Espinosa, meu éden

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

893 - O mais que polêmico beijo gay na TV

Não há como tratar deste assunto sem provocar uma enxurrada de opiniões divergentes e discussões as mais acaloradas. O tema realmente é polêmico e perturbador na nossa sociedade. A homossexualidade já foi tratada como doença, como distúrbio mental e até é combatida como crime em alguns países. Só no dia 17 de maio de 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou o homossexualismo da sua lista internacional de doenças, o que levou esta data a ser comemorada anualmente como o Dia Internacional contra a Homofobia.
Estudos inconclusivos parecem colocar ainda mais dúvidas na questão, pois enquanto alguns cientistas alegam ser a homossexualidade um produto de determinados genes desiguais encontrados em determinadas famílias, outros defendem a tese de simples opção ou estilo de vida. Outros fatores como o relacionamento familiar, principalmente na infância, como a proximidade excessiva com o pai ou a mãe dominadora, podem ser determinantes na decisão.
O que eu penso é que este tão controverso beijo entre homens já deveria ter acontecido há mais tempo, já que o que é mostrado na TV não é nada mais nada menos do que o retrato da nossa sociedade. É só observar bem ao seu redor, nas entranhas das cidades e encarar a realidade. O que temos que aceitar é que a homossexualidade sempre esteve presente no mundo, até muito bem próximo de nós. Quantos não tem alguém nesta situação em suas famílias? Esta nossa hipocrisia latente é que deve acabar, pois quantos de nós por aí não assistem ao famigerado BBB e convivem tranquilamente com cenas deprimentes de sexo e erotismo explícito sem reclamar? E quantos beijos entre mulheres já foram mostrados sem que houvesse essa indignação toda? Será que há alguma diferença assim tão grande entre o homossexualismo masculino e feminino?
Quero deixar bem claro que não vejo com bons olhos a verdadeira cruzada em favor da decisão de se tornar homossexual (a tal saída do armário), que pode influenciar negativamente jovens imaturos e ingênuos a fazer uma opção sexual que mais tarde poderá lhe causar traumas e arrependimentos. Mas defendo sem qualquer receio e radicalismo o respeito absoluto aos gays, independentemente da sua faixa etária, sexo ou condição financeira. Conheço pessoas sensacionais, inteligentíssimas, honradas, dignas e que merecem todo o nosso respeito e consideração. Confesso que ainda não me vejo em uma situação confortável ao me defrontar com pessoas do mesmo sexo trocando beijos ardentes em lugares públicos, mas já estou me preparando para aceitar isso, pois em breve isso será muito comum em todo o mundo. Por que tamanha repulsa de nossa parte para com eles? Se eles se amam assim como nós amamos os nossos parceiros heterossexuais, por que não se pode dar a eles o direito de demonstrar o seu amor? Entendo que é complicado aceitar isso, principalmente pelos mais velhos como eu, que tiveram uma educação bem rígida quanto a esses princípios machistas, mas temos que aceitar que o mundo gira e que as coisas mudam, ainda mais nesses nossos tempos de mudanças incrivelmente velozes.
Então, meus caros amigos, eu sei que é difícil aceitar, é complicado entender, mas deixemos o radicalismo e a intransigência de lado e vamos tentar abrir o nosso coração, nos despir do preconceito e acabar com a homofobia que está enraizada profundamente em nossa sociedade.
Um grande abraço espinosense.
 
        

Um comentário:

Anônimo disse...

Eustáquio,
infelizmente hoje, temos mais gente defendendo e aceitando essas práticas contrárias a natureza de Deus. Do quê defendendo e disseminando o genuíno evangelho.
Triste, muito triste...

Walter Kbeça