Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

sábado, 29 de outubro de 2016

1612 - Olha a galera da arquibancada improvisada do Caldeirão!

O tempo passa. E muito rápido! Quando a gente se defronta com a imagem registrada em uma velha fotografia é que começamos a pensar quão rapidamente o tempo está passando. 
Pesquisando dia desses no meu arquivo pessoal de imagens, deparei-me com esta fotografia tirada em um domingo de manhã de um dia incerto, em que houve uma partida de futebol no Estádio Caldeirão em Espinosa. Imagino que deva ter sido um jogo do nosso grande adversário de então, na categoria Master, o Bola de Ouro. Nela estou eu e mais um tanto de amigos, alguns ainda na época da adolescência, casos de Zé Maria, Rogério Castro (filho de Fonso) e Thiago Rodrigues (filho de Rubens). Alguns eu não consegui identificar. Outro eu até identifiquei, mas não me lembro do seu nome. Desculpem-me, mas é o peso da idade. Se souberem quem são, ajudem-me a nominá-los.
Os que eu consegui identificar são, em pé: Marcos Mecânico, Chiquinha, Fonso, Zinho (com gesso no braço), um senhor não identificado, Zé Maria, Toninho Vieira, esse eu esqueci o nome, Paulinho Fotógrafo, um garotinho desconhecido e Célio. Sentados estão Beto de Horácio, Rubens (com o boné encobrindo o rosto), eu, Thiago Rodrigues, Rogério Castro (pendurado na tela), Gera Neves e Alair da Casa das Novidades.
Bons tempos em que íamos ao estádio da cidade acompanhar os jogos de futebol pela manhã. Melhor ainda saber que as velhas amizades ainda permanecem sólidas. Quanta saudade, moçada!
Um grande abraço espinosense.


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

1611 - Elis Regina na tela do cinema

Não vejo a hora de estar diante da tela grande e acompanhar com o maior entusiasmo e prazer a trajetória da melhor cantora de todos os tempos do nosso Brasil. Isso deve acontecer a partir do dia 24 de novembro, quando deverá estrear em todo o país a cinebiografia de Elis Regina Carvalho Costa, com direção de Hugo Prata e a presença no elenco de Caco Ciocler, Lúcio Mauro Filho, Gustavo Machado e Júlio Andrade. A atriz Andréia Horta tem a imensa responsabilidade de interpretar Elis. 
A cinebiografia pretende apresentar ao público brasileiro toda a agitada trajetória pessoal e profissional da cantora gaúcha, desde as primeiras apresentações no rádio durante a adolescência, até sua saída de cena precoce aos 36 anos, em 19 de janeiro de 1982. Serão mostrados na película os dramas e alegrias da vida da Pimentinha, seus conturbados relacionamentos amorosos, a atuação firme e amorosa como mãe dos filhos Maria Rita, João Marcelo Bôscoli e Pedro Camargo Mariano e, claro, sua carreira artística de imenso sucesso.  
Na 44ª edição do Festival de Gramado, o filme conquistou três prêmios: o de Melhor Atriz para Andréia Horta, o de Melhor Montagem e o de Melhor Filme segundo o júri popular.  
A ansiedade é muito grande, pois sou um admirador intenso da Pimentinha, desde que a descobri cantando em um especial de música na TV (veja vídeo abaixo). A sua interpretação estupenda e emocionante de "Atrás da Porta", do incomparável Chico Buarque, sentada em um banquinho no palco, fez-me imediatamente eriçar os cabelos e me deixar apaixonar perdidamente pelo seu incrível talento.
Elis é única! Ela sabia como ninguém juntar a técnica impecável à emoção genuína, emanada das suas mais profundas entranhas, para fazer a comoção brotar nos corações mais sensíveis ou não.
Um grande abraço espinosense.




