Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

4145 - O meu Galo ganhou

E no confronto entre as duas mais lendárias e poderosas equipes de futebol das Minas Gerais na Copa do Brasil, deu Atlético. Na segunda partida das quartas de final da Copa do Brasil 2026 disputada ontem, terça-feira, 1º de setembro, às 21 horas, na Arena MRV, o time do Atlético foi mais envolvente e eficiente e eliminou o arquirrival Cruzeiro com uma vitória pelo placar de 2 x 1, gols de Victor Hugo e Fred para o vencedor, e de Kaio Jorge, de pênalti, para o derrotado.
Foi uma partida de muito alto nível, eletrizante, envolvente, e com as duas equipes buscando a todo instante a superioridade em campo. Cada espaço do gramado era disputado com vontade e entrega total. Divididas, faltas, empurrões, discussões, trombadas, mas também belas jogadas, dribles, chutes perigosos, bolas nas traves, emoção à flor da pele. Com um desempenho incrível, o Atlético de Eduardo "Barba" Domínguez mostrou uma evolução elogiável e esteve em boa parte da partida superior ao poderoso Cruzeiro de Artur Jorge e do milionário empresário Pedrinho "BH" Lourenço. Noutra parte do jogo houve equilíbrio e uma sensação de que a decisão iria para as cobranças das penalidades.



O azar parecia continuar perseguindo o Atlético. Após o alívio para a torcida, com a confirmação da participação do goleiraço Everson, que jogou no sacrifício com uma fratura no pé, o treinador viu o meio-campo Maycon ser descartado ainda no aquecimento por sentir dores na perna. Aos 15 minutos, mais uma baixa importante. O zagueiro Ruan Tressoldi teve que deixar o campo por sentir uma contusão na coxa esquerda. Mais uma chance para o jovem atleta Vitão, de apenas 18 anos, entrar em campo e mostrar seu valor. Pena que, por inexperiência, o excelente e promissor zagueiro atleticano cometeu pênalti bobo no provocador atacante cruzeirense Kaio Jorge, aos 27 minutos. O jogador celeste bateu com maestria e abriu o placar. O resultado se manteve até o intervalo, mas outras boas chances de gol ocorreram ainda na primeira etapa. Logo aos 2 minutos, Mateo Cassierra cabeceou a bola após cruzamento de Bernard e acertou a trave esquerda do ótimo goleiro Otávio. Em seguida, aos 6 minutos, após cruzamento de Tomás Cuello e falha do zagueiro Jonathan Jesus, Bernard chutou sozinho para bela defesa do arqueiro celeste. No rebote, Fred chutou por cima do gol. Aos 9 minutos, Arroyo chutou fraco para fácil defesa de Everson. Aos 17, Matheus Pereira chutou forte e com perigo, rente à trave direita de Everson. Aos 20, novamente Arroyo, que arriscou chute de fora da área para arrojada defesa do goleiro atleticano. Aos 36, Fred recebeu sozinho no meio de campo, avançou e chutou fraco nas mãos de Otávio. Aos 48, Bernard chutou forte, com a bola desviando na defesa, indo para a linha de fundo. Após escanteio e cabeçada, o atacante Kaio Jorge jogou de zagueiro, evitando o gol atleticano na linha do gol. E aos 49 minutos, um lance inacreditável! O rápido e incisivo Tomás Cuello deixou Lucas Villalba para trás, avançou pela direita e serviu com açúcar e com afeto a bola rasteirinha para Bernard enlouquecer a Massa, mas o craque baixinho desperdiçou a ótima chance, "furando" de maneira bisonha. E assim os times deixaram o campo de jogo para o intervalo.
 

Na segunda etapa, debaixo de chuva, Cuello entrou pela direita e assustou a torcida cruzeirense, chutando para fora. Aos 7 minutos, o Cruzeiro ameaçou com um toque de Kaio Jorge que raspou o travessão de Everson. Aos 15 minutos, o lance que influenciou bastante no jogo. O lateral Villalba fez uma segunda falta dura e recebeu o segundo cartão amarelo, sendo expulso pelo árbitro Raphael Claus. Com um jogador a menos, o Galo conseguiu uma façanha, a de saber utilizar a vantagem de um atleta a mais em campo, fato raramente visto no passado. Jogando com surpreendente empenho e vitalidade, o Atlético partiu para sufocar o Cruzeiro e chegou ao gol de empate aos 32 minutos, com passe preciso de Fred e finalização perfeita de Victor Hugo. Antes, aos 18 e 21 minutos, Cuello e Lódi haviam chutado forte, com perigo, mas para fora. Otávio fez boa defesa em chute de Fred, mandando a bola para escanteio. Aos 30, Gustavo Scarpa arriscou de longe para defesa tranquila de Otávio. Aos 35, Otávio defendeu bem o chute colocado de Minda e aos 42, Victor Hugo acertou a trave esquerda cruzeirense com um potente chute. O gol alvinegro teimava em não acontecer. E o tempo foi se passando rapidamente, até que a Massa finalmente explodiu de tesão, alívio e alegria. Depois de ótima troca de passes na área, Victor Hugo ajeitou para Fred chutar forte e colocado no canto direito do goleiro Otávio, decretando a vitória e a classificação atleticana para as semifinais da Copa do Brasil 2026.
Foi uma performance quase perfeita do Atlético comandado pelo sereno e compenetrado Eduardo Rodrigo "Barba" Domínguez, aniversariante do dia, 48 anos. Dois jogadores em especial se destacaram em campo: Fred e Victor Hugo, ambos com uma assistência e um gol. Tomás Cuello também jogou demais.



Foi o recorde de público no ano na Arena MRV, com 42.992 torcedores pagantes e uma renda de R$ 4.450.632,12. No primeiro jogo das quartas de final, realizado no Mineirão, o resultado terminou empatado em 1 a 1, com gols de Keny Arroyo e Renan Lodi.
Com a classificação às semifinais, onde enfrentará Grêmio ou Internacional, o Atlético faturou um prêmio de R$ 9 milhões. Se chegar à final e for Campeão, o time somará R$ 96 milhões em premiação e garantirá uma vaga na Copa Libertadores da América em 2027. 



