Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

2557 - Nada decidido ainda no Brasileirão 2020

Não me recordo de um Campeonato Brasileiro assim tão disputado como o deste insólito ano de 2020. Neste momento, encerrada a 24ª rodada, são nada menos que sete equipes brigando, palmo a palmo, ponto a ponto, pela liderança da competição e, consequentemente, pela conquista do tão ambicionado título de Campeão Brasileiro de Futebol. Com o "pagamento" da maioria das partidas adiadas por conta da indisponibilidade de datas no calendário, o cenário passa a ficar mais claro, com uma visão mais apurada de quem realmente tem condições e chances de levantar a tão cobiçada taça. Devemos nos lembrar que ainda faltam ser realizados três jogos adiados: Palmeiras x Vasco (1ª rodada), São Paulo x Botafogo (18ª rodada - jogo será nesta quarta) e Grêmio x Flamengo (23ª rodada). 


 
Restando ainda 14 rodadas, já é possível realizar algumas conjecturas baseadas nos números e nas performances das equipes favoritas ao título, estas em número de sete, na minha opinião: São Paulo, Flamengo, Palmeiras, Grêmio, Atlético, Santos e Internacional. Não incluí o Fluminense, por acreditar que este não terá poder para competir com os demais. No exato momento em que escrevo, o São Paulo, de forma surpreendente, aparece com o melhor desempenho, atualmente liderando a competição e com uma partida ainda a realizar, da 18ª rodada, contra o Botafogo. Assim, surge como o maior favorito ao título, neste momento, ressalte-se. Mas não se pode esquecer que o Flamengo, que possui sem sobra de dúvidas o melhor elenco do país, foi recentemente eliminado da Copa do Brasil e da Libertadores, tendo como único foco de agora em diante o Brasileirão. Além disso, ainda tem uma partida por fazer, contra o Grêmio. Em vista disso, o Flamengo é um dos maiores favoritos à conquista do título, no seu caso, do bicampeonato. Outra equipe bastante poderosa e com elenco estelar é o Palmeiras, que voltou a jogar bem e é outro grande favorito a vencer a competição. Outro time que vem mantendo um desempenho eficiente e elogiável é o Grêmio do arrogante, vaidoso e competente Renato Gaúcho, outro fortíssimo candidato ao título. Além desses quatro gigantes do futebol brasileiro, existem aqueles outros gigantes que contam com elencos menos qualificados, casos do Atlético, do Internacional e do Santos. Estes podem surpreender e até conquistar o título, mas claramente possuem menos condições técnicas, humanas e financeiras para essa jornada. O Santos luta contra os problemas financeiros e a limitação do elenco, enquanto o Internacional teve uma acentuada queda de desempenho devido em muito à disputa ao mesmo tempo da Libertadores e do Brasileirão, bastante desgastante. Já o Atlético do competente Jorge Sampaoli, depois de ter vencido a Covid-19 que atacou boa parte do elenco e da comissão técnica, continua sua sina de cometer falhas individuais infantis, de entregar jogos decisivos e perder de forma ingênua pontos imprescindíveis, deixando cada vez mais distante o sonho de levantar mais uma vez o troféu de Campeão Brasileiro. Mas nada de jogar todo o bom trabalho deste ano no lixo. Serve como aprendizado para o ano vindouro, com ajustes precisos em lacunas no elenco e mudanças pontuais nas estratégias dentro e fora de campo. A conquista de uma vaga na Libertadores será um ótimo resultado para o clube alvinegro neste ano atípico.



Vamos raciocinar então sobre as vantagens e desvantagens dos sete favoritos ao título. Nas 14 partidas restantes, o São Paulo é o que enfrentará mais equipes favoritas (seis), sendo cinco em casa e apenas uma fora. Dos 14 jogos por realizar, sete serão em sua casa e outras sete fora, mesma situação do Palmeiras. A diferença é que o Palmeiras irá enfrentar cinco favoritos, sendo quatro deles fora de casa e apenas um em seus domínios. Já o Flamengo e o Internacional levam alguma vantagem, pois irão jogar oito partidas em casa e seis fora de casa. O Mengão vai enfrentar três dos favoritos ao título em casa e apenas um fora, enquanto o Inter pegará dois em casa e dois fora. Quem estão em desvantagem são as equipes de Grêmio, Atlético e Santos, que jogarão seis partidas em casa e oito fora. O Grêmio enfrentará cinco dos favoritos, sendo três em casa e dois fora. O Santos enfrentará quatro favoritos, todos fora de casa. Já o Galo enfrentará quatro favoritos ao título, dois em casa e dois fora de casa.
    
Estes são os caminhos dos favoritos ao título do Brasileirão 2020:



SÃO PAULO - O Tricolor Paulista ainda fará 14 partidas, sendo sete em casa e sete fora. Dentre os favoritos, enfrentará seis deles: o Atlético, Santos, Internacional, Palmeiras e Flamengo em casa, saindo para pegar apenas o Grêmio fora, o que lhe favorece absurdamente nos confrontos decisivos. Lembrando que nesta quarta-feira, dia 9 de dezembro, enfrentará o Botafogo, em jogo adiado da 18ª rodada, podendo abrir ainda mais sua vantagem na tabela de classificação.  
25ª rodada - Corinthians (Fora)
26ª rodada - Atlético (Casa) 
27ª rodada - Fluminense (Fora)
28ª rodada - Bragantino (Fora)
29ª rodada - Santos (Casa)
30ª rodada - Athlético (Fora)
31ª rodada - Internacional (Casa)
32ª rodada - Coritiba (Casa)
33ª rodada - Atlético-GO (Fora)
34ª rodada - Palmeiras (Casa)
35ª rodada - Ceará (Casa)
36ª rodada - Grêmio (Fora) 
37ª rodada - Botafogo (Fora)
38ª rodada - Flamengo (Casa)



FLAMENGO - O Mengão ainda fará 14 partidas, sendo oito em casa e seis fora, o que lhe dá uma ótima vantagem. Enfrentará em seus domínios três dos favoritos: Santos, Palmeiras e Internacional. Fora de casa só enfrentará o São Paulo. O Flamengo ainda tem um jogo adiado por fazer, contra o Grêmio fora de casa, pela 23ª rodada. 
25ª rodada - Santos (Casa)
26ª rodada - Bahia (Casa)
27ª rodada - Fortaleza (Fora)
28ª rodada - Fluminense (Casa)
29ª rodada - Ceará (Casa)
30ª rodada - Goiás (Fora)
31ª rodada - Palmeiras (Casa)
32ª rodada - Athlético (Fora)
33ª rodada - Sport (Fora)
34ª rodada - Vasco (Casa)
35ª rodada - Bragantino (Fora)
36ª rodada - Corinthians (Casa)
37ª rodada - Internacional (Casa)
38ª rodada - São Paulo (Fora)



PALMEIRAS - O Alviverde Paulista ainda fará 14 partidas, sendo sete em casa e sete fora. Dos favoritos, enfrentará cinco deles, em casa apenas o Grêmio, e fora, o Internacional, o Flamengo, o São Paulo e o Atlético. O Palmeiras ainda jogará contra o Vasco, em jogo adiado da 1ª rodada, em casa.  
25ª rodada - Bahia (Casa)
26ª rodada - Internacional (Fora)
27ª rodada - Bragantino (Casa)
28ª rodada - Corinthians (Casa)
29ª rodada - Sport (Fora)
30ª rodada - Grêmio (Casa)
31ª rodada - Flamengo (Fora)
32ª rodada - Ceará (Fora)
33ª rodada - Botafogo (Casa)
34ª rodada - São Paulo (Fora)
35ª rodada - Coritiba (Fora)
36ª rodada - Fortaleza (Casa)
37ª rodada - Atlético-GO (Casa)
38ª rodada - Atlético (Fora)



