Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

terça-feira, 24 de maio de 2011

133 - A arrancada do GALO para o Mundial de Clubes em Tóquio, no Japão, em 2012

Neste domingo, depois de treinar alguns garotos para ganhar experiência no campeonato rural, o GALO iniciou a sua longa e dura jornada em direção à disputa do título mundial de clubes da Fifa, que será realizado em 2012 no Japão, ao bater por 3 x 0 a equipe paranaense do seu xará Atlético, na abertura do Campeonato Brasileiro de 2011. Com gols de Toró e Magno Alves (2), o GALO iniciou bem o disputadíssimo Brasileirão com a esperança de fazer boa campanha este ano, ser campeão, ganhar a Libertadores no ano que vem e chegar à final do mundial em Tóquio em 2012, de preferência contra o fantástico time do Barcelona de Lionel Messi. Seria a glória para milhões de apaixonados atleticanos pelo mundo!
Jogadores atleticanos comemoram gol contra o Atlético-PR
A fanática torcida do GALO já comemorou quatro títulos mundiais: um na fantástica excursão do time alvinegro pela Europa em 1950, imortalizada conquista do título de Campeão do Gelo, um com o seu inesquecível time de futsal que tinha, entre outros craques, o ídolo Manoel Tobias, em 1998 na Rússia, e mais dois vencidos pelo Bayern de Munique em 1976 e o Borussia Dortmund em 1997. É muita alegria!

Valoroso time do GALO Campeão do Gelo na excursão à Europa em 1950

Equipe do GALO campeã mundial de futsal em 1998

Time do Bayern de Munique campeão do mundo em 1976

Time do Borussia Dortmund campeão do mundo em 1997
Antigamente o mundial de clubes, chamado de Taça Intercontinental, era disputado em partidas de ida e volta entre os campeões da América do Sul e da Europa. Este período foi de 1960 até 1979, sendo que não houve disputa nos anos de 1975 e 1978. De 1980 a 2004, passou a se chamar Mundial Interclubes e era disputado em partida única no Japão.  
O timaço do Santos de Pelé bicampeão mundial
Em 2000 a FIFA resolveu promover, no Brasil, o primeiro Torneio Mundial de Clubes com a presença dos campeões de todas as confederações a ela vinculadas. Este torneio ficou suspenso nos anos seguintes e só voltou a ser disputado em 2005. Vejam a lista dos campeões e vice-campeões dessa competição:

Ano     Campeão              Vice-campeão      Artilheiros           
2000 - Corinthians            Vasco da Gama    Romário e Anelka (3 gols)
2005 - São Paulo           Liverpool           Amoroso, Crouch, Saborio e Noor (2 gols)                               
2006 - Internacional          Barcelona          Aboutreika (3 gols)            
2007 - Milan                      Boca Juniors      Washington (3 gols)
2008 - Manchester United   LDU Quito          Wayne Rooney (3 gols)
2009 - Barcelona               Estudiantes         Denílson (4 gols) 
2010 - Internazionale        TP Mazembe        Maurício Molina (3 gols)    

Rogério Ceni ergue a taça de campeão mundial do São Paulo
Desde 2005, (mais o ano de 2000) os melhores jogadores do mundial são premiados pela FIFA com as bolas de ouro, de prata e de bronze:

Ano     Bola de ouro       Bola de prata                  Bola de bronze
2000 - Edílson                Edmundo                        Romário
2005 - Rogério Ceni       Steven Gerrard               Christian Bolaños
2006 - Deco                   Iarley                             Ronaldinho
2007 - Kaká                  Clarence Seedorf             Rodrigo Palacio
2008 - Wayne Rooney    Cristiano Ronaldo            Damián Manso
2009 - Lionel Messi        Juan Sebastián Verón       Xavi
2010 - Samuel Eto´o      Dioko Kaluyituka             Andrés D´Alessandro

Os melhores do mundo no mundial de 2009:
Bola de Prata Verón, Bola de Ouro Messi e Bola de Bronze Xavi
Maiores vencedores dos torneios mundiais de clubes.

