A banda de Rock paulista IRA! passou por severas turbulências na sua formação durante sua longa trajetória, sobretudo há uns 13 anos, mais especificamente no ano de 2007, logo após o lançamento do criticado álbum "Invisível DJ". Com desavenças então irreconciliáveis, um dos líderes da banda, Marcos Valadão Ridolfi, o vocalista Nasi, entrou em pesado conflito com seu irmão e empresário do grupo, Airton Valadão, o que resultou no término da banda. Com a saída de Nasi, o clima de amizade com o outro líder, o guitarrista Edgard Scandurra, também ficou abalada e todos passaram a se dedicar a seus projetos pessoais. O tempo se encarregou de esfriar os ânimos entre eles e o retorno triunfal da banda ao estúdio para gravação de um álbum inédito deu-se somente agora, em data anterior à chegada da pandemia do Coronavírus. Nesse período o IRA! retornou aos palcos com uma participação no Rock in Rio e o lançamento do CD e DVD do projeto acústico "IRA! Folk", além de posterior turnê. A reconciliação havia acontecido já alguns anos antes, mas mudanças ocorreram nos nomes dos integrantes do grupo. O baterista André Jung deu lugar a Evaristo Pádua e o baixista Ricardo Gaspa foi substituído por Johnny Boy, juntando-se a Nasi e Edgard Scandurra para voltar com o IRA! com força total e ânimo renovado.
O 12º álbum da banda paulistana tem pela primeira vez seu nome na capa. Produzido por Apollo 9, foi lançado agora nas plataformas de streaming e conta com essas dez canções:
- O Amor Também Faz Errar
- Mulheres à Frente da Tropa
- Chuto Pedras e Assobio
- Respostas
- Eu Desconfio de Mim
- Você me Toca
- Efeito Dominó
- A Nossa Amizade
- A Torre
- O Homem Cordial Morreu
O IRA! parece uma fênix, ressurgindo milagrosamente das cinzas após tantas discórdias e inquietações, para a alegria de milhares de fãs espalhados pelo país, nesta fase triste em que o bom e velho Rock and Roll parece esquecido e abandonado pelas rádios e televisões, dominadas amplamente pelas músicas de apelo fácil e pelo maldito jabá. Mas o Rock resiste e jamais morrerá!
Somente os cinquentões (ou os mais idosos ainda) se recordarão dos bons tempos em que a Praça Antonino Neves, ou Praça da Liberdade, era um ótimo e florido recanto para as nossas brincadeiras diárias e namoros noturnos durante a juventude. Ali nas suas largas calçadas, entre os jardins gramados que protegiam grupo de plantas enfloradas, passeávamos incansavelmente rodando a praça após fazer o mesmo na Praça Coronel Joaquim Tolentino, quando a Missa Dominical ministrada pelo saudoso Padre Martin Kirscht terminava. Era uma época bem mais tranquila, em que parecia que o tempo demorava mais a passar. Eram tempos também de paixões platônicas e amizades duradouras. E de muito cinema! Quantos filmes assistíamos extasiados confortavelmente sentados nas poltronas do Cine Coronel Tolentino de Tidim e Nelito? Quantos sonhos fantasiados, alguns realizados, outros jamais concretizados?
Ali instalada na praça, uma empresa desses bons tempos de outrora foi bastante importante, especialmente para as famílias menos favorecidas economicamente. A COBAL-Companhia Brasileira de Alimentos foi um órgão do Ministério da Agricultura criado em 1962, com o propósito de promover o abastecimento de gêneros alimentícios com preços populares em algumas cidades brasileiras, atendendo especialmente famílias de baixa renda. Com o passar do tempo e o desvirtuamento da ideia inicial, a empresa foi extinta em 1990.
Lembro-me bem de Chico trabalhando lá. De vez em quando, íamos lá, eu e meu saudoso amigo Gera de Vavá, comprar garrafas de suco de maracujá que utilizávamos para fazer batida, misturando com a famosa pinga fabricada por Clóvis Cruz, a Ingazeira. Essa batida era por nós, integrantes da Turma da Resina, produzida com o intuito de distribuir aos nossos convidados nas festinhas que fazíamos em uma casa alugada na Rua Arthur Bernardes ou na casa da saudosa Dona Cassionília. Quantas saudades!
Na fotografia abaixo, que me foi presenteada pelo meu velho e grande amigo João Carlos Amarante Castro, aparecem, além dele, os seus amigos Manelinho do Pastel e o já falecido Zé Bonitinho, todos fazendo pose deitados na grama do jardim em frente ao prédio da Cobal. Lembrando aos mais jovens que a construção ainda existe. Ela é uma das mais belas construções da nossa Espinosa, mesmo que hoje abandonada. Bem antes de sediar a Cobal, a parte de baixo da bela residência de Moacir Brito acolheu por algum tempo a agência local do Banco do Brasil, onde trabalhou o grande amigo Xará.
O Brasil e a Música Popular Brasileira perderam anteontem um dos seus mais talentosos e fecundos compositores. Faleceu no dia 29 de maio em Fortaleza, aos 91 anos, o cantor, compositor e músico cearense Evaldo Gouveia, criador de numerosas e famosas canções, muitas ao lado do grande parceiro Jair Amorim, já falecido. Entre suas tão apreciadas e conhecidas canções estão "Alguém Me Disse", "Que Queres Tu de Mim", "O Trovador", "Brigas", "Bloco da Solidão", "Sentimental Demais" etc.
"Vamos beber, vamos cantar
Por que viver
É uma eterna despedida..." (Mesa de Bar)
"Serenata da Chuva"
Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Só lá fora à chuva que cai
Só eu pego o meu violão
Ah, tanjo o bordão e esta canção, tão triste sai
Sou um seresteiro à sonhar, só sem ter ninguém sem luar
Canto e a chuva fria cai, canto nesta noite assim
Chove solidão, dentro de mim
Onde andará, neste momento o meu amor, em que pensará
Longe de mim, sem meu calor
Tão sozinho agora estou, canto e a chuva não tem fim
Chove esta saudade, sobre mim
Canto e a chuva fria cai, canto nesta noite assim
Chove esta saudade, sobre mim
Comemorando seus 40 anos de estrada na Música Popular Brasileira, a banda mineira 14 Bis lançou em abril uma canção inédita após 14 anos. A música "Estrela do Dia (Mariana)", composição de Sérgio Magrão e Cezar de Mercês é o primeiro single do CD e DVD "14 Bis Acústico Ao Vivo", projeto criado para comemorar os 40 anos de carreira do grupo que deverá ser lançado ainda este ano.
"Estrela do Dia (Mariana)"
Compositores: Sérgio Magrão e Cezar de Mercês
Mariana
Mariana
O teu olhar
Me chama
Clareando
O meu sonho
Teu beijo é um sopro de vida.
Na espuma branca, dos mares, do tempo,
É a tua imagem, que vem me guiar!
Brilha o sol na neblina,
É a luz que ilumina, o meu sonhar!
Brilha Estrela do Dia, doce melodia.
Despertar!
Em um estilo completamente diferente dos artistas anteriormente citados, a estrela da música Pop Lady Gaga lançou anteontem seu mais novo álbum, o sexto de estúdio, denominado "Chromatica". São várias faixas com o mais dançante Pop e algumas participações especiais, uma delas com o ícone Elton John. A artista inglesa afirmou que o álbum contém músicas divertidas e enérgicas, e quer apenas que as pessoas dancem e se sintam felizes, esquecendo das dores do mundo.
Músicas do álbum "Chromatica":
1) Chromatica I
2) Alice
3) Stupid Love
4) Rain On Me (feat. Ariana Grande)
5) Free Woman
6) Fun Tonight
7) Chromatica II
8) 911
9) Plastic Doll
10) Sour Candy (feat. BLACKPINK)
11) Enigma
12) Replay
13) Chromatica III
14) Sine From Above (feat. Elton John)
15) 1000 Doves
16) Babylon.
