Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

sábado, 2 de julho de 2011

165 - Morre em São Paulo o injustiçado ex-presidente Itamar Franco

Acabo de ler a triste notícia do falecimento, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, do ex-presidente e atual senador por Minas Gerais, Itamar Franco. Vítima de leucemia, Itamar, aos 81 anos de idade, estava internado desde o dia 21 de maio. Governou o Brasil de 1992 a 1994, depois de substituir o ex-presidente Collor, afastado por corrupção através de impeachment. Assumiu o governo em uma situação delicadíssima, com índices de inflação estratosféricos, um verdadeiro caos na economia e um ambiente político desfacelado com a queda do presidente. Com a austeridade que lhe era peculiar, seriedade e competência, ultrapassou este momento deveras conturbado, devolvendo a tranquilidade e a estabilidade ao país.
O Plano Real foi concebido em sua curta administração, estabilizando a economia, controlando a inflação e lançando uma nova moeda, o Real, que resiste até hoje. Infelizmente a imprensa brasileira, cujo maior poder está nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, nunca deu a ele a exata importância na reestruturação da economia do país. Prefere laurear o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso como o grande responsável pela vitória no domínio da disparada inflacionária que fragilizava a economia brasileira. Não se trata de diminuir a importância crucial do então Ministro da Fazenda FHC, peça-chave no processo, mas o presidente Itamar Franco foi quem bancou a arriscada e dura empreitada no combate à inflação galopante do período. A ele nunca foram dados os méritos pela conquista, muito pelo contrário. Foi alvo de campanhas sórdidas da imprensa, principalmente no episódio do desfile do Carnaval de 1994 no Rio de Janeiro, em que uma modelo foi fotografada ao seu lado sem calcinha. Convidado de honra do camarote da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) no desfile de 1994, Itamar foi fotografado ao lado da modelo Lílian Ramos, que na ocasião estava sem calcinha. Virou notícia mundial. A revista Veja estampou a foto na capa, com reportagem especial espinafrando o presidente. Queriam o que? Que ele conferisse se a menina estava usando ou não calcinha naquela oportunidade? É brincadeira! E o que isto tinha a ver com a sua performance no exercício da presidência? Na época, fiquei revoltado com o espaço e a importância que a imprensa tinha dado ao caso. Ainda hoje ao lembrar deste episódio, fico triste ao ver como a imprensa manipula os acontecimentos para fazer a cabeça da população menos crítica. Lamentável!
O seu governo foi um dos poucos em que não se viu sequer denúncias de corrupção, coisa raríssima em nosso país recheado de falcatruas e maracutaias.

Vamos então conhecer um pouco da trajetória íntegra e digna de um político honesto, coisa rara em nossas plagas.  
Itamar Augusto Cautiero Franco (Salvador, 28 de junho de 1930 — São Paulo, 2 de julho de 2011) foi um político brasileiro, 33º presidente da República (1992-1994), vice-presidente (1990-1992), senador por Minas Gerais (1975-1978; 1983-1987; 1987-1991 e 2011) e governador do estado de Minas Gerais (1999-2003).  Bacharelou-se em engenharia civil na Escola de Engenharia de Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora em 1955. Ingressou na carreira política em 1958 quando, filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), foi candidato a vereador de Juiz de Fora e mais posteriormente, em 1962, a vice-prefeito, não obtendo êxito em ambas as tentativas. Com o início do Regime Militar, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), sendo prefeito de Juiz de Fora de 1967 a 1971 e reeleito em 1972, quando dois anos depois, renunciou ao cargo para candidatar-se, com sucesso, ao Senado Federal por Minas Gerais, em 1975. Ganhou influência no MDB, assim sendo eleito vice-líder do partido em 1976 e 1977. No início da década de 1980, com o pluripartidarismo restabelecido no país, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), o sucessor do MDB. Em 1982, é eleito senador novamente, defendendo sempre as campanhas das Diretas Já, e votando no candidato oposicionista Tancredo Neves para presidente na eleição presidencial brasileira de 1985. Migrou para o Partido Liberal (PL) em 1986, ano em que concorreu ao governo de Minas Gerais, mas foi derrotado, voltando ao Senado em 1987 pela terceira vez. Em 1988, uniu-se ao governador de Alagoas, Fernando Collor de Mello, para lançar uma candidatura à presidência e vice-presidência do Brasil, pelo Partido da Reconstrução Nacional (PRN). Itamar, como vice-presidente, divergia em diversos aspectos da política econômico-financeira adotada por Collor, vindo a retirar-se do PRN e voltando ao PMDB em 1992. Seguindo o impeachment do presidente, assumiu interinamente o papel de chefe de Estado e chefe de governo em 2 de outubro de 1992 e o papel de Presidente da República em 29 de dezembro de 1992. Foi em seu governo que foi realizado um plebiscito sobre a forma de governo do Brasil, que deveria ter sido feita há 104 anos; o resultado foi a permanência da república presidencialista no Brasil. Durante sua incumbência, foi idealizado o Plano Real, elaborado pelo Ministério da Fazenda. Foi sucedido pelo seu ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso. Opondo-se fortemente a seu sucessor, Itamar cogitou candidatar-se a Presidente em 1998 e 2002, mas não prosseguiu com a ideia e elegeu-se facilmente Governador de Minas Gerais em 1998.
Em 2002, apoiou a candidatura de Luís Inácio Lula da Silva e se opôs à candidatura de José Serra, candidato apoiado por Fernando Henrique. Não tentou reeleição no estado de Minas Gerais. Lançou-se pré-candidato à presidência pelo PMDB em 2006, mas perdeu para Anthony Garotinho, tentando então a candidatura para o Senado, perdendo a candidatura para Newton Cardoso. Em maio de 2009, filiou-se ao Partido Popular Socialista (PPS). Nas eleições de 3 de outubro de 2010, foi eleito senador pelo estado de Minas Gerais, derrotando Fernando Pimentel do PT. Em 21 de maio de 2011, foi diagnosticado com leucemia. Alguns dias depois, se licenciou do Senado a fim de tratar-se da doença no Hospital Albert Einstein. No dia 27 de junho, um boletim médico do hospital divulgou que sua situação teria se agravado em virtude de uma pneumonia que o levou à UTI. Itamar faleceu na manhã do dia 2 de julho de 2011.
Fonte: Wikipedia.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

