Os tempos atuais são terrivelmente sombrios e continuamente tristes, com perdas significativas de pessoas queridas da nossa comunidade espinosense e da região. Dia após dia as más notícias surgem nos informando dos falecimentos em série em Espinosa e demais cidades do Norte de Minas, alguns deles causados pela terrível Covid-19, enlutando famílias inteiras.
O dia de ontem foi terrivelmente triste e desalentador, com informações de nada menos que sete perdas relevantes para as sociedades espinosense, monte-azulense, porteirinhense e de outros lugares, ocorridas nos últimos dias. Faleceram Dadá, esposo de Celya Lima; Cidinha, irmã da educadora Maria Sônia e mãe do advogado Felippe Sepúlveda; Nélson Cirqueira, irmão de Mazinho e Joana Cirqueira; e Dona Dola, mãe de Naneza e sogra de Orlando. Todas essas mortes em Espinosa. E ainda houve o falecimento do Jorge, irmão da minha amiga Maria Lucélia de Aguiar, de Porteirinha; a morte do senhor Antônio, pai da minha amiga e colega Anair Lima e a partida de uma querida figura da comunidade de Monte Azul, o Agenor Brito Filho.
A todas essas pessoas amigas e conterrâneas, integrantes das famílias enlutadas, o meu abraço solidário neste terrível momento de sofrimento e tristeza, além das orações ao bom Deus para que lhes dê muita serenidade, paciência, fé e força para suportar tão grandes perdas. E que os nossos irmãos falecidos consigam descansar no Reino dos Céus em completa paz.
Os tempos são duros! E desalentadores! Vamos nos cuidar e pedir proteção a Deus por nós e por todos!
Um grande abraço espinosense.
OBS: Peço desculpas à família de Nélson Cirqueira por não ter em mãos uma fotografia para publicar aqui.
Estamos vivendo uma época deveras importante e significativa na história do mundo. Passamos atualmente por uma das mais desesperadoras pandemias da história que, infelizmente, já ceifou a vida de mais de 2 milhões e 640 mil pessoas e paralisou grande parte do planeta, com consequências catastróficas em todas as áreas da vida humana. Mesmo em meio a este cenário de tristeza e destruição, o esporte continua nos permitindo emoções diferenciadas. Nesta semana, mais um recorde expressivo do Rei do Futebol foi finalmente batido em terras italianas.
Atual dono da camisa 7 do poderoso Juventus de Turim, o craque Cristiano Ronaldo conseguiu uma façanha quase inacreditável, a de suplantar o Rei do Futebol Pelé em número de gols em partidas oficiais. No ano passado, o cracaço Lionel Messi já havia batido o recorde de gols do Rei Pelé em jogos por um único clube, na partida com vitória do Barcelona sobre o Valladolid por 3 a 0, válida pela 15ª rodada do Campeonato Espanhol de 2020. Pelé anotou 643 gols em 660 jogos oficiais pelo Santos, uma média de 0,97 gols por partida. Messi chegou naquele jogo aos 644 gols em 749 partidas pelo Barcelona, com uma média de 0,85 por jogo.
Na partida em que o Juventus venceu o Cagliari por 3 x 1 neste domingo, 14 de março de 2021, na Sardegna Arena, pela 27ª rodada da Série A do Campeonato Italiano, o demolidor atacante português Cristiano Ronaldo fez mais um hat-trick na sua vitoriosa carreira, o segundo em jogos de Campeonato Italiano pelo Juventus e o 57º em toda sua carreira de atleta profissional do futebol, atuando por Sporting, Manchester United, Real Madrid, Juventus e Seleção de Portugal. Só nesta temporada, o gajo já marcou 30 gols em 33 partidas. Com esses três gols, um de cabeça, um de pênalti e outro de um chutaço de perna esquerda, Cristiano chegou a incrível marca de 770 gols em 1.055 partidas oficiais, superando o gigante Pelé, que havia marcado 767 gols em 830 jogos oficiais na carreira, inclusive gols feitos em 13 partidas pela Seleção Paulista e um jogo pela Seleção Militar. Estes números dão uma média de 0,92 gols por partida para o Rei, enquanto Cristiano Ronaldo tem uma média de 0,72 por jogo.
Temos, nós aficionados por futebol, que vibrar e comemorar a oportunidade de estar vivenciando a história diante dos nossos olhos, com a ajuda da televisão e da Internet. Poder assistir às performances de dois grandes ídolos e fenômenos do esporte como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo é uma dádiva. Esses dois gigantes do futebol também têm os seus recordes, mas talvez não superem o inacreditável número de 1.283 gols marcados em 1.375 jogos pelo eterno Rei do Futebol, o Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.
Parabéns ao Cristiano Ronaldo pela incrível proeza de suplantar o maior jogador da história do futebol! Vida longa e saudável ao grande atleta português!
Infelizmente algumas pessoas bastante queridas vão-se embora precocemente, deixando no coração da gente um gigante emaranhado de dor, tristeza e saudade. Assim ocorreu com cinco amigos-irmãos da minha eterna Rua da Resina. Partiram prematuramente deste mundo terreno Jésus Natalino Vieira, Jorge Adaílson Cordeiro dos Santos, Francisco Carlos Gonçalves Lopes, José Valite e Geraldo Gonçalves Lopes. E como também se foram para outra dimensão, ícones da nossa singular rua, personagens inesquecíveis como João Meira Gomes, Luiz Nogueira Tolentino e Florisvaldo Lopes Cruz, entre outros.
Orgulho-me enormemente e agradeço dia após dia por Deus ter-me dado a dádiva de nascer e viver naquela estreita e abençoada rua de paralelepípedos que ladeia o Rio São Domingos, antes um paraíso natural para toda a comunidade e sobretudo para uma geração singular de meninos e meninas cheios de sonhos e entusiasmo. Não bastasse o ambiente natural afortunado, contávamos com uma turma coesa e animada, sempre envolvida no respeito à Natureza, na prática de esportes e no exercício constante da arte e da cultura, seja na música, na poesia e na criação e elucidação de charadas. Corriqueiro era criar poesias para a anual queima do Judas, para competições culturais, para homenagens quaisquer e até para registrar fatos do cotidiano, muito influenciados positivamente por nosso mentor Luizão e demais figuras ilustres da nossa rua.
Dia desses, recebi um envelope enviado pela minha amiga Júlia Montalvão, esposa do falecido amigo-irmão Gera de Vavá. Como havia me prometido em encontro anterior ocorrido em Espinosa, ela me passou às mãos alguns simples documentos guardados com carinho desde os nossos bons tempos de juventude. Um deles é um pequeno cartão de Natal com dedicatória da nossa turma de amigos endereçada a alguém que não consegui identificar.
