Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

terça-feira, 9 de julho de 2013

743 - É hoje! Haja coração!

Alegria extrema ou tristeza radical? Euforia ou desapontamento? Ir para a rua festejar ou cair desolado na cama, depois do jogo? 
A ansiedade e a tensão povoam milhões de corações atleticanos pelo mundo afora. Depois da inesperada derrota por 2 x 0 para o Newell´s Old Boys na primeira partida das semifinais da Copa Libertadores da América, disputada na quarta-feira passada em Rosário, na Argentina, o time atleticano tem a dura e difícil missão de fazer sucumbir o mesmo forte e competente adversário hoje à noite na Arena Independência.
Amparado pelos significativos números conquistados em partidas disputadas no estádio do Horto, em Belo Horizonte, o Atlético tentará uma vitória histórica, por uma diferença expressiva de gols, que o levará à inédita decisão do cobiçado torneio continental.
Após uma boa parada para descanso dos seus atletas, durante a disputa da Copa das Confederações, o Atlético voltou às atividades com força total e uma certa dose de azar, já que o zagueiro Leonardo Silva e o volante Leandro Donizete se machucaram e desfalcaram a equipe na primeira partida, fora de casa. Para este jogo de vida ou morte em Belo Horizonte, os dois felizmente retornam ao time, o que dá mais confiança ao treinador Cuca e também à torcida. Infelizmente o zagueiro e capitão Réver ainda continua de fora, suspenso.
Mais uma vez a torcida será de fundamental importância na dificílima tarefa atleticana de vencer a partida com folga e sacramentar a classificação para a disputa do título da Libertadores. A Massa Atleticana terá que empurrar o time durante o tempo inteiro, cantando o hino, apoiando os jogadores e promovendo um barulho ensurdecedor para tentar desestabilizar os adversários e facilitar a intrincada tarefa dos jogadores alvinegros. Não, a incumbência não será fácil. Mas a esperança tem que ser mantida até o fim.
Mas, mesmo que seja negativo o desfecho desta complicada empreitada, não se poderá deixar de enaltecer a competente atuação da diretoria atleticana, principalmente o belíssimo trabalho realizado pelo presidente Alexandre Kalil, que investiu alto e formou um time de boa qualidade, competitivo e com grandes craques, fato há muito tempo distante da Cidade do Galo.
Somente no final da noite desta quarta-feira, dia 10 de julho de 2013, após o apito final do árbitro uruguaio Roberto Silvera, saberemos de onde partirão os fogos de artifício que iluminarão os céus das cidades e se a festa nas ruas será preta e branca ou a comemoração será totalmente azul. Só o tempo dirá!
Um grande abraço espinosense.
      

segunda-feira, 1 de julho de 2013

742 - Velhos tempos, belos dias

Esta antiga fotografia parece ter sido feita na inauguração de alguma coisa importante na cidade de Espinosa, que eu infelizmente não sei precisar, devido ao fato de estarem todos os seus protagonistas vestidos a caráter, os homens de terno e gravata e as mulheres com seus vestidos de gala, todos muito bem vestidos, por sinal. Interessante notar o velho calçamento de pedras disformes que era usado naquela época.
Um grande abraço espinosense.