164 - O fantástico mundo das histórias em quadrinhos

Será que estou enganado ou ninguém mais lê revistas em quadrinhos hoje em dia? Tenho percebido que as pessoas, principalmente os jovens, não mais se deliciam com as divertidas histórias de tantos personagens maravilhosos, contadas nas famosas revistinhas. De personagens engraçados a super-heróis imbatíveis, de seres mitológicos a animais falantes, de pistoleiros impiedosos a xerifes ferrenhos defensores da lei, de mágicos hipnotizadores a homens selvagens, as histórias em quadrinhos sempre tinham uma boa lição a passar aos leitores.
Quem não se lembra do Mandrake, criação de Lee Falk em 1934, com desenho de Phil Davis, um mágico hipnotizador que, elegantemente vestido de terno, capa, cartola e luvas, lutava contra os criminosos usando a sua técnica de hipnose instantânea, com a ajuda do inseparável gigante príncipe africano Lothar?
E o Fantasma (The Phantom), também criado por Falk em 1936 e desenhado por Davis, o mascarado de máscara preta e uniforme vermelho, que, munido de duas pistolas 45 carregadas na cintura e com a ajuda dos seus leais companheiros, o cavalo Herói e o lobo Capeto, combate os marginais mais perigosos?
Como não se lembrar de Tex Willer, o lendário ranger texano criado pela dupla Giovanni Luigi Bonelli e Aurelio Gallepini em 1948, que, ao lado dos amigos Kit Carson e o índio navajo Jack Tigre, mais o filho Kit Willer vivem as maiores aventuras no velho Oeste?
E o Homem-Aranha (Spider-Man), criação de Stan Lee e Steve Ditko em 1962, o aracnídeo super-herói que vive escondido sobre a pele do fotógrafo Peter Parker?
E o Demolidor (Daredevil), criação de Stan Lee e Bill Everett em 1964, o brilhante advogado cego que defende seus clientes durante o dia e que se transforma no vigilante mascarado que, à noite, sai à caça dos crimonosos?
E quem não se lembra da hilária dupla Mortadelo e Salaminho (Mortadelo y Filemón), criação de Francisco Ibáñez em 1958, os dois atrapalhados agentes da "T.I.A." que lutam bravamente contra a espionagem internacional?
E o famoso Homem de Aço, o Super-Homem (Superman), criação de Jerry Siegel e Joe Shuster em 1938, o super-herói mais conhecido no mundo, dotado de poderes extraordinários?
E o Ken Parker, o "Rifle Comprido", o cowboy criado por Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo em 1974, na Itália, que vaga pela imensidão dos Estados Unidos promovendo a ordem e a justiça?
E o preguiçoso e bem-humorado recruta do Exército Americano, o Recruta Zero (Beetle Bailey), criação de Mort Walker em 1950, que vive às turras com o intragável Sargento Tainha e seu cachorro Oto?
E o Homem de Ferro (Iron-Man), criado em 1963 por Stan Lee e Don Heck, o playboy bilionário e encrenqueiro que combate criminosos a bordo de sua armadura indestrutível?
E o incrível Hulk, criado por Stan Lee e Jack Kirby em 1962, o gigante verde em que se transforma o Dr. Robert Bruce Banner quando fica irritado com alguma coisa?
E o Capitão América (Captain America), criação de Joe Simon e Jack Kirby em 1941, o destemido mascarado de uniforme com as cores da bandeira americana e o seu escudo fantástico?
E o Zorro (Lone Ranger), criação de George Washington Trendle e equipe, e desenvolvido pelo escritor Fran Striker em 1933, o hábil atirador mascarado que, ao lado do índio companheiro de aventuras Tonto, defende a lei na América?
E o Gasparzinho, o Bolinha, a Luluzinha, a Turma da Mônica, o Thor, a Pantera Cor-de-Rosa, a dupla Tom & Jerry, o Manda-Chuva, o Gato Félix, o Pica-Pau, o Pernalonga, o Zé Colmeia, Os Flintstones, etc, etc? Tem histórias para todos os gostos, para todas as idades, para todos os admiradores e cultuadores de uma boa história e de um bom personagem. Não deixem de ler, é sensacional!
Quanto aos maravilhosos personagens da Disney, fica para uma próxima postagem, OK?

163 - Será que vamos cair de novo?

A maldição continua. Mais uma derrota. E em casa. E de goleada. E jogando muito mal. O que será do Galo no Campeonato Brasileiro de 2011? Mais uma luta desesperada contra o rebaixamento? É o que se descortina para o time mais amado das Minas Gerais.
O Internacional veio fechadinho, com cinco jogadores no meio de campo e apenas o Leandro Damião no ataque. Mas mesmo assim, com a grande qualidade técnica de Tinga, Guiñazu, Zé Roberto, Oscar e D´Alessandro,  comandou o jogo e teve as melhores oportunidades para marcar. O Galo errava muitos passes e tinha pouca movimentação dos seus jogadores de meio-campo e ataque, sendo facilmente envolvido pelos jogadores colorados. No segundo tempo é que a coisa degringolou de vez, com uma atuação medíocre e desalentadora. Poderia ter perdido de mais, tamanha era a facilidade com que o Inter chegava ao gol de Renan Ribeiro. Assim, só resta ao Galo vencer a qualquer custo, nas próximas rodadas, o Ceará, fora de casa, e o América, na Arena do Jacaré, para tentar subir na tabela e afastar a grande crise que se instalou na Cidade do Galo.
Como explicar por que uma equipe que tem em seu plantel jogadores da qualidade de um Daniel Carvalho, Réver, Dudu Cearense, Guilherme, Magno Alves, Mancini, Renan Oliveira, Serginho, Richarlyson, Renan Ribeiro, Leonardo Silva, entre outros, não consegue formar um time coeso, equilibrado e competitivo e consiga bons resultados na competição mais disputada do futebol brasileiro?
Apesar de ter o melhor centro de treinamentos do país, um treinador de ponta, considerado um dos melhores na atualidade, bons salários pagos religiosamente em dia e um grupo de jogadores de boa qualidade, a equipe do Atlético não consegue desenvolver um bom futebol, frustrando mais uma vez a apaixonada massa atleticana. Não há explicações racionais para isso. Só pode ser a maldição da santa que perdura até hoje (rs). Quando isso vai acabar? Só Deus sabe.
Estava até imaginando se isso fosse há dez anos, eu poderia reunir os atleticanos do 9 de Março (Eu, Zinho, Tintin, Fonso, Dai e Rubens) para atuar pelo Galo e tirar o time dessa situação vexatória (rs). Mas pensando melhor, a coisa é tão feia que se até o Messi e o timaço do Barcelona vierem jogar pelo Galo, é bem possível que eles não ganhem de ninguém. Ô maldição que não acaba nunca, sô! 
D´Alessandro e Oscar comemoram um dos gols do Internacional

