Um dos maiores produtores e diretores do Cinema Brasileiro faleceu ontem, 22 de julho de 2026. O sobralense Luiz Carlos Barreto Borges, produtor, diretor, jornalista e fotógrafo carinhosamente chamado de Barretão, morreu ontem aos 98 anos. A cerimônia de despedida aconteceu no Palácio da Cidade, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Seu corpo foi cremado no Memorial do Caju. Ele deixou a esposa Lucy, de 93 anos, o filho Bruno, de 71, e a filha Paula, de 58, mais nove netos e oito bisnetos. Seu outro filho, Fábio, morreu em 2019, por complicações de um grave acidente automobilístico.
Barretão, um ícone do Cinema Novo, movimento cinematográfico que focou na desigualdade social brasileira, participou ativamente da criação de instituições relevantes para a cultura brasileira, como a Embrafilme e a Ancine, e ainda da Lei do Audiovisual.
Foi jornalista e fotógrafo, mas se celebrizou mesmo à frente de produções cinematográficas que levaram milhões de espectadores aos cinemas, com algumas obras tomando destaque internacional, com indicações ao Oscar, como os filmes "O Que É Isso, Companheiro" (1997) e "O Quatrilho" (1995).
Certamente, se você é aficionado por cinema, já terá assistido a alguma produção realizada pelo Barretão, seja como diretor, produtor, fotógrafo ou roteirista. A lista de sucessos é bem extensa:
"Assalto ao Trem Pagador" (1962)
"Garrincha, Alegria do Povo" (1962)
"Vidas Secas" (1963)
"A Hora e a Vez de Augusto Matraga" (1965)
"O Padre e a Moça" (1966)
"A Grande Cidade" (1966)
"Terra em Transe" (1967)
"Capitu" (1968)
"O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro" (1969)
"Como Era Gostoso o Meu Francês" (1971)
"Isto é Pelé" (1974)
"Guerra Conjugal" (1974)
"O Casal" (1975)
"Dona Flor e Seus Dois Maridos" (1976)
"A Dama do Lotação" (1978)
"Amor Bandido" (1979)
"Bye Bye Brazil" (1980)
"Prova de Fogo" (1980)
"O Beijo no Asfalto" (1981)
"Índia, a Filha do Sol" (1982)
"Menino do Rio" (1982)
"Inocência" (1983)
"Memórias do Cárcere" (1984)
"Rei do Rio" (1985)
"A Igreja dos Oprimidos" (1986)
"Ele, o Boto" (1987)
"Luzia Homem" (1988)
"Romance da Empregada" (1988)
"O Quatrilho" (1995)
"O Que É Isso, Companheiro?" (1997)
"Bela Donna" (1998)
"Uma Aventura do Zico" (1998)
"Bossa Nova" (2000)
"2000 Nordestes" (2001)
"A Paixão de Jacobina" (2002)
"O Caminho das Nuvens" (2003)
"O Homem Que Desafiou o Diabo" (2007)
"Última Parada 174" (2008)
"Lula, o Filho do Brasil" (2009)
"João, o Maestro" (2017)
Luiz Carlos Barreto levou o verdadeiro Brasil que muita gente desconhece às telas dos cinemas, contribuindo de forma fundamental para a cultura e a arte brasileiras. Que descanse em paz!
Um grande abraço espinosense.
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