Os times mineiros estrearam há pouco nesta temporada nas competições continentais. E o desempenho não é o esperado pelas exigentes torcidas de Atlético e Cruzeiro.
Na Copa Libertadores da América, o time celeste agora treinado pelo excelente técnico português Artur Jorge entusiasmou a torcida ao vencer na estreia fora de casa o Barcelona de Guayaquil (Equador) por 1 x 0, gol de Matheus Pereira. Retornando à disputa da Libertadores após seis anos de ausência, o Cruzeiro demonstrou resiliência para suportar um jogo truncado e sem espaço para qualidade técnica, saindo vencedor pelo placar mínimo, porém com três importantíssimos pontos conquistados. Já no segundo compromisso, diante da sua torcida no Mineirão, a atuação foi melhor, mas o resultado foi desolador, derrota de 2 x 1 para o Universidad Católica (Chile), com um gol tomado no finalzinho do segundo tempo, já nos acréscimos. Um banho de água gelada para a torcida que acreditava demais em outra vitória na competição mais importante do continente. O próximo jogo pela Libertadores será contra o Boca Juniors (Argentina) no Mineirão, no dia 28 de abril.
O Cruzeiro também passa por dificuldades no Campeonato Brasileiro, onde, até a 11ª rodada, o clube está na zona de rebaixamento, na 17ª colocação na tabela de classificação, com apenas 2 vitórias em 11 jogos. Por conta deste cenário de dificuldades, a torcida escolheu como culpado o goleiro Matheus Cunha, substituto do lesionado Cássio, coitado, que não merece ser tão massacrado como vem sendo, por não ter falhado em nenhum dos gols que o time levou. Se ele não é um fenômeno debaixo das traves, não levou nenhum frango até agora que mereça tanta crítica. Acho que a torcida cruzeirense está pegando pesado demais com o atleta. Tenho certeza que o competente Artur Jorge ainda vai conseguir ajustar o time do Cruzeiro, que possui um elenco de alta qualidade, e estará em breve apresentando um futebol coeso e competitivo que deixará a torcida alegre e esperançosa. Acho que o título do Brasileirão já era, mas Libertadores e Copa do Brasil ainda podem ser sonhos da equipe da Toca da Raposa. Aguardemos os acontecimentos.
Na Copa Sul-Americana, o time alvinegro começou de forma desastrosa, perdendo logo na estreia para o Puerto Cabello por 2 x 1 lá na Venezuela. Com um time misto, o Atlético não demonstrou talento, força nem competitividade, sendo derrotado de forma irremediável. Na segunda partida, já em casa na Arena MRV, contra o Juventud (Uruguai), o time pouco criou, irritando por demais a torcida, e só sacramentou a vitória no final do jogo, aos 44 minutos do segundo tempo, com um bonito gol do centroavante Cassierra. Bernard havia feito o primeiro gol. Que sufoco! É incrível como o time do Atlético não se acerta, mesmo com a troca constante de treinadores. É um mistério como um elenco razoável de jogadores não consegue se estruturar para formar pelo menos um time competitivo. A torcida bipolar do Galo acreditou que, com a instalação da SAF, seriam investidos milhões em contratações de jogadores de alto nível e se frustrou com a realidade da contratação de atletas medianos e jovens promessas como Natanael, Victor Hugo, Cissé e Tomás Pérez, ainda em formação. São bons jogadores, mas longe de serem craques consagrados. A verdade é que nenhum treinador, até mesmo o Pep Guardiola, dará jeito nesse time, pois há um mistério no clube que ninguém consegue decifrar, o de como bons jogadores simplesmente não conseguem render o que podem. Até o astro e craque Hulk anda apagado, abandonado pela sorte, sem conseguir repetir as belas atuações que tantas alegrias já nos deu. E a direção do clube já deveria estar procurando um substituto à altura para o maior ídolo da Massa, pois certamente este será o último ano do craque com a nossa sagrada camisa. Depois de Ronaldinho Gaúcho e Hulk, será difícil a diretoria conseguir trazer alguém com a mesma qualidade, eficiência e carisma para preencher o vazio que virá em breve.
No Brasileirão, o Galo segue claudicante, alternando boas e más atuações, em uma gangorra de altos e baixos que desagrada e mata a torcida de raiva, sobretudo os corneteiros. Após 11 rodadas, o time aparece na 8ª posição na tabela de classificação, com 14 pontos e quatro vitórias. O novo treinador Eduardo Domínguez é qualificado, mas terá pouco tempo para tentar implantar sua filosofia de jogo e conseguir incutir na cabeça dos atletas o que pensa sobre futebol. E o tempo não para. E é curto. Domingo terá jogo pelo Brasileirão, lá em Curitiba contra o Coritiba e já na quinta-feira começa a disputa da Copa do Brasil contra o Ceará, em casa, na Arena MRV. Não há mais jogo fácil, toda partida é uma pedreira, e se o time não melhorar, iremos passar mais um ano sem título e, pior, lutando contra o rebaixamento. Mas eu, como otimista atleticano, espero e acredito em dias melhores. Vamos aguardar os acontecimentos.
Um grande abraço espinosense.
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