O goleiro Muriel eo lateral Nei não deram chance a Guilherme
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG 0 X 4 INTERNACIONAL
Local: Estádio Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG)
Data: 30 de junho de 2011 (quinta-feira)
Horário: 21h (horário de Brasília)
Árbitro: Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC)
Público: 7.596 pagantes
Renda: R$ 73.705,00
Assistentes: Carlos Berkenbrock (SC) e Marco Antônio Martins (SC)
Cartões amarelos: (Atlético-MG) Patric, Richarlyson, Daniel Carvalho, Serginho (Internacional) D'Alessandro, Kléber
Cartão vermelho: (Atlético-MG) Guilherme Santos
Gols: Internacional: Leandro Damião aos 9, Zé Roberto aos 10, D'Alessandro aos 31 e Oscar aos 35 minutos do segundo tempo.
ATLÉTICO-MG: Renan Ribeiro; Patric, Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos, Serginho, Dudu Cearense (Wendel) (Mancini), Richarlyson e Daniel Carvalho, Magno Alves (Jônatas Obina) e Guilherme.
Técnico: Dorival Júnior
INTERNACIONAL: Muriel; Nei, Bolívar, Juan e Kléber; Guiñazu, Tinga (Bolatti), D'Alessandro (Ricardo Goulart) e Oscar; Zé Roberto (Fabrício) e Leandro Damião
Técnico: Paulo Roberto Falcão

Em tempo: Quero registrar a minha imensa alegria pelo recebimento de convite de formatura de dois queridos sobrinhos: Daniella Cangussu Tolentino, filha de Júlio César e Neli, que se forma em Zootecnia, e Dayvid Mayne Antunes Tolentino, filho de Marco Aurélio (Lelo) e Maria das Graças (Dedé), que se forma em Direito. Meus parabéns a eles e também a Luciana Oliva Barbosa Lima, filha de José Geraldo e Vilma, que também se forma em Zootecnia. Que Deus os proteja e lhes dê luz e sabedoria para exercer, com ética e dignidade, a sua profissão. Um grande abraço e felicidades.

162 - Espinosense pelo mundo: Gilberto de Abreu Barbosa

Senhoras e senhores espinosenses, com a palavra, o multifacetado artista plástico Gilberto de Abreu:

Nasci na casa de meus pais, Milton Barbosa e Terezinha de Abreu Barbosa, na cidade de Espinosa, Minas Gerais, em 22 de janeiro de 1953, às seis horas da tarde. Em 1954, mudamos para Montes Claros; em 1955, para Itapeva-SP; em 1956, para a cidade de Trombudo Central, em Santa Catarina; e em 1957, voltamos para Montes Claros, quando meus pais se separaram.
Em 1960, com a morte de meu avô materno, viemos para Belo Horizonte. Morávamos eu, meus dois irmãos Gonçalo e Gilson, minha mãe, minha avó Edith e minha tia Isa, todos na mesma casa. Mudamos os seis para o bairro Floresta, à rua Itaúna, de onde me vem as primeiras lembranças de desenhos: com gravetos, desenhava no "nosso" campinho de futebol, e com pedaços de gesso e tijolo, desenhava pelos quintais e passeios das ruas nas imediações da nossa casa.
Desenho com pintura e arame de 1979: "Meu avô cientista",
capa do disco "Sol de primavera" de Beto Guedes
Em 1964, mudamos todos para o centro da cidade - mais especificamente para o Edifício Levy, apartamento 1601. Lá, as primeiras amizades que fizemos foram com os Borges: o Lô e o Yé, e rapidamente, com toda a família. O Lô e o Yé eram da turma da Tupis (moçada que se reunia na esquina da Rua Tupis com Rua São Paulo), da qual faziam parte Beto Guedes, Leu, Grilo, Mará, Fred, Flamínio, Marco e Miguel, Napola, Márcio Ciranô, Eduardo Cançado, Boss, Zé Eduardo e Dudu Geral, turma a qual nos ligamos, eu e meus irmãos.
Como a maioria vinha do interior e morávamos em apartamentos, a cidade virou o quintal de nossa casa. No meio disso tudo, muita música e desenhos em papéis, telas, paredes e muros, somados a estudos ginasiais nos colégios Anchieta e Tancredo Guimarães, tendo duas bombas no percurso. A turma foi se dissolvendo até que, em 1970, chega de mudança para o nosso apartamento o primo Yuri Popoff e seu violão, vindo de Montes Claros. Depois, chegaram também seus irmãos Alik e Tânia e nossa prima Veruxka, aumentando consideravelmente a população do 1601 - que já era ponto obrigatório de todos os montes-clarenses "cabeças" e angustiados, todos atrás da sopa de Dona Edith, no começo dos anos 70.
Gilberto de Abreu - Making off - Construtivismo pop
A presença do Yuri me levou às tardes ao Conservatório de Música, mais precisamente à biblioteca, e também fortaleceu o contato com esse universo. Comecei a fazer cartazes e cenários para recitais, shows e festivais. Em 1972, depois de algumas viagens de carona, entrei para o curso livre da Escola Guignard, onde passei alguns meses intensos. Com a mesma liberdade que entrei, saí. Comecei a me interessar por quadrinhos e tomei noções de desenho animado com Ivan Pedro.
Em 1973, conheci a Miriam e nos juntamos. Moramos 40 dias em Brasília, onde ela morava - saída de Belo Horizonte e vinda da Bahia ainda criança, depois voltamos para Belo Horizonte e fomos morar no bairro São Lucas. Morávamos no fundo da casa de um músico, Melão, e seu conjunto Banquete 93 de Cogumelos. Em 1974, eu e Miriam levamos ao Jornal de Minas um projeto de uma Feira de Artes, a ser realizada em um dos quarteirões fechados da Praça Sete. Uma semana de shows, exposições e quadros a preços populares.
Pintando cenário
Realizamos esse evento e começaram a surgir novos amigos, dessa vez dos pincéis e tintas: Luis Maia, Humberto Guimarães, Benjamim, Gazinelli, Weiss, Mário Vale, Eimir, que me levaram a publicar em jornais e revistas independentes. E Roberto Wagner, uma parceria que me rendeu muitos trabalhos: "Risos e Facadas", "Galeria Submarindio", "Grupo Arco-Íris", entre outros. Em 1975 nasceu José Rafael, nosso primeiro filho. Por essa época comecei a ilustrar o suplemento literário do jornal Minas Gerais, no momento do "boom da literatura em Minas", e intensifiquei minha participação em salões. Além disso, comecei a fazer muitas pinturas ao vivo e performances junto a exposições coletivas, jornais, suplementos, cenários e adereços de teatro.
Óleo sobre tela: Noturna elétrica (2002)
Em 1979, minha mãe, com câncer já em estado adiantado, passa o ano quase todo em hospitais, onde falece. Nasce também nossa filha Tamira. Mudamo-nos para o bairro Glória, onde começamos a construir uma casa. Sai um desenho meu na capa do álbum "Sol de Primavera", do Beto Guedes, tendo ótima repercussão nacional e trazendo para mim de novo a relação com os músicos. Faço cenário para o Lô Borges e sua "Via Láctea", viajamos com seu show para algumas cidades do Brasil. Em 1980/81, inicio parceria com Toninho Horta: participo da Orquestra Fantasma como cenógrafo, performer, às vezes diretor de cena, às vezes iluminador... etc.
Pintura "Edifício Quinze Garotas"
Em 1981, começo a freqüentar a Oficina Goeldi, quando lanço um livro de desenhos e poemas. Nasce Luando, nosso terceiro filho. A Oficina Goeldi me levou à gravura, e através do cineasta José Sette de Barros, também ao cinema. Depois, participei de um curta e um longa, realizados também pela Oficina, e trabalhei em outro longa com o Grupo Novo de Cinema e Helvécio Ratton. Enfim, a década de 80 passou entre exposições, cenários e o início, mais ao fim da década, da criação de óperas e operetas visuais, já uma mistura de música, poesia e pintura, reunindo, assim, várias facetas da minha vivência.
Tocando cavaquinho
O ano de 1990 começou agitado, com mudanças políticas, exposições, cenários para TV e shows, e terminou em Buenos Aires com a exposição do Grupo Azar, recém criado por brasileiros, argentinos e chilenos. Do Brasil, Gabriela Demarco, Rui Santana, Orlando Castaño e eu. Do Chile, Ivo Vergara. Da Argentina, Marina Decaro, Mário Soares e Anna Göebel, que mais tarde se mudaram para Belo Horizonte, onde continuamos nossa parceria em outros eventos. Depois, Joaquim Mascaró, do Uruguai, agregou-se ao grupo.
Com o Grupo Azar no Rio de Janeiro em 1982
Em 1991, fizemos algumas exposições e fechamos o ano no Chile, onde realizamos uma grande exposição do Grupo Azar. Em 1992, uma parceria com o músico Paulinho Pedra Azul rende livro, exposições, capa de disco etc. E chega a vez do Brasil receber o Grupo Azar: Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Em 1993, fizemos Buenos Aires e muitas exposições no Brasil. Miriam adoece. Em 1994, em março, ela falece, fazendo desse ano um dos mais difíceis da minha vida.
Óleo sobre tela: "Retrato de Míriam"
Em 1995, retomo minhas atividades com a opereta poética apresentada na Bienal de Poesia e sigo com exposições, cenários e recitais, entre outros projetos. Nesse ano conheci Luciana, e ficamos juntos até o ano 2000. Essa relação alimentou a parte poética do meu trabalho, gerando livros e performances em eventos de poesia. Também retomei a produção no suporte quadrinhos, publicando minhas histórias na revista Graffiti. Além disso, participei da produção de filmes como cenógrafo do curta de Patrícia Moran e como montador do primeiro longa (ainda inédito) de Fábio Carvalho. Fecho 2001 concluindo um projeto que está sendo feito desde o início de 2000: o CD de poesia "João, Gilberto e Clarisse".
Gilberto de Abreu no Grande Arco de La Defense, em Paris
Gilberto de Abreu Barbosa
"O Beto traz para perto da gente a ligação do sonho com o real. Liga o consciente ao inconsciente como quem abre uma janela e deixa entrar o sol."
Lô Borges, músico, 1984

