Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

quinta-feira, 10 de julho de 2025

3787 - A tragédia do Tamanduá

Belo Campo é uma cidadezinha localizada no Centro-Sul do estado da Bahia, com uma população de cerca de 17 mil habitantes. Ela se emancipou de Vitória da Conquista há 63 anos, no dia 22 de fevereiro de 1962. Neste local, em 1895, quando ainda era distrito do município de Conquista, aconteceu um dos mais violentos e sangrentos casos de desavenças políticas e familiares do Brasil. Era o tempo dos "coronéis", senhores de alto poder econômico e político que "mandavam prender e mandavam soltar", como afirmava um velho ditado popular da época. Os títulos de "Coronel", tão comuns no Brasil sobretudo na época da República Velha (1889-1930), eram dados a líderes poderosos das localidades do Sertão do país, geralmente grandes proprietários, donos de latifúndios, fazendeiros ou senhores de engenhos. Os senhores proprietários de terras, em troca de apoio aos governos de então, ganhavam mais terras, poder e também o título de "Coronel" da Guarda Nacional, o que marcou muitas vezes com sangue, dor e violência a vida social, política e eleitoral do Brasil de então, aquele país agrário, rústico, arcaico e sem lei onde o poder e a influência dos poderosos comandavam tudo e todos, tendo poder de decidir sobre vida e morte da população. Era tempo do "mandonismo político", do voto de cabresto e da perseguição truculenta aos adversários de ideias. Infelizmente, mesmo com muito menor intensidade, o absurdo parece continuar em alguns rincões do país, agora de maneira muito bem escamoteada, mas que já deveriam estar civilizados pela evolução natural.
Já naqueles tempos antigos no interior da Bahia, as mentiras fomentavam a discórdia entre as pessoas e famílias, agitando a rivalidade política. As malditas fake News já eram compartilhadas de forma covarde e canalha como sempre, mas em pequena proporção, no boca a boca, por inexistência de espaço e condições para a divulgação ampla das novidades e mexericos locais. Os boatos faziam acirrar ainda mais as divergências políticas, o que levavam membros de famílias rivais a se odiarem com exagerada força, o que às vezes descambava para a tragédia. Foi o que ocorreu na Fazenda Tamanduá.

Cidade baiana de Belo Campo


Diz a lenda que a viúva Dona Lourença de Oliveira Freitas, a "Sá Lourença", prima em primeiro grau da mulher do Coronel Domingos, Joaquina Fernandes de Oliveira, e casada com o falecido Timóteo José Freire, mãe dos três filhos Sérgio, Gasparino e Calixto, tinha como vizinho da sua Fazenda Pau de Espinho a Fazenda do Tamanduá, propriedade do poderoso Coronel Domingos Ferraz de Araújo, pai da esposa do Afonso Lopes Moitinho, Maria Ferraz de Oliveira. Um certo dia, houve um episódio violento que iniciou toda uma história sanguinária. Na divisa entre os terrenos das fazendas, os filhos de Sá Lourença se encontraram com o genro do Coronel Domingos que lhes acusou de roubo de uma vaca, encontrada morta na beira do terreno da Pau de Espinho. A acusação gerou uma enorme discussão e uma briga feia, em que dois filhos de Sá Lourença feriram com golpes de facão o Afonso. O caso permaneceu morno por algum tempo até que o valente Afonso, recuperado fisicamente e já nomeado subdelegado da cidade, decidiu ir prender os seus agressores com forte aparato policial da cidade. Na sede da Fazenda Pau de Espinho, com a recusa de se entregarem pacificamente à prisão, houve confronto armado e no final do tiroteio caíram mortos os dois filhos de Sá Lourença, Sérgio e Gasparino, fuzilados pelo Afonso e seus comparsas. Era dia 2 de janeiro de 1895. A viúva, revoltada por ver seus filhos amados mortos diante dos seus olhos, colocou e amarrou os corpos inertes em dois cavalos e se dirigiu ao longo de dez léguas à cidade de Conquista, parando diante da porta do cemitério e rogando, ao então intendente, com toda a dor e indignação de uma mãe ferida no coração e na alma, para que todos ouvissem, algo como "Vocês mataram meus filhos, trouxe os seus cadáveres aqui, se não quiserem enterrar eles, que então os comam".

Cemitério, local da tragédia do Tamanduá 


O filho sobrevivente de Sá Lourença, Calixtinho, com medo de também ser assassinado, fugiu para se esconder na região de Itabocas, hoje Itabuna, já prometendo que aquilo não ficaria sem resposta e que a vingança seria feita em breve. Depois de algum tempo por lá, foi acometido pela malária, decidindo retornar para ser tratado pela mãe em casa. Depois de ser curado escondido em casa, passou a elaborar a fria vingança. Com apoio financeiro, material e logístico de outros coronéis da região, adversários políticos do Coronel Domingos, saiu e contratou cerca de uma centena de experientes jagunços dispostos a qualquer ação violenta. Consciente da promessa de retaliação de Calixtinho, mas sem imaginar o tamanho do bando por ele formado, Sêo Domingos foi surpreendido na madrugada de 20 de outubro de 1895, durante a festa de casamento de uma filha sua, quando percebeu sobressaltado que a sede da Fazenda Tamanduá havia sido cercada por dezenas de cangaceiros armados. Negociaram sensatamente a saída de mulheres e crianças e logo após a retirada em segurança delas, iniciou-se um tiroteio feroz e intenso, com tiros disparados para todo lado. Ao final de longo tempo acuado com número menor de combatentes entrincheirados no casarão e com munição esgotada, com muitas baixas ao seu lado, o Coronel Domingos finalmente se rendeu. Com os inimigos desarmados, desnorteados e fragilizados em suas mãos, Calixtinho não teve a menor piedade. Todas as 22 pessoas apreendidas, entre familiares e camaradas, foram sumariamente assassinadas, um em especial com requintes de crueldade, o assassino dos irmãos de Calixtinho, Afonso Lopes Moitinho, aquele que se vangloriava de ter o "corpo fechado", só sendo morto quando tivesse o pescoço cortado em um pilão, o que realmente foi feito com golpes de foice pelos jagunços, entre eles "Nego Doido", "Cazuzinha Medrado", "Volta Grande", "Maranhão", "Manoel Pelado" e um bastante perigoso e violento, de apelido "Tomás Tomba Morro".