GRÊMIO - O Tricolor Gaúcho ainda fará 14 partidas, sendo seis em casa e oito fora de casa, o que é uma importante desvantagem. Enfrentará cinco dos favoritos, sendo três em casa (Atlético, Santos e São Paulo) e dois fora (Palmeiras e Internacional). O Grêmio ainda jogará uma partida adiada da 23ª rodada, em casa contra o Flamengo. 
25ª rodada - Goiás (Fora)
26ª rodada - Sport (Fora)
27ª rodada - Atlético-GO (Casa)
28ª rodada - Bahia (Casa)
29ª rodada - Fortaleza (Fora)
30ª rodada - Palmeiras (Fora)
31ª rodada - Atlético (Casa)
32ª rodada - Internacional (Fora)
33ª rodada - Coritiba (Fora)
34ª rodada - Santos (Casa)
35ª rodada - Botafogo (Fora)
36ª rodada - São Paulo (Casa) 
37ª rodada - Athlético (Casa)
38ª rodada - Bragantino (Fora)



ATLÉTICO - O Galo ainda fará 14 partidas, sendo seis em casa e oito fora de casa, o que é amplamente desvantajoso. Entre os favoritos ao título, receberá em casa dois deles, o Santos e o Palmeiras, e fora de casa enfrentará outros dois, o São Paulo e o Grêmio. 
25ª rodada - Athlético (Fora)
26ª rodada - São Paulo (Fora)
27ª rodada - Coritiba (Casa)
28ª rodada - Santos (Casa)
29ª rodada - Bragantino (Fora)
30ª rodada - Atlético-GO (Casa)
31ª rodada - Grêmio (Fora)
32ª rodada - Vasco (Fora)
33ª rodada - Fortaleza (Casa)
34ª rodada - Goiás (Fora)
35ª rodada - Fluminense (Fora)
36ª rodada - Bahia (Casa)
37ª rodada - Sport (Fora)
38ª rodada - Palmeiras (Casa)



INTERNACIONAL - O Colorado ainda fará 14 partidas, sendo oito em casa e seis fora de casa, o que lhe dá uma excelente vantagem. Dentre os favoritos, jogará contra quatro, em casa contra Palmeiras e Grêmio, e fora irá jogar contra o São Paulo e o Flamengo. 
25ª rodada - Botafogo (Casa)
26ª rodada - Palmeiras (Casa)
27ª rodada - Bahia (Fora)
28ª rodada - Ceará (Fora)
29ª rodada - Goiás (Casa)
30ª rodada - Fortaleza (Casa)
31ª rodada - São Paulo (Fora)
32ª rodada - Grêmio (Casa)
33ª rodada - Bragantino (Casa)
34ª rodada - Athlético (Fora)
35ª rodada - Sport (Casa)
36ª rodada - Vasco (Fora)
37ª rodada - Flamengo (Fora)
38ª rodada - Corinthians (Casa)



SANTOS - O Peixe ainda fará 14 partidas, sendo seis em casa e oito fora de casa, uma grande desvantagem. Vai se confrontar apenas fora de casa com quatro dos favoritos: Flamengo, Atlético, São Paulo e Grêmio. 
25ª rodada - Flamengo (Fora)
26ª rodada - Vasco (Fora) 
27ª rodada - Ceará (Casa) 
28ª rodada - Atlético (Fora)
29ª rodada - São Paulo (Fora) 
30ª rodada - Botafogo (Casa)
31ª rodada - Fortaleza (Fora)
32ª rodada - Goiás (Casa)
33ª rodada - Corinthians (Casa)
34ª rodada - Grêmio (Fora)
35ª rodada - Atlético-GO (Fora)
36ª rodada - Coritiba (Casa)
37ª rodada - Fluminense (Casa)
38ª rodada - Bahia (Fora)

Assim, com todas as possibilidades, ainda não dá para afirmar quem será o Campeão Brasileiro de 2020. Poderemos ter enormes surpresas ainda, com times que agora lutam contra o rebaixamento vencendo equipes mais fortes e colocando mais emoção ainda na disputa. Como o futebol é mesmo imprevisível, tudo pode acontecer, com times vencendo jogos difíceis em sequência, bem como outros perdendo pontos cruciais, complicando seus objetivos. Então, nada de desânimo das várias torcidas envolvidas na disputa mais acirrada da história. O futuro a Deus pertence! 
Um grande abraço espinosense. 

domingo, 6 de dezembro de 2020

2556 - Quincão, uma figuraça

Não sei se isso já aconteceu com vocês, mas às vezes, do nada, repentinamente me vem lembranças de uma pessoa em particular, mesmo que sem fato atual significativo ou sem alguma homenagem pela data de vida e morte referentes a ela. Simplesmente explode em nossa memória recordações de pessoas queridas que, não raro, já se foram deste cruel e injusto mundo. Pois hoje quem apareceu de repente em minhas recordações foi o meu saudoso amigo Quincão, personagem dinâmico, batalhador, polêmico na arbitragem e uma mistura explosiva de seriedade e galhofa.

Quincão, o primeiro à direita


Quincão foi um craque na profissão de motorista, guiando ônibus, caminhões e mais tarde, dirigindo sua Rural sempre impecavelmente asseada em prol do Banco do Brasil. Levou com presteza e segurança, por alguns anos, os funcionários da agência de Espinosa para o trabalho diário na cidade vizinha baiana de Sebastião Laranjeiras. E foi também o motorista em algumas das mais divertidas aventuras que eu tive o prazer de participar. Conto algumas delas a seguir.



Certa vez fomos participar dos jogos esportivos da FENABB, Federação Nacional das AABB, na fase microrregional em Janauba. A maioria de nós, jogadores, fomos na sua famosa Rural, sempre impecavelmente limpa. Nosso gigante goleiraço Zé Américo foi em seu Fiat 147, mas teve que o deixar para trás em Mato Verde, por conta de um problema mecânico, se juntando a nós na famosa Rural de Quincão, onde sempre cabia mais um. E lá fomos nós, em meio a muitos causos, gozações e gargalhadas. Até que em determinado momento, alguém percebeu que a música reproduzida no toca-fitas se repetia exaustivamente, já enchendo a paciência de alguns. No som ambiente, Reginaldo Rossi soltava sua voz característica interruptamente nos versos da canção "Deixa de Banca":  "Borogodá, borogodá, deixa de banca comigo, que você gosta só de mim". Aí começaram os protestos: - "Ô Quincão, o toca-fitas quebrou, tá repetindo a música direto!", - "Ô Quincão, troca essa música, pô, pelo amor de Deus!", - "Ô Quincão, ninguém aguenta mais esse borogodá aí não, sô!". Aí, com uma gargalhada daquelas, ele explicou o "problema". - "Não, gente, o toca-fitas não está com defeito não. É que eu gosto demais desta música e mandei o cara gravá-la dos dois lados da fita." É brincadeira um negócio desses?