I walk the downtown, hear my sound
No one knows me yet, not right now
But I am bound to set this feeling in motion
I walk the downtown, hear my sound
I say that I want it, want it (Be free)
Don't fight it, fight it
But if I'm gonna go for it
I'll remember that, that
I say that I want it, want it (Be free)
Don't fight it, fight it
But if I'm gonna go for it
I'll remember that, that I
I'm not nothing without a steady hand
I'm not nothing unless I know I can
I'm still something if I don't got a man
I'm a free woman, oh-oh (Be free)[Post-Chorus]
Oh yeah
(Be free)
This is my dancefloor I fought for
A heart, that's what I'm livin' for
So light up my body and kiss me too hardly
We own the downtown, hear our sound
I say that I want it, want it (Be free)
Don't fight it, fight it
But if I'm gonna go for it
I'll remember that, that
I say that I want it, want it (Be free)
Don't fight it, fight it
But if I'm gonna go for it
I'll remember that, that I
I'm not nothing without a steady hand (I'm a free woman)
I'm not nothing unless I know I can (I'm a free woman)
I'm still something if I don't got a man
I'm a free woman, oh-oh (Be free; c'mon, woo)[Post-Chorus]
I'm a free woman
I'm a free woman (Be free)
I'm a free woman
I'm a free woman, oh-oh (Be free)
Oh yeah (I'm a free woman)
I'm not nothing without a steady hand (I'm a free woman)
I'm not nothing unless I know I can (I'm a free woman)
I'm still something if I don't got a man
I'm a free woman (Oh), oh-oh (Be free)
Dia desses foi Dia do Abraço. Mas que dia não é dia do abraço? Que dia não é dia de amar os seres humanos como a nós mesmos? Que dia não é dia de amar as pessoas como se não houvesse amanhã? Que dia não é dia de espalhar carinho, exercer a solidariedade e praticar a empatia? Que dia não é dia de saudar e agradecer a vida, dádiva maior que Deus nos deu?
Nesse triste cenário de separação e afastamento forçado das nossas pessoas mais amadas, por conta da pandemia do Coronavírus que afeta o mundo inteiro, os abraços foram praticamente banidos da nossa convivência diária. Mas se os abraços não podem nem devem ser realizados temporariamente, o amor e o carinho continuam firmes e fortes. E os abraços virtuais podem ser realizados sem moderação. Foi com essa ideia na cabeça que o cantor e compositor baiano Del Feliz lançou uma nova versão de sua canção "Pra Gente Se Abraçar", para divulgar o projeto "São João na Rede", uma série de lives a serem realizadas no período junino, já que os shows estão proibidos de acontecer no momento, por conta do isolamento social. O projeto foi idealizado por Climério de Oliveira e o clipe conta com a participação especial de Elba Ramalho, que canta ao lado de Del, e com imagens de vários artistas nordestinos, como Gilberto Gil, Lucy Alves, Margareth Menezes, Waldonys, Tom Oliveira, Flávio José, Genival Lacerda, entre outros.
Para quem não conhece, o cantor e compositor Del Feliz Ramos de Oliveira Santos nasceu no povoado de Barreiros, na cidade baiana de Riachão do Jacuípe. Influenciado pela mãe e pelos tios amantes da música, tornou-se um artista popular e devoto do Forró. Na vida, fez de tudo um pouco até se transformar em músico reconhecido. Foi catador de lixo, radialista, feirante, ajudante de pedreiro, ajudante de padeiro, pintor, faxineiro, diarista, balconista, fotógrafo, administrador, camelô. Mas jamais desistiu e conseguiu se firmar na carreira de músico, já tendo lançado 19 CDs e 3 DVDs, chegando a participar do programa The Voice Brasil, da TV Globo.
Se a gente não pode se abraçar em pele, carne e osso, que seja virtualmente, mas jamais deixando de construir e aproveitar dos prazerosos contatos carnais e amorosos. Viva o Abraço e viva o Forró!
Um agradecimento especial à minha querida amiga e ex-colega de trabalho, Regina Oliveira Magalhães, que me enviou o vídeo.
O ex-prefeito Florindo Silveira Filho, conhecido carinhosamente como Betão, sempre foi um entusiasta do esporte em Espinosa. Ele comandou por um longo período uma das equipes mais conceituadas na história do futebol espinosense, o Santa Cruz, lá por volta dos anos 70, quando o chamado esporte bretão entusiasmava a população nas tardes de domingo no Campão. A rivalidade entre o seu Santa Cruz e o Espinosense parecia algo como Atlético e Cruzeiro na cidade, com torcedores fanáticos de lado a lado. Tive o prazer de acompanhar muitos jogos de ambas as equipes no Campão, espaço que deixou de existir para dar lugar ao nosso Mercado Municipal durante a administração do prefeito Paulo Cruz.
Esta fotografia que publico abaixo foi me passada pelo amigo Iury Silveira, filho de Betão, e mostra o time do Santa Cruz com uma formação completa, com titulares e reservas. Entre os titulares, três dos maiores craques que eu vi jogar em Espinosa: os meio-campistas Sidney e Roberto Pé-Duro e o zagueiro Téo. É claro que há outros grandes jogadores na imagem, mas estes três citados são os melhores, na minha modesta opinião. Não posso deixar de registrar o meu prazer de poder ter jogado ao lado de todos eles, de outra geração e já veteranos, mas ainda com a velha habilidade e qualidade técnica. Serão eternamente meus ídolos. Uma pena que Téo (assim como Paulão e Bertoldo) já não esteja mais entre nós. Bons tempos! Boas lembranças! Bons momentos!
O meu agradecimento ao Iury pela grande colaboração ao nosso blog. Valeu!
Um grande abraço espinosense.
Santa Cruz - Péba, Roberto, Dai, Roberto Pé-Duro, Lelo, Téo, Paulão, Merindão, Lucídio e Betão;
N/I, N/I, Tarcísio, Bertoldo, Valdomiro, Sidney, Dim e N/I.
Téo, Paulão e Bertoldo já não estão entre nós. N/I = Não identificado.
Aprisionado voluntariamente em casa, ao lado da esposa Cléa e dos amigos fiéis Martin, Hunter e Nina, e seguindo racionalmente as recomendações da Organização Mundial de Saúde, dos Cientistas e dos Médicos, a gente acaba por refletir cada vez mais profundamente sobre a Vida, a Morte, o Destino, a Razão e a Esperança em um Futuro cada vez mais incerto e imprevisível.
Dessas conjecturas saíram esses modestos versos sobre o desolador e terrificante cenário que vivenciamos no Brasil e no mundo, em que a loucura tenta mais uma vez vencer a Sensatez, que a hipocrisia tenta vencer a Verdade, que a desumanidade tenta vencer o Amor, que uma doença sorrateira tenta vencer a Vida. Sem sucesso, eu espero! E que Deus nos livre de todo o mal!
Um grande abraço espinosense.
Uma Prece à Esperança, Um Chamado à Metamorfose Humana
Eis que de repente apareceu a pandemia
Estraçalhando sonhos, ceifando vidas
Espalhando medo, criando dicotomia
Distanciando pessoas, gerando feridas
Estupefatos, encaramos de frente a tragédia
Causada por um novo vírus, desconhecido
Ainda sem solução em nenhuma enciclopédia
Sem vacina, sem remédio ainda sabido
O Coronavírus pegou-nos a todos de surpresa
Alastrando-se rapidamente por todo o mundo
Espalhando por todo canto dúvida, dor, tristeza
Com milhares de pessoas em estado moribundo
Tivemos que nos adequar inevitavelmente à situação
Ficando em casa, assustados, tristes, enclausurados
Protegendo as nossas e demais famílias, em oração
Enquanto os milhares de contaminados são cuidados
Enquanto poucos mostram sua terrível face
De pouco ou nenhum apreço à vida humana
Descobrimos, orgulhosos, gente de alta classe
Que se dedica com amor aos irmãos em luta insana
São profissionais da Saúde, médicos, auxiliares, enfermeiros
Que arriscam suas vidas para salvar outras tantas vidas
E outros trabalhadores mais, garis, faxineiras, policiais, bombeiros
Que lutam diariamente em busca das missões cumpridas
Como todo flagelo é uma oportunidade de aprender
Espero que saibamos todos tirar da tragédia uma lição
Compreendendo que somos falhos e precisamos transcender
Praticando a empatia e espalhando amor, sem moderação
A verdade é que ninguém sairá ileso disso
De alguma maneira seremos todos afetados
Talvez descobrindo a urgência do compromisso
De mudar nossos conceitos sociais antiquados
Que saibamos dar o devido valor ao dinheiro
Sem entretanto, perder a empatia e a compaixão
Perceber que vidas humanas são o tesouro verdadeiro
E como é crucial a vitória da sensatez e da razão
O Brasil irá chorar muito as inúmeras vidas perdidas
Que infelizmente não poderemos totalmente moderar
Serão milhares de adeuses e despedidas doloridas
Que medidas eficientes e equilibradas poderiam evitar
Que as milhares de vidas perdidas na calamidade
Jamais sejam depreciadas, esquecidas e desprezadas
Que sejam respeitadas e acalentadas com solidariedade
As dores e lamentos de milhares de famílias enlutadas
A certeza que temos é de que um dia isso vai passar
E nós poderemos sair às ruas, ainda vítimas do cansaço
Olhando o céu, sentindo a brisa que vem do longínquo mar
Buscando o prazer e a alegria de um fraterno abraço
E que após vivenciarmos difícil e tenebrosa experiência
Que saibamos exprimir sentimentos e valores maiores
E que no cotidiano, em todos os momentos da nossa vivência
Consigamos nos tornar seres humanos muito melhores
Quando o Sol despontar no horizonte em raios democráticos
Iluminando o mundo inteiro com os vigorosos brilhos seus
Nos tornemos seres mais solidários, humanos, empáticos
Colocando em prática as lições de Jesus Cristo, Filho de Deus!