Milan (Itália)                             - 4 títulos
Boca Juniors (Argentina)            - 3 títulos
Real Madrid (Espanha)              - 3 títulos
São Paulo (Brasil)                     - 3 títulos
Nacional (Uruguai)                    - 3 títulos
Peñarol (Uruguai)                      - 3 títulos
Santos (Brasil)                          - 2 títulos
Internazionale (Itália)                - 2 títulos
Juventus (Itália)                        - 2 títulos
Porto (Portugal)                        - 2 títulos
Ajax (Holanda)                         - 2 títulos
Bayern Munique (Alemanha)     - 2 títulos
Manchester United (Inglaterra)  - 2 títulos
Independiente (Argentina)         - 2 títulos

Em 10 anos o GALO estará entre eles, certamente.
Obs: Aos cruzeirenses, mantenham o bom-humor, por favor.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

132 - Os 50 anos de Roberto Carlyle, o Quinha de Vavá

Meio século de vida de Roberto Carlyle, o famoso Quinha, foi comemorado alegremente com a presença da família e de amigos fiéis no salão de festas da AABB-Montes Claros, no último 2 de fevereiro. É claro que nem todos puderam estar presentes, pois a relação de amigos de Quinha é imensa.
Quinha é funcionário do Banco do Brasil desde 1981, quando tomou posse na agência de Espinosa. Atualmente trabalha no NUJUR-Núcleo Jurídico do Banco aqui em Montes Claros. Sempre se destacou pela competência e qualidade do trabalho, exercendo vários cargos de gerência na empresa. Há pouco tempo concluiu, com méritos, a faculdade de Direito na Unimontes e passou na prova da OAB, estando apto para exercer a profissão de advogado. Também passou recentemente em um concurso para assumir um cartório e aguarda a decisão da Justiça, já que os atuais proprietários entraram com ação contestatória. 
Filho de Seu Vavá (In memoriam) e Dona Noeme, Quinha passou toda a sua infância e juventude na Rua da Resina, ao lado de uma turma maravilhosa que hoje está chegando ou já chegou também ao meio século de vida. É, o tempo não para.
São nove os seus irmãos: Nora, Geraldo (Gêra), Francisco (Nenzão-In memoriam), Terezinha, Graça, Rita, Chrystian, Tatiane e Lucila. Casado com Lindacy, são quatro os seus filhos: Tiago, Gabriela, Tomaz e Maria Luíza (Malu). 
Quinha é certamente um dos meus melhores amigos, a quem considero um verdadeiro irmão. Somos amigos e companheiros desde a infância e adolescência na Rua da Resina, estudamos juntos, passamos no concurso do Banco na mesma época, trabalhamos juntos na agência de Espinosa e na agência de Montes Claros, fomos vizinhos no Bairro Jardim Oriente, enfim, sempre estivemos juntos nos melhores momentos da vida. Em várias oportunidades de dificuldades vividas por mim ou por minha família, ele e Lindacy sempre estiveram disponíveis e fizeram todo o possível para nos ajudar. Somos eternamente gratos pela sua amizade. Temos imenso carinho e sentimento de gratidão por ele, sua esposa e seus filhos.
Pois é, Quinha chega aos 50 anos desfrutando de boa saúde e muita empolgação com o futuro, ao lado da família e dos amigos. Vida longa e muita felicidade!
OBS: As fotografias só foram publicadas agora, pois aguardavam autorização do aniversariante. Vejam:
O aniversariante ao lado do showman Lindomar Coimbra

Lindacy discursa emocionada sobre o esposo Quinha, ao lado de Malu
A família reunida: Gabriela, Tiago, Lindacy, Malu, Quinha e Tomaz

O casal Lindacy e Quinha

A hora de soprar as velinhas ao lado da família

Quinha ao lado dos filhos: Tomaz, Tiago, Gabriela e Malu
Quinha recebeu várias famílias amigas na festa 

A família de Daniel, namorado de Gabriela, esteve presente

Adson Jr., Quinha, Lucila e Marcelo

Também estiveram presentes os seus familiares: tia e primos

Os amigos Renato, Cléa, Jesana e Tiãozinho

Os queridos vizinhos de Quinha: Coró e Toninho e suas esposas

Adeílson, Leda e sua filha, Margareth, Zé Américo, Quinha,
Djair e Zezé, Eduardo e Fatinha (de costas) 

Quinha com os amigos Tatiane, William, Débora e Uérmison

A turma jovem estava lá: Tomaz, Ívory, Mirele, Tiago,
Luiz Fernando e João Paulo

Guilherme, Kléber e Quinha

Velhos companheiros de aventura: Eustáquio e Quinha

O primo Aroldo, com a família, também compareceu

Os amigos fiéis estiveram presentes:
Cléa, Jesana, Isabela, Zenaide, Marinalva, Arquimedes, Tiãozinho e Eustáquio