Em outra ocasião, fomos jogar a fase estadual da FENABB em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro. Por conta da distância, tivemos que nos desdobrar na logística. Fomos de carro até Monte Azul, onde pegamos o velho e saudoso trem baiano até Montes Claros. Foi minha única viagem de trem até hoje, maravilhosa! Ficamos o tempo inteiro no vagão-restaurante, tomando cerveja, batendo papo e jogando baralho. Já em Montes Claros, pegamos uma velha Kombi alugada na Monvep e pegamos a longa estrada. A surrada Kombi começou a dar problemas mecânicos logo no início da viagem, nos forçando a parar umas duas vezes. Quincão é que fazia suas mágicas para a perua se restabelecer para seguirmos adiante. Quantos causos ouvimos de Quincão e quantas gargalhadas soltamos durante o longo trajeto! Faltando pouco menos de 10 km para chegarmos a Ituiutaba, Tiãozinho comentou que, depois de tanto problema, só faltava furar um pneu. Não deu outra! Poucos minutos se passaram e olha o pneu furado tornando-se real. Que boca maldita, sô! Trocado o pneu, finalmente chegamos na AABB de Ituiutaba. Caímos novamente na gargalhada ao ver as demais delegações de Juiz de Fora, Governador Valadares, Belo Horizonte, Uberaba e Uberlândia chegando todas uniformizadas e em ônibus confortáveis, com ar condicionado e tudo, enquanto nós pousávamos ali, todos bagunçados, em nossa velha e guerreira perua Kombi alugada a duras penas.



Na função de juiz, Quincão era bastante respeitado na cidade, sempre convidado para apitar os jogos mais importantes. Mas sua atuação era constantemente envolvida em polêmicas, principalmente quando ele apitava jogos do nosso Cruzeirinho. Em certo momento, fomos jogar em Monte Azul, contra o fortíssimo time de Vardim no campo do Odon Oliva. Perdemos a partida para o nosso maior adversário da época, com influência clara do juiz local em nosso desfavor. Na partida de volta, no Campão em Espinosa, Quincão foi convocado para apitar. Não demorou muito e ele logo marcou um pênalti a nosso favor, meio duvidoso, para não dizer inexistente ou "mandrake". O excelente treinador Vardim e seus jovens e talentosos comandados foram à loucura, todos indignados com a marcação da penalidade máxima. Com Quincão se mantendo firme na marcação do pênalti, Vardim decidiu tirar o seu time de campo e retornar para Monte Azul sem terminar a partida, para decepção nossa e dos torcedores que sempre iam ao campo para nos prestigiar. Nunca mais houve confronto entre o Cruzeirinho e o time de Vardim em Espinosa, pelo menos que eu saiba!



Muito tempo depois, o pessoal de Sebastião Laranjeiras, agradecido pelo relevante trabalho local da instituição financeira pública, convidou o pessoal do Banco do Brasil para um jogo de confraternização lá em sua cidade. E lá fomos nós. Fomos recepcionados com uma atenção e um carinho excepcionais. Durante o jogo, realizado sob o sol abrasador da manhã de domingo, alguns sebastianenses nos ofereciam cerveja gelada, na tentativa de nos agradar e refrescar e, claro, também de nos desviar do foco de ganhar o jogo. Quincão estava no apito e começou a marcar alguns lances de forma bastante estranha, invertendo faltas e marcando uns impedimentos inexistentes. E todas contra o nosso time. Nosso craque Racini, então menor aprendiz, fez os nossos dois gols, se não me falha a memória. E Quincão conseguiu a proeza de fazer o time adversário empatar o jogo, mesmo sendo muito pior que o nosso. Nem bem havia terminado o jogo e já reclamávamos pesado dele sobre sua péssima e tendenciosa atuação, ao que ele respondeu com uma boa gargalhada: "Uai, vocês são recebidos com festa, com todo carinho e atenção, ganhando cerveja e churrasco de graça e ainda querem ganhar o jogo do pessoal? Aí não, sô!" Assim era Quincão, uma figura extraordinária! Saudades, parceiro.
Um grande abraço espinosense.


    

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

2555 - Martinho da Vila e o seu "Rio: Só Vendo a Vista"

O senhor de 82 anos batizado como Martinho José Ferreira é um dos mais prestigiados e reconhecidos artistas populares do nosso musical Brasil. Nascido na cidade de Duas Barras, interior do Rio de Janeiro em 12 de fevereiro de 1938, o cantor, compositor e escritor Martinho da Vila não para de levar seu espírito de sambista a todo o mundo, sempre lançando seus álbuns e realizando seus shows. Durante sua longa carreira artística recebeu vários títulos honoríficos e premiações musicais (entre eles 3 Grammy Latinos), seguindo adiante com sua malemolência, seu vigor, seu talento e sua humildade ímpar.
Agora em novembro ele lançou mais um álbum, com um título pra lá de sugestivo e interessante, o "Rio: Só Vendo a Vista", com design da capa feito pelo recém falecido cartunista Lan. O disco traz 12 canções que tratam da magnífica capital dos cariocas, sua gente e sua atmosfera social. Destas 12 canções, apenas cinco são inéditas. As sete demais são regravações com novas roupagens. A produção foi realizada em ambiente familiar, com a participação dos oito filhos do artista e mostra aos fãs um celebrado retorno às origens do Samba de Partido Alto e dos terreiros, com letras alusivas ao Candomblé, à Umbanda e às agruras do povo negro, como a doída "Menina de Rua", em que faz dueto com a filha Mart´nália.
Martinho fala do seu Rio de Janeiro amado, das suas maravilhas e das suas dores, mas sem ódio ou ressentimentos, com a leveza e a serenidade que lhe são peculiares. E tudo isso naquele clima de bate-papo prazeroso com os familiares e amigos ao redor de uma mesa, sem pressa e sem desespero, situação bem delineada na canção de nome "Eterna Paz", em que diz, acompanhado apenas do cavaquinho, "Como é bom adormecer com a consciência tranquila, as chuteiras penduradas depois do dever cumprido..."
Martinho tem nos lábios um sorriso constante de criança, tem nos olhos o brilho da paz interior, tem no coração o amor sem medida, tem na alma o poder transformador do orgulho negro e tem na voz a maravilhosa e vibrante e bonita força do Samba. Vida longa e saudável ao Martinho "Samba" da Vila! 
Um grande abraço espinosense.


 
   
Canções de "Rio: Só Vendo a Vista", o 55º título da discografia de Martinho da Vila:
1) Vila Isabel Anos 30 - 4:12
2) O Rio Chora, o Rio Canta - 4:04
3) Rio: Só Vendo a Vista - 3:08 
4) Minha Preta, Minha Branca - 4:01
5) Na Ginga do Amor - 3:16
6) Você, Eu e a Orgia - 4:05
7) O Caveira - participação Verônica Sabino - 4:08
8) Pensando Bem - participação Verônica Sabino - 2:41
9) Menina de Rua - participação Mart´nália - 2:57
10) Eterna Paz - 2:15
11) Assim Não Zambi - participação Maíra Freitas - 2:59
12) Umbanda Nossa - 2:28


quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

2554 - Os 300 anos das Minas Gerais

Minas Gerais são muitas belezas, encantos, montanhas, planaltos, vales, cachoeiras, rios, delícias e prazeres. Minas Gerais são belos horizontes, montes claros, montes azuis, matos verdes, porteirinhas, janaubas, pousos alegres, águas boas, boas esperanças, bons repousos, buritizeiros, cachoeiras douradas, campinas verdes, campos floridos, carrancas, coqueirais, córregos fundos, cristais, divisas alegres, esmeraldas, esperas felizes, frutas de leite, gameleiras, goiabeiras, jequitibás, lagoas formosas, lambaris, laranjais, liberdades, luzes, mamonas, mangas, maravilhas, marianas, miradouros, monjolos, olhos-d'água, oratórios, ouros pretos, verdes, brancos ou finos, paineiras, papagaios, pavões, pedras azuis, bonitas, douradas, do anta, do indaiá ou de maria da cruz, pequis, perdizes, perdões, periquitos, pescadores, piaus, pimentas, pingos-d´água, piracemas, poços fundos, prados, pratas, recreios, redutos, resplendores, riachinhos, rios doces, mansos, pretos ou vermelhos, romarias, sacramentos, santas e santos a granel, serras das saudades, tabuleiros, turmalinas, vargens bonitas, vazantes, veredinhas e voltas grandes cheias de brilho, encanto e aconchego. Minas Gerais também são prazeres como o pão de queijo, o arroz com pequi, o frango com quiabo, o feijão tropeiro com torresmo, o café, o queijo de todo dia. Minas Gerais é o futebol, o América, o Atlético, o Cruzeiro e seus craques imortais como Jair Bala, Palhinha, Reinaldo, Cerezzo, Tostão e Dirceu Lopes e muitos mais. Minas Gerais são os políticos e os artistas dos mais diversos talentos, os escritores, os poetas, os jornalistas, os atores, os cantores e compositores, de Carlos Drummond de Andrade a Vander Lee, de Daniel de Oliveira a Chico Pinheiro, de Ruy Castro a Flávio Venturini, de Aleijadinho a Adélia Prado, de João Bosco a Carolina de Jesus, de Guimarães Rosa a Lô Borges, de Clara Nunes a Fernando Sabino, de Grande Otelo a Tancredo Neves, de Juscelino Kubitschek a Nelson Ned, de Rubem Fonseca a Dilma Rousseff, de Toninho Horta a Paulo Mendes Campos e mais e mais e mais mineiros de valor.
Já dizia o sábio Guimarães Rosa: "Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais". E é verdade! Temos muitas riquezas de todos os tipos, gentes da melhor qualidade. Mas temos também nossos problemas, nossos pecados pesados. Ainda temos por aí, agora já não tanto escamoteados quanto antes, o racismo, o machismo, a homofobia, a xenofobia, a misoginia, a falta de empatia, o fanatismo, a arrogância, a intolerância, a violência, o ódio, a hipocrisia. 
Que em mais 300 anos de história que certamente virão, possamos crescer todos como pessoas humanas irmanadas na luta pela concretização dos anseios do pacifista Jesus Cristo que apenas pedia para que nos amássemos uns aos outros como Ele nos amou. Que assim seja, minhas Minas Gerais!
Um grande abraço espinosense.       


     

domingo, 29 de novembro de 2020

2553 - Vai-se embora aos céus Beto de Marlene!

O domingo tinha tudo para ser maravilhoso, se iniciando ensolarado e sob o encantador canto dos pássaros no quintal, com mais um dia de festa da Democracia possibilitando a uma boa parcela do povo brasileiro a liberdade de escolher, com sabedoria e consciência, um futuro mais feliz, progressista, harmonioso e justo para com todos. Mas não! Eu já sabia que o domingo não seria muito alegre, pois a tabela do Campeonato Brasileiro não marcava nenhuma partida do Clube Atlético Mineiro para hoje, e ver o time do Galo em campo sempre é um prazer e motivo de contentamento. Além disso, a data marca a partida prematura de um dos grandes ídolos da música mundial, o beatle George Harrison, isso há 19 anos. Mas esse terrível ano de 2020 que parece nunca terminar traria mais uma péssima notícia logo de manhãzinha: faleceu Beto de Marlene.
Carlos Humberto Sepúlveda completou sua jornada profissional ilibada como funcionário da Petrobrás e conquistou, ainda jovem, a merecida aposentadoria. Para desfrutá-la ainda mais prazerosamente, decidiu retornar às origens e se alicerçar material e espirituamente na sua querida Espinosa, mais especificamente na singular e pacífica Rua da Resina. Ao lado da sua amada esposa Marlene, Beto se tornou talvez o exemplo mais belo do amor verdadeiro, cúmplice e imortal em Espinosa. Não à toa eles são conhecidos como Beto de Marlene ou Marlene de Beto. O amor de ambos é tão lindo, profundo e autêntico que eles dois se fundiram em uma só figura, inseparável, indestrutível e perpétua. Beto é um sujeito garboso, inteligente, culto, de extrema generosidade, um notável parceiro de um prazeroso papo de mesa de boteco sobre os mais variados assuntos, obviamente acompanhado de uma cerveja estupidamente gelada. Eu tive o privilégio, mesmo que por poucas vezes, de desfrutar da sua cativante companhia, algumas delas ali no seu ambiente preferido, a Praça da Liberdade (Antonino Neves). Beto sempre me passou uma atmosfera de paz e serenidade, de amor à vida e de amor aos seus, e de uma paixão infinita, intensa e avassaladora pelo amor de sua vida, a sempre linda, loira, entusiasmada e sorridente Marlene.



Imagino aqui a tristeza que se abateu sobre Marlene neste momento terrível de perda e sofrimento e rogo ao Pai Celeste que a ampare firmemente nesta hora extremamente difícil. Que Deus lhe conceda muita força, fé e resignação para aceitar os desígnios divinos, às vezes incompreensíveis para nós, falíveis humanos. Peço ainda ao Criador para que não deixe sumir em Marlene o característico brilho intenso dos olhos, o entusiasmo permanente pela vida, a alegria convidativa que sempre lhe acompanhou na sua caminhada. Beto alçou voo antecipado em direção ao Paraíso, mas certamente, conforme aponta sua trajetória de vida, ele não compactuará com a tristeza e o desânimo dos que amou aqui na Terra. Tenho certeza que ele estará lá de cima nos observando atentamente e nos estimulando a curtir a vida em cada segundo, sempre com humildade, amor e extrema generosidade, e muitas vezes sentados ao redor de uma mesa trocando experiências, relembrando fatos e batendo o mais delicioso dos papos ao som de boa música e muitas gargalhadas.
Mesmo distante, quero abraçar forte e carinhosamente Marlene, apresentando a ela e a todos os demais familiares toda a minha solidariedade neste momento de dor tão profunda. Estarei rezando por Beto e por vocês. Certamente ele receberá um lugar perfeito no Reino dos Céus.
Descanse em paz, meu caro amigo Beto de Marlene!
Um grande abraço espinosense.

sábado, 28 de novembro de 2020

2552 - Olha a festa no Urubu!

Adoro a movimentação intensa, o visual moderno, as facilidades materiais e as inúmeras opções de vida e prazer das metrópoles. Mas apenas por curtos momentos de viagens a passeio, pois nada é tão tranquilo e sossegado como a vida na zona rural, mais conhecida no nosso Sertão como "roça". Viver na "roça" é flutuar na paz. Se bem que tudo está mudando tão rapidamente que talvez minha visão sonhadora já esteja ultrapassada. Se temos como comemorar a chegada à roça de maravilhas modernas (nem tanto) como energia elétrica, água encanada e sinais de telefone e Internet, não temos como celebrar a perda da segurança e da tranquilidade de outrora, já que o consumo de drogas e a violência se espalharam por tudo quanto é canto deste nosso imenso país.
Em um tempo já distante na memória, quando ainda éramos jovens ingênuos, despretensiosos e um tanto irresponsáveis, adorávamos ir passear em um local com um apelo extremamente familiar, lá no Urubu. Esta pequena comunidade rural entre Espinosa e Mamonas era frequentemente visitada por nós, seja para jogos de futebol ou apenas para farrear e jogar sinuca no barzinho de Seu Zezé Xavier. 



O Urubu tinha entre seus dignos moradores a família Xavier, de Seu Normino e vasta prole. São filhos de Seu Zezé, infelizmente já falecido, os meus amigos-irmãos Tião e Dalton, o que nos levava a sempre estar por ali nos divertindo. 



Em uma dessas oportunidades nos reunimos, a Turma da Resina quase inteira, para comemorarmos os aniversários de Dalton e Daílson. Tomamos muita cerveja, jogamos muita sinuquinha no bar e no final da bebedeira nos metemos em uma guerra de lama no fundo do quintal, em que saímos todos vivos e íntegros, mas completamente enlameados. Coisas de jovens leves, livres e com espírito de criança!