Em meio a tanta tristeza com milhares de vidas perdidas na pandemia do Coronavírus, eis que mais um falecimento nos traz bastante consternação. Infelizmente ocorreu ontem à noite aqui em Montes Claros o falecimento de Dona Ieda, mãe do meu amigo, colega e conterrâneo Deraldo Henrique. Dona Ieda era viúva de Seu Gonçalo, com quem morou por muito tempo na nossa Espinosa, exemplo de integridade e dedicação à família.
Aos meus amigos Márcio, Deraldo e Sá, bem como às demais irmãs e outros familiares, o meu abraço solidário neste terrível momento de dor e despedida e a minha prece para que Deus Todo-Poderoso possa lhes fortalecer com muita fé e resignação para conseguir atravessar essa separação de ente tão amado.
Que Dona Ieda, após sua trajetória guerreira neste mundo terreno, alcance os Céus e descanse em plena paz junto ao Criador.
O velório está sendo realizado nas instalações da Funerária da Santa Casa, Sala 03, e o sepultamento ocorrerá às 16 horas aqui mesmo em Montes Claros.
Os tempos são duramente conturbados e sombrios, especialmente no nosso país, mas mesmo em meio a uma calamidade mundial e a notícias tristes e recentes de falecimentos de pessoas queridas, felizmente a esperança em futuros dias melhores continua firme e forte. Não se pode perder a fé e o entusiasmo, jamais!
E para recobrar os ânimos um tanto acabrunhados, nada melhor que uma notícia alvissareira! É que a jovem Lídia Beatriz Aguiar Silva acaba de concluir o seu curso de Medicina na Funorte, trazendo uma enorme onda de alegria e de orgulho aos seus pais Levi Gomes Silva e Maria Lucélia de Aguiar Barbosa Silva, bem como aos seus irmãos Luiz Afonso e Laísa, ao namorado Rodrigo, e aos demais familiares e amigos.
Meus cumprimentos aos pais Levi e Lucélia pela determinação inabalável de proporcionar aos filhos todo o suporte necessário a uma Educação de extrema qualidade, sempre presentes e encorajadores.
À Lídia, os parabéns e o reconhecimento pela grande e árdua conquista, rogando a Deus para que lhe conceda muita saúde, paciência e discernimento para exercer sua essencial e bonita profissão com humanidade, ética, respeito e carinho para com seus pacientes. E mais, que se realize completamente no ofício escolhido, conquistando prazer e satisfação na labuta do dia a dia. Boa sorte, garota!
Eis que mais uma triste notícia me chega de Espinosa, desta vez comunicando o falecimento de Maura Antunes da Silva. Ela atualmente residia em Belo Horizonte.
Tive o prazer de ter Maura como colega de sala na Escola Estadual Joaquim de Freitas. Ela é irmã de Durvalino Nunes e Áurea Antunes.
Maura era professora e deixou seu legado na área de Educação em Espinosa.
Ao meu Mestre Durvalino, à minha também colega Áurea e aos demais familiares e amigos de Maura, o meu abraço solidário e os meus sinceros sentimentos de tristeza e pesar. Que ela descanse em completa paz no Reino do Senhor!
Infelizmente não possuo mais informações para passar para vocês.
Que Deus conforte os corações de seus familiares e amigos neste momento tão doloroso da perda de um ente querido.
Em tempos de shows proibidos e da overdose de lives de todas as vertentes musicais de artistas estrangeiros, nacionais e, especialmente, locais, uma boa dica é o novo vídeo disponibilizado pela banda Pearl Jam da 11ª música do recém lançado álbum "Gigaton". A canção "Retrogade" é um desabafo contra a destruição suicida do nosso planeta pelos donos do poder e do dinheiro. Os resultados desta loucura já não são promessas para um futuro distante. Os estragos já estão acontecendo. O desmate das florestas, os gases do efeito estufa, o lixo nos mares, a degradação do meio ambiente já causam o aquecimento global, o derretimento das geleiras, o aumento das queimadas, a ampliação desenfreada da poluição e talvez, futuramente, o acréscimo do nível do mar, invadindo e destruindo cidades.
Ainda ontem, escutava eu duas canções entre muitas, estas que já bem antes alertavam para a importância e a necessidade da proteção ao nosso planeta e à Mãe Natureza. Uma, "Planeta Água", composição belíssima do cantor e compositor paulista Guilherme Arantes, lançada em 1981. Foi uma das músicas finalistas do Festival MPB Shell de 1981, tendo ficado em 2º lugar. Outra, "O Sal da Terra", outra maravilhosa canção, é de Alberto de Castro Guedes, o montes-clarense Beto Guedes, em parceria com o compositor Ronaldo Bastos. Foi lançada em 1981 no álbum "Contos da Lua Vaga" e traz lindos versos como este:
"Terra!
És o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã..."
Não bastasse a incrível beleza da canção, o Pearl Jam inovou com um clipe extraordinariamente bonito dirigido por Josh Wakely. Utilizando o processo de animação, o vídeo faz conjecturas sobre o futuro da humanidade e as mudanças climáticas, através da figura de uma vidente, sua bola de cristal e suas cartas de tarô, onde aparecem os cinco integantes da banda. A inteligente e guerreira ativista ambiental Greta Thunberg aparece no clipe. As imagens catastróficas e sombrias aparecem em um cenário escuro e sombrio, com imagens de queimadas e da água do mar invadindo metrópoles como Paris, Londres e Nova York por conta do aquecimento global e do derretimento das calotas polares. A coisa é séria e deveria preocupar de verdade as autoridades mundiais. O Pearl Jam, sempre alerta e atualíssimo, faz o alerta com uma obra de arte, magnífica. A música também pode ajudar a mudar o mundo, e para melhor, claro!
Um grande abraço espinosense.
Retrograde
Pearl Jam (Mike McCready/Eddie Vedder)
Comes the summer rain
Cue the lightning and far off thunder again
Projecting through the clouds
In meditations, lifting out in the sound
The more mistakes, the more resolve
It's gonna take much more than ordinary love
To lift this up
Stars align they say when
Things are better than right now
Feel the retrograde spin us 'round, 'round
Seven seas are raising
Forever futures fading out
Feel the retrograde all around, 'round
Accelerate the change
Feeling equal and opposite all the same
Momentum rearranged
Shout, the echo, returning back but now changed
The rusted shapes refuse to fall
It's gonna take much more than ordinary love
To lift this up
Stars align they say when
Times are better than right now
Feel the retrograde spin us 'round, 'round
Seven seas are raising
Forever futures fading out
Feel the retrograde all around, 'round
Hear the sound
In the distance now
Could be thunder
Or a crowd
(Hear the sound)
(Hear the sound)
(Hear the sound)
(Hear the sound)
(Hear the sound)
(Hear the sound)
(Hear the sound)
(Hear the sound)
(Hear the sound)
(Hear the sound)
Retrógrado
Vem a chuva de verão
Dá a deixa ao relâmpago e aos trovões ao longe
Projetando através das nuvens
Em meditações, levantando-se no som
Quanto mais erros, mais resoluções
Vai levar muito mais do que um amor comum
Para espairecer isso
As estrelas se alinham, elas dizem quando
As coisas estarão melhores do que agora
Sinta o retrógrado nos girar, girar
Os sete mares se levantam
Futuros eternos desaparecendo
Sinta o retrógrado por toda parte, parte
Acelere a mudança
Sentindo-se igual e oposto ao mesmo tempo
Momento reorganizado
Grite, o eco volta, mas agora é diferente
As formas enferrujadas se recusam a cair
Vai levar muito mais do que um amor comum
Para espairecer isso
As estrelas se alinham, elas dizem quando
Os tempos estarão melhores do que agora
Sinta o retrógrado nos girar, girar
Os sete mares se levantam
Futuros eternos desaparecendo
Sinta o retrógrado por toda parte, parte
Ouça o som
À distância, agora
Poderia ser um trovão
Ou uma multidão
(Ouça o som)
(Ouça o som)
(Ouça o som)
(Ouça o som)
(Ouça o som)
(Ouça o som)
(Ouça o som)
(Ouça o som)
(Ouça o som)
(Ouça o som)
Eu amo fotografias! É através delas, das velhas imagens de um passado que nunca volta, que revivemos situações, momentos e lugares especiais e que nos recordamos de amigos e colegas de outrora. E também de espaços que um dia existiram, nos deram alegrias, mas que desapareceram por conta do progresso e das mudanças agora muito mais rápidas de um mundo globalizado e altamente tecnológico.
