Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

domingo, 22 de outubro de 2017

1844 - Atlético vence o Cruzeiro por 3 x 1 no Mineirão

Em mais um clássico no Mineirão, desta vez valendo pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro 2017, o Atlético venceu o Cruzeiro pelo placar de 3 x 1, afastando, pelo menos temporariamente, a crise de péssimo desempenho na competição. Os gols da partida foram marcados por Otero e Robinho (dois gols) para o Atlético e Thiago Neves para o Cruzeiro. 
Na primeira etapa a partida foi um tanto equilibrada em boa parte do tempo, com o Cruzeiro apresentando melhor domínio do jogo em alguns momentos, criando boas chances de gol. E em uma dessas chances, em boa jogada de velocidade e troca de passes no contra-ataque, aos 30 minutos de jogo, Thiago Neves bateu de perna direita após bola ajeitada por Rafinha, para passar pelo goleiro Victor e balançar as redes alvinegras. Cruzeiro 1 x 0, para delírio da torcida cruzeirense, em maior número nas dependências do Mineirão.
No início do segundo tempo, o Cruzeiro continuou confirmando o seu melhor equilíbrio em campo. Ao contrário da equipe atleticana, que marcava com extrema dificuldade, errava muitos passes e saía com imensa lentidão para o ataque, o Cruzeiro usava o ótimo entrosamento da equipe, a boa qualidade técnica, a intensa troca de passes e a velocidade dos seus jogadores para criar enorme problemas para o adversário, dando trabalho para o goleiro Víctor. Até que aos 15 minutos o Atlético conseguiu o empate através de Otero. O pequenino, talentoso e aguerrido jogador alvinegro aproveitou uma bola desviada por Fred, após cruzamento de Fábio Santos, e fulminou o gol de Fábio com uma bela cabeçada, deixando tudo igual no placar. Seis minutos depois, apareceu a genialidade do atacante Robinho. Após bola recuperada por Fábio Santos e tocada para ele, Robinho entrou na área, deu um corte seco na defesa e bateu com categoria no canto esquerdo de Fábio, virando o placar para o Atlético. A pequena torcida atleticana no Mineirão foi à loucura. E viria mais alegria ainda aos 35 minutos. Depois de ótima jogada do habilidoso Cazares, Robinho recebeu a bola pela esquerda, ajeitou na frente de Ezequiel e colocou com extrema categoria no mesmo canto esquerdo de Fábio, que nada pode fazer para impedir mais um gol atleticano. A Massa Atleticana não cabia em si de felicidade, especialmente Dona Ana Cândida de Oliveira Marques, a apaixonada vovó atleticana. E assim terminou a partida, com uma bela vitória do Atlético sobre o Cruzeiro.  
Um grande abraço espinosense.   



Cruzeiro  1  x  3  Atlético
Mineirão
Domingo, 22 de outubro de 2017
29ª rodada do Brasileirão 2017
Arbitragem: Wagner do Nascimento Magalhães (FIFA). 
Auxiliares: Rodrigo Henrique Correa e Thiago Henrique Neto Correa (RJ).
Gols: Thiago Neves (Cruzeiro) e Otero e Robinho 2 vezes (Atlético) 
Cartões amarelos: Alisson e Henrique (Cruzeiro) e Leonardo Silva, Robinho e Gabriel (Atlético)
Cartão vermelho:
Cruzeiro: Fábio, Ezequiel, Manoel, Murilo e Diogo Barbosa; Hudson, Henrique (Rafael Marques), Thiago Neves e Rafinha (Rafael Sóbis); Alisson (Élber) e Arrascaeta.
Técnico: Mano Menezes.
Atlético: Víctor, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Gabriel e Fábio Santos; Roger Bernardo (Yago), Adílson, Robinho e Otero (Clayton); Valdívia (Cazares) e Fred.
Técnico: Oswaldo de Oliveira. 

sábado, 21 de outubro de 2017

1843 - Mais um sonho realizado: eu vi um Beatle tocar!

Mais um sonho realizado! Mais uma alegria incontida na velha e cansada alma beatlemaníaca. É mesmo uma felicidade inestimável poder ter tido a oportunidade e viver a experiência de presenciar aquele elegante e talentoso senhor septuagenário empunhando seus instrumentos musicais com tamanha competência e jovialidade, a ponto de fazer vibrar de emoção e alegria escancaradas, mais de 50 mil pessoas entrincheiradas no estádio Mineirão numa noite de terça-feira.
Paul McCartney é ícone. Paul McCartney é lenda. Paul McCartney é imortal. Paul McCartney é Sir. Paul McCartney é Rock and Roll. Paul McCartney é Pop. Paul McCartney é um pacifista. Paul McCartney é um gentleman. Paul McCartney é espirituoso. Paul McCartney é bem humorado. Paul McCartney é carismático. Paul McCartney é simpaticíssimo. Paul McCartney é gênio. Paul McCartney é um Beatle. E que coisa maravilhosa: Deus me permitiu ver, ao vivo e a cores, mesmo de longe, lá na arquibancada, um beatle tocar e cantar! E foi o Paul! Yes, man! O Paul!
Desculpem-me a impetuosa infantilidade, mas é uma coisa muito pessoal e extraordinária esse negócio de um menino pobre, nascido em uma cidadezinha do Sertão Norte-Mineiro, com acesso quase nulo a qualquer tipo de cultura na infância e juventude, ter descoberto um dia (tardio, é verdade), a existência de quatro cabeludos de uma cidade longínqua de nome Liverpool, que tocavam um tal de Rock and Roll e fizeram uma revolução de paz, amor e transformações na música e na forma de o mundo inteiro encarar a vida. Era a rapaziada de uma tal banda chamada Beatles.





