Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

terça-feira, 17 de julho de 2012

469 - As músicas brasileiras mais tocadas ano a ano desde 1902

Descobri um site interessante, chamado Hot100brasil.com, que disponibiliza, entre outras coisas, as músicas mais tocadas no país desde o ano de 1902. Os dados não são totalmente confiáveis, já que não há no Brasil um processo seguro de medição da execução das músicas em todo o país. Mas com base em informações coletadas em fontes como boletins de execução de rádios de diversas capitais brasileiras, relatórios de vendas das grandes gravadoras, livros, revistas e jornais, conseguiu-se extrair um panorama bem abrangente das músicas mais tocadas em todos esses anos.
O disco brasileiro comemorará agora em agosto seus 110 anos de vida. O início se deu no ano de 1902 com predominância da Casa Edison, que dominava o mercado com mais de 80 por cento, com suas gravações exclusivamente mecânicas. Com a popularização do rádio, por volta de 1927, as gravações, agora elétricas, se tornaram mais frequentes e grandes ídolos começaram a despontar no cenário musical brasileiro, bem como a chegada de novas gravadoras, acirrando a concorrência. Fazem grande sucesso nesta época (1927-1957), os artistas de voz bela e potente como Mário Reis, Aracy de Almeida, Vicente Celestino, Francisco Alves, Cármem Miranda, Orlando Silva, Nélson Gonçalves, Ângela Maria, Cauby Peixoto, Dick Farney, Nora Ney, Sílvio Caldas, Marlene, Dalva de Oliveira e Dolores Duran, entre outros.
O final dos anos 50 e o início dos anos 60 trazem uma verdadeira reviravolta na indústria da música brasileira, com a introdução de novos movimentos musicais que mudaram todo o panorama vivido até então. O surgimento da Bossa Nova mudou radicalmente a maneira de cantar, com a sua batida diferenciada e o canto sussurrante, além da alteração nos temas das músicas, que passaram a falar mais de coisas mais leves, de praia, sol e mar. Ainda viria movimentar a cena musical do país, a Jovem Guarda, influenciada pelos quatro garotos de Liverpool, o fenômeno mundial Beatles, que conquistava o mundo inteiro. 
A televisão passou a competir com o rádio, sendo vital para a divulgação dos novos artistas, muitos deles se utilizando dos famosos festivais de música para mostrar ao público os seus trabalhos e ganhar o respeito e a admiração de todo o país. Assim nascia a Tropicália, de Caetano, Gil, Gal e Bethânia e os Novos Baianos, de Moraes, Baby, Pepeu e Paulinho Boca de Cantor. Destacam-se ainda no período, Chico Buarque, Tim Maia, Mílton Nascimento, Elis Regina, Tom Jobim, Paulinho da Viola, Rita Lee, Ivan Lins, Gonzaguinha, Jair Rodrigues, Roberto e Erasmo Carlos, Jorge Ben, entre tantos outros.
A partir da chegada do CD e o quase desaparecimento dos LPs, a indústria da música usa cada vez mais a televisão, na nova linguagem de divulgação dos videoclipes. Há uma explosão do rock nacional, nos anos 80, que catapulta para o sucesso bandas fundamentais como Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Engenheiros do Hawai, Capital Inicial, Titãs e Barão Vermelho. Acontece também, no final dos anos 80, uma grande repercussão dos gêneros popularescos como a música sertaneja moderna, o funk, o pagode e o axé. A disseminação da Internet veio possibilitar um até então impensável compartilhamento de música por todo o mundo, acabando de vez com as fronteiras da indústria musical.

Dê uma olhada na relação das músicas mais tocadas ano a ano no Brasil e veja se a qualidade melhorou ou piorou nos últimos anos.
Um grande abraço espinosense.