Antes de falar das especiais figuras da fotografia, vou reportar alguns fatos do velho, duro e poeirento campo de futebol da AABB. Ali, principalmente na época do famoso e polêmico "horário de verão", nos anos 90, aconteciam animadas peladas durante a semana nos finais de tarde, reunindo dezenas de craques e pernas-de-pau de funcionários do Banco do Brasil, dos associados da AABB e do pessoal do Bairro Santos Dumont. Como tinha gente demais para jogar, às vezes os times eram formados com mais de 11 jogadores, chegando até a uns 15 de cada lado, numa bagunça organizada. Nesses "babas" a disputa era intensa, até com rivalidade entre as equipes. Uma coisa bastante positiva era a integração harmoniosa entre os participantes. Havia uma gozação pesada sobre o desempenho dos jogadores, com os menos habilidosos sendo chamados de "múmia", termo muito usado para tentar manchar a reputação futebolística dos atletas. Por ali ríamos demais de algumas figuras singulares, como o zagueirão Dinha e os atacantes Zé Maria e Tibá, o "Romário". Terminada a pelada, o ambiente de confraternização e gozação desenfreada continuava no boteco da AABB, com casos e mais casos recheados de bom humor. Bons tempos de muitas gargalhadas!
Agora vamos aos protagonistas da foto. Trata-se de uma imagem de um time de funcionários do Banco do Brasil ali no final dos anos 70 e início dos anos 80. Como não estavam de uniforme, tudo indica que era apenas uma pelada. Na fotografia estão em pé, Antônio Felisberto Fernandes, o Tuka, um que não identifiquei (parece-me o Mangaba), o Gerente-Geral da agência de Espinosa na época, Zé Trindade, e o nosso conhecidíssimo Francisco Gomes da Rocha, o Xará. Agachados estão o eterno cruzeirense João Carlos, o craque de bola Camilo, com sua filhinha, e por último, Valdevino Alves Sobrinho.
Uma imagem de uns 40 anos atrás, que nos faz recordar de bons momentos vividos neste campo que já não existe. Lembrei-me agora de uma situação inusitada ocorrida aí. O nosso timaço de veteranos, o 9 de Março, sempre que jogava contra o time de Urandi, ganhava todas, fácil. Aí compramos um novo uniforme e para inaugurá-lo, convidamos o time de Urandi, eterno freguês. Como não tínhamos campo disponível para o jogo neste dia, tivemos que jogar aí mesmo no campo da AABB. E a maldição da estreia de camisas se fez valer mais uma vez. Perdemos o jogo por 1 x 0. Coisas do futebol!
Sobre esses amigos e colegas aí, o Camilo parece residir no Paraná, se não me engano; o meu grande amigo Tuka mora em São José dos Campos, em São Paulo; o Zé Trindade, que encontrei há uns anos atrás, mora em Belo Horizonte; o Valdevino mora em Montes Claros e o encontro de vez em quando no Bar Skema de Zé Maria para um bom papo; e os velhos amigos Xará e João Carlos continuam vivendo na nossa querida Espinosa, onde os encontro quase sempre. Que Deus os proteja!
Ainda sobre este campo "desgramado", foi nele que realizamos uma partida de futebol em setembro de 1989 para nos despedirmos do nosso amado colega José Américo Antunes Brant, o "Mão de Onça", pessoa especial, grande e fiel amigo e um goleiraço de futebol de salão, que havia sido transferido da agência do Banco do Brasil de Espinosa. O jogo de confraternização envolveu as equipes da AABB Espinosa e da Toca dos Craques, uma reunião inesquecível de gente da melhor qualidade. Bons tempos!
Logo abaixo as fotografias dos dois times com suas respectivas identificações.
Um grande abraço espinosense.
Time da AABB Espinosa: Roberto Pé-Duro, Ádson, Zé Américo, Carlúcio, Nivaldo Faber (In Memoriam), Dino e Quites; Flori, Quinha, Eustáquio, Júlio César e João Carlos.
Time da Toca dos Craques: Ricardo (Tu), Carlão, Guim, Eliseu, Zé Américo, Beto de Horácio, Lelo, Álisson (Major) e Luís Cláudio; Fonso, Paulinho, Sidney, Célio, Nívio, Claudão e Rubens.
Agora há pouco, com grande tristeza, recebi o comunicado do falecimento de Dona Neusa Pereira ocorrido em Espinosa.
Dona Neusa, esposa de Moacir Cândido, tinha 62 anos de idade e era figura de imensa respeitabilidade na nossa cidade, dona de uma reputação impecável e merecedora do grande carinho que a comunidade lhe destinava. Era religiosa atuante e uma professora bastante respeitada. Trabalhou por muito tempo na Escola Estadual Virgínio Cruz.
Deixa o esposo Moacir, seus filhos, netos e demais familiares com imensa tristeza e dor nos corações, a quem eu envio fraternalmente o meu abraço solidário e os meus sentimentos de pesar neste momento tão doloroso.
Que o bom Deus a receba em Seu Reino com todas as glórias! Que descanse em sua infinita paz!
Reconhecimento! Fazer justiça e reconhecer a importância e a história construída em toda uma vida por um cidadão comum, não é muito fácil de se encontrar por aí. Então tenho o maior prazer em divulgar um projeto que pretende reconhecer e enaltecer o valor de grandes figuras do esporte da cidade de Montes Claros. A ideia louvável vem do professor de Educação Física, treinador de futsal, jornalista e craque de futebol, Heberth Halley, que começou há pouco uma série de entrevistas com nomes de substancial relevância no cenário esportivo montes-clarense.
A primeira figura de destaque a ser entrevistada no programa denominado "Galeria dos Atletas" foi o craque Denarte D´Ávila, atacante lendário da história de Montes Claros que defendeu as cores do Ateneu, do Cassimiro de Abreu e da AABB. O segundo entrevistado da série foi outro ícone do esporte, o famoso e estimado Professor Bonga, o João Bispo, que foi atleta e é professor e treinador de futebol há algumas décadas, sendo respeitadíssimo pela sua longa e digna trajetória. O terceiro astro a aparecer no programa, ainda ontem, foi o grande zagueiro e figura humana Odair, que teve passagens significativas no Cruzeiro e em times de Portugal, além de jogar no Atlético, no Democrata e nos times locais.
Nas curtas entrevistas de cerca de 15 minutos, os convidados contam detalhes das suas vivências no esporte, com histórias de como se iniciaram nas equipes que defenderam e sobre casos interessantes sobre jogos e colegas e também escalam os seus times preferidos com os jogadores que viram atuar.
Além de merecer aplausos pelo espaço aberto aos grandes destaques do esporte, é louvável o intuito de Heberth de prestar com isso, sua homenagem a essas figuras fundamentais na construção da história do esporte montes-clarense.
Para assistir às entrevistas, basta acessar as páginas de Heberth Halley no You Tube, Instagram e Facebook. Inscreva-se nelas para receber as futuras entrevistas. Certamente veremos outros grandes nomes da história do esporte de Montes Claros sendo entrevistados, como Bené, Coró, Nicodemos, Bolão, Bentinho, Alonso, Túlio, Everaldo, Victor e outros mais. Não deixem de prestigiar!
