Encerrada a primeira rodada da fase inicial de grupos da Copa do Mundo do Canadá, Estados Unidos e México, há muito o que celebrar pelos aficionados por futebol. Bons jogos, equipes supostamente frágeis se sobressaindo surpreendentemente, goleiros se destacando com ótimas defesas, jogadores até então desconhecidos mostrando seu talento e, o melhor, grandes craques reafirmando sua genialidade com a bola, marcando belos gols e quebrando recordes ainda nas estreias.
Deixando de lado as lamentáveis medidas xenofóbicas, bélicas, extremistas e arrogantes do estúpido presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que proibiu a entrada no país de torcedores iranianos e haitianos; que dificultou a liberação de entrada ao meio campista Pierre Woodensky, da Seleção do Haiti, e ao atacante Breel Embolo, da Seleção da Suíça; que proibiu a entrada do árbitro da Somália, Omar Artan; que submeteu atletas das seleções de Iraque, Senegal e Uzbequistão a demorados e vexaminosos interrogatórios, entre outras barbaridades, vamos focar no que a Copa tem de melhor: futebol, alegria e confraternização universal.
Começou muito bem a Copa de 2026! Foram vários os destaques positivos. Um dos anfitriões, o México, eletrizou sua entusiasmada torcida ao vencer a África do Sul por 2 x 0 na partida de abertura do Mundial. Outro anfitrião, o Canadá só empatou com a Bósnia, frustrando seus esperançosos torcedores. E o terceiro anfitrião, os Estados Unidos, venceram de goleada por 4 x 1 o Paraguai, do zagueiro Junior Alonso, do Atlético. O Brasil decepcionou um pouco sua imensa massa de torcedores ao só empatar com o Marrocos, seleção esta que confirmou sua atual força no cenário mundial, criando dificuldades ao adversário na estreia. A Alemanha massacrou a frágil seleção de Curaçao por um placar que nos traz péssimas recordações, 7 x 1. A Suécia também goleou, fez 5 x 1 na Tunísia. A favorita França venceu bem o Senegal, por 3 x 1, com dois belos gols do craque Kylian Mbappé. A Noruega fez placar mais elástico contra o Iraque, 4 x 1, com dois gols do incrível Haaland. Venceu bem, a Áustria, por 3 x 1 sobre a Jordânia. E Portugal do astro Cristiano Ronaldo tropeçou na estreia, empatando em 1 x 1 com a República Democrática do Congo, resultado inesperado e surpreendente. E na madrugada, a Colômbia de James Rodríguez ganhou bem, de 3 x 1, do competitivo time do Uzbequistão. E a Inglaterra do artilheiro Harry Kane fez bonito em jogo emocionante contra a Croácia, vencendo por 4 x 2, com dois gols do seu eficiente atacante.
Mas os fatos mais destacados desta rodada inicial ficaram por conta de dois favoritos à conquista do título, a atual Campeã Argentina e a poderosa Espanha. O time espanhol decepcionou profundamente pelo resultado desastroso de empate sem gols com a fraquíssima, esforçada e valente Cabo Verde. E o genial craque Lionel Messi encantou mais uma vez o mundo da bola ao marcar um hat-trick na vitória da sua seleção por 3 x 0 sobre a Argélia.
Com os resultados já dessa primeira rodada, houve uma mudança importante no quadro de artilheiros das Copas. Com seus dois gols marcados contra o Senegal, o atacante francês Kylian Mbappé chegou aos 14 gols marcados em Copas, ultrapassando a marca de Pelé e Fontaine e se igualando ao atacante alemão Gerd Müller. E o cracaço Lionel Messi, o lendário camisa 10 da Argentina também do genial Diego Armando Maradona, chegou à incrível marca de 16 gols marcados, igualando-se ao maior artilheiro da História, o atacante alemão Miroslav Klose.
