Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

40 - "Os guerreiros do Apocalipse" ou "Os pistoleiros do entardecer"

Fotografia tirada no jardim em frente ao Cine Coronel Tolentino,
na Praça Antonino Neves, em novembro de 1973. Em pé, os
"guerreiros" Quinha, Eustáquio e Júlio portando as suas "armas";
 sentados: pessoa não identificada, Júlia (Irmã de Julinho Figueiredo),
Regina, Socorro, Marco Uíla (Irmãos de Daílson) e Zé Brasinha.
A garotada feliz da Rua da Resina.

Bons tempos! Como era bom viver em Espinosa naquela época. Ficávamos quase que o dia inteiro (depois das aulas, claro) brincando nas ruas e no Rio São Domingos, que era o nosso playground natural. As nossas brincadeiras incluíam, sem discriminação, meninos e meninas, crianças e adolescentes. Não precisávamos de dinheiro para comprar brinquedos, pois nós mesmos os fabricávamos com a matéria-prima extraída das árvores que margeavam o Rio São Domingos ou das coisas descartadas pelas pessoas. Observe que na foto acima, as nossas "armas" são apenas os caules da mamoneira, que na nossa fértil imaginação se transformavam em armas de grande tecnologia. Não havia trânsito pesado de carros, não havia ladrões, não havia poluição e podíamos beber água do rio sem risco de contrair doenças. Ainda mais, saboreávamos frutas diversas encontradas nas árvores das margens do rio, como jatobá, pitomba, bacupari, manga, tamarindo, entre outras. Delícia!


Bacupari
Pitomba
Jatobá
Tamarindo

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