Outro papel contém uma poesia intitulada "Ébrios", escrita por Carlos Magno Tolentino Vieira, o Magrão. Nos seus versos, Magrão descreve com detalhes poéticos um fato bastante engraçado envolvendo alguns dos nossos companheiros em um banho de rio misturado com pescaria e cachaça em que Jésus, ou Dézio como também era chamado, quase se afogou em pouco mais de 15 cm de água corrente no Rio São Domingos.
Outro papel traz um "edital" em que eu havia criado e datilografado um documento de 14 regras para serem seguidas impreterivelmente em uma viagem de passeio à cidade de Montezuma, na época conhecida como Água Quente. Obviamente que as regras impostas eram pura gozação, nada mais que brincadeira tão normal e costumeira na turma.
O derradeiro documento, datado de 27 de outubro de 1981, é uma despedida emocionante e carinhosa feita em forma de poesia pelo nosso amigo Valdivino Pinto de Rezende, quando de sua mudança de Espinosa para Brumadinho. Nos seus versos, Valdivino demonstra toda sua verve poética para transmitir à cidade de Espinosa, especialmente à nossa Rua da Resina, todo o seu carinho e consideração para com todos nós. Vale registrar aqui suas considerações finais no documento, que muito me alegraram.
"Aos amigos de Espinosa, especialmente da Resina:
Comigo não existe a palavra despedida. Existe um até breve, carregado de saudade, emoção e talvez regado de lágrimas internas, pela separação física. Meu pensamento e meu espírito estarão sempre com vocês, onde quer que eu esteja. Minha despedida é um apertar de mãos e um até breve. E uma declaração de amor expressa e assinada a todos vocês da Resina: EU AMO TODOS VOCÊS, sem distinção de solteiros ou casados, noivos ou namorados, velhos ou novos, homens ou mulheres."
Este sentimento de pertencimento, de acolhimento, de fazer parte profundamente de uma comunidade amorosa, pacífica e harmoniosa, era um dos pilares da concórdia que imperava na minha amada Rua da Resina. Infelizmente, talvez pela passagem inclemente do tempo que tudo muda, isso parece estar se perdendo aos poucos no ar nesses tempos sombrios que vivemos. Espero estar enganado.
Tenho plena consciência de que esses velhos e amarelados papéis não têm o menor significado e valor para a grande maioria de vocês leitores, mas para mim e para mais alguns amigos que viveram esses momentos, essas lembranças têm importância extremamente relevante e nos trazem imensa alegria.
Ficam aqui registrados os meus agradecimentos a Júlia pelos tesouros me presenteados e a imensa saudade dos amigos que já se foram, mas que continuarão eternizados no meu coração sempre aberto.
O mundo vive atualmente um dos piores momentos da sua história. Há mais de um ano sob uma pandemia gigante de uma nova forma de Coronavírus que paralisou boa parte dos países, o planeta sofre as terríveis consequências humanas, sociais e econômicas. O nosso Brasil, infelizmente, é um dos países mais afetados, contando atualmente com um número assustador de vítimas da pandemia, só atrás dos Estados Unidos. Com os números atualizados de hoje, 13 de março de 2021, os Estados Unidos lideram a triste estatística de afetados pela Covid-19, com 29.348.101 infectados e 532.593 mortos. Na triste segunda posição está o Brasil, com 11.363.380 infectados e 275.105 mortos.
A situação está bastante crítica em muitos estados do país, com várias capitais e grandes, médias e pequenas cidades em desespero, onde a lotação dos leitos dos hospitais está perto do colapso, com falta de oxigênio, UTI e profissionais de Saúde. A situação é gravíssima e preocupante, pois a velocidade da contaminação da população está acima da capacidade de atendimento da rede pública de Saúde, o que já está causando mortes nas filas de espera para internação.
A única solução para a interrupção plena da pandemia é a vacinação em massa. Mas para que isso aconteça é preciso que o governo federal adquira a quantidade necessária para a vacinação de pelo menos 75% da população, o que infelizmente não aconteceu até o momento. Até o presente momento foram vacinados apenas 9.539.078 pessoas, o que equivale a 4,5% da população brasileira, uma porcentagem diminuta.
Mesmo com a certeza avalizada pela Ciência de que a vacina é a única possibilidade concreta da resolução do problema da pandemia, algumas pessoas pouco sensatas e sábias continuam insistindo na negação do poder da vacina, recusando-se a tomá-la, com receio de efeitos colaterais. Grandes personalidades do mundo, mesmo as mais conservadoras, já se vacinaram, tomando a vacina diante das câmeras de televisão para dar o exemplo aos seus conterrâneos. Alguns deles: Benjamin Netanyahu, Mike Pence, Rainha Elizabeth II, Príncipe Philip, Bill Clinton, George W. Bush, Joe Biden, Barack e Michelle Obama, Chico Buarque, Gilberto Gil, Sílvio Santos, Fernanda Montenegro, Elza Soares, Stênio Garcia, Lima Duarte, Dedé Santana, Ary Toledo, Paulinho da Viola, Susana Vieira, Caetano Veloso, Raul Gil, Ney Matogrosso, Roberto Carlos, Jô Soares, o casal Tarcísio Meira e Glória Menezes, Martinho da Vila, Cid Moreira, Betty Faria, Maurício de Sousa, Renato Aragão, Rosamaria Murtinho, Ary Fontoura, Stepan Nercessian, Zezé Motta, Laura Cardoso, Solange Couto, Paulo César Pereio, Leny Andrade, Ziraldo, Príncipe Charles, Jane Fonda, Willie Nelson, Tony Bennett, Steve Martin, Ian McKellen, Judi Dench, Oliver Stone, Joan Collins, Loretta Lynn e muitos outros mais.
É tempo de refletirmos profunda e serenamente sobre os cuidados que devemos tomar para proteger as nossas vidas e as vidas dos outros ao nosso redor. Só a vacina nos salvará a todos desta feroz e letal pandemia. Portanto, não a tema. Você pode até não se lembrar, mas certamente, desde que nasceu, já foi vacinado inúmeras vezes contra as mais variadas doenças como paralisia infantil, tuberculose, hepatite B, difteria, tétano, coqueluche, meningite, pneumonia, otite, febre amarela, caxumba, rubéola e sarampo. Esta vacina contra a Covid-19 é só mais uma que nos dará novamente a chance de viver em paz, com bastante saúde, sem nenhuma complicação, podendo nos relacionar tranquilamente com as nossas pessoas queridas em plena liberdade de ir e vir. E se até a Rainha Elizabeth e os reis Roberto Carlos e Pelé tomaram a vacina, por que nós, mortais plebeus, não tomaríamos?