2011: “Um beijo”, Luan Santana
2010: “Só rezo”, NX Zero
2009: “Agenda”, Ornella di Santis e Belo
2008: “Extravasa”, Cláudia Leitte
2007: “Natiruts reggae power”, Natiruts
2006: “É isso aí”, Ana Carolina e Seu Jorge
2005: “Eu amo”, Zezé di Camargo e Luciano
2004: “Vou deixar”, Skank
2003: “Tô nem aí”, Luka
2002: “Festa”, Ivete Sangalo
2001: “Quem de nós dois”, Ana Carolina
2000: “Amor I love you”, Marisa Monte
1999: “Sozinho”, Caetano Veloso
1998: “Cada volta é um recomeço”, Zezé di Camargo e Luciano
1997: “Palpite”, Vanessa Rangel
1996: “Garota Nacional”, Skank
1995: “Vira vira”, Mamonas Assassinas
1994: “Eu só penso em você”, Zezé di Camargo e Luciano e Willie Nelson
1993: “Que se chama amor”, Só Pra Contrariar
1992: “O canto da cidade”, Daniela Mercury
1991: “É o amor”, Zezé di Camargo e Luciano
1990: “Evidências”, Chitãozinho e Xororó
1989: “Bem que se quis”, Marisa Monte
1988: “Faz parte do meu show”, Cazuza
1987: “Que país é este?”, Legião Urbana
1986: “Demais”, Verônica Sabino
1985: “Dona”, Roupa Nova
1984: “Sonífera ilha”, Titãs
1983: “Menina veneno”, Ritchie
1982: “Muito estranho (Cuida bem de mim), Dalto
1981: “Baila comigo”, Rita Lee
1980: “Balancê”, Gal Costa
1979: “O bêbado e a equilibrista”, Elis Regina
1978: “Outra vez”, Roberto Carlos
1977: “Amigo”, Roberto Carlos
1976: “Juventude transviada”, Luiz Melodia
1975: “Moça”, Wando
1974: “No silêncio da madrugada”, Luiz Ayrão
1973: “O vira”, Secos e Molhados
1972: “Ilê Ayê”, Clara Nunes
1971: “Detalhes”, Roberto Carlos
1970: “Foi um rio que passou em minha vida”, Paulinho da Viola
1969: “As curvas da estrada de Santos”, Roberto Carlos
1968: “Viola enluarada”, Marcos Valle e Milton Nascimento
1967: “Coração de papel”, Sérgio Reis
1966: “Quero que vá tudo pro inferno”, Roberto Carlos
1965: “Trem das onze”, Demônios da Garoa
1964: “Rua Augusta”, Ronnie Cord
1963: “Mas que nada”, Jorge Ben
1962: “O trovador de Toledo”, Gilda Lopes
1961: “Palhaçada”, Dóris Monteiro
1960: “Banho de lua”, Celly Campello
1959: “Estúpido cupido”, Celly Campello
1958: “Cabecinha no ombro”, Alcides Gerardi
1957: “Mocinho bonito”, Dóris Monteiro
1956: “Conceição”, Cauby Peixoto
1955: “Café soçaite”, Jorge Veiga
1954: “Teresa da praia”, Dick Farney e Lúcio Alves
1953: “Risque”, Linda Batista