Realizar sonhos não são tarefas simples, muito pelo contrário. A tarefa começa com bastante antecedência. Inicia-se na compra dos ingressos, de preços elevados, mesmo sem saber se naquela data futura estaríamos disponíveis. Passa-se pela compra das passagens, na procura diária por preços mais acessíveis. Depois vem a procura por acomodações no local do evento. Continua na ansiedade da preparação e percurso da viagem. Até que chega o grande dia! Mais ansiedade. As horas passam lentas. A chegada ao estádio com grande antecedência, para não perder absolutamente nada da festa, a espera na fila sentado no chão, debaixo de um sol escaldante na Avenida Coronel Oscar Paschoal. Ainda bem que uma nuvenzinha aparecia no céu de vez em quando para diminuir o nosso calvário. A interação com outros companheiros de jornada e sonho, muitos jovens, adultos e idosos, vestidos com suas camisas dos Beatles e do grande Paul, também nos aliviava o sofrimento. Podia-se ver gente de todo o país, até um rapaz com uma camisa do Papão da Curuzu, o Paysandu de Belém do Pará. 






Aí veio, finalmente, a abertura dos portões e a correria para a tradicional revista da segurança. Outra fila para o acesso ao setor correspondente ao ingresso. Mas ninguém reclamava do sol, do tempo de espera, do sofrimento ou do cansaço. Paul vale tudo isso e muito mais. O acesso finalmente foi liberado. Agora era hora de ser rápido e escolher assentos com boa visualização do palco. A vantagem de estar em número de três é a de poder sair para ir ao banheiro sem o temor de perder a tão valorizada posição de assento. E as horas iam se arrastando. Os portões da esplanada foram abertos às 17h20 e o acesso ao estádio logo em seguida, às 17h41. O show só iria começar às 21h30, ou seja, 4 horas mais tarde. E isso dava algum desânimo? Nenhum, zero. Animação total. Os ambulantes passavam a todo momento vendendo cerveja, água e refrigerante. Nada na lata, tudo servido no copo, por medida de segurança. E os preços? Exorbitantes! Um copinho de água a R$ 5,00, uma latinha de refrigerante a R$ 8,00 e uma latinha de cerveja Heineken a incríveis R$ 12,00. E com o passar do tempo, tudo quente pra danar. Intragáveis. E a galera se importava com isso? Que nada! A turma se empanturrava de cerveja e de tropeiro à espera do ídolo. 










Enquanto o sol desaparecia no belo horizonte e a escuridão da noite se apresentava nada sombria, a pista no gramado e as arquibancadas do Mineirão iam se enchendo aos poucos até que, exatamente às 21 horas e 40 minutos, o êxtase da multidão se manifestou com a entrada no palco de Sir Paul McCartney empunhando seu inseparável baixo Hofner. Cerca de 50 mil pessoas soltaram em uníssono gritos de prazer, enquanto Paul tocava "A Hard Day’s Night", abrindo a apresentação da sua segunda turnê pela capital mineira, desta vez a "One on One". Em seguida, vieram "Save Us", "Can’t Buy Me Love", "Letting Go" e "Drive My Car". O ídolo conquistou o público com palavras em português com seu charmoso sotaque. "É bom estar de volta", "Olá, BH", "Tudo bem com vocês?", "Ei BH! Boa noite, gente! Tudo bem?" foram algumas das muitas interações com o público na primeira metade do show.





E em série vieram grandes sucessos dos Beatles, da sua carreira solo ou dos tempos de Wings. Paul trocava de instrumentos de tempos em tempos durante a apresentação. Com o baixo, tocava as músicas mais efervescentes, mais roqueiras. Com a guitarra, outras idem. Ao piano, interpretava canções mais românticas, como as que homenageia sua atual esposa Nancy, "My Valentine", e a saudosa ex-esposa Linda McCartney, "Maybe, I'm Amazed". Em certo momento, Paul pegou o violão e tocou "In Spite of All the Danger", a primeira canção autoral gravada pelos Quarrymen, a banda inicial dos garotos de Liverpool que mais tarde se transformaria na maior e mais famosa banda de Rock de todos os tempos, The Beatles. Mais adiante tocou a linda "Blackbird" e confirmou a sua defesa firme dos direitos humanos universais. Logo em seguida, cantou sua música "Here Today" em homenagem ao grande parceiro John Lennon, mostrado em imagens no telão. George Harrison também recebeu igual homenagem, com a execução da música "Something", de George, desta vez com o uso do ukulele.

Here Today (Aqui, Hoje)
De Paul McCartney em homenagem a John Lennon

And if I said (E se eu disser que)
I really knew you well (Realmente te conhecia bem)
What would your answer be? (Qual seria sua resposta?)
If you were here today (Se você estivesse aqui hoje)
Here today (Aqui, hoje)

Well knowing you (Te conhecendo bem)
You'd probably laugh and say (Você provavelmente iria rir e diria)
That we were worlds apart (Que estávamos muito distantes)
If you were here today (Se você estivesse aqui hoje)
Here today (Aqui, hoje)

But as for me (Mas, quanto a mim) 
I still remember how it was before (Eu continuo lembrando como era antigamente) 
And I am holding back the tears no more (E não estou mais segurando as lágrimas)
I love you, oh (Eu te amo, oh)

What about the time we met? (E sobre quando nos conhecemos?)
Well I suppose that you could say that (Bem, eu acho que você diria que)
We were playing hard to get (Nós trabalhamos duro para conseguir)
Didn't understand a thing (Não entendíamos nada)
But we could always sing (Mas nós sempre podíamos cantar) 

What about the night we cried? (E sobre a noite em que choramos?)
Because there wasn't any reason left (Porque não havia razões)
To keep it all inside (Para manter tudo aquilo)
Never understood a word (Nunca entendia uma palavra)
But you were always there with a smile (Mas você estava sempre lá com um sorriso)

And if I say I really loved you (E se eu disser que eu realmente te amei)
And was glad you came along (E fiquei feliz, por você vir junto)
Then you were here today (Se você estivesse aqui hoje)
For you were in my song (Por você estar em minha música) 
Here today (Aqui, hoje)

O público alternava momentos em pé e sentados, dependendo do ritmo da canções. Cantava junto as músicas mais conhecidas e ouvia com atenção as mais recentes e menos famosas. O ponto culminante do espetáculo aconteceu nas performances consecutivas das músicas "Let it Be", "Live and Let Die" e "Hey Jude", quando o público, maravilhado, cantou junto o refrão da primeira, viu canhões de fogo explodirem no palco com um barulho ensurdecedor na segunda e, na última canção, entoou em coro o antológico "na na na na na, na na na na" empunhando balões coloridos e cartazes escritos com o refrão, disponibilizados pela produção. Maravilhoso! Aí, como já esperado, Paul se despediu do público para retornar em breve para o tradicional bis, para delírio da multidão beatlemaníaca. 