Como inveterado apaixonado pela bola, em determinada época de desalento com a falta de atletas para a prática do futebol de salão na quadra esportiva da AABB Espinosa, resolvi convidar e reunir alguns amigos aficionados pelo futebol para criar um time para jogar amistosamente na cidade e arredores. Estava fundado então o Realmatismo, cujo lema estampado no escudo do lado esquerdo da camisa era bola e cerveja, nesta ordem, pois se inverter a posição, as coisas complicam.
E lá fomos nós, eu, Milton Barbosa, Fonso, Robinho, Galego, Célio Ribeiro, Walter, Alair, Rubens e mais tarde Zinho, Tintin, Wagner Barateiro, Marcão e Carlúcio, praticar o futebol de salão e society pelas quadras e campos da cidade e das redondezas, sempre com resultados positivos, mesmo em confronto com times de jovens muito bons de bola. Jogamos contra times formados pelos nossos filhos e foi um prazer indescritível, para mim, especialmente, um sonho realizado poder jogar ao lado e contra meu filho Ricardo.
Um dos nossos mais ferrenhos adversários foi o excelente time formado pelos jovens espinosenses que estudavam fora de Espinosa à época e que retornavam à cidade nas férias de final de ano. Entre eles estavam Rodrigão de Nico, Juninho de Nivaldo Faber, Marcelo de Doutor Getúlio e Jubinha de Tarcísio Silveira. Tínhamos idade para sermos seus pais, talvez até seus avós, mas a disputa era ferrenha e equilibrada. Não me recordo bem dos resultados, mas tenho certeza quase absoluta de que nos saímos muito bem na maioria das oportunidades. A contestação está aberta a esses amigos espalhados aí pelo Brasil, hoje já adultos e alguns com famílias formadas, a quem desejo toda a saúde, sorte e felicidade.
Para comemorar os 97 anos de emancipação política da nossa amada terra natal, Espinosa, algumas reminiscências de infância, adolescência e juventude em forma de verso.
Parabéns, minha terra querida! Que seus filhos naturais e adotados a façam cada dia mais bonita, evoluída, moderna, empática, solidária e justa.
Hoje eu acordei com uma esperança auspiciosa
Nesta manhã ensolarada de 9 de março de 2021 Em que completa 97 anos a minha amada Espinosa Terra natal por quem conservo um sentimento incomum
As antigas imagens fervilham na minha memória
Dos seus rios, ruas, avenidas, praças e recantos
Dos fatos pitorescos e importantes da sua rica história
Dos muitos personagens que nos trouxeram encantos
Dos lugares, pessoas e acontecimentos
Bate no peito sempre a imensa saudade
Trazendo à tona eternos momentos
De uma época de tamanha felicidade
Quanta saudade tenho do belo Cine Coronel Tolentino
De propriedade dos saudosos irmãos Tidim e Nelito
Em que assistíamos com sofreguidão e alma de menino
Os filmes de Tarzan, Trapalhões e faroestes com nosso ator favorito
Saudade da Discobel de João Carlos e da Musical de Julinho Figueiredo
Onde íamos para ouvir música e comprar os discos dos cantores amados
Em plena realização da alma, sendo felizes sem o menor sentimento de medo
Levando para casa os vinis do Pink Floyd, Queen, Fagner e Secos e Molhados
E as incríveis delícias que Espinosa nos proporcionava sem eira nem beira?
Comer guloseimas no bar de Seu enquanto jogávamos sinuca
Consumir zorro, chicletes Ploc e groselha no bar de Seu Cerqueira
Ou ter o privilégio de ainda saborear o doce de coco de Isaura de Filuca?
Que maravilha era tomar o caldo de mocotó de Varisco no Araponga
E de esperar na madrugada o mágico pirão de Chico da Santana
Depois de farrear durante o dia e até mais tarde, na noite longa
Tomando a cerveja mais gelada da cidade no bar de Zade, o Copacabana
Como esquecer do saboroso bife de fígado do restaurante de Helena
Ou o inigualável e estupendo sarapatel de carne bovina de Ninha
Como não lembrar dos frangos desossados de Tia Lia, delícia plena
E das pizzas de Jésus e dos pastéis de Zulma e Zezinho Brasinha
E as festinhas da Turma da Resina na casa de Dona Cassionília?
Em que confraternizávamos em música, alegria, paz e harmonia
Todos irmanados em concórdia como em uma imensa família
Unidos e compenetrados na arte de curtir a vida em uníssona sintonia
Saudade dos passeios intensos e circulares nas praças da cidade
Após as missas do saudoso Padre Martin na Igreja Matriz
À procura de uma bela namorada que nos levasse à felicidade
E nos fizesse realizar nossos mais elevados sonhos juvenis
Como esquecer da pinga famosa de Clóves Cruz, a excelente Ingazeira
Que usávamos para fazer batida pras nossas festinhas adolescentes
E as animadas discussões na Resina com Nenzão, Luizão, Vavá e João Meira?
Com os mais variados assuntos em pauta, inclusive as charadas mais quentes?
E as nossas investidas infratoras às frutas das chácaras de seu Cairo e Abelar?
E as madrugadas vencidas no hoje extinto bar 24 horas da Avenida Minas Gerais?
E as queimas do Judas na Sexta-feira da Paixão contadas em poesia singular?
E os momentos inesquecíveis nas boates Xodó, Redondo e Barbaridade que não voltam mais?
E as compras de foguetes, bombas e traques em Aristides Tolentino e João Miranda?
E as fogueiras com batata doce que enfeitavam as ruas da cidade no São João?
E os deliciosos picolés de Dona Cici de Carlito que faziam sucesso sem propaganda
E o irresistível doce de leite de Marlene de Almerindo que era uma perfeição?
E o que dizer dos maravilhosos biscoitos com café e leite de Dona Preta?
E os frangos assados e a ótima prosa de Waldir do Bakana, sempre numa boa?
E as codornas misteriosas de Valdo do Mingu, as melhores do planeta?
E os espetinhos de Tone Labareda e os petiscos do Recanto da Lagoa?
Como omitir as brincadeiras de guerreiros índios no Rio São Domingos?
Os passeios no Impossível, no Rio Verde, no escorregador do Galheiro?
Do futebol descalço na rua, o dia e a noite inteira de segundas a domingos?