A turma toda se esbalda na pista de dança da AABB-MOC
Animação total: Margarete, Lindacy e Quinha
Alegria de Quinha em meio aos amigos
Eustáquio, Tiãozinho, Zezé e Zé Américo

quinta-feira, 19 de maio de 2011

131 - Espinosenses pelo mundo: Dom Lúcio Antunes de Souza

A grande maioria da população de Espinosa não conhece a história de muitos dos seus homenageados nos nomes das travessas, praças, ruas e avenidas da cidade. E não é culpa das pessoas, pois não há o acesso a essas informações nas escolas, que eu saiba. Quando estudei por lá, há muito tempo, nunca tive acesso a informações sobre o Coronel Joaquim Tolentino, ou o Coronel Domingos Tolentino (nome da minha amada Rua da Resina), ou o Coronel Heitor Antunes, ou ainda o Antonino Neves. Quem foram eles? O que fizeram em prol da cidade para merecerem tamanha homenagem? Ainda não sei. Mas vou procurar. Talvez eu consiga alguma informação com algum estudioso da nossa história. Ou talvez na Internet, quem sabe.
Pois foi na rede mundial de computadores que encontrei, surpreso e maravilhado, a história da vida de um dos nossos homenageados no nome da Escola Estadual Dom Lúcio e na pequena rua que liga a Praça Cel. Heitor Antunes à Praça Cel. Joaquim Tolentino, bem no centro da nossa cidade. Achei a história de Dom Lúcio Antunes de Souza nos Anais do XI Encontro Regional da Associação Nacional de História - ANPUH/PR, escrito pelo Docente do Departamento de História da UENP/FAFIJA e Mestre em História pela UNESP/Assis, Maurício de Aquino. Vamos a ela:

D. Lúcio Antunes de Souza nasceu em Lençóis do Rio Verde, atual Espinosa, em Minas Gerais, no dia 13 de abril de 1863, filho do fazendeiro e major Antônio Antunes de Sousa e de dona Maria Joana da Soledade. Em 1880, entrou no seminário de Diamantina, diocese governada por D. João Antônio dos Santos, discípulo do bispo reformador D. Antônio Ferreira Viçoso, entre 1863 e 1905. Entre 1891 e 1896, ocupou o cargo de professor do seminário de Diamantina. Foi vigário em Tremendal, entre 1896 e 1903. Neste ano, retomou as aulas do seminário, fundou o jornal católico A Estrella Polar (publicado até hoje) e atuou como secretário do bispado até 1908, quando foi indicado, pelo bispo local e pelo Cardeal Joaquim Arcoverde Cavalcanti, à Diocese de Botucatu, onde faleceu em 19 de outubro de 1923, aos 60 anos.
Em 07 de junho de 1908, através da Bula Diocesium Nimiam Amplitudinem, a Diocese de São Paulo foi elevada à condição de Arquidiocese, tendo por sufragâneas as cinco novas dioceses paulistas, erigidas pela mesma Bula, a saber: Botucatu, Campinas, Ribeirão Preto, São Carlos e Taubaté. Destas, a de Botucatu era a territorialmente maior, abrangendo cerca de 50% do Estado de São Paulo, cobrindo as regiões de fronteira com os estados de Paraná e do Mato Grosso.
D. Lúcio não estudara na Europa, mas sua formação deu-se em um dos centros de difusão do catolicismo ultramontano. Sua formação foi marcada, outrossim, pelos atritos que a Igreja viveu com o advento da República. Ele possuía, indubitavelmente, fortes vínculos com a elite eclesiástica que o elegera, mas, sobretudo, com a Instituição da qual fazia parte. Por isso, servindo-se da herança paterna, foi a Roma, sede institucional do sacerdócio na visão ultramontana, para lá ser sagrado bispo da Igreja. A cerimônia aconteceu no dia 15 de novembro de 1908, dia de São Lúcio no antigo santoral, na capela do Colégio Pio Latino-Americano. O cardeal Arcoverde foi o sagrante principal. D. Joaquim Silvério de Souza (bispo de Diamantina entre 1905 e 1909) e D. Francisco do Rego Maia, brasileiro arcebispo de Nicópolis, foram seus consagrantes. Depois, visitou o papa Pio X e voltou ao Brasil.
D. Lúcio tomou posse na nova diocese em 20 de fevereiro de 1909, com total desconhecimento acerca da realidade da diocese que assumiria. A diocese do "sertão desconhecido" era uma verdadeira terra de missão: D. Lúcio deveria interpretá-la e convertê-la à Igreja. O novo prelado foi recebido por quatro dos seis mil habitantes da cidade, em clima de muita festa e calorosos discursos das autoridades locais. Mas, passados alguns dias, o "bispo do sertão paulista" percebeu a precariedade estrutural e patrimonial de sua diocese e afirmou ter de esmolar para manter as atividades do bispado.


