atuação.
O jogo foi bastante equilibrado na maior parte do tempo, mas as falhas de marcação e de posicionamento do time atleticano foram determinantes para a derrota. No primeiro gol, Diego Tardelli não acompanhou a progressão de Alejandro Silva e Réver também não conseguiu desarmá-lo. No segundo gol paraguaio, marcado em uma falta cobrada com maestria por Wilson Pittoni no último minuto da partida, uma indecisão entre o atacante Alecsandro e o goleiro Víctor foram cruciais para o desastre. Muitos jogadores também estiveram em uma noite sem qualquer inspiração. Ronaldinho Gaúcho foi um deles. Totalmente anulado pela forte marcação do Olimpia, o craque alvinegro teve pouca movimentação, não conseguiu criar jogadas e ainda errou quase todos os escanteios e cobranças de falta durante o jogo. Foi corretamente substituído aos 20 minutos do segundo tempo. Uma noite para se esquecer.
O Atlético, porém, também criou algumas boas chances de marcar o seu gol, mas infelizmente nenhuma delas se concretizou. A melhor delas aconteceu aos 32 minutos do segundo tempo quando Jô, recebeu ótimo passe de Guilherme e finalizou bem para uma defesa espetacular e milagrosa do goleiro Martin Silva, com o pé esquerdo, impedindo o gol atleticano. A partida foi assim, muita disputa, muitos passes errados, chances para os dois lados e muita emoção.
Para o segundo e decisivo combate no Mineirão, o Atlético não terá as presenças dos laterais Marcos Rocha e Richarlyson. O primeiro fará muita falta já que é uma das eficientes armas ofensivas do treinador Cuca para a criação de jogadas pelo lado direito do ataque. Já Richarlyson, que não conta com a simpatia de grande parte da torcida pelo seu estilo estabanado de jogar, não fará muita falta, pois Júnior César tem todas as condições para substituí-lo bem. A esperança é que Leandro Donizete possa estar totalmente recuperado e volte a compor o meio de campo, refazendo a entrosada dupla de marcação com o Pierre. Outra excelente notícia é o retorno do excelente Bernard, que fez muita falta no jogo de ontem.
Nas partidas finais da Libertadores os gols marcados como visitante não valem como critério de desempate, o que favorece um pouco a difícil tarefa do time alvinegro. Havendo vitória do Atlético por dois gols de diferença, haverá prorrogação e se mantido o resultado, decisão nos pênaltis.
A reversão deste resultado negativo de dois gols de diferença parece bastante improvável, pois o Olimpia se destaca exatamente pela sua extrema competência em armar esquemas defensivos. Entretanto, a superioridade técnica do time do Atlético é facilmente percebida em uma análise mais apurada. O Atlético tem sim todas as condições de impor o seu ritmo de jogo no Mineirão, com o apoio incondicional dos mais de 60 mil apaixonados torcedores que estarão presentes na próxima quarta-feira, e realizar mais um feito histórico na sua rica trajetória.
É difícil? Sim, é difícil. É improvável? Sim, é improvável. É impossível? Não, não é impossível. O futebol, na sua história secular, é um esporte completamente imprevisível e produz constantemente resultados inesperados. Já vi muitos resultados improváveis e em que ninguém acreditava se tornarem realidade. Agora, mais do que nunca, a torcida atleticana tem que acreditar e fazer valer a sua força no jogo da volta, na próxima semana, e empurrar o time o tempo inteiro em busca da vitória heroica que dará ao clube o seu mais importante título. Yes, we CAM. Eu acredito!
Um grande abraço espinosense.


quarta-feira, 17 de julho de 2013

748 - Fortes emoções à vista!