Veja aqui o currículo do Gilberto:

161 - "Causos" e histórias espinosenses: O nosso maior orador

O maior orador da cidade, o homem que tinha o dom da palavra fácil, com toda a sua eloquência e os seus famosos suspensórios. Este era o Senhor Geraldo Anacleto, comerciante que tinha a sua loja na Praça Coronel Heitor Antunes. Personagem assíduo nas comemorações cívicas da cidade, principalmente nos festejos do 7 de setembro, quando todos os alunos ficavam perfilados sob um sol escaldante em frente ao palanque da praça da Prefeitura, para ouvir os discursos das autoridades municipais. Seu Geraldo Anacleto, com sua barriga proeminente e seus elegantes suspensórios, era o grande mestre de cerimônias nestas ocasiões. Nós, estudantes, não gostávamos muito dos discursos do nosso grande orador, pois enquanto ele discursava solenemente por um tempo bastante longo, nós ficávamos ali de pé, em fila indiana, debaixo de um sol abrasador, sem poder debandar, sob o olhar compenetrado dos nossos professores. Não era mole não!
O senhor Geraldo Anacleto foi homenageado pela Câmara Municipal ao receber o título de Cidadão Honorário de Espinosa nos anos 70, merecidamente. Era uma pessoa muito querida na comunidade.
Diz a lenda que um comerciante da cidade, a quem ficticiamente chamarei de Pedrão, depois de ver encalhado em seu estabelecimento (sem vender uma única peça), um grande lote de determinada mercadoria, decidiu se livrar daquele problema. Ou seja, decidiu "empurrar" o pepino para frente. Depois de matutar bastante, ele teve uma ideia. Contratou alguns meninos e pediu a eles que se dirigissem até o comércio de Sêo Geraldo, lá na praça, por vários dias e em horários diferentes, perguntando se havia disponível para compra a tal mercadoria. A intensa procura deixou-o chateado pela perda da oportunidade de venda e consequente lucro. Dias depois, como quem não queria nada, o comerciante Pedrão passou por lá para bater um papo e saber das novidades. Conversa vai, conversa vem, ele introduziu no papo o assunto da grande procura pela tal mercadoria. Sêo Geraldo então confessa que se tivesse um estoque daquele produto, teria vendido tudo nos últimos dias, já que a procura estava muito grande. O esperto comerciante então, se fazendo de inocente, conta a ele que, por coincidência, acabara de receber uma grande quantidade e que cederia, com a maior boa vontade e pelo melhor preço, a "metade" (leia-se tudo) da mercadoria tão procurada. E assim aconteceu. Sêo Geraldo Anacleto recebeu o lote da mercadoria, pagou à vista e ainda agradeceu emocionado ao seu colega pela atitude tão sublime. Terminada a negociação e a entrega dos produtos pelo espertalhão, eis que nunca mais se viu ninguém procurando por aquela famosa mercadoria, que a partir dali apodreceu abandonada em alguma das prateleiras da loja de Sêo Geraldo Anacleto até os seus últimos dias de vida.   
Coisas de Espinosa! Um grande abraço espinosense.
Obs: As fotos da cerimônia na Câmara Municipal  me foram gentilmente cedidas pelo Sissi Caldeira, a quem agradeço.
Sr. Geraldo Anacleto assina documento na Câmara Municipal de
Espinosa, tornando-se cidadão honorário espinosense ao lado
dos vereadores Albino da Costa Ramos, Lauro Mendes e Luiz
Antunes Caldeira, o Sissi. O inusitado da foto é que além dos
salgadinhos sobre a mesa, há duas garrafas de whisky, fato
que seria considerado politicamente incorreto nos dias atuais.

