Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

sábado, 17 de março de 2012

368 - Ótimo exemplo de disseminação da cultura em Espinosa: Grupo Vozes

Eu sempre fui e continuo sendo um crítico ferrenho da completa inexistência de uma programação cultural de qualidade na nossa Espinosa. É uma pena que não haja uma miríade de oportunidades para que as crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos  possam ter acesso às diversas manifestações de cultura e possam adquirir conhecimentos sobre as mais variadas formas de arte existentes no mundo. E a partir daí, mostrar os seus talentos. Quantos talentos estarão adormecidos nas mentes ociosas da nossa população? Inteligência, temos de sobra. É só reparar na quantidade de filhos nossos espalhados pelo mundo, demonstrando toda a sua capacidade criativa nos mais diversos ramos do saber. São médicos, professores, engenheiros, advogados, enfermeiros, administradores, empresários, funcionários públicos, um goleiro titular de um time profissional de destaque e até uma Ministra do Supremo Tribunal Federal. Temos muito o que nos orgulhar! Mas imagine se todos os espinosenses tivessem a oportunidade de acessar uma gama maior de conhecimentos? Quanto isso mudaria para melhor a vida de todos?
Eu sei que alguns dirão que Espinosa hoje conta com shows de boas bandas baianas, com manifestações culturais nas datas comemorativas do país como a Independência do Brasil e a Proclamação da República, ou nas festas juninas e natalinas. Isso é o básico! Há que haver uma política cultural abrangente com acesso fácil a todos, durante todo o ano, para que o nosso povo possa externar todo o seu potencial artístico e criativo. 
Há que se elogiar a atuação de algumas pessoas que sempre batalharam pela disseminação de boa cultura em nossa cidade. Sei que há muitas delas, mas quero destacar o pessoal do CEFLOC, Terezinha e Graça, além de Izabel Cristina, que sempre se empenharam para proporcionar aos estudantes espinosenses a oportunidade de adquirir conhecimentos e cultura de qualidade.
Outro gratificante exemplo de disseminação da cultura está no Grupo Vozes, que reúne senhoras muito conhecidas da nossa comunidade que resolveram se juntar, há mais de 10 anos, para manter vivas as suas lembranças e os laços culturais que as unem. Elas se reúnem quinzenalmente e se apresentam nas missas dominicais e já se apresentaram nas inaugurações do Campus da Unimontes e do Hospital Risoleta Tolentino Neves. Também se apresentaram nas comemorações do aniversário da cidade e do Grupo Dom Lúcio. Esta semana o Grupo Vozes foi homenageado pelo CEFLOC, Centro Educacional Florisvaldo Lopes Cruz.
Para mim é uma alegria imensa ver todas essas pessoas maravilhosas juntas, felizes, atuantes e levando cultura ao povo de Espinosa. Entre elas pessoas por quem tenho um carinho imensurável, tais como minhas tias Lia e Izaura, minhas eternas professoras Dona Nair e Dona Elza e as amigas e colegas de Rua da Resina, Dona Cida e Dona Maria José. E tantas outras pessoas especiais! Que DEUS as proteja!

Eis um pequeno histórico do Grupo Vozes, elaborado pela sua coordenadora Nair Antunes Meira. 

Era julho de 2001...
O Grupo “Vozes” nasce da lembrança dos tempos de criança e juventude de três amigas: Neusa Sepúlveda Rocha, Nair Antunes Meira e Maria José Tolentino Gonçalves. As três se encontraram, conversaram e decidiram convidar outras amigas para criarem um grupo, a fim de se lembrarem do tempo das boas festas, dos festejos dos meses de maio e junho, das horas dançantes, enfim, realizarem encontros que lhes proporcionassem lazer e diversão. A elas juntaram-se  outras amigas, formando assim as primeiras participantes, que foram:
Neusa Sepúlveda Rocha
Nair Antunes Meira
Maria José Tolentino Gonçalves
Célia Oliva Dias
Iolanda Caldeira Tolentino
Maria Geralda Tolentino Vieira
Maria Aparecida Tolentino Silva
Carmita Vieira Cruz
Maria Aparecida Oliveira
Guiomar Ramos Nascimento
Altair Alves
Ana Lúcia Ribeiro Sepúlveda Bonfim
Iracema Castro Tolentino
Maria José Antunes Lima
Isaura Antunes de Freitas
Elzira Soares
Célia Monteiro
Dona Nena
Zulma

Em 2002, mais uma amiga veio juntar-se ao grupo, Helena Silva. Anos depois vieram outras mais, como Neide Lopes, Ana Elizabeth, Geralda Caldeira e Elza Barbosa.
Nos anos seguintes, após 2006, vieram Leci Ribeiro, Lourdes Castro, Marleide Tolentino e Marilene Tolentino Cruz. Por motivos alheios às suas vontades, algumas desistiram, mas deixaram muita saudade na turma. Hoje, o grupo ainda continua vivo, embora uma lacuna permaneça sempre na  ausência da nossa grande amiga Carmita.