Paul retornou ao palco portando uma enorme bandeira do Brasil, enquanto dois de seus músicos seguravam uma bandeira da Grã-Bretanha e outra do orgulho LGBT, o que sinalizava o seu amor pelo seu país e pelo nosso, além da sua posição resoluta contra a homofobia. Para encerrar o espetáculo de som, luzes e cores que jamais sairá da minha mente, ele tocou e cantou nada menos que sete músicas: "Yesterday", "Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band", "Helter Skelter", "Birthday", "Golden Slumbers", "Carry That Weight" e "The End". Esta última, como o nome já diz, colocou fim ao maravilhoso show de 2 horas e 40 minutos de magia, com a gente já se deslocando ao ponto de saída. Paul então se despediu da terra mineira com as suas tradicionais jovialidade e simpatia: "Está na hora de partir. Obrigado à melhor equipe do mundo. Obrigado à minha banda fantástica. E obrigado a vocês. Até a próxima!"
Ainda extasiado pela divina música do gênio inglês, era hora de sair apressado do estádio para conseguir um táxi que nos levasse de volta ao hotel. E com passos largos chegamos logo à avenida C e, aleluia!, conseguimos fácil um táxi. A volta para casa era o que mais me preocupava, pois o show iria terminar muito tarde, no início da madrugada, e imaginava como seria complicado não conseguir transporte no meio daquela multidão. Mas graças a Deus, deu tudo certo. O taxista, um senhor idoso e ranheta que reclamou de tudo a corrida inteira, nos deixou sãos e salvos no hotel. Aí foi só procurar descansar para acordar cedo no dia seguinte e pegar o avião de volta para a nossa verdadeira, humilde e aconchegante moradia, cansados, mas com o coração batendo forte de alegria e felicidade pela realização de um grande sonho.
Seria eu um canalha se não registrasse aqui a acolhida maravilhosa dos meus amigos do coração José
Carlos Sepúlveda (o Mangabinha), sua esposa Ivone (Cotinha) e seu filho Vítor, que nos receberam com todo o carinho, atenção e consideração. A eles, o nosso amor e reconhecimento eternos.


Nesta nova turnê iniciada em 13 de abril de 2016, intitulada "One on One", Paul se apresentará em 78 datas, passando por várias cidades de 17 países (49 shows na América do Norte, 10 na Europa, 8 na América do Sul, 7 na Oceania e 4 na Ásia). No Brasil ele já se apresentou em Porto Alegre (Beira-Rio, dia 13 de outubro), São Paulo (Allianz Parque, dia 15 de outubro), Belo Horizonte (Mineirão, dia 17 de outubro) e em Salvador (Itaipava Arena Fonte Nova, dia 20 de outubro), quem sabe realizando sonhos iguais ao meu, de outros aficionados pelos Beatles e pela música encantadora do Sir Paul McCartney. 
Após a passagem pelo Brasil, a turnê prossegue seguindo para a Colômbia, passando por México, Austrália e se encerrando em 16 de dezembro de 2017 no Mount Smart Stadium, na cidade de Auckland, na Nova Zelândia.
Que Deus conceda muita saúde ao velho Paul para que ele possa continuar nos inebriando com suas maravilhosas canções. Vida longa, Paul!
Um grande abraço espinosense.     
         






Turnê "One on One" - Músicos:

Abe Laboriel, Jr. - Bateria, percussão e vocais de apoio.
Brian Ray - Guitarra, violão, baixo e vocais de apoio.
Rusty Anderson - Guitarra, violão e vocais de apoio.
Paul Wickens - Teclados, acordeão, harmônica, bongo, percussão, guitarra, violão e vocais de apoio.
Paul McCartney - Vocais, baixo, piano, guitarra, violão e ukulele.

Repertório: 25 Beatles, 9 carreira solo, 3 Wings, 1 Quarrymen.
1) A Hard Day’s Night (Beatles)
2) Save Us
3) Can’t Buy Me Love (Beatles)
4) Letting Go (Wings)
5) Drive My Car (Beatles)
6) Let Me Roll It (Wings)
7) I’ve Got a Feeling (Beatles)
8) My Valentine
9) Nineteen Hundred and Eighty-Five (1985) (Wings)
10) Maybe I’m Amazed
11) I’ve Just Seen a Face (Beatles)
12) In Spite of All the Danger (Quarrymen)
13) Love Me Do (Beatles)
14) And I Love Her (Beatles)
15) Blackbird (Beatles)
16) Here Today
17) Queenie Eye
18) New
19) Lady Madonna (Beatles)
20) FourFiveSeconds
21) Eleanor Rigby (Beatles)
22) I Wanna Be Your Man (Beatles)
23) Being for the Benefit of Mr. Kite! (Beatles)
24) Something (Beatles)
25) A Day in the Life (Beatles)
26) Ob-La-Di, Ob-La-Da (Beatles)
27) Band on the Run
28) Back in the U.S.S.R. (Beatles)
29) Let It Be (Beatles)
30) Live and Let Die
31) Hey Jude (Beatles)

BIS
32) Yesterday (Beatles)
33) Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Reprise) (Beatles)
34) Helter Skelter (Beatles)
35) Birthday (Beatles)
36) Golden Slumbers (Beatles)
37) Carry That Weight (Beatles)
38) The End (Beatles)