Alguns dos corpos dos 22 mortos ficaram expostos diante do casarão da fazenda por algum tempo até que os urubus os comessem, até que, atendendo a pedidos de pessoas isentas e sensatas da comunidade, foram autorizados os enterros dos falecidos ali mesmo no local. Calixtinho sumiu da região, fugindo para se esconder no Norte de Minas, onde tempos depois seria assassinado. Entre os mortos na tragédia do Tamanduá estavam Domingos Ferraz de Araújo (dono da Fazenda Tamanduá), Cassiano Ferraz de Oliveira (filho de Domingos), Afonso Lopes Moitinho (genro de Domingos), José de Oliveira Santos (genro de Domingos), João Lopes Ferraz Moitinho (sobrinho de Domingos), Gabriel Lopes Moitinho (sobrinho de Domingos), Pedro Lopes Moitinho (sobrinho de Domingos), Feliciano Lopes Moitinho (sobrinho de Domingos) e os camaradas Joaquim Ribeiro Lins, Paulino Ferraz de Oliveira, Julião Ferraz de Oliveira, Gabriel Ferraz de Oliveira, Manoel Bicudo, João Hipólito, Thimóteo, vulgo Boca Grande, Belmiro Lopes Moitinho, Cristiano da Queimada, Conceição Cordeiro, José Penam, Mariano Credo, Alberto de Lima e João Timóteo. Ainda não contente com o resultado, Calixtinho e seus jagunços ainda continuaram causando estragos por um breve tempo nas fazendas da região pertencentes a parentes e apoiadores do Coronel Domingos, matando animais, furtando e quebrando coisas.
Uma parente da família, Izabel Nunes Lopes Ferraz Moitinho, filha do Coronel Vitor Lopes Ferraz e de Dona Leocádia Araújo Ferraz, então apenas uma dona de casa preocupada em cuidar do marido e dos filhos, ao saber do ocorrido, ficou revoltada com a situação e decidiu também se vingar de Calixtinho. Com o título de Coronela Izabelinha, a pacata senhora se transformou rapidamente em uma das mulheres mais temidas da região. Aprendeu a atirar, conseguiu apoio de outros coronéis e formou um batalhão de jagunços para vingar a morte dos parentes assassinados. Até que um jagunço seu, de nome João Liro, enviado à procura do esconderijo de Calixtinho, o encontrou em lugarejo chamado Jussara, no Norte de Minas, onde o matou com um tiro na testa, sacramentando a vingança de Izabelinha, que muitos anos depois, aos 78 anos, faleceu em sua Fazenda Sobradinho em Belo Campo, virando lenda. 
A trágica história ocorrida em terras conquistenses até hoje gera dúvidas pela inconsistências de algumas informações, que sofreram variações ao longo do tempo, e das versões apresentadas por antigos moradores e familiares dos envolvidos. Uma boa fonte de pesquisa e de entendimento da extraordinária história é o documentário produzido pela cineasta Thaminy Brito que está disponível logo abaixo. Para me inteirar do caso, retirei informações e dados de várias fontes na Internet, especialmente da Dissertação de Arílson Ferraz Alves Flores no Programa do Curso de Pós-Graduação em Memória Linguagem e Sociedade da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, denominada "Memória da Batalha do Tamanduá no Sertão da Ressaca (1895): Os Impactos da Morte na Coletividade".

Filme: "Tragédia do Tamanduá: Entre a História e a Memória
Direção: Thaminy Brito
Produção Executiva; Lays Dutra
Direção de Fotografia: Thaminy Brito
Montagem: Lays Dutra e Thaminy Brito
Edição, Captação e Mixagem de Áudio: Thaminy Brito
Assistente de Fotografia: Lucas Ferreira
Legendas: Leandro Santos
Personalidades Entrevistadas:
Sêo João de Aurélio (In memoriam) - 106 anos
Sêo Chico Bicicleta (In memoriam) - 104 anos
Professora Doutora Isnara Pereira Ivo (UESB) - Historiadora
Professor Doutor Ruy Medeiros (UESB) - Advogado
Professor Misael Lacerda - Historiador Belo-campense
O documentário foi financiado pela Lei Federal Paulo Gustavo (Lei Complementar nº 195/2022) e com o apoio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Belo Campo.

Neste nosso vasto, injusto e desigual Brasil, ainda vigora um sistema social que massacra os menos favorecidos em detrimento dos mais abastados da sociedade, com a violência atingindo em cheio as classes mais pobres. Nos anos recentes já tivemos um bom avanço na derrubada desta injustiça cruel, mas ainda temos muito o que combater, sobretudo a ignorância, a indiferença e a ganância dos integrantes da classe dominante que detém o controle dos bens de produção e do capital no país.
A Tragédia do Tamanduá nos ensina que a mentira e a ação sistemática e determinada de causar discórdia entre as pessoas, a falta de diálogo e compreensão, o descontrole emocional com ódio e uso da violência, somente leva a resultados nefastos e nocivos, com possibilidades enormes de ocorrência de fatalidades e desgraças, destruindo a paz, a harmonia e a vida de famílias inteiras. 
Que novas Tragédias do Tamanduá nunca mais aconteçam no nosso Brasil e que sigamos adiante em busca de paz, harmonia, justiça social e evolução!
Um grande abraço espinosense. 


quarta-feira, 9 de julho de 2025

3786 - Point de Minas Queijaria em Vitória da Conquista

O terceiro maior município da Bahia, a nossa Bahia de Todos os Santos, esta maravilha de estado recheado de beleza e gente boa, porreta e talentosa, é o de Vitória da Conquista, cidade incrustada no Sertão da Ressaca, outrora habitado pelos povos indígenas Mongoyó, Ymboré e Pataxó, com seu clima privilegiado em região de temperaturas elevadas como o Nordeste Brasileiro. 
O Arraial da Vitória, que virou a antiga Imperial Villa da Victória (1840), vai se desenvolvendo, consegue sua emancipação política e passa a se chamar cidade de Conquista (1891) e finalmente, através do decreto n º 141, de 31 de dezembro de 1943, tornou-se Vitória da Conquista, continuando sua trajetória de crescimento econômico e populacional, já contando com quase 400 mil habitantes. Também chamada de "Suíça Baiana", Vitória da Conquista é um ótimo lugar para se viver e, aos que almejam empreender e ganhar dinheiro, um bom local para iniciar novos projetos econômicos.

 



E foi exatamente isto que fizeram meus queridos amigos e compadres Maurício Demétrius Grama Tupy e Anny Kássia Miranda que acabam de inaugurar na cidade a Point de Minas Queijaria, um comércio varejista de laticínios, frios e queijos finos e premiados, como também de bebidas, doces, balas, bombons, pães de queijo e cachaças de qualidade. A empresa está localizada na Rua Guimaraes Rosa, nº 260, Loteamento Morada dos Bem-te-vis, Quadra B, Lote 50, no Bairro Boa Vista. Você pode comprar sem sair de casa. O telefone para contato é (77) 99959-7789.





Então é isso, se você mora, trabalha, tem parentes ou amigos residindo lá, ou passa por lá a trabalho ou indo à praia, não deixe de conhecer a loja para se deliciar com as gostosuras e guloseimas das terras mineiras lá disponíveis.
E logo mais adiante farei uma postagem sobre uma história espantosa e interessante ocorrida em terras conquistenses no ano de 1895, quando famílias se digladiaram por disputas por terras ou gado resultando em uma tragédia com muitos assassinatos. Aguardem.
Um grande abraço espinosense.

terça-feira, 8 de julho de 2025

3785 - "As Crianças Perdidas", na Netflix

Acontecem certos fatos neste nosso lindo, vasto e injusto mundo que parecem inacreditáveis. Mas não, são acontecimentos verdadeiros, revigorantes e que renovam a nossa esperança de que Deus existe. Um desses acontecimentos incríveis ocorreu na Colômbia, no dia 1º de maio de 2023, quando uma pequena aeronave, um Cessna 206 com o piloto e mais seis passageiros, partiu de Araracuara com destino a San José del Guaviare. Ao sobrevoar a densa Floresta Amazônica, o avião teve uma pane e caiu entre as árvores e desencadeou uma comoção nacional e uma imensa operação de resgate denominada "Operación Esperanza" ("Operação Esperança") que envolveu o Exército Colombiano e vários líderes indígenas na tentativa de resgatar os sobreviventes. No trágico acidente, morreram o piloto Hernando Murcia Morales, o líder indígena Hermán Mendoza Hernández e a mãe das quatro crianças a bordo, Magdalena Mucutuy Valencia. Milagrosamente as crianças Lesly Jacobombaire Mucutuy (13 anos), Soleiny Jacobombaire Mucutuy (9 anos), Tien Noriel Ranoque Mucutuy (4 anos) e Cristin Neriman Mucutuy (11 meses) sobreviveram ao desastre, saindo juntos à procura de comida, água e ajuda pela imensidão perigosa da floresta.