741 - Ronald Golias, um mestre do humor

Uma das coisas que eu mais gostava de assistir na televisão, na minha infância, além dos desenhos animados (claro!), era os programas humorísticos. E um dos personagens de que eu mais gostava era o engraçadíssimo Carlos Bronco Dinossauro, criado e interpretado pelo comediante paulista Ronald Golias. Golias ainda se destacaria com outros personagens marcantes da TV brasileira como o Pacífico, o Professor Bartolomeu Guimarães, a Isolda e o Profeta.
Ronald Golias nasceu em São Carlos (SP) aos 4 de maio de 1929 e faleceu aos 27 de setembro de 2005 em São Paulo. Casado com Lúcia, Golias teve somente uma filha: Paula, nascida em 1967. Um dos grandes comediantes da história do humor no país, Golias começou a trabalhar fazendo acrobacias aquáticas no grupo "Aqualoucos". Depois, lá pelos anos 40 se aventurou em programas de calouros no rádio e depois de conhecer Manoel de Nóbrega e receber um convite para atuar na televisão, se bandeou para a TV em 1956 onde se tornou um ícone. Trabalhou em grandes emissoras como a TV Paulista, TV Rio, TV Continental, TV Record, TV Globo, TV Bandeirantes e SBT. Foi protagonista de vários programas inesquecíveis como "A Praça da Alegria", "O Riso é o Limite", "Bronco Total", "Escolinha do Golias", "Folias do Golias", "Rio, Te Adoro", "Golias Show", "Superbronco", "Família Trapo", "A Praça é Nossa" e "Meu Cunhado". Também fez cinema, atuando nos filmes "Um Marido Barra Limpa", "Os Três Cangaceiros", "Os Cosmonautas" e "Tudo Legal".
Seus personagens:
Pacífico - Garoto rebelde, com o boné sempre virado pro lado, se destacava pelo seu famoso bordão, "Ô Crides!", que é citado na música "Televisão", dos Titãs.
Bronco - O seu mais famoso personagem, Carlos Bronco Dinossauro, era uma figuraça, cheio de histórias para contar, com todas as sua caretas e improvisações
Bartolomeu Guimarães - O velho professor, com seus hilários problemas de memória.
Isolda - Mulher divertida e assanhada, com as engraçadíssimas histórias de suas viagens pelo mundo.
Profeta: O bordão “Uáááááááála” era o seu diferencial.
Tá fazendo falta o Golias!



Um grande abraço espinosense.

740 - Encontros Memoráveis da Música: Dire Straits e Eric Clapton

No concerto musical em tributo ao septuagésimo aniversário de Nélson Mandela, ocorrido no Wembley Stadium, em Londres, no dia 11 de junho de 1988, houve a apresentação que reuniu os excepcionais guitarristas Mark Knopfler, com a banda Dire Straits, e Eric Clapton tocando "Sultans of Swing". Este concerto, transmitido pela televisão para 67 países com um público estimado em 600 milhões de pessoas, teve uma alta conotação política, sendo conhecido também como Mandela Day ou Freedom Fest, já que tinha o intuito de forçar a libertação do grande ativista sul-africano, o que efetivamente ocorreu em 11 de fevereiro de 1990, quando finalmente, depois de 27 anos de prisão, Nélson Mandela ganhou a liberdade.

Sultans of Swing (Sultões do Balanço)

You get a shiver in the dark (Você sente calafrios na escuridão)
It's raining in the park but meantime (Está chovendo no parque mas por enquanto)
South of the river you stop and you hold everything (Ao sul do rio você para e presta atenção em tudo)
A band is blowing Dixie double four time (Uma banda está tocando Dixie num 'quatro tempos dobrado')
You feel alright when you hear that music ring (Você se sente bem quando escuta aquela música tocar)
You step inside but you don't see too many faces (Você chega perto mas não vê muitos rostos)
Coming in out of the rain to hear the jazz go down (E vai saindo da chuva para escutar o jazz tocar)
Competition in other places (Competição em outros lugares)
But the horns be blowing that sound (Mas não são muitos trompetes que podem fazer aquele som)
Way on downsouth way on downsouth London town (A caminho da zona sul, a caminho da zona sul da cidade de Londres)
You check out Guitar George he knows all the chords (Você repara no guitarrista George, ele sabe todos os acordes)
Mind he's strictly rhythm he doesn't want to make it cry or sing (Sinto que ele é bem afinado e não quer fazer chorar ou cantar)
And an old guitar is all he can afford (E uma velha guitarra é tudo o que ele pode oferecer)
When he gets up under lights to play his thing (Quando ele fica embaixo das luzes para tocar suas coisas)
And Harry doesn't mind if he doesn't make the scene (E Harry não se incomoda se ele não fizer a cena)
He's got a daytime job he's doing alright  (Ele trabalha diariamente e faz tudo certo)
He can play honky tonk like anything (Ele pode tocar em cabarés gratuitamente)
Saving it up for Friday night (Reservando especialmente sexta à noite)
With the Sultans... with the Sultans of Swing (Com os Sultões... com os Sultões do Balanço)
And a crowd of young boys they're fooling around in the corner (E uma turma de jovens garotos estão zoando na esquina)
Drunk and dressed in their best brown baggies and their platform soles (Bêbados e vestidos em seus melhores casacos marrons e seus calçados plataforma)
They don't give a damn about any trumpet playing band (Eles não dão importância a nenhuma banda tocando trompete)
It ain't what they call rock and roll (Isso não é o que eles chamam rock and roll)
And the Sultans... Yea the Sultans played Creole... Creole (E os Sultões... yeah os Sultões tocam Creole...Creole)
Then the man he steps right up to the microphone  (Então um homem sobe e pega o microfone)
And says at last just as the time bell rings (E diz finalmente quando o sino toca)
'Goodnight, now it's time to go home' ('Boa noite agora é a hora de ir para casa')
And he makes it fast with one more thing  (E ele rapidamente fala mais uma coisa)
'We are the Sultans... We are the Sultans of Swing' ('Nós somos os Sultões... Nós somos os Sultões do Balanço')