Entrada do prédio da Escola Estadual Dom Lúcio em Espinosa

Fotografia antiga da Rua Dom Lúcio
Mas, sabemos retrospectivamente que D. Lúcio não se deixou abater por essas dificuldades iniciais, gerindo sua diocese por quase quinze anos. De fato, a partir daí, "o bispo do sertão paulista" envidaria todos os seus esforços no sentido de construir um sólido patrimônio eclesiástico, imprescindível para a autonomia e a execução dos projetos diocesanos. Para auxiliá-lo em suas tarefas, D. Lúcio convidou os padres capuchinhos a se fixarem em Botucatu, o que ocorreu em 12 de abril de 1909. Estes padres - os clérigos que melhor conheciam o território da nova diocese - foram imprescindíveis na ação romanizadora de D. Lúcio. Depois, chegaram os Missionários do Sagrado Coração, responsáveis, primeiro pelo seminário e, em seguida, pelas turbulentas regiões de Cafelândia e Bauru. Em 1912, o bispo trouxe para o Brasil as Irmãs Marcelinas com o intuito de fundar um colégio feminino. Em 1914, vieram os Padres Lazaristas, depois de muita negociação entre o bispo de Botucatu e o Papa Pio X, para administrarem o seminário de Botucatu, inaugurado em 1911. 
Até sua morte, em 19 de outubro de 1923, D. Lúcio visitou por quase três vezes todas as paróquias de sua extensa diocese. Envolveu-se em inúmeras disputas patrimoniais, políticas e religiosas, procurando implantar um modelo de Igreja segundo os moldes romanos, clericalizada e sacramentalizada, que acreditava ser, em sua concepção ultramontana do catolicismo, o verdadeiro agir dos cristãos. Sua ação romanizadora, no entanto, foi efetivada em um cenário bem diferente daquele da venerada Europa, exigindo estratégias e dinâmicas peculiares ao contexto histórico e geográfico da recém-criada Diocese de Botucatu, devendo lidar ainda com os desafios de construção institucional da Igreja brasileira e com as necessidades do governo republicano no sentido de expandir o moderno Estado-Nação, vinculado aos interesses do capitalismo internacional. 

terça-feira, 17 de maio de 2011

130 - Espinosenses pelo mundo: Catarino Cardoso dos Santos

Andei procurando na Internet por espinosenses ilustres espalhados pelo mundo. E encontrei alguns. Hoje registrarei a história de um deles, que se tornou o primeiro prefeito da cidade de Cacoal, em Rondônia. Muitos filhos de Espinosa mudaram-se para Rondônia, na década de 70, quando o governo brasileiro lançou uma campanha para atrair desbravadores para povoar a região. Um desses bravos colonizadores da floresta era o Sr. Catarino Cardoso dos Santos, que se tornou o primeiro prefeito da cidade. A seguir, um pouquinho da história da cidade rondoniense. Fonte: http://www.cacoal.ro.gov.br/
Bandeira da cidade de Cacoal, em Rondônia

Vista do centro da cidade de Cacoal
Cacoal é a quarta maior cidade do Estado de Rondônia. A cidade surgiu com a implantação do Projeto Integrado de Colonização PIC Gi-Paraná, em 1972. Foi elevada à categoria de Município no dia 11 de outubro de 1977 e sua instalação ocorreu no dia 26 de novembro do mesmo ano. Está situada na porção mais à leste da região central do Estado.
A vila de Cacoal surgiu na década de 60, quando se iniciou a abertura da BR-364, mas a denominação da região existe desde o tempo de Marechal Rondon. Conta o professor e historiador, Amizael Gomes da Silva, no livro: “No Rastro dos Pioneiros: um pouco da história de Rondônia”, que Rondon teria recomendado ao guarda-fio Anízio Serrão, que construísse uma casa e requeresse o local próximo à margem do rio Machado, onde havia notado grande quantidade de cacau nativo. Serrão requereu o local para si e denominou-o Cacoal. Isso ocorreu em 1912.
Cacoal está localizada na porção centro-leste do Estado, na microrregião de Cacoal e na mesorregião do Leste Rondoniense.
Vista aérea da cidade de Cacoal-RO