"As Crianças Perdidas" ("Los Niños Perdidos") é um documentário de 2024 dirigido por Orlando Von Einsiedel e co-dirigido por Jorge Durán e Lali Houghton que está disponível no catálogo da Netflix. O filme mostra com bastante clareza e emoção a longa busca de militares e voluntários indígenas na floresta para resgatar as quatro crianças que, milagrosamente, passaram 40 dias perdidas na selva sozinhas e conseguiram água e alimento para sobreviverem precariamente. Mas durante a busca, muitas dificuldades tiveram que ser vencidas. A floresta, a chuva, a imensidão a ser vasculhada, a corrida contra o tempo e a inicial desconfiança e afastamento dos indígenas dos militares. Só mais adiante é que os dois grupos se reconciliaram para trabalharem juntos na procura das crianças, que só foram encontradas quando os militares já haviam deixado a região e os indígenas estavam no limite da desistência. Os conhecimentos dos índios foram fundamentais para o sucesso da operação de busca e resgate que trouxe de volta à civilização com vida os pequenos desaparecidos. O ponto negativo da história de bravura e alegria é que mais tarde se ficou sabendo que o pai de duas das crianças e padrasto das duas mais velhas, Manuel Ranoque, era suspeito de agressões à esposa Magdalena e abuso contra as crianças.




O documentário nos mostra, além da corajosa e heroica caçada na selva, alguns depoimentos da professora das crianças, Madadme Mendoza Ortiz, da tia Yeritza Mucutuy, da avó Fátima Mucutuy, de autoridades, militares e indígenas voluntários que integraram os grupos de busca na selva por 40 dias. É importante ressaltar a importância de todos os envolvidos na Operação Esperança, especialmente dos indígenas cuja sabedoria ancestral foi fundamental na locomoção na floresta, sobretudo dos quatro voluntários que conseguiram achar as crianças no meio das árvores: Henry Guerrero, Nicolás Ordóñez, Edwin Manchola e Eliécer Muñoz. Que Deus abençoe a todos!
Os quatro jovens indígenas, Lesly, Soleiny, Tien Noriel e Cristin Neriman, foram entregues aos cuidados do Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF), instituição pública que cuida de crianças na Colômbia, estando muito bem de saúde e convivendo em harmonia e com boa saúde até a atualidade, graças a Deus. Que sejam felizes!
Fôssemos mais sábios, nós, humanos, deveríamos aprender sempre com os acontecimentos. Neste evento trágico, mas com um final feliz, em parte, tínhamos que observar a lição de que tudo fica muito mais fácil e rápido para resolver quando as pessoas se reúnem em paz e harmonia em busca de soluções para problemas complexos. Certamente a humildade e a cooperação trazem muito mais bons resultados que a arrogância e o egoísmo. O bem-sucedido resgate das crianças perdidas na selva é uma grande prova disso.
Um grande abraço espinosense.

 

segunda-feira, 7 de julho de 2025

3784 - Equipe da AABB é Campeã da Taça Montes Claros Máster 50+

Na tarde do último sábado, às 15 horas, no Estádio João Rebello da Associação Desportiva Ateneu, o famoso "Broca", jogaram as equipes finalistas, AABB-Associação Atlética Banco do Brasil e Magalhães Esporte Clube, disputando o título da Taça Montes Claros Máster 50+, competição promovida pela Liga Mineira de Futebol que é comandada pelo ex-goleiro e presidente Altair Kuika.



Após uma partida de alto nível com muita dedicação e competitividade de ambas as equipes, sagrou-se Campeã a equipe da AABB, que mostrou qualidade e eficiência e venceu pelo placar de 2 x 0, gols marcados pelo rápido e habilidoso atacante Alan, o artilheiro da competição. O goleiro Fred foi o que menos levou gol no torneio.
Parabéns aos integrantes da equipe da AABB de Montes Claros, por mais uma conquista importante no cenário futebolístico da cidade.
Um grande abraço espinosense.


AABB Montes Claros Campeã Torneio Montes Claros Máster 50+:
Juninho, Dedé, Técnico Góes, Fred, Chanderlan, Kau, Zé, Charlinho, Nildão, Alan, Renatinho e Ralls;
Eduardo, Edmílson, Heberth Halley, Héber, Mentinha, Chiquinho, Silvano, Celsinho, Vá, Wilton e Luisinho.

3783 - O encontro entre a educadora espinosense Anália Meira e o escritor grão-mogolense Élcio Ferreira Paulino

Quanta saudade muitos de nós, Norte-Mineiros, temos do trem, também chamado de Trem Baiano! Por um bom tempo ele chacoalhou suas locomotivas e vagões pelos sinuosos trilhos baianos e mineiros levando passageiros na rota Belo Horizonte/Salvador/Belo Horizonte, terminando por se extinguir em 1996, quando se limitava a trafegar entre Monte Azul e Montes Claros. Para quem desconhece, a linha Salvador a Monte Azul começou a operar em 1950, pela VFFLB-Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro. Eram duas viagens semanais, passando por cidades como Santo Amaro da Purificação, Cachoeira, São Félix e Brumado, uma nas quartas-feiras (chegando na quinta) para a ida e nas sextas-feiras (chegando nos sábados) para a volta. Em Monte Azul havia a baldeação dos passageiros que embarcavam em direção a Belo Horizonte no trem da RFFSA, chamada de "Refesa" no imaginário popular.   



A história do transporte ferroviário no Brasil é rica, com muitas boas lembranças do povo brasileiro. Hoje quase inexistem trens que transportam passageiros, exceções feitas ao trem da Estrada de Ferro Carajás, que interliga as cidades de São Luís (MA) a Parauapebas (PA), ao trem da Estrada de Ferro Vitória-Minas, que faz o percurso Belo Horizonte (MG) a Cariacica (ES), e ao trem que faz o pequeno trecho turístico entre Ouro Preto e Mariana, em Minas Gerais. Este meio de transporte tão importante, seguro e bem mais barato para a população mais carente, não teve a devida atenção e valorização de alguns dos governos brasileiros, levando um golpe mortal durante o governo peessedebista de Fernando Henrique Cardoso, quando foi privatizada a RFFSA, a Rede Ferroviária Federal, praticamente exterminando por completo o transporte ferroviário de passageiros no Brasil.



Aqui no Norte de Minas, o último suspiro do Trem Baiano aconteceu no dia 5 de setembro de 1996, quando o trem retornou de Monte Azul para Montes Claros, encerrando definitivamente sua história de transporte de passageiros, quando beneficiava milhares de sertanejos de poucos recursos econômicos residentes na região. Uma data que marcou a população com muita tristeza e revolta, pois prejudicou e muito a pequena economia das cidades por onde o trem passava. Ficaram as lembranças e a saudade!