RESUMO DA PARTIDA
ATLÉTICO 2 X 1 CRUZEIRO
Motivo: Segunda partida das quartas de final da Copa do Brasil 2026
Local: Arena MRV, Belo Horizonte (MG)
Data: 1º de setembro, 21h, terça-feira
Arbitragem:
Árbitro: Raphael Claus
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Victor Hugo Imazu dos Santos
Quarto árbitro: Paulo Roberto Alves Júnior
Gols: Victor Hugo, aos 32 minutos, e Fred, aos 42 minutos do 2º tempo (Atlético); Kaio Jorge, de pênalti, aos 29 minutos do 1º tempo (Cruzeiro)
Cartão vermelho: Villalba (Cruzeiro)
Cartões amarelos: Natanael (Atlético); Otávio, Fabrício Bruno, Villalba, Lucas Romero, Arroyo e Kaio Jorge (Cruzeiro)
ATLÉTICO: 22-Everson; 2-Natanael (10-Gustavo Scarpa), 4-Ruan Tressoldi (40-Vitão), 14-Vítor Hugo e 6-Renan Lódi; 21-Alan Franco (27-Alan Minda), 15-Kevin Castaño, 7-Fred e 11-Bernard (30-Victor Hugo), 28-Tomás Cuello e 9-Mateo Cassierra (19-Reinier)
Treinador: Eduardo Rodrigo "Barba" Domínguez
Estiveram no banco de reservas: 1-Gabriel Delfim, 23-Angelo Preciado, 36-Kauã Pascini, 5-Alexsander, 25-Tomás Pérez, 39-Mamady Cissé e 92-Dudu
CRUZEIRO: 81-Otávio; 23-Fagner, 15-Fabrício Bruno, 34-Jonathan Jesus (43-João Marcelo) e 25-Lucas Villalba; 29-Lucas Romero, 8-Gerson (7-Matheus Henrique) e 10-Matheus Pereira (27-Gabriel Rojas); 99-Keny Arroyo, 19-Kaio Jorge (22-Villarreal) e 20-Wesley e 70-Kaique Kenji
Treinador: Artur Jorge
Estiveram no banco de reservas: 1-Cássio, 12-William, 5-Zé Lucas, 16-Lucas Silva, 38-Felipe Morais, 67-João Costa e 97-Lucho Rodríguez



A torcida alvinegra merece mesmo estar entusiasmada com a classificação do clube na Copa do Brasil. Com o elenco mediano que o clube mantém nesta temporada, a trajetória da equipe tem que ser valorizada e até comemorada. Vejamos os fatos. Com uma reformulação gigantesca no elenco nos recentes anos, sobrou praticamente ninguém da vitoriosa campanha de 2021, quando o clube tornou-se Campeão da Tríplice Coroa, levantando as taças do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil e do Campeonato Mineiro. Sobraram, daquele elenco vencedor, apenas o goleiraço Everson e o volante Alan Franco. 
Agora neste ano, mesmo com um elenco com poucas contratações, o Atlético faz bonito na Copa do Brasil, alcançando as semifinais, figurando entre as quatro melhores equipes. Na disputa da Copa Sul-Americana, a equipe mineira também faz excelente campanha, estando presente na disputa das quartas de final, com confronto marcado com o Santos de Neymar e Cuca. No Brasileirão 2026, a equipe atleticana faz campanha razoável, mas bem melhor que a do ano passado. Após 24 partidas disputadas, o time aparece na oitava posição na tabela de classificação, com 36 pontos ganhos. Para se livrar definitivamente do risco de rebaixamento, bastam apenas três vitórias, ou seja, nove pontos. Mas o objetivo é bem mais ousado: conquistar uma vaga para a Libertadores, terminando o Brasileirão entre os quatro primeiros colocados. Apenas no Campeonato Mineiro o time havia frustrado a torcida por ter sido superado pelo arquirrival Cruzeiro na final do Estadual, após seis anos consecutivos de conquistas.



Temos muito o que comemorar. Depois de performances desalentadoras nos últimos anos, estamos melhorando a cada partida depois da chegada do comandante Eduardo "Barba" Dominguez, que está conseguindo formar uma equipe competitiva e dar a ela um estilo de jogo. São 14 partidas sem perder. 
Nossa esperança é de que, para o ano vindouro, a diretoria da SAF se conscientize da urgente necessidade de contratações de reforços importantes para o elenco, especialmente de um artilheiro nato e eficiente em balançar redes adversárias. A chegada do atleticano Fred deu-nos novo ânimo. É um excelente jogador, raçudo, competente e dedicado que será de fundamental importância para a formação e manutenção de uma equipe técnica, forte e competitiva para estar na briga por títulos de grande valor. Fred já chegou ao clube com a aura de um grande ídolo da torcida e tudo indica que será o comandante da equipe daqui em diante. Que seja bem-sucedido na árdua tarefa! 
Um grande abraço espinosense.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

4144 - O novo sempre vem

A vida e o mundo estão em constante e irrefreável transformação. As pessoas mudam, assim como se transformam os lugares, as cidades, os países, o planeta. A metamorfose é algo real e irreversível. Quem não se adapta às condições substanciais da evolução, cai na escuridão da retrogradação, da ignorância e da estupidez. Enquanto assistimos contentes ao desenvolvimento e crescimento intelectual de algumas pessoas, caminho natural de quem estuda, reflete, aprimora-se e se aperfeiçoa como ser humano, vimos desalentados o obscurantismo que ocupa mentes menos lúcidas, que involuem se enfiando em subterrâneos de ignorância e fanatismo político-religioso, utilizando-se continuamente do nome de Deus em indecente hipocrisia. Nos homens e mulheres, as mudanças têm prazo de validade, a irremissível hora da temida morte. Nas localidades, a metamorfose segue seu curso dia após dia, indo adiante e deixando os vetustos humanos para trás, enquanto novas vidas surgem no horizonte trazidas pelas incansáveis cegonhas (contém alguma ironia). É o ciclo mágico da evolução, com suas consequências positivas e negativas.
É salutar relembrar e louvar os tempos idos. Valorizar os instantes, locais e experiências do passado é bom, prazeroso e justo. Mas renegar o presente e os benefícios do progresso e da evolução humana é um verdadeiro atestado de estupidez.







O tempo não para e a mudança sempre vem, conforme atestaram Cazuza e Belchior, brilhantemente. Não há como lutar contra isso. E esta realidade está bem diante da nossa percepção. Quem reside em Espinosa pode perceber a inexorável transformação do cenário urbano. Na mesma rua que homenageia o Presidente Getúlio Vargas, figura polêmica da História da República Brasileira, dois símbolos de um panorama de outrora estão desaparecendo aos poucos. Símbolos de dois elementos fundamentais para a sobrevivência humana, luz e água, a velha construção que abrigou o Motorzão e a antiga caixa d´água estão sumindo diante dos nossos olhos.
Da primeira construção, resta apenas a fachada degradada pelo tempo. Ali em um espaço pequeno, funcionou por algum tempo uma engrenagem simples que transformava óleo diesel em energia para iluminar a então pequena cidade até o início dos anos 70. A iluminação das praças e ruas, bem anêmica, tinha hora para terminar: 22 horas, um pouco antes que a meia-noite chegasse. O encarregado principal a manter o sistema que mantinha a cidade alumiada por tempo determinado era o digno e saudoso eletricista Mirão, cidadão respeitável admirado por todos.
Ali pertinho, do outro lado da rua, outra antiga construção de enorme valor para a comunidade espinosense está desparecendo aos poucos da paisagem. A velha caixa d´água que por anos foi de fundamental importância para o abastecimento hídrico da nossa população, aos poucos vai sendo demolida. Restam apenas agora as quatro pilastras que sustentavam o reservatório da água que chegava até ali do Impossível através de uma rede de largos tubos. Quando adolescente, eu e meus amigos praticantes do futebol no então Estádio Vasco A. Neto, o Campão, localizado onde estão atualmente as instalações do Mercado Municipal, tomávamos banho na cascata que descia da estrutura quando a caixa se enchia e transbordava. Era uma festa!