1952: “Lata d’água”, Marlene
1951: “Vingança”, Linda Batista
1950: “Pé de manacá”, Isaura Garcia e Hervé Cordovil
1949: “Brasileirinho”, Waldir Azevedo
1948: “A saudade mata a gente”, Dick Farney
1947: “Copacabana”, Dick Farney
1946: “De conversa em conversa”, Isaura Garcia e Os Namorados da Lua
1945: “Maria Bethânia”, Nelson Gonçalves
1944: “Atire a primeira pedra”, Orlando Silva
1943: “A dama de vermelho”, Francisco Alves
1942: “Ai! Que saudades da Amélia”, Francisco Alves
1941: “Canta Brasil”, Francisco Alves
1940: “Dama das camélias”, Francisco Alves
1939: “O que é que a baiana tem?”, Carmen Miranda e Dorival Caymmi
1938: “Pastorinhas”, Sílvio Caldas
1937: “Carinhoso”, Orlando Silva
1936: “Pierrô apaixonado”, Joel e Gaúcho
1935: “Minha palhoça”, Sílvio Caldas
1934: “Cidade maravilhosa”, Aurora Miranda e André Filho
1933: “Alô, alô”, Carmen Miranda e Mário Reis
1932: “O teu cabelo não nega”, Castro Barbosa e O Grupo da Velha Guarda
1931: “Tico-tico no fubá”, Orquestra Colbaz
1930: “Pra você gostar de mim (Taí)”, Carmen Miranda
1929: “Gosto que me enrosco”, Mário Reis
1928: “Jura”, Aracy Côrtes
1927: “Anoitecer”, Gastão Formenti
1926: “Chuá, chuá”, Fernão e Romeu Silva
1925: “A casinha (A casinha da colina)”, Aracy Côrtes
1924: “O casaco da mulata”, Bahiano e Maria Marzulo
1923: “Tristezas do Jeca”, Orquestra Brasil-América
1922: “Luar de Paquetá”, Bahiano
1921: “Esta nega qué me dá”, Bahiano
1920: “Fala meu louro”, Francisco Alves
1919: “Já te digo”, Bahiano
1918: “Ontem ao luar”, Vicente Celestino
1917: “Pelo telefone”, Bahiano
1916: “Flor do mal”, Vicente Celestino
1915: “Apanhei-te, cavaquinho”, Grupo Passos no Choro
1914: “Atraente”, Grupo Chiquinha Gonzaga
1913: “Caboca di Caxangá”, Patrício Teixeira
1912: “O forrobodó”, Grupo Chiquinha Gonzaga
1911: “O meu boi morreu”, Eduardo das Neves
1910: “Canção do marinheiro (Cisne branco)”, Eduardo das Neves
1909: “Choro e poesia”, Banda da Casa Edison
1908: “Os namorados da lua”, Mário Pinheiro
1907: “Ó, Minas Gerais”, Eduardo das Neves
1906: “Clélia (Ao desfraldar da vela)”, Mário Pinheiro
1905: “Fantasias ao luar”, Banda da Casa Edison
1904: “Amor perdido”, Patápio Silva
1903: “Perdão, Emília”, Bahiano
1902: “A conquista do ar (Santos Dumont)”, Banda da Casa Edison

