Espinosa, meu éden

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

3979 - O desbravador dos céus de rocha, aço, vidro e concreto

Neste mundão de meu Deus existem pessoas escrotas, canalhas, hipócritas, imbecis, truculentas e covardes, mas graças a Deus existem também pessoas iluminadas, únicas e extraordinárias, com força, talento e coragem inigualáveis. Alex Honnold é uma dessas figuras humanas singulares. Nascido em Sacramento, Califórnia, Estados Unidos, em 17 de agosto de 1985, o escalador americano se celebrizou por aventuras e feitos memoráveis, subindo paredões de montanhas em dupla ou sozinho, sem cordas e apenas com o uso das mãos. Bateu recordes e se notabilizou com suas incríveis conquistas.
Em 3 de junho de 2017, Alex realizou a primeira ascensão livre solo de El Capitan, uma formação rochosa vertical de granito com cerca de 3.000 pés (914m) no Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia. A façanha foi registrada em vídeo pelo escalador e fotógrafo Jimmy Chin e pela cineasta documental Elizabeth Chai Vasarhelyi, virando o documentário Free Solo, premiado com o Oscar de Melhor Documentário em 2019.



Depois de várias performances excepcionais realizadas em alguns países do mundo, como EUA, México, Argentina, Reino Unido, Canadá e Espanha, Honnold ficou ainda mais conhecido mundialmente no dia 25 de janeiro de 2026 ao ter sua escalada solo livre do arranha-céu taiwanês Taipei 101, com 508m (1.667 pés) de altura, hoje o 11º edifício mais alto do mundo, transmitida ao vivo pela Netflix no especial "Skyscraper Live". Honnold alcançou o topo da torre gigante depois de 1 hora e 35 minutos de escalada, tornando-se a segunda pessoa a fazê-lo depois do francês Alain Robert e a primeira a fazê-lo sem o uso de cordas ou qualquer equipamento de segurança.
 

Alex Honnold, em conjunto com o amigo David Roberts, escreveu o livro "Alone on the Wall em 2015, contando a história dos seus feitos. Em 13 de setembro de 2020, Honnold se casou com Sanni McCandless. Dessa união vieram duas filhas, June, nascida em 17 de fevereiro de 2022; e Alice Summer, nascida em 6 de fevereiro de 2024. Outra informação interessante da vida do alpinista é que sua mãe, Dierdre Wolownick, influenciada pelo filho, começou a escalar aos 60 anos e é a mulher mais velha a escalar El Capitan, na primeira vez aos 66 anos e mais tarde, quebrando seu próprio recorde, na segunda vez, aos 70 anos de idade.



O cara é tão diferenciado e corajoso que alguns cientistas o submeteram a uma série de estudos em 2016 para medirem os níveis de medo em seu cérebro através de uma máquina de ressonância magnética e tentaram compreender a sua anatomia e seu incrível autocontrole mental, imune à vertigem. Descobriram uma diferenciação na ativação da sua amígdala, estrutura do cérebro responsável pelo processamento das emoções, inclusive o medo, que apresentou um resultado ligeiramente menor do que o da maioria das pessoas comuns. Medo parece não existir na mente deste cara fenomenal, ao contrário de nós, simples pessoas normais que sentimos tontura, desequilíbrio e ansiedade só de vê-lo subindo essas alturas. Ele revelou que foi remunerado com cerca de US$ 500 mil pela empreitada transmitida ao vivo pela Netflix, uma boa grana, mas bem inferior ao que se paga a atletas medianos em outras atrações esportivas. Concordo plenamente. Para eu subir em um prédio desse tamanho, arriscando a minha vida, teria que ser por muito mais dinheiro.
Um grande abraço espinosense.




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