A  cidade cresceu, modernizou-se e quase tudo mudou. E para melhor! Hoje a população conta com sistemas modernos que entregam energia em tempo integral e água potável em quase toda a sede do município, em uma evolução irrefutável. A casa do famoso Motorzão e a caixa d´água vão sumir da nossa visão cotidiana muito em breve. Mas suas importâncias para a população jamais deverão ser esquecidas, mesmo que restem apenas imagens físicas e virtuais suas. Cumpriram seus papéis na nossa sociedade com toda importância e merecem nosso reconhecimento. Com o passar implacável do tempo, com o descansar em berço esplêndido das velhas gerações, certamente serão ignoradas. É a vida, finita, irreversível e muitas vezes injusta e cruel!  
Um grande abraço espinosense.


segunda-feira, 31 de agosto de 2026

4143 - Uma visita rápida a Espinosa

Aproveitando a realização da segunda edição do evento Moto Rock, com a presença no palco da banda Rock Beats da carismática vocalista Daniela Firme, entusiasmei-me e peguei a estrada deixando Montes Claros em direção à minha amada terra natal Espinosa. Enquanto aproveitava ao máximo a oportunidade de curtir as pulsantes performances das bandas participantes da festa, especialmente das bandas locais dos conterrâneos rapazes da Velha Crocante e da Frequência 89, reencontrei queridos familiares e amigos e, como sempre, usei o tempo livre para rodar um pouco pela cidade para observar e apreciar as transformações ocorridas nos últimos tempos no panorama urbano. Quem mora fora do município percebe mais claramente as mudanças em curso. E elas são muitas. E positivas! Algumas são implementadas pelo poder público e outras pelos cidadãos locais. E que bom que a cidade de Espinosa venha evoluindo econômica e estruturalmente! Espero que a evolução também se dê social e intelectualmente.
Sob minha atenta e humilde percepção, entretanto, alguns velhos problemas se mantém, necessitando de soluções urgentes. Animais soltos pelas ruas, em grande quantidade, e pisos das ruas precisando de uma melhoria definitiva, ainda são um problema. Quebra-molas em grande quantidade, e sem qualquer sinalização, são um entrave no trânsito. E ruas e praças sem placas de identificação desnorteiam os visitantes. 







Em direção contrária, são muitas as boas novidades. Mesmo com pouco tempo de visitação, surpreendi-me com a enorme quantidade de novas e modernas construções de casas e prédios residenciais e comerciais na cidade. O asfaltamento de algumas ruas melhorou a locomoção da população. As praças estão muito bonitas, especialmente a Praça Coronel Joaquim Tolentino, a Praça da Matriz, que apresenta suas árvores em pleno crescimento. A dificuldade em encontrar espaço para estacionar no Centro demonstra a pujança econômica atual da cidade, embalada pelo vigoroso cenário das fábricas de roupas locais, a gigante Amil do notável Lucivaldo Barros Lima à frente. Fiquei feliz em ver concluído o belo portal da entrada da cidade, a reforma em andamento da Praça Vereador José Osvaldo Tolentino, o necessário e crucial trabalho de desassoreamento do leito do meu Rio São Domingos e o bonito campo society de grama sintética da Arena Tinhô (a propósito, merecida homenagem) que abre espaço para o belo trabalho do jovem desportista André com as crianças no Bairro Santos Dumont. Gostei bastante de ver em obras iniciais o asfaltamento da parte final da Avenida Doutor José Cangussu na região da velha estação ferroviária, infelizmente esta quase totalmente destruída pela ação do tempo. Entristeci-me um pouco ao ver ali um velho sonho meu dissolvendo-se no ar. Ou no aterro. Um grande terreno do lado oposto da estação que era um refúgio das aves, com suas águas e vegetações aquáticas, sobretudo um tanto de taboa (typha domingensis), foi comprado e teve seu espaço completamente aterrado para futuras instalações de novas construções. Imaginava eu, imerso na minha mente inocente e sonhadora, ver ali em algum momento do futuro, a instalação de um parque municipal para a prática de lazer pela comunidade, com lago, pista de caminhada, brinquedos infantis, palco para apresentações artísticas e muitas árvores frondosas. Assim como meu finado tio Luizão sonhou com a mesma ideia quanto à lagoa do Araponga, eis que vi minha quimera se esfacelar no ar. Quem sabe, no futuro, algum administrador não crie em Espinosa um parque municipal em outro local apropriado que possa beneficiar a população menos favorecida para o aproveitamento de momentos de lazer com seus filhos? Sonhar nunca é demais! A arborização urbana só traz benefícios, proporcionando à comunidade um efeito estético melhor, boa sombra para pedestres e veículos em locais de imenso calor, amenização da poluição sonora, melhoramento da qualidade do ar e preservação da fauna silvestre.






Sempre espero poder retornar à minha terra de origem e encontrar boas transformações. Quem sabe quando voltar novamente, eu já não encontre asfaltada a estrada até o Estreito? E veja uma estrutura, como a implantada em Janaúba na Praia do Copo Sujo, na região do nosso Rio Verde Pequeno na Santa Marta? E milhares de frondosas árvores plantadas por toda a cidade, transformando-a em um local mais bonito, equilibrado climaticamente, ventilado, confortável ambientalmente, despoluído e agradável? Que assim seja!
Um grande abraço espinosense.