Acesse aqui e veja os maiores sucessos de cada ano: hot100brasil.com

sexta-feira, 13 de julho de 2012

468 - Sexta-feira 13, julho de 2012 - Hoje é o Dia Mundial do Rock, moçada!

No dia 13 de julho, em todo o mundo, se comemora o Dia Mundial do Rock and Roll. Isso acontece desde que o músico britânico Bob Geldof criou o Live Aid Festival, evento realizado simultaneamente em 13 de julho de 1985, nas cidades de Londres, na Inglaterra, e Filadélfia, nos Estados Unidos, com a presença de grandes astros do rock, para arrecadar fundos a serem aplicados no combate à fome na Etiópia, no continente africano. Neste concerto que entrou para a história e marcou a data dali em diante como o Dia Mundial do Rock, estiveram presentes ícones do gênero como Bob Dylan, The Who, Led Zeppelin, Dire Straits, Queen, Joan Baez, David Bowie, B. B. King, Mick Jagger, Scorpions, Sting, Phil Collins, Eric Clapton, U2, Black Sabbath e Sir Paul McCartney, entre outros. O evento foi transmitido ao vivo pela BBC de Londres para vários países e serviu para pressionar os países ricos a lutar contra esse disparate e abrir os olhos da humanidade para a pobreza extrema nos países da África. 
20 anos depois, em 2005, Bob Geldof voltaria à carga com a organização do fantástico evento Live 8, que em shows produzidos em vários países, pressionava os ricos países do G8 a perdoarem as dívidas externas dos países pobres e envidassem esforços para erradicar a miséria no mundo.
Sou fissurado por rock, desde que me entendo por gente, lá na minha Espinosa. Não era fácil naqueles tempos se manter informado sobre as novidades da música no mundo. Nem sequer se imaginava um veículo espetacular de divulgação da música como hoje se tornou a Internet. Procurávamos nos informar em algumas estações de rádio, como a Rádio Mundial, sobre alguma banda nova ou um novo gênero musical. E para ouvir os nossos ídolos de então, tínhamos que comprar os discos, os famosos LPs, caros demais para quem não ganhava quase nada. Ou gravar uma fita cassete com os maiores sucessos dos nossos artistas favoritos. Por isso, quando podíamos juntar um dinheirinho e comprar um disco como o do Queen ou do Pink Floyd, lá na loja "A Musical" de Júlio Figueiredo, era como conquistar um troféu. Os meus "troféus" estão guardados até hoje aqui em casa.
O "Rock and Roll", expressão da gíria dos negros americanos, que literalmente significa "balançar e rolar", se referia ao ato sexual. A música criada pelos pioneiros do novo gênero musical, Little Richard, Jerry Lee Lewis, Bill Haley e Chuck Berry, era uma mistura do Country com o Rhythm and Blues, fundindo a música branca com a música negra e mudando radicalmente a história da música mundial para sempre. Consta que o responsável pelo batismo daquela nova onda musical que rapidamente contagiou toda a juventude dos EUA e do mundo, foi o disc-jóquei americano Alan Freed (1922-1965), no seu programa de rádio.
Aquela nova música dançante e alegre conquistou multidões de fãs, principalmente a partir da aparição de um dos maiores ídolos de todos os tempos, Elvis Presley. A partir dali o rock se multiplicou em inúmeras fases e variações. Houve a fase esfuziante do início dos Beatles, fenômeno mundial com seus terninhos bem cortados e letras inocentes. Depois viria a fase psicodélica em que as drogas tiveram importância relevante na música, na vida e morte de muitos jovens e talentosos ídolos, como Jimi Hendrix e Janis Joplin. A fase incluía também músicas de protesto contra a Guerra do Vietnam, com destaque para o gênio Bob Dylan. Tempos depois, uma nova vertente do rock daria uma nova dimensão ao gênero. O Heavy Metal apareceria trazendo grandes cabeleiras, roupas escuras, guitarras pesadas e um som com potência sonora bem mais amplificada. Era tempo de Black Sabbath e Led Zeppelin, de Iron Maiden e Judas Priest. Mas havia de outro lado o chamado Rock Progressivo, com suas belas e longas melodias, tocadas por bandas recheadas de músicos extremamente talentosos, como as famosas Emerson, Lake and Palmer, Genesis, Pink Floyd e Yes. Tempos depois, já nos anos 80, surgia o movimento Punk, para constrastar radicalmente com toda essa produção caprichada. A ideia era reduzir a música ao mínimo, ao básico: apenas três acordes nas composições, somente guitarra, baixo e bateria, letras curtas e diretas, sem frescura. O importante era a rebeldia e a atitude anarquista. The Clash e Sex Pistols foram destaques deste período. 
O Pós-Punk traria melodias melancólicas e visual dark, com muita instrospecção dos seus maiores ícones: Joy Division, The Cure e Siouxsie and the Banshees. Os anos 80 consolidariam a era das grandes bandas e dos grandes espetáculos em estádios e arenas. Era o início de bandas como o U2 e o Oasis. Na década de 90, surgiu o Grunge, com o sucesso estrondoso do Nirvana e do Pearl Jam. A partir daí, nada mais tão interessante surgiu no universo do rock. Mas existiram muito mais variações do rock em todos esses anos, diversidades tais como o Hard Rock, o Britpop, o Glam Rock, o Folk Rock, a New Wave, a Glam Metal e mais recentemente o Rock Alternativo, além de inúmeras subdivisões espalhadas por todo o mundo. Qualquer que seja a sua variação predileta, comemore ouvindo a sua banda ou seu artista preferido, por que hoje é o dia, aliás, todo dia é dia de rock and roll, man.
Um grande abraço espinosense.
Um dos mais conhecidos símbolos relativos ao Rock and Roll é o
famoso logotipo dos Rolling Stones, que foi desenhado em 1970 pelo
estudante de arte John Pasche e foi capa do álbum "Sticky Fingers", de 1971.
A banda inglesa comemora 50 anos de carreira neste mês de julho, um recorde.




Para comemorar essa data tão especial, um momento especialíssimo em que o mítico Mick Jagger canta ao lado de outro ícone fabuloso do rock, Bono Vox, do U2. Memorável!