Sr. Geraldo Anacleto recebe cumprimentos pela homenagem
da Câmara Municipal de Espinosa. Estão presentes na foto
os vereadores Lourinho d´Os Cardeais, Dão de Vita e Jefferson.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

160 - "Causos" e histórias espinosenses: Susto na agência bancária

Pedrão* era um sujeito alto e bastante forte, perfil ideal para desempenhar a função de segurança. E assim aconteceu. Foi contratado pela empresa que prestava serviços ao Banco do Brasil e foi trabalhar na agência em Espinosa. Cidade pacata, tranquila, nunca houvera notícias de tentativas de roubo ou assalto às dependências do Banco. Parecia que o trabalho seria uma moleza. O único problema era ficar o tempo todo em pé, na entrada da agência. Mas isso também não seria empecilho, devido à sua grande força física.
E lá se foi Pedrão assumir a função em uma segunda-feira de calor insuportável e de imenso movimento, com filas quilométricas nos caixas e muito burburinho entre os clientes. Impecavelmente vestido, com o seu uniforme bem passado e com a sua botina brilhando, Pedrão ia gostando da nova função. Quanto mais o tempo passava porém, o calor aumentava e sufocava a todos, clientes e funcionários, já que a agência ainda não possuía ar condicionado.
Lá pelo meio-dia, saguão de atendimento superlotado e com o calor chegando a níveis insuportáveis, eis que um baque surdo ecoa no interior da agência e surpreende a todos. Foi um verdadeiro deus-nos-acuda. Correria geral. Clientes gritavam desesperados, empurrando os outros na tentativa desesperada de sair da agência. Mulheres desmaiaram. Os funcionários do Banco, assustados e sem saber direito o que acontecia, ficaram paralisados. Pensando tratar-se de um assalto ou coisa parecida, a multidão tratou de escapar dali o mais rapidamente possível. Após alguns minutos de balbúrdia total, eis que alguém percebe o corpo caído de Pedrão próximo à porta de entrada. Teria ele levado um tiro? Alguém logo chega para socorrê-lo. Depois de tomar um copo de água com açúcar para se recobrar, Pedrão, sentado no chão e ainda atordoado, suplica para que tirem as suas botinas. Eram as botinas a causa da sua infelicidade e da consequente queda estrondosa. Sendo aquele o seu primeiro dia de trabalho, ele não ousou reclamar quando lhe deram botinas número 38 para calçar os seus enormes pés de número 44. Estava, enfim, decifrado o mistério.
Alívio total: para ele, principalmente, e para todos os que estavam presentes naquela segunda-feira abrasadora e agitada. Coisas de Espinosa! Um grande abraço espinosense.
Pedrão*: nome fictício.

159 - Nomes verdadeiros de pessoas famosas

Sempre tive alguma curiosidade sobre os verdadeiros nomes de pessoas famosas. Artistas do cinema e da televisão, cantores, jogadores de futebol, enfim pessoas conhecidas de toda a população por nomes artísticos, apelidos ou pseudônimos, sempre despertaram a minha curiosidade. Já conhecia os nomes verdadeiros de muitos deles, mas fui pesquisar mais profundamente sobre outros tantos. Aqui vai uma relação com alguns nomes importantes do esporte e da arte, conhecidos pelos seus cognomes famosos. 