E a subida íngreme anual na Sexta-feira Santa no Morro do Cruzeiro?
E como deixar passar as lembranças maravilhosas do Carnaval do Clube dos 100?
E de seu Zé do Hotel, de Chupetinha e outras queridas figuras mais?
E dos romances fugazes, dos amores múltiplos, das paixões sem vintém
E do som e ritmo encantador d´Os Cardeais que a gente não esquece jamais?
Lembro-me com bastante saudade dos tempos do futebol quando menino
Dos times que joguei, do Juventus, Realmatismo, Asa Branca, Minas, Cruzeirinho
Correndo atrás da bola sob o escaldante sol, mesmo com meu corpo franzino
Ao lado de tantos grandes craques como Jorginho, Ernani, Gena e Tatuzinho
Recordar do privilégio que foi jogar ao lado de tantas grandes feras
Como Téo, Fonso, Sidney, Roberto Pé-Duro, Niactor, Tarcisinho
E estar feliz por ter convivido bem com gentes de outras eras
Em clima de paz e harmonia, sendo tratado com respeito e carinho
Não posso esquecer das brincadeiras de bola ao lado da Cotesp, na praça
As aventuras no Karmann Ghia de Negão e no Jipão de Seu Vavá
Os banhos de rio no açude de Clóves Cruz, fabricante de cachaça
E as peladas no campinho do Cruzeirinho na manga de Seu Azemar
Como esquecer da Rua Arthur Bernardes e a brincadeira do chicotinho queimado?
Como esquecer da educação física com Geraldo Bala e Domingão de Gino?
Pegando pão quentinho na panificadora de Alisson Cruz na madrugada, esfomeado?
E os banhos de rio no poção do Araponga e no escorregador do Galheiro, quando menino?
Como não reviver os batuques nas mesas no Bar Labareda e de Tia Lia?
E as animadas farras durante a Copa do Mundo no Recanto da Lagoa?
E os namoros apaixonados nos bancos das praças, noite e dia?
E o papo no fim da noite no passeio de Dona Neuza, como o tempo voa!
E como não lembrar dos embates entre Espinosense e Santa Cruz no Campão?
E a rivalidade forte entre atleticanos e cruzeirenses que nunca acabavam em briga?
Carlinhos Pé-de-Chumbo, Climério, Walter Pinto, Luiz Ribeiro, Zé Jorge, Gibão?
Tuzinho, Tatuzinho, Palau, João Carlos, Beto de Horácio, Tim de Preto, Barriga?
E a luz que era desligada antes da meia noite, quando do motorzão?
Pilotado pela ilustre e querida figura de Mirão eletricista?
E a queima do Judas na Rua da Resina, comandada por Luizão?
Em que em conjunto fazíamos o testamento, com verve humorista?
Ah, que saudade dos nossos extravagantes e saudosos personagens
E o "abacaxi ananás", o "uérre!" e o "uh, lagartixa!", bordões do Arixó
Ah, que saudade dos pulinhos de Doza e das suas hilárias traquinagens
E os causos do meu Tio Luizão na casa de Madrinha Judith, minha avó?
São tantas boas lembranças a trazer à mente novamente
Mas é preciso viver intensamente o momento presente
Juntando forças para construir um futuro transcendente
Para as novas gerações desta Espinosa que amamos cegamente
Fica então o reconhecimento a tantos personagens que fizeram nossa história
Que deram sua contribuição especial à comunidade, entre jovens e veteranos
E agora comemoremos com alegria, guardando com carinho na memória
O aniversário da nossa amada Espinosa dos seus 97 anos!
Hoje é o dia em que se comemora o Dia Internacional da Mulher! Mas o dia de todas elas deveria ser comemorado todo santo dia, de janeiro a dezembro, do dia 1º ao 31º dia, de domingo a segunda, de manhã, de tarde e de noite, sempre e em todo lugar do planeta.
À todas as mulheres de todo o Universo, especialmente à minha mãe Juvercina (Zu) e à minha esposa Cléa Márcia, o meu agradecimento, o meu carinho e o meu respeito.
Se você ficou chateada porque não viu no vídeo a sua imagem ou a imagem de sua mãe ou outra mulher querida, perdoe-me, mas tive tempo mínimo para pesquisar as fotografias em meu acervo pessoal e na página do meu amigo Rogério Souza no Facebook, "Fatos e Fotos Antigas de Espinosa", a quem agradeço mais uma vez e peço clemência pela surripiação sorrateira das imagens. É por uma boa causa.
Na noite deste domingo, 07 de março, o mundo do futebol finalmente conheceu o grande Campeão da 32ª Copa do Brasil de 2020, encerrando a tumultuada temporada do ano da pandemia do novo Coronavírus. Com a vitória sobre o Grêmio por 2 x 0 hoje no Allianz Parque, com gols de Wesley e Gabriel Menino, o Palmeiras levantou a taça de Campeão. Na primeira partida da decisão, disputada na Arena do Grêmio em Porto Alegre, o Palmeiras também havia vencido pelo placar de 1 x 0, gol do zagueiro Gustavo Gómez. O Palmeiras, um dos clubes de maior poder econômico e melhor elenco do país na atualidade, conquista o terceiro título da temporada, após vencer o Campeonato Paulista e a Copa Libertadores da América. O clube alviverde paulista conquista assim o tetracampeonato da Copa do Brasil com mais este título. Anteriormente havia vencido a competição por três vezes, em 1998 (Cruzeiro), 2012 (Coritiba) e 2015 (Santos). Pela conquista atual o Palmeiras embolsou, só na fase final, a quantia de R$ 54 milhões, enquanto o vice-campeão Grêmio, receberá R$ 22 milhões.
Parabéns aos milhões de torcedores do Porco espalhados pelo país inteiro.
Um grande abraço espinosense.