Elenco:
Andréia Horta (Elis Regina)
Gustavo Machado (Ronaldo Boscôli)
Caco Ciocler (César Camargo Mariano)
Lúcio Mauro Filho (Miéle)
Júlio Andrade (Lennie Dale)
Zé Carlos Machado (Romeu)
Rodrigo Pandolfo (Nelson Motta)
Ícaro Silva (Jair Rodrigues)
Cesar Troncoso (Marcos Lázaro)
Isabel Wilker (Nara Leão)
Eucir de Souza (Samuel)

Direção: Hugo Prata
Roteiro: Luiz Bolognesi, Hugo Prata e Vera Egito
Produtor: Fabio Zavala
Produção Executiva: Antonio Irivan
Direção de Fotografia: Adrian Teijido
Direção de Arte: Fred Pinto
Figurino: Cristina Camargo
Maquiagem: Anna Van Steen

Coprodução: Bravura Cinematográfica, Academia de Filmes e Globo Filmes
Distribuição: Downtown Filmes




domingo, 23 de outubro de 2016

1610 - Mulheres, tenham orgulho de si mesmas!

Não é de hoje que as mulheres sofrem uma pressão enorme para se adequarem ao conceito físico ideal imposto pela mídia e pela ditadura mundial da indústria da moda, que exigem corpo perfeito, curvas longilíneas e beleza em tempo integral. 
Um comercial da Special K dá um alento a todas as mulheres do mundo, incentivando-as a terem orgulho do seu corpo. Conforme a mensagem do vídeo, de cada 10 mulheres, 7 delas em algum momento não gostam da própria silhueta, gerando um sentimento de ódio de si mesmas. A empresa, através do vídeo, encoraja as mulheres a aceitarem seus corpos como eles são realmente, com todas as suas imperfeições, passando a ter, não vergonha, mas orgulho deles.  
Vale o recado direto às mulheres. Se os seus parceiros realmente as amam, não serão as imperfeições ou as medidas ou pesos dos seus corpos que irão influenciar em alguma coisa. Tenham amor e respeito por si mesmas e aceitem-se como verdadeiramente são e a felicidade estará presente.
Um grande abraço espinosense.


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

1609 - Agora é só entre gaúchos e mineiros

O futebol é mesmo surpreendente. Nas partidas disputadas ontem pelas quartas de finais da Copa do Brasil, times considerados favoritos, em função do melhor desempenho apresentado no Campeonato Brasileiro, ficaram pelo caminho, eliminados por outros em pior situação na tabela de classificação. 
Assim aconteceu com o Palmeiras, líder absoluto do Brasileirão, com 64 pontos ganhos e uma boa distância do segundo colocado Flamengo (4 pontos) e do terceiro colocado Atlético (8 pontos), que sucumbiu para o Grêmio de Foot-Ball Porto Alegrense, com derrota na primeira partida jogada no Sul por 2 x 1 e empate em casa por 1 x 1.
Com o Santos aconteceu coisa parecida. Com boa campanha no Brasileirão 2016, onde ocupa a quarta posição na tabela, com 55 pontos ganhos, o time da Vila Belmiro foi descartado da Copa do Brasil pelo instável Internacional, após vitória em casa por 2 x 1 e derrota no Beira-Rio por 2 x 0.
No confronto mais equilibrado das quartas de finais, o Cruzeiro se deu melhor que o adversário paulista, o Corinthians, e assegurou a sua vaga nas semifinais após derrota em São Paulo por 2 x 1 e uma expressiva vitória no Mineirão por 4 x 2.
Já o último dos quatro semifinalistas, o Atlético, passou sufoco em Caxias do Sul para eliminar o aguerrido time do Juventude na decisão por pênaltis, após derrota de 1 x 0, mesmo placar da vitória em Minas Gerais no primeiro confronto.
Não há como não comemorar a chegada às semifinais da Copa do Brasil de dois representantes gaúchos, Inter e Grêmio, e os nossos representantes mineiros, o Galo e o Cruzeiro. Mesmo com tamanha força econômica e midiática, os grandes clubes cariocas e paulistas irão assistir de longe a disputa do título pelos times de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul.
É impossível prever o que pode acontecer nesses jogos finais, pois mesmo que o Internacional e o Cruzeiro estejam na luta pelo rebaixamento no Brasileirão, enquanto o Grêmio ocupa a oitava posição e o Atlético a terceira posição na tabela, nesta competição de mata-matas tudo pode acontecer. Uma falha individual ou coletiva, um pênalti ou um impedimento mal marcado e uma expulsão podem mudar radicalmente o desenrolar da partida, sendo crucial para definir o resultado e a consequente classificação para as finais. Está tudo nivelado nesta reta final e qualquer um pode erguer a taça de campeão.
Para definir os mandos de campo para esses jogos das semifinais, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizou um sorteio nesta quinta-feira, ficando assim os confrontos:

26-10 - Quarta-feira - 21h45 - Beira-Rio - Internacional  x  Atlético
26-10 - Quarta-feira - 21h45 - Mineirão - Cruzeiro  x  Grêmio 

02-11 - Quarta-feira - 21h45 - Independência - Atlético  x  Internacional
02-11 - Quarta-feira - 21h45 - Arena do Grêmio - Grêmio  x  Cruzeiro

As finais acontecerão nas datas de 23 e 30 de novembro.


