Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Centenário de Espinosa - Postagem 86

Para comemorar o Centenário de Espinosa da sua emancipação política, publicarei aqui no nosso blog 100 (CEM) textos específicos (além das postagens normais), sobre imagens, acontecimentos e "causos" sobre mim, a minha Espinosa e alguns dos seus notáveis personagens.

Nas minhas andanças pelas ruas de Espinosa, em tempos e locais distintos, captei algumas imagens porretas e interessantes de jovens conterrâneos trabalhando com transporte de feiras nos carrinhos de mão no Mercado, jogando bola nas escolinhas de Gibão e da Prefeitura e no campo de terra na Santa Marta, caçando passarinho com estilingue, jogando baralho e dominó, soltando papagaio, andando de jegue, brincando de carrinho ou jogando gude. Tais imagens trazem saudade, contentamento e também esperança de que estas crianças sejam bem direcionadas na vida pelos pais para se tornarem seres humanos íntegros, éticos, trabalhadores, benevolentes, sensatos, pacíficos, flexíveis, leais, solidários e, principalmente, misericordiosos.
















Mesmo sem o espaço e segurança de outros tempos, percebe-se que a meninada, sobretudo a da periferia e da zona rural, ainda se diverte como nos divertíamos no passado, com velhas gostosas e sadias brincadeiras como jogar gude, soltar raia e brincar de carrinho na areia. Nas cidades interioranas como a nossa centenária Espinosa, ainda temos condições para isso, ainda bem. Só não devem as crianças matar passarinhos, como fazíamos antigamente quando os tempos eram outros e a gente não tinha a consciência da necessidade e importância da preservação da Natureza. Eu, felizmente, aprendi esta lição, pena que muitos outros ainda não.  
Não conheço ninguém dessa meninada aí, podendo até ser algum deles, filho ou neto de algum amigo ou parente meu, quem sabe? Como já faz algum tempo que registrei estas cenas, é bem provável que eles já estejam adultos, quem sabe até casados e com filhos gerados. Onde estarão eles agora? Espero e torço para que esses garotos todos sejam imensamente felizes, que vivam bastante e com muita paz e saúde, sempre adquirindo conhecimento positivo e espalhando verdades e bondades pelo mundo, especialmente por nossa querida Espinosa. 
Um forte, imenso e centenário abraço lençóisdorioverdense.

Centenário de Espinosa - Postagem 85

Para comemorar o Centenário de Espinosa da sua emancipação política, publicarei aqui no nosso blog 100 (CEM) textos específicos (além das postagens normais), sobre imagens, acontecimentos e "causos" sobre mim, a minha Espinosa e alguns dos seus notáveis personagens.

Muitos de nós, espinosenses, gostamos às vezes de brincar, fazendo críticas à nossa amada terra como "a cidade do já teve". Realmente, não podemos fechar os olhos e deixar de encarar a realidade dos fatos, vivendo em uma realidade paralela no mundo da fantasia. Observando com atenção o nosso panorama econômico, vamos notar que ficaram no passado empreendimentos que foram de suma importância para o progresso da cidade e para as nossas vidas. Vamos listar alguns:
- Cotesp - Companhia Telefônica de Espinosa
- Cine Coronel Tolentino
- Minas Caixa
- Cobal - Companhia Brasileira de Alimentos
- Casemg - Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais
- Boate Redondo
- Boate Barbaridade
- Hospital Regional de Espinosa
- Usinas de beneficiamento de algodão (várias)
- Café Espinosa
- Bakana
- A Musical
- Banda de Música de Sêo Macedo
- Igrejinha de Santa Amélia
- Motorzão de Miro
- Posto Shell de Carlito Cruz
- Posto de Alberto Cruz
- Posto e Armazém de Minas de Sêo Abelar
- Casa Fátima
- Sorveteria de Dona Cici
- Rádio Educadora de Espinosa
- Aeroporto e voos da Nordeste Linhas Aéreas Regionais