Vale comentar aqui um pouco sobre o nome da localidade, para os moradores das metrópoles que o desconhecem. A comunidade de Urubu homenageia um dos animais mais importantes da nossa região sertaneja. Existem sete espécies de urubus no mundo, e cinco delas são encontradas no Brasil, que são urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus), urubu-de-cabeça-vermelha (Cathartes aura), urubu-de-cabeça-amarela (Cathartes burrovianus), urubu-rei (Sarcoramphus papa) e urubu-da-mata (Cathartes melambrotus). Os urubus são aves da família Cathartidae e são conhecidos por seu hábito alimentar na ingestão de carne em decomposição, o que é imprescindível para o planeta na limpeza do ambiente.



Este dia foi maravilhoso, a comemoração dos aniversários de Dalton e Daílson, um encontro que marcou para sempre nossas vidas. Um momento de tamanha confraternização que solidificou definitivamente nossa amizade. E o retorno ao passado através dessas imagens nos obriga a jamais deixar de agradecer de coração à família Xavier pela acolhida sempre terna e calorosa. 
São momentos tão maravilhosos que jamais saem das nossas memórias, ainda mais que foram registrados em algumas poucas imagens fotográficas. A saudade bate forte quando percebo a presença nas imagens de gentes tão queridas que já viajaram para outra dimensão, como Seu Normino, Seu Zezé, Jésus, Dalton, Jésus, Daílson e Gera. Enquanto estivermos vivos, eles nunca deixarão de ser lembrados com o maior carinho e consideração.
Um grande abraço espinosense. 



2551 - Novo álbum de Elba Ramalho: "Eu e Vocês"

Nesses novos tempos tecnológicos e céleres, a divulgação de um novo disco pelos artistas já não traz a mesma ansiedade ou provoca o mesmo impacto nos fãs. Nos bons tempos de outrora, a expectativa era grande nas visitas às lojas de discos para saber das novidades musicais. Agora é tudo tão rápido que nem dá tempo de saber dos lançamentos de discos, ou melhor, de singles, agora.



E foi por acaso, através do Facebook, que tomei conhecimento do lançamento de um novo álbum da cantora paraibana Elba Ramalho.
O álbum gravado no estúdio em sua casa, produzido por seu filho Luã Yvys e lançado pela Acauã Produtora,  chama-se "Eu e Vocês", dura 46 minutos e 6 segundos e traz 12 canções:
1) Maçã do Rosto (Djavan) - 4:03
2) O Inverno é Você (Dominguinhos) - participação Padre Fábio de Melo - 4:39
3) Sintonia (Moraes Moreira) - 4:00
4) Ainda Tenho Asas (Elba Ramalho e Luã Yvys) - participação Luã Yvys - 3:12
5) Pra Você Voltar Pra Mim (Dorgival Dantas) - 4:02
6) Eu Vou Chegar Chegando (Mestrinho) - participação Mestrinho - 3:14
7) Felicidade (Marcelo Jeneci e Chico César) - 4:01 
8) Seu Olhar Não Mente (Ilmar Cavalcante) - 3:43
9) Ter Você É Ter Razão (Dominguinhos e Climério) - 3:24
10) Já Com Saudade (Cezzinha Thomaz) - 3:24
11) De Onde Eu Vim (Luã Yvys) - 4:18
12) Eu e Vocês (Zélia Duncan e Juliano Holanda) - participação Luã Yvys, Maria Clara, Maria Paula e Maria Esperança - 4:00 



O disco de Elba traz lindas canções, xotes e baiões embalados pelo som inebriante da sanfona, tão característica do nosso lindo e rico Nordeste, com composições de Ilmar Cavalcante, Cezzinha, Dorgival e o inesquecível Dominguinhos, além de criações de destaques da nossa MPB como Zélia Duncan, Moraes Moreira, Djavan, Mestrinho, Chico César e Marcelo Jeneci. A participação da família também valoriza o trabalho, mostrando o talento nato da estirpe paraibana. O isolamento forçado em casa mostrou-se bom e produtivo para Elba, que fez um disco excelente. E, claro, para nós também que apreciamos boa música. Ela, feliz por estar mais próxima dos seus amados familiares, ainda teve a alegria de acompanhar em abril o nascimento da sua primeira netinha, a Esmeralda, filha de Luã.  
Um grande abraço espinosense.


quarta-feira, 25 de novembro de 2020

2550 - O adeus de um gênio da bola: morreu Diego Armando Maradona

Uma notícia arrasadora para os amantes do futebol acaba de ser divulgada pela imprensa argentina: aos 60 anos de idade, faleceu há pouco um dos maiores gênios do futebol mundial, o argentino Diego Armando Maradona. As informações dão conta de que Dieguito teve uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. 
Sou e serei eternamente um apaixonado pelo futebol mágico apresentado por Maradona em sua tumultuada e vitoriosa carreira. Aquele sujeito atarracado transformava-se em um gigante com uma bola nos pés, me encantando e encantando o mundo com sua técnica impressionante, sua visão de jogo incrível, sua inteligência veloz, sua habilidade majestosa. 
Uma tristeza só! Uma lástima! Mas ficarão na minha já falha memória suas jogadas espetaculares, seus dribles sensacionais, seus gols lindos, seu carisma divino. 
Descanse em paz, Dieguito! Você sempre foi e será um ícone, um gênio, um gigante!
Um grande abraço espinosense.





2549 - Ordenação Diaconal do espinosense Phillipe Nogueira Tolentino

No último sábado, 21 de novembro, às 11 horas da manhã, aconteceu na Igreja do Espírito Santo em Espinosa a Ordenação Diaconal do nosso jovem conterrâneo Phillipe Nogueira Tolentino. A Celebração Eucarística foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Diamantina, Dom Darci José Nicioli. Estiveram presentes também o Monsenhor Dorival Souza Barreto Júnior, recentemente nomeado Bispo Auxiliar de Salvador (BA), o Vigário Geral da Arquidiocese de Diamantina, Padre Tadeu do Rosário Pereira, o Reitor do Seminário Provincial Sagrado Coração de Jesus, Padre Darlan Aparecido de Fátima Lima, juntamente com alguns padres da Arquidiocese e mais os pais de Phillipe, Dida Tolentino e Tita, alguns familiares e amigos. Por conta da pandemia do novo Coronavírus, a presença de público foi reduzida e todos foram chamados a usar máscara de proteção. Os que não puderam estar presentes puderam acompanhar toda a cerimônia através da Internet.  
Conforme as normas da Igreja Católica, o Diaconato é o primeiro grau do Sacramento da Ordem, seguido do Presbiterato (padres) e do Episcopado (bispos). A partir de agora o diácono Phillipe passa a vivenciar um tempo especial de preparação para o Presbiterato, sempre contando com o apoio irrestrito dos seus pais, irmãos e demais familiares, e por que não, de todos nós, espinosenses.
Parabéns ao jovem Phillipe e aos seus pais e demais familiares e o desejo de que sua vocação seja abençoada por Deus e que ele possa seguir cheio de paz e felicidade neste caminho de levar adiante os ensinamentos do nosso Senhor Jesus Cristo. Muita sorte, sucesso e prazer na divina missão, Phillipe! E que reze por todos nós, pecadores!
Um grande abraço espinosense. 