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

1842 - Padre Henrique, um exemplo real do amor de Deus

A alma de Padre Henrique subiu aos céus hoje de manhã, por volta das 10 horas, após sua morte causada por uma Leucemia Meloide Aguda. O espanhol de 86 anos de idade, nascido em Pontevedra, na região de Galícia, em 25 de dezembro de 1930, chegou em Montes Claros no ano de 1965 para cumprir sua trajetória missionária de levar apoio espiritual e social aos desamparados do Norte de Minas. O abençoado sacerdote não poupou esforços na cidade para levar educação de qualidade aos jovens e adultos, bem como amparar e assistir aos jovens usuários de drogas.
Padre Henrique Munáiz Puig deixou a casa dos seus pais com 10 anos de idade, indo estudar em um colégio Jesuíta em Salamanca. Com 16 anos, entrou para a Companhia de Jesus, da Ordem dos Jesuítas, e tornou-se um seguidor do Apóstolo Santiago, mentor da ordem religiosa. Aos 24 anos, veio para o Brasil. Estudou no Colégio Anchieta, no Espírito Santo. Dali foi para Juiz de Fora. Logo em seguida foi para Belo Horizonte, onde estudou no Colégio Loyola. Mudou-se para a cidade de Leopoldo, no Rio Grande do Sul, onde se formou em Filosofia e Teologia. Logo depois de ser ordenado sacerdote, ele foi enviado para Ipatinga, em Minas Gerais, onde permaneceu pelo período de um ano. Em 1965, chegou a Montes Claros, onde trabalhou incansavelmente em prol do povo norte-mineiro, espalhando amor, educação e solidariedade. Sua presença bendita sempre foi percebida por toda a cidade, com mais ênfase nos bairros onde trabalhou, casos dos bairros Cintra, Carmelo e Vila Guilhermina.
Padre Henrique recebeu algumas homenagens ainda vivo, como as medalhas Ivan José Lopes, Medalha de Honra ao Mérito em Gestão "Antônio Lafetá Rebello", Medalha da Inconfidência na gestão do governador Aureliano Chaves, Medalha de Honra da Inconfidência na gestão do governador Antonio Anastasia e o título de Cidadão de Montes Claros na gestão do prefeito Moacir Lopes.  


Padre Henrique foi um incansável defensor do povo humilde e necessitado, sobretudo as crianças e jovens. São várias as suas obras. Fundou a Igreja de Nossa Senhora da Consolação, no Bairro Cintra; a Igreja de Santa Rita, no Bairro Santa Rita; a Igreja de Nossa Senhora de Lourdes, no Bairro de Lourdes e a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no Bairro Delfino Magalhães. Colaborou com a fundação das ordens religiosas das Irmãs Carmelitas e das Irmãs Filhas de Jesus. Criou o Colégio São Luiz Gonzaga, no bairro Cintra, instituição que oferece educação do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental, além do Projeto Nossa Senhora das Dores, que acolhe jovens com problemas com álcool e outras drogas. Outro projeto é o "Resgate pelo Esporte", que direciona os jovens para a prática de atividades físicas. Padre Henrique também criou o Centro Educacional Apóstolo Santiago, que oferece educação do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental.
Padre Henrique é um ser diferenciado, edificante, virtuoso, iluminado. Assim como São Francisco de Assis, abdicou dos bens materiais para se dedicar de corpo e alma aos seus ideais de paz, harmonia e cuidados com os desvalidos. Um louvável exemplo de ser humano, uma referência que deveríamos nos espelhar para tornar melhor este mundo tão injusto e violento.
Descanse em paz e com o sentimento pleno de missão cumprida, santo Henrique Munáiz Puig. O mundo, e Montes Claros em particular, perdem demasiadamente com a sua retirada do nosso convívio.
Um grande e consternado abraço espinosense. 


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

1841 - Wolfgang Amadeus Mozart em Espinosa

Ninguém gosta do que não conhece. Parece óbvio, mas se você nunca escutar o trabalho musical de um artista qualquer, você nunca irá apreciá-lo e nem irá transformar o seu criador em um ídolo seu. Por isso é tão importante e fundamental o conhecimento, o saber, a descoberta do novo, o acesso ao incógnito. É preciso que as crianças (e jovens, adultos e idosos) tenham acesso a todo tipo de música para que descubram por si sós aquelas que tocam verdadeiramente seus corações.
E qual a razão para que eu diga isso, assim do nada? Só as pessoas da minha geração e da geração anterior à minha poderão se lembrar da maravilha que eram as instalações do Cine Coronel Tolentino, empreendimento criado pelo empresário Aristides Tolentino e administrado pelos seus filhos Tidim e Nelito, todos infelizmente já falecidos. 
Para quem desconhece a história de Espinosa, nos anos 70 tínhamos o melhor cinema de toda a região, com magnífica estrutura, máquinas modernas, cadeiras confortáveis, iluminação diferenciada, sala de espera, bombonière, tela e cortina de grandes dimensões e uma abertura musical de qualidade impactante. Foi neste ambiente aconchegante que vivi grandes momentos de alegria, felicidade e magia com a sétima arte. Além de me maravilhar com os filmes de faroeste, de Tarzan, de Mazzaropi, da dupla Terence Hill e Bud Spencer e de tantos outros astros, ainda usávamos o escurinho do cinema para trocar os primeiros e últimos beijos com as namoradas. Há muito o que contar do local e das emoções vividas ali, mas quero me concentrar apenas na música de abertura das sessões. Naquela época, ir ao cinema era um evento singular, uma emoção indescritível de acessar um novo mundo, de magia e encantamento. Desde a compra do ingresso, a entrada na sala de espera, a contemplação dos cartazes dos filmes que iriam ser exibidos adiante, o acesso à sala de exibição, a espera pelo apagar das luzes até o início do clímax, quando começava a música tema de abertura com o piscar das luzes coloridas no teto e a lenta abertura da enorme cortina. Era sempre um momento deslumbrante!