Pouca gente saberia dizer quem é o senhor Richard Wayne Penniman. Mas se explicar que este é o nome real de um tal de Little Richard, aquele que inventou algo musical, maluco e genial como "A-wop-bop-a-loo-bop-a-wop-bam-boom", aí a coisa certamente muda de figura. Ao lado de Chuck Berry e Jerry Lee Lewis, Richard pode ser considerado um dos criadores da febre mundial que encantou o mundo no meio dos anos 50 a partir dos Estados Unidos da América. Essa febre tinha o nome de Rock and Roll e colocou todo mundo para rebolar e saracotear o corpo de forma quase ensandecida.
Little Richard nasceu em 05 de dezembro de 1932, na cidade de Macon, no estado da Geórgia, EUA.
Como todo negro naquela época segregacionista na Terra do Tio Sam, Richard teve uma vida difícil. Nascido em uma pobre e numerosa família bastante religiosa, foi expulso de casa ainda adolescente, por conta das suas maneiras extravagantes, na realidade sua homossexualidade. Retornou aos 20 anos, após o assassinato do seu pai. Trabalhou lavando pratos na lanchonete da rodoviária de Macon e começou cantando música gospel na igreja, participando de programas de calouros e gravando músicas comportadas até explodir em 1955 com sua canção "Tutti Frutti", um petardo insurreto. Aquela música diferente deu uma chacoalhada no status quo do cenário musical da época e dali em diante vieram outros estrondosos sucessos: "Long Tall Sally", "Rip It Up" (1956), "Lucille" (1957), "Good Golly Miss Molly" (1958).
Em 1959 tornou-se pastor batista, afastou-se do Rock e até casou-se com uma mulher, talvez para manter as aparências mais propícias para um líder religioso. Mas sua vida não seria tão certinha assim, pois teve períodos conturbados de vício em drogas. Mas o que encantava a todos eram suas apresentações eletrizantes que impactavam vigorosamente o público, além de influenciar grandes nomes da música que viriam mais tarde solidificar o Rock, como os Beatles, os Rolling Stones, David Bowie, Prince e Elton John, entre tantos outros admiradores. Suas roupas extravagantes, seu bigodinho extremamente fino e seu topete gigante, marcas do seu visual espalhafatoso, chamavam bastante atenção, mas o que fazia o público delirar de verdade eram suas performances ao piano, tocando em pé e até jogando a perna por cima do instrumento, em coreografias malucas e incandescentes.
Little Richard quebrou tabus, chocou plateias com suas letras transgressoras, mostrou o poderio criador do negro, ajudou a inventar um novo gênero musical e revolucionou para sempre a música no mundo, tornando-se uma lenda. Ele faleceu ontem aos 87 anos. Viva Little Richard!
Tomei a liberdade de reunir algumas imagens do meu acervo de fotografias para criar um vídeo em homenagem às nossas queridas Mães. Como o propósito é apenas prestar uma singela homenagem às Mamães de todos nós, espero que nenhum dos que aparecem nas imagens se sinta constrangido ou indignado por ter sua figura exposta publicamente. Minha intenção é a mais carinhosa e desprendida possível, por isso não me empenhei em pedir autorização a ninguém. Entretanto, se eu feri suscetibilidades e alguém se sentir incomodado, por favor entre em contato comigo que excluirei imediatamente sua imagem, sem o menor problema ou rancor.
Preciso esclarecer que todas as mães que no vídeo aparecem são pessoas por quem tenho enorme carinho e consideração. Isso não significa que outras que aqui não aparecem não mereçam o meu afeto e respeito. Se não aparecem é simplesmente porque eu não tenho fotografias delas junto aos seus filhos no meu acervo. Ou se tenho, não as encontrei na pesquisa rápida que fiz. Não se sintam excluídas da minha amizade e do meu apreço, por favor.
A intenção é apenas homenagear essas mulheres tão especiais que nem sempre têm o seu valor reconhecido no mundo inteiro. Este ínfimo tributo é direcionado a todas as Mães do mundo, especialmente às mães do meu convívio pessoal e muito especificamente àquelas que sofrem como nunca neste dia, por carregarem no fundo da alma a dor impiedosa e perene da perda de um filho. Que Deus lhes conceda toda a força, a fé e a resiliência para suportar esse sofrimento terrível e angustiante que jamais cessará, por mais que passe o tempo.
O meu afago, o meu carinho, o meu amor, o meu respeito a todas vocês, Mamães!
Amanhã é comemorado o Dia das Mães. Como se fosse possível, aceitável e justo dedicar, a quem nos gerou e nos cuidou com tanto carinho e dedicação desde o nascimento, apenas um único e inexpressivo dia.
Dia de comemorar e louvar e bendizer e abraçar e beijar e respeitar e agradecer às Mães é todo santo dia, de preferência de manhã, de tarde e de noite. E que isso seja feito aqui e agora, pois amanhã poderá ser tarde demais, pois que elas não são eternas e imortais, já que falíveis e humanas como todo mundo. Eternas e imortais elas continuam sim, nos nossos corações despedaçados e repletos de saudades que nunca cessam.
O meu carinho, reconhecimento e gratidão a todas as Mães de todo o mundo!
Encontrei esta velha fotografia em preto e branco deste time de futebol e nem me recordo mais se algum dia eu a publiquei aqui no nosso blog. Ela nos mostra o time do Guarani, um time de jovens futebolistas espinosenses que eram, na época ali dos anos 70, algo como a categoria dos juniores. Em Espinosa existiam os times adultos, como o Espinosense e o Santa Cruz; os times mirins, como o Cruzeirinho, o Atletiquinho e o Saionara; e os times juvenis, como o Milan e o Guarani. Havia outros mais, em vários períodos, em uma fase maravilhosa de muito esporte na cidade, mesmo com campos sem a menor infraestrutura, sem gramado, alambrado, vestiário ou muros de proteção. Jogava-se então com kichutes, um calçado que esquentava bastante, machucando os pés e causando calos. As bolas eram ruins e quando molhadas pesavam uma tonelada. Mas mesmo com todos esses obstáculos, o futebol apresentado em campo era de excelente qualidade em todos os níveis, com craques espalhados por todos os bairros e na zona rural da cidade.
Nesta fotografia da equipe do Guarani consegui identificar quase todos. São eles, da esquerda para a direita: garotinho desconhecido, Gera Alves, Negão de Izaías, Tarcísio, goleiro não identificado, Peba, Valdomiro, Dedé e Carlinhos Pé-de-Chumbo (olhando para trás); Zé do Covão, João Carlos, Geraldinho, Oreia de Nélson Piru e o último eu conheço, lembro-me dele, mas a memória falhou na hora de lembrar o nome, infelizmente.
O tempo passa, e rápido. Desses jogadores aí, na foto com seus 15 a 18 anos, muitos já abandonaram o futebol, e um já deixou este mundo, o Dedé de Tone Fuminho. Também já nos deixou o atleticano Carlinhos Pé-de-Chumbo. Tive o prazer de jogar junto com muitos deles, casos de Tarcísio, Peba, João Carlos e Valdomiro. Espero que estejam todos bem de saúde e em paz!
Acabei de tomar conhecimento agora há pouco do falecimento do senhor Odorico José de Sá, cidadão bastante conhecido da população espinosense. Com uma reputação ilibada construída em toda sua trajetória de vida, Seu Odorico morou muito tempo no topo da Avenida Doutor José Cangussu, onde mantinha um estabelecimento comercial no ramo de bar e mercearia. Com seu comportamento sem máculas, Seu Odorico conquistou o carinho e o respeito da comunidade espinosense. Atualmente, vivia na cidade baiana de Luís Eduardo Magalhães, juntamente com alguns familiares seus. Ele faleceu lá hoje, por volta das 16 horas.
Com muito trabalho, serenidade e dignidade, Seu Odorico construiu uma família numerosa e unida, respeitada em toda cidade de Espinosa. Aos seus filhos e demais familiares, o meu sentimento de pesar pela sua passagem para o além. Rogo a Deus para que Ele lhes concedam força, fé e resignação para atravessar este momento de tamanha dor e tristeza. Que ele descanse na paz do Senhor!