  

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

4142 - Espinosa Moto Rock, 2ª edição

Sucesso total! Os aficionados pelo bom e velho Rock and Roll como eu não podem reclamar, absolutamente. Nos dias 21 e 22 de agosto de 2026, sexta-feira e sábado passados em Espinosa, Minas Gerais quase Bahia, os apreciadores do Rock tiveram a alegria e o prazer de curtirem duas noites de muita música boa. Em uma promoção conjunta da galera do grupo de motociclistas "Geraizeiros da Divisa" e da Prefeitura de Espinosa, foi realizada na Praça Antonino Neves, a chamada Praça da Liberdade, a segunda edição do evento Espinosa Moto Rock.
Apresentaram-se no palco montado no centro do local, seis bandas de excelente qualidade, inclusive duas ótimas bandas locais que só nos enchem de orgulho: a Velha Crocante e a Frequência 89. A primeira dessas tem entre os seus integrantes três jovens conhecidos de quem gosto muito: o filho do saudoso amigo Deca da Dejan Gráfica, o baterista Júnior Leão; o filho do amigo Deraldo Ferro-Véi, o guitarrista Bruno Man; e o filho do meu saudoso primo Dim de Genésio, o vocalista Léo Tolentino. Lembrando que tenho muita gratidão ao meu querido primo Dim, pois foi ele quem me apresentou uma das bandas de Rock que mais amo, o Pink Floyd. O baixista eu acho que não conheço.
A outra banda tem entre os seus integrantes, dois filhos do saudoso Binha, sanfoneiro de respeito, que infelizmente já nos deixou. Um é vocalista e o outro é guitarrista. Os rapazes mostraram todo o seu talento tocando e cantando grandes sucessos do Rock dos anos 80, levando o pessoal que lotou a praça a dançar e cantar junto. Portanto, só orgulho de nós, espinosenses. Na noite de sexta-feira, apresentaram-se a Velha Crocante, a Rock Beats e o Guns N' Roses Cover Brazil, com aplausos gerais a todos. Quem mais agradou aos espectadores indubitavelmente foi a banda brasiliense Rock Beats, que fez uma apresentação sublime e encantadora, especialmente pelo carisma e talento da vocalista Daniela Firme, que conquistou a admiração e o carinho do público presente.



No segundo dia do Espinosa Moto Rock, no sábado, 22 de agosto de 2026, apresentaram-se, na ordem, a banda espinosense Frequência 89, a banda Eletricidade, cover do Capital Inicial, e encerrando o evento, o cantor Egypcio, ex-vocalista da banda Tijuana. Infelizmente, saí do local e não acompanhei este último show. A banda Eletricidade mostrou grandes sucessos do Capital e contagiou o público, que cantou junto várias das ótimas canções de Dinho Ouro Preto e seus parceiros.
Merecem aplausos e elogios todos os envolvidos na organização do evento. Foram escolhidas excelentes bandas e teve espaço para a participação dos nossos artistas locais, o que é bastante louvável. Havia segurança, barraquinhas de bebida e comida com preços razoáveis e banheiros químicos para os presentes. Tudo muito bem organizado, parabéns aos idealizadores do evento.
Com o intuito de apenas e tão somente contribuir para uma pequena melhoria para a próxima edição, que espero seja realizada, gostaria de reivindicar uma quantidade maior de cestos de lixo na praça. Com garrafinhas de água e cerveja em mãos, tive dificuldade para encontrar um local para descartá-las. Outra coisa que poderia ser melhorada é quanto aos banheiros químicos. Percebi que as cabines foram instaladas em um lote vago, em local escuro, o que dificultou o uso do pessoal, que, sem iluminação interior nos banheiros, fazia suas necessidades no chão ao redor. Sugiro que as cabines sejam instaladas em local mais iluminado ou que sejam instaladas lâmpadas dentro das cabines para evitar quedas e lesões aos roqueiros quando estiverem "tirando água dos joelhos".
Voltei para casa em Montes Claros com a alma lavada. Apesar de não ser aficionado por motocicletas, gosto muito de estar presente prestigiando esses eventos que reúnem os amantes das máquinas de duas rodas, especialmente pelas apresentações das bandas de Rock and Roll, estilo musical que tanto amo. E além de curtir com ânimo e vibração o som das ótimas bandas, ainda tive o prazer de reencontrar familiares e amigos queridos. Peço desculpas aos que não encontrei e aos que me esqueci de registrar o encontro em fotografias, pois me concentrei mais em assistir aos shows das atrações do evento. E se acontecer a terceira edição no ano que vem e eu ainda estiver vivo e com saúde, certamente estarei na terrinha amada para acompanhar tudo. Que assim seja! 
Um grande abraço espinosense.


 

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

4141 - Marina Sena exalta sua mineirice taiobeirense

Desde que a vi cantar e encantar há uns 10 anos, num palco montado na Praça da Matriz em Montes Claros diante de pouco mais de umas 50 pessoas, percebi imediatamente que aquela menina magrinha, talentosa, afinada, ousada e extremamente sensual estaria em algum tempo futuro conquistando o Brasil. E acertei na mosca! Só não imaginava que ela iria tão longe assim, conquistando admiradores pelo mundo afora. Ela, a cantora e compositora Marina de Oliveira Sena, jamais deixou de afirmar e exaltar a sua mineirice "taiobeirana", pois que fruto do Sertão Norte-Mineiro, oriunda da cidade de Taiobeiras, nas Minas Gerais, também terra da minha querida comadre Anny Kássia. E agora, já consolidada no sucesso no cenário musical brasileiro, ela faz homenagem bonita à sua terra natal com a canção "Taiobeiras (folha grande)", lançada ontem no YouTube. Marina é a estrela da nova campanha da @bershka Music.



Discografia de Marina Sena:
De Primeira (2021)
Vício Inerente (2023)
Coisas Naturais (2025)



Marina Sena é uma artista completa, das solas do pés até o mais alto fio de cabelo, inteira, livre, espontânea, corajosa, sensual, revolucionária, vanguardista, mulher, diva, talento puro. A menina "doidona" e "esquisita" da infância e adolescência cresceu, abriu asas, alçou voo e conquistou sua independência, chegando ao topo, deixando para trás, mas jamais descartando ou renegando, sua História construída em Montes Claros nas experiências sonoras e fraternais com as bandas "Baru Sonoro", "A Outra Banda da Lua" e "Rosa Neon". 
Suas origens e suas raízes sempre estão presentes na vida e na carreira artística da Marina, o que só nos enche de orgulho e contentamento. Que ela siga assim, cheia de criatividade, mineiridade e apego às nossas tradições. E que seja, mais que bem-sucedida na carreira, plenamente feliz! 
Um grande abraço espinosense.




