Espinosa, meu éden

Espinosa, meu éden

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

550 - Espinosa em cenas cotidianas

Em período de férias pelas plagas espinosenses, nestes duros tempos de calor insuportável e o flagelo da seca impiedosa, eis que algumas imagens da terra natal dão um sopro de esperança para o futuro. Ainda pode-se ver a inocência alegre dos meninos jogando bola no rústico campinho de terra poeirenta, outros soltando papagaio sob o sol forte do sertão ou se divertindo no tradicional jogo de bolinhas de gude na rua. Ainda pode-se apreciar a beleza do ainda pequeno juazeiro incendiando de cores a paisagem cinza e melancólica do sertão norte-mineiro castigado impiedosamente pela natureza. A minha amada e famosa Rua da Resina continua lá, servindo de morada para meu Tio Luiz, Dona Nair e Sêo João Meira, Dona Noeme e Dona Cida, pessoas afetuosamente enraizadas em meu coração. É por fatos, paisagens e pessoas assim tão simples e especiais que eu continuo apreciando fervorosamente o lugar onde nasci.
Um grande abraço espinosense.

 
Uma triste e desoladora imagem: o Rio Verde Pequeno totalmente seco
A velha estação do trem ainda continua abandonada
O protesto de alguém tão inconformado como eu com a precária situação da velha estação
A completa ignorância de uma parcela da população que usa o rio como depósito de lixo
A imagem cruel dos efeitos da seca

A mensagem parece ainda não ter sido entendida por alguns estúpidos
Até os animais procuram se proteger do sol escaldante na cidade

Imagem curiosa: a quadra novinha com traves toscas de madeira
O início do fim de um dos cartões postais da cidade
A velha pick-up descansa resignada no mesmo lugar de sempre
O magnífico céu de nuvens brancas contrasta com a terra ressequida
O velho "corte" recebe proteção de tela nas suas laterais
A nova sede da APAE em processo de finalização
A nova entrada torna mais bela a cidade
A arte, talvez despercebida por muitos, continua disponível no  muro da escola
A minha eterna Rua da Resina se renova a cada dia
A belíssima gameleira de Sêo Florival resiste, esplendorosa, ao tempo
A natureza, mágica e fulgurante, floresce em meio ao caos no Rio Verde

A força criadora universal se apega até ao concreto para resistir
Enquanto outras árvores perdem as suas folhas, esperando que a chuva venha em abundância o mais rápido possível, o jovem juazeiro mostra que a esperança jamais pode morrer
As flores embelezam ainda mais a já bela Praça da Matriz
Os cachorrinhos tiram uma soneca na sombra da praça em uma tarde ardente
Os meninos ainda se divertem soltando suas pipas
O garotinho se diverte soltando o seu papagaio debaixo do sol abrasador
O bate-bola dos meninos no rústico campinho de terra

A turma de jovens garotos se distrai com as bolinhas de gude
O nosso pôr-do-sol continua deslumbrante
Pena que a tradicional mesa do baralho não conte mais com a alegre presença do nosso eterno Zé Cobrinha
 A lamentar, a perda de alguns grandes cidadãos espinosenses nos últimos dias. Pessoas da mais alta qualidade, de história ilibada, grandes exemplos de dignidade. Sêo Firmino, Sêo Dirceu Ribeiro da Cruz, Waldemar Martins Ribeiro (Dé da Codevasf), a esposa de Miro Eletricista e Sêo Lindolfo Alves Martins desencarnaram recentemente.
A todos os familiares, o meu sincero sentimento de tristeza.

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