PALMEIRAS 2 X 0 GRÊMIO
Motivo: Final da Copa do Brasil
Data: 07-03-2021
Horário: 18 horas
Local: Allianz Parque
Arbitragem:
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo
Árbitro assistente 1: Kleber Lucio Gil
Árbitra assistente 2: Bruno Raphael Pires
Quarto árbitro: Braulio da Silva Machado
Árbitro de vídeo: Igor Junio Benevenuto de Oliveira
Gols: Wesley aos 7 min. e Gabriel Menino aos 39 min. do 2º tempo
Cartões amarelos: Zé Rafael, Mayke (Palmeiras); Paulo Miranda, Kannemann (Grêmio)
Palmeiras: Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Alan Empereur e Matías Viña; Felipe Melo, Zé Rafael (Patrick de Paula) e Raphael Veiga (Mayke); Rony, Luiz Adriano (Willian) e Wesley (Gabriel Menino)
Técnico: Abel Ferreira
Grêmio: Paulo Victor; Vanderson (Victor Ferraz), Paulo Miranda, Kannemann (Churín) e Diogo Barbosa; Maicon, Matheus Henrique e Thaciano (Jean Pyerre), Alisson (Guilherme Azevedo), Diego Souza e Pepê (Ferreira)
Técnico: Renato Portaluppi
Conquistas da Copa do Brasil do Palmeiras:
1998 - Cruzeiro
2012 - Coritiba
2015 - Santos
2020 - Palmeiras
Conquistas da Copa do Brasil do Grêmio:
1989 - Sport Recife
1994 - Ceará
1997 - Flamengo
2001 - Corinthians
2016 - Atlético
Campanha do Palmeiras:
Oitavas de final
29-10-2020 - Quinta-feira - 19h - Estádio Nabi Abi Chedid - 3 x 1 Bragantino
Você pode chamá-lo como bem entender: Dario Peito de Aço, Rei Dadá, Dadá Maravilha, Dadá Beija-flor ou simplesmente Dario. Não importa como é chamado, ele estará sempre bem humorado, com aquele largo sorriso no rosto, após uma trajetória de enorme sucesso na seara do futebol brasileiro. Mas nem tudo foram flores na vida do grande artilheiro e futebolista Dario José dos Santos. Dario nasceu pobre, em uma família do subúrbio no bairro de Marechal Hermes no Rio de Janeiro. Com apenas cinco anos de idade viu a mãe, que tinha problemas mentais, tirar a própria vida. O pai, sem condições de criá-lo, encaminhou-o a Febem, instituto responsável pela reabilitação de menores infratores. Convivendo com jovens delinquentes, passou a cometer pequenos crimes e a fugir do internato. Depois de se meter em várias encrencas e presenciar a morte de um amigo assaltante, foi aconselhado a tentar a vida no futebol e ali encontrou a luz no fim do túnel que o levaria ao Atlético, após ser descoberto por um vice-presidente do clube mineiro em uma partida entre o seu Campo Grande contra o São Cristóvão. Chegou em 1968 ao Atlético sem dinheiro algum, depois de até passar fome no Rio. Mas apesar do seu jeito desengonçado e sua pouca técnica, conquistou a confiança da comissão técnica do clube após alguns gols marcados. Tinha a seu favor a alta estatura, a diferenciada força física nos saltos e nas arrancadas e o ótimo cabeceio. Com o tempo, foi ganhando a posição de titular e terminou virando ídolo da torcida, ainda mais depois de marcar um gol no amistoso do dia 03 de setembro de 1969, na vitória por 2 x 1 do Atlético sobre a Seleção Brasileira de João Saldanha, e de marcar um dos gols mais importantes da história do alvinegro, na vitória sobre o Botafogo por 1 x 0 no Maracanã que deu o título brasileiro ao clube mineiro.
Dario foi campeão e artilheiro por onde passou na sua longa trajetória nos gramados. Tornou-se ídolo no Atlético e depois passou com méritos, títulos e artilharias por Flamengo, Sport, Internacional, Ponte Preta, Paysandu, Náutico, Santa Cruz, Bahia, Goiás, Coritiba, Nacional-AM, XV de Piracicaba, Douradense e Comercial de Registro, até encerrar a carreira de atleta em 1986 tentando ser treinador, porém sem sucesso. De volta a Belo Horizonte, tornou-se comentarista esportivo de rádio e TV, conquistando não só atleticanos com seu infindável bom humor, seu espírito brincalhão e suas frases de efeito, mas todos os mineiros. Os números de Dario são impressionantes. Foram 926 gols na carreira, 211 deles vestindo a gloriosa camisa atleticana. Foi artilheiro do Campeonato Mineiro quatro vezes pelo Atlético (1969, 1970, 1972 e 1974) e artilheiro dos Campeonatos Brasileiros de 1971 e 1972. Foi artilheiro nos campeonatos estaduais com Flamengo (1973), Sport (1975 e 1976) e Nacional-AM (1984). Pelo Internacional, foi artilheiro do Campeonato Brasileiro de 1976. Dario conseguiu uma façanha no dia 07 de abril de 1976 no Estádio da Ilha do Retiro, quando, jogando pelo Sport no Campeonato Pernambucano, marcou dez gols no time do Santo Amaro, que perdeu por 14 x 0. O Rei Dadá chega aos 75 anos com boa saúde e muita alegria de viver, a mesma alegria que distribuiu pelos muitos campos do país, fazendo gols, ganhando títulos e enlouquecendo as torcidas.
Vida longa ao Rei Dadá, que tanta alegria ainda nos dá! Parabéns e felicidades, homem-gol!
O cantor e compositor mineiro e atleticano Vander Lee estaria completando exatamente hoje, dia 03 de março de 2021, os seus 55 anos de existência. Quis o destino, infelizmente, que ele nos deixasse abrupta e precocemente aos 50 anos de idade em 05 de agosto de 2016, vítima das complicações de um infarto sofrido enquanto fazia hidroginástica em Belo Horizonte.
Batizado como Vanderli Catarina na capital mineira em 03 de março de 1966, o poeta das belas harmonias, das rimas ricas, dos versos sensíveis e das canções encantadoras jamais conseguiu em vida o reconhecimento que merece por seu imenso talento. Agora, na data do seu aniversário, uma canção inédita sua foi apresentada aos seus admiradores através das plataformas digitais e de um "lyric video" no canal oficial do artista no YouTube. Trata-se da canção "A Vida Não São Flores", composta entre 2000 e 2001 e gravada pelo artista com voz e violão em seu estúdio em casa. A gravação caseira recebeu o acréscimo de um arranjo moderno, com produção, baixo e programações de Felipe Fantoni; arranjo de cordas, piano elétrico e teclados de Eneias Xavier; mellotron e teclado de Richard Neves e bateria de Helton Lima.
Para comemorar seu nascimento e relembrar sua trajetória de música e poesia de altíssima qualidade, alguns projetos estão em andamento. Há um tributo com 12 faixas que conta com a participação de nomes como Paulinho Moska, Zeca Baleiro, Marcos Catarina e Chico César, além de um projeto de gravação de um CD/DVD, denominado "Canta Vander Lee", com as canções do pai interpretadas pela filha também cantora Laura Catarina. Existe ainda a ideia de um concerto da Orquestra de Ouro Preto interpretando o repertório completo do disco "No Balanço do Balaio", lançado em 1999 pela gravadora Kuarup, com direção do maestro Rodrigo Toffolo e participações dos filhos de Vander Lee, Laura e Marcos Catarina.