TAIOBEIRAS (folha grande)
Marina Sena, Enzo Di Carlo, Pedro Lucas Ferraz, Janluska e Filipe Coimbra

E quem vai dizer que eu não sou ligeiro?
Meu sangue é mineiro, eu sei me enfiar
No mundo, eu sei viver o agora
Se for minha hora, eu estarei lá

Meu coração não pesa no abismo
Eu vou sem juízo no rumo do mais
Se quer saber, eu sou brasileira
Lá de Taiobeiras, mas moro no mar

Meu senhor, não me olhe torto
Meu corpo é santo
Se eu te encontro, eu tiro o seu quebranto
Ecoa, ecoa, ecoa, ecoa
Céu azul só tem lá no meu canto
Seu céu é pranto
Voadores, olhos de meu canto
Ecoa, ecoa, ecoa, ecoa
Ninguém vai dizer que eu não sou ligeiro
Meu sangue é mineiro, eu sei me enfiar
No mundo, eu sei viver o agora
Se for minha hora, eu estarei lá

Meu coração não pesa com o abismo
Eu vou sem juízo no rumo do mais
Se quer saber, eu sou brasileira
Lá de Taiobeiras, mas moro no mar

Meu senhor, não me olhe torto
Meu corpo é santo
Se eu te encontro, eu tiro o seu quebranto
Ecoa, ecoa, ecoa, ecoa
Céu azul só tem lá no meu canto
Seu céu é pranto
Voadores, olhos de meu canto
Ecoa, ecoa, ecoa, ecoa

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

4140 - Grupo Galpão apresenta o "Cabaré Coragem"

Criado em 1982 na cidade de Belo Horizonte, o Grupo Galpão é um grupo de teatro popular e de rua que vem ao longo de tantos anos levando arte e cultura a todos os cantos do Brasil. E neste mês de agosto de 2026, as populações de cinco cidades do Norte de Minas Gerais tiveram o privilégio de assistirem gratuitamente ao mais novo espetáculo da turma, a peça "Cabaré Coragem".
Montes Claros, Bocaiuva, Francisco Sá, Grão Mogol e Janaúba foram presenteadas com uma experiência sonora e visual envolvente, com a atuação de sete atores, músicos e dançarinos interpretando canções, fazendo números de variedades e dança, com fragmentos de textos de Bertolt Brecht e cenas de dramaturgia própria. O show tem acesso gratuito por ser financiado pela Lei Rouanet e pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, com patrocínio exclusivo da Cemig. 
E eu não perdi a oportunidade de ver o Galpão em ação! Estive lá na quinta-feira à noite, 20 de agosto, no espaço de estacionamento em frente ao prédio da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). E foi maravilhosa a apresentação teatral! Com direção do ator do Grupo Galpão, Júlio Maciel, e com direção musical, trilha sonora e arranjos de Luiz Rocha, a peça tem supervisão de Vinicius de Souza, cenários e figurinos de Márcio Medina, iluminação de Rodrigo Marçal e conta com a atuação no palco dos excelentes atores Antonio Edson, Carlandréia Ribeiro, Eduardo Moreira, Inês Peixoto/Regina Souza, Luiz Rocha, Lydia del Picchia e Simone Ordones.



O "Cabaré Coragem" é um divertido e irônico show de variedades, com um ambiente acolhedor e colorido que serve de base para críticas sutis e afiadas ao comportamento das pessoas neste mundo cruel e injusto, onde a miséria, a injustiça e a desigualdade são aceitas de forma tão omissa por conta da ignorância e ganância de boa parte do povo. A peça teatral utiliza-se do bom humor para se mostrar engajada, reflexiva e filosófica para que o público encontre a luz.
Após a apresentação na Unimontes, o grupo atuou em Bocaiuva (22-08, sábado, 20h, na Praça Cônego Maurício Gaspar) e em Francisco Sá (25-08, terça-feira, 19h, na Praça Jacinto Silveira). Ainda se apresentará em Grão Mogol (27-08, quinta-feira, 19h, na Praça Beira Rio) e, encerrando a turnê, em Janaúba (29-08, sábado, 20h, na Praça Maurício Augusto Azevedo).
Um grande abraço espinosense.


4139 - Morreu a grande Dolly Parton

Nascida em 19 de janeiro de 1946 em Locust Ridge, no Tennessee, Dolly Rebecca Parton deixou a pobreza de uma comunidade rural para se tornar um verdadeiro ícone da música norte-americana, uma diva do Country. Com fé, generosidade, visão de mundo e enorme talento, a pequena garota de cabelos fartos e loiros de perucas, roupas extravagantes e carisma incomum, que destacou-se como cantora, compositora, atriz, empresária e filantropa, transformou-se numa gigante da cultura mundial.
Para quem a desconhece ter noção do seu tamanho profissional, Dolly vendeu mais de 100 milhões de discos, recebeu 55 indicações ao Grammy, levando dez prêmios para casa e fez História como a terceira mulher com mais indicações, atrás apenas de Beyoncé e Taylor Swift. Foi incluída nos Halls da Fama do Country e do Rock & Roll. 
Não à toa é que em 1996, pesquisadores escoceses batizaram com seu nome, Dolly, o primeiro mamífero clonado com sucesso a partir de uma célula adulta, uma ovelha.



Dolly Parton foi muito mais que uma estrela Country e Pop. Ela fez cinema, compôs uma imensidão de canções, entre elas clássicos como "Jolene" e "I Will Always Love You", e lutou com todo entusiasmo em prol das crianças, criando instituições beneficentes voltadas à educação, saúde e abertura de oportunidades para elas. Fez grandes doações financeiras para pesquisas científicas e em favor das vítimas dos incêndios no Tennessee. Mesmo bastante ligada à sua religião, Dolly foi generosamente defensora dos direitos da comunidade LGBTQ+.
Foi casada até o fim da vida com seu único marido, o sempre discreto empresário Carl Thomas Dean, que morreu em 3 de março de 2025, aos 82 anos. Dolly faleceu ontem, 25 de agosto de 2026, aos 80 anos.



É uma grande perda para o mundo o falecimento da Dolly. Ela é um exemplo louvável de artistas que utilizam toda sua riqueza, sua fama e seu prestígio para não só fazerem arte e música, mas também para se dedicarem a projetos que auxiliem outras pessoas a conquistarem dignidade.
Pouco antes de deixar-nos, ela anunciou o "Dolly's Life of Many Colors Museum", a maior exposição dedicada à sua vida e à sua carreira no mundo.
Missão cumprida, Dolly! Que descanse em paz! Sua obra permanecerá eterna.
Um grande abraço espinosense.


terça-feira, 25 de agosto de 2026

4138 - Morreram Judith Pitchon e Otávio Alves Silva

A comunidade espinosense chora e lamenta a significativa perda da Professora Judith Pitchon Antunes. Mestre capacitada, dedicada e inspiradora, Dona Judith foi farol na vida de muitos dos nossos jovens estudantes, enquanto professora e também diretora da Escola Estadual Dom Lúcio durante o período de 24 de fevereiro de 1992 a 29 de janeiro de 1997.
Aos seus familiares, o meu sincero sentimento de pesar, minha solidariedade cristã e a prece ao Salvador dos Homens para que lhes console e fortaleça neste momento de tamanha dor e tristeza.
 

 
Registro e lamento também o falecimento do anjinho Otávio Alves Silva, que infelizmente ficou encantado após apenas pouco mais de um mês de vida neste mundo terreno. Que seus pais e demais familiares recebam do Criador a força e a resignação necessárias para seguir adiante. 