50 CENT - Curtis James Jackson III (South Jamaica-Nova Iorque-USA, 06-07-1975)
AGEPÊ - Antônio Gílson Porfírio ( (Rio de Janeiro, 10-08-1942 - Rio de Janeiro, 30-08-1995)
AKON - Aliaune Badara Akon Thiam (St. Louis-Missouri-USA, 30-04-1973)
ÂNGELA MARIA - Abelim Maria da Cunha (Conceição do Macabu-RJ, 13-05-1928)
AXL ROSE - William Bruce Bailey (Lafayette-Indiana-USA, 06-02-1962)
BEBETO - José Roberto Gama de Oliveira (Salvador-BA, 16-02-1964)
BOB DYLAN - Robert Allen Zimmerman (Duluth-Minnesota-USA, 24-05-1941)
BONO VOX - Paul David Hewson (Dublin-Irlanda, 10-05-1960)
BRANCO - Carlos Ibraim Vaz Leal (Bagé-RS, 04-04-1964)
CAFU - Marcos Evangelista de Morais (São Paulo, 07-06-1970)
CARTOLA - Angenor de Oliveira (Rio de Janeiro, 11-10-1908 - Rio de Janeiro, 30-11-1980)
CAZUZA - Agenor de Miranda Araújo Neto (Rio de Janeiro, 04-04-1958 - Rio de Janeiro, 07-07-1990)
CHARLIE SHEEN - Carlos Irwin Estevez (Nova Iorque-USA, 03-09-1965)
CHITÃOZINHO - José Lima Sobrinho (Astorga-PR, 05-05-1954)
CHUCK NORRIS - Carlos Ray Norris Jr. (Ryan-Oklahoma-USA, 10-03-1940)
DADÁ MARAVILHA - Dario José dos Santos (Rio de Janeiro, 04-03-1946)
DEDÉ - Manfried Sant'Anna (Niterói-RJ, 29-04-1936)
DEMI MOORE - Demi Guynes Kutcher (Roswell-Novo Mexico-USA, 11-11-1962)
DERCY GONÇALVES - Dolores Gonçalves Costa (Santa Maria Madalena-RJ, 23-06-1907 - Rio de Janeiro, 19-07-2008)
DIDA - Edvaldo Alves Santa Rosa (Maceió-AL, 26-03-1934 - Rio de Janeiro, 17-09-2002)
DIDA - Nélson de Jesus Silva (Irará-BA, 07-10-1973)
DIDI - Waldir Pereira (Campos dos Goytacazes-RJ, 08-10-1928 - Rio de Janeiro, 12-05-2001)
DIDI MOCÓ- Antônio Renato Aragão (Sobral-CE, 13-01-1935)
DIDO - Florian Cloud de Bounevialle O'Malley Armstrong (Londres-Inglaterra, 25-12-1971)
DUNGA - Carlos Caetano Bledorn Verri (Ijuí-RS, 31-10-1963)
ELTON JOHN - Reginald Kenneth Dwight (Londres-Inglaterra, 25-03-1947)
EMINEM - Marshall Bruce Mathers III (St. Joseph-Missouri-USA, 17-10-1972)
FAFÁ DE BELÉM - Maria de Fátima Palha de Figueiredo (Belém-Pará, 09-08-1956)
FERGIE - Stacy Ann Ferguson (Hacienda Heights-California-USA, 27-03-1975)
FERNANDA MONTENEGRO - Arlette Pinheiro Esteves Torres (Rio de Janeiro, 16-10-1929)
FREDDIE MERCURY - Farrokh Bulsara (Stone Town-Tanzânia, 05-09-1946 - Londres-Inglaterra, 24-11-1991)
GAL COSTA - Maria da Graça Costa Penna Burgos (Salvador-BA, 26-09-1945)
GAROTINHO - Anthony William Matheus de Oliveira (Campos dos Goytacazes-RJ, 18-04-1960)
GARRINCHA - Manuel Francisco dos Santos (Pau Grande-RJ, 28-10-1933 - Rio de Janeiro, 20-01-1983)
GLÓRIA MENEZES - Nilcedes Soares Magalhães (Pelotas-RS, 19-10-1934)
GRANDE OTELO - Sebastião Bernardes de Souza Prata (Uberlândia-MG, 18-10-1915 - Paris-FRA, 26-11-1993)
GRETCHEN - Maria Odete Brito de Miranda (Rio de Janeiro, 29-05-1959)
GUGA - Gustavo Kuerten (Florianópolis-SC, 10-09-1976)
ICE CUBE - O'Shea Jackson (Los Angeles-Califórnia-USA, 15-06-1969)
JAY-Z - Shawn Corey Carter-Knowles (Brooklyn-Nova Iorque-USA, 04-12-1969)
JERRY ADRIANI - Jair Alves de Sousa (São Paulo, 29-01-1947)
KAFUNGA - Olavo Leite de Bastos (Niterói-RJ, 07-08-1914 - Belo Horizonte-MG, 17-11-1991)
KAKÁ - Ricardo Izecson dos Santos Leite (Gama-DF, 22-04-1982)
LADY GAGA - Stefani Joanne Angelina Germanotta (Nova Iorque-USA, 28-03-1986)
LATINO - Roberto de Souza Rocha (Rio de Janeiro, 02-02-1973)
LEANDRO - Luis José Costa (Goianápolis-GO, 15-08-1961 - São Paulo, 23-06-1998)
LEONARDO - Emival Eterno Costa (Goianápolis-GO, 25-07-1963)
LIMA DUARTE - Ariclenes Venâncio Martins (Sacramento-MG, 29-03-1930)
LUCIANO - Welson David de Camargo (Pirenópolis-GO, 20-01-1973)
LULA - Luís Inácio da Silva (Caetés-PE, 27-10-1945)
MARA MARAVILHA - Eliemary Silva da Silveira (Itapetinga-BA, 06-03-1968)
