Certamente o maior ídolo de quase todas as pessoas do mundo é Jesus Cristo. Perfeito! Sublime! Só que muitos desses que afirmam idolatrá-lo, o fazem apenas da boca para fora, já que ignoram na prática a maior parte dos seus ensinamentos. Hipocrisia pura. Mas existem outros ídolos menores na vida de cada um de nós, quem sabe os pais, os avôs, os irmãos, os amigos, os cônjuges, os filhos, um ator norte-americano, britânico ou brasileiro, um craque do futebol africano, argentino ou holandês ou um artista da música de qualquer parte do planeta. Eu mesmo tenho vários ídolos, nas mais variadas áreas humanas. Idolatrar alguém é natural e plenamente aceitável, desde que não nos tornemos fanáticos cegos, truculentos e lunáticos. Há sempre que se saber separar, porém, a admiração pelo talento individual da pessoa, do caráter ou atuação cotidiana da figura apreciada. Exemplifico. Adoro a produção musical do Lobão, mas abomino suas condutas e seus posicionamentos gerais. Eu o acho um ótimo músico e compositor, mas como pessoa certamente não o teria como amigo. Isso é direito de qualquer um, manter laços estreitos de amizade e convivência apenas com pessoas normais, sensatas, clarividentes, leais, verdadeiras e éticas. Cabe a cada um decidir sobre isso de acordo com seus valores e interesses.
Por que digo isso? Explico. Tem gente com enorme talento, mas como ser humano é um fracasso total. Outros, além de destaques em suas áreas de atuação, são pessoas iluminadas, seres abençoados. É por isso que eu sou um admirador apaixonado de um sujeito norte-americano nascido em Evanston, bairro periférico da cidade de Chicago, no estado americano de Illinois, no Condado de Cook, às margens do Lago Michigan. De quem se trata?
Em 23 de dezembro de 1964 nascia Edward Louis Severson III, que mais tarde se consagraria como o líder e vocalista da lendária banda de Rock Pearl Jam com o nome de Eddie Vedder. Sou fã apaixonado do cara, por sua bela e potente voz, por seu incrível carisma no palco e por suas canções notáveis. Como não amar canções como "Jeremy", "Black", "Yellow Ledbetter", "Sirens", "Just Breathe" e "Better Man"? Já bastaria tudo isso, mas eu admiro demais o cara também por suas atitudes humanitárias, fora dos palcos e shows, na vida cotidiana, sempre opinando e agindo em causas nobres. Outro cara que tem todo o meu respeito e admiração é o artista irlandês Bono Vox, o líder do U2 batizado como Paul David Hewson.
Está disponível no catálogo da Netflix o documentário "Matter of Time", uma produção de Matt Finlin e a Door Knocker Media em associação com a Vitalogy Foundation. A obra de 1h45min mostra partes de umas das apresentações solo de Eddie Vedder no Benaroya Hall em Seattle no ano de 2023, realizadas para arrecadar fundos para a EB Research Partnership (EBRP), fundação criada pelo astro do Rock e sua esposa, Jill, com a missão de encontrar uma cura para uma terrível doença genética de nome EB. Entre imagens de músicas cantadas por Vedder, ficamos conhecendo as comoventes histórias de pessoas, especialmente crianças, afetadas devastadoramente pela doença que ataca a pele, ainda sem cura, chamada de Epidermólise Bolhosa (EB). Dói na alma ver crianças e jovens lutando contra as terríveis dores e consequências da doença, sonhando com uma vida normal. Comove a gente o carinho e a dedicação de pais e irmãos no tratamento difícil no dia a dia e o empenho dos médicos e cientistas que batalham para tentar ajudá-los. Eddie Vedder e sua esposa Jill se solidarizaram com os pacientes desta enfermidade cruel, casos de Deanna, Charlie, Rowan, Eli, Meili, Garrett e tantas outras pessoas, e se prontificaram a tentar encontrar uma solução para a cura deles.
A doença já tirou a vida de vários pacientes ainda muito jovens. A luta para a descoberta de uma cura continua a todo vapor com a iniciativa do casal Eddie e Jill, com a força dos familiares e a doação de várias pessoas de bom coração. Quanto antes a cura for descoberta, mais vidas serão poupadas. É uma questão de tempo, de luta contra o tempo. Atualmente, com os estudos realizados pelos cientistas, os pacientes já têm melhores condições de enfrentamento aos sintomas dolorosos da EB. A esperança de conquista da cura para tão dura enfermidade é que venha o mais rápido possível, talvez até o ano de 2030, ampliando as possibilidades de resolução de outras doenças raras que atingem milhões de pessoas pelo mundo inteiro. Que assim seja!
O documentário é lindo, emocionante, necessário e está disponível na Netflix desde o dia 9 de fevereiro de 2025. É uma história de sofrimento e angústia, mas também de amor, cuidado e solidariedade. Além da maravilha que é escutar Eddie tocando e cantando com todo seu talento.
Que os cientistas consigam o quanto antes descobrir a cura e que os pacientes possam viver uma vida bem mais longa e com toda qualidade de vida ao lado dos seus familiares. Até o momento, a instituição beneficente EBRP já arrecadou mais de US$ 80 milhões (cerca de R$ 414 milhões) e patrocinou 180 projetos de pesquisa científica, possibilitando mais de 40 ensaios clínicos, com avanços concretos. Três tratamentos foram aprovados pela FDA para a doença, uma vitória crucial que deve ser comemorada por despertar ainda mais esperança nas famílias atingidas.
Que essa pessoa maravilhosa e iluminada chamada Eddie Vedder, ao lado da sua esposa Jill, continue nos proporcionando momentos musicais mágicos e esse sentimento lindo de amor ao próximo.
Infelizmente vemos por aí artistas que saíram da pobreza e se tornaram milionários, hoje completamente seduzidos pela fama e pela riqueza, alienados completamente, sem quaisquer preocupações com suas raízes ou com temas humanitários, afundados na sua indiferença absoluta. Triste e lamentável!
Ainda bem que contamos com gente iluminada como Bono Vox, Eddie Vedder, Alicia Keys, Lady Gaga, Roger Waters, Taylor Swift e Paul McCartney, artistas renomados e ricos, mas que nunca perdem o sentimento de abraçar as causas humanitárias, levantando sua voz contra as injustiças no mundo!
Um grande abraço espinosense.
Ainda bem que contamos com gente iluminada como Bono Vox, Eddie Vedder, Alicia Keys, Lady Gaga, Roger Waters, Taylor Swift e Paul McCartney, artistas renomados e ricos, mas que nunca perdem o sentimento de abraçar as causas humanitárias, levantando sua voz contra as injustiças no mundo!
Um grande abraço espinosense.







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