Quanta falta faz o Vander Lee neste cenário árido atual da música brasileira! Ainda bem que temos o privilégio de poder escutar suas lindas criações musicais dos seus sete álbuns lançados em vida. Espero que mais pérolas escondidas como esta sejam presenteadas a nós, amantes das boas canções.
Vivemos os tempos mais sombrios, com os casos de Covid-19 disparando no país inteiro, especialmente em nossa Espinosa. A situação é tão trágica e preocupante que até um lockdown teve que ser decretado pela administração municipal, fechando praticamente todos os estabelecimentos comerciais e determinando restrições à circulação da população nas vias públicas.
Nos últimos tempos tem assustado a população a grande quantidade de vidas perdidas na cidade, seja por consequências da pandemia do novo Coronavírus, seja por acidentes e demais enfermidades. Pessoas das mais variadas idades têm falecido, deixando um rastro de tristeza e sofrimento nas famílias enlutadas. Só nos dias mais recentes, faleceram a investigadora da Policia Civil de Montes Claros que trabalhou em Monte Azul, Lílian Vanessa Nascimento; a senhora Maria Dolores de Sá Carvalho, a conhecida Lilia mãe de Sandra e Polly do Pastel e tia de Caculé; o servidor público da Prefeitura de Espinosa, Edgar Silva Mendes Júnior, esposo de Carmélia; o servidor público municipal Geraldo de Souza Araújo; o senhor José Nunes dos Anjos, conhecido como Zé do Caminhão; e o senhor Luiz Firmino de Almeida, o conhecido Garrincha do Bairro Ponte Nova. Esses foram somente os óbitos que eu tomei conhecimento.
A todos os familiares e amigos desses ilustres conterrâneos, o sincero sentimento de pesar por suas imensas perdas afetivas e o desejo de que eles descansem na mais completa paz e que o Deus todo-poderoso possa confortá-los neste terrível momento de sofrimento e tristeza.
Aos que continuam neste mundo terreno, o pedido para que se conscientizem dos perigos das contaminações pela Covid-19, seguindo as recomendações dos cientistas, prezando a Razão e a Ciência, confiando no poder salvador das vacinas, lavando constantemente as mãos com sabão ou álcool em gel, fazendo uso constante da máscara de proteção, isolando-se socialmente e evitando aglomerações. E quem puder, que fique em casa. Quem não puder, que tome os devidos cuidados para se proteger e proteger aos outros. Chega de vidas perdidas!
Um grande abraço espinosense.
OBS: Peço desculpas à família do senhor José Nunes dos Anjos por não ter conseguido uma fotografia dele para publicar aqui junto com as demais. Se tiverem uma imagem e quiserem me enviar, agradeço.
"Torcida mais chata do Brasil, se o problema era goleiro não é mais. Victor é do #Galo!" Com esta postagem no Twitter no dia 29 de junho de 2012, o então presidente do Atlético, Alexandre Kalil, comunicava à apaixonada torcida alvinegra das Minas Gerais a contratação de um grande goleiro, Victor Leandro Bagy.
Victor deixava o Grêmio, depois de atuar por Ituano e Paulista, e iria iniciar sua vitoriosa trajetória vestindo a camisa 1 do Clube Atlético Mineiro. Fez sua primeira partida pelo Galo no dia 08 de julho de 2012 na vitória sobre a Portuguesa por 2 a 0 pelo Brasileirão, gols de Marcos Rocha e Leonardo Silva. Jogou 424 partidas pelo clube alvinegro, com 205 vitórias, 109 empates e 110 derrotas. Fez 20 defesas de penalidades máximas no gol do Atlético. Foi Campeão da Libertadores da América (2013), Campeão da Copa do Brasil e da Recopa Sul-Americana (2014) e quatro vezes Campeão do Campeonato Mineiro (2013, 2015, 2017 e 2020).
Nesta sua derradeira partida com a camisa do Atlético, estreia no Campeonato Mineiro 2021 contra a URT às 18h15 deste domingo, 28 de fevereiro, ele entrou em campo com o número 424 às costas da camisa, número de jogos que realizou pelo clube. Seus companheiros tinham seu nome gravado em suas camisas, homenageando-o pelos excelentes serviços prestados em mais de oito anos de casa. Infelizmente, a despedida teve que acontecer no estádio sem a presença da Massa Atleticana, o que é de se lamentar muito, pois ele merecia o Mineirão completamente lotado gritando seu nome em uníssono e agradecendo por seus grandes feitos.
Victor foi também homenageado com a impressão de suas mãos em placa a ser instalada no Hall da Fama do Mineirão. Ao término do jogo, ele foi aplaudido pelos companheiros e por membros da diretoria e comissão técnica do Atlético em campo. Assistiu emocionado a um vídeo sobre sua carreira, com depoimentos de familiares, um torcedor e companheiros de trabalho e recebeu das mãos do presidente Sérgio Coelho uma placa de reconhecimento. Ele continuará ligado ao Atlético, na função de gerente de futebol até dezembro de 2021.
Foram muitas as façanhas de Victor com a camisa do Atlético, mas uma em especial fez com que a apaixonada torcida atleticana o canonizasse como "São Victor". Na noite de 30 de maio de 2013, no confronto atleticano na Libertadores contra o Tijuana do México, Leonardo Silva cometeu um pênalti sobre o atacante Márquez aos 47 minutos do segundo tempo. A partida estava empatada em 1 x 1 e se fosse convertido aquele pênalti, o sonho da conquista da Libertadores iria por água abaixo. O autor do gol do Tijuana no jogo pegou a bola e se preparou para a cobrança. No Estádio Independência e em milhares de casas, restaurantes, botecos e similares pelo mundo, a torcida atleticana suava frio e esbravejava contra a sorte e contra o zagueiro artilheiro pela falta cometida em local e hora indevidas. Parecia que tudo estava perdido. Mas aí veio o milagre! Duvier Orlando Riascos Barahona, atacante colombiano, correu para a bola e bateu quase no meio do gol. Victor caiu para o seu canto direito, mas no reflexo, deixou a perna esquerda estendida que acabou rebatendo a bola para a lateral do campo, evitando o gol. Uma explosão de alívio e alegria quase provocou um terremoto seguido de tsunami no planeta Terra. Alguns jogadores se amontoaram em cima do arqueiro que havia feito o impossível, o improvável, o milagre. Mas ainda havia algum tempo de jogo. Como sempre, na história gloriosa do Galo, foi sofrimento até o apito final. O Atlético estava classificado para as semifinais onde enfrentaria o Newell's Old Boys da Argentina e, posteriormente, o Olimpia do Paraguai na final da grande conquista da América. E a partir dali, São Victor confirmou sua sina de herói de uma Nação em Preto e Branco, causando uma avalanche de batismos de crianças com seu nome e tatuagens com a imagem da sua defesa milagrosa em corpos de apaixonados torcedores.