E porquê a lembrança agora do Trem Baiano? É que a querida amiga, colega de escola, conterrânea e moradora da minha amada Rua da Resina, a professora Anália Meira, carinhosamente chamada de Naia, filha do saudoso João Meira e da minha Mestra Dona Nair, relatou em sua página do Facebook um encontro bastante prazeroso com o escritor e historiador grão-mogolense Élcio Ferreira Paulino, que está lançando o livro "Que Trem, Hein?". Infelizmente, procurei obter maiores informações sobre o Élcio e seu livro na Internet, mas pouco consegui, a não ser descobrir que seus falecidos pais se chamavam Terezinha e Amadeu, proprietários de um cartório em Grão Mogol. E que o Sêo Élcio é figura bastante conhecida e apreciada na cidade, por sua luta em favor do Meio Ambiente, pela dedicação em manter viva a História do município e pelas suas ótimas qualidades de simpatia, humildade, gentileza, sabedoria e honestidade.



O encontro entre Naia e Sêo Élcio se deu no último sábado, 5 de julho, no antigo e belo Casarão Solar dos Sertões, localizado na Praça Doutor Chaves, a Praça da Matriz, no número 152, lugar aprazível da história dos Montes Claros onde a população pode ter acesso a um espaço permanente de exposição do patrimônio cultural dos povos e comunidades da região, com artesanatos, comercialização de pratos típicos, lanches, sucos de frutas nativas e de promoção dos valores da gastronomia sertaneja local. 
Entre uma história e outra contada pelo historiador da linda e histórica Grão Mogol, Naia se surpreendeu, e se sentiu feliz, ao descobrir que uma pessoa figurava na escrita da sua obra como "a simpática jovem que foi conhecer e pesquisar sobre as histórias de sua cidade", que é na realidade sua irmã Júnia Meira. Coincidências maravilhosas desta nossa vida nesse mundo tão gigante e ao mesmo tempo tão pequeno.



Para quem ainda não conhece, o Restaurante Solar dos Sertões apresenta os sabores e saberes do Sertão Norte-Mineiro, oferecendo Gastronomia, Agroecologia e Arte/Cultura no Centro da cidade de Montes Claros, funcionando de segunda à sexta de 8 às 17h e no sábado de 8 às 15h. O telefone de contato é o (38) 99964-2913 e o endereço no Instagram é @solardossertoes.
Prometi a mim mesmo aparecer por lá uma hora, mas nunca deu certo até hoje, mas espero poder ir lá qualquer dia desse, se Deus me permitir.
Um grande abraço espinosense.

sábado, 5 de julho de 2025

3782 - O surpreendente Fluminense é a esperança brasileira e sul-americana na Copa do Mundo de Clubes da FIFA

Quem diria, hein? Como nos diz há décadas a sabedoria popular, "o futebol é uma caixinha de surpresas". E como! Na disputa da Copa do Mundo de Clubes da FIFA que está sendo realizada nos conturbados, arrogantes e belicosos Estados Unidos da América, o clube brasileiro que menos era apontado como favorito a fazer uma boa campanha se superou e surpreendeu todo mundo: imprensa, torcedores tanto favoráveis quanto rivais e até os próprios integrantes da agremiação carioca tricolor que têm entre seus admiradores gente porreta como Chico Buarque de Hollanda, Gilberto Gil, Fernanda Montenegro, Caio Blat, Paulo Ricardo, Letícia Spiller, Evandro Mesquita, Toni Platão, a atriz Alice Wegmann, o rapper Xamã, o cantor Ferrugem e o meu querido amigo monteazulense Valter "Vazão" Antunes Fernandes.



Os outros três participantes brasileiros da Copa do Mundo, Botafogo, Flamengo e Palmeiras, atraíam uma maior atenção da mídia após resultados bons e extraordinários. O Botafogo venceu por 1 x 0 o poderoso Campeão Europeu Paris Saint-Germain na segunda rodada da fase de grupos. O Flamengo venceu o gigante britânico Chelsea pelo placar de 3 x 1, com uma bela atuação individual e coletiva. E o Palmeiras, mesmo sem empolgar ninguém, se classificou em primeiro lugar no seu grupo, o A. Já o Fluminense do marrento Renato Gaúcho vinha atuando razoavelmente, classificando-se com alguma dificuldade no Grupo F com apenas uma vitória, 4 x 2 sobre o Ulsan, e dois empates contra Borussia Dortmund (0 x 0) e Mamelodi Sundowns (0 x 0). Com um orçamento bem menor e um elenco menos qualificado que os rivais cariocas e paulista, a partir dali o Fluzão surpreendeu os incrédulos com uma atuação memorável contra o poderoso Internazionale de Milão, Vice-Campeão Europeu, vencendo com merecimento a partida das oitavas de final por 2 x 0. Nesta mesma fase, o Porco eliminou o conterrâneo Fogão por 1 x 0 e o Mengão foi desclassificado pelo Bayern de Munique que venceu o jogo por 4 x 2 com alguma facilidade. A maior surpresa, contudo, foi a eliminação de um dos maiores favoritos ao título, o Manchester City do excelente treinador Pep Guardiola, que foi derrotado por 4 x 3 pelo Al-Hilal, uma gigantesca zebra saudita.



O Fluminense fez bonito de novo ontem, ao vencer este mesmo Al-Hilal pelo placar de 2 x 1, em partida das quartas de final do torneio, assegurando sua participação nas semifinais em confronto já definido contra o Chelsea (que eliminou o Palmeiras) na terça-feira, dia 8 de julho, às 16h. Os outros dois semifinalistas são Real Madrid, que passou pela equipe alemã do Borussia Dortmund (3 x 2) e o Paris Saint-Germain, que eliminou o também alemão Bayern de Munique na vitória por 2 x 0. A grande final será disputada em Nova Jersey no domingo, 13 de julho, às 16 horas, também conhecida como quatro da tarde.
É óbvio que o Fluminense quer mais, agora que chegou às semifinais. O sonho da conquista do título agora é real, faltam apenas dois adversários a serem batidos. Mas mesmo que seja eliminado pelo Chelsea, já terá proporcionado bastante alegria e orgulho aos seus torcedores, e até ao futebol brasileiro em geral, pela bela campanha.


 
Parabéns ao Fluminense de Renato Gaúcho, Jhon Arias, German Cano e do incansável goleiro Fábio, profissional dedicado e abalizado que continua atuando em alto nível aos 44 anos de idade. Difícil para nós, não torcedores do Fluminense, será aguentar a soberba e o conhecido orgulho inflado do técnico Renato Gaúcho após esta façanha memorável do tricolor carioca. Mas o Fluminense merece todos os elogios. Fez bonito em terras norte-americanas e é digno de toda exaltação. É justo!



Infelizmente, tenho que registrar, com muita tristeza e desalento, as mortes dos atletas profissionais Diogo Jota, atacante do Liverpool, e seu irmão André Silva, do Penafiel, em um trágico acidente de carro na região de Zamora, Espanha, na quinta-feira, dia 3 de julho. Os meus pêsames e minha solidariedade cristã aos familiares dos irmãos falecidos.
A lamentar também, a fratura da fíbula esquerda do jogador Jamal Musiala do Bayern de Munique ocorrida na partida de hoje em que o time alemão foi eliminado da Copa do Mundo de Clubes da FIFA pelo Paris Saint-Germain. Que o jovem atleta se recupere o mais breve possível e retorne feliz e saudável aos gramados! 
Um grande abraço espinosense.