Prédio da Prefeitura Municipal de Cacoal

Praça no centro de Cacoal

Parque Sabiá, opção de lazer para os cacoalenses
Localiza-se a uma latitude 11º26'19" sul e a uma longitude 61º26'50" oeste, estando a uma altitude de 200 metros. Possui uma área de 3.793 km² representando 1,6% do Estado. Seu território tem como limite as cidades de Presidente Médici ao noroeste, Espigão d'Oeste ao leste, Castanheiras e Ministro Andreazza ao oeste, Pimenta Bueno ao sudoeste e Rolim de Moura ao sul.
Sua população, de acordo com o censo do IBGE 2008, é de 76.155 habitantes. O município é uma parte do Brasil representada pelo seu povo oriundo da maioria dos estados, principalmente Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais e dos estados do Nordeste. As etnias indígenas, habitantes que já estavam aqui na época da ocupação da região, dão o toque especial das misturas de raças que faz de Cacoal um pedacinho original do Brasil.
Quem conhece Cacoal hoje, dificilmente imagina que um dia, não muito longe, isso aqui foi uma região inóspita, onde crianças sequer bebiam leite, pois até 1960 não existia vaca na região. Hoje, são cerca de 400 mil cabeças e estima-se uma produção diária de 90 mil litros de leite.
Conforme relatos de seringueiros, as mercadorias básicas eram sal, farinha de mandioca, fumo e munição. Poucos conseguiam comprar outros produtos, como açúcar, café, feijão e arroz. Esses produtos eram privilégios apenas de alguns. As mercadorias eram adquiridas em Manaus e Porto Velho, onde se comercializava a borracha. Existiam também os marreteiros que percorriam os rios e trocavam as mercadorias por borracha, diamantes e ouro. Os marreteiros passavam poucas vezes por ano e quando a mercadoria acabava os moradores recorriam a alimentação alternativa como a caça, a pesca, entre outras. Há relatos que o saco da embalagem do sal era fervido para aproveitar os últimos resquícios do produto e a água era utilizada nos alimentos para dar gosto. Mulheres retiravam leite de castanha-do-pará para dar às crianças, mas muitas adoeciam com febre forte, diarréia e vômitos. O remédio era erva que muitas vezes não funcionava e muitas crianças não resistiam e acabavam morrendo.
São relatos assim que retratam a saga de inúmeras famílias que em nome de um sonho sacrificaram-se para a geração de hoje usufruir. De 7.500 habitantes, em 1975, o município saltou para 76.155 (IBGE de 2008). Hoje, dezenas de farmácias, duas faculdades e duas universidades, além de dezenas de escolas de pré-escolar, de ensino fundamental e médio, inclusive na área rural, não nos deixam esquecer da primeira professora Coleta Machado de Almeida, entre tantos outros empreendedores privados e sociais que ajudaram a construir Cacoal, a Capital do café.

Sr. Catarino Cardoso dos Santos
Catarino Cardoso dos Santos, 1° prefeito de Cacoal
Agricultor, nasceu em Espinosa, Minas Gerais, no dia 16 de junho de 1920. Radicou-se em Cacoal em 1973. Tornou-se um dos líderes da comunidade e em 26 de maio de 1974 foi nomeado administrador da Vila de Cacoal. Em 11 de outubro de 1977, a Vila de Cacoal passa a categoria de Município, quando então é nomeado como primeiro prefeito. Permaneceu no cargo até 19 de abril de 1978.

353 - Zé Cobrinha subiu aos céus azuis de Espinosa

Acabo de saber, através do Facebook, do falecimento do grande espinosense José de Sá, mais conhecido como Zé Cobrinha, personagem dos mais queridos da nossa comunidade. Em sua homenagem, republico aqui umas postagens sobre ele e um vídeo feito pelo Zé Lúcio com uma entrevista com ele. Vai deixar muitas saudades! O bom é que enquanto esteve entre nós, ele só distribuiu balas aos meninos e alegria aos nossos corações com a sua presença de espírito e as suas histórias engraçadíssimas. Que DEUS o acolha bem.
Um grande abraço espinosense.