467 - Creche Proinfância Dr. Nivaldo Faber da Silva

Fiquei bastante satisfeito ao receber, com algum atraso, a notícia da inauguração da Creche Proinfância que homenageia, merecidamente, o meu inesquecível amigo, espinosense de coração, Nivaldo Faber da Silva. Com uma elogiável existência dedicada à família, à carreira de médico veterinário e à nossa cidade, que o acolheu como filho, Doutor Nivaldo foi um exemplo de como deve se portar um cidadão no exercício da política. Sempre aberto a reivindicações, a críticas e a questionamentos, com uma educação plena, ele tratava a todos com respeito e reverência, sem se ater a divergências de ideias no convívio diário. Como eu gostaria que todos os nossos políticos e eleitores tomassem a sua trajetória como exemplo de uma convivência fraterna e respeitosa!    
No último dia 15 de junho, a Prefeitura Municipal de Espinosa, administrada pelo prefeito João Miranda, presenteou a cidade com uma unidade da Creche-Escola do Programa Proinfância, em uma parceria do município com o Governo Federal. Com a disponibilidade de 200 vagas, o empreendimento atenderá a crianças de 0 a 5 anos, com toda a infraestrutura sendo utilizada no desenvolvimento físico, psicológico e intelectual das crianças. A obra, localizada no Bairro Bela Vista, no local onde funcionava o aeroporto, contou com investimentos superiores a R$ 1.300.000,00 e disponibilizará aos alunos oito salas de aula, biblioteca, brinquedoteca, sala multiuso, refeitório, cozinha, lactário, área de lazer, solário, playground, tanque de areia, sala de vídeo e área administrativa.
A solenidade de inauguração teve, além da presença do prefeito João Miranda, as participações do deputado estadual Paulo Guedes, da Secretária Municipal de Educação e Cultura, Dona Neusa Mendes, do Secretário de Agricultura Nílson Faber e de Dona Marly Sepúlveda, esposa do Doutor Nivaldo. Ainda estiveram presentes vereadores, professores e diretores de escolas e pessoas da comunidade. 
Outra notícia a ser comemorada é a nomeação do competente professor Lauro Mendes como coordenador do empreendimento. Sucesso a ele nessa árdua tarefa e parabéns a todos os envolvidos nessa conquista.
Um grande abraço espinosense.
Vista aérea da Creche-Escola Proinfância Dr. Nivaldo Faber da Silva

Foto: Jornal de Espinosa

Foto: Jornal de Espinosa

466 - Como passa rápido o tempo! 10 anos em Montes Claros

A escassez de tempo anda comprometendo um pouco a publicação de novas postagens aqui no nosso blog. Alguns assuntos estão sendo tratados com um pequeno atraso, o que me leva a pedir desculpas a vocês, visitantes ilustres deste espaço. Assim, neste início do mês de julho, se completou a marca expressiva de dez anos em que estou residindo em Montes Claros com a minha família. Cheguei aqui na mesma época em que o Brasil conquistava, com uma vitória por 2 x 0 sobre a Alemanha, o título de pentacampeão mundial de futebol.
Depois de um período de extrema tristeza vivido em Espinosa, onde eu e alguns colegas sofremos uma terrível perseguição profissional, com ocorrência de abjeto assédio moral, desliguei-me da minha terra natal para descortinar novos ares e possibilidades.
Pessoas especiais na minha vida e na vida da minha família foram determinantes na minha rápida adaptação à nova cidade, sendo fundamentais na mudança de rumo da nossa trajetória, sem jamais deixar de ter importância extrema em nossos corações. Quinha e Lindacy, Djair e Zezé, Rones e Jesana, Lena Rodrigues e tantos outros amigos, nos deram apoio e suporte nos momentos de incerteza e sofrimento. Mas DEUS sempre está ao meu lado, felizmente. Em inúmeras passagens da minha já longa vida, a sua presença se manifestou magnificamente, o que me permite dizer, sem medo de errar, que sou um cara feliz e abençoado.
Em Montes Claros, fui muito bem recebido pelos novos colegas de trabalho, reencontrei outros já conhecidos, fiz uma gama enorme de novos amigos, tive o meu trabalho reconhecido pelos novos superiores, continuei a fazer de maneira mais frequente uma das coisas de que mais gosto, que é jogar futebol, tive acesso a mais possibilidades culturais como cinema, shows e apresentações de música ao vivo nos barzinhos da cidade e o mais importante, consolidei a minha relação familiar e profissional possibilitando educação de qualidade aos meus dois filhos. Não há o que se lamentar, apenas razões imensas de comemoração e alegria.
Às vezes, ou talvez quase sempre, os acontecimentos ruins de certos períodos na nossa vida nos levam a uma condição de melhoria significativa logo à frente. Como diz o ditado, "Depois da tempestade, vem a bonança". Assim DEUS nos ensina o dom da humildade e da perseverança, a acreditar e batalhar sempre, com fé e coragem, na busca da felicidade.
O meu agradecimento a todos aqueles que de alguma forma, mesmo que mínima ou imperceptível, participaram ou participam deste processo tão importante da minha vida e da vida da minha família, que foi a minha saída brusca e desalentadora de Espinosa, minha amada terra natal, para uma trajetória de alegria e felicidade nesta cidade especial que me recebeu de braços abertos e que, como um amor à primeira vista, se tornou a minha segunda cidade-mãe.
Um grande abraço espinosense.