Não há como evitar. Os nervos estarão à flor da pele e a ansiedade potencializará os batimentos cardíacos nesta noite de quarta-feira em que começa a decisão da Copa Libertadores da América, edição 2013. 
Em um estádio completamente tomado pela fanática torcida do tradicional clube paraguaio do Olimpia, o Atlético terá mais uma árdua batalha pela frente, na tentativa de arrancar um bom resultado fora dos seus domínios. Não será nada fácil, mas nada nunca foi fácil na rica história de vida do centenário Clube Atlético Mineiro. Todas as conquistas alvinegras custaram muita raça, suor e lágrimas. Hoje à noite e na próxima quarta-feira, no Mineirão, não será diferente.
É certo que o Atlético sofrerá uma pressão assustadora no Estádio Defensores del Chaco, com mais de 30 mil fanáticos pelo Olimpia empurrando o seu time para a vitória. Mas lá também estarão pouco mais de 1.500 abnegados atleticanos que apoiarão intensamente a equipe, gritando e cantando o hino do clube mineiro o tempo inteiro. Outros milhões estarão em suas casas e nos bares enviando as suas poderosas energias para que Ronaldinho Gaúcho consiga se desvencilhar da forte marcação e criar oportunidades de gol para os atacantes alvinegros; para que Réver e Leonardo Silva consigam anular toda a artilharia pesada do ataque adversário; para que Marcos Rocha e Richarlyson consigam fechar as laterais do campo impedindo cruzamentos na área; para que Pierre e Leandro Donizete, ou Josué, sejam uma barreira intransponível na entrada da área; para que Luan atue com eficiência e precisão e não nos deixe lembrar de Bernard; para que Jô e Diego Tardelli estejam em uma noite iluminada e consigam balançar as redes paraguaias algumas vezes e para que o goleiraço Víctor continue abençoado e consiga evitar que nenhuma bola ultrapasse a linha do gol atleticano.
É isso que espera a Massa Atleticana ao fim desta noite de quarta-feira, para que na próxima semana ela possa soltar o grito aliviado e emocionado de "Campeão da América". Que Deus nos ouça, amém!
Um grande abraço espinosense e atleticano.
AS FINAIS DE LIBERTADORES DISPUTADAS NO ESTÁDIO DEFENSORES DEL CHACO

1960 - Olimpia 1 x 1 Peñarol - Jogo de ida: Peñarol 1 x 0 Olimpia
Gols: Hipólito Recalde (Olimpia), Luis Cubilla (Peñarol)
Campeão: PEÑAROL

1975 - Independiente 2 x 0 Unión Española  - 3ª partida (Jogo extra)
Jogo de ida: Unión Española 1 × 0 Independiente - Jogo da volta: Independiente 3 ×1 Unión Española
Gols: Ricardo Ruíz Moreno e Daniel Bertoni (Independiente)
Campeão:  INDEPENDIENTE
1979 - Olimpia 2 x 0 Boca Juniors - Jogo da volta: Boca Juniors 0 x 0 Olimpia
Gols: Osvaldo Aquino e Miguel Ángel Piazza (Olimpia)
Campeão: OLIMPIA

1985 - Argentinos Juniors 1 x 1 América de Cáli (5 x 4 nos pênaltis) - 3ª partida (Jogo extra)
Jogo de ida: Argentinos Juniors 1 x 0 América de Cáli - Jogo de volta: América de Cáli 1 x 0 Argentinos Juniors
Gols: Emilio Commisso (Argentinos Juniors), Ricardo Gareca (América de Cáli)
Campeão: ARGENTINOS JUNIORS

1989 - Olimpia 2 x 0 Atlético Nacional - Jogo de volta: Atlético Nacional 2 x 0 Olímpia (5 x 4 nos pênaltis)
Gols: Rafael Bobadilla e Vidal Sanabria (Olimpia)
Campeão: ATLÉTICO NACIONAL
1990 - Olimpia 2 x 0 Barcelona - Jogo de volta: Barcelona 1 x 1 Olimpia
Gols: Raúl Amarilla e Adriano Samaniego (Olimpia)
Campeão: OLIMPIA

1991 - Olimpia 0 x 0 Colo Colo - Jogo de volta: Colo Colo 3 x 0 Olimpia
Campeão: COLO COLO

2002 - Olimpia 0 x 1 São Caetano - Jogo de volta: São Caetano 1 x 2 Olimpia
Gol: Aílton (São Caetano)
Campeão: OLIMPIA