Fotos: Assessoria Arquidiocese de Diamantina










terça-feira, 24 de novembro de 2020

2548 - Deixa este mundo o caro amigo Persio Akil

A notícia que me chega da Bahia não poderia ser mais desalentadora. Acabo de ser comunicado do falecimento de uma pessoa muito estimada, o Persio Akil, esposo da minha querida e sempre entusiasmada amiga Sulimar Diamantino Lima. Uma perda terrível. Ele tinha apenas 69 anos de idade.
Persio Akil nasceu em Barretos, São Paulo, mas depois de muitas andanças pelo Brasil se enraizou na Bahia por conta do seu trabalho na Codevasf-Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco, onde construiu sua família. Mas deu-nos a honra e o privilégio de trabalhar na nossa Espinosa, conquistando o respeito, o carinho e a amizade de muitos de nós.
Conforme seus próprios registros, Persio aprendeu a andar de bicicleta em 1957, aprendeu a nadar em 1959, deu seu primeiro beijo em 1964, começou a trabalhar no S/A Frigorifico Anglo em 1967, ficou noivo de Sulimar Diamantino Lima em 1968, prestou serviço militar em 1970, passou a trabalhar no Banco Itaú em 1971, mudou-se para São Paulo saindo do Itaú em 1974, comprou um carro em 1975, mudou-se para Barretos em 1977, fez seu primeiro voo de avião em 1978, casou-se com sua amada Sulimar e mudou-se para Petrolina em 1979, mudou-se para Jacareí em 1981, mudou-se para Botucatu em 1982, mudou-se para Salvador em 1983, entrou na Codevasf e mudou-se para Espinosa em 1984, mudou-se para Aracaju em 1990, mudou-se para Montes Claros em 1993, comprou uma casa em 1994, aposentou-se e mudou-se novamente para Salvador em 2007 e mudou-se para Palmas de Monte Alto em 2016. Agora, o Benhê, como era carinhosamente tratado por Sulimar, foi morar no Céu. 
Imagino a dor e a tristeza que agora batem fundo nos corações de Sulimar, sua filha Maíra e seu filho Rafael e rogo ao Senhor para que lhes conceda toda a fé, força e resignação para suportar este momento tão difícil de suas vidas. Externo aqui os meus mais sinceros sentimentos de pesar a Sulimar e seus filhos, bem como aos demais familiares, colocando toda minha solidariedade, mesmo que distante, a eles neste momento de sofrimento e melancolia. Que Deus o acolha em seu Reino Eterno e Sagrado.
Um grande abraço espinosense. 


 

2547 - 29 anos sem Freddie Mercury

O tempo passa tão rápido que nem consigo acreditar que exatamente hoje, 24 de novembro, se completam 29 anos em que recebi, abatido e completamente triste, a notícia do falecimento de um dos meus ídolos da música, Freddie Mercury, no ano de 1991, ainda morando em Espinosa. 
Tornei-me fã do Queen ainda na adolescência, inebriado pelo som pulsante e contagiante que chegava até mim pela Rádio Mundial, um dos poucos canais de descoberta de boa música então disponíveis em tempos de inexistência da Internet. Mesmo morando em uma cidadezinha do interior, ainda conseguíamos descobrir o que se passava no mundo da música através do rádio e descobrir tesouros como o Rock and Roll do Queen, do Supertramp, do Genesis, do Yes, do Pink Floyd e de tantas outras bandas que moram eternamente no meu coração selvagem, revolucionário e inquieto. 
Fredie Mercury, ou Farrokh Bulsara na certidão de nascimento, nunca deixará de ser um dos melhores vocalistas do Rock de todos os tempos, na verdade, para mim, o melhor. Ele conseguiu ser ainda melhor que Mick Jagger, Elvis Presley, Robert Plant, Bruce Dickinson e Bruce Springsteen. 



Freddie nasceu um dia adiante de mim, em um 5 de setembro, só que no ano de 1946, 16 anos antes. Somos virginianos, portanto, detalhistas, perfeccionistas e agentes extremos da praticidade, sensíveis e amantes da Natureza. Infelizmente, mesmo tão apaixonado por música quanto ele, não fui presenteado pelo Criador nem com um milésimo de trilionésimo do seu enorme talento. Freddie nos deixou de forma precoce e melancólica no dia 24 de novembro de 1991, em Londres na Inglaterra, vítima de broncopneumonia, acarretada pela AIDS. Deixou ao mundo uma obra estupendamente maravilhosa e uma saudade que nós, seus admiradores fiéis, matamos um pouco ouvindo suas belas músicas e suas vibrantes apresentações ao vivo. O cara é imortal! E uma lenda!


"The show must go on
The show must go on, yeah
Inside my heart is breaking
My make up may be flaking
But my smile
Still stays on..."
Um grande abraço espinosense.

        

sábado, 21 de novembro de 2020

2546 - Um espinosense ganha um Grammy Latino

Tenho convicção plena de que quase a totalidade dos habitantes de Espinosa jamais ouviram falar de um tal de Yuri Menezes Popoff ou ainda da banda que ele integra na cidade de Belo Horizonte, a Orquestra Fantasma. Entretanto, alguns mais interessados em Música Popular Brasileira talvez conheçam o trabalho qualificado e premiado do violonista, guitarrista, produtor musical, arranjador, cantor e compositor mineiro Antônio Maurício Horta de Melo, o Toninho Horta. Pois esses craques da música acabaram de ganhar o prêmio "Grammy Latino 2020" de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira com o disco duplo "Belo Horizonte". 



O Toninho é admirado mundialmente na seara da música, pelas suas nobres e sensíveis canções e pela sua virtuosidade na arte de tocar guitarra, sendo respeitado e convidado para apresentações em vários cantos do planeta. Ele nasceu aos 02 de dezembro de 1948 em Belo Horizonte, Minas Gerais. Toninho tocou com ícones como Tom Jobim, Caetano Veloso, Elis Regina, Gal Costa, Mílton Nascimento, Edu Lobo e Maria Bethânia. No exterior, gravou com músicos renomados do jazz mundial, como Sergio Mendes, Flora Purim, Astrud Gilberto, Naná Vasconcelos, Paquito de Rivera, Airto Moreira, Wayne Shorter, Herbie Hancock, George Benson e Pat Metheny.



Já o nosso conterrâneo Yuri nasceu em Espinosa aos 18 de julho de 1951. Nasceu e viveu apenas 10 dias na nossa cidade, pois a sua família se mudou para Belo Horizonte e, após um ano, transferiu-se para Montes Claros, onde ele passou sua infância e juventude. Seu pai Pawel Popoff nasceu na Ucrânia, em Kharkov e, por conta da guerra, veio para o Brasil, onde tempos depois, já um jovem adulto no trabalho, se encontrou um dia com uma menina em Espinosa, por quem se apaixonou e desse amor nasceu um garotinho. Yuri trabalhou em vários estabelecimentos comerciais quando adolescente em Montes Claros, mas não levava jeito para a coisa, até que foi demitido de uma loja de peças de automóveis em que trabalhava. Com o dinheiro pago pelo proprietário, ao passar diante de uma loja de instrumentos musicais, foi atraído por um violão todo vermelho que, sem resistir, acabou comprando, para desgosto da família que o queria um trabalhador capitalista comum, ao invés de um músico. Com o violão, aprendeu a tocar com a ajuda dos amigos montes-clarenses e descobriu enfim a sua paixão pela música, que dura eternamente. O violão vermelho foi parcialmente destruído certa vez pela sua mãe em sua cabeça, em um dia em que chegou em casa de madrugada, depois de umas serenatas com os amigos pelas ruas da cidade. A partir daí, ele descobriu novos instrumentos e se apaixonou pela música clássica, tornando-se um baixista de extrema qualidade.   