RANKING DE MAIORES ARTILHEIROS DA HISTÓRIA DAS COPAS DO MUNDO FIFA:
Miroslav Klose (Alemanha): 16 gols em quatro edições
Lionel Messi (Argentina): 16 gols em seis edições
Ronaldo (Brasil): 15 gols em três edições
Kylian Mbappé (França): 14 gols em três edições
Gerd Müller (Alemanha): 14 gols em duas edições
Just Fontaine (França): 13 gols em uma edição
Pelé (Brasil): 12 gols em quatro edições
Sándor Kocsis (Hungria): 11 gols em uma edição
Jürgen Klinsmann (Alemanha): 11 gols em três edições
Gary Lineker (Inglaterra): 10 gols em duas edições
Na minha observação atenta nos jogos que consegui assistir, há quatro categorias de times na Copa. Os estreantes e menos qualificados, que já atingiram a meta de estarem presentes na competição, o que é um feito memorável. São eles Cabo Verde, Curaçao, Jordânia, Uzbequistão, Haiti, Tunísia, Congo, Iraque e Argélia. Existem os times medianos, que almejam apenas uma permanência mais estendida na Copa, indo o mais longe possível nas fases eliminatórias, após se classificarem na fase de grupos. São alguns deles México, Canadá, Suíça, Escócia, Paraguai, Austrália, Egito, Uruguai etc. Há também os times que não almejam realmente o topo, tarefa quase impossível, mas que imaginam brigar por uma vaga até nas semifinais, o que seria uma façanha. Entre esses estão Estados Unidos, Suécia, Marrocos, Bélgica, Áustria, Gana, Croácia, Noruega, Holanda e Japão. E a última e mais capacitada categoria engloba os que sonham alcançar a glória com a conquista do título, os gigantes como França, Espanha, Argentina, Portugal, Brasil, Alemanha e até a Inglaterra. Como não sou nenhum vidente picareta, vou me abster de fazer qualquer previsão sobre o Campeão. Só sei que tudo pode acontecer, até uma surpresa gigantesca com algum time menos badalado levantar a taça. Em Copa tudo pode ocorrer, até a vitória da lógica, como vem prevalecendo na História, com o Brasil vencendo cinco vezes, a Alemanha e a Itália vencendo quatro vezes, a Argentina vencendo três vezes e o Uruguai e a França vencendo duas vezes.
É certo que teremos mais goleadas no torneio, com as equipes mais qualificadas vencendo de forma fácil os times inferiores, sobretudo nesta fase primeira. Mas certamente teremos resultados surpreendentes, especialmente nos jogos eliminatórios, com possíveis eliminações de gigantes na disputa das penalidades máximas. O futebol sempre nos surpreende, isto é fato, não opinião.
E é prazeroso ver na Copa histórias tão humanas e bonitas como a do goleiro Vozinha (Josimar José Évora Dias), de Cabo Verde, que se destacou no empate épico de sua equipe com a poderosa Espanha. E foi muito legal ter visto a reação de Lionel Messi ao ser informado pelo seu jovem adversário em campo, Daniel Gudjohnsen, de 20 anos, da seleção da Islândia, que é filho de seu ex-companheiro de Barcelona, o atacante Eidur Gudjohnsen. Outras boas histórias certamente virão.
Agora é apostar em uma melhora significativa do desempenho da nossa Seleção Brasileira para que o time se fortaleça e suplante com competência e entusiasmo os adversários que venham adiante. Se ficarmos pelo caminho, terá que ser aceita a eliminação como resultado natural de uma geração que, infelizmente, não terá sido a mais qualificada da nossa gloriosa História de astros geniais como Pelé, Tostão, Garrincha, Didi, Nílton Santos, Gérson, Rivellino, Zico, Sócrates, Falcão, Ronaldo, Romário e Ronaldinho Gaúcho, entre tantos outros mágicos da bola.
Vamos buscar mais uma estrela, Brasil! Eu, como apaixonado atleticano, acredito!
Um grande abraço espinosense.
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