3781 - O adeus de Ozzy Osbourne

Neste sábado, 5 de julho de 2025, está acontecendo um evento imperdível para quem ama o Rock and Roll e, principalmente, uma das figuras mais icônicas e carismáticas da História da Música: John Michael "Ozzy" Osbourne. Agora, exatamente neste momento, no Villa Park na cidade de Birmingham, Inglaterra, o evento musical "Back to the Beginning: Ozzy’s Final Bow" ("De Volta ao Começo: a Reverência Final de Ozzy") traz aos fãs a despedida de Ozzy, que se apresentará ao lado dos companheiros do Black Sabbath e com a participação de bandas e músicos famosos como Billy Corgan (The Smashing Pumpkins), David Draiman (Disturbed), Duff McKagan & Slash (Guns N' Roses), Frank Bello (Anthrax), Fred Durst (Limp Bizkit), Jake E. Lee, KK Downing, Lzzy Hale (Halestorm), Mike Bordin (Faith No More), Rudy Sarzo, Sammy Hagar, Scott Ian (Anthrax), Sleep Token II (Sleep Token), Papa V Perpetua (Ghost), Tom Morello (Rage Against The Machine) e Zakk Wylde. A direção musical do espetáculo é de Tom Morello, do Rage Against the Machine.



O amado e idolatrado "Príncipe das Trevas" do Heavy Metal, atualmente com 76 anos, sofrendo da doença de Parkinson, que se notabilizou por uma carreira brilhante como vocalista de banda de Rock e pela hilária história da mordida em um morcego em pleno palco em uma apresentação do Black Sabbath no Iowa, em 1982, se apresentará individualmente e também na companhia dos eternos parceiros, o guitarrista Tony Iommi, o baixista Terence "Geezer" Butler e o baterista Bill Ward. Quem quiser assistir ao vivo ao evento em transmissão pela Internet, basta acessar o endereço backtothebeginning.com e comprar o ingresso que custa R$ 82,25 (mais taxas). A transmissão começa às 11h (horário de Brasília) e será feita com duas horas de atraso do show ao vivo.



Ozzy Osbourne é um ícone, um gigante do Rock and Roll, eternizado pela sua incrível capacidade de cantar e encantar públicos por todo o mundo, com sua voz singular, seu carisma ímpar e sua generosidade enorme. Não à toa conseguiu conquistar milhões de fãs por todo o mundo e ganhar três Grammys e dois troféus do Hall da Fama do Rock 'n' Roll (um com o Black Sabbath e outro como artista solo) O cara é fera! E eu gosto! 
Um grande abraço espinosense.



Para demonstrar seu amor e admiração pelo Ozzy Osbourne, a banda Judas Priest fez uma gravação do sucesso "War Pigs" do Black Sabbath. É a faixa de abertura do álbum de 1970, "Paranoid", um petardo contra os canalhas ricos e poderosos que fazem as guerras em que milhões de pobres inocentes são trucidados sem piedade. Em tempos de despedida de Ozzy e da insensatez das guerras que explodem e matam pelo mundo, nada mais apropriado.

WAR PIGS
Black Sabbath

Generals gathered in their masses (Generais reuniram seus exércitos)
Just like witches at black masses (Assim como as bruxas durante as missas negras)
Evil minds that plot destruction (Mentes malignas que tramam destruição)
Sorcerers of death's construction (Feiticeiros que edificam a morte)

In the fields, the bodies burning (No campo, os corpos queimam)
As the war machine keeps turning (Enquanto a máquina de guerra continua funcionando)
Death and hatred to mankind (Morte e ódio à humanidade)
Poisoning their brainwashed minds (Envenenando as mentes daqueles que sofreram lavagem cerebral)
Oh, Lord, yeah! (Oh, Senhor, sim!)

Politicians hide themselves away (Políticos se escondem)
They only started the war (Eles só iniciaram a guerra)
Why should they go out to fight? (Por que eles deveriam lutar?)
They leave that all to the poor, yeah! (Eles deixam esse papel para os pobres, sim!)

Time will tell on their power minds (O tempo dirá a suas mentes poderosas)
Making war just for fun (Fazendo guerra só por diversão)
Treating people just like pawns in chess (Tratando as pessoas como peões em um jogo de xadrez)
Wait till their judgment day comes, yeah! (Espere até o dia do julgamento deles chegar, sim!)

Now, in darkness, world stops turning (Agora, na escuridão, o mundo para de girar)
Ashes where their bodies burning (Cinzas onde os corpos deles queimam)
No more war pigs have the power (Sem mais porcos de guerra com poder)
Hand of God has struck the hour (A mão de Deus marcou a hora)

Day of Judgment, God is calling (Dia do Julgamento, Deus está chamando)
On their knees, the war pigs crawling (De joelhos, os porcos de guerra rastejam)
Begging mercies for their sins (Implorando misericórdia por seus pecados)
Satan, laughing, spreads his wings (Satanás, rindo, abre as suas asas)
Oh, Lord, yeah! (Oh, Senhor, sim!)


sexta-feira, 4 de julho de 2025

3780 - Entrevista com Beto Guedes

"A UBC-União Brasileira de Compositores é uma associação sem fins lucrativos, dirigida por autores, que tem como objetivo principal a defesa e a promoção dos interesses dos titulares de direitos autorais de músicas e a distribuição dos rendimentos gerados pela utilização das mesmas, bem como o desenvolvimento cultural. A UBC foi fundada em 1942 por autores e atua até hoje com dinamismo, excelência em tecnologia da informação e transparência, representando mais de 60 mil associados, entre autores, intérpretes, músicos, editoras e gravadoras." Esta é a explicação dada pela UBC para a sua existência e finalidade. A instituição, em parceria com o Sonastério, apresenta a 2ª temporada do podcast "Palavra de Autor", com apresentação de Celso Fonseca, cantor, guitarrista e compositor carioca. Nesta nova fase, o programa segue valorizando a música autoral, já tendo entrevistado Maurício Tizumba, Trio Amaranto, Ronaldo Bastos, Michael Sullivan, Peninha, Bernardo Vilhena, Antônio Cícero, Vinícius Cantuária, Evandro Mesquita, Ana Vilela e agora Beto Guedes, o senhor montes-clarense de 73 anos batizado como Alberto de Castro Guedes.
Beto, com toda sua timidez e simplicidade, conta interessantes momentos da sua história de vida e de música, desde que nasceu em Montes Claros em 13 de agosto de 1951 e se mudou com a família para Belo Horizonte onde iria conhecer e se encantar com o som dos britânicos Beatles e a criatividade musical diferenciada de uma turma que tinha Lô Borges, Mílton Nascimento, e muitos outros mineirinhos iluminados pelo poder da canção. No bate-papo com o apresentador Celso Fonseca, Beto conta um tanto de boas histórias, desde a influência musical herdada do pai Godofredo, a Turma da Esquina e as inspirações para a composição de canções tão belas como "Amor de Índio", "O Sal da Terra", "Sol de Primavera" e "Gabriel".
Beto Guedes é um artista maravilhoso, um manancial de lindas canções que embalaram de forma gratificante minha vida e a vida de um bocado de gente por aí. Beto é um orgulho para nós, brasileiros, mineiros, e, especialmente, montes-clarenses. Vida longa, Beto Guedes!
Um grande abraço espinosense.


3779 - A transformação chegou: Choro das Três agora é Trio Meyer Ferreira!