MARIA GADÚ - Mayra Corrêa Aygadoux (São Paulo, 04-12-1986)
MARILYN MANSON - Brian Hugh Warner (Canton-Ohio-USA, 05-01-1969)
MARILYN MONROE - Norma Jeane Mortensen - Norma Jean Baker (Los Angeles-California-USA, 01-06-1926 - Los Angeles, 05-08-1962)
MAZINHO - Iomar do Nascimento (Santa Rita-PB, 08-04-1966)
MILIONÁRIO - Romeu Januário de Matos (Monte Santo de Minas-MG, 04-01-1940)
MUSSUM - Antônio Carlos Bernardes Gomes (Rio de Janeiro, 07-04-1941 - São Paulo, 29-07-1994)
NÉLSON GONÇALVES - Antônio Gonçalves Sobral (Santana do Livramento-RS, 21-06-1919 - Rio de Janeiro, 18-04-1998)
NETO BEROLA - Sósthenes José Santos Salles (Itabuna-BA, 18-11-1987)
NORA NEY - Iracema de Souza Ferreira (Rio de Janeiro, 20-03-1922 - Rio de Janeiro, 28-10-2003)
OSCARITO - Oscar Lorenzo Jacinto de la Imaculada Concepción Teresa Diaz (Málaga-ESP, 16-08-1906 - Rio de Janeiro, 04-08-1970)
PAGU - Patrícia Rehder Galvão (São João da Boa Vista-SP, 09-06-1910 - Santos-SP, 12-12-1962)
PARDINHO - Antônio Henrique de Lima (São Carlos-SP, 14-08-1932 - Sorocaba-SP, 02-06-2001)
PELÉ - Édson Arantes do Nascimento (Três Corações-MG, 21-10-1940)
PENA BRANCA - José Ramiro Sobrinho (Igarapava-SP, 04-09-1939 - São Paulo, 08-02-2010)
PEPE - José Macia (Santos-SP, 25-02-1935)
PEPE - Képler Laveran Lima Ferreira (Maceió-AL, 26-02-1983)
PINK - Alecia Beth Moore (Doylestown-Pennsylvania-USA, 08-09-1979)
PITTY - Priscilla Novaes Leone (Salvador-BA, 07-10-1977)
QUEEN LATIFAH - Dana Elaine Owens (Newark-Nova Jersey-USA, 18-03-1970)
RICKY MARTIN -  Enrique Martín Morales (San Juan-Porto Rico, 24-12-1971)
SÍLVIO SANTOS - Senor Abravanel (Rio de Janeiro, 12-12-1930)
SLASH - Saul Hudson (Stoke-on-Trent-Inglaterra, 23-07-1965)
SNOOP DOGG - Cordozar Calvin Broadus (Long Beach-California-USA, 20-10-1971)
STEVEN TYLER - Stephen Victor Tallarico (Yonkers-Nova Iorque-USA, 26-03-1948)
THE EDGE - David Howell Evans (Londres-Inglaterra, 08-08-1961)
TIÃO CARREIRO - José Dias Nunes (Montes Claros-MG, 13-12-1934 - São Paulo, 15-10-1993)
TIM MAIA - Sebastião Rodrigues Maia (Rio de Janeiro, 28-09-1942 - Niterói-RJ, 15-03-1998)
TINOCO - José Perez (Botucatu-SP, 19-11-1920)
TIRIRICA - Francisco Everardo Oliveira Silva (Itapipoca-CE, 08-05-1961)
TITE - Adenor Leonardo Bacchi (Caxias do Sul-RS, 25-05-1961)
TOM ZÉ - Antônio José Santana Martins (Irará-BA, 11-10-1936)
TONICO - João Salvador Perez (São Manuel-SP, 02-03-1917 - São Paulo, 13-08-1994)
TONI GARRIDO - Antônio Bento da Silva Filho (Rio de Janeiro, 07-09-1967)
TONY RAMOS - Antônio de Carvalho Barbosa (Arapongas-PR, 25-08-1948)
TOSTÃO - Eduardo Gonçalves de Andrade (Belo Horizonte-MG, 25-01-1947)
VAVÁ - Edvaldo Izídio Neto (Recife-PE, 12-11-1934 - Rio de Janeiro, 19-01-2002)
VIN DIESEL - Mark Sinclair Vincent (Nova Iorque-USA, 18-07-1967)
VIOLA - Paulo Sérgio Rosa (São Paulo, 01-01-1969)
XAVANTINHO - Ranulfo Ramiro da Silva (Uberlândia-MG, 26-12-1942 - São Paulo, 08-10-1999)
XORORÓ - Durval de Lima (Astorga-PR, 30-09-1957)
XUXA - Fernando de Queiróz Scherer (Florianópolis-SC, 06-10-1974)
XUXA - Maria da Graça Meneghel (Santa Rosa-RS, 27-03-1963)
WHOOPIE GOLDBERG - Caryn Elaine Johnson (Nova Iorque-USA, 13-11-1955)
WOODY ALLEN - Allan Stewart Königsberg (Nova Iorque-USA, 01-12-1935)
ZACARIAS - Mauro Faccio Gonçalves (Sete Lagoas-MG, 18-01-1933 - Rio de Janeiro, 18-03-1990)
ZECA BALEIRO - José Ribamar Coelho Santos (São Luís-MA, 11-04-1966)
ZECA PAGODINHO - Jessé Gomes da Silva Filho (Rio de Janeiro, 04-02-1959)
ZEZÉ DI CAMARGO - Mirosmar José de Camargo (Pirenópolis-GO, 17-08-1962)
ZICO - Arthur Antunes Coimbra (Rio de Janeiro, 03-03-1953)
ZINHO - Crizam César de Oliveira Filho (Nova Iguaçu-RJ, 17-06-1967)
ZITO - José Ely de Miranda (Roseira-SP, 08-08-1932)