sábado, 22 de junho de 2013

739 - Paulinho Pedra Azul, um show!

Sexta-feira à noite. Depois de um cansativo dia de trabalho, nada melhor que uma saída ao barzinho para bater um papo com a amada e os amigos e saborear uma cervejinha estupidamente gelada acompanhada de um saboroso tira-gosto. E se puder adicionar a tudo isso música de primeiríssima qualidade, aí a felicidade se instala completamente e a noite se torna puro prazer. Pois foi exatamente isso que vivenciei na noite desta sexta-feira, ao ter o privilégio de estar presente na apresentação do cantor e compositor mineiro Paulinho Pedra Azul no Restaurante Quintal Avenida, no centro de Montes Claros.
Nascido no Vale do Jequitinhonha, na cidade de Pedra Azul, Paulo Hugo Morais Sobrinho está na estrada com uma turnê comemorando 30 anos de carreira artística. Mesmo distante da mídia, com uma carreira construída nos meios independentes, Paulinho consegue obter o reconhecimento dos muitos apreciadores da música brasileira de qualidade. Desde a adolescência, quando participou de uma banda que tocava os grandes sucessos dos Beatles, os "Giants", Paulinho já direcionava a sua vida para a carreira artística. Mas não somente para a música, pois ele também é artista plástico, poeta e escritor.
No show intimista que apresentou em Montes Claros ontem (hoje, sábado, tem mais um show), não faltaram os seus grandes sucessos, como "Jardim da Fantasia", "Ave Cantadeira" e "Valsa do Desencanto". Nem músicas especiais de outros compositores como Mílton Nascimento e Fernando Brant (Travessia), Vinícius de Moraes e Tom Jobim (Eu Sei Que Vou Te Amar) e algumas outras do saudoso Godofredo Guedes (Cantar, Casinha de Palha etc). 
Com um bom humor contagiante, Paulinho ainda divertiu a plateia com as suas histórias (ou os seus "causos") e as explicações sobre as origens de algumas de suas composições. Tudo isso com uma simplicidade cativante e um talento extraordinário.
Depois da sua competente e elogiável apresentação, com participação do tecladista Marcelo Jiran, o artista, carinhosa e pacientemente, atendeu aos seus admiradores em uma concorrida sessão de fotografias, com a nossa humilde participação, claro. Estava com saudades de um show de boa música e a performance intimista e descontraída de Paulinho Pedra Azul preencheu as minhas expectativas. Valeu!
Um grande abraço espinosense.