Todos os quatro semifinalistas já sentiram o gosto doce da conquista do título da Copa do Brasil. O Cruzeiro e o Grêmio são os maiores vencedores desta competição, com quatro conquistas cada um. O Cruzeiro venceu em 1993, 1996, 2000 e 2003. O Grêmio ganhou nos anos de 1989, 1994, 1997 e 2001. O Internacional ganhou uma vez em 1992 e o Atlético foi campeão em 2014, em uma disputa mineira, quando bateu o Cruzeiro por duas vezes, 2 x 1 no Independência e 1 x 0 no Mineirão. 
Um grande abraço espinosense.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

1608 - Enlace matrimonial de Deybed e Ivory

Monte Castelo

Ainda que eu falasse,
A língua dos homens,
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.

É só o amor! É só o amor!
Que conhece o que é verdade,
O amor é bom, não quer o mal,
Não sente inveja ou se envaidece.

O amor é o fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói e não se sente,
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer.

Ainda que eu falasse,
A língua dos homens,
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.

É um não querer mais que bem querer,
É solitário andar por entre a gente,
É um não contentar-se de contente,
É cuidar que se ganha em se perder.

É um estar-se preso por vontade,
É servir a quem vence, o vencedor,
É um ter com quem nos mata a lealdade,
Tão contrário a si é o mesmo amor.

Estou acordado e todos dormem,
Todos dormem. Todos dormem,
Agora vejo em parte,
Mas então veremos face a face.

É só o amor! É só o amor!
Que conhece o que é verdade.

Ainda que eu falasse,
A língua dos homens,
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.

Composição: Renato Russo (citações do poeta português Luís Vaz de Camões em seu soneto 11, além do capítulo 13 de Coríntios, livro da Bíblia).

Ah, o amor! Explode irremediavelmente nos corações humanos sem a menor lógica, juntando pessoas de lugares os mais distantes, nos mais improváveis encontros.
E assim aconteceu com os jovens Deybed e Ivory. Ela foi descobri-lo (e vice-versa) na baiana cidade de Ilhéus. Ela, passeando com a família pelo distrito ilheense, em tempo de férias. Ele, filho dali mesmo, no trabalho com a família. E ali se encontraram pela primeira vez e se despertaram para um sentimento que, com o passar do tempo, acabou tornando-se um consolidado amor. E nem mesmo a distância foi obstáculo para que esse sentimento se fortalecesse e ganhasse poder dia a dia. 
E finalmente chegou o momento em que esse amor foi firmado perante a sociedade espinosense na Igreja de Nossa Senhora Aparecida, em Espinosa. No início da noite deste sábado, dia 15 de outubro, Deybed e Ivory subiram ao altar, sob os olhares felizes e emocionados dos pais, padrinhos, familiares e amigos, para receber a bênção do matrimônio pela intercessão do padre Honório, ex-colega de faculdade da noiva que veio especialmente de Montes Claros para conduzir a cerimônia.


















Deybed é filho de Gildo Mendes Melgaço e Guaraci Moreno Melgaço (in memoriam). Ivory é filha de Marco Aurélio Tolentino Vieira (Lelo) e Maria das Graças Antunes de Souza Tolentino (Dedé).
Após a cerimônia, os convidados comemoraram alegremente a união matrimonial do casal no aprazível sítio dos pais da noiva, denominado Mirante, localizado nas imediações da cidade, de onde pode-se ter dela uma visão privilegiada.






















Aos noivos, Deybed e Ivory, o desejo de que a cumplicidade, o respeito, a compreensão, a harmonia, a empatia e o amor prevaleçam na relação a dois, gerando uma vida repleta de alegria, prazer e felicidade. 
Que Deus os abençoe e os faça extremamente felizes!
Um grande abraço espinosense.