E que música era esta do tema de abertura? Uma música clássica, de um mestre quase que desconhecido por todos que a escutavam constantemente. Eu mesmo, só muito tempo depois me dei ao trabalho de procurar saber a quem pertencia aquela canção. E descobri que se tratava de uma composição do gênio austríaco Wolfgang Amadeus Mozart. Trata-se da Sinfonia nº 40, obra em sol menor, com 4 movimentos (Molto Allegro, Andante, Menuetto, Allegretto-Trio e Allegro Assai), finalizada em 25 de junho de 1788. No Cine Coronel Tolentino ouvíamos apenas a parte inicial do 1º movimento, mas a encantadora melodia jamais saiu da minha memória, sempre trazendo as mais felizes recordações.
Abaixo estão dois vídeos, um, o segundo, com uma versão do 1º movimento em performance de orquestra. O primeiro vídeo traz outra versão, da dupla Mozart Heroes, formada pelos músicos Chris (Violoncelo) e Phil (Violão), seguida da interpretação da música "Enter Sandman" do Metallica, música esta composta por James Hetfield, Lars Ulrich e Kirk Hammett. A verdade é que música boa nunca perde a qualidade, seja pelo passar do tempo ou pelas versões realizadas. A música é eterna e sempre prazerosa.
Um grande abraço espinosense.






quarta-feira, 11 de outubro de 2017

1840 - Blade Runner 2049

Complexo. E longo, bonito e dramático. Mais outras classificações podem ser feitas ao filme "Blade Runner 2049", uma sequência do clássico de ficção científica "Blade Runner: O Caçador de Androides" baseado no livro "Do Androids Dream Electric Sheep?" ("Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?") do escritor Philip K. Dick. Naquele filme, dirigido por Ridley Scott e lançado em 1982, um ainda jovem Harrison Ford encarnou o misterioso personagem Rick Deckard, um perseguidor implacável dos replicantes, androides fortes e inteligentes idênticos aos humanos, fabricados pela Tyrell Corporation com o intuito de trabalhar na exploração e colonização de outros planetas.
Nesta continuação lançada agora no dia 6 de outubro com o nome de "Blade Runner 2049", Harrison Ford já não tem a jovialidade e beleza do passado, mas seu personagem continua de suma importância na história, mesmo como coadjuvante. O ator Ryan Gosling, com seu personagem denominado K ou Joe, é o protagonista desta vez.


Aos que não assistiram ao primeiro filme, são importantes algumas informações. Blade Runner é o nome dos integrantes de uma unidade especial do Departamento de Polícia de Los Angeles que caça e elimina sem piedade os replicantes revoltosos, os Nexus 6. Um desses caçadores implacáveis é o Rick Deckard, personagem de Ford. Agora, no ano de 2049, a situação é parecida. Depois da compra da Tyrell Corporation pelo empresário Niander Wallace, a produção de androides é aperfeiçoada com os novos modelos Nexus, mas ao contrário dos antigos que tinham tempo de vida definido (4 anos), estes tem vida ampla, memórias e sentimentos próprios. A atmosfera da cidade continua sombria, enfumaçada e com chuva constante em meio à desesperança do povo nas ruas. Enquanto os replicantes são caçados, passeiam pela tela imagens magníficas da destruição porque passou a Terra, em um ambiente distópico, sem espaço para a beleza da Natureza. Os sentimentos não encontram espaço para se desenvolver, tudo é extremamente mecânico e impessoal. O filme nos leva a uma boa reflexão sobre o nosso futuro, sobre o mundo que estamos construindo, sobre as nossas atitudes amorosas, sobre o amor e os sacrifícios para poder vivenciá-lo em sua essência, enfim um questionamento sobre a vida. Vale o ingresso.
Um grande abraço espinosense. 

"Blade Runner 2049"
História: Hampton Fancher
Roteiro: Hampton Fancher e Michael Green
Direção: Denis Villeneuve
Produtor Executivo: Ridley Scott
Música: Hans Zimmer e Benjamin Wallfisch
Direção de Fotografia: Roger Deakins
Edição: Joe Walker

Elenco:
Ryan Gosling (K ou Joe)
Dave Bautista (Sapper Morton)
Robin Wright (Tenente Joshi)
Sean Young (Rachael)
Ana de Armas (Joi)
Jared Leto (Niander Wallace)
Sylvia Hoeks (Luv)
Harrison Ford (Rick Deckard)
Edward James Olmos (Gaff)
Lennie James (Mister Cotton)
Carla Juri (Ana Stelline)
Hiam Abbass (Freysa)
Mackenzie Davis (Mariette)
Barkhad Abdi (Doc Badger)
David Dastmalchian (Coco)
Wood Harris (Nandez)
Tómas Lemarquis (File Clerk)


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

1839 - É hora de ajudar as vítimas do ódio em Janaúba

Ainda estamos todos abalados, extremamente tristes e com os corações feridos com as consequências funestas da bestialidade humana que vitimou crianças e adultos da Creche Gente Inocente da cidade de Janaúba. A tragédia é tão desumana que custa a nós acreditar que isto possa realmente ter acontecido. Bate-nos no peito um sentimento de revolta, de impotência, de desalento com a raça humana, infelizmente com espécimes de mentes perturbadas capazes de tamanhas atrocidades.
É preciso reconhecer a valentia, o desprendimento, o amor e a solidariedade de inúmeros personagens que evitaram uma tragédia ainda maior. A professora Heley, que perdeu a vida; suas companheiras da creche; os cidadãos que ajudaram a apagar o fogo e a retirar as crianças do local; os profissionais da Saúde que trabalharam e trabalham para que outras crianças sobrevivam; outros personagens com atuação decisiva e destacada na atenuação dos estragos da catástrofe e tantos outros que ajudam com suas orações, serviços e doações.
A cidade de Espinosa também está enlutada e certamente estará presente na luta em prol das vítimas de Janaúba. A administração municipal cancelou a programação festiva do Dia das Crianças e em seu lugar irá realizar uma Ação Solidária na Praça Geraldo Ramos de Oliveira, a Praça da Meteorologia, na tarde da próxima quarta-feira, dia 11 de outubro, a partir das 17 horas. Serão arrecadados alimentos, brinquedos e materiais diversos para encaminhamento às vítimas da tragédia em Janaúba. Entre outras coisas, poderão ser doados quaisquer quantidades de água mineral, leite, brinquedos e fraldas geriátricas tamanho P.
Assim, apelamos para o elevado senso de solidariedade cristã dos espinosenses, sempre dispostos a ajudar a quem precisa, para que, cada um dentro das suas possibilidades, façam suas doações para os atingidos por este triste e terrível acontecimento. Vamos ajudar e que Deus os recompense!
Um grande e fraterno abraço espinosense.