Na nossa divina e bendita existência de final certo e irreversível, as mudanças e transformações são naturais e necessárias, obviamente sem que nos percamos no caminho deixando de seguir adiante mantendo os valores supremos da humildade, da honestidade, da solidariedade, da verdade, da paz e do amor, estes inegociáveis e jamais mutáveis ou extintos preceitos. A metamorfose é sadia, mas somente quando direcionada para o positivo na nossa vital e imprescindível evolução humana.  
Assim é que as doces e talentosas meninas irmãs do grupo de Chorinho "Choro das Três", a Corina Meyer Ferreira (flauta), a Elisa Meyer Ferreira (bandolim, sanfona) e a Lia Meyer Ferreira (violão de 7 cordas), resolveram realizar uma essencial mudança na carreira profissional e passarão a se denominar "Trio Meyer Ferreira", realçando o nome da família. Esta transformação se deve à natural necessidade de crescimento profissional das meninas que começaram bem cedo, ainda crianças, a fazer o que mais amam: tocar um instrumento, e mais, fazer isto valorizando uma importante vertente da nossa rica Música Popular Brasileira, o Chorinho. Outra questão importante é a saudade e o sentimento de vazio após o falecimento do percussionista que as acompanhava no pandeiro, seu pai Eduardo Ferreira, o coração e a alma do grupo por mais de 20 anos. Assim é a vida, com seus ciclos que começam e devem acabar, e seguir adiante é mais que preciso e impreciso.
 

Acostumadas a se apresentarem pelo mundo, as garotas da cidade de Porto Feliz, interior de São Paulo, também decidiram adiar a próxima turnê nos EUA, colocando à venda o motorhome que utilizam nas viagens pelo imenso país. O custo das taxas aumentou imensamente, assim como a repressão aos imigrantes, o que inviabilizou totalmente a trajetória de shows nos Estados Unidos.
As meninas do Choro já se apresentaram em mais de 30 estados dos EUA na turnê anterior, levando a novos públicos a nossa rica música tradicional, e, se Deus quiser e a paz, a liberdade e a sensatez retornarem aos Estados Unidos, elas voltarão a se apresentar por lá um dia.
Ficam aqui o meu carinho, respeito e gratidão a essas mulheres talentosas e guerreiras que saem pelo mundo sem medo de serem felizes e fazerem o que mais gostam: produzirem arte musical com todo o prazer.
Boa sorte e sucesso, "Trio Meyer Ferreira"!
Um grande abraço espinosense.


3778 - A dor da perda em uma canção

São muitas as canções escritas como um desabafo sincero e dolorido sobre perdas de pessoas queridas ou admiradas. Amo muitas delas, como a pungente "Tears In Heaven" que Eric Clapton compôs em parceria com Will Jennings para demonstrar sua imensa dor pela perda do seu filho de 4 anos Conor após ele cair do 53° andar de um arranha-céu em Nova Iorque em março de 1991; ou a linda "Candle In The Wind", composta pela dupla Elton John e Bernie Taupin e imortalizada por Elton homenageando em 1973 a atriz Marilyn Monroe que havia falecido em 4 de agosto de 1962 de uma overdose de barbitúricos. Posteriormente, em 1997, a genial dupla de compositores britânicos recriou a letra da canção, como um tributo a Diana, Princesa de Gales, falecida em um trágico acidente automobilístico. Outras clássicas canções também tratam do tema da perda dolorosa de alguém, casos de "Jeremy" (Pearl Jam), "Love In The Afternoon" (Legião Urbana), "All My Love" (Led Zeppelin), "Sometimes You Can't Make It On Your Own" (U2), "Brendan's Death Song" (Red Hot Chili Peppers), "Naquela Mesa" (Nélson Gonçalves), "O Anjo Mais Velho" (O Teatro Mágico), entre tantas outras.
Abordando essa situação dramática e angustiante de perda de pessoas amadas, onde a dor e a saudade batem forte no peito, a banda de Rock norte-americana formada na cidade de Jacksonville, Flórida, em 2001, a Shinedown, compôs a música "Three Six Five", lançada há poucos dias nas plataformas musicais. A letra da música usa o tempo de um ano, 365 dias, para mostrar que fatos tristes podem ocorrer em nossas vidas de maneira abrupta e irreversível, mas que é preciso ter força para suportar a dor e seguir adiante.





A banda é formada atualmente por quatro integrantes: Brent Smith (vocal), Barry Kerch (bateria), Zach Myers (guitarra, baixo, piano, backing vocals) e Eric Bass (baixo, guitarra, piano, backing vocals). Passaram pela banda Brad Stewart (baixo - 2001 a 2007), Jasin Todd (guitarra - 2001 a 2008) e Nick Perri (guitarra - 2008). A Shinedown já lançou sete discos de estúdio: "Leave a Whisper" (2003), "Us and Them" (2005), "The Sound of Madness" (2008), "Amaryllis" (2012), "Threat to Survival" (2015), "Attention Attention" (2018) e "Planet Zero" (2022). 
A música é um necessário e importante recurso que podemos utilizar para amenizar a dor da perda de um ente querido, ainda mais se for uma criação de suprema beleza.
Um grande abraço espinosense. 



THREE SIX FIVE (TRÊS SEIS CINCO)
Brenton Smith e Eric Bass

There's a hurricane, and it's on the way (Tem um furacão, e tá vindo aí)
I've been sitting in this house for days (Tô sentado nessa casa há dias)
I'm in here waitin' on the flood (Tô aqui esperando a enchente)
I've been hanging out and holding on (Tô só curtindo e segurando firme)
To every word of our favorite song (Cada palavra da nossa música favorita)
These headphones, are thicker than blood (Esses fones, são mais fortes que sangue)
If I could hitch a ride on a time machine (Se eu pudesse pegar uma carona numa máquina do tempo)
I would bring you right back here with me (Eu te traria de volta aqui comigo)
And I wouldn't have to watch you disappear (E não precisaria ver você sumir)
Even though I said all the things that mattered most (Mesmo que eu tenha dito tudo que importava)
While I held on tight to the end of the rope (Enquanto eu segurava firme na ponta da corda)
I could keep you close, but I couldn't keep you here (Eu poderia te manter perto, mas não conseguiria te ter aqui)
A lot can happen in a year (Muita coisa pode acontecer em um ano)
Giving in not giving up (Se entregando, mas não desistindo)
Maybe I didn't care enough (Talvez eu não tenha me importado o suficiente)
I wish I could let you know somehow (Queria poder te fazer saber de algum jeito)
If I could hitch a ride on a time machine (Se eu pudesse pegar uma carona numa máquina do tempo)
I would bring you right back here with me (Eu te traria de volta aqui comigo)
And I wouldn't have to watch you disappear (E não precisaria ver você sumir)
Even though I said all the things that mattered most (Mesmo que eu tenha dito tudo que importava)
While I held on tight to the end of the rope (Enquanto eu segurava firme na ponta da corda)
I could keep you close, but I couldn't keep you here (Eu poderia te manter perto, mas não conseguiria te ter aqui)
A lot can happen in a year (Muita coisa pode acontecer em um ano)
A lot can happen in a year (Muita coisa pode acontecer em um ano)
A lot can happen in a year (Muita coisa pode acontecer em um ano)
Keep looking up not looking down (Continue olhando pra cima, não pra baixo)
You won't find the answers in the ground (Você não vai encontrar as respostas no chão)
So where will we be 12 months from now (Então onde estaremos em 12 meses a partir de agora)
And if I could hitch a ride on a time machine (E se eu pudesse pegar uma carona numa máquina do tempo)
I would bring you right back here with me (Eu te traria de volta aqui comigo)
And I wouldn't have to watch you disappear (E não precisaria ver você sumir)
Even though I said all the things that mattered most (Mesmo que eu tenha dito tudo que importava)
While I held on tight to the end of the rope (Enquanto eu segurava firme na ponta da corda)
I could keep you close, but I couldn't keep you here (Eu poderia te manter perto, mas não conseguiria te ter aqui)
A lot can happen in a year (Muita coisa pode acontecer em um ano)

quinta-feira, 3 de julho de 2025

3777 - Parabéns, Montes Claros querida!

