Espinosa, meu éden

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quinta-feira, 14 de maio de 2026

4057 - Ei, Galo, quer matar a gente do coração?

Noite de quarta-feira, Atlético e Ceará se enfrentaram pela quinta fase da Copa do Brasil. Ou melhor, Ceará e Atlético, já que a partida foi realizada na Arena Castelão, na bela Fortaleza do maravilhoso Nordeste Brasileiro. Após ter vencido a primeira partida do mata-mata por 2 x 1 na Arena MRV, bastava ao Atlético um empate para seguir adiante na competição nacional passando para as oitavas de final. Moleza, não é? Que nada! Nunca existe moleza para o Galo! A História mostra que passa ano, entra ano, o Atlético jamais aprende a jogar com um jogador a mais em campo, como na desastrosa final da Copa Libertadores da América contra o Botafogo em 2024, ou pior ainda com um jogador a menos, como aconteceu ontem. É inacreditável, mas precisando apenas de um empate para sacramentar a classificação para as oitavas, o Atlético, mesmo jogando com três zagueiros, Iván Román, Lyanco e Vítor Hugo, conseguiu a façanha de levar uma bola nas costas da defesa com os dois volantes, Mamady Cissé e Tomás Pérez, correndo desesperadamente atrás do atacante adversário Fernandinho. E, ainda inexperiente, o jovem Cissé fez a falta que resultou na marcação do pênalti e na sua expulsão de campo pelo árbitro Matheus Delgado Candançan com apenas 3 minutos de jogo. O ex-atleticano Alex Silva bateu com precisão e colocou o Ceará à frente do placar. A famosa "Lei do Ex" em ação. Aí começou mais um drama na vida da apaixonada e resiliente Massa Atleticana.



Logo no início da partida foi pro beleléu a estratégia montada pelo treinador Eduardo Domínguez. O Ceará, que necessitava da vitória simples para levar a decisão da vaga para os pênaltis, precisava de uma diferença mínima de dois gols para seguir direto para a próxima fase sem precisar da disputa sempre perigosa e imprevisível das penalidades máximas. E o segundo gol saiu logo em seguida, aos 22 minutos, em mais uma lambança da perdida e desorientada defesa atleticana. Os dois zagueiros foram facilmente driblados, o Renan Lodi tentou afastar a bola chutada por Fernandinho e acabou metendo a bola nas costas de Everson contra seu próprio gol. Ceará 2 x 0 e o resultado que lhe interessava para garantir sua ida às oitavas. Aos 17 minutos o Ceará já havia marcado um belo gol, com Melk, mas foi anulado por falta de Fernandinho sobre o goleiro Everson. Correta decisão do VAR.
Vendo a vaca ir pro brejo, o técnico Eduardo Domínguez tirou um dos zagueiros, o Iván Román, e colocou o lateral-direito Natanael no time. Tomás Cuello também entrou em campo substituindo o Reinier. Era uma tentativa do treinador em tornar o time mais organizado, equilibrado e rápido para suportar a pressão cearense e sonhar com um quase impossível empate ou virada. Sucesso em parte! Terminou o primeiro tempo sem que o time levasse mais gols, apesar da fortíssima pressão do Ceará.
Ainda no intervalo, o treinador atleticano substituiu Alan Minda por Alexsander e tirou de campo o "amarelado" e em noite infeliz Renan Lodi, apostando no futebol do jovem lateral-esquerdo Kauã Pascini, que se tornaria um dos heróis atleticanos da incrível jornada. Sob marcação cerrada, Lyanco quase entregou a rapadura mais uma vez, fazendo falta e recebendo cartão amarelo. E o Ceará continuava apertando o Galo e o Everson salvando a Pátria Alvinegra com defesas sensacionais. Aos 32 minutos, Eduardo Domínguez vai para o tudo ou nada, trocando um volante, Tomás Pérez, por um atacante, o jovem Cauã Soares, montes-clarense filho de Dandão. Somente aos 41 minutos do segundo tempo, o Atlético conseguiu uma finalização a gol, com Mateo Cassierra chutando por cima do gol de Bruno Ferreira. Aos 45 minutos, o milagre! Depois de jogada envolvendo Vítor Hugo, Alexsander e Cassierra, o lateral-esquerdo Kauã Pascini se livrou habilmente do marcador e chutou forte para balançar as redes do Vozão e diminuir o placar, 1 x 2. Ufa, naquele momento pelo menos uma chance de classificação na disputa de pênaltis, após uma atuação pífia e desalentadora da equipe atleticana.



Na sempre imprevisível disputa de penalidades, a redenção do Galo. Alexsander bateu para a defesa do goleiro Bruno Ferreira, mas Cassierra, Cuello, Lyanco e o grande herói Everson converteram suas cobranças, garantindo a suada e milagrosa classificação atleticana para as oitavas de final da Copa do Brasil 2026. O Everson se consagrou mais uma vez como goleiro pegador de pênaltis, defendendo as cobranças de Fernando e Rafael Ramos. O goleiro há muito tempo vem se destacando no elenco atleticano, sendo fundamental e decisivo especialmente em decisões importantes em que sua qualidade nas defesas e cobranças de penalidades máximas se torna cristalina. Curiosamente, a quantidade de pênaltis defendidos alcançou o número que usa na camisa, 22.
Nos últimos tempos, com atuações medíocres e vergonhosas, o time do Galo vem irritando a torcida. Troca-se treinador em profusão, mas o time não engrena, não consegue um padrão de jogo que o torne competitivo e eficiente. Até consegue algumas poucas atuações brilhantes e convincentes, como a bela vitória contra o arquirrival no Campeonato Brasileiro, mas no geral o desempenho é claudicante e desanimador. O time parece um amontoado de peladeiros meia-boca recém apresentados, sem qualquer entrosamento. Tá feia a coisa na Cidade do Galo!



A coisa está tão degringolada que estou torcendo para que o time seja logo eliminado nas Copas, Sul-Americana e do Brasil, para que o foco único e central seja na luta contra o rebaixamento e na busca de uma vaga na Sul-Americana ou até, quem sabe, na Libertadores, na disputa do Campeonato Brasileiro. E que no ano que vem, 2027, os homens ricos e poderosos da SAF realizem uma reformulação quase total no elenco, liberando alguns jogadores que não mais conseguem alto desempenho e trazendo peças de boa qualidade para a formação de uma equipe coesa, competente, equilibrada e competitiva. E ainda há o desafio para contratar alguém de qualidade superior para substituir o nosso grande ídolo Hulk. Alô, Menins! O Kylian Mbappé e o Federico Valverde estão com problemas no Real Madrid. Que tal abrir o bolso como faz o Pedrinho BH Lourenço? Sonhar é preciso. Para quem conseguiu trazer o Bruxo Ronaldinho Gaúcho, nada é impossível. Eu acredito!
Um grande abraço espinosense.    

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