quinta-feira, 20 de junho de 2013

738 - A explosão das ruas brasileiras

Nestes últimos dias pipocaram por várias cidades do país inúmeras manifestações de uma significativa parcela da população, na maioria estudantes. Tudo começou com uma manifestação contra o aumento das passagens dos ônibus urbanos na cidade de São Paulo. Isso foi apenas o estopim para que dezenas de milhares de manifestantes se unissem, usando principalmente as redes sociais, para planejar novos protestos, desta vez mais abrangentes. Além do aumento das passagens dos coletivos urbanos, protesta-se contra a corrupção, contra a impunidade, contra a tentativa de se impedir a fiscalização do Ministério Público, contra a falta de segurança pública e contra os gastos exorbitantes nas obras para a realização da Copa das Confederações neste ano e da Copa do Mundo no ano que vem. Pode-se perceber que a revolta começou contra um alvo definido, o aumento das tarifas, e se alastrou para outros motivos que ultimamente tem minado a paciência dos brasileiros. A possibilidade de se manifestar contra o estado de coisas atual no país, contagiou uma grande parte da população brasileira, que resolveu sair às ruas e demonstrar o seu descontentamento. O que pode-se extrair de todo esse pandemônio é que a revolta é justa e necessária e que a juventude brasileira merece elogios pela coragem e determinação de deixar o marasmo de lado e sair às ruas para extravasar a sua insatisfação. Entretanto, as cenas de vandalismo e de violência, com a depredação do patrimônio público vem mostrar que nem todos ali presentes comungam da mesma ideia.
Em meio a todo esse auê que tomou conta do país, algumas considerações são importantes para tentar esclarecer as causas e efeitos de todo esse tumultuado momento político. Há muito tempo que as atitudes lastimáveis de alguns políticos vem desagradando a população brasileira, principalmente quando eles legislam em causa própria, concedendo altos aumentos de salário em detrimento do conjunto dos trabalhadores que batalham para conseguir a reposição da inflação, pelo menos. Como eles mesmos votam e aprovam essas mudanças, fica fácil conseguir as suas vantagens enquanto o restante do povo brasileiro tem que recorrer às greves para conquistar um mínimo de atualização dos salários. Outra questão que contraria enormemente a todos é a prática corriqueira da corrupção, que desvia recursos do governo em benefício próprio ou de terceiros, quando deveriam ser aplicados integralmente em benefício de toda a comunidade.
Semelhante revolta se dá com a impunidade reinante hoje no nosso país, com punições brandas a criminosos de todos os tipos. O que se vê são crimes brutais cometidos contra pessoas indefesas, mesmo sem reação nenhuma por parte delas. A não punição severa dos criminosos, devidos em parte à legislação brasileira que possibilita aos bandidos vários artifícios de diminuição das penas, causa um estado de insegurança terrível no conjunto da sociedade, que se vê acuada e presa em casa, enquanto a bandidagem tem trânsito livre. A violência parece estar aumentando, ou pelo menos a sensação de insegurança torna-se mais intensa. A proliferação das drogas, principalmente o abominado crack, destrói a vida dos dependentes como também das suas pobres famílias, agravando ainda mais os números da violência.
Outro aspecto que causa protestos é a grande quantidade de impostos que se paga hoje no Brasil, gerando arrecadação exorbitante e que precisa ser melhor empregada pelos vários níveis da administração brasileira. As condições de atendimento à saúde da população também merecem críticas e precisam ser melhoradas, assim como a qualidade da educação básica.
Como vivemos em um estado democrático de direito, nada mais comum e justo, portanto, que todos possam ter a liberdade de se expressar e protestar contra tudo isso exposto acima ou sobre qualquer outro assunto que se queira manifestar. E é muito elogiável que depois de tanto tempo recebendo críticas sobre a sua inércia política, os nossos jovens tenham se motivado a sair às ruas para expressar a sua indignação e revolta contra os desmandos políticos e sociais atuais no país. E o que é melhor, copiando as ações do grande Mahatma Gandhi, ao fazer as suas manifestações de maneira pacífica. Isso a maioria, pois uma pequena, mas contundente, parcela dos manifestantes, formada por verdadeiros bandidos, marginais, vândalos e vagabundos, se aproveitaram da situação, extravasaram a sua mente insana e os seus instintos radicais para promover a desordem, a violência e a barbárie na destruição do patrimônio público. A esses idiotas, que procuram se esconder detrás de máscaras, sem coragem de se mostrar, apenas e tão somente o rigor da lei e a repressão dura e firme da polícia. Que sejam punidos exemplarmente e que sejam responsáveis por restituir ao país os danos causados às instalações públicas e privadas por eles destruídas.
De acordo com Gandhi, "Um homem não pode fazer o certo em uma área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível". Isso é para alertar muitos manifestantes por aí que bradam aos céus palavras de ordem contra tudo e contra todos, apontam erros em todas as outras pessoas, mas não se olham no espelho e nem conferem as suas atitudes no cotidiano. Gritam contra a corrupção, mas subornam o guarda na estrada. Defendem publicamente o direito das minorias, mas se apossam dos lugares reservados aos idosos nos ônibus e estacionam nas suas poucas vagas marcadas nas ruas. Pedem honestidade total, mas surrupiam coisas dos outros, sonegam impostos, enganam os seus clientes e não devolvem dinheiro recebido a mais em transações financeiras. Exigem idoneidade dos políticos, mas apoiam compra de votos, perseguições políticas e usam o seu voto para conquistar benesses pessoais. Propagam veementemente a obediência às leis e às regras, mas furam a fila, burlam os regulamentos e utilizam frequentemente o famoso "jeitinho brasileiro" para levar vantagem em qualquer situação. Antes de tentar mudar o mundo, que tal começar por nós mesmos? Uma autocrítica é fundamental neste momento de possibilidade de novos rumos na nossa história política e social, quando poderemos presenciar uma reviravolta fundamental no futuro da nossa tão bela nação.
A propósito, o que você tem feito pela sua cidade, pela sua comunidade, pelo seu país? Como disse John Fitzgerald Kennedy, no seu discurso de posse como 35° presidente dos Estados Unidos da América: "Não pergunte o que seu país pode fazer por você, pergunte o que você pode fazer por seu país!" Fica a pergunta e a esperança de que novos tempos virão, com liberdade total, mas com a responsabilidade correspondente. E viva a democracia!
Um grande abraço espinosense.