Que os falecidos descansem em paz no Reino de Deus!
Um grande abraço espinosense.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

4137 - Festas de Agosto 2026

Todo ano é a mesma beleza e encantamento em Montes Claros, com as fitas coloridas enfeitando as ruas e o característico som dos instrumentos tocados pelos Catopês, Marujos e Caboclinhos em procissão debaixo do Sol escaldante perpetuando a tradição religiosa que já dura 185 anos. É a força da fé e da resiliência de um povo brasileiro batalhador e apegado com o bom e misericordioso Deus. Em poucos dias, menos de uma semana, pessoas simples saíram de suas casas ao lado de seus familiares, vestindo trajes coloridos e tocando instrumentos musicais, para homenagear os santos de sua devoção: São Benedito (cor rosa), Nossa Senhora do Rosário (cor azul) e o Divino Espírito Santo (cor vermelha). Quem ama a gente simples do Sertão, a ancestralidade e a cultura Norte-Mineira, também se aliou aos festeiros para desfilar junto ou apenas acompanhar de perto tanta beleza e demonstração de fé.



Além dos cortejos dos ternos dos Catopês, Marujos e Caboclinhos e os levantamentos dos mastros diante da Igrejinha do Rosário, a comunidade montes-clarense teve oportunidade também de apreciar boa música, com apresentações de vários artistas durante a realização do 46º Festival Folclórico de Montes Claros. Entre os dias 11 e 16 de agosto, na Praça da Matriz, houve shows de Bruno e Fabiana, Grupo Rei dos Temerosos, Chico Mineiro, Feliphy Mairink, Taboo, Catrumanos, Famiguê, Trem do Black, Grupo Fitas e Telo Borges. No Centro Cultural Hermes de Paula e no Museu Regional do Norte de Minas, teve exposições de fotografia e artes visuais, Concurso de Estandartes, oficinas de fotografia documental, sessões de cinema e atividades culturais para crianças. E para quem gosta de boa comida, esteve disponível na cidade a Rota Gastronômica Sabores do Gerais, oferecendo pratos típicos da região, como arroz com pequi, carne de sol, feijão tropeiro e outras iguarias, por 15 restaurantes participantes do projeto.



Uma presença especial neste ano foi a da cantora e compositora taiobeirense Marina Sena, que foi coroada Catopê e desfilou devidamente caraterizada pelas ruas da cidade na tarde da sexta-feira.
Após festa, alegria, dança, canto, música, encontros, homenagens, a explosão bendita da cultura brasileira, eis que o encerramento se deu no dia 16, domingo, com todos os grupos participantes saindo em procissão do Centro Cultural Hermes de Paula até a Praça Portugal, na Igreja do Rosário, prometendo outra festa no ano de 2027, da mesma maneira e com a mesma resiliente fé, como vem sendo há quase dois séculos.
Viva os Catopês, Marujos e Caboclinhos! Viva a Cultura do Brasil!
Um grande abraço espinosense.


terça-feira, 18 de agosto de 2026

4136 - Jogo de confraternização na AABB MOC

Na quente manhã do domingo, dia 16 de agosto de 2026, alguns associados peladeiros da AABB-Associação Atlética Banco do Brasil de Montes Claros se reuniram no Campo Emílio César Malveira (Biluzão) para a participação em uma animada partida de confraternização seguida de uma festiva resenha. Essa turma é a que estará no final do ano pegando a estrada para um passeio turístico na capital sergipana, Aracaju. Para estreitar ainda mais os laços de amizade e companheirismo, o líder da turma, o desportista Osmano da Mata, providenciou a realização de uma partida amistosa de futebol society. Dividida entre duas equipes, a turma dos sexagenários abebeanos mostrou talento e disposição debaixo do sol escaldante do Sertão Norte-Mineiro em partida movimentada, competitiva e com bastante gols. O time de camisas vermelhas e azuis venceu o time de camisas azuis e verdes pelo placar de 4 x 3. Para a equipe vencedora marcaram Reginaldo, Éder, Osmar e Geremias; para a equipe derrotada marcaram Eustáquio (2) e Damata.




Terminado o jogo, todo mundo, já depois de um refrescante banho tomado, reuniu-se com suas esposas no espaço de eventos do clube que homenageia o saudoso amigo Walter Cabeção para uma agradável e harmoniosa resenha. Entre cerveja, churrasco e muito papo descontraído, os mais entusiasmados mostraram suas habilidades dançantes no Rock e no Samba.
Um grande abraço espinosense.





4135 - Morreu o pai de Wagner Barateiro

Foi com muita tristeza que recebi o comunicado do falecimento do Senhor José Lopes do Prado, morador da cidade de Salinas e pai dos meus amigos Wagner e Mazinho.
A eles e aos demais familiares do Sêo José Lopes, os meus sinceros sentimentos de pesar, a minha solidariedade cristã e a prece ao Criador para que lhes console e fortaleça com a devida resignação, fé e força neste momento de dor e angústia pela perda de um ente querido.
Registro também os falecimentos de Geraldo Cardoso de Sá e de Terezinha Soares dos Santos. Também aos seus familiares os meus pêsames e a minha solidariedade.





E morreu ontem, 17 de agosto de 2026, aos 98 anos, uma gigante da teledramaturgia brasileira: Laura Cardoso. Nascida em São Paulo, aos 13 de setembro de 1927, e batizada como Laurinda de Jesus Cardoso, depois Balleroni, a brilhante atriz começou a carreira artística no rádio, com apenas 15 anos, e estreou na televisão no ano de 1952, no programa "Tribunal do Coração", da TV Tupi. Passou pelo teatro, pelo cinema e pela TV Record, TV Excelsior, TV Rio, TV Band e TV Cultura. Chegou à TV Globo em 1981, consolidando-se como uma das maiores profissionais da teledramaturgia brasileira até sua última apresentação ocorrida em 2019.



Certamente todo mundo já a terá assistido em alguma das dezenas de novelas em que atuou na TV, sempre com um talento extraordinário. Ainda trago na minha memória já um tanto castigada pelo tempo sua excelente e marcante atuação como a personagem "Maria Santa", a esposa de "Zé Touro" (Rogério Márcico), na novela do autor Raymundo López intitulada "Sol Amarelo". Assistíamos nós no início dos anos 70, ainda crianças, a novela debaixo da mesa da sala de estar na casa de Sêo Vavá na Rua da Resina.
Antes que o dia terminasse, outra grande perda, a da também maravilhosa atriz Glória Menezes, falecida hoje, terça-feira, 18 de agosto de 2026, aos 91 anos. Nascida aos 19 de outubro de 1934, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, a menininha Nilcedes Soares de Magalhães mudou-se para São Paulo com a família aos seis anos de idade. Com seu nome artístico Glória Menezes, ela fez longa e bem-sucedida carreira na TV, no teatro e no cinema. Atuou no filme de Anselmo Duarte, "O Pagador de Promessas", que ganhou a Palma de Ouro em Cannes. Fez par romântico e construiu uma relação duradoura de amor conjugal com o também famoso ator Tarcísio Meira, que faleceu após 59 anos de casamento, em 2021.