O Arraial das Formigas, a Princesinha do Norte, a Capital do Norte de Minas, a nossa querida Montes Claros está em festa, comemorando os seus 168 anos de existência. Uma programação gratuita estará disponível hoje à população no Parque de Exposições João Alencar Athayde:
9h – Apresentação da Banda de Música da Polícia Militar
12h – Apresentação de Hip Hop
13h30 - Bateria Furiosa com ritmos carnavalescos
15h – Show com a dupla Gaby & Karol, as "Mineirinhas do Sertanejo"
16h30 - Apresentação do Bloco do Pardini, seguido pelo show de Chico Mineiro e convidados
21h - Show de Alexandre Pires
Parabéns a Montes Claros e a eterna gratidão por receber a mim e à minha família tão bem!
Um grande abraço espinosense.







quarta-feira, 2 de julho de 2025

3776 - Oswaldo Montenegro, "Lembrei de Nós"

Reitero incansavelmente que sou fã incondicional do músico, cantor, compositor, escritor, dramaturgo e menestrel Oswaldo Viveiros Montenegro (Rio de Janeiro (RJ), 15-03-1956). O artista já começou cedo a se apaixonar pela música, sendo influenciado pelos pais e inspirado pelas serestas mineiras e mais uma vasta gama de estilos musicais, construindo uma carreira bonita e sólida com canções as mais belas e emocionantes, o que lhe valeu uma enorme quantidade de admiradores fiéis, eu um deles.
É impressionante como ele nos entrega mais e mais belas canções, sempre um conjunto valioso e distinto de letra, harmonia, interpretação e mensagem encantadores. Agora há pouco, conheci mais uma canção sua que me tocou o coração e vou mostrar para vocês logo abaixo.
Viva a rica Música Popular Brasileira e viva o talento ímpar de Oswaldo Montenegro!
Um grande abraço espinosense.

AGENDA:
19/07 - GARANHUNS/PE - Festival de Inverno (Show “Oswaldo Montenegro Canta Seus Sucessos”)
02/08 - SALVADOR/BA - Concha Acústica (Show “Celebrando 50 Anos de Estrada”)
05/08 - RESENDE/RJ - Teatro da AMAN - Teatro General Leônidas (Show “Celebrando 50 Anos de Estrada”)
07/08 - PORTO ALEGRE/RS (2ª SESSÃO EXTRA) - Teatro do Bourbon Country (Nova Turnê “O Melhor da Vida Ainda Vai Acontecer”)
08/08 - PORTO ALEGRE/RS (SESSÃO EXTRA) - Teatro do Bourbon Country (Nova Turnê “O Melhor da Vida Ainda Vai Acontecer”)
09/08 - PORTO ALEGRE/RS (ESGOTADO) - Teatro do Bourbon Country (Nova Turnê “O Melhor da Vida Ainda Vai Acontecer”)
14/08 - BELO HORIZONTE/MG - Palácio das Artes (Nova Turnê “O Melhor da Vida Ainda Vai Acontecer”)
15/08 - BELO HORIZONTE/MG - Palácio das Artes (Nova Turnê “O Melhor da Vida Ainda Vai Acontecer”)
23/08 - RIBEIRÃO PRETO/SP - Multiplan Hall (Nova Turnê “O Melhor da Vida Ainda Vai Acontecer”)
06/09 - RIO DE JANEIRO/RJ - Qualistage/Via Parque Shopping (Nova Turnê “O Melhor da Vida Ainda Vai Acontecer”)
13/09 - SÃO JOSÉ/SC - Arena Opus (Nova Turnê “O Melhor da Vida Ainda Vai Acontecer”)
19/09 - JUIZ DE FORA/MG - Cine-Theatro Central (Nova Turnê “O Melhor da Vida Ainda Vai Acontecer”)
26/09 - FORTALEZA/CE (SESSÃO EXTRA) - Teatro RioMar (Nova Turnê “O Melhor da Vida Ainda Vai Acontecer”)
27/09 - FORTALEZA/CE - Teatro RioMar (Nova Turnê “O Melhor da Vida Ainda Vai Acontecer”)
25/10 - SÃO PAULO/SP - Teatro Bradesco (Nova Turnê “O Melhor da Vida Ainda Vai Acontecer”)
06/12 - ARACAJU/SE - Teatro Tobias Barreto (Show “Oswaldo Montenegro e Orquestra)
13/12 - RECIFE/PE - Teatro Guararapes (Nova Turnê “O Melhor da Vida Ainda Vai Acontecer”)





"LEMBREI DE NÓS"
Oswaldo Montenegro

Lembrei de nós, do que não foi
Se não foi, não vai ter final
A vida é o que se inventa
Inventa, então, que é feliz
Liberta o peixe e joga fora o anzol

Soltei sua voz
Eu sei que dói não ter visto ali o sinal
Se Deus está em tudo
Deus é o que você quis
E você quis a sua estrada sem sol

Toda estrela é luz que já passou
Tudo vai passar e tudo bem
Não é seu nada do que guardou
Tudo vai passar, tudo bem

terça-feira, 1 de julho de 2025

3775 - Uma vitória da Democracia


Promulgada pela Presidenta Dilma Vana Rousseff em 23 de abril de 2014, a Lei nº 12.965, chamada de Marco Civil da Internet, estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil. No seu artigo 19, ela assegura a tão falada Liberdade de Expressão, impede a maldita Censura e "estabelece responsabilização civil para os provedores por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros". Se havia alguma dúvida sobre o que pode e o que não pode, ou deve, agora não há mais.
O Supremo Tribunal Federal julgou há pouco, dois processos sobre a responsabilização das Big Techs por postagens feitas por seus usuários nas redes sociais. Muita polêmica tem sido criada, principalmente pelos criminosos da extrema-direita, mestres em deturpar fatos, criar fake News e espalhar desinformação nas redes para ganho político e financeiro. A matéria parece complicada, mas não é. É simples. Todos nós, cidadãos brasileiros, temos o direito à Liberdade de Expressão. Está garantida ela lá na nossa Constituição Cidadã promulgada em 5 de outubro de 1988 pelo saudoso Ulysses Silveira Guimarães. Mas assim como o nosso sagrado direito de ir e vir, existem limites para o exercício da nossa Liberdade de Expressão. Podemos falar e escrever tudo que a gente quiser, mas existem consequências para crimes cometidos com as nossas ações e palavras. Se usarmos a nossa Liberdade para fazer circular condutas e atos antidemocráticos, terrorismo, instigação ao suicídio e discriminação por raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, sexualidade ou identidade de gênero, seremos chamados a responder na Justiça pelos crimes cometidos. Tal responsabilidade também existe para os poderosos provedores de Internet, que agora precisam, por força de Lei, investigar, descobrir, moderar, filtrar e expurgar crimes graves cometidos por seus usuários como discurso de ódio, racismo, pedofilia, pornografia infantil, incitação à violência, crimes contra a mulher, tráfico de pessoas e apologia a golpe de Estado. Estas postagens criminosas e abjetas deverão ser removidas imediatamente, de forma proativa, sem necessidade de notificação ou ordem judicial. O que é, convenhamos, o óbvio, já que não podemos, de maneira alguma, compactuar com o cometimento de crimes, ainda mais crimes sórdidos como esses. No julgamento finalizado há pouco pelo STF, a decisão para os chamados crimes contra a honra, como calúnia, injúria e difamação, é que a exclusão do conteúdo continuará dependendo de ordem judicial específica, em respeito à Liberdade de Expressão e ao direito à defesa.