 

1838 - Barreiras e suas belezas naturais

Adoro a cidade baiana de Barreiras, muito pelo seu Rio de Ondas e sua Cachoeira do Acaba Vida, duas maravilhas da Natureza. E ela tem muito mais atrativos. Fica um tanto distante de nós. 548 km para quem reside em Espinosa, 666 km para quem mora em Montes Claros. Dista 871 km da capital Salvador e está mais próxima da capital nacional Brasília, com 613 km. Mas vale a pena conhecê-la.
Barreiras está situada no extremo Oeste da Bahia, atualmente com uma população estimada pelo IBGE em 157.638 habitantes. A cidade é privilegiada em recursos hídricos, com o Rio Grande, principal afluente da margem esquerda do Rio São Francisco, passando cheio de curvas em sua área central. Próximo dali o maravilhoso Rio de Ondas propicia aos habitantes toda a sorte de lazer, com suas águas cristalinas, sua vegetação ribeirinha ainda preservada e as ondas que serpenteiam céleres por cima das muitas rochas, em um espetáculo gratuito e diário da força e beleza da Natureza.
A cidade de Barreiras é atualmente um poderoso polo regional de desenvolvimento, destacando-se em setores diferenciados da economia, como comércio, agronegócio, saúde, educação, serviços e construção civil. A ótima localização a torna o principal entroncamento rodoviário da região, com acesso direto a três rodovias federais, sendo elas a BR 020, a BR 135 e a BR 242. Possui o terceiro maior IDH do estado da Bahia, com média de 0,721, atrás apenas de Salvador e Lauro de Freitas. Tem como municípios fronteiriços as cidades de Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Cristópolis, Angical, Riachão das Neves e Formosa do Rio Preto (todas na Bahia), além de Novo Jardim e Ponte Alta do Bom Jesus (no Tocantins).     
Passei por lá no mês de agosto e estranhei o clima não tão quente naquela época do ano, tudo por conta dessa loucura atual do clima. Normalmente o calor é bastante forte na região, mas lá está o antídoto para essa situação desconfortável. Basta um mergulho no Rio de Ondas ou uma visita e contemplação à Cachoeira do Acaba Vida ou à Cachoeira do Redondo no Rio de Janeiro, prazeres que não tem preço.
Um grande abraço espinosense.


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

1837 - Correntina e suas águas maravilhosas

Imagine uma cidade onde impera o sol escaldante, abençoada por Deus e cortada em suas entranhas por vários rios de água cristalina. Não, não é a nossa amada Espinosa. Pelo menos não é mais. Já foi assim um dia, até que a ignorância e a ganância de alguns destruíram as matas ciliares dos nossos rios, transformando tudo em carvão. Além disso os rios se transformaram em verdadeiros depósitos de lixo, em uma atitude de completa estupidez.
Esta cidade do sonho existe e fica no oeste do estado da Bahia. Trata-se de Correntina, cidade situada a 914 km de Salvador, a cerca de 500 km de Montes Claros e distante 380 km de Espinosa. Lá moram 33.361 habitantes, conforme o IBGE (2017). Correntina, assim como Espinosa, é abençoada com a existência de vários rios em seu território. Ela é banhada pelos rios Correntina, Arrojado, Santo Antônio, Guará e Rio do Meio, todos eles com águas cristalinas e ainda bem preservadas. No rio que corta a cidade, o Correntina, com suas muitas pedras, corredeiras e águas límpidas passando em pleno centro, ainda hoje as lavadeiras cumprem sua missão de deixar limpas e alvas as roupas suas e dos seus clientes. Em uma ilha ali mesmo, uma estreita ponte de metal dá acesso ao Ranchão, um bar e restaurante onde se pode beber e comer tranquilamente diante de tão lindo cenário. Por ali, no Carnaval, se espalham milhares de foliões vindos de todo o Brasil (e até do exterior), em especial os moradores de Brasília, que dista apenas 528 km.
Em outro local de Natureza perfeita, uns 2 km ali perto, estão as 7 Ilhas, cenário perfeito para um bom descanso mental, com o rio formando pequenas ilhas em meio à densa vegetação. Cartão postal da cidade, o local oferece cenários belos e tranquilos para um bom banho de rio, amplo estacionamento e um restaurante para saborear um saboroso almoço e uma boa cerveja gelada. As ilhas são interligadas por pontes de madeira e batizadas com nomes como Ilha da Melhor Idade, dos Casais, dos Namorados, das Crianças etc.
Portanto, amigos, querendo passear e se livrar momentaneamente do estresse do cotidiano, vale uma viagem a Correntina para curtir um pouquinho dessas maravilhas ainda intocáveis da Natureza, não se esquecendo de fazer a sua parte para preservar tamanho tesouro da Humanidade.
Um grande abraço espinosense.


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

1836 - O Londrina é o grande Campeão da Primeira Liga 2017

De maneira merecida e um tanto quanto surpreendente, o Londrina conquistou o título da segunda edição da Primeira Liga na noite desta quarta-feira, depois de vencer o Atlético, no Estádio do Café , na disputa de pênaltis. O time paranaense, que atualmente ocupa a 10ª posição na tabela da Série B do Campeonato Brasileiro, já havia eliminado poderosos clubes do país, como Fluminense e Cruzeiro.
Na partida única e decisiva da final da Primeira Liga, o Londrina venceu o Atlético nos pênaltis e levantou a taça de campeão no gramado do Estádio do Café. O Tubarão fez belíssima campanha em toda a competição, passando por cima de gigantes do futebol brasileiro como Fluminense e Cruzeiro e agora, na finalíssima, venceu o Atlético, equipes de poder aquisitivo muitas vezes superior.  
A Primeira Liga foi fundada em 10 de setembro de 2015, na cidade do Rio de Janeiro, sendo uma associação de clubes de vários estados da Federação. Na primeira edição do torneio, realizada ano passado, o Fluminense foi o grande campeão ao derrotar o Atlético-PR na final pelo placar de 1 x 0, gol marcado pelo atacante Marcos Júnio.


