Com o noticiário e as rodas de conversas quase que totalmente focadas nas voltas e reviravoltas das campanhas políticas para as importantíssimas e vitais eleições brasileiras deste ano, é mais que necessário fugir um pouco de tamanha ebulição em que pessoas antes sensatas e serenas tornam-se raivosas, furiosas e alucinadas. Ontem à noite, fui até o catálogo da Amazon Prime Video e descobri um filme de suspense, uma das categorias cinematográficas que mais gosto. Escolhi para ver, uma produção norte-americana de 2025, o filme "Anniversary" ("Anniversary: Mudança Radical"), que tem a direção de Jan Komasa e conta com a participação de Diane Lane, Kyle Chandler, Madeline Brewer, Zoey Deutch, Phoebe Dynevor, Mckenna Grace, Daryl McCormack e Dylan O'Brien. Não é nenhuma superprodução, muito menos uma obra-prima, mas o filme é bem construído, com boas atuações dos atores e com um roteiro afiado, instigante e assustador.
Elenco principal:
Diane Lane (Ellen)
Kyle Chandler (Paul)
Zoey Deutch (Cynthia)
Dylan O’Brien (Josh)
Madeline Brewer (Anna)
Phoebe Dynevor (Liz)
Mckenna Grace (Birdie)
O "aniversário" do título é o pano de fundo onde as coisas acontecem. Inicialmente, a professora de universidade Ellen e o marido Paul, dono de restaurante, recebem filhos e amigos para celebrar seus 25 anos de união matrimonial. O casal Taylor, que se ama e se sente feliz com uma vida tranquila e confortável, mesmo com os problemas cotidianos que afligem todos nós no mundo, vive uma relação amorosa, mas um pouco conflitante e desconectada com os quatro filhos, Josh, Cynthia, Anna e Birdie. O que é completamente normal em uma família, ou seja as diferenças de opinião em relação à vida e especificamente, às convicções políticas, com a chegada de uma nova personagem à família, a esposa de Josh, Elizabeth "Liz" Nettles, é desencadeada uma série de acontecimentos terríveis que levam a uma completa deterioração da relação familiar e, em cenário bem mais amplo, em uma desestruturação, não só da família, mas de todo o país, afundado em uma administração totalitária opressora radical.
A partir da ideia da ex-aluna da professora Ellen, de uma mudança extremista nos caminhos dos Estados Unidos da América apresentada no livro "Change", tudo repentinamente passa a mudar, levando ao caos e à bancarrota relacional, emocional e financeira a família antes estruturada no amor, no carinho e no diálogo. E as novas ideias implantadas pelo poder único e totalitário não tardam a modificar as vidas de todos os norte-americanos, agora forçados a obedecer cegamente sem chance de discordância. A ruína se instala e as consequências são terrivelmente nefastas. Não posso contar mais nada sobre o filme, senão perde a graça.
O filme é uma distopia, obviamente, mas uma breve observação na História do mundo nos leva à realidade ocorrida em várias situações, uma das mais trágicas, o maldito Holocausto na Alemanha nazista de Adolf Hitler, Martin Bormann, Adolf Eichmann, Joseph Goebbels, Hermann Göring, Rudolf Hess e Heinrich Himmler, entre outros monstros. O filme nos mostra como as coisas mudam radicalmente bem aos poucos, sorrateiramente, até que todos estejam prisioneiros de uma sociedade doente e maligna, com resultados sempre funestos e sinistros. E este demônio de maldade e ódio paira agora sobre vários lugares do mundo, com chances reais de acontecer.
Eu sempre me questionei como é que pode ter acontecido uma loucura demoníaca odiosa, violenta e desumana como o Holocausto. Nunca consegui compreender a razão de tantos cidadãos alemães terem apoiado ou se omitido naquela gigantesca desgraça da História da civilização. Agora eu vejo coisa parecida diante dos meus olhos e passo a, mesmo atônito, entender. É triste e assustador! Pessoas antes sensatas e inteligentes cavando as próprias covas, trabalhando contra si mesmas, afundadas no fanatismo.
Adoro Cinema. E nele, na maioria das vezes, o que vai para a tela grande é o que já aconteceu na realidade. Em outras situações, o que é bem interessante, é que produções fantasiosas e fantásticas de repente tornam-se incrivelmente realidade. Como é louco este nosso mundo!
O filme é uma distopia, obviamente, mas uma breve observação na História do mundo nos leva à realidade ocorrida em várias situações, uma das mais trágicas, o maldito Holocausto na Alemanha nazista de Adolf Hitler, Martin Bormann, Adolf Eichmann, Joseph Goebbels, Hermann Göring, Rudolf Hess e Heinrich Himmler, entre outros monstros. O filme nos mostra como as coisas mudam radicalmente bem aos poucos, sorrateiramente, até que todos estejam prisioneiros de uma sociedade doente e maligna, com resultados sempre funestos e sinistros. E este demônio de maldade e ódio paira agora sobre vários lugares do mundo, com chances reais de acontecer.
Eu sempre me questionei como é que pode ter acontecido uma loucura demoníaca odiosa, violenta e desumana como o Holocausto. Nunca consegui compreender a razão de tantos cidadãos alemães terem apoiado ou se omitido naquela gigantesca desgraça da História da civilização. Agora eu vejo coisa parecida diante dos meus olhos e passo a, mesmo atônito, entender. É triste e assustador! Pessoas antes sensatas e inteligentes cavando as próprias covas, trabalhando contra si mesmas, afundadas no fanatismo.
Adoro Cinema. E nele, na maioria das vezes, o que vai para a tela grande é o que já aconteceu na realidade. Em outras situações, o que é bem interessante, é que produções fantasiosas e fantásticas de repente tornam-se incrivelmente realidade. Como é louco este nosso mundo!
Um grande abraço espinosense.

