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

1607 - Rolando Boldrin, um defensor da genuína música brasileira

A tão preciosa música de raiz brasileira, que engloba o samba, a música caipira, o baião, a toada e tantos outros ritmos relevantes, tem a cada dia o seu espaço na mídia diminuído, abatida inapelavelmente pela poderosa música de massa. Atualmente na TV, apenas um programa resiste bravamente a esta quase aniquilação total, o "Sr. Brasil", na TV Cultura, conduzido com maestria, emoção e talento pelo grande artista brasileiro Rolando Boldrin.  
Rolando Boldrin nasceu em São Joaquim da Barra, estado de São Paulo, em 22 de outubro de 1936. Ele, que destila arte por todos os poros, é um pouco de tudo: cantor, compositor, ator, apresentador, poeta e sempre um valoroso e incansável divulgador da melhor música popular brasileira. Desde a infância, quando, ao lado de um irmão mais velho, integrou a dupla Boy e Formiga, sua estrada na direção da arte já estava escrita pelo destino. Com a desistência do irmão em continuar a carreira artística, decidiu se aventurar por São Paulo, em busca da realização do sonho de ser artista, com total apoio do pai, Seu Amadeu. Na capital paulista, fez de tudo um pouco para sobreviver. Foi reprovado em inúmeros testes realizados nas rádios, até que ganhou uma chance de ser ator na TV Tupi. 
Depois de algum tempo ganhando espaço na carreira de ator, passou a trabalhar no teatro e no cinema, mas sempre mantendo a paixão pelos versos, pela poesia, pela música, pelos "causos" que tanto o encantaram na infância. E, claro, pelo mundo do interior do país, de suas origens, o mundo caipira tão brasileiro e de tamanha riqueza.
Rolando Boldrin é, indubitavelmente, um dos maiores incentivadores da verdadeira música brasileira, tendo criado programas de suma importância na TV como Som Brasil (TV Globo-1981), Empório Brasileiro (TV Bandeirantes-1984), Empório Brasil (SBT-1989), Estação Brasil (CNT-1997) e Sr. Brasil, na TV Cultura (2005), onde permanece no ar até hoje. 
Além de estar por 11 anos à frente do programa "Sr. Brasil", apresentado na TV Cultura de São Paulo, o artista não deixa de fazer shows e recentemente, fez uma participação especial no filme de Selton Mello, "O Filme da Minha Vida", a ser lançado brevemente.


Depois de 10 anos sem gravar um disco e às vésperas de comemorar seus 80 anos de vida, Boldrin teve um insight ao saborear, após almoço em família, o restinho de seu tão apreciado doce de leite, lambendo a colher com tamanho gosto, fazendo-se lembrar da sua mãe Alzira. Bateu instantaneamente a vontade de voltar a gravar, com a ideia de fazer o "disco da sua vida", juntando canções que significassem o conjunto de toda a sua longa caminhada artística. Reuniu então 10 canções de grandes nomes da música brasileira, entre eles Tom Jobim, Noel Rosa, Ary Barroso, Alvarenga e Ranchinho, Geraldo Vandré e do próprio Boldrin e lançou o álbum "Lambendo a Colher", pelo Selo Sesc, com projeto gráfico e ilustrações de Elifas Andreato, seu 29º disco. 

Faixas:
1. A Moda do Invejoso (Rolando Boldrin)
2. De Maracangalha, Chega (Dunga)
3. Isso Eu Não Faço Não (Tom Jobim)
4. Maria Isabel (Rolando Boldrin)
5. O Tal da Barata (Noel Rosa)
6. Vila Isabel do Espaço (Hervê Cordovil)
7. Mariana e o Trem de Ferro (Rolando Boldrin)
8. Canção Primeira (Geraldo Vandré)
9. Quem Me Compreende (Ary Barroso e Bernardino Vivas)
10. Romance de Uma Caveira (Chiquinho Sales, Alvarenga e Ranchinho)