Resumo da partida da despedida de Victor:
ATLÉTICO 3 X 0 URT
Atlético: Victor; Mariano, Igor Rabello, Gabriel e Dodô (Matheus Lima); Dylan Borrero, Matías Zaracho (Iago) e Calebe (Júlio César); Sávio (Echaporã), Marrony e Diego Tardelli (Felipe)
Técnico: Lucas Gonçalves
URT: Renan Rinaldi; Kellyton (Bernardo), Donato, Luis Felipe e Ian Barreto; João Paulo e Jean Carlos; João Diogo, Léo Aquino (Romário) e Yago (Wescley); Mateus Oliveira (Paulo Renê)
Técnico: Welington Fajardo
Motivo: 1ª rodada do Campeonato Mineiro de 2021
Local: Mineirão, em Belo Horizonte
Data e horário: domingo, 28 de fevereiro de 2021, às 18h15
Gols: Diego Tardelli, aos 24’ do 1º tempo, Marrony, aos 4’, e Echaporã, aos 50' do 2º tempo
Cartões amarelos: Marrony e Echaporã (ATL); Matheus Oliveira e João Paulo (URT)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro
Assistentes: Celso Luiz da Silva e Leonardo Henrique Pereira
Lista de pênaltis defendidos por Victor no Atlético:
15/09/2012 – Náutico 1 x 0 Atlético – Campeonato Brasileiro (vs Araújo no tempo normal)
30/05/2013 – Atlético 1 x 1 Tijuana-MEX – Copa Libertadores (vs Riascos no tempo normal)
10/07/2013 – Atlético 2 (3) x (2) 0 Newell’s Old Boys-ARG – Copa Libertadores (vs Maxi Rodríguez na disputa de pênaltis)
24/07/2013 – Atlético 2 (4) x (3) 0 Olímpia-PAR – Copa Libertadores (vs Miranda na disputa de pênaltis)
07/02/2015 – Mamoré 0 x 2 Atlético – Campeonato Mineiro (vs Diego Sales no tempo normal)
13/09/2015 – Cruzeiro 1 x 1 Atlético – Campeonato Brasileiro (vs Willian no tempo normal)
20/09/2015 – Atlético 4 x 1 Flamengo – Campeonato Brasileiro (vs Alan Patrick no tempo normal)
13/01/2016 – Schalke 04-ALE 0 x 3 Atlético – Florida Cup (vs Johaness Geiss no tempo normal)
19/10/2016 – Juventude 1 (2) x (4) 0 Atlético – Copa do Brasil (vs Wallacer na disputa de pênaltis)
19/10/2016 – Juventude 1 (2) x (4) 0 Atlético – Copa do Brasil (vs Roberson na disputa de pênaltis)
04/06/2017 – Palmeiras 0 x 0 Atlético – Campeonato Brasileiro (vs Willian no tempo normal)
09/07/2017 – Botafogo 1 x 1 Atlético – Campeonato Brasileiro (vs Roger no tempo normal)
12/07/2017 – Atlético 0 x 1 Santos – Campeonato Brasileiro (vs Kayke no tempo normal)
09/09/2017 – Atlético 1 x 1 Palmeiras – Campeonato Brasileiro (vs Deyverson no tempo normal)
15/03/2018 – Atlético 1 (4) x (2) 2 Figueirense – Copa do Brasil (vs Diego Renan na disputa de pênaltis)
15/03/2018 – Atlético 1 (4) x (2) 2 Figueirense – Copa do Brasil (vs Jorge Henrique na disputa de pênaltis)
16/05/2018 – Chapecoense 0 (4) x (3) 0 Atlético – Copa do Brasil (vs Bruno Pacheco na disputa de pênaltis)
28/05/2019 – Atlético 1 (3) x (0) 0 La Calera – Sul-Americana (vs Walter Bou na disputa de pênaltis)
28/05/2019 – Atlético 1 (3) x (0) 0 La Calera – Sul- Americana (vs Leyton na disputa de pênaltis)
28/05/2019 – Atlético 1 (3) x (0) 0 La Calera – Sul- Americana (vs Larrondo na disputa de pênaltis)
Ao profissional íntegro e correto, ao líder nato e equilibrado, ao atleta sereno, dedicado e agregador, ao excelente goleiro que fez milagre e nos ajudou a conquistar a América, o nosso muito obrigado por tudo e o nosso reconhecimento pelo ótimo trabalho realizado. Nossa gratidão será eterna, São Victor! Jamais o esqueceremos!
Na noite deste domingo, 28 de fevereiro de 2021, os melhores do cinema e da TV na temporada foram premiados com o cobiçado troféu Globo de Ouro. A cerimônia de premiação, promovida pela Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood (HFPA-Hollywood Foreign Press Association), foi apresentada pela dupla de comediantes americanas Tina Fey, no Rockefeller Center, em Nova York, e Amy Poehler, no Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles. Por conta das peculiaridades de proteção à Covid-19 adotadas na premiação, indicados e convidados ficaram em suas casas e receberam os prêmios por videoconferência, à distância.
A grande atriz Jane Fonda recebeu um Prêmio Cecil B. De Mille pelo conjunto da obra, uma merecida homenagem à sua bela carreira construída em mais de 60 anos.
A transmissão da cerimônia de entrega do prêmio Globo de Ouro foi feita pelo canal TNT e ao final foram estes os grandes vencedores:
CINEMA:
Melhor Filme - Drama:
“Meu Pai”
“Mank”
“Nomadland”
“Bela Vingança”
“Os 7 de Chicago”
Melhor Filme - Musical ou Comédia:
“Borat: Fita de Cinema Seguinte”
“Hamilton”
“Palm Springs”
“Music”
“A Festa de Formatura”
Melhor Diretor:
Emerald Fennell — "Bela Vingança"
David Fincher — "Mank"
Regina King — "Uma Noite em Miami..."