E tem muitos outros! Esta é apenas uma pequena amostra do que já tivemos em Espinosa e que desapareceu no tempo. Mas como diz a dupla Lulu Santos e Nelson Motta, "tudo muda o tempo todo no mundo". E para muito melhor! Foi-se a Cotesp, hoje temos celulares com sinal de Internet. Foi-se o campinho da "Praça de Beto Cruz", hoje temos o Ginásio Poliesportivo Mateus Salviola Antunes. Foi-se o "Campão", hoje temos o Mercado Municipal e um estádio murado, com arquibancada, vestiário e campo gramado, o Caldeirão.
Tudo bem que já tivemos na nossa Espinosa a possibilidade de pegar um avião aqui no nosso famoso "Campo de Avião", aeroporto que não existe mais. Na época, a Nordeste Linhas Aéreas Regionais, criada em 1976, pousava suas aeronaves EMB-110 por aqui, coletando passageiros para Belo Horizonte ou Salvador. Durou pouco, mas fez a alegria do nosso conterrâneo apaixonado por aviação, Chico do Avião. Dá saudades sim, mas vida que segue, mesmo porque, pelo menos eu naquela época, não tinha a menor condição de pagar uma passagem aérea. Hoje tudo mudou, melhorou bastante. Ainda bem, uai! 













"Quem fica parado no tempo é poste!", diz a sabedoria popular. "Pula, caminha, não pode parar, ficar parado é que não pode ser", ensina o mestre Gilberto Gil. Então é evoluir, deixando o passado para trás, relembrando o que realmente foi bom e vivendo intensamente e em paz o presente, focando o futuro. É natural que pessoas e instituições desapareçam com o passar do tempo, é o ciclo irreversível da vida. Em compensação, olhe ao redor, abra os olhos e veja o quanto de novas pessoas e modernas empresas e empreendimentos foram gerados, melhorando substancialmente a vida da cidade e dos seus habitantes. É assim mesmo, umas coisas vão, outras vêm em seu lugar e a Terra continua girando. Ter saudade é bom, mas aproveitar ao máximo o momento atual é imprescindível.
Um forte, imenso e centenário abraço lençóisdorioverdense.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

3397 - Morreu Sêo Zé Leiteiro

Gostaria imensamente de trazer sempre para vocês aqui somente boas notícias, mas infelizmente sou obrigado a vir noticiar o falecimento de alguns conterrâneos. É a vida! Após um período de tranquilidade, sem notícias de perdas humanas na nossa Espinosa, eis que agora os falecimentos estão ocorrendo em série, para nossa tristeza. Depois de Dona Nena, Vilmar e Dona Isaura, tomei conhecimento de mais uma perda importante para a nossa comunidade espinosense. 
Faleceu o senhor José Braga, cidadão ilustre e respeitado, bastante conhecido no município pelo apelido de Zé Leiteiro. Ele nos deixou ontem, dia 18 de fevereiro de 2024, aos 88 anos de idade. O velório está acontecendo nas dependências da Funerária Dejan e o sepultamento irá se realizar às 17 horas de hoje no Cemitério Horto da Paz, o novo. 
Aos familiares de Sêo Zé Leiteiro, registro aqui os meus sinceros pêsames pela grande perda e rogo a Deus para que lhes conforte nesta hora tão triste e dolorosa. Que o Senhor Todo-Poderoso dê a todos a bastante força, resignação e fé para atravessarem serenos e conformados este momento difícil.
Que Sêo Zé descanse em paz no Reino dos Céus!
Um grande abraço espinosense.