Discografia: 
O Cantadô (1974)
Êta Mundo (1976)
Longe de Casa (1978)
Rio Abaixo (1979)
Giro-o-Giro (1980)
Porta Retrato (1980)
O Caipira (1981)
O Melhor de Rolando Boldrin (1981)
Inventando Moda (1982)
O Violeiro (1982)
Poemas do Som Brasil (1982)
Seleção Som Brasil (1982)
Clássicos do Poema Caipira (1984)
Empório Brasileiro (1984)
Empório Brasil (1989)
Resposta do Jeca Tatu (1989)
Terno de Missa (1990)
Perto de Casa (1991)
Rolando Boldrin (1996)
20 Preferidas (1998)
Disco da Moda (2000)
Esquentai Vossos Pandeiros (2003)
Rolando Boldrin e Renato Teixeira (2005)
Vamos Tirar o Brasil da Gaveta (2006)
Rolando Boldrin e Convidados - Volume 1 (2006)
Histórias Cantadas e Faladas de Rolando Boldrin: Poemas Antológicos e Modas Caipiras (2007)
Histórias Cantadas e Faladas de Rolando Boldrin: Sambas Históricos e Canções Inesquecíveis (2007)
Rolando Boldrin e Convidados - Volume 2 (2007)
Lambendo a Colher (2016)

Tomei conhecimento da existência de Rolando Boldrin ainda em Espinosa, na juventude, através de um grande admirador seu, meu grande amigo Antônio Felisberto Fernandes, o Tuka do Banco do Brasil. Ainda antes de entrar no Banco, eu chegava para o treino do Cruzeirinho no Campão (hoje o Mercado Municipal) e já encontrava Tuka por ali, com seu Fiat 147 branco, ouvindo as músicas de Boldrin no toca-fitas. Ficávamos batendo papo até o começo do treino, sempre com as suas músicas como trilha sonora. 
A riquíssima cultura brasileira deve muito a Rolando Boldrin, que em seu programa não para de nos emocionar a todos com as suas declamações cheias de verdade e sentimento, dos seus "causos" hilários, seus convidados de imensa qualidade artística e suas canções que retratam tão maravilhosamente bem as nossas origens interioranas. 
80 anos! Vida longa e saudável ao grande Rolando Boldrin!
Um grande abraço espinosense.





terça-feira, 11 de outubro de 2016

1606 - 20 anos sem a presença marcante de Renato Russo

Como passa rápido o tempo! Não me esquecerei jamais daquela sexta-feira, 11 de outubro de 1996, quando recebi a triste notícia de que Renato Russo, líder da banda de rock Legião Urbana, havia morrido de complicações causadas pela AIDS, com apenas 36 anos de vida. Logo depois de sair do trabalho e chegar em casa, tomado por uma tristeza profunda, a vontade que tinha era de apenas ouvir as suas músicas que tanto me tocaram (e ainda tocam) o coração. Lembro-me bem de ter pegado meu velho aparelho de som e me sentar na porta da garagem de casa, na lateral da Rua Deputado Edgar Pereira em Espinosa, e colocar para tocar os meus discos da Legião. Naquela época, Alex da Constrular tinha um barzinho ali perto. Fui até lá, comprei umas cervejas e voltei para casa e fiquei ouvindo Legião e curtindo a minha tristeza até mais tarde. Acho que depois das mortes de John Lennon e de Freddie Mercury, foi a perda da classe artística que mais me entristeceu. Há pouco tempo, o falecimento de Vander Lee também me entristeceu profundamente. Mas assim é a vida! Qualquer dia desses, seremos nós a partir deste mundo, sem irreversibilidade.


Renato Manfredini Júnior nasceu no Rio de Janeiro no dia 27 de março de 1960. Morou por cerca de dois anos em Nova Iorque, com o pai que era funcionário do Banco do Brasil e a família. Depois de retornar ao Rio e ali permanecer por certo tempo, a família mudou-se para a capital Brasília no ano de 1973. Foi lá que Renato Russo passou por uma epifisiólise (doença óssea que o deixou por cerca de 1 ano e meio entre a cama, a cadeira de rodas e as muletas), ampliou sobremaneira o seu conhecimento musical durante o tratamento, tornou-se um elogiado professor de inglês, entrou na faculdade de jornalismo, criou a banda punk Aborto Elétrico, tocou sozinho um período como o Trovador Solitário e mais tarde fundou e liderou com imenso sucesso uma das mais importantes bandas de rock do país, a Legião Urbana. Com a Legião, foram oito discos de estúdio e outros quatro gravados ao vivo:
"Legião Urbana" (1985), "Dois" (1986), "Que País é Este?" (1987), "As Quatro Estações" (1989), "V" (1991), "O Descobrimento do Brasil" (1993), "A Tempestade" ou "O Livro Dos Dias" (1996), "Uma Outra Estação" (1997-Póstumo), "Música para Acampamentos" (1992), "Acústico MTV" (1999), "Como é Que Se Diz Eu Te Amo" (2001) e "As Quatro Estações Ao Vivo" (2004).
Na carreira solo foram seis álbuns lançados: "The Stonewall Celebration Concert" (1994), "Equilíbrio Distante" (1995), "O Último Solo" (1997-Póstumo), "Presente" (2003-Póstumo), "O Trovador Solitário" (2008-Póstumo) e "Duetos" (2010-Póstumo).