 
Ao final do julgamento que durou cerca de sete meses e que considerou parcialmente inconstitucional um trecho do Marco Civil da Internet, o artigo 19, o placar terminou em 8 a 3, com votos favoráveis de responsabilização direta das Big Techs dos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux. Contra a responsabilização das plataformas, de forma divergente, votaram os ministros André Mendonça, Edson Fachin e Nunes Marques. Ressalte-se que as críticas de que o Supremo está se intrometendo nas tarefas afeitas ao Congresso, de legislar, não se aplicam, já que o órgão mais alto do Judiciário só está julgando dois casos concretos porque os senhores congressistas não se dispuseram até o momento a se dedicarem a cumprir sua missão de regulamentar matéria tão importante e fundamental nesses tempos de tecnologia influenciando de maneira complexa o cotidiano dos países e das populações.  



Há algum tempo que uma boa parcela da nossa população parece querer confundir Liberdade com libertinagem, defendendo uma desembestada subversão das regras sociais criadas há séculos para um convívio harmonioso da sociedade com ações as mais radicais, destrutivas e desagregadoras, apostando na fragmentação violenta da Democracia e do Estado de Direito. Nossa sagrada Liberdade não é infinita e nem descomedida, pois que regrada por limites claros e justos especificados nas regras jurídicas que respeitam os direitos dos demais protagonistas da nossa comunidade. O nosso direito termina quando começam os direitos dos outros, é muito simples. Assim as gigantes Big Techs têm sim que se comprometer a fiscalizar, barrar e expurgar comentários, imagens, vídeos e ataques criminosos como  discurso de ódio, racismo, pedofilia, pornografia infantil, incitação à violência, crimes contra a mulher, tráfico de pessoas, apologia a golpe de Estado, terrorismo, instigação ao suicídio e discriminação por raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, sexualidade ou identidade de gênero. Só mesmo criminosos para ficarem incomodados e indignados com a repressão a crimes tão repugnantes.



Então é isso, decisão tomada e resumindo e ratificando, a partir de agora as gigantes Meta e Alphabet, entre outras, serão responsabilizadas por conteúdo ilícito grave publicado por usuários (discurso de ódio, racismo, pedofilia, pornografia infantil, incitação à violência, crimes contra a mulher, tráfico de pessoas e apologia a golpe de Estado), em caso da não remoção de material ofensivo, mesmo sem ordem judicial. Fica mantida, entretanto, a necessidade de decisão da Justiça para os casos de crime contra a honra (calúnia, injúria e difamação). Todos os tribunais brasileiros deverão seguir o entendimento fixado pelo STF até que, isto é deveras importante, haja revisão da legislação por parte do Congresso Nacional. E continua valendo a exigência de que os provedores de aplicações de internet com atuação no Brasil devem constituir e manter sede e representante no país.
A crua realidade da vida é que todos nós, cidadãos, temos direitos sagrados garantidos pela Constituição, nossa Lei Maior, mas ao mesmo tempo, também temos as nossas obrigações, que devem ser respeitadas em favor da sociedade. Quando errarmos e cometermos ilegalidades, temos que estar preparados e conscientes que sofreremos as consequências dos atos equivocados. Podem espernear à vontade os fora-da-lei, mas é assim mesmo que funciona e deve acontecer. A Democracia agradece!
Um grande abraço espinosense.

segunda-feira, 30 de junho de 2025

3774 - O que é bom deve ser aplaudido e elogiado

Mesmo distante e distanciado momentaneamente da minha amada terra natal Espinosa, procuro acompanhar o que anda acontecendo por lá através das páginas dos amigos virtuais das redes sociais, buscando sempre desvendar a verdade dos fatos, escapando das sutis e ardilosas armadilhas funestas das fofocas e das vis deturpações das informações características dos desonestos e hipócritas que infelizmente também por lá existem. E tenho boas notícias, verdadeiras!





Para comemorar as tradicionais festas juninas do catolicismo que tanto encantam e alegram o nosso povo do Sertão Norte-Mineiro, em homenagem especialmente a Santo Antônio (13 de junho), São João (24 de junho) e São Pedro (29 de junho), a administração espinosense promoveu shows musicais nos dias 27, 28 e 29 de junho nas instalações da Praça Geraldo Ramos de Oliveira, mais conhecida como Praça da Meteorologia. Mas o que mais merece reconhecimento e aplausos, além da bela ornamentação da praça, com as tradicionais bandeirolas coloridas e os chapéus de palha utilizados para o embelezamento do espaço, e das manifestações artísticas como a quadrilha com participação de estudantes locais, foi a justa homenagem a um dos nossos maiores destaques na área da arte e da cultura, o talentoso músico, cantor e compositor e pessoa de integridade indiscutível Gino Sanfoneiro.
Casado com Dona Hercília e pai de Ricardo, Renata e Rafael, o senhor Higino Fernandes Tolentino, nascido na comunidade da Sussuarana em Espinosa no dia 29 de setembro de 1947, fez história na metrópole São Paulo, gravando disco em dupla com Branco, ganhando Disco de Ouro pelas mais de 250 mil cópias vendidas, participando de festival de música sertaneja e conseguindo a façanha de ter música sua sendo tocada por duplas de prestígio nacional como Tonico & Tinoco e João Paulo & Daniel. Foi um dos fundadores do Grupo de Cavalgada Frutos da Terra e deu importante contribuição para a construção da pista de corrida de cavalos na cidade. Como cidadão ativo e participativo na comunidade, atuou como locutor de programas de rádio e como voluntário no comando de leilões nas festas de São Cristóvão, honrando e valorizando o nome da nossa imensa família Tolentino.
Por me considerar um amigo leal e fiel de Gino, e mais um apreciador do seu talento musical, fiquei bastante feliz ao ver sua figura digna e ímpar ser homenageada em praça pública pelos integrantes da administração municipal, a quem aplaudo e aprovo.






Outras atuações que merecem elogios foram as dos estudantes espinosenses das Escolas Estaduais Betânia Tolentino Silveira e Joaquim de Freitas que participaram dos JEMG-Jogos Escolares de Minas Gerais – Etapa Regional em Diamantina. Os alunos da Escola Estadual Betânia Tolentino Silveira, Saimon e Guto, conquistaram a Medalha de Bronze na modalidade Vôlei de Praia. Anna Luiza, da Escola Estadual Joaquim de Freitas, conquistou a Medalha de Bronze na modalidade Atletismo Arremesso de Peso Feminino Módulo II. Carlos Raphael, aluno da Escola Estadual Joaquim de Freitas, conquistou a Medalha de Prata na modalidade Atletismo Corrida 3.000 metros. E a garotada da Escola Estadual Betânia Tolentino Silveira, na modalidade Futsal Módulo II, conquistou a Medalha de Prata.
Parabéns a todos!   
Um grande abraço espinosense, especialmente para o grande artista Gino Sanfoneiro, e que mais artistas e personalidades nossas recebam o mesmo e devido reconhecimento!