3396 - O Sequestro do Voo 375, uma inacreditável história real brasileira

Como sempre afirmo sem medo de errar, em qualquer tempo e lugar sempre haverá um imbecil pronto para dizer e cometer imbecilidades. Nos últimos anos então, essa máxima consolidou-se perfeitamente, com incontáveis falas e atitudes estúpidas de um bocado de gente escrota, fanática e sem noção espalhada pelo país inteiro. Mas o caso de um grande estulto que vou comentar agora virou filme e chegou aos cinemas e à plataforma de streaming Star+. A coprodução cinematográfica da Star Original Productions, do grupo Disney, dirigida pelo cineasta Marcus Baldini, reproduz a inacreditável história real do maranhense tratorista desempregado Raimundo Nonato Alves da Conceição, de 28 anos, que teve a "brilhante" ideia de sequestrar em pleno voo um Boeing da VASP lotado, com 105 passageiros a bordo, com a intenção de provocar sua colisão contra o prédio do Palácio do Planalto em Brasília na tentativa de matar o então presidente da República José Sarney, por promessas de emprego não cumpridas.
A louca aventura do desmiolado sujeito começou em Belo Horizonte, no Aeroporto de Confins, onde embarcou no voo 375 da extinta companhia aérea VASP no dia 29 de setembro de 1988. O voo havia saído na madrugada da cidade de Porto Velho, capital de Rondônia, e iria pousar no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, tendo quatro escalas previstas: em Cuiabá (MS), Brasília DF), Goiânia (GO) e Belo Horizonte (MG). Vinte minutos após embarcar em BH, o desequilibrado e inconsequente cidadão sacou um revólver 32, ameaçou de morte os passageiros e tripulantes e forçou sua entrada na cabine dos pilotos, fazendo vários disparos contra a porta. Lá dentro, estupefatos e assustados, o piloto Fernando Murilo de Lima e Silva e o copiloto Salvador Evangelista não tiveram como impedir a entrada do sequestrador. Depois de conseguir avisar ao pessoal em terra, do sequestro, o piloto tentou acalmar e persuadir o louco a desistir da sua ideia estapafúrdia, mas este, alterado, disparou um tiro na cabeça do copiloto Salvador, matando-o instantaneamente. Em seguida, foram intensos os momentos de terror e angústia vividos por piloto, tripulantes e passageiros, até o desfecho desta medonha situação.
Este triste episódio serviu para que medidas eficazes fossem tomadas para impedir o embarque em aeronaves de pessoas armadas, atualmente com o uso de detectores de metais. O  Comandante Fernando Murilo de Lima e Silva foi condecorado com a Ordem do Mérito Aeronáutico, mas dizia nunca ter recebido um agradecimento qualquer do presidente Sarney, lamentavelmente. Ele faleceu na cidade de Armação dos Búzios (RJ) aos 76 anos de idade, no dia 26 de agosto de 2020.



Toda essa incrível história pode ser acompanhada no filme "O Sequestro do Voo 375", disponível no Star+. A trama do longa metragem traz Danilo Grangheia interpretando o piloto Fernando Murilo de Lima e Silva, César Mello interpretando o copiloto Salvador Evangelista e Jorge Paz fazendo o papel de Raimundo Nonato Alves da Conceição, além dos demais atores do elenco:
Roberta Gualda, como Luzia
Juliana Alves, como Cláudia
Diego Montez, como Rafael
Arianne Botelho, como Silvia
Wagner Santisteban, como Valente
Adriano Garib, como Brigadeiro Bastos
Gabriel Godoy, como Delegado Rodrigues
Johnnas Oliva, como Capitão Andrade
Claudio Jaborandy, como Sobral Quintanilha
Teca Pereira, como Jussara Alves

Comandante Fernando Murilo de Lima e Silva


Este fato real e quase inacreditável ocorreu nos tempos posteriores à retomada da Democracia no Brasil, após 21 anos da maldita ditadura militar no país, com a eleição indireta e posterior falecimento do presidente Tancredo Neves e a posse do vice José Sarney. O rapaz desempregado tinha sim razões para se indignar com a então inflação galopante, o desemprego em alta e as enormes dificuldades econômicas dos seus familiares, mas nada se resolve na ignorância, na violência e nas ações extremistas e criminosas contra outrem. O dito cujo, até então um jovem trabalhador honesto, na sua impensada atitude radical, tornou-se um bandido, um criminoso, um assassino frio que colocou em risco a vida de uma centena de pessoas inocentes. Acabou como muitos bandidos, preso e logo depois morto, confirmando a realidade irrefutável de que, quem comete seus crimes, um dia arcará com as consequências.
Um grande abraço espinosense. 

Centenário de Espinosa - Postagem 84

Para comemorar o Centenário de Espinosa da sua emancipação política, publicarei aqui no nosso blog 100 (CEM) textos específicos (além das postagens normais), sobre imagens, acontecimentos e "causos" sobre mim, a minha Espinosa e alguns dos seus notáveis personagens.