O velório será realizado a partir das 8 horas de amanhã, dia 7 de maio, na Casa Mortuária e o sepultamento logo em seguida no Cemitério Municipal.
Após ser internado no dia 10 de abril com infecção urinária e pneumonia no Hospital Miguel Couto e ser posteriormente transferido para uma UTI no Hospital Universitário Pedro Ernesto, ambos no Rio de Janeiro, faleceu na madrugada de hoje, 4 de maio, por conta do Covid-19, o compositor Aldir Blanc, indubitavelmente um dos maiores letristas da rica Música Popular Brasileira.
Aldir Blanc Mendes tinha 73 anos. Ele nasceu em 2 de setembro de 1946 no bairro do Estácio, na zona norte do Rio de Janeiro. Como bom virginiano, detalhista, curioso e observador, captou como ninguém o cenário popular das ruas da cidade maravilhosa, com seus encantos mil, sua gente diversificada e sua cultura abrangente, apaixonando-se pelo futebol, com o Vasco da Gama; o Samba, com o Salgueiro; e a poesia que se transformava em música. Após formar-se em Medicina, na área da Psiquiatria, descobriu logo que aquilo não era o seu destino nem sua fonte de prazer. Abandonou-a em 1973, quando compreendeu que, sem poder salvar suas filhas gêmeas prematuras da morte precoce, não havia motivo para continuar na profissão. A música e a poesia eram o seu caminho. Isso se confirmou quando conheceu o cantor e compositor João Bosco, quando se deu um casamento perfeito entre o letrista do lirismo e do cotidiano e o músico talentoso de harmonias pulsantes e sofisticadas. Esta frutífera parceria nos presenteou com canções especiais como "Linha de Passe", "Corsário", "O Mestre-Sala dos Mares", "Dois Pra Lá, Dois Pra Cá", "Bala Com Bala", "Cabaré", "Kid Cavaquinho", "Caça à Raposa" e a belíssima e tocante "O Bêbado e a Equilibrista", esta que encantou e emocionou o país na voz da nossa maior cantora, Elis Regina, transformando-se em um hino de defesa da Liberdade e da Democracia.
E não só! A lista de canções valiosas criadas pelo artista é grande. "Amigo É Pra Essas Coisas" (com Sílvio da Silva Júnior), "Nação" (com João Bosco e Paulo Emílio), "A Viagem" (com Cleberson Horsth), "Catavento e Girassol", "Nítido e Obscuro" e "Baião de Lacan" (com Guinga), "Resposta ao Tempo (com Cristóvão Bastos), "De Esquina em Esquina" e "Ela" (com César Costa Filho), "Recreio Das Meninas II", "Pra Que Pedir Perdão?" e "Só Dói Quando Rio" (com Moacyr Luz), e mais uma centena delas.
"Todo boêmio é feliz
Porque quanto mais triste
Mais se ilude...
Esse é o segredo de quem
Como eu, vive na boemia
Colocar no mesmo barco
Realidade e poesia...
Rindo da própria agonia
Vivendo em paz ou sem paz
Pra mim tanto faz
Se é noite ou se é dia..."
(Versos de "Me Dá a Penúltima")
Livros:
"Rua dos Artistas e Arredores" (Ed. Codecri, 1978)
"Porta de Tinturaria" (1981)
"Brasil Passado a Sujo" (Ed. Geração, 1993)
"Vila Isabel - Inventário de Infância" (Ed. Relume-Dumará, 1996)
"Um Cara Bacana na 19ª" (Ed. Record, 1996)
Em mais de 50 anos de carreira, Aldir Blanc escreveu livros, contos, críticas, artigos de jornal e criou mais de 500 músicas. Teve como parceiros, além de João Bosco, nomes como Maurício Tapajós, Edu Lobo, Sueli Costa, Wagner Tiso, Djavan, Hélio Belmiro, Guinga, Cristóvão Bastos, Carlos Lyra, Ivan Lins, Paulo César Pinheiro, Roberto Menescal e Moacyr Luz.
Aldir, amante por anos da vida boêmia, afastada nos últimos tempos de reclusão sóbria em casa, conseguiu, com significativo brilhantismo, captar a essência da vida cotidiana dos cariocas e do ambiente da mais linda cidade do país, deixando um legado de raro valor cultural. Que descanse em paz, sabendo que sua abrangente e preciosa obra continuará inesquecível!
Um grande abraço espinosense.
A sua mais famosa canção, imortalizada pela melhor cantora de todos os tempos no Brasil...
Hoje, 1º de maio, é o dia dedicado ao trabalho, ou melhor, ao trabalhador, este ser de várias faces que carrega o mundo nas suas costas, nem sempre valorizado e infelizmente, muitas vezes, inconsciente da sua essencial importância na sociedade de qualquer lugar do mundo.
A data da comemoração se deve a um episódio fundamental da luta dos trabalhadores por mais segurança no trabalho, por melhores salários e por uma jornada diária menos massacrante. Isso se deu em 1º de maio de 1886, em Chicago, Estado de Illinois, nos Estados Unidos. Em protesto contra uma carga de trabalho excessiva, de sufocantes 12 horas, com salários extremamente baixos, ambientes insalubres e inúmeros casos de acidentes nas fábricas, os trabalhadores entraram em greve. Exigiam mudanças nas relações profissionais e mais tempo livre, com 8 horas para o trabalho, 8 horas para o sono e outras 8 horas para o lazer. Depois do início em 1º de maio, os protestos continuaram nos dias seguintes, angariando apoio de outros trabalhadores, até que no dia 4 de maio, com os manifestantes reunidos pacificamente na Praça Haymarket, uma bomba estourou próximo de onde estavam os policiais, matando um deles e ferindo outros sete. A reação policial foi violenta, com disparos de armas de fogo contra os manifestantes, resultando em um cenário de guerra, com onze mortos, dezenas de feridos e mais de cem manifestantes presos. Por conta deste trágico incidente, mesmo sem provas, sete manifestantes foram condenados à morte e o outro foi condenado a 15 anos de prisão. Posteriormente, quatro desses acusados foram enforcados em 11 de novembro de 1887, dois tiveram a pena de morte comutada a mando do governador de Illinois Richard J. Oglesby, passando a ser condenados à prisão perpétua, e outro deles cometendo suicídio na cela. Em 1893, os réus sobreviventes foram perdoados pelo novo governador de Illinois, John Peter Altgeld.
Essa data só se tornaria feriado no ano de 1919, na França, quando lá também se adotou a carga diária de trabalho de oito horas. No ano seguinte, foi a vez da Rússia aderir à ideia. No Brasil, o 1º de maio se tornou feriado durante o governo de Artur Bernardes, em 1924.
A história mostra que, infelizmente, todas as vitórias dos trabalhadores não vêm de maneira tranquila ou de mão beijada, quase sempre são conquistadas com muito sangue, suor e lágrimas. E seus direitos duramente conquistados são constantemente atacados de quando em sempre. E o mais desolador, com a cumplicidade de alguns próprios trabalhadores sem noção. Uma lástima!
Espero que todos os trabalhadores do mundo inteiro tenham sua importância reconhecida e valorizada, não só em tempos de pandemia mundial, mas sempre, no cotidiano, nos dias de paz e calmaria. O meu apreço e meu respeito a todos os trabalhadores de todo o planeta, nas mais variadas funções, da mais braçal até a mais cerebral, da menos paga até a mais bem remunerada, da mais simples até a mais sofisticada. Todos nós somos importantes, uns mais outros menos, mas todos somos fundamentais neste mundo globalizado.
A recomendação básica da Organização Mundial de Saúde continua inalterada: fique em casa, quem puder! Quem tiver de sair para trabalhar ou resolver qualquer outra questão, não pode se descuidar das ações de prevenção ao Covid-19: manter distância segura dos outros, usar máscara, lavar sempre as mãos com água e sabão ou álcool gel e evitar apertos de mão, abraços e beijos. Então, para os que permanecem em casa, nos horários de ócio, uma boa dica é assistir a boas produções cinematográficas. Aos que têm acesso a Netflix, uma boa opção de filme é "Sergio", a história do nosso conterrâneo brasileiro que tornou-se Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, com a dura e difícil tarefa de atuar nos mais turbulentos cenários em missões humanitárias.
