Espinosa, meu éden

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domingo, 12 de julho de 2026

4108 - Restam apenas quatro

Uau, como passa rápido uma Copa do Mundo! Já estamos perto do fim da 23ª edição. Das 48 seleções que iniciaram a competição, 44 já deram adeus, restam apenas quatro. Das 104 partidas, restam apenas quatro a serem realizadas para que saibamos qual é a melhor seleção do mundo.
Finalizadas as quartas de final, estes são os grandes vitoriosos que permanecem vivos até o momento: Argentina, Espanha, França e Inglaterra, três europeus e um sul-americano em busca da tão cobiçada taça de Campeão. A Argentina busca o Tetra (1978, 1986, 2022). A França tenta o Tri (1998, 2018). A Inglaterra (1966) e a Espanha (2010) correm atrás da segunda conquista.



Na primeira partida das quartas de final, realizada em Boston na quinta-feira, 9 de julho, enfrentaram-se França e Marrocos. E ao contrário do que muitos esperavam, não foi tão complicada a vitória da grande favorita ao título de Campeã da Copa, a França. No primeiro tempo o time do Marrocos praticamente só se defendeu, fechado na marcação, sem levar perigo ao goleiro Mike Maignan. Logo aos 4 minutos de jogo, o goleiro marroquino Bono fez boa defesa em cabeçada de Dayot Upamecano. Antes, aos 3 minutos, Mbappé já havia arriscado um chute de fora da área, com Bono tocando na bola para a linha de fundo. Aos 24 minutos, em um contra-ataque rapidíssimo, Kylian Mbappé foi derrubado dentro da área pelo zagueiro Noussair Mazraoui. Pênalti indiscutível marcado com ajuda demorada do VAR. Mbappé perdeu a chance de inaugurar o placar, chutando fraco e rasteiro para defesa de Bono no seu canto esquerdo. Aos 34, Désiré Doué recuperou a bola, avançou entre vários marcadores e chutou fraco para arrojada defesa de Bono. Já nos acréscimos, o lateral-esquerdo Lucas Digne acertou um chutaço de canhota no travessão de Bono. Terminado o primeiro tempo, a França voltou com sua tradicional troca de passes em busca de espaço para finalizar. E conseguiu nos minutos iniciais uma chance com Doué, chutando para defesa de Bono, e Mbappé, que impedido chutou por cima do gol. Aos 14 minutos, uma bola sobrou para o craque Mbappé dominar e bater com precisão no canto esquerdo de Bono para marcar o primeiro gol da partida, o seu oitavo nesta edição e o seu 20º na História das Copas. Golaço, indefensável. Aos 20 minutos, mais um gol francês, desta vez de Ousmane Dembélé, tocando de perna direita no canto esquerdo do goleiro marroquino. A Seleção de Marrocos tentou uma reação, mas pouco produtiva. Só levou perigo ao gol francês aos 37 minutos, em um chute forte de fora da área de Azzedine Ounahi, defendido por Maignan. A França ainda tentou ampliar o placar com Michael Olise, aos 40, com Bradley Barcola, aos 42, e com Jean-Philippe Mateta, aos 45 minutos, mas o terceiro gol não veio. O time do treinador Mohamed Ouahbi ainda tentou uma finalização do meio de campo, mas a derrota estava sacramentada, com a França vencendo facilmente, sem sofrer sustos. Marrocos foi eliminado da Copa e perdeu uma invencibilidade de 34 jogos, mas sai de cabeça erguida, com elogiada participação.



Na segunda partida, realizada em Los Angeles na sexta-feira, 10 de julho, enfrentaram-se Espanha e Bélgica. A Espanha, com seu tradicional jeito de jogar trocando muitos passes e mantendo a posse de bola, dominou completamente a partida, mas sofrendo para furar a defesa belga. Aos 20, Lamine Yamal chutou para fora. Fabián Ruiz marcou o primeiro gol da partida aos 29 minutos, depois de boa troca de passes na área e defesa parcial de Thibaut Courtois. Yamal cobrou falta para ótima defesa de Courtois aos 34. Aos 39, o menino de novo, assustando o goleiro adversário, driblando e chutando rente à trave esquerda. Tudo sinalizava para uma vitória tranquila. Mas não foi o que aconteceu. Na única chance na primeira etapa, a Bélgica conseguiu empatar, com o artilheiro De Ketelaere, de cabeça aos 40 minutos. Jogo empatado e primeiro tempo encerrado.
Na segunda etapa a Espanha continuou dominando a partida. Aos 15 minutos, mais uma vez Yamal levando perigo ao gol de Courtois, que defendeu bem o chute do endiabrado garoto. Kevin De Bruyne chutou para tranquila defesa de Unai Simón aos 16 minutos. Instantaneamente, a Espanha revidou, com Yalmal fazendo linda jogada e tocando para finalização de Mikel Oyarzabal e defesa de Courtois. O goleiro belga deixou o campo lesionado, dando lugar a Senne Lammens. E o goleiro iria rebater a bola que decidiu a partida, após chute de Pau Cubarsí de fora da área. Merino, o iluminado atacante que havia acabado de entrar em campo, pegou o rebote e tocou para o fundo do gol decretando a suada vitória espanhola. A Espanha vai enfrentar a França em jogo que promete ser espetacular.