Nossa caminhada centenária sempre esteve ligada a inclemente seca que ano após ano castiga nosso chão, causando perdas de lavouras e mortes de rebanhos bovinos, colocando à prova a fé, a esperança e a resiliência dos nossos irmãos sertanejos. O interessante é que mesmo castigada impiedosamente pela seca rotineira, a nossa Espinosa foi abençoada por Deus com a existência de vários cursos d´água em seu território, o que ameniza bastante os efeitos maléficos da pesada estiagem. Não raro, em épocas em que os Céus despejam boa quantidade de chuva sobre nós, os nossos rios se transformam em gigantes corredeiras, deixando os seus leitos e invadindo terrenos próximos, inclusive ruas, avenidas e praças, mostrando a força da Natureza e causando sérios problemas para a população. A mais gigantesca destas demonstrações de vigor do Universo deu-se em março de 1968, quando após chuvas contínuas e abundantes, os rios Bom Sucesso e São Domingos tiveram grandes cheias, transbordando em vários pontos do seu caminho até a Barragem do Estreito, deixando um rastro de destruição na pequena cidade. A força da enchente foi tão poderosa que tombou carros e caminhões, derrubou casas, arrastou vagões ferroviários carregados de cimento e deixou para trás um desolador cenário de devastação por toda a cidade. A força da água foi tão poderosa que invadiu o prédio do Cine Coronel Tolentino deixando uma marca bastante alta nas suas paredes internas, bem como destruiu completamente a Igrejinha de Santa Terezinha instalada no centro da Praça Antonino Neves, na antiga Beira da Lagoa.  








 
De quando em vez somos surpreendidos com grandes enchentes na cidade, situação positiva para o nosso município tão castigado pelas longas e prejudiciais estiagens, não fossem os estragos causados nas lavouras, na inundação de logradouros e nas invasões de residências pela água, avariando ou destruindo móveis dos moradores. Infelizmente em Espinosa, locais mais baixos como vazantes e várzeas foram tomados por construções de moradias e empreendimentos comerciais, sem a devida infraestrutura de escoamento da água. Quando chove um pouco mais e ocorrem as cheias, esses locais são naturalmente inundados pela água da chuva e dos rios, causando inúmeros transtornos. Mas jamais devemos protestar ou nos queixar das abençoadas águas que descem dos Céus, porque delas vêm a nossa sagrada sobrevivência neste planeta lindo, azul e esférico. Não há, portanto, razão para haver reclamação contra os efeitos espontâneos da Mãe Natureza. Quem não quiser de maneira alguma ser atingido pela enxurrada das chuvas na porta da sua casa na sua rua, inclusive os atleticanos, que compre um lote e construa sua residência no alto do Morro do Cruzeiro. Brincadeira, sem maldade, viu, haters?
Um forte, imenso e centenário abraço lençóisdorioverdense. 

Centenário de Espinosa - Postagem 83

Para comemorar o Centenário de Espinosa da sua emancipação política, publicarei aqui no nosso blog 100 (CEM) textos específicos (além das postagens normais), sobre imagens, acontecimentos e "causos" sobre mim, a minha Espinosa e alguns dos seus notáveis personagens.

Para quem está em casa, guardado por Deus, contando seus metais, amando o passado sem perceber que o novo sempre vem, um conselho: acorde e evolua! Quem vive de passado é museu! As boas lembranças sim devem ser rememoradas com saudade e contentamento, mas a vida presente é que deve ser focada e aproveitada inteiramente, pois o futuro é mais do que incerto. Os versos inspirados do grande cantor e compositor Belchior vêm nos abrir os olhos e mostrar que não adianta lutar contra a evolução, pois fatalmente seremos engolidos por ela, sem dó nem piedade. E na maioria absoluta dos avanços sociais e tecnológicos, os ganhos humanos são incontáveis. E extremamente benéficos.
Uma prova de que a mudança é irreversível e tem sim que acontecer, e para melhor, foi a transferência da sede do Fórum para uma nova instalação no Condomínio Jardins do Lago.
















As instalações do Fórum Doutor José Cangussu na Avenida de mesmo nome, quando construídas ainda na pequena Espinosa, eram amplas e modernas, atendendo perfeitamente às necessidades da época. Mas o tempo passou, a cidade cresceu e as exigências se intensificaram, deixando o velho e bonito prédio ultrapassado e inadequado para atender célere e confortavelmente à comunidade. Tornou-se então imprescindível a construção de um novo prédio para acolher o Fórum. Em terreno doado pelo médico e empresário Heron de Freitas em condomínio de sua propriedade, foi ali edificado um novo, amplo, moderno e belo prédio, com todas as condições para que os servidores públicos possam exercer com tranquilidade e presteza suas funções e que a população seja atendida com cuidado e conforto.   
Um forte, imenso e centenário abraço lençóisdorioverdense.