Um mergulho intenso nas muitas belíssimas canções suas permite-nos captar um pouco do imenso redemoinho de emoções, ideias, influências, conflitos e interrogações que povoavam a mente privilegiada de um grande artista como Renato Russo. É possível entender em seus versos o quanto de sensibilidade ele carregava em sua alma, em grande parte oriunda da sua disfarçada condição de homossexual. Renato era dotado de uma grande inteligência. Desde jovem compunha suas músicas, escrevia muito, pensava demasiadamente sobre tudo. Chegou a escrever uma peça de teatro e planejou desde o início a trajetória da banda que um dia iria criar e tornar uma das melhores e mais importantes do país.. Ele até imaginou e registrou em anotações a história de uma banda imaginária liderada pelo roqueiro Eric Russell, a "The 42nd St. Band", que acabou em livro publicado neste ano. Renato tinha uma personalidade bastante complexa, capaz de gestos sutis e carinhosos ou explosões destemperadas.
Era um sujeito bem-humorado, determinado, estudioso, controvertido, perspicaz, sentimental, divertido, generoso, extremamente sensível, mas bastante contestador. Lutava contra suas incertezas, suas carências, suas desilusões amorosas de forma solitária, o que o levou ao consumo de álcool e drogas, que resultaram em um período de 29 dias em uma clínica de recuperação em 1993. Deste período difícil, surgiu o livro "Só Por Hoje e Para Sempre – Diário do Recomeço", onde ele expõe suas reflexões sobre a vida, fatos sobre a carreira e o consumo de álcool e drogas e o relacionamento com as pessoas próximas.   
Nas suas canções ele falou de tudo. Das suas amizades, dos seus medos, do seu inconformismo, das suas revoltas, das tristezas da vida, dos amores, das dores de amores, das mazelas do país, temas complexos mas que batiam certeiramente no coração das pessoas, sobretudo os jovens.


Neste aniversário de 20 anos de sua precoce saída de cena, o poeta Renato Russo está sendo homenageado de várias formas. Hoje, 11 de outubro, estreia "Renato Russo - O Musical", no Theatro Net, no Rio de Janeiro. Em março do ano que vem, deve estrear mais um musical, este inspirado no diário escrito por Renato durante o período em que esteve internado em uma clínica de reabilitação, o "Só Por Hoje e Para Sempre". Em 2017 também deve ser lançado o filme "Eduardo e Mônica", inspirado na sua famosa canção de mesmo nome. No próximo ano o cantor e compositor carioca ganha uma superexposição no MIS - Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, que mostrará ao público os objetos pessoais, manuscritos de letras de músicas, poemas e contos, diários pessoais, fotografias, documentos, desenhos, pinturas, prêmios, mobiliário, instrumentos musicais e roupas do artista.
Para agora, com lançamento previsto para o próximo dia 20 de outubro, o filho de Renato, Giuliano Manfredini, vai lançar um disco com releituras feitas por bandas da cena independente das canções do artista. Antes dessa comemoração de 20 anos da sua morte, Renato Russo já havia sido homenageado em duas produções cinematográficas. O filme "Somos Tão Jovens", com direção de Antonio Carlos da Fontoura e estrelado por Thiago Mendonça, mostra os anos iniciais da carreira do artista, até se tornar o líder da banda Legião Urbana. Já "Faroeste Caboclo, também de 2013, é uma adaptação da longa canção de mesmo nome que conta as peripécias do famigerado João de Santo Cristo, dirigida por René Sampaio, com roteiro de Victor Atherino e Marcos Bernstein e com a atuação dos atores Fabrício Boliveira (João de Santo Cristo), Ísis Valverde (Maria Lúcia), Felipe Abib (Jeremias) e César Troncoso (Pablo). A empresa Legião Urbana Produções Artísticas realizou, em junho de 2013, o show "Renato Russo Sinfônico", com a participação de diversos nomes da música brasileira.