domingo, 26 de junho de 2011

158 - Quem nasce em Espinosa é...

Dia desses estava conjeturando algumas idéias e fiquei pensando em como nos bate a dúvida quando se trata de nominar os gentílicos de tantas cidades deste nosso imenso país. No nosso caso não há a mínima dúvida, quem nasce em Espinosa é espinosense. Mas e quem nasce em Salvador? E em Grão Mogol? E em Coração de Jesus? E quem vem ao mundo em Japonvar? Muita gente não sabe e muitos tem uma dúvida danada. Pois então, vamos aprender um pouquinho sobre os gentílicos dos habitantes de várias cidades do Brasil, algumas com nomes bastante engraçados e interessantes.

Abadia dos Dourados-MG - abadia-douradense
Abaetetuba-PA - abaeteoara, abaeteguara, abaeteense ou abaetetubense
Abre Campo-MG - abre-campense
Afogados da Ingazeira-PE - afogadense
Água Fria de Goiás-GO - águafriense
Águas de São Pedro-SP - água-pedrense
Aiuruoca-MG - aiuruocano ou aiuruoquense
América Dourada-BA - américo-douradense
Americano do Brasil-GO - americanense-do-brasil
Amontada-CE - amontadense
Anta Gorda-RS - antagordense
Arame-MA - aramense
Araponga-MG e Arapongas-PR - araponguense
Auriflama-SP - auriflamense
Barra do Jacaré-PR - barrenses do jacaré
Bela Vista do Paraíso-PR - belavistense
Bela Vista do Paraíso, no Paraná
Boa Esperança-MG - esperansense ou dorense
Boa Hora-PI - boa-horense
Bofete-SP - bofetense
Bom Conselho-PE - conselhense ou papacaço
Bom Jesus do Galho-MG - bom-jesuense
Bom Sucesso-MG - bom-sucessense
Borda da Mata-MG - bordamatense
Braço do Trombudo-SC - braço-trombudense
Brasília-DF - brasiliense
Brasília de Minas-MG - brasilminense
Brasília de Minas (MG)
Brejo da Madre de Deus-PE - brejense
Buerarema-BA - bueraremense ou macuco
Buriti do Tocantins-TO - buriti-tocantino
Buritinópolis-GO - buritinopolitano
Buritirama-BA - buritiramense
Buritis-MG e Buritis-RO - buritisense
Buritizal-SP - buritizalense
Buritizeiro-MG - buritizeirense
Cachoeira Dourada-MG - cachoeiro-douradense ou cachoeirense
Cachoeiras de Macacu-RJ - cachoeiras-macacuense ou cachoeirense
Cachoeiro do Itapemirim-ES - cachoeiro-itapemirinense ou cachoeirense
Cacimba de Areia-PB - cacimbeirense
Cafarnaum-BA - cafarnauense
Capela Nova -MG - capelanovense
Capela Nova, em Minas Gerais
Capistrano-CE - capistranense
Capitão Enéas-MG - capitão-eneense
Carneirinho-MG - carneirinhense
Carrasco Bonito-TO - carrascoense
Catas Altas da Noruega-MG - catasaltense
Catolé do Rocha-PB - catoleense
Chã Preta-AL - chã-pretense
Chapada da Areia-TO - chapadareiense
Chapada dos Guimarães-MT - chapada-vimaranense, vimaranense ou chapadense
Cláudio-MG - claudiense
Coité do Nóia-AL - coitenense
Combinado-TO - combinadense
Conceição do Coité-BA - coiteense
Consolação-MG - consolense
Contagem-MG - contagense
Coqueiro Seco-AL - coqueirense
Coração de Jesus-MG - corjesuense
Coração de Jesus, em Minas Gerais
Coxixola-PB - coxixolense
Cruz das Almas-BA - cruzalmense
Curimatá-PI - curimataense
Cururupu-MA - corurupuense
Divino das Laranjeiras-MG - divinense
Divino de São Lourenço-ES e São Lourenço da Mata-PE - são-lourencense
Dona Francisca-RS, São Francisco-PB e São Francisco do Sul-SC - francisquense
Duas Estradas-PB - duas estradense
Entre Folhas-MG - entre-folhense ou madruvá
Espera Feliz-MG - esperafelicense ou  espera-felizense
Espera Feliz, em Minas Gerais
Exu-PE - exuense
Fartura do Piauí-PI - farturense
Feira Grande-AL - feira-grandense
Feliz Deserto-AL - feliz-desertense
Feliz Natal-MT - feliz-natalense
Floresta do Araguaia-PA e Nova Floresta-PB - florestense
Florestópolis-PR - florestopolitano
Floriano-PI, Floriano Peixoto-RS e Marechal Floriano-ES - florianense
Florianópolis-SC - florianopolitano
Francisco Dumonte-MG - francisco-dumonsense
Francisco Sá-MG - francisco-saense
Francisco Sá, em Minas Gerais
Franciscópolis-MG - franciscopolitano
Fundão-ES - fundãoense
Gabriel Monteiro-SP, Jerônimo Monteiro-ES e Monteiro-PB - monteirense
Galiléia-MG - galileense
Girau do Ponciano-AL - ponciense
Governador Dix-Sept Rosado-RN - dix-septiense
Governador Dix-Sept Rosado, no Rio Grande do Norte
Grão Mogol-MG - grão-mogolense
Itanagra-BA - itanagrense
Jacaré dos Homens-AL - jacareense ou jacarezeiro
Jampruca-MG - jampruquense
Janaúba-MG - janaubense, gorutubano
Japonvar-MG - japonvarense
Jardim do Mulato-PI - jardimulatense ou mulatense
Jijoca de Jericoacoara-CE - jijoquense
Laranja da Terra-ES - laranjense
Lavandeira-TO - lavandeirense
Luís Correia-PI - Luís-correense
Luís Eduardo Magalhães-BA - luiseduardense
Luís Eduardo Magalhães, na Bahia
Luisburgo-MG - luisburguense
Manaus-AM - manauense ou manauara
Mar Vermelho-AL - mar-vermelhense
Matinhos-PR - matinhense
Mato Leitão-RS - mato-leitoense
Mato Queimado-RS - mato-queimadense
Mato Verde-MG - mato-verdense ou mato-verdiano
Mato Verde, em Minas Gerais
Meleiro-SC - meleirense
Moeda-MG - moedense
Monte Aprazível-SP - monte-aprazivelense
Monte Azul-MG e Monte Azul Paulista-SP - monte-azulense
Monte Azul, em Minas Gerais
Monte das Gameleiras-RN - monte-gameleirense
Monteirópolis-AL - monteiropolense ou guaribense
Montenegro-RS - montenegrense ou montenegrino
Não-Me-Toque-RS - não-me-toquense
Nova Iorque-MA - nova-iorquense
Óleo-SP - oleense
Olho d´Água do Casado-AL - casadense
Oliveira dos Brejinhos-BA - brejinhense
Orobó-PE - oroboense ou oroboara
Paço do Lumiar-MA - luminense
Paragominas-PA - paragominense
Pariquera-Açu-SP - pariquerense
Passa Quatro-MG - passaquatrense
Passa Tempo-MG - passatempense
Passa-e-Fica-RN - passifiquense
Passagem Franca-MA - passagense
Pastos Bons-MA - pastosbonense
Pato Branco-PR - pato-branquense
Pavão-MG - pavonense
Pavão, em Minas Gerais
Pedra Mole-SE - pedrense
Perdizes-MG - perdizense
Periquito-MG - periquitense
Piaçabuçu-AL - piaçabuçuense
Pingo D´água-MG - pingodaguense
Piranhas-GO - piranhense
Pirpirituba-PB - pirpiritubense
Poção de Pedras-MA - poço-pedrense
Pomerode-SC - pomerodense
Porteirão-GO e Porteiras-CE - porteirense
Porteirinha-MG - porteirinhense
Porteirinha, em Minas Gerais
Primeira Cruz-MA - primeira-cruzense
Professor Jamil-GO - jamilense
Quebrangulo-AL - quebrangulense
Queimados-RJ e Queimadas-BA - queimadense
Querência do Norte-PR - querenciano
Quixadá-CE - quixadaense
Quixeramobim-CE - quixeramobinense
Recursolândia-TO - recursolandense
Ressaquinha-MG - ressaquinhense
Ribeirão Vermelho-MG - ribeirense
Rio Sono-TO - riosonense
Rio Vermelho-MG - rio-vermelhense
Salvador-BA - soteropolitano
Salvador, na Bahia
Santa Cecília do Pavão-PR - ceciliense
Santa Rita do Passa Quatro-MG - santa-ritense
São Bento Abade-MG e São Bento do Sapucaí-SP - são-bentista
São Bento do Norte-RN - são-bento-nortense
São Bonifácio-SC - são-bonifacense
São Brás-AL - são-braense ou são-brasense
São Desidério-BA - são-desideriano
São Domingos do Araguaia-PA - são-dominguense-do-araguaia
São Domingos do Capim-PA - capimense
São Félix de Balsas-MA, São Félix de Minas-MG, São Félix do Coribe-BA e São Félix do Tocantins-TO - são-felense
São Félix do Araguaia-MT - são-felixcense
São Félix do Piauí-PI - são-felicense
São Félix-BA - são-felista
São Francisco de Sales-MG - são-francisco-salense
São Gotardo-MG - gotardense ou são-gotardense
São Gotardo, em Minas Gerais
São João da Fronteira-PI - são-joão-fronteirense
São José da Coroa Grande-PE - são-josé.coroa-grandense
São José das Missões-RS - são-jozesense
São José de Mipibu-RN - mipibuense
São José do Povo-MT - são-joseense-do-povo
São José do Seridó-RN - são-josé-seridoense
São José do Xingu-MT - são-xinguano
São José dos Quatro Marcos-MT - quatromarquense
São Lourenço da Serra-SP – são-lourençano
São Lourenço-MG - são-lourenciano
São Lourenço, em Minas Gerais
São Luís do Paraitinga-SP - luisense
São Pedro do Butiá-RS - são-butiaense
São Sebastião da Grama-SP - gramense
São Sebastião da Vargem Alegre-MG - são-sebastião-vargem-alegrense
Sem-Peixe-MG - sem-peixeano
Sete Lagoas-MG - setelagoano
Tanque D´Arca-AL e Tanque do Piauí-PI - tanquense
Tartarugalzinho-AP - tartarugalense
Teofilândia-BA - teofilandense
Tomar do Geru-SE - geruense
Três Corações-MG - tricordiano
Três Marias-MG - trimariense
Três Marias, em Minas Gerais
Três Pontas-MG - trespontano
Tuntum-MA - tuntuense
Uberlândia-MG - uberlandense, uberlandês ou uberlandiense
Varre-Sai-RJ - varre-saiense
Wanderlândia-TO - wanderlandense
Wanderley-BA - wanderleense
Xangri-Lá-RS – xangri-laense