Espinosa, meu éden

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

612 - Rodolpho Bernardelli, o mestre das esculturas

José Maria Oscar Rodolpho Bernadelli, grande escultor e professor mexicano, naturalizado brasileiro em 1874, nasceu na cidade de Guadalajara, México, em 18 de dezembro de 1852 e faleceu no Rio de Janeiro, aos 7 de abril de 1931, aos 78 anos.
Por volta de 1866, sua família saiu do México e, depois de passar pelo Chile e pela Argentina, fixou residência no Brasil, no estado do Rio Grande do Sul. A convite do imperador Dom Pedro II, a família mudou-se para o Rio de Janeiro. Entre 1870 e 1876, estudou na Academia Imperial de Belas Artes, onde teve aulas de escultura estatuária com o professor Francisco Manoel Chaves Pinheiro. Ganhou como prêmio pelo seu trabalho, uma viagem para a Europa, onde estudou em Paris e Roma. Em Roma, teve como mestres os irmãos Giulio e Achilles Monteverde, com quem aprendeu a trabalhar o mármore. Depois de nove anos na Itália, Bernardelli voltou ao Brasil em 1885, sendo nomeado professor de escultura estatuária na Academia Imperial de Belas Artes e como diretor na recém-criada Escola Nacional de Belas Artes. Como já se tornara um artista reconhecido, contando com a simpatia da família imperial, ele passou a receber uma série de encomendas de trabalhos, incluindo alguns monumentos de grande porte. 
Rodolpho Bernardelli permaneceu à frente da Escola de Belas Artes até 1915, quando foi afastado do cargo depois de um movimento de professores e alunos. Se aposentou no ano seguinte. Já bem idoso, retornou à ENBA para receber uma homenagem feita por seu aluno Correia Lima, um busto seu. Morreu em abril de 1931.
Sua obra inclui belas esculturas tumulares, monumentos comemorativos e bustos de personalidades, entre elas as estátuas que ornamentam o prédio do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, o Lampadário da Lapa, os bustos de Gonçalves Dias, de Dom Pedro II, da Princesa Isabel, do Visconde do Rio Branco e de Alberto Nepomuceno, os monumentos a Carlos Gomes, ao General Osório, ao Barão do Rio Branco, ao Visconde de Mauá, a Dom João VI, a Cristiano Ottoni, uma estátua de Dom Pedro I para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo e uma estátua de Pedro Álvares Cabral.
Um grande abraço espinosense.
 
















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