Que todos os falecidos descansem no Reino de Deus sob completa paz!
Um grande abraço espinosense.

sábado, 15 de agosto de 2026

4134 - O mundo nas ruas de Montes Claros

A Humanidade, desde os primórdios, se reúne em comunidades para viver em paz e harmonia sua vida abençoada. E desde as pequenas vilas até as metrópoles, os caminhos abertos para locomoção e moradia dos humanos recebem as mais variadas denominações. Nestas, são homenageadas pessoas, países, estados, cidades, pássaros, bichos, rios, lagoas, árvores, tribos indígenas, lugares, metais, políticos, escritores, professores, artistas do cinema, ídolos da TV, santos, benfeitores locais e figuras excêntricas da comunidade. Assim também acontece na nossa Montes Claros, cidade do Norte das Minas Gerais. Uma breve pesquisa sobre as denominações das ruas da cidade revela um mundo de possibilidades. Vejamos.
Temos ruas que homenageiam lugares sagrados descritos na Bíblia: Monte Sinai e Monte das Oliveiras.
Temos ruas que homenageiam santas e santos católicos: Santa Maria, Santa Lúcia, São Paulo e Santo Antônio.
Temos ruas que homenageiam Papas: Pio XII e João Paulo I.
Temos ruas que homenageiam padres e pastores: Padre Vieira e Pastor George Alves Martins.
Temos ruas que homenageiam tribos indígenas: Tupis e Tapajós.
Temos ruas que homenageiam flores: Rosa do Deserto e Flor de Hortênsia.
Temos ruas que homenageiam árvores: Mandacaru e Umbuzeiro.
Temos ruas que homenageiam passarinhos: Bem-te-vi e Pica-pau.
Temos ruas que homenageiam lagoas: Azul e dos Marrecos.
Temos ruas que homenageiam serras: da Saudade e da Mantiqueira.
Temos ruas que homenageiam rios: Carinhanha e São Francisco.
Temos ruas que homenageiam minerais: Tungstênio e Urânio.
Temos ruas que homenageiam pedras ornamentais: Granito e Mármore.
Temos ruas que homenageiam praias famosas: Itapoã e Ipanema.
Temos ruas que homenageiam figuras da televisão: Jardel Filho e Janete Clair.
Temos ruas que homenageiam artistas: Mazzaropi e Raul Seixas.
Temos ruas que homenageiam escritores: Jorge Amado e Eça de Queiroz.
Temos ruas que homenageiam poetas: Cecília Meireles e Vinícius de Morais.
Temos ruas que homenageiam professores: Aluísio Ferreira Pinto e Augusta Athaíde.
Temos ruas que homenageiam irmãs de caridade: Beata e Dulce.

Nascida em Etten, na Holanda, em 29 de janeiro de 1879, Wilhelmina Lauwen, ao assumir
a vida religiosa, adotou o nome de Irmã Maria Beatriz, tornando-se a Irmã Beata.


Temos ruas que homenageiam clubes de futebol: Corinthians e Flamengo.
Temos ruas que homenageiam datas importantes: Vinte e Um de Abril e Vinte e Cinco de Dezembro.
Temos ruas que homenageiam países da América: Estados Unidos e Venezuela.
Temos ruas que homenageiam libertadores das Américas: San Martin e Simón Bolívar.
Temos ruas que homenageiam países da Europa: Bélgica e Noruega.
Temos ruas que homenageiam cidades famosas do mundo: Atenas e Esparta.
Temos ruas que homenageiam cidades da nossa região: Porteirinha e Urandi.
Temos ruas que homenageiam estados brasileiros: Rio de Janeiro e Roraima.
Temos ruas que homenageiam capitais brasileiras: Salvador e Porto Alegre.
Temos ruas que homenageiam presidentes do Brasil: Epitácio Pessoa e Juscelino Kubitschek.
Temos ruas que homenageiam princesas: Diana e Isabel.
Temos ruas que homenageiam governadores mineiros: Magalhães Pinto e Afonso Pena.
Temos ruas que homenageiam prefeitos de Montes Claros: Simeão Ribeiro e Doutor Santos.
Temos ruas que homenageiam senadores: Teotônio Vilela e Darcy Ribeiro.



Temos ruas que homenageiam deputados: Edgar Pereira e Antônio Pimenta. 
Temos ruas que homenageiam políticos brasileiros: Rui Barbosa e Vargas.
Temos ruas que homenageiam vereadores: José Guimarães e Maria Aparecida Bispo.
Temos ruas que homenageiam velhos coronéis: Antônio dos Anjos e Joaquim Costa. 
Temos ruas que homenageiam garçons: Antônio dos Reis Leite e Benedito Fernandes da Silva.
Temos ruas que homenageiam caminhos do Saber: Filosofia e Medicina.
Temos ruas que homenageiam pilares indispensáveis para o Brasil: Democracia e Constituição.
Temos ruas que homenageiam até bons sentimentos humanos: Fraternidade e Solidariedade.
E temos ruas que homenageiam coisas assim um tanto invulgares como Boa Sorte e Linha Férrea. E personagens de Montes Claros, eternizados pelos seus apelidos, como Zé Farrista, Zé Prego e Zuza Engraxate. E personagens conhecidos pela sua descendência, como Joãozinho de Dodô e Zezinho de Horácio. E representantes das minhas famílias paterna e materna, como Djalma Freitas e Santinha Tolentino. E figuras bastante famosas da cidade de Montes Claros, apesar de suas condições econômicas diametralmente opostas, como Lazinho Pimenta e Manoel Quatrocentos. E tem também as dezenas ou centenas de ruas ainda denominadas apenas pelas letras e números, como A e B, Cinco e Seis.
É meio estranho, mas temos em Montes Claros uma rua chamada Montes Claros. E temos uma comprovação do machismo que imperava indiscutivelmente nos tempos idos, as ruas Viúva Paculdino e Viúva Francisco Ribeiro. Surreal, não é mesmo?
Mas é interessante perceber que, nós espinosenses, somos privilegiados em Montes Claros. Temos não uma, mas duas homenagens à nossa Espinosa nas ruas da cidade. Temos a Rua Espinosa, com dois quarteirões, situada no Bairro Alto São João, próxima ao Parque de Exposições João Alencar de Athayde. E temos a Rua Espinosa, com dois quarteirões, localizada no Bairro Bela Vista, próxima à Igreja do Frade.