737 - A gigantesca arte de Eduardo Kobra

Eduardo Kobra é um destaque exponencial da arte urbana estampada nos muros e fachadas pela cidade de São Paulo, como pode-se perceber no projeto "Muros da Memória", que transforma a cinzenta e caótica paisagem urbana, reavivando a memória coletiva dos paulistanos com cenas de um passado um tanto distante. Mas o seu grande talento não fica somente por aí. O artista realizou na Praça Patriarca, no centro de São Paulo, a primeira pintura em 3D sobre pavimento no Brasil e o mais recente projeto do artista, chamado “Green Pincel”, que visa combater e denunciar artisticamente os vários tipos de agressões do homem à natureza e ao meio ambiente, ganha projeção mundial.
Nascido na cidade de São Paulo em 1976, no Bairro do Campo Limpo, onde começou ainda jovem a pichar paredes, só a partir de 1987 é que o artista começou os seus primeiros trabalhos com a arte de grafite. Aprendeu a desenhar sozinho e passou a se dedicar aos murais pintados nos muros da cidade em 2005, quando iniciou o projeto "Muros da Memória", onde faz releituras de imagens antigas contendo cenas do cotidiano das pessoas nas ruas da cidade. É a chamada "Street Art" ou "Arte das Ruas", uma forma de democratizar a arte.
Kobra tem como influências básicas o pintor mexicano Diego Rivera e o nosso Cândido Portinari. Nesta sua trajetória de pichação, grafite e atualmente muralismo, em 1995, ele fundou o Studio Kobra, onde comanda uma equipe especializada em pintura de painéis artísticos. Ele trabalha tanto na rua, pintando muros e painéis, como também é bastante requisitado para decorações artísticas de bares e restaurantes. E não fica só nisso, pois ele também tem murais pintados nos Estados Unidos, nas cidades de Miami, Los Angeles e Nova York. E a lista de cidades pelo mundo a receber os seus trabalhos não para de crescer, tamanha a projeção por ele alcançada e a repercussão do seu talento. É, o cara é cobra mesmo! Vejam as imagens.
Fonte: eduardokobra.com
Um grande abraço espinosense.















segunda-feira, 17 de junho de 2013

736 - Um passeio de terno e gravata no rio

Publico mais uma fotografia bem antiga, de autoria do saudoso fotógrafo e comerciante Crispim Vieira, gentilmente cedida a mim por Geraldo Roberto Vieira Cruz, o Tim de Disson. Na imagem capturada em meio às pedras de um rio, que tudo indica se tratar do Rio Verde Pequeno, talvez no Poço Félix, uma dúzia de jovens e adultos muito bem vestidos parecem ter saído de alguma festa nas proximidades, já que nenhum deles está em traje de banho.
A pose, pelo inusitado da situação, é bastante interessante e atrai a curiosidade da gente sobre o que realmente eles estariam fazendo ali. Coisas de Espinosa!
Um grande abraço espinosense.