Antes de a bola rolar, duas situações distintas dominavam o cenário nos clubes finalistas. Enquanto para o Londrina o título da Primeira Liga era uma vitória a ser muitíssimo comemorada, com o clube paranaense chegando à sua segunda conquista em competições nacionais (ganhou o Campeonato Brasileiro - Série B de 1980), para o Atlético o triunfo não teria muita importância, por enfrentar um time de menor expressão, com menos recursos financeiros e integrante da Segunda Divisão do Futebol Brasileiro. Se o Londrina não tivesse êxito na empreitada, não seria nada demais o insucesso, mas se a derrota fosse do Atlético, aí a pressão seria enorme por parte da imprensa e da torcida, podendo até ser considerado um resultado vergonhoso, dada a discrepância do poderio econômico entre os clubes.    
Na decisão de hoje não havia outra alternativa ao Atlético senão a de vencer. Depois de ser eliminado precocemente na Copa Libertadores e na Copa do Brasil, a torcida apaixonada e exigente cobrava uma reação e uma melhor performance da equipe nesta reta final da temporada. Com esta cobrança forte da torcida e em uma fase de terrível desempenho, o Atlético passou a encarar a decisão contra o Londrina como se fosse a mais importante do mundo. O Londrina, também, já que era a chance de ganhar e incluir outro torneio nacional na sua história.
No dono da casa, o Londrina, o desfalque era o volante e capitão Germano. No Atlético, as baixas eram o zagueiro e capitão Leonardo Silva, Luan e Otero.
A partida começou com ambos os times bem posicionados em campo, com boa troca de passes no meio campo e alguns erros de passe, mais em virtude da marcação firme do adversário. Foram poucos momentos de perigo nos instantes iniciais, com uma boa jogada de Alex Silva pela lateral e confusão na área do Londrina, até que Rômulo assustou o goleiro Victor com um belo chute de fora da área aos 18 minutos. O Atlético tentava cadenciar o jogo, enquanto o Londrina apostava nas jogadas rápidas de contra-ataque, sobretudo com o habilidoso Artur. Aos 25 minutos, Negueba obrigou Victor a trabalhar, desferindo um chutaço de perna direita para bela defesa do goleiro atleticano. Aos 26 minutos, Elias tenta um chute longo, pelo alto, sem direção. Com o apoio da grande torcida presente no Estádio do Café, o Londrina tentava forçar mais o jogo, usando os chutes de fora da área, enquanto o Atlético tinha dificuldades na criação de jogadas de ataque, muito em função da lentidão na saída da bola da defesa para o ataque. Aos 40 minutos, depois de boa triangulação na defesa do Londrina, Valdívia finalizou de perna direita, forte, mas alto, por cima do travessão do goleiro César, sem perigo. Valdívia teve outra oportunidade de marcar 3 minutos depois, com o corte providencial do lateral Ayrton. Assim terminou o primeiro tempo, com muita disputa pela bola, marcação cerrada, boas trocas de passes e algumas boas chances de gol. 
Bola rolando na segunda etapa. Permanecendo o empate, a decisão iria para os pênaltis. Mas os times voltaram com a vontade de decidir o jogo ainda no tempo normal, sobretudo o Atlético, que partiu mais para cima do Londrina. Aos 8 minutos, Valdívia tentou fazer um gol olímpico, em cobrança rasteira de escanteio, cortada pela defesa. Devido à forte marcação na saída de bola, os times passaram a utilizar os chutões dos zagueiros para municiar o ataque, sem nenhuma objetividade. O lateral direito do Atlético, Alex Silva, fazia uma partida horrível, errando quase todas as jogadas. Ele tentou uma bola atrasada e deixou Artur em boa possibilidade de finalização, impedida por Fábio Santos. Oswaldo de Oliveira tentou melhorar o desempenho do seu time e colocou Clayton no lugar de Valdívia, cansado. No Londrina, também cansado e sentindo cãibras, saiu Rômulo para a entrada de Marcinho. O Londrina também queria vencer nos 90 minutos, sem nada de pênaltis. Aos 31 minutos, Fred, que pouco participou do jogo, deu lugar ao He-Man, o Rafael Moura. E o Londrina assustou a pequena torcida atleticana no estádio, com uma blitz na defesa do Atlético, forçando a saída com os pés de Victor. O jogo ficou bem mais emocionante, com as equipes saindo mais em busca da vitória. Para confirmar isso, Tencati substituiu Carlos Henrique por Alisson Safira e Oswaldo tirou Cazares, que andava meio sumido da partida, para a entrada de Marlone. Aos 40 minutos do segundo tempo, o Atlético criou boa jogada no contra-ataque, chegando com velocidade no ataque, mas Marlone desperdiçou a ótima chance de marcar, chutando torto pela linha de fundo. Um jogo que parecia tranquilo tornou-se dramático. Sem gols, a decisão foi para os pênaltis.

O goleiro César brilhou mais uma vez e foi o herói da conquista



E começou a decisão nos pênaltis. Em bela imagem, os goleiros Victor e César se abraçaram respeitosamente. O Londrina iniciou a série de cobranças. Jumar bateu no canto direito de Victor, que quase defendeu. Fábio Santos bateu com categoria, com o goleiro caindo para o lado contrário da bola. Édson Silva bateu forte e acertou o joelho de Victor, com a bola indo parar no fundo da rede. Robinho cobrou com maestria, bola em um lado, bem no ângulo, goleiro no outro. Ayrton bateu e converteu, com muita tranquilidade, no lado contrário de Victor. Clayton bateu muito mal, facilitando a defesa do goleiro César. Dirceu foi para a bola e também marcou, com a bola passando por baixo de Victor. Rafael Moura foi para a bola e bateu fraco, para tranquila defesa do goleiro e herói César. O Londrina é o grande Campeão da Primeira Liga de 2017.  
Parabéns ao Londrina e sua torcida pela grande e merecida vitória.  
Um grande abraço espinosense.


Resumo da partida:
Londrina  0  x  0  Atlético (Pênaltis 4 x 2)
Estádio do Café
Quarta-feira, 4 de outubro de 2017 - 21h45
Cartões amarelos: Ayrton, Negueba e Jardel (Londrina); Adílson (Atlético)
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Assistentes: Carlos Berckenbrok (SC) e Rafael da Silva Alves (RS)

Atlético: Victor, Alex Silva, Felipe Santana, Gabriel e Fábio Santos; Adílson, Elias, Valdívia (Clayton) e Cazares (Marlone); Robinho e Fred (Rafael Moura).
Treinador: Oswaldo de Oliveira.