Aaron Sorkin — "Os 7 de Chicago"
Chloé Zhao — "Nomadland"
Melhor Atriz de Filme - Drama:
Viola Davis ("A Voz Suprema do Blues")
Andra Day ("Estados Unidos Vs Billie Holiday")
Vanessa Kirby ("Pieces of a Woman")
Frances McDormand ("Nomadland")
Carey Mulligan ("Bela Vingança")
Melhor Ator de Filme - Drama:
Riz Ahmed (“O Som do Silêncio”)
Chadwick Boseman (“A Voz Suprema do Blues”)
Anthony Hopkins (“Meu Pai”)
Gary Oldman (“Mank”)
Tahar Rahim (“The Mauritanian”)
Melhor Atriz em Filme - Musical ou Comédia:
Maria Bakalova (“Borat: Fita de Cinema Seguinte”)
Michelle Pfeiffer (“French Exit”)
Anya Taylor-Joy (“Emma”)
Kate Hudson (“Music”)
Rosamund Pike (“I Care a Lot”)
Melhor Ator em Filme - Musical ou Comédia:
Sacha Baron Cohen (“Borat: Fita de Cinema Seguinte”)
James Corden (“A Festa de Formatura”)
Lin-Manuel Miranda (“Hamilton”)
Dev Patel (“The Personal History of David Copperfield”)
Andy Samberg (“Palm Springs”)
Melhor Ator Coadjuvante:
Sacha Baron Cohen (“Os 7 de Chicago”)
Daniel Kaluuya (“Judas e o Messias Negro”)
Jared Leto (“Os Pequenos Vestígios”)
Bill Murray (“On the Rocks”)
Leslie Odom, Jr. (“Uma Noite em Miami...”)
Melhor Atriz Coadjuvante:
Glenn Close (“Era Uma Vez Um Sonho”)
Olivia Colman (“Meu Pai”)
Jodie Foster (“The Mauritanian”)
Amanda Seyfried (“Mank”)
Helena Zengel (“News of the World”)
Melhor Roteiro:
“Bela Vingança"
“Mank”
“Os 7 de Chicago"
“Meu Pai"
“Nomadland”
Melhor Filme em Língua Estrangeira:
“Another Round” ("Druk") - Dinamarca
“La Llorona” - Guatemala / França
"Rosa e Momo (“The Life Ahead” ou "La Vita Davanti a Sé") - Itália
"Minari ("Em Busca da Felicidade") - EUA
"Nós Duas" (“Two of Us” ou "Deux") - França e EUA
Melhor Animação:
“Os Croods 2: Uma Nova Era”
“Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica”
“A Caminho da Lua"
“Soul”
“Wolfwalkers”
Melhor Trilha Sonora:
“O Céu da Meia-Noite” – Alexandre Desplat
“Tenet” – Ludwig Göransson
“News of the World” – James Newton Howard
“Mank” – Trent Reznor, Atticus Ross
“Soul” – Trent Reznor, Atticus Ross, Jon Batiste
Melhor Canção Original:
“Fight for You” de "Judas e o Messias Negro" – H.E.R., Dernst Emile II, Tiara Thomas
“Hear My Voice” de “Os 7 de Chicago” – Daniel Pemberton, Celeste
“Io Si (Seen)” de “Rosa e Momo” – Diane Warren, Laura Pausini, Niccolò Agliardi
“Speak Now” de “Uma Noite em Miami...” – Leslie Odom Jr, Sam Ashworth
“Tigress & Tweed” de "Estados Unidos Vs Billie Holiday" – Andra Day, Raphael Saadiq
TELEVISÃO:
Melhor Série - Drama:
“The Crown”
“Lovecraft Country”
“The Mandalorian”
“Ozark”
“Ratched”
Melhor Série - Musical ou Comédia:
"Emily In Paris"
"The Flight Attendant"
"The Great"
"Schitts Creek "
"Ted Lasso"
Melhor Série Limitada ou Filme Para TV:
“Normal People”
“Gambito da Rainha”
“Small Axe”
“The Undoing”
“Unorthodox”
Melhor Atriz em Série - Drama:
Emma Corrin (“The Crown”)
Olivia Colman (“The Crown”)
Jodie Comer (“Killing Eve”)
Laura Linney (“Ozark”)
Sarah Paulson (“Ratched”)
Melhor Ator em Série - Drama:
Jason Bateman (“Ozark”)
Josh O’Connor (“The Crown”)
Bob Odenkirk (“Better Call Saul”)
Al Pacino (“Hunters”)
Matthew Rhys (“Perry Mason”)
Melhor Atriz em Série - Musical ou Comédia:
Lily Collins (“Emily in Paris”)
Kaley Cuoco (“The Flight Attendant”)
Elle Fanning (“The Great”)
Jane Levy (“Zoey’s Extraordinary Playlist”)
Catherine O’Hara (“Schitt’s Creek”)
Melhor Ator em Série - Musical ou Comédia:
Don Cheadle (“Black Monday”)
Nicholas Hoult (“The Great”)
Eugene Levy (“Schitt’s Creek”)
Jason Sudeikis (“Ted Lasso”)
Ramy Youssef (“Ramy”)
Melhor Atriz em Série Limitada ou Filme Para TV:
Cate Blanchett (“Mrs. America”)
Daisy Edgar-Jones ("Normal People")
Shira Haas (“Unorthodox”)
Nicole Kidman (“The Undoing”)
Anya Taylor-Joy (“O Gambito da Rainha”)
Melhor Atriz Coadjuvante em Série:
Gillian Anderson - "The Crown"
Helena Boham Carter - "The Crown"
Julia Garner - "Ozark"
Annie Murphy - "Schitt's Creek"
Cynthia Nixon - "Ratched"
Melhor Ator Coadjuvante em Série:
John Boyega (“Small Axe”)
Brendan Gleeson (“The Comey Rule”)
Dan Levy (“Schitt’s Creek”)
Jim Parsons (“Hollywood”)
Donald Sutherland (“The Undoing”)
Melhor Ator em Série Limitada ou Filme Para TV:
Bryan Cranston (“Your Honor”)
Jeff Daniels (“The Comey Rule”)
Hugh Grant (“The Undoing”)
Ethan Hawke (“The Good Lord Bird”)
Mark Ruffalo (“I Know This Much Is True”)
Parabéns aos premiados e que a gente possa ter acesso a todas as suas brilhantes criações artísticas no cinema e na TV. Gostaria de ver todos os filmes concorrentes aos prêmios, mas só assisti a cinco deles: "Os 7 de Chicago", "Mank", "A Voz Suprema do Blues", "Borat: Fita de Cinema Seguinte" e "Uma Noite em Miami...", este último que vi ontem. Todos eles muito bons, recomendo.