Vamos conhecer um pouquinho da vida real deste grande brasileiro. Sergio Vieira de Mello nasceu aos 15 de março de 1948 na cidade do Rio de Janeiro, filho de Gilda dos Santos e do embaixador Arnaldo Vieira de Mello. Após se formar no Ensino Médio, foi cursar Filosofia na Universidade de Paris, na Sorbonne. Naquele momento, anos turbulentos na política local, participou dos movimentos sociais de maio de 1968. Com o retorno ao Brasil e vendo seu pai ser aposentado compulsoriamente pela ditadura militar, abandonou a ideia de se tornar diplomata, conseguindo então uma vaga no Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, iniciando uma trajetória brilhante de 34 anos na ONU-Organização das Nações Unidas, atuando em áreas de conflito como Bangladesh, Sudão, Chipre, Moçambique e Camboja. Sua missão mais vitoriosa foi entre 1999 e 2002, durante a conquista da independência pelo Timor Leste após 24 anos de domínio da Indonésia, angariando o respeito mundial pela sua destacada e relevante atuação pacificadora. Tempos depois foi enviado a Bagdá, no Iraque em guerra, onde morreu vítima de um ataque a bomba contra a sede da ONU na cidade, instalada no Hotel Canal. Era o dia 19 de agosto de 2003 e Sergio tinha 55 anos de idade, perdendo a vida ao lado de outros 21 funcionários da ONU. Sergio deixou a namorada argentina, a economista Carolina Larriera, e dois filhos do seu casamento com Annie Personnaz, Laurent e Adrien. O corpo de Sérgio Vieira de Mello está sepultado no Cemitério de Plainpalais (Cimetière des Rois), em Genebra, na Suíça.
Vamos ao filme. Dirigido por Greg Barker, o filme baseado no livro "O Homem Que Queria Salvar o Mundo", de Samantha Power, mostra em cenas de flashback o atentado e a história de vida do comissário, com seus relacionamentos pessoais e seu enorme entusiasmo pela profissão que escolheu, mesmo perigosa. Seu personagem é representado pelo excelente ator brasileiro Wagner Moura, enquanto a lindíssima Ana de Armas atua na pele de Carolina. Percebe-se claramente uma tentativa de romantizar um tanto a trajetória pessoal e profissional de Sergio, mas dá para se desvencilhar dessa estratégia e focar especialmente na sua bela história de coragem e luta pelo entendimento mundial, não se "vendendo" em meio a gigantescos interesses políticos e econômicos.
Como sempre digo, adoro filmes baseados em fatos reais, portanto minha preferência pessoal inevitavelmente vai influenciar a minha opinião. Por isso é preferível que ninguém se deixe levar apenas por opiniões de outrem e que tirem suas próprias conclusões ao assistirem aos filmes.
Um dos mais importantes locais de compra e venda de alimentos pela população espinosense é, sem dúvida, o Mercado Municipal. Com a chegada da pandemia do Covid-19, infelizmente medidas drásticas tiveram que ser tomadas pela administração municipal de Espinosa, inclusive com o seu fechamento, impedindo o acesso da população. Agora, com a fé na conscientização do povo, a Prefeitura de Espinosa resolveu flexibilizar a abertura do Mercado, de forma parcial e com várias exigências e recomendações aos usuários e feirantes.
O nosso Mercado Municipal será aberto no horário das 7h às 12h30, apenas nas quartas e quintas-feiras. Serão exigidas dos consumidores e vendedores a utilização de máscaras, bem como de uma obediência mínima de dois metros de distância entre as pessoas. Será permitido apenas a presença simultânea de 100 pessoas dentro das instalações do Mercado, mais os feirantes, claro. Os clientes terão o máximo de 30 minutos para permanecerem lá dentro e realizarem suas compras, com a fiscalização sendo realizada pela equipe da Secretaria da Agricultura, com apoio da Polícia Militar. Para que os consumidores tenham noção do tempo, serão dados avisos sonoros aos 15, 20 e 25 minutos, para que todos possam encerrar suas compras dentro do tempo disponibilizado. A presença de crianças menores de 12 anos não será permitida.
Todos nós estamos angustiados, um tanto assustados e até revoltados com essa situação calamitosa que afeta todo o mundo. Muitos estão perdendo empregos, vendas e, consequentemente, renda. Outros se sentem indignados pelo cerceamento da sua liberdade. É compreensível. Realmente não é nada agradável ter que ficar preso em casa, sem poder sair às ruas e conviver livremente com familiares e amigos. Mas infelizmente não temos outra solução que não esta, a do isolamento social. É dura, difícil e incômoda, mas extremamente necessária. Quanto mais ficarmos isolados neste momento em que a pandemia começa a chegar no ponto mais alto de contaminação, melhor será para todos nós, com diminuição dos contaminados e consequente redução das mortes, que lamentavelmente serão muitas no nosso Brasil, assim como ocorreu em outros países.
Então é preciso que todos nós nos conscientizemos da necessidade absoluta de atendermos juntos às recomendações dos médicos, dos cientistas, da Organização Mundial de Saúde, ou seja, de quem realmente estuda e entende do assunto. Aliás, ninguém ainda entende totalmente os aspectos principais do vírus, pois nem vacina existe. Então é hora de atendermos com racionalidade e sensatez os decretos municipais e estaduais de isolamento social para que possamos proteger as nossas vidas, as vidas dos nossos familiares e as vidas de todos ao nosso redor, sobretudo os mais idosos. Temos que ser pacientes para aguardar a pandemia passar com calma e resignação e não nos tornarmos pacientes entubados à beira da morte ou pacientes agonizantes nos corredores de hospitais à espera de um leito de UTI. A situação é muito séria! E a pior parte ainda não chegou. O pico da contaminação deverá ocorrer entre maio e junho e, fatalmente, o estrago será enorme, com milhares de vidas perdidas. Já que não há vacina, a única coisa que pode diminuir efetivamente o número de mortos é o isolamento social. Não há alternativa!
Portanto, meus caros amigos, vamos seguir a razão e a Ciência. Vamos nos conscientizar que nada neste mundo é tão importante que a vida, este presente divino do nosso bom Deus. E não só a nossa vida, a vida dos nossos entes queridos, mas a vida de todas as outras pessoas da cidade e do mundo. Pelo amor de Deus! Sigam as orientações da OMS, não brinquem com coisa tão séria e, se puderem, fiquem em casa, tomando todos os cuidados recomendados pelos médicos e demais profissionais da Saúde.
Não adianta ficar pedindo a Deus para que nos livre deste mal, sem que façamos a nossa parte. Deus haverá de nos ajudar sim, mas que nós tomemos rigorosamente os cuidados necessários para não nos infectarmos nem passarmos adiante o vírus que já ceifou tantas vidas inocentes. Vamos fazer a nossa parte e depois rezar para que vidas sejam salvas e que saiamos dessa calamidade com mais empatia, amor e consciência de que o mundo não pode continuar assim tão desigual socialmente.
Hoje é dia de comemorar os 28 anos de emancipação política de Mamonas, nossa querida cidade-irmã. Infelizmente, por conta da pandemia do Coronavírus, imagino que nenhum evento especial deva ser realizado pela administração do prefeito Idalino Celestino de Carvalho para reunir os cerca de 6.500 habitantes da cidade em festa e comemoração. Uma pena!
Mamonas, o distrito que se desmembrou de Espinosa em 27 de abril de 1992, após uma longa luta de muitos de seus filhos, especialmente meu colega e amigo Ailton Neres de Santana, o Mamoninha, transformou-se rapidamente em uma cidade estruturada e com uma ótima opção de lazer, com a bela Lagoa do Aconchego.
Em sua curta história de apenas 28 anos de liberdade administrativa, Mamonas percorreu o seguinte caminho. O distrito foi criado pela Lei nº 2.911, de 25-09-1882, com o nome de Santo Antônio de Mamonas, pertencendo ao município de Boa Vista do Tremedal, atual Monte Azul. Na divisão administrativa de 1911, Santo Antônio de Mamonas apareceu como um dos 8 distritos que compunham o município de Boa Vista do Tremedal. Mas através da Lei Estadual nº 843, de 07-09-1923, foi criado o município de Espinosa e o distrito de Santo Antônio de Mamonas passou a integrá-lo, com o nome simplificado para Mamonas. Em 27-04-1992, através da Lei Estadual nº 10.704 foi criado o novo município, com território desmembrado do de Espinosa. (Fonte: https://cidades.ibge.gov.br). Em outras fontes há informações de que o distrito pertenceu também a Grão Mogol e Rio Pardo de Minas.