Na cerimônia virtual realizada nesta quinta-feira, dia 19 de novembro, de um dos mais importantes prêmios da música da América Latina, o "Grammy Latino", Toninho Horta e sua Orquestra Fantasma foram agraciados com o troféu de "Melhor Álbum de Música Popular Brasileira" pelo disco "Belo Horizonte". Na verdade, o projeto que leva o nome da capital mineira é composto de um disco duplo, um com a denominação "Belo", contendo canções já conhecidas do artista, e o outro com a denominação "Horizonte", contendo canções inéditas. O álbum duplo foi lançado em 2019 para festejar os 50 anos de carreira de Toninho Horta. Também concorriam ao prêmio nesta categoria de "Melhor Álbum de MPB": "O Amor No Caos - Volume 2" - Zeca Baleiro (Saravá Discos); "Bloco Na Rua" - Ney Matogrosso (Matogrosso/Som Livre); "Planeta Fome" - Elza Soares (Deck); "Caetano Veloso e Ivan Sacerdote" - Caetano Veloso e Ivan Sacerdote (Uns Produções/Universal Music International).
A Orquestra Fantasma acompanha Toninho Horta há cerca de 40 anos com a mesma formação: Lena Horta (flautas), André Dequech (teclados), Yuri Popoff (baixo) e Esdra "Neném" Ferreira (bateria).

No disco "Belo" estão as canções:
1. Durango Kid (part. Deuler Andrade) (Toninho Horta e Fernando Brant)
2. Saguin (Toninho Horta)
3. Beijo Partido (part. Lisa Ono) (Toninho Horta)
4. Bons Amigos (Toninho Horta e Ronaldo Bastos)
5. Aqui Ó! (part. João Bosco e Robertinho Silva) (Toninho Horta e Fernando Brant)
6. Meu Canário Vizinho Azul (part. Nivaldo Ornelas e Robertinho Silva) (Toninho Horta)
7. Pedra da Lua (part. Joyce Moreno) (Toninho Horta e Cacaso)
8. Céu de Brasília (Toninho Horta e Fernando Brant)
9. Belo Horizonte (part. Coral Mater Ecclesiae e Tadeu Franco) (Toninho Horta)




No disco "Horizonte" estão as canções:
1. O Poder de Um Olhar (Yuri Popoff)
2. Ilha Terceira (part. Robertinho Silva) (Toninho Horta)
3. Magical Trumpets (Toninho Horta)
4. Dieb (André Dequech)
5. Villekilde Friends (part. Rudi Berger) (Toninho Horta)
6. Samba Sagrado (part. Nivaldo Ornelas) (Yuri Popoff)
7. Paris (part. William Galison) (André Dequech)
8. Nanando (Toninho Horta)
9. Belo Horizonte (part. Tadeu Franco e Coral Mater Ecclesiae) (Toninho Horta)




Por mais que o Yuri não tenha vínculos familiares ou emocionais mais profundos com nossa cidade, não há como apagar a sua vinda ao mundo lá em Espinosa, mesmo com sua permanência curta de apenas 10 dias em nossa terra. Ele é sim um espinosense natural e deve nos orgulhar por tornar-se, pelo menos que eu saiba, o primeiro filho de Espinosa a ganhar um Grammy. Viva o Yuri Popoff, a Orquestra Fantasma, o Toninho Horta e a rica Música Popular Brasileira! 
Um grande abraço espinosense.

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

2545 - Racismo maldito, NÃO!

Hoje é um dia dedicado ao combate contra o racismo. Mas só hoje? Não, todo santo dia deve ser dedicado ao combate a esta aberração maldita. Racismo, NÃO!
Parabéns ao Clube Atlético Mineiro e a todos os demais clubes, instituições e pessoas que explicitam vigorosamente sua repulsa a este câncer que mata, humilha e destrói a Humanidade, o maldito racismo.
Espero que não só o genial Lewis Hamilton e os craques da NBA lutem sozinhos contra o preconceito, e que os demais atletas de todas as modalidades, especialmente os jogadores de futebol, conscientizem-se o quanto antes da necessidade de adquirir a consciência e a clarividência de um Muhammad Ali.  
Um grande abraço espinosense.















2544 - Esperança renovada por um futuro mais justo para o povo de Espinosa

O tempo não para! E é para diante que se anda, aprendendo com os fatos, acertos e equívocos do passado e vivenciando com intensidade e prazer o presente! As eleições municipais de 2020 ficaram no passado em Espinosa e o resultado da escolha livre e democrática do povo espinosense já não pode ser modificado. Então é chegada a hora de dissipar os ressentimentos, enterrar os rancores, exercitar a tolerância, espalhar a paz e enfocar todos no futuro em busca de uma cidade bem mais bonita, desenvolvida, harmoniosa e com oportunidades de vida melhores e mais justas para todos os espinosenses, sem exceção.
A esperança em dias melhores não pode se arrefecer jamais, e a chuva, que coloriu de verde a vegetação cinza da maior parte do ano, nos enche de confiança e fé de que tudo vai melhorar muito em breve. E para que isso se transforme em verdade verdadeira, é preciso que cada um de nós deixe o orgulho e o individualismo um tanto de lado e nos concentremos no coletivo, empregando os esforços para o bem comum, criticando os erros cometidos e apoiando os acertos concretizados.
No tempo curto em que reencontrei minha terra amada pude observar coisas boas e ruins. Entristeceu-me ver o radicalismo e as inimizades lamentavelmente ainda existindo no processo eleitoral local; ver a velha estação ferroviária se deteriorando cada vez mais, assim como ver paradas as obras da Escola Técnica. Mas mais triste foi ter que evitar o encontro com pessoas amadas, as mais idosas e vulneráveis, para não correr o risco de contaminá-las com o maldito Coronavírus. Por outro lado, foi gratificante ver a cidade se renovando, com empreendimentos sendo implementados em várias áreas da economia. E perceber que a alma festeira do povo espinosense continua firme e forte. 
Infelizmente não tive o prazer de reencontrar todas as pessoas queridas que pretendia, mas se Deus ainda me proporcionar mais tempo neste universo, pretendo voltar em breve para uma estadia um pouco mais longa. 
Para o futuro, rogo ao Senhor para que os senhores e senhoras escolhidos livre e democraticamente pelo povo, Mílton Barbosa prefeito, Dra. Maria Coeli vice-prefeita e os 13 legisladores da Câmara Municipal, sejam abençoados na árdua tarefa de administrar nossa cidade. Que sejam felizes e eficazes na missão!
Um grande abraço espinosense. 


       

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

2543 - Os nossos saborosos "Frutos da Terra"

Por muito tempo, exatamente ao longo de 32 anos e 1.403 exibições na televisão, o programa Frutos da Terra animou o povo goiano. Apresentado nas manhãs de sábado, o programa apresentado pelo escritor, publicitário e compositor Hamilton Carneiro na TV Anhanguera, começou sua trajetória em 07 de julho de 1983 e abria espaço para a genuína cultura brasileira, com matérias sobre a Natureza, os encantos dos lugares e povos do interior e com participações de artistas ditos da terra. O humor também tinha seu espaço, com aparições brilhantes do saudoso e genial contador de causos Geraldinho. Mas o programa acabou e deixou um vácuo para os aficionados por ele. Vácuo preenchido em grande parte no You Tube onde Hamilton Carneiro atualmente continua abrindo espaço para a boa música e poesias do nosso país no canal de mesmo nome: "Frutos da Terra".
Mas uma das mais interessantes e belas atrações deste programa era a música de abertura, composta por Genésio Tocantins e Hamilton Carneiro. A música destaca as maravilhas das terras goianas, com uma apresentação ampla e apaixonada das frutas da região.
Descobri esta canção em uma postagem no Facebook do meu amigo e talentoso multiinstrumentista baiano Paulo Tito, a quem agradeço a dica.
Um grande abraço espinosense.