Na terceira partida, realizada em Miami no sábado, 11 de julho, enfrentaram-se Inglaterra e Noruega. Em jogo bastante disputado, a Inglaterra mantinha a posse de bola e trocava passes enquanto a Noruega se fechava na defesa, esperando uma chance de contra-ataque. A Noruega surpreendeu aos 35 minutos, com um belo gol de Andreas Schjelderup. Nos acréscimos, Jude Bellingham recebeu passe da esquerda, venceu os zagueiros e bateu rasteiro de perna canhota para empatar o jogo. Harry Kane marcou o segundo gol logo em seguida, mas foi anulado pelo árbitro por impedimento. No início do segundo tempo, aos 9 minutos, a Noruega marcou um gol, também anulado por falta cometida. Jogo tenso, nervoso, e prorrogação à vista. Logo aos 2 minutos do tempo extra, brilhou novamente o craque Jude Bellingham, marcando seu segundo gol na partida e colocando a Inglaterra na frente do placar. Depois de forte chute de Morgan Rogers e rebote do goleiro Ørjan Nyland, Bellingham tocou para as redes. Aos 8, pênalti marcado para a Inglaterra, após falta sobre Djed Spence. Após revisão pelo VAR, a penalidade foi anulada. A Noruega tentava mais um gol para levar a partida para os pênaltis, mas mesmo com todo o empenho, não aconteceu. A Inglaterra está na semifinal para enfrentar a Argentina.



Na quarta e derradeira partida das quartas, realizada em Kansas City também no sábado, 11 de julho, enfrentaram-se Argentina e Suíça. E que jogo sofrido para a Argentina! A competitiva equipe suíça começou marcado forte e encurralando a Argentina em seu campo, sem deixar espaços para que Messi e seus companheiros criassem jogadas. Em um ataque argentino, em cobrança de escanteio de Messi, Alexis Mac Allister subiu alto e cabeceou para o fundo das redes de Gregor Kobel, inaugurando o placar. Aos 15 minutos, Djibril Sow chutou com perigo para segura defesa de Dibu Martínez. O goleiro argentino apareceria novamente aos 31 minutos, fazendo ótima defesa e impedindo o empate da Suíça com Breel Embolo. O atacante suíço, que se tornaria um destaque do jogo como veremos adiante, levou cartão amarelo aos 45 minutos por falta dura sobre Leandro Paredes. 
No 100º jogo da 23ª edição da Copa do Mundo, a Suíça continuou a dominar a partida no segundo tempo, pressionando forte a equipe argentina, criando uma ótima chance de marcar, evitada pelo zagueiro Lisandro Martínez, logo aos 4 minutos. Criou chance aos 14 minutos, em cabeçada de Ebolo; aos 19, em cabeçada de Dan Ndoye; e aos 20, com chute forte de fora da área de Granit Xhaka, todas neutralizadas por Dibu Martínez. No minuto seguinte, finalmente o empate. Depois de bela tabela pela esquerda, Ndoye tocou forte entre as pernas de Dibu Martínez e fez o gol suíço. Logo em seguida aconteceu o lance que influenciou imensamente no resultado do jogo. De forma infantil, o atacante Embolo, que já tinha recebido amarelo, simulou uma falta em lance com Paredes e, advertido pelo VAR, o árbitro o "amarelou" mais uma vez e lhe deu cartão vermelho, tirando-o de campo e prejudicando demais a equipe suíça que vinha jogando melhor e dominando a partida. A Argentina então foi para cima da Suíça tentando decidir o jogo no tempo normal. Messi quase marcou aos 40 minutos, depois de receber ótimo lançamento na área. O goleiro defendeu. A Argentina ainda criou três bons lances, uma cabeçada para fora de Mac Allister, um chute de perna direita de Messi que passou rente à trave esquerda e um belo voleio de Lisandro Martínez defendido por Kobel. O drama argentino se repetiu com a ida à prorrogação. 



No tempo extra, Thiago Almada chutou forte, rente à trave direita. Messi colocou Kobel para trabalhar, chutando forte para defesa do goleiro. A tensão aumentava com a forte marcação suíça e a dificuldade de a Argentina conseguir furar o forte bloqueio da defesa. Quando a retranca suíça parecia inexpugnável, eis que aos 6 minutos do segundo tempo extra brilhou a estrela do jovem Julián Álvarez, que acertou um chute perfeito de perna direita no ângulo esquerdo do goleiro Kobel, sem a mínima chance de defesa. Golaço! A Argentina teve mais uma chance com Messi, chutando no corpo do zagueiro. Já no finalzinho, em rápido contra-ataque, a Argentina fez mais um gol, com Lautaro Martínez, acabando definitivamente com o sufoco. A Campeã Argentina vai pegar a Inglaterra na semifinal.

  

Agora, nas semifinais, é a hora de ganhar e conquistar a chance de entrar em campo na grande final para disputar na última partida o título de Campeão do Mundo. O ápice da competição, o topo do mundo. Promessa de emoções eletrizantes na Copa 2026 que infelizmente está acabando.
Um grande abraço espinosense. 

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