Renato Russo deixou um enorme vazio na cena roqueira do Brasil ao ir-se embora tão prematuramente. Seu talento ímpar em construir belas canções e letras instigantes não encontrou substitutos à altura na atual conjuntura artística do país, cada dia mais pobre de criatividade. Resta-nos jamais deixar de ouvir e ouvir suas mensagens de dor, amor e crítica que fizeram e fazem a gente refletir sobre a vida. Sem esquecer que "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã".
Um grande abraço espinosense.

"Sempre precisei de um pouco de atenção,
Acho que não sei quem sou,
Só sei do que não gosto, 
E desses dias tão estranhos, 
Fica a poeira se escondendo pelos cantos". (Renato Russo - O Teatro dos Vampiros)

"Quem me dera, ao menos uma vez,
Provar que quem tem mais do que precisa ter,
Quase sempre se convence que não tem o bastante,
E fala demais por não ter nada a dizer". (Renato Russo - Índios)

"Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação". (Renato Russo - Que País é Este?)

"Vamos celebrar a estupidez humana,
A estupidez de todas as nações,
O meu país e sua corja de assassinos,
Covardes, estupradores e ladrões,
Vamos celebrar a estupidez do povo,
Nossa polícia e televisão,
Vamos celebrar nosso governo,
E nosso Estado, que não é nação". (Renato Russo - Perfeição)

domingo, 9 de outubro de 2016

1605 - Equipe do Banco do Brasil é campeã do V Torneio Integração na AABB MOC

Chegou ao fim na tarde deste sábado, 8 de outubro, o V Torneio Integração, competição de futebol society promovida pela AABB Montes Claros para fortalecer os laços entre o Banco do Brasil e as empresas da cidade.
Depois de muita luta nos jogos classificatórios, as equipes da Palimontes e do Banco do Brasil disputaram o título, enquanto as equipes da Monvep e da Distrinorte disputaram a terceira posição.
Na disputa do terceiro lugar, o time da Monvep ganhou por 4 x 3 da Distrinorte. Já na decisão do título, houve empate no tempo normal por 2 x 2. Alan marcou os dois gols da Palimontes, enquanto Silvano e Celso fizeram os gols do Banco do Brasil. Na decisão por pênaltis, a equipe do Banco do Brasil foi mais eficiente e venceu o confronto por 2 x 1, com cobranças positivas de Candango e Silvano, com Alan descontando o placar para a Palimontes, time que havia ganhado as duas edições anteriores do torneio.
Após a partida, os troféus aos vencedores foram entregues pelos integrantes da diretoria da AABB, sob a administração de Mauro Rodrigues. Aldeir recebeu a medalha de melhor goleiro, enquanto Celso foi agraciado como o artilheiro da competição. Depois da entrega das taças e medalhas aos atletas premiados foi a vez de a turma toda se esbaldar no churrasco e na cerveja, na confraternização preparada pela diretoria do clube.
Um grande abraço espinosense.











FINAL
Banco do Brasil 2 x 2 Palimontes 
Gols: Silvano e Celso (Banco do Brasil) e Alan (Palimontes) 
Pênaltis: Banco do Brasil 2 x 1 Palimontes
Gols: Candango e Silvano (Banco do Brasil) e Alan (Palimontes)
Artilheiro: Celso (Banco do Brasil) - 5 gols
Melhor goleiro: Aldeir (Banco do Brasil)

TIME CAMPEÃO: Aldeir; Nildo, Pídia e Paulo Renato (Serginho); Rodrigo, Candango e Celso; Silvano.
Treinador: Balotelli.

Aos mais observadores, que estranharam a minha presença na foto do time campeão, mas não me viram atuando em campo, explico. Por não reunir as melhores condições físicas para participar do jogo intenso desta decisão, optei por não entrar em campo, o que poderia prejudicar o desempenho da minha equipe. Fiquei só como fotógrafo e cinegrafista. É até engraçado. Fui mais uma vez campeão sem precisar sequer entrar em campo. Não sou o primeiro nem o único. Dadá Maravilha foi campeão mundial na Copa do Mundo de 1970 na mesma situação. Coisas do futebol. 
Um grande abraço espinosense.