465 - Uma conquista abençoada: Uma homenagem a Marivanda dos Santos

Dias atrás recebi um convite de formatura de uma bela garota de Espinosa, filha de um saudoso amigo meu, Dalton Xavier. Poderia ser mais uma vitória como tantas outras conquistadas pelos filhos de Espinosa nas faculdades da vida, o que muito me satisfaz e alegra, mas para mim a vitória de Geysa Xavier tem um significado muito mais abrangente. Caminho idêntico percorrem os seus irmãos Joicy e Danílton Xavier. Só quem sabe a história de vida da sua família pode entender a grandeza deste êxito. Além de ter perdido o pai precocemente, o meu grande amigo de juventude Dalton Nunes Xavier, os seus filhos ainda viriam a ver desaparecer de forma trágica a sua mãe, Marivanda dos Santos, em um acidente automobilístico.
Sempre que tomo conhecimento da formatura de algum filho da minha terra, minha alma se enche de alegria. Como é reconfortante saber que mais jovens espinosenses alcançaram o objetivo de se formar em uma universidade, abrindo caminho para o exercício de uma profissão digna e o alcance do sucesso profissional. Muitos já venceram esta batalha e muitos outros estão na árdua caminhada para transpor esta etapa importantíssima da vida educacional, entre eles, graças a Deus, os meus dois filhos. É claro que todas as conquistas dos jovens espinosenses me deixaram feliz e orgulhoso, mas a vitória de Geysa me toca de uma maneira especial. E isso se deve à história da sua mãe, Marivanda, um exemplo de incrível empenho e rara determinação. Lutando contra todas as dificuldades, ela enfrentou sol e chuva, distâncias e obstáculos na sua caminhada por muitos lugares deste mundo para ganhar o seu sustento e poder oferecer uma possibilidade de estudo aos seus filhos. Marivanda foi uma das pessoas com quem eu convivi por quem eu tenho mais admiração e respeito. Que os seus filhos se orgulhem da sua luta e do seu admirável exemplo de vida e que, nas suas trajetórias pessoais e profissionais, se dediquem ao máximo para construir uma reputação tão decente e respeitável como a dela. Que Deus os proteja e parabéns pela brilhante conquista.
Um grande abraço espinosense.
 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

464 - Uma cidade nas ruas

Há algum tempo atrás eu vi este vídeo na Internet e fiquei maravilhado com as imagens belas e impressionantes da população da cidade nas ruas, com a criatividade dos seus criadores e também pela música maravilhosa que serve de trilha sonora. Mas infelizmente eu o perdi e não conseguia encontrá-lo mais na rede. Dia desses, fuçando o You Tube, finalmente o reencontrei, o que me deixou satisfeitíssimo por revê-lo e poder compartilhar com vocês essa maravilha. Trata-se de um vídeo de "LipDub" (tipo de vídeo que combina sincronização labial e dublagem de áudio para produzir um videoclipe musical) realizado por Bliss Rob em maio de 2011, em resposta a um comentário feito por um jornalista na revista Newsweek, chamando a cidade americana de Grand Rapids de "cidade moribunda". A população se sentiu incomodada com a publicação e umas 5.000 pessoas saíram às ruas para participar desse vídeo maravilhoso e protestar criativamente contra o comentário maldoso. O vídeo de quase nove minutos mostra os moradores da cidade dublando a bela música "American Pie" do cantor e compositor americano Don McLean.
Grand Rapids é uma cidade localizada no estado americano do Michigan, no Condado de Kent, cortada pelo Rio Grande. Foi fundada em 1826 e incorporada em 1850. Anthony Kiedis, vocalista dos Red Hot Chili Peppers e o ex-presidente americano Gerald Ford nasceram na cidade. 
Segundo o censo nacional de 2010, a sua população é de 188.040 habitantes e sua densidade populacional é de 1.635,19 hab/km². É a segunda cidade mais populosa do Michigan depois de Detroit. 
Vejam abaixo o clipe do Lipdub e um vídeo com a interpretação de Don Mclean da sua famosa canção (com a tradução).
Um grande abraço espinosense.