Os meus cumprimentos a todos os irmãos mamonenses pelo aniversário da sua aconchegante e acolhedora cidade, sempre sob a proteção de Santo Antônio, o seu padroeiro.
Mesmo em tempos de calamidade pública que afeta de forma global e profunda as pessoas de todo o planeta, a arte e a solidariedade mostram sua força em incontáveis bons exemplos de união e altruísmo. Assim é que, em parceria, a Casa de Cinema de Porto Alegre e a #342 Artes idealizaram um clipe musical com a participação de vários artistas, com o intuito de arrecadar fundos para a realização, por laboratórios de universidades do Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro, de mais testes durante a epidemia de Covid-19.
A música escolhida foi "Canto do Povo de Um Lugar", de Caetano Veloso, gentilmente cedida pelo cantor baiano para o projeto. Além de Caetano, cerca de 150 pessoas, de todas as idades e profissões, participaram do vídeo, tocando, cantando ou apenas declamando, como a notável atriz Fernanda Montenegro que faz a locução no final da peça do seguinte texto: "A superação desta epidemia depende de todos nós. Se puder, fique em casa. E se puder, contribua para a realização de mais testes. Com solidariedade e apoio à Ciência, vamos sair dessa. Acredite: vai passar". As participações vieram de várias cidades brasileiras e de Nova York, Buenos Aires e Barcelona. A montagem é de Jonatas Rubert, a mixagem é de Kiko Ferraza e a gravação base da música é de Mauricio Nader.
As doações podem ser realizadas para os laboratórios nos links abaixo:
No Rio Grande do Sul:
Doações para o laboratório de testes de coronavírus do ICBS - Instituto de Ciências Básicas da Saúde da UFRGS.
http://www.ufrgs.br/icbs/
No Rio de Janeiro:
Doações para o Laboratório de Virologia Molecular do Instituto de Biologia da UFRJ.
http://www.fujb.ufrj.br/covid-19-camp
Em São Paulo:
Doações para o programa USP Vida, pesquisas de ações diagnósticas para a Covid-19, da USP.
https://www5.usp.br/uspvida/
Toda e qualquer ação de propósito humanitário será sempre bem vinda. A solidariedade é fundamental em qualquer sociedade civilizada.
Um grande abraço espinosense.
Canto do Povo de Um Lugar
Caetano Veloso
Todo dia o sol levanta
E a gente canta ao sol de todo dia
Fim da tarde a terra cora
E a gente chora porque finda a tarde
Quando a noite a lua amansa
E a gente dança venerando a noite
Todo dia o sol levanta
E a gente canta ao sol de todo dia
Fim da tarde a terra cora
E a gente chora porque finda a tarde
Quando a noite a lua amansa
E a gente dança venerando a noite
Todo dia o sol levanta
E a gente canta ao sol de todo dia…
Há oito anos eles não lançavam uma canção inédita, mas finalmente ela saiu do forno, influenciada por esses tempos de isolamento social forçado pela devastadora pandemia do Covid-19. "Living on a Ghost Town", ou "Vivendo Em Uma Cidade Fantasma", a música composta por Mick Jagger e Keith Richards e lançada pelos Rolling Stones há poucos dias, na realidade foi escrita ainda em 2019. Mas como sua letra falava sobre um cenário muito parecido com o atual, eles fizeram alguns pequenos ajustes nos versos e a fizeram adaptar-se completamente ao panorama atual de cidades inteiras de ruas, praças e avenidas vazias. O solo de gaita de Jagger é destaque na gravação, porreta demais.
Recentemente, exatamente no último sábado, os Rolling Stones foram mais um dos grandes nomes da música que se apresentaram diretamente de casa, ao vivo, no projeto humanitário "One World: Together at Home", promovido pela cantora Lady Gaga em parceria com a OMS para arrecadar recursos para adquirir materiais de proteção a serem destinados aos profissionais de Saúde que trabalham cuidando dos enfermos afetados pelo Coronavírus em todo o mundo. Eles, Mick, Keith, Ron e Charlie, cada um em sua casa, tocaram a música "You Can't Always Get What You Want".
Espero que muitos outros astros da música aproveitem esses momentos de clausura forçada para usarem a criatividade, criando novas e belíssimas canções para nós, amantes da música.
Um grande abraço espinosense.
Living In a Ghost Town
Mick Jagger e Keith Richards
I'm a ghost
Living in a ghost town
I'm a ghost
Living in a ghost town
You can look for me
But I can't be found
You can search for me
I had to go underground
Life was so beautiful
Then we all got locked down
Feel a like ghost
Living in a ghost town
Once this place was humming
And the air was full of drumming
The sound of cymbals crashing
Glasses were all smashing
Trumpets were all screaming
Saxophones were blaring
Nobody was caring if it's day or night
I'm a ghost
Living in a ghost town
I'm going nowhere
Shut up all alone
So much time to lose
Just staring at my phone
Every night I am dreaming
That you'll come and creep in my bed
Please let this be over
Not stuck in a world without end
Preachers were all preaching
Charities beseeching
Politicians dealing
Thieves were happy stealing
Widows were all weeping
There's no beds for us to sleep in
Always had the feeling
It will all come tumbling down
I'm a ghost
Living in a ghost town
You can look for me
But I can't be found
We're all living in a ghost town
Living in a ghost town
We were so beautiful
I was your man about town
Living in this ghost town
Ain't having any fun
If I want a party
It's a party of one
Nesses tempos sombrios, angustiantes e assustadores que vivemos, um pouco de poesia cai muito bem para afagar nossos corações e renovar nossas esperanças em um futuro mais justo e harmonioso em que nossos descendentes possam viver em paz e harmonia. Esta foi a brilhante ideia do professor, educador físico, jornalista e craque de futebol Heberth Halley, que juntou vários amigos e personagens da cidade de Montes Claros para criar um vídeo de generosa positividade. Os personagens convidados declamaram fragmentos da poesia "Recomece", de autoria do poeta e cordelista cearense Bráulio Bessa. Tudo foi agrupado e editado para construir uma produção visual que levasse um mínimo de alento aos que passam por dificuldades neste terrível momento de incertezas e sofrimentos.
São nesses momentos de padecimento e insegurança que redescobrimos os melhores e piores sentimentos humanos, com as atitudes solidárias e humanitárias se destacando em todo mundo, trazendo-nos a grata sensação e a quase certeza de que o bem é muito mais forte e poderoso que o mal. Que saibamos refletir profundamente sobre as injustiças desse mundo, com tamanha e inaceitável distância econômica entre pobres e ricos, para que possamos muito em breve, passada essa tempestade letal, construirmos um mundo muito mais justo e igualitário. Assim seja!
Parabéns e obrigado ao Heberth Halley pela iluminada ideia.
Um grande abraço espinosense.
RECOMECE
Bráulio Bessa
Quando a vida bater forte e sua alma sangrar,
Quando esse mundo pesado lhe ferir, lhe esmagar,
É hora do recomeço. Recomece a LUTAR.
Quando tudo for escuro e nada iluminar,
Quando tudo for incerto e você só duvidar,
É hora do recomeço. Recomece a ACREDITAR.
Quando a estrada for longa e seu corpo fraquejar,
Quando não houver caminho nem um lugar pra chegar,
É hora do recomeço. Recomece a CAMINHAR.
Quando o mal for evidente e o amor se ocultar,
Quando o peito for vazio, quando o abraço faltar,
É hora do recomeço. Recomece a AMAR.
Quando você cair e ninguém lhe aparar,
Quando a força do que é ruim conseguir lhe derrubar,
É hora do recomeço. Recomece a LEVANTAR.
Quando a falta de esperança decidir lhe açoitar,
Se tudo que for real for difícil suportar,
É hora do recomeço. Recomece a SONHAR.
Enfim,
É preciso de um final pra poder recomeçar,
Como é preciso cair pra poder se levantar,
Nem sempre engatar a ré significa voltar.
Remarque aquele encontro, reconquiste um amor,
Reúna quem lhe quer bem, reconforte um sofredor,
Reanime quem tá triste e reaprenda na dor.
Recomece, se refaça, relembre o que foi bom,
Reconstrua cada sonho, redescubra algum dom,
Reaprenda quando errar, rebole quando dançar,
E se um dia, lá na frente, a vida der uma ré,
Recupere sua fé e RECOMECE novamente.