Da denominação:
A princípio o grupo recebeu a denominação de "Grupo Vozes de Prata". Pouco tempo depois, acharam melhor mudar para "Grupo Vozes", nome que permanece até hoje, sugestão de Iolanda Tolentino e Júnia Meira, filha de Nair Meira.
Os primeiros encontros eram realizados nas residências das componentes, uma vez que não dispunham de sede própria. Mas no ano de 2006 foram agraciadas com a concessão do salão do Centro Social da Paróquia, graças à boa vontade do Padre Idalmo, das Irmãs, principalmente da Irmã Cristina, que muito as incentivaram.
Atualmente ainda permanecem no mesmo local, também com a boa vontade do Padre Eliezer, que proporcionou ao grupo muita confiança. As reuniões quinzenais são organizadas por dupla de amigas, durante todo o ano. Elas acontecem recheadas de brincadeiras, músicas, avisos, informativos e reflexões. Mas o que de verdade é gratificante é a participação na nossa Igreja, em uma das missas dominicais. Desde a criação do grupo, uma equipe coordenadora foi formada para dirigir os trabalhos:
1ª Coordenadora: Nair Antunes Meira
2ª Coordenadora: Neusa Sepúlveda Rocha
Secretária: Célia Oliva Dias
2ª secretária: Ana Elizabete (Eli)
Tesoureira: Maria José Tolentino Gonçalves
Representante do grupo na 3ª Idade: Maria Geralda Tolentino Vieira (Lia)

O Grupo Vozes, como o nome indica, é um grupo que adora cantar vários gêneros musicais. Entre as apresentações do grupo, destaca-se na lembrança a participação na inauguração do Campus Universitário da Unimontes em Espinosa, na inauguração do Hospital Dona Risoleta Tolentino Neves, na participação no 80º aniversário de emancipação da nossa terra, na participação do 50° aniversário da Escola Dom Lúcio e sempre é convidado pelo CEFLOC nas suas homenagens a vultos ilustres de nossa terra.
Em homenagem à nossa querida amiga Carmita, que nos deixou recentemente, deixamos aqui um pensamento que ela mesmo registrou no diário do grupo: "Que a saudade do ontem e o medo do amanhã não roubem a alegria do nosso hoje". (Pe. Roque Sheneider).
Parabéns a toda essa turma maravilhosa pelos mais de 10 anos de caminhada. Continuem firme!
Um grande abraço espinosense.






367 - "Boi no Rolete" na AABB Montes Claros

Neste sábado, a AABB de Montes Claros esteve lotada para receber os participantes de um grande evento promovido pelo Banco do Brasil. Para divulgar as várias linhas de empréstimo e financiamento bancário para os agricultores, com um montante disponível de 100 milhões de reais a ser empregados na região Norte de Minas, o Banco do Brasil de Montes Claros decidiu promover um evento para reunir os empresários do setor para cientificá-los das oportunidades de custeio e investimento em suas fazendas e lavouras. Centenas de agricultores, fazendeiros, empresários, prefeitos de cidades da região e profissionais ligados à área estiveram presentes. Várias empresas parceiras montaram os seus estandes na AABB para mostrar os seus produtos. 
Após a divulgação das informações aos participantes, no salão de festas da AABB, foi realizada, na área dos quiosques, uma grande confraternização com o oferecimento de um boi inteiro assado conhecido como "Boi no Rolete", regado a muita cerveja gelada. O grupo "As meninas de Minas" animou o pessoal com muito talento e muita música boa. Foi a chance de reencontrar velhos amigos de banco como Zeca Nogueira, Gera e Júnior Falcon, além do gerente da agência de Espinosa, Fernando Zica, pessoas da mais alta qualidade. Fiquei bastante feliz em encontrar com o pessoal de Espinosa que também participou do evento: o prefeito Dão Miranda, os secretários André e Nílson, Wellington, Nívio e Jorjão. Quem também esteve por lá foi o amigo Mazinho, irmão de Wagner Barateiro, com a sua esposa. Muito bom! Vejam as fotos.
Um grande abraço espinosense.


















 