463 - A imponente Igreja de Nossa Senhora da Conceição e São José em Montes Claros

Dia desses, em uma cerimônia de batizado, mais uma vez fiquei fascinado pela beleza da Igreja Matriz de Montes Claros. Com suas pinturas maravilhosas, seus vitrais coloridos, seus muitos altares, suas imagens impressionantes e sua enorme cruz moldada no teto, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição e São José, localizada na Praça Doutor Chaves, no centro da cidade, sempre me despertou a atenção por sua extrema beleza e pela especial sensação de acolhimento que me provoca. Assim, tirei algumas fotografias que quero compartilhar com vocês aqui no blog, além de um pequeno resumo sobre a sua história. 
A primeira Capela foi construída em 1769 com invocação de Nossa Senhora da Conceição e São José. Ela ficava no fundo da atual Matriz, bem de frente para a sede da fazenda do Alferes José Lopes de Carvalho.  
No dia 19 de junho desse ano, o Alferes requereu junto ao então Coadjutor da Capela do Nosso Senhor do Bonfim de Macaúbas (atual Bocaiúva), Padre Francisco de Medeiros Cabral, a necessária licença para a construção da capela. A licença foi aprovada e verificou ser legal a doação de uma légua e meia de terras de comprimento, por uma légua de largura, na fazenda de Mucambinho e também 50 novilhas feitas pelo Alferes para a construção da Capela.  
Em 3 de julho de 1857 a Capela recebeu a denominação de Paróquia de Nossa Senhora da Conceição e São José de Montes Claros, em conseqüência da elevação da Vila de Formigas em cidade de Montes Claros.  

Em 1835 - O primeiro vigário foi o Padre Antônio Gonçalves Chaves. 
Em 1877 – Padre Antônio Augusto Alkimim.  
Em 1879 – Padre Augusto Prudêncio da Silva – terceiro vigário e primeiro Padre montesclarense.  
Em 1885 – Padre Manoel Assunção Ribeiro.  
Em 1888 – Padre José Vieira da Silva.  
De 1896 a 1902 – Padre Lúcio Antunes de Souza – Batalhou para a criação de um novo bispado no Norte de Minas com sede em Montes Claros.  
De 1902 a 1903 – Padre José Messias (provisoriamente).  
De 1903 a 1917 – Padre Manoel Francisco Calado (Padre Secular).  
De 1917 a 1919 – Padre Carlos Antônio Vincart. Padre François Moreau (coadjutor de Pe.Carlos A. Vincart). Padre Chico, Padre Bento, Padre Maurício e Padre Vincart. Foram os responsáveis pela instalação do bispado de Montes Claros.  
De 1919 a 1924 – Padre Maurice Gaspar (volta dos premonstratenses).  
De 1925 a 1949 – Padre Marcos Van In (fundou a Liga Católica, a Associação de Santa Terezinha e as Damas de Caridade(caráter filantrópico). Iniciou a reconstrução da Matriz.  
Em 1947 – Padre Hermano José Ferreira (vigário auxiliar)  
De 1950 a 1994 – Padre Hermano José Ferreira assume a Paróquia.  
Em 1994 – A Paróquia fica sob os cuidados dos seguintes padres premonstratenses. Uma equipe que revezava celebrando até a posse do novo pároco. São eles: Padre João Batista de Souza Lopes; Padre Osvaldo Gonçalves Vieira; Padre Sérgio Silva Rocha; Padre Aderbal Murta de Almeida; Padre Sebastião Raimundo de Castro; Padre Antônio Galvão Arruda Filho.  
De 1999 a 2005 – Padre Manoel Pereira dos Santos Neto.  
Em 2006 – Padre Kennedy dos Santos Silva.  
Em 2008 – Padre Graci Maria de Sá (vigário auxiliar).  
Em 2011 - Padre Franscino Oliveira Silva (vigário auxiliar).

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO E SÃO JOSÉ DE MONTES CLAROS
Missa nos domingos, às 7, 9 (Missa das Crianças) e às 19 horas.
Missa nas segundas-feiras, às 7 horas.
Missa nas terças-feiras, às 7 e às 17 horas.
Missa nas quartas, quintas, sextas-feiras e sábados, às 7 e às 19 horas.
Batizados, todo primeiro domingo do mês às 10 horas.
Fonte: matrizmoc.com