  




"Frutos da Terra"
Genesio Tocantins e Hamilton Carneiro

Periquito tá roendo o coco da guariroba
Chuvinha de novembro amadurece a gabiroba
Passarinho voa aos bandos em cima do pé de manga
No cerrado é só sair e encher as mãos de pitanga

Tem guapeva lá no mato
No brejinho tem ingá
No campo tem curriola, murici e araçá
Tem uns pés de marmelada
Depois que passa a pinguela
Subindo pro cerradinho, mangaba e mama-cadela

Cajuzinho quem quiser é só ir buscar na serra
E não tem nada mais doce que araçá dessa terra
Manga, mangaba, jatobá, bacupari
Gravatá e araticum, olha o tempo do pequi

Tem guapeva lá no mato
No brejinho tem ingá
No campo tem curriola, murici e araçá
Tem uns pés de marmelada
Depois que passa a pinguela
Subindo pro cerradinho, mangaba e mama-cadela

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

2542 - Mílton Barbosa e Dra. Coeli são eleitos em Espinosa

Após a maravilhosa festa da Democracia se realizar neste dia de domingo de comemoração da Proclamação da República, com a população brasileira indo às urnas para eleger livre e democraticamente seus representantes nos poderes executivo e legislativo, as cidades brasileiras amanheceram com renovadas esperanças de que novos e melhores tempos virão. No cenário nacional, o que se percebe é uma aposta da população em nomes já conhecidos e em políticos que realizaram boas administrações. Em Espinosa ocorreu exatamente isso, com a reeleição do atual prefeito Mílton Barbosa Lima, com uma diferença de votos de 1.444 sobre o candidato da oposição Beto de Serafim.
Com uma disputa mais acirrada que a anterior de 2016, nesta eleição a maioria do povo espinosense resolveu manter no cargo o atual prefeito, mas fazendo uma boa renovação na Câmara de Vereadores, apostando em oito novos nomes.

Dados das Eleições de 2016:
20.975 eleitores - 89,88% votaram e 10,12% estiveram ausentes
10.677 votos para Mílton Barbosa e 7.307 para Lúcio Balieiro = diferença de 3.370 votos
Vereadores eleitos:
1) Toninho Galoucura (PR) - 924 votos
2) Cidim do ADG (PSDB) - 742 votos
3) Dauri Garcia (PSD) - 721 votos
4) Aldino  (PP) - 719 votos
5) Gilmar de Tazin (PT) - 689 votos
6) João Motos (DEM) - 588 votos
7) Gilberto Rocha (PMDB) - 548 votos
8) Lucio Soriano (PP) - 509 votos
9) Roque Cardoso (PP) - 487 votos
10) PC Enfermeiro (PSDB) - 464 votos
11) Edvaldo Filho de Osmar (PSDB) - 447 votos
12) Marcelo do Sindicato (PCdoB) - 408 votos
13) Ananias do Charco (PCdoB) - 291 votos

Eleições 2020:
18.654 eleitores 
Votos válidos - 17.744 (95,12%)
Brancos - 253 (1,36%)
Nulos - 657 (3,52%)
Abstenções - 4.003 (17,67%)

Votação final para Prefeito:
Mílton Barbosa (PT) - 9.076 votos (51,15%)
Beto de Serafim (PTB) - 7.632 votos (43,01%)
Professor Valdir (PSOL) - 715 votos (4,03%)
PC Enfermeiro (PSL) - 240 votos (1,35%)
Inês (PMB) - 81 votos (0,46%)
  
Vereadores eleitos em 2020:
1) Vinícius da Santana (MDB) - 929 votos
2) Thiago Monção (MDB) - 847 votos
3) Valdivino da Carreta (PT) - 702 votos
4) Tone de Louro (PP) - 642 votos
5) Aldino (PP) - 551 votos
6) Roque Cardoso (PSD) - 541 votos
7) Zé Adílson do Pilão (PCdoB) - 535 votos
8) Dauri Garcia (PP) - 493 votos
9) Aurim da Ponte Nova (PSD) - 471 votos
10) Maria Rita Filha de Marcelo (PT) - 464 votos
11) Gilberto Rocha (PT) - 455 votos
12) Elio Mendes (DEM) - 435 votos
13) Ananias do Charco (PCdoB) - 289 votos



Resultados das eleições em cidades próximas:
Mamonas - Valdeci (PTB) - 2.566 votos - Idalino (Patriota) - 2.388 votos - Diferença: 178 votos
Monte Azul - Dr. Paulo (MDB) - 5.936 - Dr. Saulo (PP) - 5.064 votos - Diferença: 872 votos
Mato Verde - Professor Oscar (PDT) - 5.597 votos - Lêra de Varu (PT) - 2.625 votos
Porteirinha - Juracy Freire (PP) - 9.385 votos - Hermínio Martins (PSB) - 9.374 votos - Dif: 11 votos
Janauba - Zé Aparecido (PSD) - 11.308 votos - Dimas Rodrigues (MDB) - 9.553 votos
Capitão Enéas - Rei (Solidariedade) - 4.066 votos - Marilene Faustino (PSB) - 2.877
Montes Claros - Humberto Souto (Cidadania) - 177.592 votos - Ruy Muniz (PP) - 15.184 votos
Belo Horizonte - Kalil (PSD) - 784.307 votos - Bruno Engler (PRTB) - 123.215 votos
Urandi - Warlei (PSD) - 5.213 votos - Dr. José Humberto (PL) - 4.987 votos - Diferença: 226 votos
Pindaí - João Veiga (PP) - 5.992 votos - Dr. Valdemar (PSD) - 4.396 votos
Guanambi - Nilo Coelho (DEM) - 29.180 votos - Jairo Magalhães (PSD) - 18.878 votos
Jacaraci - Antônio Carlos (PSD) - 5.658 votos - Professor Fábio (PT) - 2.671 votos
Mortugaba - Heráclito (PT) - 4.075 votos - Valter Mendes (PSD) - 3.052 votos
Licínio de Almeida - Dr. Fred (PCdoB) - 6.345 votos - Candidatura única

Alguns números chamam a atenção. Em Porteirinha a disputa foi acirrada e emocionante, com apenas 11 votos de frente. Já em Montes Claros e Belo Horizonte aconteceram tsunamis de votos a favor dos atuais mandatários municipais, que tiveram suas excelentes administrações reconhecidas pela população atenta e consciente. Já em outras cidades, o que se observou, foram fiascos gigantescos, com candidatos a prefeito tendo votação tão pequena que não lhes daria sequer uma vaga de vereador. A grande maioria dos eleitores resolveu apostar em candidatos de centro, ao contrário do que ocorreu nas eleições passadas, em que se apostou em nomes novos e radicais que prometiam uma "nova política", o que infelizmente não se fez notar, já que muitos desses que se apresentaram como íntegros, capazes  e salvadores da Pátria, acabaram se mostrando como incompetentes, enganadores e picaretas, com os mesmos velhos vícios de sempre.
Com a decisão livre, independente e democrática do povo de Espinosa, elegendo Mílton Barbosa e Dra. Coeli, cabe a todos nós, cidadãos espinosenses, acatar o sagrado anseio popular explicitado nas urnas e, mesmo mantendo as ideias e opiniões divergentes, apoiar e torcer por muitas e mais realizações em prol de toda a população espinosense, sobretudo a mais carente e necessitada.
Ao prefeito Mílton e sua vice-prefeita Coeli, como também aos 13 vereadores eleitos, as minhas congratulações pela vitória e o desejo de que realizem uma ótima administração na nossa amada cidade, trabalhando forte para o desenvolvimento e o atendimento às carências da população, sempre atuando com ética, idoneidade, respeito às Leis, comprometimento e humildade. Então, que a nossa terra querida continue sua trilha de progresso e melhoria da qualidade de vida da comunidade, sempre sob um panorama de paz, harmonia e respeito mútuo. Viva Espinosa! Viva a Democracia!
Um grande abraço espinosense.