735 - Discos da Minha Vida: "Beleza", de Raimundo Fagner

"Beleza", o nome não poderia ser tão apropriado para um disco memorável. Alguns críticos dizem se tratar do trabalho em que Fagner não canta, mas apenas grita. Pouco me importa a opinião deles, pois eu realmente adoro esse disco.
Gravado entre agosto e setembro de 1979 no Estúdio Level, no Rio de Janeiro, e lançado em novembro do mesmo ano, o sexto álbum solo da carreira de Raimundo Fagner foi dedicado à sua irmã Elizete, que havia falecido em um acidente de automóvel em março. Naquele ano, Fagner estava em significativa evidência no cenário musical brasileiro. Duas músicas gravadas por ele haviam sido temas de novelas. Em 1975, a canção "Beco dos Baleiros", de Petrúcio Maia e Brandão, fez parte da trilha sonora da novela "Ovelha Negra" da Rede Tupi. Em 1979, a música "Revelação", de Clodô e Clésio, foi incluída na novela "Cara a Cara" da TV Bandeirantes. Então, do álbum recém lançado, mais uma música gravada por ele, "Noturno", iria fazer enorme sucesso, em parte à sua escolha para ser o tema de abertura da novela da TV Globo, "Coração Alado". 
O disco "Beleza" contém oito canções, entre elas "Elizete", em homenagem à sua irmã. Grandes nomes da música participaram do trabalho, entre eles João Donato, que fez os arranjos, e Édson Maciel (trombone), Maurício Einhorn (harmônica), Nivaldo Ornellas (sax) e Dominguinhos (acordeon). Também tocam no disco: Manassés, Rubão Sabino, Zé Roberto, Robertinho de Recife, Paulinho Braga, Franklin, Chico Batera, José Alves, Aizik Meillach, Alceu Reis, Nélson Macedo, Petrúcio Maia, Luiz Alves, Arlindo Penteado, Dino, Candinho, Ife e Rubinho.
São essas as oito canções, sendo Beleza e Frenesi as minhas preferidas:
  1. Noturno (Graco/Caio Sílvio)
  2. Frenesi (Fausto Nilo/Petrúcio Maia/Ferreirinha)
  3. Asas (Raimundo Fagner/Abel Silva)
  4. Beleza (Raimundo Fagner/Brandão)
  5. Ave Coração (Clodô/Zeca Bahia)
  6. Quer Dizer (Raimundo Fagner)
  7. Mulher (Raimundo Fagner/Capinan)
  8. Elizete (Raimundo Fagner
Um grande abraço espinosense.



734 - Mais uma edição do Torneio Society da AABB MOC, que este ano homenageia Walter José Pereira

Neste domingo de manhã, dezenas de aficionados do futebol society se encontraram nos campos da Associação Atlética Banco do Brasil de Montes Claros para  participar de mais uma edição do Torneio Interno do clube abebeano, competição realizada anualmente e que conta com a participação de dezenas de animados peladeiros, das mais diferentes idades.
Como sempre acontece, o nome do torneio presta homenagem a um peladeiro do clube. Neste ano de 2013, o escolhido foi o peladeiro Walter José Pereira, tratado carinhosamente pelos colegas com o apelido de Walter Cabeção.
O torneio terá a participação de 7 equipes na categoria Adulto e outras 6 na categoria Master. Na categoria Adulto: ADN, Centro Odontológico, Gêniu´s Uniformes, Haras Pacuí, Jac´s Fast Food, O Boticário e Quero Pizza. Na categoria Master: Astral, Centro Odontológico, Donna Bela Uniformes, Haras Pacuí, Jac´s Forneria e O Boticário.
O Torneio Início aconteceu na manhã deste domingo, dia 16 de junho. 
Na categoria Master, a equipe do Centro Odontológico se sagrou campeã ao derrotar por 2 x 0 a equipe d´O Boticário na partida final. Confira os resultados:
O Boticário 2  x  1  Astral
Donna Bela 0  x  0  Jac´s Forneria (Donna Bela venceu nos pênaltis)
Centro Odontológico 0  x  0 Haras Pacuí (Haras Pacuí venceu nos pênaltis)
Semifinal: O Boticário 2  x  0 Donna Bela Uniformes
Semifinal: Centro Odontológico 1  x  0 Haras Pacuí
Final: O Boticário 0  x  2 Centro Odontológico

Na categoria Adulto, a equipe da Gêniu´s Uniformes conquistou o troféu de campeão depois de vencer por 2 x 0 a equipe da ADN na final. Confira os resultados:
O Boticário 0  x  1 Gêniu´s Uniformes
Haras Pacuí 0  x  2 ADN
Quero Pizza 1  x  0 Jac´s Fast Food
Semifinal: Gêniu´s Uniformes 1  x  0 Centro Odontológico
Semifinal: ADN 1  x  0 Quero Pizza
Final: Gêniu´s Uniformes 2  x  0 ADN

Um grande abraço espinosense.