Londrina: César, Lucas Ramon, Dirceu, Edson Silva e Ayrton; Rômulo (Marcinho), Jumar e Jardel; Negueba, Carlos Henrique (Alisson Safira) e Artur.
Treinador: Cláudio Tencati.


Na caminhada até o título o Londrina enfrentou os seguintes adversários:
Primeira fase:
25-01-2017 - 19h00 -  Orlando Scarpelli
Figueirense  0  x  1  Londrina

31-01-2017 - 19h00 - Ressacada
Avaí  0  x  1  Londrina

21-02-2017 - 19h15 - Estádio do Café 
Londrina  2  x  1  Paraná

Quartas de final:
30-08-2017 - 19h30 - Estádio do Café
Londrina  2  x  0  Fluminense

Semifinal:
03-09-2017 - 11h00 - Estádio do Café
Londrina  2  x  2  Cruzeiro (Pênaltis 3  x  1)

Final:
04-10-2017 - 21h45 - Estádio do Café
Londrina  0   x  0  Atlético (Pênaltis 4 x 2)

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

1835 - Bingo, o Rei das Manhãs

É bem possível que muitos, ao ver o título do filme, se mostrem bastante desinteressados do seu conteúdo, pois afinal de contas, quem em sã consciência iria querer saber algo sobre um sujeito que trabalhava como o palhaço de um programinha infantil de televisão nos anos 80? Mas quem pensar assim, sem se interessar e se aprofundar na trama focada no filme, estará redondamente enganado. A história por trás desse personagem é muito rica em lições de vida.  
O filme "Bingo - O Rei das Manhãs", com duração de 113 minutos e classificação etária de 16 anos, em cartaz nos cinemas do país e indicado para entrar na lista dos concorrentes ao prêmio de melhor filme estrangeiro no Oscar 2018, é muito interessante. Para quem nunca ouviu falar da figura, Bingo (ou verdadeiramente o palhaço Bozo) foi um famoso personagem da TV americana trazido ao Brasil na década de 80. O filme conta a história do programa infantil que conseguiu, no pequeno canal do SBT de Sílvio Santos, bater a tão poderosa Vênus Platinada, ali travestida de Mundial, fato tornado possível pela atuação marcante e transgressora do ator Arlindo Barreto, interpretado de forma elogiável pelo Vladimir Brichta. Nas reviravoltas ocorridas na vida do primeiramente ator pornográfico, passando pela sua dificuldade em ganhar o papel e posteriormente com a fama e o sucesso estrondosos na pele do palhaço incógnito, o filme mostra os bastidores da TV, o mundo traiçoeiro do sucesso e as consequências da busca exacerbada da fama. O filho e pai carinhoso repentinamente torna-se um homem perdido em sessões de sexo e drogas, sem se preocupar com as consequências, um retrato notadamente comum entre integrantes do mundo artístico.  
O ator da vida real, Arlindo Tadeu Barreto Montanha de Andrade, nasceu em Ilhéus (Bahia) aos 19 de maio de 1953, filho da atriz e vedete Márcia de Windsor. Saiu do anonimato para o topo do sucesso na TV, mesmo sem poder ter a sua identidade conhecida do público, até se enfiar em uma espiral de loucura que só terminou com a luz advinda na descoberta da religião. Casou-se com a então produtora do programa Bozo, Elizabeth Locatelli, com quem teve dois filhos (Davi Gabriel e Stacy Lôyde), que se juntaram ao primeiro filho de relacionamento anterior (Diego Angelo). A relação amorosa se desfez após cerca de 30 anos de relacionamento. Atualmente o ator é pastor da Igreja Batista, levando sua história de vida e suas mensagens religiosas ainda fantasiado de palhaço.
Vale a pena deixar o conforto de casa e ir ao cinema assistir a este filme, uma boa surpresa do cinema nacional. A narrativa é bem legal, até um pouco pesada, mas muito verdadeira. Eu aposto que você não se arrependerá.
Um grande abraço espinosense.


Elenco de "Bingo - O Rei das Manhãs":

Augusto Mendes/Bingo (Vladimir Brichta)
Lúcia (Leandra Leal)
Vasconcelos (Augusto Madeira)
Martha Mendes (Ana Lúcia Torre)
Gabriel Mendes (Cauã Martins)
Peter Olsen (Soren Hellerup)
Gretchen (Emanuelle Araújo)
Angélica (Tainá Müller)
Direção: Daniel Rezende
Roteirista: Luiz Bolognesi


1834 - Tristeza em Espinosa

Gostaria muito de só publicar aqui no nosso blog notícias boas, de conquistas e de alegrias, mas a vida, infelizmente, não é assim. Os fatos tristes e dolorosos acontecem a todo momento e, mesmo com o coração tristonho, é necessário reportá-los. 
Normalmente as boas e más notícias de Espinosa me chegam através do Facebook, incompletas, incertas, muitas das vezes sem a possibilidade de checagem da veracidade dos fatos. Já aconteceu de eu ficar sabendo do falecimento de alguém querido ou conhecido somente meses ou anos depois do fato. Sendo assim, sempre fico na defensiva, com imenso receio de publicar algo que não seja verdadeiro, o que seria um desastre irreparável. Por isso, esta certa demora na publicação de certos acontecimentos.
E foi com muito pesar que tomei conhecimento da morte de Dona Alice, mãe dos meus amigos Alício e Cida e avó de Camila. Que Deus a receba de braços abertos em seu reino de paz. 


E foi com o mesmo sentimento que soube do terrível acidente rodoviário que tirou prematuramente a vida do jovem João Paulo Teixeira, irmão de minha amiga Paulinha. Que Deus o acolha com ternura nos céus.


Eu sei bem a dor que estão sentindo os familiares e amigos de Dona Alice e de João Paulo. Então, registro aqui os meus sinceros sentimentos de pesar, rogando a Deus para que lhes dê força, fé e resignação para aceitar esses acontecimentos do destino, impossíveis de ser evitados e entendidos. Que tenham ânimo, paciência e fé para prosseguirem firmes no caminho terrestre, tendo a certeza incontestável de que iremos seguir a mesma sina. Que Deus os proteja!
Um grande abraço espinosense.