sexta-feira, 16 de março de 2012

366 - Os terríveis efeitos da seca e da ignorância em Espinosa

Por ocasião das comemorações dos 88 anos de emancipação política de Espinosa, estive passeando na cidade e fiquei bastante apreensivo e triste com a atual situação de degradação dos três rios que cortam a nossa cidade. Estive "in loco" no leito dos nossos rios e percebi que a situação se agrava a cada ano que passa, agora mais ainda com a seca impiedosa que maltrata a nossa população, com temperaturas altíssimas e perdas inestimáveis nas plantações e na criação de gado na zona rural. A Barragem do Estreito está com a sua capacidade em baixíssimo nível, em situação preocupante para o abastecimento de água de toda a população espinosense.
É óbvio que a nossa região sempre padeceu com a falta de chuvas, com os rigores da seca trazendo sofrimento e prejuízos, principalmente ao forte, determinado e esperançoso homem do campo. Mas não se pode escamotear a responsabilidade de todos nós pela grave destruição infligida à natureza, com o desmate indiscriminado de árvores, principalmente nas margens dos rios, e com o grande volume de lixo depositado nas ruas, praças, avenidas, e o pior, descartado sem nenhum remorso dentro dos nossos ribeirões. É um completo ato de bruta ignorância, que pode-se  notar em uma rápida caminhada pela cidade. Não se deve, entretanto, apenas ficar procurando culpados por esta demonstração de falta de cultura, de educação e de inteligência. É hora de agir, de conscientizar as pessoas, de esclarecer os efeitos danosos de tal atitude, pois a sujeira nas ruas e nos rios só causa problemas, tais como infestação de mosquitos, de roedores e animais peçonhentos, além de espalhar doenças à toda a população. Ninguém ganha com essa falta de civilidade. O que fazer, então? Que cada um faça a sua parte. 
O meu grande amigo Rubens Antunes de Souza, dentista, em um ato de desprendimento e atitude cívica, está tentando convocar a população da cidade para fazer um grande mutirão e tentar minorar a situação de perigo por que passa a cidade na questão da limpeza dos seus logradouros. É sim um ato político, de demonstração de amor à cidade, de expressão da cidadania, mas pelo amor de Deus, não confundam com política partidária. Nada disso! A ideia é simplesmente conscientizar e chamar a população para se tornar responsável pela limpeza da sua casa, da sua rua, da sua praça. Todos os habitantes da cidade, assim como todos os órgãos civis e públicos, inclusive a Prefeitura, devem se dedicar à esta causa em benefício de todos. Sinto não estar atualmente morando em Espinosa, pois seria certamente um dos seus parceiros mais entusiasmados nesta difícil empreitada.
Um bom exemplo que deveria ser seguido por muita gente foi praticado pelo empresário Henrique da Van que, com um ato elogiável de altruísmo, reformou a pequena praça no Bairro Bela Vista com seus próprios recursos. E ele não nasceu em Espinosa, mas é certamente um espinosense de coração e alma.
Para que todos os espinosenses se deem conta da situação desesperadora por que passam os nossos rios, com uma degradação impressionante para quem, como eu, usufruí das maravilhas proporcionadas por eles na minha feliz infância, publico algumas fotografias tiradas no final do ano passado na Barragem do Estreito e agora em março nos rios Bom Sucesso (Rio do Galheiro), São Domingos e Rio Verde Pequeno. Queria pedir encarecidamente à todos aqueles que utilizam o Rio Verde para fazer os seus piqueniques e farrinhas, para que ao final da diversão, recolham todo o lixo, colocando-o em um local apropriado, sem poluir o rio ou as suas margens. Encontrei ali garrafas pet, sacos plásticos, garrafas de vidro e muita sujeira descartada pelos usuários da prainha no leito do rio, em uma atitude condenável. Gente, vamos nos conscientizar da importância da preservação dos nossos recursos naturais para que os nossos filhos e netos possam usufruir com qualidade das belezas da natureza em nossa cidade.
Um grande abraço espinosense.
O sangradouro da Barragem do Estreito. Reparem a
distância da água lá bem longe

Visão lateral do sangradouro com a velha ponte
de madeira à direita

Triste visão frontal do sangradouro
Visão da estrada que leva ao Estreito (out/2011)
Ponte sobre o Rio Bom Sucesso no anel rodoviário
Leito seco do Rio Bom Sucesso (Rio do Galheiro)
Triste retrato da seca no Rio Bom Sucesso
Rio Bom Sucesso próximo ao Bairro Cigano
A paisagem desoladora do Rio São Domingos
Mesmo com toda a degradação, a natureza ainda
tinge de verde a vegetação ao lado do Rio São Domingos
E pensar que bebíamos água neste trecho do Rio São
Domingos em nossa infância maravilhosa
A recuperação é possível, eu acredito. A natureza resiste
bravamente à toda a deterioração do rio
Os usuários sem noção que frequentam o Rio Verde Pequeno
entopem o rio de sujeira sem perceber que estão acabando
com um dos mais belos cartões-postais da cidade

Não entendem que devem cuidar bem deste belo lugar, para
que o encontrem limpo e prazeroso quando retornarem, para
usufruir da sua beleza, em outra oportunidade 
Sacos plásticos, garrafas pet, garrafas de vidro espalhados
por todo o rio. Quanta imbecilidade e ignorância!
Uma triste imagem para aqueles que, como eu, adoram
este  belíssimo lugar
A roça de milho totalmente seca pela falta de chuva
Outra plantação à espera da chuva
Como eu gostaria de ver novamente essas imagens aí embaixo, em que a população da cidade renova a esperança e se dirige com os familiares e amigos para pescar, farrear, se refrescar e comemorar a beleza da natureza nas barragens e rios da cidade. Que possamos ver isso em breve!