Postagem publicada em 17 de maio de 2011

Começo hoje a publicar algumas histórias e "causos" acontecidos em nossa cidade. São situações interessantes, embaraçosas, algumas engraçadas, outras nem tanto, mas que mostram a verdadeira história de muitos de nós, espinosenses. Em algumas delas eu era parte integrante do cenário. Talvez a memória falhe em algum momento e os relatos não tenham acontecido exatamente como descritos aqui, mas aceito humildemente as correções. Em alguns casos, pode ser que a ficção se misture à realidade, pode ser. Para evitar possíveis constrangimentos e reações adversas, usarei em alguns casos nomes fictícios dos protagonistas e coadjuvantes. Espero que gostem, comentem e mandem também seus "causos". Um grande abraço espinosense.

Vou iniciar estes "causos" com uma história contada pelo próprio personagem, razão pela qual irei divulgar o seu nome. Personagem alíás dos mais famosos e interessantes da nossa história: Zé Cobrinha.
Considerado o maior mentiroso da cidade, ele adora contar causos um tanto quanto extravagantes, mas sem nenhuma maldade ou danos a qualquer pessoa. Apenas umas boas potoquinhas, que não fazem mal nenhum, apenas desintoxicam a mente. 
Com sua grande fama de potoqueiro inveterado, Zé Cobrinha estava passando tranquilamente na rua, quando alguém lhe chama e faz uma proposta quase irrecusável:
_ Zé, eu lhe dou dez reais pra você contar uma mentira agora.
Sem vacilar, imediatamente o sério Zé Cobrinha responde:
_ Eu não, Sêo Rodolfo acabou de me oferecer cem reais agorinha mesmo ali na esquina e eu não quis.

Zé Cobrinha é o "Cara".  Coisas de Espinosa!
O famoso Zé Cobrinha ao lado de João Carlos, Eustáquio e Zinho

Postagem publicada em 3 de novembro de 2011

Uma verdadeira unanimidade na cidade, o motorista aposentado José de Sá, o famoso Zé Cobrinha, com 83 anos recém completados, é uma figura extremamente carismática, popular e admirada por todos. Com fama de ser o maior mentiroso da cidade, o que não é verdadeiramente falso, suas histórias alegram a todos aqueles que tem o privilégio e a alegria de usufruir da sua excelente companhia. É fácil encontrá-lo sempre ali próximo ao "corte" da linha férrea, disputando suas partidinhas de buraco com os amigos e esbanjando alegria e bom-humor. Gente da melhor qualidade.

PERFIL:
Nome completo: José de Sá
Filiação: João Batista de Sá e Maria Ursina de Andrade
Local e data de nascimento: Espinosa-MG, aos 15 de outubro de 1928
Estado civil: solteiro
Time do coração: Cruzeiro
O que mais gosta: jogar buraco e dar balas para a meninada
O que mais detesta: bebida, cigarro
O melhor de Espinosa: o povo da cidade
O pior de Espinosa: nada
Estilo musical: não gosta de música








segunda-feira, 16 de maio de 2011

128 - Festa azul na Arena do Jacaré: o Cruzeiro é o campeão mineiro de 2011


Pôster do Cruzeiro campeão mineiro de 2011
Ontem à tarde, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, finalmente chegou ao fim a disputa do campeonato mineiro de 2011 com a vitória do Cruzeiro sobre o Atlético por 2 x 0, gols de Wallysson, aos 30 min e Gilberto, aos 42 min do segundo tempo. O Cruzeiro chega ao seu 37º título do campeonato mineiro sob o comando do treinador Cuca, muito criticado por sempre fazer boas campanhas mas nunca ganhar títulos.  
Por ter feito melhor campanha na primeira fase, o Cruzeiro tinha a vantagem de jogar por dois resultados iguais (dois empates ou vitória e derrota pelo mesmo saldo de gols). Depois de vencer o primeiro jogo da final, o Atlético, segundo colocado na etapa classificatória, jogava pelo empate no clássico decisivo deste domingo, mas não soube aproveitar a vantagem e foi derrotado.
O Cruzeiro atuou de forma mais organizada, sufocando o time do Atlético que, ao contrário do jogo anterior, não mostrava o mesmo desempenho. A experiência do time azul venceu a juventude da equipe alvinegra. Mas tudo poderia ser diferente se o atacante Magno Alves não perdesse uma chance de gol incrível, quando ficou sozinho na cara do Fábio e foi desarmado pelo goleiro, na melhor chance de gol da partida. O Cruzeiro, mesmo desfalcado do seu grande craque Montillo, jogou melhor e, merecidamente, conquistou mais um título mineiro, impedindo o bicampeoanto do Galo. Parabéns a todos os cruzeirenses pela conquista.
Agora é o Brasileirão que começa já no próximo sábado com jogo do Galo contra o Atlético-PR, na Arena do Jacaré às 18h30 e do Cruzeiro contra o Figueirense no domingo, às 16h, em Florianópolis.
Henrique e o Raposão carregam a taça do Mineiro 2011
Ficha da partida:


Cruzeiro
Técnico: Cuca
1. Fábio
2. Leandro Guerreiro
4. Victorino
3. Gil
6. Everton (18. André Dias)
5. Marquinhos Paraná
8. Henrique (15. Fabrício)
10. Gilberto
7. Roger (14. Léo)
11. Thiago Ribeiro
9. Wallyson

Atlético-MG
Técnico: Dorival Júnior
30. Renan Ribeiro
2. Patric
3. Réver
4. Leonardo Silva
6. Guilherme Santos (16. Bernard)
7. Serginho
5. Fillipe Soutto
10. Giovanni Augusto
8. Renan Oliveira (14. Richarlyson)
9. Mancini (18. Cláudio Leleu)
11. Magno Alves

Data: 15/05/2011 - 16h00 - Local: Arena do Jacaré
Árbitro: Wilson Luiz Seneme
Auxiliares: Emerson de Augusto Carvalho e por Marcelo Carvalho Van Gasse
Público: 17.384 pagantes
Renda: R$ 293.415,81
Gols: Wallyson aos 30 m e Gilberto aos 42 m do segundo tempo.
Cartões amarelos: Fábio, Leandro Guerreiro, Victorino, Gil, Gilberto e Roger pelo Cruzeiro. Leonardo Silva, Bernard, Serginho e Mancini pelo Atlético.
Cartões vermelhos: Serginho do Atlético e Gilberto do Cruzeiro.

sábado, 7 de maio de 2011

127 - Grandes baixas na legião atleticana espinosense

Infelizmente, nos últimos tempos, o destino tem sido bastante cruel com a apaixonada torcida atleticana de Espinosa. Ele tem levado, prematuramente, grandes e apaixonados torcedores do Clube Atlético Mineiro. Quem não se lembra de Luiz Ribeiro, um ícone dos atleticanos? E mais recentemente, o meu grande amigo e compadre Daílson? E o que dizer de Carlinhos Pé-de-chumbo, que até parecia ficar doente quando o Galo perdia uma partida para o Cruzeiro? E Tintin, atleticano de carteirinha, que esteve aqui em Montes Claros para assistir ao jogo do Galo contra o Funorte, no Campeonato Mineiro deste ano? Não tenho certeza, mas se os seus filhos Acácio e Marcelinho são atleticanos, é razoável supor que "Sêo" Manoel da Luz também era torcedor alvinegro. Dr. Nivaldo, eu tenho certeza, era botafoguense, também alvinegro, quase atleticano.
Já quanto ao Gildásio Cangussu, falecido recentemente, não tenho a mínima dúvida. Atleticano fanático, Gildásio colecionava canecas e outros objetos com o escudo do Galo e estampava em suas paredes, pôsteres dos times campeões pelo Atlético nas décadas de setenta e oitenta, quando o Galo tinha um timaço, formado por craques excepcionais como Reinaldo, Toninho Cerezzo, Elzo, Marcelo, Paulo Isidoro, Éder, Luizinho, entre outros. Ê tempo bom, sô! Que saudade!
Publico algumas fotografias que me foram enviadas atenciosamente pelo sobrinho de Gildásio, Rildo, outro apaixonado amigo atleticano.

Objetos na casa de Gildásio Cangussu com o escudo do
Galo mostram todo o seu amor pelo clube mineiro 

Pôsteres dos times campeões do Galo e fotografias antigas
de Espinosa na casa de Gildásio Cangussu

Gostaria que alguém identificasse que time era esse e
quem são esses jogadores