Sempre que abordo este assunto dos nomes das ruas das cidades, sinto falta de maiores informações sobre o porquê das homenagens, especialmente das importantes figuras ali eternizadas. Imagino que a grande maioria da população desconheça as histórias de vidas das pessoas brindadas com tão grande honraria. Às vezes, matutando mirando o céu, penso, será que um dia eu ainda verei em Espinosa o nome da minha querida mãe, Juvercina Tolentino de Freitas, em uma placa de avenida, rua, beco, travessa ou praça? Será? Não acredito nisso, óbvio, mas seria uma honraria bastante justa, tanto a ela, quanto à minha segunda mãe, a saudosa Maria Geralda Tolentino Vieira, a Tia Lia. Quando eu entrar para a política e for eleito vereador, tratarei de propor isso, ou seja nunca! Brincadeirinha, só.
Um grande abraço espinosense.

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

4133 - "Mayhen: Senhores do Caos", o alto custo do fanatismo

Vivemos tempos conturbados neste planeta tão colossal, esférico, lindo e azul. Mas sempre foi assim na História, em maior ou menor grau, com casos terríveis de tragédias causadas pelo maldito fanatismo. Os exemplos funestos são muitos. Talvez uma das maiores e terríveis tragédias humanas tenha sido o Holocausto, o assassinato em série de cerca de 6 milhões de judeus e outras minorias comandado pelo ditador Adolf Hitler entre 1939 e 1945, com apoio e omissão de milhões de cidadãos alemães. Dezenas, centenas ou milhares de outros eventos funestos ocorreram em menor proporção, eliminando vidas humanas por conta do fanatismo exacerbado de incautos, seja em adoração a políticos despóticos ou a líderes religiosos embusteiros. Entre as tragédias que envolveram pastores messiânicos, destaca-se a tragédia de Jonestown, comunidade religiosa fundada pelo pastor Jim Jones, que resultou na morte de 918 pessoas no dia 18 de novembro de 1978, entre assassinatos e suicídio coletivo. Para quem quiser descobrir mais casos do tipo, existem muitos documentários disponíveis na Netflix sobre líderes religiosos que engambelaram ingênuos fiéis para se enriquecerem ou para satisfazerem seus obscenos desejos de poder e sexo. Alguns deles; "Wild Wild Country", "Keep Sweet: Pray and Obey", "Confie em Mim - O Falso Profeta", "Escaping Twin Flames", "How to Become a Cult Leader", "Waco: American Apocalypse", "Dancing for the Devil: The 7M TikTok Cult", "Murder Among the Mormons" e "The Sons of Sam: A Descent into Darkness". Do Brasil, existe a história do "João de Deus - Cura e Crime" e o ótimo documentário, indicado ao Oscar, "Apocalipse nos Trópicos", da diretora Petra Costa, que escancara o fanatismo fomentado nas igrejas por pastores e políticos inescrupulosos com a intenção de ganhar o poder e, consequentemente, dinheiro, muito dinheiro.



E sobre isso, fanatismo, é que fiquei impressionado com a história da banda norueguesa Mayhem mostrada no filme "Mayhem: Senhores do Caos" ("Lords of Chaos"), disponível no Prime Video. Em 1h57, o diretor Jonas Åkerlund nos oferece seu roteiro, em parceria com Dennis Magnusson, sem subterfúgios ou superficialidades. A verdade dura e sangrenta dos acontecimentos explodem na tela com toda a crueza e violência, talvez até assustando os mais sensíveis e impressionáveis.
Não conhecia a banda de Black Metal formada em Oslo, na Noruega, nos anos 80, e nem aprecio esse estilo barulhento, rápido e repetitivo de música. Mas gostei demais do filme, por ser baseado em fatos reais, pelas ótimas atuações dos atores e pela verossimilhança das cenas violentas dos assassinatos. O filme conta a história de alguns jovens rapazes noruegueses ansiosos para se tornarem famosos astros do Rock, apostando na criação de uma banda e em jogadas de marketing extremas que, ao longo do tempo, saíram do controle e escalaram níveis inimagináveis, resultando em crimes pesados. Não darei mais pistas do que ocorre no filme, melhor assistirem ele no Prime Video, pois vale a pena. Só não o sugiro para quem tem dificuldades com violência extrema, pois existem três cenas bastante brutais, chocantes e perturbadoras. Fica o alerta.

ELENCO:
Rory Culkin - Øystein "Euronymous" Aarseth
Emory Cohen - Kristian "Varg" Vikernes
Jack Kilmer - Pelle "Dead" Ohlin
Sky Ferreira - Ann-Marit
Valter Skarsgård - Bård Guldvik "Faust" Eithun
Anthony De La Torre - Jan Axel "Hellhammer" Blomberg
Sam Coleman - Jon "Metalion" Kristiansen
Jonathan Barnwell - Jørn "Necrobutcher" Stubberud
Jon Øigarden - Magne Andreassen
Wilson Gonzalez Ochsenknecht - "Blackthorn"
Lucian Charles Collier - Stian "Occultus" Johannsen
Gustaf Hammarsten - Finn Tender
James Edwyn - Kjetil "Manheim"




Ele, o fanatismo, distorce a percepção da realidade e é presença constante na História do Mundo. E suas consequências são quase sempre, tenebrosas. O indivíduo tomado pelo fanatismo torna-se, mesmo aqueles com conhecimento elevado e inteligência superior, um cego radical, intolerante e paranoico, crente nas mais estranhas teorias da conspiração e obedientemente escravo dos seus líderes. A razão vai para o espaço e a obediência cega passa a ser o rumo. O ridículo dos atos é ignorado completamente. É aí que os ladinos, os velhacos, os trapaceiros fazem a festa, valendo-se dos tolos domesticados para atingirem seus objetivos mais mundanos: poder e dinheiro. Tomados por esta doença silenciosa e sorrateira, pessoas antes sensatas, críticas e clarividentes rechaçam o diálogo, refutam fatos, aprovam barbaridades e se solidarizam com canalhas criminosos, uma lástima. E mais hilário ainda, chutam carro, rezam para pneu, marcham em praça pública, abraçam cabine de caminhão em movimento, tentam contato com ETs com seus celulares, pedem o cerceamento da Liberdade, imploram por ditadura, queimam livros, atacam filmes, hostilizam pessoas, creem em fake News, cortam chinelos e bebem detergente. É o fundo do poço da ignorância e da perda da consciência. Não, não é ficção da Literatura! É uma patologia psíquica real, e triste, que aconteceu há pouco nas ruas diante dos nossos incrédulos olhos e parece querer se repetir mais uma vez.
O fanatismo foi cruel para os garotos da Noruega. Para os desvairados daqui, talvez morram sem compreender o mal que causaram aos outros nem a si mesmos. Por algum tempo, os fanáticos se sentem privilegiados e favorecidos, até que encontrem a luz e a salvação da verdade absoluta. Que assim seja um dia qualquer!
Um grande abraço espinosense.